29 de agosto de 2014

Igaluk

۞ ADM Sleipnir


Igaluk é uma divindade lunar da mitologia inuíte, sendo um dos mais poderosos do panteão. No Alaska, ele é considerado a divindade suprema. Na Groenlândia, ele é conhecido como Aningan. Igaluk é associado aos fenômenos da natureza e aos animais. Sua irmã é a deusa solar Malina.

O Incesto Entre Irmãos

O mito do casal de irmãos possui algumas variações, mas a história é basicamente esta:

Igaluk e Malina viviam juntos em uma aldeia. Eles eram muito próximos durante a infância, mas foram separados na juventude entre o alojamento dos homens e das mulheres. Uma noite, Igaluk foi até o alojamento feminino para espiar as mulheres, e naquele momento notou que dentre todas aquelas mulheres, sua irmã era a mais bela. Assim, após todos irem dormir, Igaluk entrou no alojamento das mulheres e violentou sua irmã. Como estava muito escuro, Malina não foi incapaz de identificar quem era seu agressor, mas na noite seguinte, quando o ato tornou a acontecer, ela cobriu as mãos com a fuligem das lâmpadas e manchou o rosto de seu agressor com elas. Depois, ela pegou uma lâmpada e olhou através da clarabóia do alojamento dos homens. 


Ela ficou surpresa ao descobrir que o homem era Igaluk, seu próprio irmão. Abalada, Malina pegou uma faca bem afiada e com ela cortou seus seios. Ela os colocou em uma tigela e os levou para o alojamento dos homens, onde os apresentou a Igaluk, dizendo: "Se você se deleita tanto comigo, então coma estes", e fugiu correndo pela porta, carregando consigo uma tocha.

Igaluk seguiu Malina, levando também uma tocha, e foi capaz de seguir facilmente seu caminho, pois seus passos foram marcados com grandes poças de sangue. No entanto, Igaluk acabou tropeçando e deixou a tocha cair na neve. A tocha se apagou, deixando apenas uma brasa. Igaluk continuou a perseguição a sua irmã, e os dois correram tão rápido que acabaram ascendendo aos céus, onde Malina se tornou o Sol e Igaluk, a Lua. Ainda hoje, a lua persegue o sol pelos céus, enquanto o mesmo corre à frente para evitá-lo, e essa é a explicação tradicional dos inuítes para o movimento do sol e da lua pelo céu.


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28 de agosto de 2014

Aracne

۞ ADM Sleipnir


Segundo a mitologia grega, Aracne era uma jovem tecelã que vivia na Lídia, em uma região da Ásia Menor chamada Meônia. Seu trabalho era tão perfeito que, em todas as cidades da Lídia, Aracne ganhou fama de ser a melhor na arte de fiar e tecer a lã.

Eram os deuses, com sua generosidade, que concediam às criaturas seus talentos e habilidades, mas os mortais, com sua capacidade natural de esquecer as coisas, às vezes cometiam a tolice de gabar-se de seus próprios feitos. Assim aconteceu a Aracne, que deixou-se dominar pela vaidade e passou a vangloriar-se de sua habilidade como tecelã. Até que um dia alguém veio lembrá-la de que ela era discípula de Atena. Atena (Minerva, na mitologia romana) era filha de Zeus, e além de ser a deusa da sabedoria ,era a deusa que presidia as artes e os trabalhos manuais - a tecelagem inclusive. Aracne ficou extremamente ofendida e, querendo provar sua independência e auto-suficiência, caiu na fraqueza de afirmar que podia competir com Atena e seria capaz de derrotá-la na arte da tecelagem.

Ao saber da presunção de Aracne, Atena foi procurá-la disfarçada como uma anciã e pediu-lhe que a escutasse, devido à experiência de sua idade avançada: "Busque entre os mortais toda fama que desejar, mas reconheça a posição da deusa". Porém, a famosa Aracne não percebeu que se tratava de Atena e, além de zombar da anciã, reafirmou seu desafio: "Por que motivo sua deusa está evitando competir comigo?"

Ao ouvir isto, Atenas apareceu em sua forma verdadeira, e todos se puseram a reverenciá-la, exceto Aracne, que permaneceu impassível, pois o senso de poder que sua habilidade lhe dava tornava-a ousada em excesso. 

A Competição


Atena desafiou Aracne a provar que seria capaz de vencê-la e as duas deram início à competição. Sentaram-se e começaram a tecer, cada qual procurando produzir a obra vencedora.

Atena retratou a cidade de Atenas e os deuses em seus tronos, e entre os deuses a oliveira que ela havia criado durante uma disputa com Poseidon e graças à qual foi proclamada a protetora da cidade. Retratou também Nike, o símbolo da Vitória e nos quatro cantos da tela, desenhou quatro cenas mostrando o que havia acontecido a alguns mortais que desafiaram os deuses e em que eles acabaram sendo transformados. Coroando o trabalho, Atena teceu uma grinalda de folhas de oliveira, que é até hoje um símbolo de paz.

