29 de fevereiro de 2016

Runa-mula

۞ ADM Sleipnir


A Runa-mula é uma criatura presente no folclore da região amazônica do Peru. De acordo com a lenda, é uma mulher casada ou comprometida que, após ter tido relações amorosas com um padre ou missionário, foi amaldiçoada pelo próprio diabo, passando a se transformar em uma criatura com o corpo de mula e com tronco de mulher. Em noites de lua cheia, a mulher amaldiçoada se transforma e vaga pela noite, lançando fogo pela boca e pelas narinas sob o castigo implacável de seu cavaleiro cruel e feroz, que segundo a lenda, não é outro senão o próprio diabo. Na manhã seguinte, ela acorda em sua cama, ferida e suja de sangue, sem saber o porquê desses ferimentos, pois ela não sabe que se torna em Runa-mula. 



Sendo a Runa-mula uma das muitas variações do mito da Mula Sem-Cabeça, os mesmos métodos que podem ser empregados para descobrir a identidade de uma Mula-sem-cabeça e acabar com sua maldição podem ser empregados para a Runa-mula. Espetar um alfinete nela ou amarrá-la a uma cruz acaba com a maldição. No primeiro caso, a transformação será impedida, enquanto o benfeitor está vivo e mora na mesma paróquia em que seu feito foi realizado. No segundo caso, a mulher ficará em forma humana até que o sol amanhecer, mas vai se transformar novamente na próxima vez. Tirar o freio de ferro que a Runa-mula carrega também termina com a maldição enquanto o benfeitor está vivo. Amarrando as rédeas de volta na boca da mulher voltará com a maldição.

No caso específico da Runa-mula, uma vez que descubram que uma mulher se transforma em Runa-mula, os familiares devem procurar um curandeiro, que por meio de banhos e chás especiais, irá remover o feitiço da mulher em definitivo.


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26 de fevereiro de 2016

Chalchiutotolin

۞ ADM Sleipnir



Chalchiutotolin, (em náuatle: "Precioso Peru Noturno", também conhecido como o "Peru de Jade") é o deus asteca da pestilência, do mistério, das doenças e pragas. Teoriza-se que ele seja um dos aspectos do deus jaguar TezcatlipocaNo calendário asteca, ele governa a trecena 1-Técpatl (pedernal).

Não se sabe muito sobre Chalchiutotolin, embora tenha sido dito em algumas traduções que ele era "magnífico e terrível de se ver". Existe uma estranha imagem no Codex Borbonias, onde aparece cercado por símbolos aparentemente indecifráveis, vestindo um terno feito de penas de peru e adornado com jóias e um cocar com penas cor de esmeralda


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24 de fevereiro de 2016

Siduri

۞ ADM Sleipnir


Siduri ("mulher jovem", um provável epiteto de Ishtar) é a deusa babilônica da cerveja e do vinho, da folia e também da sabedoria.Também chamada de Sabitu ("Taberneira"), ela é referida na versão babilônica da Epopéia de Gilgamesh como "a Refrescante" ou "a menina cujas bebidas refrescam a alma". Siduri vive em uma taberna às margens do "Oceano", e acreditasse que este local possa representar o local de origem das vinhas no mundo, com alguns estudiosos apontando como sendo o Mediterrâneo e outros, porém, como algum lugar no Irã.

Papel na Epopéia de Gilgamesh 

Na precoce versão babilônica da epopéia de Gilgamesh, Siduri aconselha o herói a desistir de sua busca pela imortalidade, desencadeada pela morte de seu companheiro Enkidu.

Primeiramente, ao ver Gilgamesh se aproximando de sua taberna, Siduri tentou barrar sua entrada, por causa de sua aparência desleixada. Após ele se identificar e contar-lhe sobre sua viagem para encontrar o imortal Utnapishtim, Siduri acaba convidando-o para entrar em sua taberna, onde tenta ela tenta dissuadi-lo de sua busca pela imortalidade, tentando convence-lo a se contentar com os simples prazeres da vida. 



Já na posterior (também referida como a "padrão") versão da epopéia, o papel de Siduri é um tanto menos importante. A citação acima é omitida, e é deixado para Utnapishtim (o precursor mesopotâmico de Noé) o papel de discutir as questões de vida e morte com Gilgamesh. Siduri, no entanto, tem uma longa conversa com Gilgamesh, que se gaba de suas façanhas e é forçado por ela a explicar o por que de sua aparência ser tão abatida. Quando ele pede ajuda para encontrar Utnapishtim, Siduri explica as dificuldades da viagem, e então o indica Urshanabi, o barqueiro, que poderia ser capaz de ajudá-lo a atravessar o oceano subterrâneo e as sinistras "águas da morte".

