31 de agosto de 2013

Kapre

۞ ADM Dama Gótica



Os Kapres são criaturas da mitologia filipina que podem ser caracterizadas como demônios que vivem em árvores, com características humanas. São descrito com aparência de um homem cabeludo, pardo, alto, com uma barba, normalmente estão fumando um grande cachimbo, cujo cheiro forte atrai a atenção humana. O termo kapre vem do árabe "kaffir", significando um não crente no Islã. Os árabes primitivos e os mouros o usavam para se referir aos não-muçulmanos que tinham pele escura. O termo foi mais tarde trazido para as Filipinas pelos espanhóis. Alguns historiadores especulam que a lenda foi propagada pelos espanhóis para evitar que os filipinos auxiliassem qualquer escravo africano fugitivo.

Acredita-se que os Kapres residam em grandes árvores como acácias, mangueiras, bambus e figueira-de-bengala, pois são frequentemente vistos sentados sob essas árvores. Gostam de beber, fumar e jogos de azar. 

Diz-se que usam tangas indígenas e um cinto que dá-lhes a habilidade de ficar invisíveis aos humanos. Em algumas variações, os kapres supostamente seguram uma pedra mágica branca, um pouco menor do que um ovo de codorna, para ficar invisível. Caso alguma pessoa consiga obter esta pedra, o kapre lhe concederia desejos. 



Os Kapres gostam de pregar peças nas pessoas, frequentemente fazendo com que viajantes fiquem desorientados e percam seu caminho. 

Relatos de avistamento de Kapres incluem o de testemunhar ramos de árvore balançando, mesmo se o vento não está forte, escutar risadas altas vindas de um ser não-visto, ver muita fumaça no topo de uma árvore, ver olhos grandes e ardentes -durante a noite- vindos de uma árvore, e também ver nitidamente um Kapre andando pela floresta. Acredita-se que pirilampos abundantes em áreas de bosques são as brasas do cachimbo de tabaco iluminado do Kapre. 

Essas criaturas não são necessariamente malignas, diferentemente do Mananangal. Kapres podem fazer contatos com as pessoas para oferecer-lhes amizade ou se tiver interesse amoroso. Se um Kapre faz amizade com qualquer humano, especialmente por causa de amor, seguirá seu "interesse amoroso" por toda a vida.


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29 de agosto de 2013

Ciclopes

۞ ADM Sleipnir



Os ciclopes (grego Κύκλωψ, "olho redondo") eram seres gigantes, e que possuíam um único olho no meio de suas testas. De acordo com Hesíodo, eles eram fortes, teimosos, e "abruptos de emoção." Todas as suas ações refluem com violência e poder. Existem duas gerações de ciclopes na mitologia grega. A primeira geração consistia de três irmãos: Arges ("brilhantre"), Brontes ("trovão"),  e Estéropes ("relâmpago"), que surgiram  da união de Gaia (a terra) e Urano (o céu). A segunda geração é descendente de Poseidon, e o mais famoso deles era Polifemo, da Odisséia de Homero.

1ª Geração - Os Filhos de Urano

Arges, Brontes e Estéropes  eram os engenhosos ferreiros dos deuses do Olimpo. Eles eram metalúrgicos qualificados e dentre suas criações mais importantes estão os raios de Zeus, o tridente de Poseidon, e o Elmo do Terror de Hades, que mais tarde foi usado por Perseu, em sua busca para decapitar Medusa. No entanto, antes disso os irmãos passaram a maior parte de sua existência presos. Seu pai Urano (Céu) odiava toda a sua descendência (os Titãs, Ciclopes e os Hecatônquiros) e os manteve confinados no fundo de Gaia (Terra). A derrota de Urano por seu filho Cronos, fez com que Gaia libertasse os Ciclopes e os Hecatônquiros por um tempo, mas Cronos era um líder paranoico. Cronos temia o poder desses irmãos, então resolveu lança-los ao Tártaro (o lugar de punição no submundo), onde permaneceram presos  até Zeus libertá-los, em troca de sua ajuda na Titanomaquia (a batalha dos Titãs contra os Olímpicos). Com o auxílio dos Ciclopes e os seus raios, Zeus foi capaz de derrotar Cronos e os Titãs e assim se tornou o governante do cosmos. Em agradecimento a ajuda dos ciclopes, Zeus permitiu-lhes permanecerem no Olimpo como seus armeiros e como ajudantes de Hefesto, deus dos ferreiros. 



Arges, Brontes e Estéropes  são mencionados de forma breve na maioria dos mitos, onde concedem força aos heróis e armas de excelente qualidade, mas são personagens principais em um outro evento, a sua morte pelas  mãos de Apolo. Zeus fulminou Asclépio, filho de Apolo, com um raio pois o mesmo tinha adquirido a habilidade de ressuscitar os mortos, e isso causaria um desequilíbrio na ordem do mundo. Apolo ficou indignado com o fato, e por vingança, matou os ciclopes que haviam forjado o raio mortal, punindo Zeus de forma indireta. Há indícios de que não foram os irmãos ciclopes que morreram pelas mãos de Apolo, mas sim seus descendentes. Os fantasmas dos 3 ciclopes são ditos residirem no Monte Etna, um vulcão ativo que solta fumaça, como resultado da queima das forjas. 