Aracne, a perfeita tecelã, achou de retratar o maior de todos os deuses - Zeus - por ocasião de suas conquistas amorosas. E então foi tecendo diversas cenas em que ele aparece disfarçado ou toma a forma de um animal: Zeus, sob a forma de touro, arrebatando Europa; sob a forma de águia, abordando Astéria; sob a forma de cisne, conquistando Leda; sob a forma de sátiro, fazendo amor com Antíope; Zeus fazendo-se passar por Anfitríon para seduzir Alcmene, mãe de Héracles (Hércules); Zeus, o pastor que fez amor com Mnemosine, mulher-titã; e, ainda, Zeus conquistando Egina, Deméter e Danae, disfarçado, respectivamente, de chama, serpente e chuva de ouro. No afã de "tricotear" sua espantosa obra, Aracne incluiu ainda os amores de Poseidon, Apolo, Dionísio e CronosE ao redor de todas as cenas, teceu uma graciosa moldura de hera e flores entrelaçadas.

Desfecho da estória


A obra de Aracne era tão perfeita que Atena não conseguiu encontrar nela a mínima falha. Irritada, Atena rasgou a tecelagem em pedaços e golpeou Aracne na cabeça. Aracne ficou muito triste e, em seu desespero, terminou tentando se enforcar. Atena, ao saber o que sua cólera havia provocado, compadeceu-se de Aracne e transformou a corda que ela usara para enforcar-se em uma teia. Em seguida, derramou sobre Aracne fluidos retirados das ervas da deusa Hécate e transformou-a em uma aranha. Dessa forma, Aracne foi salva da morte e, embora condenada a ficar dependurada em sua teia, a beleza de sua arte não ficaria perdida para sempre neste mundo.


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27 de agosto de 2014

Sansão

۞ ADM Sleipnir



Sansão, cujo nome significa "filho do sol", foi um dos últimos juízes israelitas mencionados na Bíblia hebraica (Juízes , capítulos 13 a 16) e também um herói excepcional. De acordo com o relato bíblico, Sansão recebeu de Deus uma força sobrenatural através do voto de nazireado, com a finalidade de combater seus inimigos filisteus e assim libertar os israelitas de seu jugo. Sansão era capaz de subjugar facilmente seus inimigos e realizou feitos inalcançáveis por homens comuns.

Apesar de tudo, Sansão tinha duas vulnerabilidades que foram fatais para ele: a sua atração por uma mulher nada confiável ​​e seus cabelos, sem os quais ele era totalmente impotente. 

Narrativa Bíblica

A história de Sansão tem início durante um tempo em que Deus estava punindo os israelitas, entregando-os "na mão dos filisteus." O "Anjo do Senhor" apareceu a esposa de Manoá, um israelita da tribo de Dã, na cidade de Zorá. Ela não podia ter filhos, porém o Anjo do Senhor lhe revela que ela teria um filho em breve, e que ele iria libertar os israelitas dos filisteus. A mulher acreditou no Anjo do Senhor, e foi levar a notícia ao seu marido. Assim que tomou conhecimento da notícia, Manoá orou ao Senhor pedindo que o mensageiro celestial voltasse, para instruí-los sobre o que fazer com criança que iria nascer. 

A oração de Manoá é atendida, e o Anjo do Senhor retorna e estabelece os seguintes requisitos: a mulher de Manoá (assim como a criança) deveriam se abster de todas as bebidas alcoólicas e de comidas imundas, e seu filho prometido não poderia fazer a barba ou cortar o cabelo, pois seria um "nazireu" desde o o ventre. Após receber as instruções do anjo, Manoá preparou um cabrito e o ofereceu ao mesmo, mas o Anjo do Senhor lhe instruiu à oferecê-lo ao Senhor. Manoá então apanhou um cabrito e a oferta de cereal, e os ofereceu ao Senhor sobre uma rocha. 

Então, algo estranho ocorreu enquanto Manoá e sua mulher observavam: Assim que a chama do altar subiu ao céu, o Anjo do Senhor subiu na chama. Vendo isso, Manoá e à sua mulher prostraram-se, rosto em terra. O Anjo do Senhor, então, subiu aos céus no fogo revelando que ela era Deus em forma angelical. Manoá diz à sua mulher que ambos iriam morrer, pois ninguém vive depois de ver Deus; no entanto, sua esposa logo convenceu-o do fato que se Deus planejasse matá-los, ele nunca teria revelado tais coisas para eles. No devido tempo, nasceu Sansão, e ele foi criado de acordo com todas as determinações divinas. 