Influências

Siduri tem sido comparada a feiticeira Circe, da Odisséia. Assim como Odisseu/Ulisses, Gilgamesh recebe instruções de como chegar ao seu destino a partir de um ajudante divino. No seu caso, o ajudante divino é a deusa Siduri, que, assim como Circe, habita junto ao mar nas extremidades da terra. Sua morada também está associada com o sol: Gilgamesh chega a casa de Siduri passando por um túnel por baixo do Monte Mashu, a alta montanha a partir da qual o sol nasce em direção ao céu. A semelhança das viagens de Gilgamesh e de Ulisses até as bordas da terra seriam o resultado da influência da epopéia de Gilgamesh sobre a Odisséia.


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22 de fevereiro de 2016

Boiúna (Cobra-Grande)

۞ ADM Sleipnir


A Boiúna (de mboi, "cobra" e una, "negra", também conhecida como Boiaçu, de mboi e açu, "grande", ou ainda Cobra-Grande) é, segundo Câmara Cascudo, o mais poderoso e complexo dos mitos amazônicos, exercendo ampla influência nas populações às margens do rio Amazonas e seus afluentes.

Faz parte do ciclo dos mitos d'água, de que a cobra é um dos símbolos mais antigos e universais. Senhora dos elementos, a cobra-grande tinha poderes cosmogônicos, explicando a origem de animais, aves, peixes, o dia e a noite. Mágica, irresistível, polimórfica, aterradora, a cobra-grande tem, a princípio, a forma de uma sucuri ou uma jibóia comum. Com o tempo, adquire grande volume, abandona a floresta e vai para o rio. Os sulcos que deixa à sua passagem transformam-se em igarapés. Habita a parte mais funda do rio, os poções, aparecendo vez por outra na superície. É descrita como tendo de 20 metros a 45 metros.


Martius (Viagem pelo Brasil) registrou a força assombrosa do medo que os indígenas tinham do monstro, com as dimensões multiplicadas pelo terror. Chamavam-no de Mãe-d'água e Mãe-do-rio, mas as histórias só mencinavam a voracidade da cobra-grande, arrebatando crianças e adultos que se banhavam. Recusavam-se a matar a cobra, porque então era certa a própria ruína, bem como de toda a tribo.

Esse registro, de 1819, denuncia a existência de um outro mito entrevisto e anotado por Barbosa Rodrigues (Poranduba Amazonense), o da constelação do Serpentário (Ofiúco), que aparece no céu em setembro, o tempo das roças, princípio do tempo de Coaraci, o Sol. Couto de Magalhães ouviu a lenda de como a noite apareceu, numa época em que não havia noite, e a filha de Cobra-grande pediu a noite ao pai como presente de casamento.

Há ocasião em que nenhum pescador se atreve a sair para o rio à noite, pois duas vezes seguidas foi avistada uma Cobra-grande... pelos olhos que alumiavam como tochas. Os pescadores foram perseguidos até a praia, somente escapando porque o corpo muito grande encalhou na areia. Esses pescadores ficaram doentes de pânico e medo da experiência que relatavam com real emoção. (Eduardo Galvão, Santos e Visagens, Brasiliana, São Paulo, 1955).


Algumas lendas envolvendo a Boiúna:
  • Em Belém, há uma velha crença de que existe uma cobra-grande adormecida embaixo de parte da cidade, cuja cabeça estaria sob o altar-mor da Basílica de Nazaré e o final da cauda debaixo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Outros já dizem que a tal cobra-grande está com a cabeça debaixo da Igreja da Sé, a Catedral Metropolitana de Belém, e sua cauda debaixo da Basílica de Nazaré: é o percurso da tradicional procissão do Círio de Nazaré, com 3,3 quilômetros de extensão. Os mais antigos dizem que se algum dia a cobra acordar ou mesmo tentar se mexer, a cidade toda poderá desabar. Por isso, em 1970 quando houve um tremor de terra na capital paraense, dizia-se que a tal cobra havia se mexido. Os mais folclóricos iam mais longe: "imagine se ela se acorda e tenta sair de lá!".
  • Em Roraima, conta-se que Cunhã Poranga ("índia bela") apaixonou-se pelo rio Branco e, por isso, Muiraquitã ficou com ciúme. Para se vingar, Muiraquitã transformou a bela índia na imensa cobra que todos passaram a chamar de Boiúna. Como ela tinha um bom coração, passou a ter a função de proteger as águas de seu amado rio Branco.
  • Entre as populações que habitam as margens dos rios Solimões e Negro, no Amazonas, acredita-se que quando uma mulher engravida de uma visagem, a criança fruto desse terrível cruzamento está predestinada a ser uma cobra-grande.
  • Há quem acredite que a cobra-grande pode nascer de um ovo de mutum.
  • Segundo uma lenda mais comum no Acre, uma cobra-grande se transforma numa bela morena nas noites de luar do mês de junho, para seduzir os homens durante os arraiais de festas juninas, como se fosse a versão feminina do boto.
  • O folclorista Walcyr Monteiro conta que em Barcarena (PA) existe o lugar conhecido como "Buraco da Cobra-Grande", atração turística do local.
  • Misabel Pedrosa diz que a Cobra-grande mora debaixo do cemitério do Pacoval, na ilha de Marajó.
fonte:
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19 de fevereiro de 2016

Os Deuses de Game of Thrones: Parte 3 (Final)

۞ ADM Sleipnir



Última postagem da série sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.