 2ª Geração - Os Sicilianos

A segunda geração de ciclopes era um bando de pastores sem lei que viviam na Sicília, e que haviam perdido a habilidade de metalurgia. Polifemo, filho de Poseidon e da ninfa Teosa, é o único ciclope notável dessa geração e figura proeminente na Odisséia de Homero. Na história, Odisseu e sua tripulação desembarcaram na Sicília, reino dos ciclopes. Ele e alguns de seus melhores homens ficaram presos na caverna de Polifemo, que rolou uma grande pedra em frente à entrada para encurralar suas ovelhas, enquanto Odisseu ainda estava lá dentro. Polifemo gostava de carne humana e devorou ​​muitos dos homens de Odisseu como jantar. Na segunda noite, Odisseu enganou Polifeno, fazendo-o beber vinho suficiente para que ele apagasse. Polifeno pergunta quem lhe ofereceu a bebida, e Odisseu responde "foi Ninguém".



Enquanto o gigante estava dormindo, Odisseu cegou-o com um atiçador em brasa. Polifemo gritou de dor para os outros ciclopes na ilha que "Ninguém" estava tentando matá-lo, então nenhum ciclope veio em seu socorro. Eventualmente, ele teve que rolar a pedra para permitir que as suas ovelhas saíssem para pastar. Já que não podia ver, Polifeno verifica com o tato se são realmente ovelhas ou os prisioneiros que estão saindo. Odisseu e seus homens se agarraram às barrigas das ovelhas para sair e dessa forma conseguem escapar. Conforme Odisseu navegava para longe da ilha, ele gritou para Polifemo que era Odisseu, que lhe tinha cegado. Enfurecido, o ciclope lançou pedras enormes no navio e gritou ao seu pai, Poseidon, para que o vingasse.

Os Construtores

Diz-se que há, ainda, uma terceira geração de ciclopes, denominados construtores, provenientes do território da Lícia. Esses possuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.

Estudos recentes levantaram a hipótese sobre a origem do único olho dos ciclopes. Uma possibilidade é que, em tempos antigos, os ferreiros poderiam ter usado um tapa-olho sobre um dos olhos para evitar que a faísca das forjas cegassem os seus dois olhos. Além disso, ferreiros, às vezes se tatuavam com círculos concêntricos, o que poderia ter sido uma homenagem ao sol, que provém o fogo para os seus fornos. Anéis concêntricos também faziam parte do padrão para fazer tigelas, capacetes, máscaras e outros objetos metálicos. 

Nota-se que os ciclopes da primeira geração foram associados com o tratamento de metais, enquanto a segunda geração não era. Aparentemente, a banda sem lei de ciclopes é uma adição posterior aos mitos. A incidência com Polifemo parece ter tido uma existência independente da Odisséia antes de Homero acrescentá-lo à sua aventura épica. Provavelmente a história era contada como um mito separado em determinadas funções.

Não se sabe o motivo pelo qual os ciclopes foram rebaixados de ferreiros dos deuses a um grupo anárquico de monstros sem reverência aos deuses. Quando o universo surgiu, haviam muitos monstros e formas vagas que foram gradualmente substituídos por seres com formas mais humanas. A ordem estava substituindo o caos. Os monstros foram sendo extintos, e isso poderia ter conduzido para a transformação dos ciclopes "bons" em Ciclopes "maus" que estavam destinados a serem combatidos e derrotados pela forma humana divina.







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27 de agosto de 2013

Izanagi & Izanami

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia japonesa, os deuses Izanagi ("Aquele Que é Convidado") e Izanami ("Aquela Que Convida")  são os criadores do Japão e de muitos dos seus deuses. Em um mito importante, eles descem ao Yomitsu Kuni, o submundo e a terra das trevas. Histórias sobre Izanagi e Izanami são contadas em duas obras de 700 a.D. , o Kojiki (Registros dos Assuntos Antigos) e o Nihongi (Crônicas do Japão).

A Criação das Ilhas e Deuses Japoneses

Após a criação do mundo, o “Céu e a Terra” eram apenas uma massa uniforme e macia que ainda estavam em evolução e precisavam ser terminados. Os deuses primordiais se reuniram para discutir sobre o destino da Terra e decidiram delegar a celestial missão da criação das Ilhas ao casal mais jovem dos deuses, Izanagi e Izanami. Para ajudá-los em sua tarefa divina, foi entregue ao casal a Ame-no-nuboko (天沼矛)“A Sagrada Lança” que era coberta de pedras preciosas.

Izanagi e Izanami estavam a postos na ponte flutuante do céu e, com a lança em punho, agitaram o oceano primevo. Quando eles levantaram a lança, as gotas que caíam de volta para a água coagularam e formaram a primeira terra firme, uma ilha chamada Onogoro-shima (淤能碁呂島) “Espontaneamente Coagulada”. 



Após isso, Izanagi e Izanami foram até a ilha e decidiram se casar e acasalar para trazerem novas gerações e novas terras a partir da Terra. Para se casar, eles criaram um cerimônia para comemorar. Eles criaram uma coluna sagrada, e contornaram-a, indo Izanagi para a direita e Izanami para a esquerda, unindo-se como marido e mulher. Durante a cerimônia, Izanami falou primeiro, “Que prazer encontrar tão formosa e jovem terra“, elogiando a beleza do companheiro. Então Izanagi respondeu: “Que prazer encontrar tão linda criação“.Os primeiros filhos dessa união nasceram deformados, e intrigados, o casal questionou os deuses primordiais sobre o fato. Os deuses disseram que isso ocorreu pelo fato de Izanami ter falado antes de seu marido, durante a cerimônia de casamento (no antigo Japão a mulher nunca deveria falar antes do homem). 

