30 de novembro de 2015

Goibniu

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia celta/irlandesa, Goibniu (Goibhniu, antigo irlandês, pronuncia-se ɡovʲnʲu) ou Gaibhne (irlandês moderno) era o deus ferreiro dos Tuatha Dé Danann, Seu equivalente na mitologia galesa era Govannon.

Goibniu é freqüentemente agrupado com o deus da ourivesaria Credne o o deus carpinteiro Luchta, como o Trí Dée Dána (três deuses da arte), sendo os responsáveis por forjar as armas que os Tuatha Dé Dannan utilizaram para combater os Fomorianos. Alternativamente, ele é agrupado com Credne e Dian Cecht, o deus da medicina e da cura.

Goibniu era também um deus associado com a hospitalidade, sendo o anfitrião do Fled Goibnenn (Banquete de Goibniu). Este banquete ocorria uma vez por ano, e durante o mesmo, Goibniu servia uma cerveja especial que concedia a imortalidade a quem a bebesse. 


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24 de novembro de 2015

Abad Alfau e a Caveira

۞ ADM Sleipnir


Abad Alfau e a Caveira é uma história pertencente ao folclore da República Dominicana. Ela fala sobre um corajoso subtenente decidido a descobrir o mistério de uma caveira que amedrontava os moradores da cidade.

Até mais ou menos o ano de 1905, via-se no alto da parede chanfrada da igreja do convento de São Domingos, que ficava na esquina da rua dos Estudantes com a rua da Universidade, na capital dominicana, um nicho vazio, que desapareceu com a parede quando esta foi derrubada.

Entretanto, nem sempre esse nicho esteve vazio. Dentro dele, apoiada num pequeno suporte de ferro, havia outrora uma caveira, visível durante o dia graças à luz do sol e durante a noite graças à luz de uma lamparina de azeite pendurada no alto e que sempre era acesa ao toque do Ângelus, ao entardecer. Embaixo, como se fossem palavras saídas da boca da caveira, lia-se numa lápide rústica, em letras comuns, quase ilegíveis, escritas em preto:

Oh, tu, que passando vais,
Fixa os teus olhos em mim.
Qual tu te vês eu me vi.
Qual me vejo, tu te verás.

Muito tempo transcorreu sem que a caveira nem o verso chamassem a atenção do público. Até a noite que um morador do bairro, a caminho de casa, ouviu um ruído proveniente da caveira e, ao voltar os seus olhos para ela, observou que se mexia, inclinando-se para frente ou virando-se de um lado para o outro, como se dissesse:

“Sim, sim...” “Não, não...”

Ao ver tal coisa, saiu em disparada até chegar em casa.

A caveira, que àquela altura já não merecia sequer o olhar indiferente dos transeuntes, passou a ser, no dia seguinte, o tema de todas as conversas. Os prudentes não se aventuravam a passar de noite nas proximidades do convento. E os valentes que se atreviam a fazê-lo juravam que a caveira se mexia dizendo: “Sim, sim...” ”Não, não...” E ainda acrescentavam que ela movia as mandíbulas, que ria fazendo um barulho parecido ao das castanholas e uma porção de outras histórias.

Durante o dia, a caveira ficava quietinha. Por isso, o encarregado de acender e apagar a lamparina fazia isso sempre de tarde ou de manhã. O problema era de noite.

Os que moravam por ali, davam uma volta enorme para chegar em casa, a fim de se livrarem de ver a caveira. Nem mesmo os guardas da polícia militar ousavam se aproximar dessa esquina do medo.
Certa noite, desafiando o seu próprio temor, um desses guardas caminhou nessa direção e, ao ver os meneios da caveira, correu espavorido sem parar até o portão do quartel.

Abad Alfau tinha então dezenove anos e era subtenente do batalhão que guarnecia a praça de São Domingos. Estava de serviço na noite em que o guarda correu de medo da caveira, e ficou muito contrariado. Na noite seguinte, soube que um outro guarda havia dado uma volta para fugir da bruxaria da esquina e ficou mais contrariado ainda.

Ou acabo com essa palhaçada ou não me chamo Abad Alfau! – afirmou ele.

No dia seguinte, muniu-se de uma espada e esperou que anoitecesse. Mais ou menos às onze horas, dirigiu-se ao tal lugar que tantos temores provocava, levando uma espada na mão e acompanhado de dois soldados. Estavam a poucos metros da caveira, quando começaram os remelexos.

Ponham a escada na esquina! – ordenou Abad, antes que o medo paralisasse os seus companheiros.