Rei Bacalhau

O Rei Bacalhau é um deus. Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por marinheiros. No Mar Estreito, nas imediações da Baía da Água Negra existem formações rochosas conhecidas como Lanças do Rei Bacalhau, em sua homenagem.


Ursula Upcliff, uma feiticeira de renome que viveu na Ilha da Bruxa durante a Invasão Ândala, chamava-se de "Noiva do Rei Bacalhau". Os Velaryon afirmam que seu trono, o Trono de Madeira do Mar, foi recebido do próprio deus, em um pacto.eles receberam o Trono Driftwood do Merling Rei para concluir um pacto.

Rei Caranguejo

O Rei Caranguejo é um deus menor da cultura Roinar. Lendas contam que ele vive em conflito eterno com o Velho do Rio, sob as águas do Roine.

Semosh e Selloso

Semosh e Selloso são deuses irmãos adorados na Cidade Livre de Bravos. Eles possuem templos gêmeos, ligados por uma ponte de pedra esculpida, sobre o Canal Negro.

Senhor da Harmonia

O Senhor da Harmonia é um deus, venerado pelo Povo Pacífico de Naath. O Senhor da Harmonia, considerado como o único deus verdadeiro, aquele que sempre foi e sempre seria o que  fez a lua e as estrelas e da terra, e todas as criaturas que habitavam sobre eles. Ele é atendido pelas mulheres borboletas. Acredita-se que os espíritos borboletas sagradas do Senhor da Harmonia, protegem suas ilhas contra aqueles que lhes faria mal.Muitos conquistadores navegaram por Naath, mas todos eles adoecem e morrem se ficarem tempo demais. Por outro lado, os escravos em suas incursões parecem inafetados.

Senhor dos Céus

O Senhor dos Céus é um deus, antigamente adorado pelos Primeiros Homens, nas Três Irmãs.Acreditavam que as enormes tempestades, eram o resultado do acasalamento entre a Senhora das Ondas com o Senhor dos Céus.

O culto ao Senhor dos Céus terminou com a chegada dos Ândalos e a Fé dos Sete.

Senhora Chorosa de Lys

A Senhora Chorosa de Lys, também chamada Mulher Chorosa é uma deusa comumente adorada em Lys Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por mulheres idosas. Não se sabe se existe alguma ligação entre a deusa e a poção conhecida como Lágrimas de Lys.



Senhora das Lanças

A Senhora das Lanças, também conhecida como Noiva das Batalhas e Mãe dos Exércitos, é uma divindade cultuada pelos imaculados. De acordo com Verme Cinzento, seu verdadeiro nome está reservado somente àqueles que queimaram seus mamilos sobre seu altar. Os Imaculados purificam-se de acordo com as leis de sua deusa; como banhar-se no mar salgado.

Senhora das Ondas

A Senhora das Ondas é uma deusa, antigamente adorada pelos Primeiros Homens, nas Três Irmãs. Acreditavam que as enormes tempestades, eram o resultado do acasalamento entre a Senhora das Ondas com o Senhor dos Céus.

O culto da Senhora das Ondas terminou com a chegada dos Ândalos e a Fé dos Sete.



Trios

Trios é um deus de três cabeças adorado em Essos. Há uma grande estátua dedicada à ele no Templo de Trios em Tyrosh. Há também uma torre com três lados dedicados a Trios em Bravos, na Ilha dos Deuses.

Vaca de Pedra de Faros

A Vaca de Pedra de Faros é uma possível divindade da Grande Moraq. Existe na cidade de Faros, na ilha de Grande Moraq, uma enorme estátua de uma vaca, em pedra. Os habitantes da região rendem oferendas à ela.

Velho do Rio



O Velho do Rio é uma divindade menor dos roinares. Ele seria o consorte da Mãe Roine, e se assemelha à uma tartaruga gigante. Lendas contam que ele e o Rei Caranguejo travam uma luta infindável pelo controle do fundo das águas.



Viajante Encapuzado

O Viajante Encapuzado é um deus. Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por homens pobres.



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17 de fevereiro de 2016

Os Deuses de Game of Thrones: Parte 2

۞ ADM Sleipnir



Continuação da postagem sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.