Após se tornar um jovem adulto, Sansão deixa as colinas de seu povo e parte para a cidade filistéia de Timnate (ou Timna). Enquanto estava lá, Sansão se apaixona por uma mulher filistéia de Timna, com quem decide se casar, superando a objeção de seus pais, que não sabiam que esse casamento fazia parte do plano divino. Este casamento era parte de um plano de Deus para fazer Sansão atacar os filisteus. No caminho para pedir a mão da jovem filistéia em casamento, Sansão é atacado por um leão. O "espírito do Senhor" se apossa de Sansão, que simplesmente agarra e despedaça o animal com as mãos nuas. Sansão resolve não contar sobre o ocorrido a ninguém, nem mesmo aos seus pais, e continua seu caminho até a casa da filistéia, onde ganha sua mão em casamento.



Ao retornar para sua casa, ele encontra a carcaça do leão que havia matado anteriormente. Dentro da boca do animal tinha se formado uma colméia, de onde pingava um viscoso mel. Sansão come um punhado desse mel e leva também uma porção para os seus pais. Na festa de casamento, Sansão propõe um enigma para seus trinta padrinhos (todos filisteus). Se eles pudessem resolvê-lo, ele iria dar-lhes trinta peças de linho fino e de peças de vestuário. O enigma ("Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura.") é um conto velado de seu segundo encontro com o leão (no qual somente ele estava presente). Os filisteus ficaram furiosos com o enigma. Os trinta padrinhos ameaçam a esposa de Sansão que eles iriam queimar ela e a família de seu pai, se ela não descobrisse a resposta para o enigma e contasse a eles. Após o imploro e choro de sua noiva, Sansão conta a ela a solução do enigma, e ela o conta para os trinta padrinhos. 



No sétimo dia, antes do por do sol, disseram-lhe: "O que é mais doce que o mel? E o que é mais forte do que o leão?". Furioso, Sansão responde: "Se não tivésseis lavrado com a minha novilha, vocês não teriam resolvido o meu enigma!". 

O espírito do Senhor desce novamente sobre Sansão, e ele mata trinta filisteus de Ascalão. Feito isso, ele toma suas vestes e então as entrega aos seus trinta padrinhos. Ainda furioso, ele retorna para a casa de seu sogro e descobre que sua noiva foi dada a outro homem como mulher. Seu sogro se recusa a deixá-lo vê-la, e oferece à Sansão a irmã mais nova dela. Sansão deixa a casa do sogro, captura trezentas raposas e amarra tochas nas caudas de todas elas, liberando-as em meio aos campos dos filisteus. As raposas correm desesperadas, queimando tudo em seu rastro. Os filisteus descobrem que Sansão era o responsável por esse ato, e então queimam a mulher de Sansão e seu sogro. Em vingança, Sansão mata muito mais filisteus, ferindo-os "quadril e coxa". 

Sansão então se refugia em uma caverna na rocha de Etã. Um exército de filisteus subiu e exigiram que 3.000 homens de Judá encontrassem e lhes entregassem Sansão. Com o consentimento de Sansão, os homens de Judá amarram-no com duas cordas novas e então o entregaram aos filisteus. Nesse momento, o espírito do Senhor se apossa novamente de Sansão, e ele se liberta facilmente de suas amarras. Usando a queixada de um jumento, ele mata mil filisteus. Na conclusão de Juízes 15, é dito que Sansão "julgou" Israel durante vinte anos. 



Mais tarde, Sansão parte para Gaza, onde ele se hospeda na casa de uma prostituta. Seus inimigos o esperavam nos portões da cidade para emboscá-lo, mas Sansão arranca os portões e, colocando-os sobre os ombros, os leva para "o monte que está diante de Hebron". 


Sansão e Dalila

Em seguida, Sansão se apaixona por uma mulher natural do vale de Soreque, chamada Dalila. Os líderes dos filisteus logo tomam conhecimento da relação dos dois e então se aproximam de Dalila, oferecendo 1.100 moedas de prata cada um para que ela descobrisse o segredo da força de Sansão. Ela então pergunta a Sansão, que não querendo revelar-lhe o segredo, brinca com ela, dizendo-lhe que ele perderia a sua força caso fosse preso com sete tiras de couro ainda úmidas. Dalila espera Sansão adormecer e então o amarra com os sete tiras de couro, mas assim que ele acorda, ele as remove facilmente. Dalila persiste em indagá-lo sobre o segredo de sua força, e Sansão diz-lhe que se fosse amarrado com cordas novas, seria como qualquer outro homem. Dalila novamente espera Sansão dormir e o amarra com cordas novas, mas ele também se liberta delas assim que acorda. Ela o indaga novamente, e ele diz que perderia sua força somente se seus cabelos fossem trançados e amarrados com um fio de metal. Dalila faz exatamente como Sansão lhe disse, mas ele desfez as tranças assim que acordou. Eventualmente, Sansão acabou revelando à Dalila que ele perderia a sua força se seus cabelos fossem cortados. Sansão adormece no colo de Dalila e ela suavemente corta os seus cabelos. Acordado pela chegada dos Filisteus, Sansão se prepara para enfrentá-los, mas com a quebra do juramento de nazireu, Deus o havia abandonado e sem sua magnífica força, foi rapidamente capturado e cegado pelos filisteus. Sansão é preso com algemas de bronze e levado para Gaza, onde é colocado para trabalhar na moagem de grãos. 