De espada na mão, começou a subir. A cada degrau que subia, os movimentos da caveira para frente e para os lados ficavam mais violentos. Quando o subtenente já estava bem próximo dela, a caveira se mexia tanto que parecia querer girar sobre si mesma e de dentro dela saíam uns guinchos agudos. O jovem oficial, no entanto, continuava imperturbável. Finalmente, tão próximo do nicho que poderia alcançá-lo com os dedos, apoiou com força os pés num degrau enquanto com a mão esquerda se agarrava ao degrau mais alto, jogou o corpo para trás e, levantando a espada, acertou-lhe duas pranchadas que a fizeram dar várias voltas.

E aí se desfez o mistério. Porque debaixo da caveira saiu um rato de mais ou menos um palmo de comprimento, que pulou do nicho para a rua e se perdeu na escuridão da noite, enquanto Abad Alfau, descendo, exclamava:

Bicho desgraçado!



Fonte: 
  • Livro "Contos de Assombração - Co-edição Latino-americana". (Editora Ática) /6ªedição 1985~1994/
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20 de novembro de 2015

Batsquatch

۞ ADM Sleipnir


Batsquatch (um neologismo derivado das palavras Bat (morcego em inglês) e Sasquatch (Pé Grande)) é um criptídeo que foi supostamente avistado pela primeira vez no Monte Santa Helena (um vulcão ativo localizado ao sudoeste do estado norte-americano de Washington, 160 quilómetros ao sul de Seattle), na década de 80, durante sua última erupção. 

Descrição

O Batsquatch se assemelha a um primata alado semelhante aos indonésios Ahool e o Orang Bati. Possui cerca de 2,7 m de altura, olhos amarelos ou vermelhos, um focinho de lobo, uma pelugem azulada, dentes afiados, pés de pássaro e asas de morcego que se estendem em até quinze metros. 


Outros Supostos Avistamentos

Em Abril de 1994, o jovem Brian Canfield atravessava de carro em Washington Pierce, numa remota estrada de montanha durante a noite. De repente, o seu carro foi avariado. Aflito, ainda viu a sua situação piorar quando surgiu uma criatura alada descendo do céu bem à frente dele. O ser alado de olhos amarelos, coberto de pelo azul, exibia uma cabeça parecida com a de um lobo e usava asas de morcego. Felizmente para Brian, o estranho ser partiu tão rapidamente como havia chegado.

Um segundo avistamento foi relatado em 2009 perto de Mt. Shasta, na Califórnia. Vários pedestres testemunharam uma criatura "enorme" com asas de couro voando para fora de uma fenda na montanha. Na primeira, uma testemunha ocular descreveu a criatura como tendo uma cabeça semelhante a um pterodáctilo, no entanto, após sua reconsideração a testemunha alegou que era mais semelhante a um morcego ou uma raposa.

Em Junho de 2011, uma testemunha que não quis ser identificada, estava no seu quintal passeando com seu cão. De súbito, viu algo estranho no céu: um ser alado voando com asas de morcego, pele azul e no seu rosto, olhos vermelhios. A testemunha afirmou que a criatura alada tinha cerca de 2,5 metros de altura.

No dia 14 de Abril de 2014, o arcebispo de Hoban High School, em Akron, Ohio ministrava uma aula quando viu pela janela da sala de aula uma criatura alada passar voando em grande velocidade. Seus alunos, que também testemunharam o fato, afirmaram que a criatura alada tinha mais de 2 metros de altura.


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18 de novembro de 2015

Papa-figo

۞ ADM Sleipnir


O Papa-figo é uma figura lendária do folclore brasileiro, conhecida principalmente em Pernambuco. Seu nome é a contração de papa-fígado, sua principal característica. Em geral, ele é descrito como um homem idoso, sujo e com o corpo coberto de chagas. Pode também ser alto, magro, pálido e com a barba por fazer. Às vezes, carrega um saco. Costuma andar pelas ruas no final da tarde, durante o crepúsculo, à procura de crianças desacompanhadas, atraindo-as com o intuito de raptá-las para depois devorar seus fígados.

Ao lado do negro velho e do homem do saco, integra o ciclo do pavor infantil. Segundo versão paraibana registrada por Ademar Vidal, autor de Lendas e Superstições (1949), a fim de não cometer injustiças, o papa-figo restringe sua caça apenas aos meninos mal-comportados, desobedientes, teimosos ou chorões.