Grande Garanhão


O Grande Garanhão, também conhecido como Deus Cavalo é uma divindade venerada pelos Dothraki. O Deus Cavalo dothraki espelha a importância desse animal para esse povo. Se sabe pouco sobre suas leis, mas ao que parece, o estupro e a chacina são coisas comuns para essa divindade. Uma profecia conta que o garanhão que monta o mundo um dia virá para a terra e irá unir todos os khalasares em um único. 

Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Se trata de um enorme cavalo de bronze empinado em duas patas.



Grande Outro

O Grande Outro é o deus da escuridão, frio e morte na mesma fé de R'hllor. Seu verdadeiro nome nunca é dito. Ele é considerado o inimigo de R'hllor, o Senhor da Luz. Os seguidores de R'hllor acreditam que existem apenas dois deuses, R'hllor e o Grande Outro, que travam uma guerra eterna sobre o destino do mundo. Melisandre refere-se aos outros como os "filhos frios" do Grande Outro.

Grande Pastor

O Grande Pastor ou Deus Ovelha, é uma divindade cultuada pelos lhazarenos. Suas sacerdotisas alegam que ele trata todos os homens como um só rebanho.

Leão da Noite

O Leão da Noite é o deus da morte de Yi Ti. Os Homens Sem Rosto acreditam ser apenas uma das diversas representações do seu Deus de Muitas Faces. Existe uma estátua sua na Casa do Preto e Branco, em Bravos, que é comumente visitada por homens ricos. 

Ao entrar pela primeira vez na Casa do Preto e Branco, Arya Stark notou a estátua de um homem com cabeça de leão sentado em um trono, esculpida em ébano. Este é, provavelmente, o Leão da Noite. 

Mãe Roine

A Mãe Roine é a deusa chefe dos Roinares. Ela é a representação do rio Roine. Suas águas alimentaram os Roinares desde a aurora dos tempos. Acredita-se que o Velho do Rio seja seu consorte.

Os Sete (Deuses Novos)


A Fé dos Sete é a religião dominante nos Sete Reinos, e é comumente conhecida apenas como a Fé. As únicas regiões de Westeros onde a fé não é predominante são o Norte e as Ilhas de Ferro, onde o culto, respectivamente, aos deuses antigos e ao Deus Afogado continua forte. Os deuses da Fé são por vezes referidos como "deuses novos" para diferenciá-los dos deuses antigos.

A Fé cultua os Sete, uma única divindade com sete aspectos, ou faces, cada uma representando uma virtude diferente. Os devotos oram a uma face diferente dos Sete pedindo por ajuda ou orientação, dependendo de sua necessidade. As faces são:
  • Pai, ou Pai Acima, representando o julgamento. É retratado como um homem barbado carregando uma balança e é cultuado pelos que buscam justiça.
  • Mãe, ou Mãe Acima, representando a maternidade e piedade. É cultuada pelos que buscam fertilidade ou compaixão, e é retratada sorrindo amorosamente, símbolo de misericórdia e conforto.
  • Guerreiro, representando força em combate. É cultuado em busca de coragem e vitória. Carrega uma espada.
  • Donzela, representando inocência e castidade. É cultuada pelos que buscam proteger as virtudes das donzelas.
  • Ferreiro, representando os dons e o trabalho. É cultuado pelos que querem finalizar trabalhos e buscam por força. Carrega um martelo.
  • Velha, representando sabedoria. Carrega uma lanterna e é cultuada pelos que buscam orientação.
  • Estranho. Uma exceção às outras faces, o Estranho representa a morte e o desconhecido. Os fiéis raramente procuram o favor do Estranho, mas os renegados algumas vezes se associam a esse deus.


Pai das Marés

O Pai das Águas ou Pai das Marés é uma divindade cultuada na Cidade Livre de Bravos. Seu templo é reconstruído a cada vez que ele toma uma nova noiva.

R'hllor

R'hllor, também conhecido como Senhor da Luz, Coração de Fogo, ou Deus da Chama e da Sombra, é um deus de destaque em Essos, mas tem apenas alguns seguidores em Westeros, onde é mais comumente conhecido como Deus Vermelho. Seu símbolo é um coração ardente.



A religião de R’hllor é baseada em uma visão dualista do mundo: R'hllor, o deus da luz, calor e vida, e sua antítese, o Deus cujo nome não deve ser falado, o deus do gelo e da morte ou o "Grande Outro". Eles estão bloqueados em uma eterna luta com o destino do mundo, uma luta que, segundo a antiga profecia dos livros de Asshai, só vai acabar quando Azor Ahai, uma figura messiânica, retornar empunhando uma espada flamejante chamada Luminífera, a Espada Vermelha dos Heróis e com ela despertar os chamados "dragões de pedra".