O casal realizou então uma nova cerimônia de casamento, desta vez agindo corretamente. Izanami logo deu à luz oito filhos adoráveis, que se tornaram as ilhas do Japão. Izanagi e Izanami, então, criaram muitos deuses e deusas para representar as montanhas, vales, cachoeiras, rios, ventos e outros recursos nativos do Japão. No entanto, durante o nascimento de Kagutsuchi, o deus do fogo, Izanami teve sua genital gravemente queimada, ferindo-a mortalmente. Mesmo em seu leito de morte, ela continuou a gerar deuses e deusas, e ainda outras divindades emergiram as lágrimas do aflito Izanagi, que matou Kagutsuchi brutalmente.

A descida ao submundo

Quando Izanami morreu, ela foi enviada ao Yomitsu Kuni. Izanagi decidiu ir até lá com a missão de trazer sua amada de volta. Izanami cumprimentou Izanagi das sombras enquanto ele se aproximava da entrada do Yomi. Ao encontrar Izanami, a deusa lhe disse: “Meu senhor e marido, por que tua vinda é tão tarde? Eu já comi da comida de Yomi. Irei agora descansar. Peço-te que não me olhes”. Cheio de desejo por sua esposa, Izanagi acendeu uma tocha e olhou dentro do Yomi. Horrorizado ao ver que Izanami agora era um cadáver em decomposição, Izanagi fugiu.


Irada por Izanagi não ter respeitado os seus desejos, Izanami enviou as Yomotsushikome (espíritos hediondos femininos), oito deuses do trovão, e um exército de mil e quinhentos guerreiros ferozes do Yomi para persegui-lo. Izanagi desembainhou sua espada e fugiu para as regiões escuras do submundo. Enquanto corria, o deus atirou seu capacete ao chão, que imediatamente se transformou em um cacho de uvas. Quando as Mulheres de Yomi o viram, comeram as frutas. Izanami viu o que acontecera e decidiu ela mesma perseguir Izanagi. 

Izanagi conseguiu escapar dos seus perseguidores e bloqueou a passagem entre o Yomi e a terra dos vivos, com uma enorme pedra. Izanami o encontra cara-a-cara, e eles rompem o seu casamento. Izanami ameaça matar mil homens em um dia, ao que Izanagi retruca e diz que fará nascer então mil e quinhentos homens (essa é uma  alusão ao ciclo de vida da humanidade).






O Nascimento da Nobre Trindade


Izanagi sentiu-se imundo por causa do seu contato com os mortos, e ele decidiu tomar um banho para se purificar. Um número de deuses e deusas, tanto do bem como do mal, saíram de sua roupa descartada conforme Izanagi se banhava. A deusa do sol - Amaterasu - saiu de seu olho esquerdo, o deus da lua - Tsukuyomi - apareceu de seu olho direito, e Susanoo surgiu de seu nariz. Orgulhoso desses três filhos nobres, Izanagi dividiu seu reino entre eles.

Logo após o nascimento da tríade, Izanagi decidiu atribuir uma tarefa a cada um deles.Para Amaterasu ele entregou um colar sagrado que simbolizaria o poder divino fazendo-a tornar deusa do sol e habitar o céu, enquanto para Tsukuyomi ele atribuiu a Lua, tornando-o deus da noite. Para Susanoo, ele deu os oceanos. Ao protestar contra a escolha do pai ,alegando querer ir de encontro a sua mãe Izanami, Susanoo é expulso por Izanagi que enfim dá por concluída sua missão da criação. Ele cria uma residência na ilha de Ahaji e passa a viver em repouso.






fontes:
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26 de agosto de 2013

Pluto

۞ ADM Sleipnir



Pluto (ou Ploutos, grego Πλοῦτος, "riqueza") era o deus da riqueza na mitologia grega. Na Grécia agrária, era primeiramente associado apenas à generosidade de ricas colheitas. Mais tarde, ele passou a representar a riqueza em termos mais gerais.

Pluto era filho de Deméter, deusa da agricultura, e do semideus Iásion, que foi morto fulminado pelo ciumento Zeus. Ele também foi dito ter sido filho de Hades e Perséfone. Muitas pinturas em vasos mostram ele ao lado do rei e da rainha do submundo. 

Pluto foi cegado por Zeus para que ele pudesse distribuir a riqueza indiferentemente, sem favorecer apenas os bons e os virtuosos. O deus era geralmente representado como um menino segurando uma cornucópia cheia de grãos, na companhia de sua mãe Deméter. Nas esculturas, ele foi muitas vezes mostrado como uma criança nos braços tanto de Irene, a deusa da paz, ou Tique, a deusa da fortuna. Pluto também era as vezes representado como um velho de olhos vendados carregando uma bolsa. 

Na teologia dos mistérios de Elêusis, Pluto foi considerado como sendo a Criança Divina. Mais tarde, Pluto foi relegado à categoria de deus secundário, e as suas funções foram incorporadas por Hades/Plutão.