O Sacrifício e Morte de Sansão 




Um dia, os líderes dos filisteus se reuniram em um templo para a realizarem um sacrifício dedicado à Dagon, uma de suas divindades mais importantes, para agradecê-lo por ter entregado Sansão em suas mãos. Eles convocam Sansão para que as pessoas pudessem vê-lo e se divertirem com sua desgraça. Na ocasião, o cabelo de Sansão  já havia crescido novamente, mas os filisteus não se atentaram a esse detalhe. Uma vez dentro do templo, Sansão pede ao servo que o guiava para levá-lo aos pilares centrais do templo para que ele pudesse se encostar neles. 

Após se apoiar nos pilares do templo, Sansão ora: "Senhor, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos."(Juízes 16:28 ). Após essa oração, Sansão diz: "Morra eu com os filisteus!" (Juízes 16:30). Sansão empurra os dois pilares (ou se inclina abraçado a eles), levando todo o templo abaixo, matando a ele mesmo e a todos os que estavam dentro do templo. A narrativa bíblica afirma que Sansão matou naquele dia mais filisteus do que havia matado durante toda a sua vida

Após sua morte, a família de Sansão recuperou seu corpo dos escombros e então o enterraram junto ao túmulo de seu pai, Manoá. Judeus e cristãos acreditam que Sansão foi enterrado em Tel Tzora, Israel, com vista para o vale de Sorek. Lá residem duas grandes lápides de Sansão e seu pai Manoá. Perto delas está o altar de Manoá (Juízes 13:19-24).  Ele está localizado entre as cidades de Zorá e Estaol. 



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26 de agosto de 2014

Erzulie

۞ ADM Sleipnir


Erzulie (ou Ezili) é uma dos loas da religião vodu. Ela é a padroeira do amor, das mulheres, da beleza e da paixão. Seu culto é originário da África, assim como os outros loa. Quando os povos da África foram capturados, transformados em escravos e trazidos para o Haiti e outros países da América, Erzulie tornou-se associada com a Virgem Maria Católica. Além dela, muitos outros deuses africanos foram transformados em santos e receberam nomes diferentes conforme os donos de escravos proibiam a adoração dos mesmos, além de obrigar seus escravos a se converterem ao catolicismo. Apesar disso, os escravos ainda honravam seus deuses de maneira privada. 

Os Três Aspectos de Erzulie

Erzuile é considerada uma loa tripla. Abaixo veremos os três aspectos em separado:

Erzulie Freda

Erzulie Freda é dito ser uma loa que se entrega às coisas boas da vida e tem muita paixão, energia sexual e beleza. Ela tem três maridos: Damballah (loa do céu), Agwe (loa do mar) e Ogum (um orixá do fogo e do ferro) e usa três anéis de casamento em seu dedo. Ela é semelhante às deusas Afrodite e Vênus. Erzulie Freda ama a cor rosa, alimentos doces, perfumes e presentes caros.  Ela é a feminilidade e a compaixão encarnada, mas também tem um lado escuro, sendo uma loa ciumenta e mimada.

Erzulie Dantor


Erzulie Dantor é retratada como uma loa guerreira e cruel, que busca vingança contra aqueles que causam algum mal para as mulheres, sendo associada à Virgem Negra. Ela é muitas vezes descrita como uma mulher negra com uma cicatriz no rosto, segurando uma criança em uma mão e uma faca na outra. Costuma ser invocada pelas mulheres quando são espancadas por seus maridos, estupradas ou em qualquer outro momento em que são feridas por um homem. Erzulie ama as mulheres e permanece ao seu lado em todos os momentos de suas vidas. Erzulie Dantor também é uma padroeira das lésbicas. Suas cores são vermelho e preto.


La Sirene

La Sirene é uma bela sereia / serpente marinha, conhecida por sua dança sagrada e sensual, e é associada ao oceano, aos rios e lagos. Nesse aspecto, ela é uma loa da maternidade e protetora dos marinheiros e é associada a Oxum, a deusa iorubá dos rios.

Erzulie é uma das loas mais adoradas dentro da fé vodu. Os haitianos sempre rezam para Erzulie, porque acreditam que ela tem a capacidade de influenciar os seus romances, casamentos e até mesmo suas habilidades artísticas. Suas cores são rosa, azul, vermelho, preto e roxo; seus símbolos são a pomba e o Veve, que é um coração com um punhal atravessado, e suas oferendas favoritas incluem doces como sobremesas açucaradas, bolos e doces, bem como perfume, licor, jóias e rum. 


