7 de agosto de 2015

Cabeça de Cuia

۞ ADM Sleipnir


O Cabeça de Cuia é um personagem folclórico da região nordeste do Brasil, tendo sua origem no estado do Piauí. De acordo com o folclore, ele é um garoto chamado Crispim que foi amaldiçoado pela própria mãe por tê-la matado, e após a própria morte tornou-se um monstro aquático devorador de virgens. 

Lenda

Crispim era um jovem que morava nas margens do rio Parnaíba juntamente com sua família. Sua família era bastante humilde e passava por muitas dificuldades, sendo comum até mesmo passarem fome. Seu pai era pescador mas acabou morrendo muito cedo, quando Crispim ainda era um bebê, deixando ele e a pobre mãe sozinhos no mundo. Crispim cresceu, e decidiu seguir os passos do pai, tornando-se também um pescador. Mas infelizmente o rio não estava para peixe naquela época e Crispim não conseguia alimentar sua mãe nem a si próprio. 

Certo dia, após mais uma noite de pescaria fraca, Crispim voltou para o almoço, e sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala com sobras e ossos secos (já que era comum faltar carne nas refeições). Porém, neste dia Crispim estava muito irado com a situação de fome que a família estava passando e em um surto de raiva arremessou o osso da sopa na cabeça de sua pobre mãe, matando-a quase instantaneamente. Em seus últimos suspiros , a mãe de Crispim lançou uma maldição sobre ele, dizendo-lhe que por tê-la matado, ele deveria vagar nas margens do rio a procura de restos de peixes e animais mortos para comer. Sua mãe disse ainda antes de morrer que aquela maldição iria se perpetuar até o dia em que ele conseguisse devorar sete mulheres virgens e que se chamassem "Maria". Tomado pelo medo da maldição e no desespero ao tomar consciência de sua ação, Crispim correu para o rio e acabou morrendo afogado. Seu corpo nunca foi encontrado. 


De acordo com os ribeirinhos, por causa da maldição, Crispim não teria morrido realmente, tendo se transformado em uma terrível criatura aquática com uma cabeça enorme, no formato de cuia. Dizem que o tamanho de sua cabeça deve-se ao enorme peso na consciência que ele carregava desde a morte da mãe.

Por causa dessa lenda muitas meninas antigamente evitavam lavar as roupas ou se banharem ás margens do Rio Parnaíba. Muitos pescadores contam relatos apavorantes sobre uma criatura com uma enorme cabeça que rasga suas redes e vira seus barcos. Muitas mulheres que tiveram a coragem de lavar suas roupas nas margens do rio contam terem visto a criatura sair da água para o ataque. Mas apesar de já terem sido atribuídos ao Cabeça de Cuia vários desaparecimentos de mulheres, dizem que ele jamais conseguiu devorar nenhuma mulher chamada Maria, muito menos que fosse virgem.

A Prefeitura da cidade de Teresina instituiu, no ano de 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril. Existe uma estátua sobre a lenda do Cabeça de Cuia na cidade de Teresina, no bairro do Poti Velho, local onde supostamente a família de Crispim morava.


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Ruby