Em tempos antigos, acreditava-se que a lepra era uma doença de pele causada pelo mau funcionamento do fígado, órgão que, diziam, era o produtor do sangue. A cura estaria no consumo do órgão sadio. Mas somente o fígado infantil teria pureza e força suficientes para aliviar o sofrimento dos hansenianos. E sempre haveria alguém disposto a pagar qualquer preço por tão poderoso e raro lenitivo. O papa-figo era, portanto, em algumas versões, o próprio doente em busca de cura ou, outras vezes, o encarregado de conseguir a mercadoria para tal tipo de comércio.


fonte:
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16 de novembro de 2015

Long Zhi

۞ ADM Sleipnir




Long Zhi (蠪蛭) é uma monstruosa criatura descrita no Shan Hai Jing, um texto chinês clássico, descrevendo montanhas, regiões dentro do continente e além-mar, e animais míticos. De acordo com a descrição, a criatura se assemelha a uma raposa, porém possui nove caudas, nove cabeças e patas de tigre. Long Zhi é uma criatura predadora, conhecida por matar e devorar seres humanos. Ela atrai suas vítimas imitando o som de um bebê. Ao sair para averiguar a origem do som, sua vítima acaba se tornando seu alimento.



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13 de novembro de 2015

Heqet

۞ ADM Sleipnir



Heqet (Heqat, Heket, Hekt, Hegit, Heget) é uma deusa egípcia associada ao parto e a fertilidade, sendo considerada também uma deusa da água. O significado de seu nome não é certo, mas possivelmente derivado da palavra heqa, que significa "príncipe" ou "cetro". Heqet era particularmente associada com as fases posteriores do trabalho de parto. Era considerada a padroeira das parteiras que, compreensivelmente, eram apelidadas de "Servas de Heqet". Heqet dividia o seu espaço com Bes e Tauweret, que também eram considerados deuses do parto.

No Egito, as mulheres grávidas costumavam usar amuletos e escaravelhos representando Heqet afim de garantir a sua proteção durante o parto, e durante o decorrer do Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.), facas rituais de marfim e crótalos (um tipo de instrumento musical popular de percussão) apresentando a imagem ou o nome da deusa passaram a ser utilizados como amuletos.

Heqet também era associada com a ressurreição dos mortos. Nos Textos das Pirâmides, ela é um dos deuses que participam do renascimento do deus sol Ra todas as manhãs. Ela também ajudou Ísis a trazer Osíris de volta para a vida. Como Isis, ela foi chamada Grande da Magia e tinha o poder de restaurar a vida dos mortos ao tocá-los com o seu ankh.



Representações

Heqet era descrita como um sapo, como uma mulher com a cabeça de um sapo, ou mais raramente, como um sapo na ponta de um falo, indicando explicitamente a sua associação com a fertilidade. Para os egípcios, o sapo era um símbolo de vida e fertilidade, já que milhões deles nasciam após a inundação anual do Nilo, que trazia fertilidade para as terras outrora estéreis. 

Relações com outros deuses

De acordo com uma tradição, Heqet era a esposa de Khnum, o deus criador de Abu (Elefantina). Khnum criava cada ser humano em sua roda de oleiro, enquanto Heqet soprava o folego da vida sobre eles antes de serem colocados no útero de suas mães. Heqet e Khnum são retratados na Colunata do Nascimento de Hatshepsut em seu templo mortuário em Deir el Bahri. De acordo com outra tradição, ela era a esposa do deus do infinito, Heh, que por sua vez assumia os atributos de Khnum.

Ás vezes, Heqet era vista como uma forma da deusa Hathor e, consequentemente, mãe de Hórus, o Antigo. Ela também era associada a Nekhebet, a deusa-abutre do Alto Egito.

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11 de novembro de 2015

Ganímedes

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Ganímedes era um jovem e belo príncipe troiano, que foi levado para o Olimpo por Zeus para ser seu amante e copeiro dos deuses. Seu nome é derivado das palavras gregas ganumai ("alegrando") e mêdon ou medeôn, ("príncipe" ou "órgãos genitais"). O nome pode ter sido formado para conter um duplo significado proposital. Ganimedes era freqüentemente representado como o deus do amor homossexual, e, como tal, aparece como um colega dos deuses Eros (amor) e Hymenaios (amor marital).