Ânfora datada de 470 a.C. com uma figura de Hades/Plutão, portando uma cornucópia. Aqui o deus já possuía os atributos anteriormente pertencentes à Pluto

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25 de agosto de 2013

Geirrod

#ADM Sleipnir



Na mitologia nórdica, o gigante Geirrod era um dos mais poderosos inimigos de Thor. Geirrod era o pai de Gjalp e Greip. Ele e suas duas filhas Gjalp e Greip foram mortos por Thor, na história que se segue.

Numa ocasião, o deus Loki pegou o terno de falcão da deusa Frigga. Ao vestir esse terno, ele poderia voar sobre qualquer um dos nove mundos. Ele foi até Jötenheim, a terra dos gigantes, e parou para descansar em uma parede fora do salão de Geirrod. Geirrod viu o pássaro e mandou um servo subir a parede e capturar o pássaro. Loki viu quão longa e difícil era a subida, então ele esperou até o último momento antes de voar para longe, só para irritar o servo.

Ao se preparar para voar, Loki descobriu que seus pés estavam presos e que ele não poderia fugir. Ele foi então capturado e levado perante o gigante Geirrod, que pode ver através dos olhos do falcão, que ele era na verdade uma pessoa, e exigiu saber quem era. Loki permaneceu em silêncio. Geirrod trancou o falcão em uma caixa sem qualquer alimento. Depois de três meses, Loki decidiu se revelar. Geirrod diz para Loki que a única maneira dele evitar a sua morte era a promessa de trazer Thor até o seu salão, sem o cinto de força e o martelo Mjölnir. Loki concordou com o negócio e fez um juramento para vinculá-lo.


Como Thor confiava em Loki, ele concordou em ir para o salão de Geirrod, sem cinto e do martelo Mjölnir. Felizmente para Thor, eles fizeram uma breve parada para descansarem, na casa de uma gigante chamada Grid (mãe do deus Vidar), e ela advertiu a Thor sobre o plano de Loki enquanto o mesmo estava dormindo. Ela emprestou a ele, seu próprio cinto de força, luvas de ferro mágicas, e seu cetro. 



Então Thor, já totalmente equipado e Loki continuaram a sua viagem rumo ao salão de Geirrod na manhã seguinte. Thor e Loki chegaram ao rio Vimur. Thor afivelou o cinto, agarrou seu cetro, entrou no rio, com Loki agarrado ao cinto. No entanto, Geirrod tinha visto eles chegando, e enviou sua filha para rechaçá-los. Ela começou a urinar dentro do rio, fazendo com que o nível da água subisse tão alto que Thor quase se afogou. Thor pegou uma pedra enorme e arremessou-o na boca do rio, bloqueando o fluxo. Ele nadou para a margem oposta, e se ergueu para a terra seca.


Chegando ao salão de Geirrod, Thor e Loki foram recebidos em uma casa de cabras. Dentro dela havia uma única cadeira. Thor sentou-se nela e, imediatamente, as filhas de Geirrod correram para levantar a cadeira e apertá-lo contra o teto, ameaçando esmagá-lo. Thor usou o cetro para forçar a cadeira para baixo, e ouviu-se em seguida um estalo e gritos. Eram as filhas de Geirrod, Gjalp e Greip, que haviam sido esmagadas pela mesma cadeira. 


Em seguida Thor e Loki invadiram o salão de Geirrod, e o mesmo usou um par de pinças para pegar um lingote de ferro em brasa e arremessá-lo em Thor. Protegido por suas luvas de Ferro, Thor pegou o ardente lingote, e atirou-o de volta para o gigante. O gigante se refugiou atrás de um pilar de ferro. Mas o lingote colidiu com o pilar, atravessando ambos o pilar e Geirrod, matando-o  e derrubando a parede. Assim Thor e Loki puderam voltar em segurança para Asgard.









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23 de agosto de 2013

Tikbalang

۞ ADM Sleipnir


O Tikbalang é uma criatura mítica encontrada no folclore filipino. É descrito como sendo um ser híbrido, metade cavalo e metade humano. Ao contrário dos centauros da cultura ocidental, o tikbalang possui a cabeça e, às vezes, os cascos de um cavalo, com o corpo de um homem alto e musculoso. As pernas do tikbalang são muito longas, e dizem que, quando ele se senta, seus joelhos ficam mais altos do que a sua cabeça.

De acordo com as histórias da mitologia das Filipinas, o Tikbalang vive no topo de árvores muito altas, ou também em pântanos, montanhas ou florestas. Do topo das árvores, ele observa toda a área, pronto para atacar qualquer um que se atreve a perturbar o seu território. 


O mito sobre o Tikbalang surgiu durante a colonização espanhola. Os conquistadores introduziram cavalos para as Filipinas e, em seguida, espalharam rumores para assustar os povos nativos. Isso explica o porquê de tantas histórias contraditórias sobre o TikbalangUma delas, por exemplo, diz que o  Tikbalang é uma criatura travessa e muitas vezes prega truques sobre os viajantes. Um de seus truques favoritos envolve fazer suas vítimas perderem o seu caminho até que fiquem loucos. 