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25 de agosto de 2014

Nuada

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia celta, Nuada foi o primeiro rei dos Tuatha Dé Danann. Ele também era conhecido como Nuada Airgetlám (Nuada do Braço/Mão de Prata) ou Lludd Llaw Eraint (Lludd do Braço/Mão de Prata). Nuada era filho da deusa tríplice Danu, e irmão de Dagda, o "deus bom" (que mais tarde tornou-se o próprio rei) e de Dian Cecht, deus da cura. Nuada era também o marido de Macha ou Nemain (possivelmente ambos), que era associada com a temida deusa Morrigan. Com ela, Nuada teve dois filhos, Tadhg Echtghe. Embora ele fosse o rei, Nuada também era um guerreiro, um poeta, um deus das artes e da batalha, do sol, da cura, da feitiçaria, da juventude, da beleza,do oceano, dos cães e das armas. 

Sua arma era a invencível  espada Claíomh Solais, um dos quatro tesouros dos Tuatha Dé Danann. Ela foi forjada pelo poeta e assistente Uiscias/Uscias em Findias, uma das antigas grandes cidades dos Tuatha Dé Danann. Segundo algumas lendas, ninguém era capaz de escapar de Claíomh Solais uma vez que ela fosse desembainhada. Ninguém era capaz de resistir ao seu poder. Outras lendas nomeiam a espada como Nuadu’s Cainnel, que significa “tocha reluzente”.


Nuada governou os Tuatha Dé Danann por sete anos antes deles chegarem à Irlanda. Ao chegarem à ilha esmeralda, eles conheceram os Fir Bolg, e guerrearam contra os mesmos após tentarem negociar sem sucesso a repartição da ilha entre as duas tribos. Esta guerra é a chamada Primeira Batalha de Mag Tuired, e nela Nuada perdeu seu braço (ou mão, conforme a fonte) em um confronto contra o campeão dos Fir Bolg, SrengOs Tuatha Dé Danann venceram a batalha, e aos Fir bolg foi dada a província de Connaught, e os Tuatha Dé Danann espalharam-se pelo resto da Irlanda. 

Por ter perdido um braço durante a batalha, Nuada não poderia mais governar, pois segundo a tradição da tribo, os reis dos Tuatha Dé Danann tinham que ser fisicamente perfeitos e 'sem máculas'.  A tribo elege então o meio-formoriano Bres para assumir o lugar de Nuada, porém ele se mostrou um líder tirânico, cruel e impopular.

Dian Cecht cria um braço de prata para Nuada, o que lhe permitiria voltar a reinar. Em algumas versões da história, o braço de prata foi o suficiente para permitir que Nuada retomasse o seu posto como rei, mas em outras versões, ele teve que recorrer ao filho de Dian Cecht, Miach, que lhe confecciona um novo braço de carne e osso.

Bres foi removido do trono e exilado, e isso foi considerado uma ofensa pelos formorianos, sendo o estopim para o início da Segunda Batalha de Mag TuiredA esta altura, o deus Lugh já havia se unido a corte de Nuada, e foi um feroz opositor aos formorianos. Apesar de todo o seu poder, de ser amado por seu povo e de empunhar um dos quatro grandes tesouros celtas, Nuada caiu em batalha, sendo morto pelo líder dos formorianos, Balor. A sua morte foi vingada por Lugh, que mata Balor e então assume o posto de rei dos Tuatha Dé Danann.

Comparações com outras mitologias

Nuada é relacionado com Nodens, uma divindade romano-britânica associada ao mar e a cura, que por sua vez era igualada à Marte, e com Nudd, uma figura mitológica galesa. O deus nórdico Týr é outra divindade comparada com Nuada, pois também era uma divindade ligada à guerra e também perdeu uma mão.


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24 de agosto de 2014

Um Desabafo e um Aviso



Olá leitores do blog, eu Rodrigo Viany, o ADM Sleipnir, venho neste post falar sobre um assunto que vem me incomodando bastante: o plágio de postagens do nosso blog.

Faz tempo que outros blogs e sites (alguns parceiros) vem copiando nossas postagens na integra e publicando em seus próprios. Eu não me incomodo com o fato de fazerem isso, pois no começo nós do Portal dos Mitos fizemos muito isso, porém incomoda o fato de não divulgarem o nosso blog como a fonte de sua pesquisa, se é que copiar e colar pode ser considerado pesquisa. Pesquisa eu faço todos os dias, leio muitos livros e me desdobro fuçando vários e vários sites em outras línguas para buscar conteúdo inédito e de qualidade para o blog. Creio que tenho feito um bom trabalho, pois são muitos os elogios ao nosso blog. Agora, não acho justo me matar de pesquisar e todo o meu trabalho ser copiado por outros, que tem blogs até maiores e mais famosos que o nosso, e levarem todo o crédito. Por causa dessas coisas tivemos que adotar o bloqueio contra cópias no Portal dos Mitos, que resolveu boa parte do problema, mas não acabou com ele. 

A gota d'água que me deixou cheio de ódio e me fez fazer essa postagem foi o que eu vi num site chamado Face Oculta. O seu administrador, numa tremenda falta de caráter e com muita cara de pau copiou inúmeras postagens daqui, removendo o nome dos autores do topo delas e ainda por cima as publicou com datas antigas à formação do Portal dos Mitos, dando a entender que nós é que copiamos o mesmo. Por sorte, em uma das postagens ele esqueceu de tirar o meu nick do topo.