Os Sacerdotes Vermelhos, como Melisandre de Asshai e Thoros de Myr, são membros do clero. Eles são assim chamados devido às vestes carmesim que usam. No leste, eles são uma visão comum, onde a fé e influência de R'hllor é mais difundida. As crianças são, por vezes, dadas aos templos de R'hllor para que sejam criadas para o sacerdócio. Os templos também compram as crianças como escravos, que são conhecidas como “Escravos de R'hllor” e cria-os como sacerdotes, prostitutas do templo, ou guerreiros. Os guerreiros que protegem os templos de R’hllor são chamados de Mão Ardente.

Todas as noites, os sacerdotes vermelhos acendem fogueiras e cantam orações em seus templos, pedindo R'hllor para trazer de volta o amanhecer. Seguidores muitas vezes olham para as chamas esperando receber visões do futuro. Acredita-se que R'hllor irá ocasionalmente responder às orações de seus seguidores através da concessão de visões e habilidades, tais como ressuscitar os mortos e controlar as sombras. Alguns ritos realizados pelos sacerdotes vermelhos, incluem sacrifício pelo fogo.



Julgamentos por combate são uma prática aceita na fé de R'hllor; orações antes do combate pedem forças à R'hllor e pedem que ele escolha o vencedor com justiça."A noite é escura e cheia de terrores", é uma frase comum em orações para R'hllor, e é mostrada no teaser da segunda temporada.

A adoração de R'hllor é uma tradição religiosa no continente Essos, mas não ganhou muita popularidade em Westeros. Esforços recentes para espalhar a fé para Westeros incluem o envio de sacerdotes vermelhos como Thoros para Porto Real, afim de que ele pudesse converter o Rei Aerys II, que era obcecado pelas chamas. Esta tentativa falhou já que Thoros não foi capaz de impressionar Aerys com sua magia de fogo.

Como outros tipos de magia, a magia do R'hllor parece ter desaparecido após a morte do último dragão Targaryen, mas com o regresso dos dragões no leste, as habilidades dos sacerdotes de R'hllor têm se fortalecido. Thoros, enquanto servia no templo de Myr, não descobriu nenhum tipo de novos poderes. No entanto, desde o retorno dos dragões, ele conseguiu ressuscitar Beric Dondarrion inúmeras vezes durante um ritual. Os poderes de Melisandre também foram aumentados desde a sua chegada à Muralha.

Atualmente existe a formação de dois novos círculos de culto em Westeros, seguindo um sacerdote vermelho de R'hllor. Thoros e Beric, juntos, fundaram a Irmandade Sem Bandeiras, uma organização criminosa ligada em parte pela sua adoração a R'hllor. Em Pedra do Dragão, Melisandre convenceu Stannis Baratheon para reivindicar o manto de Azor Ahai com sua magia de fogo. No entanto, após a morte final de Beric e a derrota de Stannis na Baía de Água Negra, a influência de Thoros e Melisandre sobre suas congregações diminuiu.


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15 de fevereiro de 2016

Os Deuses de Game of Thrones: Parte 1

۞ ADM Sleipnir



No mundo onde se passa a história de Game of Thrones, existem vários povos e, portanto, várias crenças diferentes, com várias divindades sendo cultuadas. Como fã da série e dos livros, não poderia deixar de trazer o assunto ao blog. Trago nesta série de postagens, uma lista contendo os deuses citados até o momento em toda a saga.

Aviso que existem pequenos spoilers dos livros nessa postagem. 

Os Antigos

Os Antigos são deuses que segundo lendas, viveram em cidades subterrâneas em ruínas da ilha de Leng,é uma ilha do Mar de Jade, no litoral sul de Essos. 

Aquan

Aquan, também conhecido o Touro Negro é um deus, cujo um templo em honra a ele está construído na Ilha dos Deuses de Bravos. Em todo décimo terceiro dia, um bezerro é sacrificado em seu nome e tigelas de sangue são oferecidas aos mendigos.

Bakkalon 

É um deus também conhecido como a "Criança Pálida". Existe uma estátua em sua honra dentro da Casa do Preto e do Branco, e é comumente visitada por soldados. Tyrion Lannister fala sobre a Criança Pálida durante o Segundo Cerco de Meereen e comenta que deve ser um equivalente do Estranho.

Boash

Boash, o Deus Cego é uma divindade que já foi venerada pelo povo valiriano e a maior e mais importante religião de Lorath. Seus seguidores não comem carne, não bebem vinho, e caminham descalços. Seus sacerdotes são eunucos que usam capuzes sem olhos em honra do deus, pois só na escuridão, acreditavam eles, seria permitindo-lhes ver as "verdades superiores" da criação que se ocultava por trás das ilusões do mundo material.