Outras histórias descrevem o Tikbalang como sendo um monstro da noite, com brilhantes olhos vermelhos. Esta versão do  Tikbalang retrata-o como uma criatura temível, um verdadeiro perigo para as pessoas. Acredita-se que quando fica irritado - e ele se irrita facilmente - ele pisa sobre as pessoas com seus cascos até que elas morram. Nestes contos, o  Tikbalang é sempre acompanhado por um cheiro de cabelo queimado e ele fuma enormes charutos.

Outros fatores geralmente atribuídos ao Tikbalang são:

  • Habilidade de se tornar invisível;
  • Habilidade de se transformar em seres humanos; 
  • Capacidade de imitação de vozes; 
  • Guardião benevolente dos reinos elementais;
  • Ele é um demônio;
  • Ele só toma banho em luas cheias; 
  • É uma bela mulher que ficou muito velha; 
  • Ele é um  feto abortado que foi enviado de volta para a Terra a partir de limbo;
  • Ele é, na verdade, meio-pássaro, metade homem;
  • Ele propõe um enigma à sua presa e aqueles que responderem certo obtém um pote de ouro;
  • O  Tikbalang pode se apaixonar por um mortal, e acredita-se que, se chover e o céu estiver claro, um Tikbalang vai se casar.


Acredita-se que através de um certo ritual, o Tikbalang possa ser domado.Eles possuem uma espécie de juba com espinhos afiados, e aquele que conseguir amarrar um Tikbalang,se colocar por cima dele e remover pelo menos um destes espinhos pode usa-lo como um talismã, mas primeiro deve se segurar firmemente em cima dele, pois o mesmo fará de tudo para se livrar do cavaleiro desagradável. Quando ele se cansar então a vitória do aspirante a domador estará completa.


Dizem que as únicas formas de se evitar um encontro com o Tikbalang é virar a camisa do avesso, ou pedir permissão em voz alta para passar por seu território e depois caminhar em silêncio, para não perturbá-lo.




fontes:
http://meu-monstrinho-bizarro.blogspot.com.br/2013/01/tikbalang.html
http://lizzabathory.blogspot.com.br/2012/08/tikbalang.html




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21 de agosto de 2013

Ugallu

#ADM Sleipnir


Ugallu, a "Grande Besta do Tempo", é um demônio do clima, na mitologia mesopotâmica/acadiana. Ele possui cabeça de leão e pés de pássaro, e empunha duas armas, um punhal/adaga e uma maça. A sua iconografia mudou ao longo do tempo, com os pés humanos se transformando em garras de uma águia e sendo representado vestido com uma saia curta. O Ugallu ainda é conhecido por proteger contra doenças e demônios e é freqüentemente visto nas casas, em forma de amuletos ou imagens.


Mitologia

Ugallu foi um dos onze monstros míticos criados por Tiamat durante o seu conflito com os jovens deuses, como descrito no inverso do primeiro tablete da Epopéia da Criação, Enuma Elish. O conto descreve como Marduk capturou e confinou esses monstros, reabilitando-os com o trabalho de reconstruir o mundo a partir dos cadáveres de seus adversários derrotados. Isso os transformou em encantos protetores que poderiam ser usados ​​para adornar as portas dos palácios (por exemplo, o palácio sudoeste de Assurbanipal em Nínive), templos (como o templo de Marduk, Esagil - conforme descrito na inscrição Agum-Kakrime) e também residências particulares para afastar o mal e doença. Às vezes, em pares, o benéfico demônio protetor encontra um propósito específico em adornar as portas exteriores dos edifícios.

Ugallu aparece pela primeira vez em sentido figurado no antigo período babilônico como o porteiro do submundo, um servo de Nergal. Nos tempos atuais, ele é frequentemente  representado em amuletos,  emparelhado com o demônio sumeriano Lulal, sendo ambos, em muitos aspectos bastante semelhantes na aparência. Ele é retratado segurando um punhal, e descrito assim: "A cabeça de um leão e as orelhas de leão, que detém a ... em sua mão direita e carrega uma maça em sua esquerda, está cingido com um punhal, seu nome é Ugallu. "




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19 de agosto de 2013

Equidna

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, Equidna ( do grego Ἔχιδνα, a víbora) era uma monstruosa criatura, com a parte superior do corpo de uma mulher e  o resto de seu corpo semelhante a uma serpente. Ela presidia as corrupções da terra: podridão, lodo, águas fétidas, doenças, e enfermidades.

Segundo as lendas, Equidna  era a filha de um par de poderosos seres míticos. Algumas fontes afirmam que ela era filha de Tártaro e Gaia, enquanto outros propõem um conjunto completamente diferente de pais. Na verdade, o antigo poeta Hesíodo sugere que Equidna era filha de Ceto e Fórcis. Hesíodo também nos dá um vislumbre de Equidna em sua Teogonia, na seguinte passagem:
"Então Ceto deu luz a outro monstro invencível,
de nenhuma maneira como os homens mortais ou os deuses imortais;

sim, em uma caverna oca ela pariu Equidna, divina
e cruel, metade ninfa de belo rosto e olhos brilhantes

e metade cobra, enorme e monstruosa dentro da terra santa,
uma cobra que ataca rapidamente e se alimenta de carne viva.
Seu covil é uma caverna debaixo de uma pedra oca,
longe de deuses imortais e homens mortais;
os deuses decretaram para ela uma habitação glorioso lá. " 
(Hesíodo, Teogonia, 295-303)


Além de revelar o nome de seus pais, descrevendo sua aparência, e explicando que ela vivia em uma caverna isolada, Hesíodo também inclui outro elemento importante em sua discussão sobre Equidna. A Teogonia de Hesíodo apresenta uma lista de filhos aos quais esse monstro prolífico deu à luz. Equidna deu a luz à Ortros (o cão de Gerião), Cérbero, a Hidra de Lerna, e a Quimera após o acasalamento com Tifão. Hesíodo acrescenta que Equidna ainda deu a luz à Esfinge e ao Leão de Neméia, como resultado de sua união com Ortros.