O Rapto de Ganímedes

Ganímedes era um príncipe troiano, que, ao despertar a puberdade no corpo e na alma, trazia uma beleza rara. Seus traços de homem-menino reluziam pelos campos aos arredores da cidade de Tróia, onde cuidava dos rebanhos do pai. Foi numa tarde de primavera, que a beleza maliciosa de Ganímedes chamou a atenção de Zeus. O senhor do Olimpo, ao avistar beleza tão sublime, foi fulminado pela paixão. Impossível resistir à graciosidade do rapaz, ao rosto ainda imberbe, a transitar entre a juventude e à idade viril. Enlouquecido pelo desejo e pela paixão, Zeus transformou-se em um águia, indo pousar junto ao jovem. Encantado pela beleza onipotente da ave, Ganímedes aproxima-se, acariciando-lhe a plumagem. Imediatamente Zeus envolve o rapaz, tomando-o pelas garras, levando-o consigo para as alturas. Cego de paixão, o senhor do Olimpo possui o jovem ali mesmo, em pleno vôo. Ganímedes, após ter sido ludicamente amado por Zeus, foi levado para o Olimpo.


Ao contrário das lendas das amantes de Zeus, que após o ato do amor, eram perseguidas pelos ciúmes de Hera ou pela ira dos pais, sofrendo até o momento do parto do filho do deus, Ganímedes, apesar da fúria de Hera, chega ao Olimpo intacto. Ele foi recebido com honras, assumindo o posto privilegiado de servir o néctar da imortalidade aos deuses, substituindo Hebe na função. Após servir aos deuses, Ganímedes derramava os restos sobre a terra, servindo também aos homens.

Mais tarde, Ganimedes também recebeu um lugar entre as estrelas como a constelação de Aquário.


fontes:
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9 de novembro de 2015

Hobgoblin

۞ ADM Sleipnir


Hobgoblin é um termo tipicamente aplicado em contos folclóricos para descrever um duende amigo ou divertido. Parece ser derivado de "Robin Goblin", abreviada para "hobgoblin", 'micro', ou 'lob'. O nome originalmente se referia ao personagem folclórico Robin Goodfellow, mas com o tempo passou a englobar espécies diferentes de duendes ou fadas. No folclore francês, hobgoblins são chamados de Lutin.

Hobgoblins muitas vezes são tidos como espíritos, quer sob a forma de animais (como os cães ou coelhos) ou de outros animais de estimação. Gatos que são completamente brancos são especialmente suscetíveis de serem considerados lutins, embora aparentemente não haja nenhum distintivo em nenhum animal que viva em ou perto de casa que possa ser considerado como tal. Estes lutins pode ser bons ou maus. Os primeiros têm competências atribuídas que vão desde o controle do tempo até a fazer a barba do chefe da casa antes de ele acordar aos domingos. Os segundos podem assediar o dono da casa, com qualquer número de problemas menores, como sumindo com coisas ou enchendo os sapatos com seixos. O sal é considerado repugnante para eles. Como derivativos de fadas, o aço/ferro também seria insuportável ao seu toque.



Na Fantasia

Em O Hobbit, de J.R.R Tolkien, hobgoblins são uma ameaça, maiores e mais fortes do que os goblins. Tolkien comentou mais tarde, numa carta, que através de mais estudos de folclore posteriormente ele tinha aprendido que "a afirmação de que hobgoblins seriam "uma espécie maior de goblins e é o inverso do original". Tolkien então teria rebatizado eles como Uruks ou Uruk-hai, numa tentativa de corrigir o seu erro.

Também em O Hobbit, Tolkien coloca o bugbear Beorn como uma classe diversa dos goblins (Orcs) e hobgoblins (Uruk-hai), consistindo, inclusive, em um dos seres que ajudam Bilbo, Gandalf e Torin Escudo de Carvalho.

Em Finn Family Moomintroll, terceiro livro da série de livros infantis de Tove Jansson, o hobgoblin é uma estranha criatura mágica; até mesmo o seu chapéu, quando encontrado por outras criaturas, pode trabalhar todos os estranhos tipos de magia por si só. Embora ligeiramente assustador para aqueles que não o conhecem, o hobgoblin é, de fato, uma criatura solitária e sensível, que pode conceder os desejos dos outros, mas não o seu próprio — a menos que alguém especificamente lhe peça por algo que ele quer e, em seguida, lhe dê aquilo que ele próprio criou.



