4 de março de 2016

Laelaps

۞ ADM Sleipnir

Laelaps (grego Λαῖλαψ Lailaps, "vento de tormenta", também chamado de Lélape) era um cão mágico presente na mitologia grega, do qual nenhuma presa era capaz de escapar. De acordo com a lenda, ele foi dado por Zeus de presente para Europa e, posteriormente, foi dado de presente a um de seus filhos, o rei Minos de  Creta.

Sendo filho de Zeus, Minos tinha o mesmo dom de seu pai em ter amantes. Cansada de ver seu marido se deitando com outras mulheres, sua esposa Pasífae lançou-lhe uma maldição, que fazia com que escorpiões e serpentes nascessem de seu corpo sempre que ele copulasse com outra mulher, que por sua vez acabava morrendo. De acordo com o Pseudo-Apolodoro, Minos veio a ter um caso com Prócris, filha de Erecteu e esposa de Céfalo, que antes já havia sido flagrada pelo marido  em pleno ato sexual com Pteleon, e havia fugido para Creta quando foi descoberta. Minos ofereceu a ela Laelaps e também uma flecha que jamais errava o alvo e esta, em troca, ofereceu a ele uma erva mágica que permitiria que fossem para cama. No entanto, temendo a ira de Pasífae, Prócris retornou para Atenas, onde se reconciliou com Céfalo e lhe deu de presente Laelaps e a flecha. 

A caça à Raposa Teumessiana

A Raposa Teumessiana era uma raposa gigante, protegida por Poseidon, e enviada à Tebas, como castigo por algum crime ou ofensa não especificada cometido contra ele. Ela era uma verdadeira besta sanguinária, que além de espalhar o terror e a destruição por onde quer que passava, possuía um dom divino que a tornava impossível de ser capturada por qualquer homem ou animal. Seguindo a orientação de um oráculo, os tebanos entregavam a raposa todos os meses uma criança do sexo masculino para que ela a devorasse, mas este era um recurso cruel e que no fim das contas não resolvia o problema.

Creonte, o rei de Tebas naquela época, resolveu delegar a impossível tarefa de capturar a raposa à Anfitrião (marido de Alcmena, mãe de Héracles), que vivia exilado em Tebas, prometendo ajudá-lo a vingar seus irmãos caso ele fosse capaz de cumprir a tarefa. Após várias tentativas sem sucesso, Anfitrião recebe a ajuda de Céfalo, rei de Atenas, que lhe cedeu o cão mágico Laelaps para auxiliá-lo na caça. 



Assim que farejou o cheiro da raposa, Laelaps partiu em sua caçada, e então, deu-se início a uma paradoxo divino. A raposa não podia ser capturada e Laelaps nunca perdia sua caça, e esse paradoxo era um verdadeiro problema, não só para Anfitrião e a cidade de Tebas, mas também para os deuses. Se Laelaps conseguisse pegar a raposa, seria como se a palavra das Moiras, as deusas do destino, estivesse errada. Além disso, Tebas poderia ser castigada por Poseidon, que era o protetor da raposa. Por outro lado, se Laelaps não conseguisse capturar a raposa, seria como se seu dom não valesse de nada, e traria a tona a ira de Zeus, que certamente iria exigir a vitória de Laelaps.

Após muita reflexão, Zeus encontrou uma solução para o impasse, que foi aceita por todos. Ele transformou tanto Laelaps quanto a raposa em estátuas de pedra. De acordo com outra versão, ele os transformou em constelações: Laelaps se tornou a constelação de Cão Maior, e a Raposa Teumessiana a constelação de Cão Menor.



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