Ainda como filhos, tinha Ladon (o dragão de 100 cabeças), Ethon (a águia que comia o fígado de Prometeu), e segundo algumas versões, a terrível Cila. Equidna possuía, assim como os seus filhos, uma natureza terrível e adorava devorar viajantes inocentes.

Zeus, ao se tornar o rei do Olimpo, pretendia eliminar Equidna, mas ele resolveu deixar ela e seus filhos viverem, para que se tornassem um desafio para os futuros heróis. Equidna nunca teve uma participação direta em quaisquer mitos, mas sempre era citada como "a mãe de todos os monstros".

De acordo com Hesíodo, ela era uma ninfa imortal, porém de acordo com Apolodoro, Equidna foi morta enquanto dormia pelo gigante de cem olhos, Argos, à mando da deusa Hera.




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17 de agosto de 2013

Utnapishtim

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia do Antigo Oriente Próximo, Utnapishtim era o heróico sobrevivente de uma grande inundação. Sua história, contada no épico babilônico Gilgamesh, é semelhante ao relato bíblico da Arca de Noé. Na história babilônica, alguns dos deuses decidiram enviar um dilúvio para destruir a humanidade. No entanto, Ea, o deus da sabedoria e da água, alertou Utnapishtim sobre a vinda da enchente e disse-lhe para construir um navio para si e sua família. O navio deveria ser carregado com várias posses, bem como as plantas e os animais de todos os tipos.




Assim que Utnapishtim completou o navio, começou a chover. A chuva continuou por sete dias e inundou a terra. Quando a chuva parou, o navio ficou aterrado em uma montanha cercada por água. Vários dias se passaram. No sétimo dia, Utnapishtim enviou uma pomba para procurar terra firme. A ave voltou exausta, sem ter encontrado nenhum lugar para descansar. No dia seguinte, ele enviou uma andorinha, mas esta também retornou. No nono dia, Utnapishtim enviou um corvo. Como o corvo não voltou, Utnapishtim soube que tinha encontrado terra seca.

Utnapishtim libertou os animais e, em seguida, ofereceu um sacrifício aos deuses. O deus Enlil ficou furioso quando soube que alguém tinha conseguido escapar do dilúvio, mas Ea defendeu Utnapishtim e acalmou o deus irado. Impressionado com a virtude e a sabedoria de Utnapishtim, Enlil recompensou ele e sua esposa com a imortalidade. Eles se tornaram os ancestrais de uma nova raça humana.

Na Epopéia de Gilgamesh, o herói Gilgamesh visita Utnapishtim para aprender o segredo da imortalidade. Utnapishtim conta para Gilgamesh a sua história e explica-lhe que só os deuses podem conceder a imortalidade.




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15 de agosto de 2013

Chonchón

۞ ADM Sleipnir


O Chonchón, (ou chuncho, quilquil e tué-tué) é uma criatura da mitologia mapuche, e mais tarde também presente no folclore popular do Chile e no sul da Argentina. Acredita-se que seu mito tenha influenciado outros mitos sobre aves fantásticas e agourentas do Chile.

A Lenda

Chonchón é a transformação mágica dos poderosos Kalkus (feiticeiros ou bruxas mapuche), que conhecem o segredo para se transformarem nessa temida criatura. O Kalku pode se transformar em um Chonchón ao ungir sua garganta com um creme mágico, que fará a sua cabeça deixar  o resto do corpo, e se converter nessa criatura.


Chonchón tem a forma de uma cabeça humana com penas e garras, e suas orelhas, que são extremamente grandes, servem como asas para voar pelas noites sem lua. Chonchóns devem ser dotados de todos os poderes mágicos dos kalkus e só podem ser vistos por outras kalkus, ou pelas machi, a contraparte benigna dos kalkus.

Um Chonchón é conhecido por seu grito de "tué tué tué" durante seus vôos. O Chonchón é considerado um pássaro mítico que anuncia a má sorte, e são a forma que os Kalkus usam para realizar com facilidade suas atividades iníquas.

O Chonchón ataca os doentes e idosos nas noites sem lua. Também costuma atacar pessoas enquanto elas vagueiam pelas florestas durante a noite. Ele as derruba e dilacera suas gargantas e se alimenta de seu sangue. Eles só podem ser mortos pelas machi, que usam de suas magias e seus espíritos familiares para eliminar esse maligno monstro.

Influências na Cultura Moderna

Chonchón aparece nos jogos Castlevania: Symphony of the Night e Terranigma como um inimigo comum. É notável por suas grandes orelhas. (Na tradução original em inglês de Castlevania: Symphony of the Night, é conhecido como a Bitterfly).