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6 de novembro de 2015

Ukemochi

۞ ADM Sleipnir
                   

Ukemochi (保食神; Uke-mochi-no-kami, Uki-mochié a deusa xintoísta do arroz, da nutrição e da abundância de alimentos. Ela era casada com Inari, também deus do arroz, com quem era confundida com sua versão feminina, uma vez que Inari assumiu as funções divinas da esposa após sua morte. Ukemochi possuí vários epítetos, todos relacionados à comida. Dentre os mais conhecidos estão Ogetsu-himi-no-kami (grande princesa da comida), Wake-umi-nomi (Jovem mulher com comida) e Toyo-uke-bime (Princesa da rica comida),

A lenda mais famosa de Ukemochi envolve Tsukuyomi, o deus da lua, que a pedido de sua irmã Amaterasu, vai até a morada de Ukemochi verificar as plantações de arroz e o trabalho da deusa. Sabendo da visita de Tsukuyomi, Ukemochi resolveu preparar um grandioso banquete, porém, a forma como ela produziu os alimentos que iria servir ao deus o irritou profundamente. Ao invés de cozinhar os alimentos, Ukemochi os produziu a partir de si mesma de uma variedade de formas, tal como tossir arroz, vomitar animais, e até mesmo expelindo alimentos de vários lugares desagradáveis, incluindo as axilas, ânus e genitália.



Ofendido pela forma como os alimentos foram produzidos, Tsukuyomi desembanhou sua espada e matou Ukemochi, cortando-a em pedaços. Seus restos mortais foram espalhados pela terra, e deles surgiram inúmeras fontes de alimento. Da cabeça de Ukemochi, saíram bois e cavalos; suas sobrancelhas transformaram-se em bichos da seda; da testa brotou milho e trigo, da barriga saiu arroz e de sua genitália veio o feijão. É dito ainda que outros alimentos saíram do corpo da deusa, como o arroz doce, a soja e o pão. 

Ao regressar ao céu, Amaterasu tomou conhecimento do crime cometido pelo seu irmão e ficou extremamente irritada, recusando-se a vê-lo novamente. Desde então, os irmãos vivem separados, alternando-se no céu.



fontes:




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4 de novembro de 2015

Wolfat, o Deus da Tatuagem

۞ ADM Sleipnir


De acordo com os povos ifaluk da Micronésia, Wolfat é o deus que trouxe até eles a arte da tatuagem. Wolfat vivia no céu de flores com todos os outros deuses e, às vezes, visitava a Terra em diferentes formas. Todos os dias, algum deus descia para ver o que estava acontecendo, e se Wolfat inventara algum truque para solucionar o comportamento humano ou animal.

Certo dia, Wolfat se deparou com a bela Iloumuligeriou e imediatamente cobiçou-a. Em seu disfarce como mortal, pintou o rosto e corpo com intrincados desenhos em preto, acendeu o fogo na casa da jovem que, no mesmo instante, ficou enfeitiçada por ele, e os dois fizeram sexo. Pela manhã, Wolfat a deixou e voltou para o céu. Mas ele estava tão cheio de desejo sexual pela mulher que voltou para a terra novamente. só que dessa vez sem as decorações na pele. Desta vez, a mulher não gostou dele, por isso, Wolfat cobriu-se novamente de tatuagens e retornou. Ao vê-lo novamente, Iloumuligeriou o acolheu de braços abertos.

Wolfat mostrou a todos os homens como tatuar seus corpos com fuligem preta e uma pena de asa de pássaro afiada. Quando perceberam que isso os tornava desejáveis para as mulheres, eles passaram a se tatuar todos os dias.


fonte: Livro A Bíblia da Mitologia, de Sarah Bartlett
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2 de novembro de 2015

Pabilsag

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia suméria, Pabilsag era o deus patrono da cidade de Larak. Ele foi considerado um filho do deus Enlil de acordo com a tradição mais comum, tornando como sua esposa, a deusa da cura Gula/Ninisinna, filha-de-lei de Enlil. Pabilsag é descrito como uma espécie de centauro alado com cauda de escorpião, empunhando um arco e flecha, tendo sido identificado com a constelação de Sagitário.

Suas funções são difícies de determinar, uma vez que Pabilsag foi sincretizado com inúmeras divindades, como Ninurta e Nergal. Tem sido sugerido que as funções de Pabilsag incluem a de um deus curador (possivelmente relacionadas às funções da sua esposa), a de um juiz divino, e de um deus da guerra e caça. Além disso, ele tinha algumas conexões com o submundo, possivelmente devido ao seu sincretismo com o deus do submundo Nergal.

Um texto literário sumério descreve a jornada de Pabilsag até a cidade de Nippur (ETCSL 1.7.8., em inglês). O mesmo parece narrar, entre outras coisas, o casamento entre Pabilsag e Ninisinna.


fonte:
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Ruby