Outros blogs / sites além do Face Oculta que tem feito ou já fizeram a mesma coisa são:


Por isso, resolvi tomar algumas medidas, as quais eu anuncio abaixo:

  1. Estarei denunciando todo e qualquer texto copiado do Portal dos Mitos e que não informe a fonte de onde foi tirado. Isto vale para os nossos parceiros.
  2. Caso eu identifique um texto nosso em algum blog "parceiro" sem indicação da fonte, estarei cancelando a parceria. 
  3. Se copiarem alguma postagem nossa, além de nos indicar como fonte, devem fazer um pedido de autorização via e-mail: portaldosmitos@gmail.com. Postagens identificadas após essa data e que não tiverem nossa autorização estarão sujeitas as duas sanções acima, além de outras a serem estudadas.
Aproveito para pedir a vocês leitores e também aos nossos parceiros que se identificarem um de nossos textos em algum lugar e se não estiverem nos indicando como fonte, nos avisem e/ou denunciem se possível. Eu e os demais administradores iremos continuar dando o nosso melhor para trazer o melhor conteúdo para vocês.


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22 de agosto de 2014

Grindylow

۞ ADM Sleipnir


Grindylow (ou Grundylow) é uma criatura folclórica inglesa, originada de contos populares dos condados ingleses de Yorkshire e LancashireSua aparência lembra a mistura de uma criança raquítica com um molusco. Grindylows são representados com olhos enormes, pele verde e lisa, dentes afiados, vários chifres curtos e caninos esverdeados e bem pontiagudos.

Segundo as lendas, eles vivem no fundo de poços profundos, pântanos, rios e lagoas. Quando as crianças se aproximam das bordas de seu domínio, eles esticam seus braços longos e musculosos e as agarram, arrastando-as para dentro da água, onde elas acabam morrendo afogadas. Conta-se também que eles podem simplesmente destroçar crianças e adultos que se aproximarem de seu habitat.


A sua presença é indicada por uma espuma verde sobre a superfície da água. Se não houver um lago ou outro local de águas profundas por perto, eles se alojam temporariamente nas copas das árvores, onde após o anoitecer, eles podem ser ouvidos gemendo, em uma voz como o suspiro do vento noturno através dos galhos das árvores.

Os Grindylows são tidos como uma espécie de bicho-papão, usados pelos pais como uma manobra para assustar as crianças, mantendo-as longe de piscinas, pântanos ou lagoas onde elas possam se afogar. 

Na Cultura Popular

Grindylows aparecem  no livro Harry Potter e o Cálice de Fogo, onde o bruxo luta contra eles durante a 2ª tarefa do Torneio Tribruxo. Eles aparecem como pequenas criaturas humanóides verdes com oito tentáculos abaixo da cintura, cabeças grandes e olhos amarelos. Grindylows também aparecem no jogo de RPG Pathfinder.

Em The Scar, um romance de China Miéville, grindylows são descritos como humanóides de pele com manchas verde-acinzentadas, olhos grandes e escuros, dentes de quinze centímetros de comprimento e uma única cauda similar a uma enguia. 


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21 de agosto de 2014

Ya-te-veo

۞ ADM Sleipnir



O Ya-te-veo (espanhol para "Agora eu te vejo") é uma árvore antropófaga que supostamente vive em regiões remotas da África e das Américas Central e do Sul. De acordo com o livro de J.W. Buel, "Terra e Mar" (1887), o Ya-te-veo possui longas vinhas serrilhadas e um tronco curto e grosso. As vinhas ficam dispostas ao redor da árvore. Os dentes semelhantes à punhais ficam aplainados no chão. Quando uma presa, geralmente um mamífero de porte médio, pisa em suas videiras, elas se levantam como serpentes e envolvem a vítima completamente.

Para atrair sua presa, o Ya-te-veo produz "folhas" ou "frutos" coloridos em suas vinhas, embora estas folhas ou frutos não tenham sabor ou utilidade culinária. Alguns dizem que a criatura tem uma boca enorme no centro de seu tronco, enquanto outros afirmam que cada um de seus tentáculos possui pequenas bocas com presas. Ainda há outros que afirmam que a árvore usa seus tentáculos para espremer os nutrientes essenciais de sua presa. Esta forma de "comer" é especialmente terrível, pois a árvore pode levar vários dias ou mesmo semanas para digerir completamente sua presa. Durante boa parte desse tempo, a presa ainda continuaria viva, sofrendo lentamente dentro do organismo da criatura.

É bem provável que as histórias sobre o Ya-te-veo não passem de versões exageradas de plantas carnívoras reais. 