Além disso, o MMORPG Ragnarok Online contém um inimigo, que é chamado de "Chonchon", mas em nada se assemelha a criatura mitológica, em vez disso ele possui a forma de uma grande mosca.



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13 de agosto de 2013

Grendel

۞ ADM Sleipnir


Grendel é um ente gigantesco sendo geralmente retratado como um monstro. Grendel é um dos três antagonistas principais do épico poema anglo-saxão BeowulfTanto ele quanto sua mãe são descritos como sendo descendentes de Caim (filho de Adão no Antigo Testamento Bíblico). 

No referido poema, Grendel ataca o salão de festas (Heorot) do rei dinamarquês Hrothgar e devora os guerreiros bêbados. Quando a notícia dos ataques de Grendel no salão chegam à Götaland (atual Suécia), o herói Beowulf decide navegar para a Dinamarca com seus melhores homens para matá-lo. Depois de conhecer Hrothgar, Beowulf e seus homens passaram a noite em Heorot, aguardando a chegada de Grendel. Grendel chega e consegue devorar um dos homens de Beowulf antes de tentar devorar Beowulf. Beowulf surpreende Grendel e prende firmemente o braço de monstro, impedindo-o de fugir. 


Durante a feroz batalha, os homens de Beowulf tentam ajudá-lo, cortando Grendel com as suas armas, mas devido à invulnerabilidade de Grendel, as armas não causavam nenhum arranhão. Beowulf usando de sua descomunal força, arranca um dos braços de Grendel fora, mantendo-o como um troféu, enquanto Grendel corre de volta para seu covil, onde ele morre devido ao sangramento excessivo do ferimento. Mais tarde, a mãe de Grendel também ataca Heorot, como uma forma de vingança pela morte de Grendel, porém mais tarde, ela é morta também por Beowulf, que a segue até seu esconderijo submarino, matando-a com sua espada.


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11 de agosto de 2013

O Verme de Lambton

۞ ADM Sleipnir



Na parte nordeste da Inglaterra, existe uma lenda dos tempos medievais sobre um verme gigante que aterrorizava a região. Esse verme, que na verdade é um dragão/serpente monstruoso(a) é chamado de Verme de Lambton, e apesar de existirem versões ligeiramente diferentes da lenda contada por toda a região, a história é basicamente esta que você lerá aqui.

Uma vez, há muito tempo, uma família nobre chamada Lambton vivia em um castelo, perto do rio Wear em County Durham. Eles eram muito ricos, e o herdeiro do espólio era um jovem mimado, que mostrava pouca consideração por ninguém. 
Um certo domingo, o jovem Lambton queria ir pescar, e optou por não se juntar à sua família na igreja. Infelizmente, ele nada pegou o dia todo, e, perdendo a paciência, ele amaldiçoou o rio.

De repente, ele sentiu um puxão forte em sua linha. Pensando que fosse um grande salmão, ele usou toda a sua força para puxá-lo, mas acabou descobrindo que não era um peixe, e sim um verme preto estranho, do tamanho de um polegar. Era horrível e viscoso, com nove buracos de cada lado da sua cabeça semelhante a uma salamandra, e sua boca larga  possuía dentes afiados.


Por alguma razão, ele decidiu levá-la de volta ao castelo e, no caminho, encontrou um morador, que lhe perguntou sobre o que ele havia pego. Ele mostrou o verme ao homem, dizendo: "Isso não é um salmão, mas o próprio diabo." O aldeão engasgou e ficou pálido, sacudindo a cabeça, antes de responder, em tons sombrios: "Isso não é um bom presságio...". Estas palavras gelaram o jovem até os ossos. Com o aumento do desconforto, ele atirou o verme dentro de um poço da aldeia e, estremecendo, seguiu o seu caminho, se perguntando por que ele parecia ter visto seu próprio rosto nos olhos da criatura conforme ele a puxava para fora da água.

Anos se passaram, e o jovem herdeiro, lamentando sua vida impensada, decidiu juntar-se às Cruzadas. Ele ficou fora durante 7 anos e, durante este tempo, o verme cresceu e cresceu dentro do poço.

Ninguém notou nada de estranho no início, mas, em seguida, boatos de que o ar da aldeia tinha ficado azedo, com vapores nocivos brotando dela, começaram a chegar ao castelo. As pessoas diziam que a água estava oleosa, e pessoas que beberam dela queixaram-se de doenças, com ardor na boca e garganta.


E então, um dia, os moradores encontraram um estranho e mau cheiroso limo, brilhando em um largo rastro, que levava ao rio Wear. E lá, em uma enorme pedra no meio do rio, estava um dragão totalmente amadurecido, suas vastas espirais brilhando ao sol da manhã. Todos que o viram fugiram em terror, e ficaram encolhidos nas suas casas miseráveis, temendo ir para fora.

Todos os dias, o dragão repousava sobre sua rocha, mas à noite ele nadava até a margem e se enrolava em torno de uma colina, de modo que ninguém se sentia seguro. Ele produzia um fedor vil; seu limo marcava a relva, e seu apetite era tal que logo esgotava a terra de gado. Estranhamente, porém, ele parecia ter um gosto especial por leite.