Eles também acreditavam que toda a vida é sagrada e eterna e na igualdade entre homens e mulheres, senhores e camponeses, ricos e pobres, escravos e mestres, e até mesmo a do homem e besta. Todas são igualmente dignos, todas as criaturas do mundo. Outra parte essencial de sua doutrina era a abnegação extrema de si mesmo, pois somente libertando-se da vaidade, os homens teriam a esperança de se tornar uma divindade.


Cabra Preta de Qohor

A Cabra Preta ou Negra de Qohor é um deus da Cidade Livre de Qohor. Os homens sem rosto consideram ela como uma das faces do Deus de Muitas Faces. Ela é representada na bandeira dos Bravos Companheiros, uma companhia de mercenários liderada por Vargo Hoat e também nas moedas de Qohor. Sacrifícios de sangue devem ser feitos a este deus diariamente.

Deus Afogado



O Deus Afogado é uma divindade do mar adorada exclusivamente pelos Homens de Ferro em Westeros. A religião do deus afogado é antiga, remonta a antes da invasão dos Ândalos. Os Ândalos que invadiram as Ilhas de Ferro se converteram à religião local, em vez de suplantá-lo com os Sete fizeram no sul do Westeros. Os seguidores da religião apoiam a cultura naval pirata dos Homens de Ferro. Eles acreditam que o deus afogado os criou para assolar, estuprar e esculpir reinos. Acredita-se que o deus afogado trouxe uma chama proveniente do mar e navegou o mundo a ferro e fogo. O eterno inimigo do deus afogado é chamado de Deus Tempestade.

Afogamento e ressurreição tem um lugar de destaque nas orações e rituais da religião. O afogamento é o método tradicional de execução para os homens de ferro, mas também é considerado um ato sagrado e, os mais fiéis não tem medo dele. Recém-nascidos são "afogados" logo após o nascimento, sendo submersos ou ungidos com água salgada.

Clérigos, chamados Homens Afogados, são verdadeiramente afogados pela segunda vez e trazidos de volta à vida com uma forma tosca de ressurreição cardiopulmonar. Os homens afogados usam túnicas grosseiras manchadas de verde, cinza e azul. Eles carregam troncos como porretes para uso em batalha, e cantis de pele com água salgada para rituais. A oração comum é: "O que está morto não pode morrer, mas volta a erguer-se, mais duro e mais forte." 

Deus de Muitas Faces


O Deus de Muitas Faces, também conhecido como O de Muitas Faces, é uma divindade adorada pelos Homens Sem Rosto, uma guilda de assassinos estabelecida na Cidade Livre de Bravos. O fundador dos Homens Sem Rosto acreditava que toda a diversa população escrava de Valíria orou por libertação para o mesmo deus da morte, apenas em diferentes encarnações. Assim, em Qohor, o Deus de Muitas Faces é chamado o Bode Preto; em Yi Ti, o Leão da Noite e na Fé dos Sete, o Estranho.


Essa crença de um deus único, com muitas encarnações ou "faces" passou a ser refletida na Guilda da Casa do Preto e Branco, que contém um santuário público com estátuas de muitos deuses da morte, incluindo o Estranho da Fé dos Sete.



Os adoradores do Deus de Muitas Faces acreditam que a morte é um fim misericordioso para o sofrimento. Por um preço, a Guilda vai conceder o "presente" da morte para qualquer pessoa no mundo, considerando-se o assassinato sagrado para seu deus. No templo da Guilda, aqueles que buscam um fim ao sofrimento podem beber de um copo preto, que concede uma morte indolor. À medida que os homens sem rosto abandonam suas identidades para o serviço do de Muitas Faces, eles só assassinam alvos que tenham sido contratados para matar e não podem escolher quem é digno do "presente" por si mesmos.

Deus Silencioso 

O Deus Silencioso é uma divindade honrada em Bravos. Seu templo, as Pedras do Deus Silencioso encontra-se na Ilha dos Deuses.

Deus Tempestade 

O Deus Tempestade é um deus dos homens de ferro. Ele é o eterno inimigo do Deus Afogado. Ele vive em um salão nas nuvens e os corvos são seus mensageiros. Há quem diga que foi a ira do Deus Tempestade que tirou Balon Greyjoy de sua torre para atraí-lo à sua morte .

Deuses Antigos (Old Gods) 

Os Deuses antigos são espíritos da natureza, incontáveis e sem nome, que são principalmente adorados no Norte embora ainda haja adeptos dessa religião nas regiões do sul. Foram primeiramente adorados pelos crianças da floresta, mas os Primeiros Homens se afastaram das suas crenças anteriores em favor dos espíritos adorados pelas crianças.

Quando os Ândalos (que vieram do leste) conquistaram o sul de Westeros, eles trouxeram com eles a sua Fé dos Sete (fé nos Sete deuses). Os espíritos foram então apelidados de Deuses Antigos e a prática do seu culto tornou-se limitada ao norte de Westeros.