A Árvore Antropófaga de Madagascar

O primeiro relatório conhecido de uma árvore antropófaga originou-se como uma invenção literária escrita por Edmund Spencer para o jornal New York World. O artigo de Spencer apareceu pela primeira vez na edição diária do New York World em 26 de abril de 1874, e apareceu novamente na edição semanal do jornal dois dias depois. No artigo, uma carta foi publicada por um explorador alemão supostamente chamado de "Karl Liche" (também escrito como Carl Liche em relatos posteriores), que apresentou o relatório de um sacrifício realizado pela "tribo Mkodo" de Madagascar: Esta história foi publicada por muitos outros jornais da época, incluindo o jornal australiano South Australian Register de 27 de Outubro de 1874, onde ganhou uma notoriedade ainda maior. Segue abaixo um trecho do artigo, que descreve a árvore:

Os tentáculos longos e delgados moviam-se como serpentes esfomeadas em fúria e balançaram por um momento sobre a cabeça da moça, e a seguir, como se fosse um ser com uma mente demoniaca e com um instinto perverso, enrolou os tentáculos ao redor do pescoço e braços da vítima, quanto mais terriveis eram os gritos de terror da mulher, mais altos eram os sons semelhantes a gargalhadas que ressoavam descontroladamente da criatura, até que finalmente a mulher deu um gemido gorgolejante e morreu estrangulada. Os tentáculos um após outro, como serpentes verdes grandes com uma força brutal e uma velocidade infernal, levantaram-se e retrairam-se envolvendo lhe todo o corpo, apertando com a rapidez cruel e a tenacidade selvagem como o das Anacondas que se enroscam velozmente ao redor de sua presa."

O caso da árvore antropófaga de Madagascar rendeu uma publicidade adicional ao livro “Madagascar, a terra da árvore antropófoga” escrito em 1924 pelo Governador de Michigan , Chase Osborn. Osborn declara em seu livro, que as tribos de aborígenes e os missionários em Madagascar conheciam a existência da árvore terrível, e contou uma historia semelhante ao Carle Liche, citada acima.

Em seu livro “Salamandras e outras Maravilhas” (de 1955), o autor de livro científicos Willy Ley afirmou que “a tribo aborígene Mkodo”, “Carl Liche”, e a “árvore antropófaga de Madagascar” parecem ser todas historias inventadas.


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20 de agosto de 2014

Bannik

 ۞ ADM Sleipnir


Bannik é um espírito familiar da mitologia eslava, geralmente retratado como um homem velho com uma cabeça grande. Ele habita em lugares conhecidos como Banya. Uma Banya é uma espécie de casa de banhos ou sauna, e era o lugar onde no muitas vezes as mulheres davam à luz no passado. Também era um local utilizado por bruxas para a prática de adivinhação. 

A terceira (ou às vezes a quarta) sessão de banhos numa Banya era sempre reservada para o Bannik. Conta-se que ele convidava demônios e outros espíritos para tomarem banho com ele durante essa sessão, e por isso o local não podia ter crucifixos ou outros símbolos cristãos, de forma que não ofendessem o Bannik e seus convidados. Se fossem perturbados, o Bannik tinha a tendência de jogar água fervendo sobre as pessoas, sufocá-las com o vapor ou matá-las através de estrangulamento. Os camponeses tinham o costume de agradecer ao Bannik ao sair da Banya. Eles também faziam oferendas de sabão, água quente e ramos de abeto. 


Bannik também era conhecido por espiar jovens donzelas enquanto se despiam e também por roubar os recém-nascidos que ainda não tinham sido batizados (este conceito, obviamente, surgiu quando o cristianismo começou a se estabelecer na Rússia). Quando uma criança nascia no local, a mãe e o bebê eram cuidadosamente observados para impedir que o Bannik raptasse o bebê. Os camponeses também evitavam tomar banho sozinhos ou à noite, temendo serem atacados por ele.

Como a maioria dos espíritos domésticos, o Bannik é capaz de prever o futuro. Durante a temporada natalina, as jovens moças se reuniam na Banya para consultar o Bannik sobre o ano novo, permitindo-lhe tocá-las as costas. Um toque macio e quente predizia felicidade; já um arranhão era um aviso de má sorte. 



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19 de agosto de 2014

Buri

۞ ADM Sleipnir




Buri (BuroBúri) foi o primeiro deus da mitologia nórdica. Acredita-se que seu nome significa "O Produtor". Buri não é mencionado em lugar algum da Edda Poética, figurando apenas na Edda em Prosa de Snorri Sturluson.