Uma noite, o dragão começou a ir em direção ao castelo e, em uma tentativa de desviar a sua atenção, o leite quente de todos os rebanhos dos Lambton foi apressadamente derramado em um cocho de cavalo fora dos portões do castelo. O dragão bebeu todo o leite com prazer, e então este "ritual" continuou a ser realizado todas as noites, até que o jovem Lambton retornou das Cruzadas.

Para seu horror, ele percebeu que o dragão era o mesmo verme hediondo que ele tinha jogado no poço, e, movido pelo sofrimento de seu povo, o jovem procurou o conselho de uma mulher sábia, para saber como ele poderia corrigir seu erro. Foi-lhe dito para usar uma armadura com lâminas salientes, e para chamar o dragão soprando sua corneta. O resto, lhe foi dito, seria fácil, mas o preço que ele deveria pagar também era tirar a vida da primeiro ser vivo que ele visse quando o dragão estivesse morto. Não fazer isso resultaria em uma maldição sobre si mesmo e sobre sua família por nove gerações.

A armadura blindada foi feita e, ao amanhecer, o jovem senhor estava ao pé da colina do dragão, alertando sua família e aos moradores para ficarem bem longe de sua vista até que a tarefa terminasse. Ele soprou em sua corneta, e o dragão, percebendo uma ameaça ao seu território, começou a engoli-lo em suas enormes espirais. Conforme o dragão apertava o jovem Lambton, as lâminas da armadura perfuravam profundamente a sua pele, enfraquecendo-o . Lambton foi, portanto, capaz de cortar sua cabeça com sua espada.

Após finalmente derrotar o dragão, ele tocou a corneta novamente para anunciar a morte do dragão e, esquecendo o aviso do seu filho, o velho Lambton correu para saudá-lo com alegria. Horrorizado, o jovem senhor descobriu que não poderia matar seu próprio pai, então ele rapidamente matou um de seus cães favoritos em seu lugar. No entanto, a maldição não foi evitada, e por três vezes três gerações, os Senhores Lambton não "puderam morrer tranqüilamente em suas camas".



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9 de agosto de 2013

Aatxe

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia basca, o Aatxe é um demoníaco espírito metamórfico, que geralmente toma a forma de um touro vermelho-fogo ou de um jovem. O Aatxe é identificado às vezes com outra figura basca conhecida como Etsai. Ele também é identificado com a deusa Mari e possivelmente uma manifestação de sua vontade, embora ele provavelmente seja apenas um executor a parte. A deusa Mari é dita ser rápida para punir aqueles que mentem ou enganam, e o Aatxe é enviado contra essas pessoas.


O Aatxe vem do mundo subterrâneo de Euskal Herria (nome dado à região histórico-cultural em que residem os bascos). Ele assombra as cavernas e desfiladeiros das montanhas dos Pirenéus, saindo à noite, especialmente durante tempestades, para atacar e punir criminosos. Ele também protege as pessoas, fazendo-as ficarem em casa quando há algum perigo iminente.

Existe uma canção das antigas bruxas bascas cujo um trecho diz "Yaun Gorril, Yaun Gorril" ("Rei Vermelho, Rei Vermelho") e acredita-se que esse trecho faça referencia ao Aatxe, mostrando que ele é um figura importante na mitologias basca e seu panteão.

Outros nomes pelos quais o Aatxe é conhecido são: Aatxegorri, Aatxegori, Beigorri, Txaalgorri e Zezengorri.




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7 de agosto de 2013

O Pássaro de Saqqara

۞ ADM Sleipnir


Pássaro de Saqqara é uma figura de um pequeno pássaro, descoberta em 1898, durante as escavações de uma tumba localizada em Saqqara, no Egito. Após a descoberta que foi quase considerada notável e jogado em uma caixa "pássaro de madeira." O artefato é datado de 200 a.C. A peça é feito de madeira de sicômoro e tem um comprimento de 14.2 cm , com uma envergadura de 18.3 cm e um peso com cerca de 40g. 

Ele possui um bico, sem buracos para penas, e um olho, e foi pintado para se assemelhar a um falcão sem imagens claras e escultura de penas nas asas. O artefato é uma suposta prova de que os antigos egípcios tinham alguma noção de aviação. 


Após a invenção do voo, em 1903, muitos anos depois, em 1963 a ave foi redescoberta por um egiptólogo, o Dr. Khalil Messiha, que atestou que o artefato não representava um pássaro, e sim um modelo de aeroplano, cujo original supostamente ainda estaria presente em Saqqara. Alguns testes foram feitos com modelos em escala maior, e comprovaram a teoria de Khalil, pois ele se comportou exatamente como um planador.

A discussão é se o pássaro de Saqqara é de fato zoomórfico ou uma evidência do potencial que os antigos tinham e ou exercidos vôo moderna. Essa idéia é apoiada por "máquinas voadoras" adicionais, possivelmente zoomórficas, encontradas na América do Sul e datadas de 500-800 a.C., que mostravam qualidades aerodinâmicas semelhantes as do Pássaro de Saqqara. Sendo realista, é bem provável que esse artefato não passe de um brinquedo, mas pensar que as antigas civilizações possuíam conhecimentos sobre aviação é fantástico.

O Pássaro de Saqqara encontra-se nos dias de hoje exposto no Musel do Cairo, no Egito.


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Ruby