A religião dos Deuses Antigos não tem organização, clero, nem movimentos evangélicos ou os textos sagrados, mas algumas tradições são passadas adiante por seus seguidores. Várias ações, tais como o incesto e o fratricídio, são consideradas ofensivas aos deuses.

Existem bosques sagrados, onde crescem "árvores divinas" chamadas árvores coração. Essas árvores possuem protuberâncias que se assemelham a rostos e olhos esculpidos por onde escorre seiva vermelha. As orações, juramentos e os casamentos são muitas vezes realizadas na floresta sagrada. Acredita-se que os rostos foram esculpidos nas árvores coração pelos Filhos da Floresta, mas o seu significado ou propósito não é completamente compreendido pelos homens.

Antigamente todas as casas nobres tinham um floresta divina com uma árvore de coração em seu centro, mas muitas famílias deixaram de seguir os deuses antigos e converteram suas florestas divinas em jardins seculares. Eddard Stark acredita na floresta divina e frequentemente faz orações aos deuses antigos, assim como Jon Snow.




Donzela Pálida

A Donzela Pálida é uma deusa, cuja estátua em honra a ela está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por marinheiros.

Donzela-Feita-de-Luz

A Donzela-Feita-de-Luz é uma divindade honrada em Yi Ti. Segundo uma lenda, ela e o Leão da Noite tiveram um filho, esse filho foi o Deus-na-Terra que unificou o Grande Império da Aurora e seus filhos como Imperadores, depois dele.

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12 de fevereiro de 2016

Thrud

۞ ADM Sleipnir



Thrud (em nórdico antigo Þrúðr, sign. lit. "força") é na mitologia nórdica uma das filhas dos deuses Thor e Sif, sendo irmã de Lorride, e meio irmã de Magni, Modi e Uller. Ela era considerada uma deusa regente do tempo cuja raiva trazia as nuvens escuras de chuva e as tempestades, e o bom humor deixava o céu da cor de seus olhos azuis. Acredita-se que ela era também uma das Valquírias, devido ao fato de seu nome aparecer listado numa lista de valquírias que serviam os einherjar em Valhala (Grímnismál, verso 36), porém não existe nada que confirme que elas são a mesma pessoa.  

Thrud era famosa por sua extraordinária beleza, sendo admirada e desejada por muito homens, mortais, heróis, deuses e até mesmo anões, dos quais um, chamado Alvis, se apaixonou perdidamente por ela e acabou lançando um feitiço sobre ela para que ela se tornasse sua noiva. Como ele não podia se casar com ela sem a permissão de Thor, Alvis partiu para Bilskirnir, grande salão de Thor, em busca de receber o consentimento do deus do trovão. No Alvíssmál ("A Balada de Alvis"), da Edda Poética, é narrado como Alvis foi por fim enganado por Thor em uma disputa de charadas, e, ao amanhecer, acabou sendo petrificado pela luz do sol.

Leia o Alvissmál AQUI


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10 de fevereiro de 2016

Yambe-Akka

۞ ADM Sleipnir


Yambe-Akka ("Velha mulher dos mortos"também chamada de Yabme-akkaJabme-akkaJameakkaJabmeksJabmi-Akko, ou Jami-Ajmo-ollmaj) é a deusa dos mortos de acordo com a mitologia lapônica. Ela governa o mundo subterrâneo, um lugar sombrio localizado diretamente abaixo do nosso mundo, e onde os mortos, não inteiramente sem corpo, andam no ar. Ela é geralmente representada como uma mulher bastante idosa, cujo tremor de suas mãos provocam terremotos na terra.

Yambe-Akka é uma divindade amedrontadora, que exigia constantemente o sacrifício de gatos pretos, enterrados vivos por seus devotos, para apaziguar o seu mau humor. Ela também exigia que cerveja fosse servida em funerais.

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8 de fevereiro de 2016

Óreas

۞ ADM Sleipnir



Óreas (em grego antigo Oὔρεα, Oúrea, de οὔρος, oúros, ou ὄρος, óros, "montanha") é um grupo de deuses primevos ou daimones (espíritos) das montanhas da mitologia grega, filhos sem pai de Gaia. Cada montanha foi dita ter o seu próprio deus, e na arte clássica, elas eram ocasionalmente representadas como homens barbudos e velhos, levantando-se entre seus picos escarpados.


Os Óreas mais famosos são:
  • Atos, uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
  • Citerão, grupo montanhoso da Beócia (centro da Grécia).
  • Etna, o vulcão da Sicília.
  • Hélicon, uma montanha da Beócia que competiu com Citéron.
  • Nisa, uma montanha da Beócia que criou Dionísio.
  • Olimpo, a morada dos deuses olímpicos e a montanha mais alta da Grécia, situada na Tessália.
  • Óreos, deus da montanha Othrys, em Malis (sul da Tessália); a montanha foi usada pelos Titãs na Titanomaquia.
  • Parnes, uma montanha da Beócia.
  • Parnaso, no centro da Grécia, consagrado a Apolo e morada das Musas.
  • Tmolos, uma montanha da Lídia (em Anatólia).


