11 de agosto de 2013

O Verme de Lambton

۞ ADM Sleipnir



Na parte nordeste da Inglaterra, existe uma lenda dos tempos medievais sobre um verme gigante que aterrorizava a região. Esse verme, que na verdade é um dragão/serpente monstruoso(a) é chamado de Verme de Lambton, e apesar de existirem versões ligeiramente diferentes da lenda contada por toda a região, a história é basicamente esta que você lerá aqui.

Uma vez, há muito tempo, uma família nobre chamada Lambton vivia em um castelo, perto do rio Wear em County Durham. Eles eram muito ricos, e o herdeiro do espólio era um jovem mimado, que mostrava pouca consideração por ninguém. 
Um certo domingo, o jovem Lambton queria ir pescar, e optou por não se juntar à sua família na igreja. Infelizmente, ele nada pegou o dia todo, e, perdendo a paciência, ele amaldiçoou o rio.

De repente, ele sentiu um puxão forte em sua linha. Pensando que fosse um grande salmão, ele usou toda a sua força para puxá-lo, mas acabou descobrindo que não era um peixe, e sim um verme preto estranho, do tamanho de um polegar. Era horrível e viscoso, com nove buracos de cada lado da sua cabeça semelhante a uma salamandra, e sua boca larga  possuía dentes afiados.


Por alguma razão, ele decidiu levá-la de volta ao castelo e, no caminho, encontrou um morador, que lhe perguntou sobre o que ele havia pego. Ele mostrou o verme ao homem, dizendo: "Isso não é um salmão, mas o próprio diabo." O aldeão engasgou e ficou pálido, sacudindo a cabeça, antes de responder, em tons sombrios: "Isso não é um bom presságio...". Estas palavras gelaram o jovem até os ossos. Com o aumento do desconforto, ele atirou o verme dentro de um poço da aldeia e, estremecendo, seguiu o seu caminho, se perguntando por que ele parecia ter visto seu próprio rosto nos olhos da criatura conforme ele a puxava para fora da água.

Anos se passaram, e o jovem herdeiro, lamentando sua vida impensada, decidiu juntar-se às Cruzadas. Ele ficou fora durante 7 anos e, durante este tempo, o verme cresceu e cresceu dentro do poço.

Ninguém notou nada de estranho no início, mas, em seguida, boatos de que o ar da aldeia tinha ficado azedo, com vapores nocivos brotando dela, começaram a chegar ao castelo. As pessoas diziam que a água estava oleosa, e pessoas que beberam dela queixaram-se de doenças, com ardor na boca e garganta.


E então, um dia, os moradores encontraram um estranho e mau cheiroso limo, brilhando em um largo rastro, que levava ao rio Wear. E lá, em uma enorme pedra no meio do rio, estava um dragão totalmente amadurecido, suas vastas espirais brilhando ao sol da manhã. Todos que o viram fugiram em terror, e ficaram encolhidos nas suas casas miseráveis, temendo ir para fora.

Todos os dias, o dragão repousava sobre sua rocha, mas à noite ele nadava até a margem e se enrolava em torno de uma colina, de modo que ninguém se sentia seguro. Ele produzia um fedor vil; seu limo marcava a relva, e seu apetite era tal que logo esgotava a terra de gado. Estranhamente, porém, ele parecia ter um gosto especial por leite.


Uma noite, o dragão começou a ir em direção ao castelo e, em uma tentativa de desviar a sua atenção, o leite quente de todos os rebanhos dos Lambton foi apressadamente derramado em um cocho de cavalo fora dos portões do castelo. O dragão bebeu todo o leite com prazer, e então este "ritual" continuou a ser realizado todas as noites, até que o jovem Lambton retornou das Cruzadas.

Para seu horror, ele percebeu que o dragão era o mesmo verme hediondo que ele tinha jogado no poço, e, movido pelo sofrimento de seu povo, o jovem procurou o conselho de uma mulher sábia, para saber como ele poderia corrigir seu erro. Foi-lhe dito para usar uma armadura com lâminas salientes, e para chamar o dragão soprando sua corneta. O resto, lhe foi dito, seria fácil, mas o preço que ele deveria pagar também era tirar a vida da primeiro ser vivo que ele visse quando o dragão estivesse morto. Não fazer isso resultaria em uma maldição sobre si mesmo e sobre sua família por nove gerações.

A armadura blindada foi feita e, ao amanhecer, o jovem senhor estava ao pé da colina do dragão, alertando sua família e aos moradores para ficarem bem longe de sua vista até que a tarefa terminasse. Ele soprou em sua corneta, e o dragão, percebendo uma ameaça ao seu território, começou a engoli-lo em suas enormes espirais. Conforme o dragão apertava o jovem Lambton, as lâminas da armadura perfuravam profundamente a sua pele, enfraquecendo-o . Lambton foi, portanto, capaz de cortar sua cabeça com sua espada.

Após finalmente derrotar o dragão, ele tocou a corneta novamente para anunciar a morte do dragão e, esquecendo o aviso do seu filho, o velho Lambton correu para saudá-lo com alegria. Horrorizado, o jovem senhor descobriu que não poderia matar seu próprio pai, então ele rapidamente matou um de seus cães favoritos em seu lugar. No entanto, a maldição não foi evitada, e por três vezes três gerações, os Senhores Lambton não "puderam morrer tranqüilamente em suas camas".



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3 comentários:

  1. Não puderam morrer tranquilamente em suas camas? Sinistro...

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  2. No final eu tava esperando algo como "ao matar a serpente, ele viu seu reflexo na água e teria que tirar a própria vida".

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  3. Oloko tava tao ansioso pela vitoria que esqueceu sobre o aviso maluco

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