Ele surgiu após a vaca Audumbla passar três dias lambendo o gelo salgado de Ginnungagap, revelando o seu corpo congelado, conforme o trecho abaixo da Edda em Prosa:

"Ela lambeu os blocos de gelo, que eram salgados; e o primeiro dia que ela lambeu os blocos, surgiu dos blocos na noite o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça de um homem; no terceiro dia todo o homem estava ali. Ele se chamava Búri: tinha facções delicadas, grande e poderoso"

De Buri surge o deus Bor/Borr, que se une à giganta de gelo Bestla e com ela tem três filhos: Odin, Vili e Ve. Com eles, iniciam-se os mitos e lendas nórdicos








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18 de agosto de 2014

Sirrush

۞ ADM Sleipnir



Sirrush(ou Mushussu) é uma criatura monstruosa da mitologia mesopotâmica, em especial a acadiana. Seu nome significa "serpente furiosa" em acadiano. Ele é descrito como uma criatura reptiliana (atualmente consideram-no um dragão), com as patas dianteiras felinas e pernas as traseiras de uma ave. As vezes é representado com o corpo coberto de pelos, mas geralmente é representado coberto por escamas. A criatura tem ainda um longo pescoço, uma cauda com um ferrão venenoso na ponta, ​​um chifre e uma crista na cabeça, além de uma língua ofídica.

O Sirrush é conhecido principalmente por sua representação na Porta de Ishtar, um dos oito portais da cidade da Babilônia, datada do séc VI a.C. e encontrada em 1902 pelo arqueólogo Robert Koldewey. 




A Porta de Ishtar exibe múltiplas imagens do Sirrush, juntamente com outros animais reais como o leão e o auroque (extinto em 1627); por isso especula-se que essa criatura era conhecida pelos babilônios e, portanto, era real. Outro fato que corrobora com essa teoria é o fato da representação do Sirrush ter permanecido constante durante muitos séculos, enquanto outras criaturas míticas terem mudado, as vezes drásticamente.

O Sirrush foi símbolo de diferentes divindades mesopotâmicas, como Ninazu, Tispak, e posteriormente, MardukUm texto bíblico apócrifo (Daniel 14: 23-27)  relatada uma história a qual Koldewey acreditava se tratar de um Sirrush. A história fala sobre um dragão, que vivia no templo da divindade babilônica Bel, e que era adorado como um deus. O profeta Daniel envenena o dragão para demonstrar aos sacerdotes do templo que o mesmo era mortal, como qualquer outro ser.

23 - Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios.

24 - O rei disse a Daniel: -Não podes dizer que é de bronze, porque está vivo, come e bebe. Não podes negar que seja um deus vivo. Então, adora-o também.

25 - Daniel respondeu: -Só adoro ao Senhor meu Deus, porque Ele é o Deus vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem bastão.

26 - O rei disse: -A licença está concedida.

27- Daniel pegou em pez, sebo e crinas, mandou cozer tudo junto; com isso preparou bolos e atirou-os para a boca do dragão, o qual engoliu aquilo e rebentou. Então Daniel disse: -Aí está o que vós adorais!


Teorias

Alguns criptozoologistas comparam o Sirrush ao criptídeo africano Mokele-mbembe, enquanto outros contestam esta comparação, pois os contornos do Mokele-mbembe são arredondados, semelhante aos dinossauros saurópodes, enquanto as representações artísticas do Sirrush mostram uma criatura bem magra e alongada.

Em 1918, Koldewey sugeriu que o Sirrush poderia ser um Iguanodon, um dinossauro que tinha as patas traseiras de pássaro. Outra sugestão sobre o que a criatura poderia ter sido é o Sivatherium, um animal similar a uma girafa, extinto a cerca de 8.000 anos atrás.


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15 de agosto de 2014

Heh

۞ ADM Sleipnir




Heh (Huh, Hah, Hauh, Huah, Hahuh) é um deus primordial egípcio que personifica o infinito ou a eternidade. Um dos membros da Ogdóade de Hermópolis, seu nome significa "infinito". Sua contraparte feminina era conhecida como Hauhet, e é simplesmente a forma feminina de seu nome. 

O significado primário do termo heh era "milhão" ou "milhões"; posteriormente, a personificação de Heh foi adotada como o deus egípcio do infinito. 

Iconografia

Assim como outros conceitos dualísticos da Ogdóade,  sua forma masculina foi muitas vezes descrita como um sapo ou homem com a cabeça de rã, e sua forma feminina como uma serpente ou uma mulher com a cabeça de uma serpente. Outra representação comum de Heh o retrata em forma humana, agachado, segurando um tramo de palmeira em cada mão (ou apenas em uma), às vezes com uma haste de palma em seu cabelo, já que para os egípcios a palma representada longa vida, e os anos sendo representado por entalhes sobre ele. 



Representações desta forma também tem um anel Shen na base de cada haste de palma, representando o infinito. Representações de Huh também eram utilizadas em hieróglifos para representar um milhão, que foi essencialmente considerado equivalente ao infinito na matemática egípcia. Por isso, Heh também é conhecida como o “deus de milhões de anos”.

Culto e adoração 

Como um deus bem abstrato, Heh não possuía nenhum centro de culto conhecido ou santuário. A sua veneração girava em torno de seu simbolismo e das crenças pessoais de quem o venerava. A imagem do deus e seus elementos iconográficos refletem o desejo de milhões de anos de vida ou de reinado; como tal, a figura de Heh encontra representação freqüente em amuletos, itens de prestígio e na iconografia real do Império Antigo em diante.

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Ruby