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5 de fevereiro de 2016

Cosmogonia Egípcia

۞ ADM Sleipnir


A criação do mundo descrita na mitologia egípcia possui diversas “variações regionais”. Apesar de todas as versões regionais estarem entrelaçadas e terem semelhanças, em alguns casos até o panteão de deuses possuía divergências. Essas divergências, originadas por diferenças em contextos sociais e econômicos, não podem ser deixadas de lado.Por conta disso, falaremos da cosmogonia aqui em partes, dividindo pela região e caracterizando-as.

Cosmogonia de Heliópolis


A cosmogonia de Heliópolis estava centrada em uma Enéade (termo grego para um agrupamento de nove divindades).

No começo de tudo só havia as águas do caos, Nun. Certo dia, uma colina de lodo elevou-se dessas águas e no cume da colina estava Atum, o deus criador. Atum tossiu e surgiu Shu e Tefnut (respectivamente: deus do ar e deusa da umidade). Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb (deus da Terra) e Nut (deusa do céu). Geb e Nut, por sua vez, geraram Osíris, Isís, Seth e Néftis. Com isso tínhamos os 9 deuses que compunham e Enéade e o mundo estava finalmente formado. 

É importante salientar que o deus criador -Atum- estava intrinsecamente associado à Rá, sendo este uma expressão do poder de Atum. 

A composição da Enéade era feita da seguinte maneira: 
  • Atum-Rá, Shu, Tefnut, Geb e Nut (05 deuses);
  • Osíris, Seth, Ísis e Néftis (04 deuses).
Cosmogonia de Hermópolis

Em Hermópolis dominava uma Ogdoáde, um panteão de oito deuses. Esse panteão era agrupado em quatro casais. 
  • Nun e Nunket, o oceano primordial;
  • Hek e Heket, o infinito;
  • Kek e Keket, as trevas; 
  • Amon e Amunet, o oculto.
A Ogdoáde era vista como uma expressão do poder egípcio que depois foi tomando a forma de animais. Com a evolução, então, é que eles passaram a ser agrupados em casais. 

Existem diversas versões do mito da Ogdoáde. Em uma dela os oito deuses se uniram para formar um ovo cósmico que foi fertilizado por Amun -quando este ainda era uma serpente- e deste ovo nasceu Rá, o deus do sol. Rá, então, deu forma ao mundo.


Em outra versão, diz-se que das águas primordiais emergiu uma ilha. Nesta ilha existia um poço, no qual flutuava uma flor de lótus e onde viviam os oito deuses. As divindades masculinas, então, teriam ejaculado sobre a flor e a fecundado. A flor, então, se fechou durante a noite e quando a manhã chegou ela se abriu, saindo dela o deus Rá.


Cosmogonia de Mênfis

Na cidade de Mênfis predominava uma tríade composta pelos deuses Ptah, Sekhmet (esposa de Ptah)e Nefertum, filho dos dois. 

Neste sistema, Ptah era o deus criador. Ele era uma divindade associada aos artesãos e era representado por um homem mumificado. 

Dizia-se que Ptah era ao mesmo tempo Nun e Naunet (ver outras cosmogonias). Ptah, então, gerou Atum a partir de seu coração e de sua língua, gerando assim toda a já conhecida Enéade. 

É importante destacar que o sistema de Mênfis não rejeita a Enéade de Heliópolis, só considera Ptah como criador desse panteão.


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3 de fevereiro de 2016

Ashwatthama

۞ ADM Sleipnir



Ashwatthama (Ashwatthaman, Asuatama) é um mítico guerreiro mencionado no épico hindu Mahabharata, e um dos sete Chiravinji (imortais), os quais se acredita que ainda vivem, vagando pela Terra desde tempos imemoriais. Seus pais são Dronacharya, que foi o professor dos Pandavas e dos Kauravas. Ashwatthama nasceu para Dronacharya e sua esposa Kripi. Desde o seu nascimento, Ashwatthama possuía uma jóia cravada em sua testa, a qual acreditava-se que era a fonte de todos os seus poderes. Após atingir a idade adulta, Ashwatthama tornou-se um valente guerreiro, bem versado no tiro com arco e em outras habilidades de guerra.

Participação no Mahabharata

Durante a guerra Mahabharata, Ashwatthama lutou ao lado dos irmãos Kauravas, juntamente com seu pai. Dronacharya amava muito seu filho, e após ouvir rumores durante a guerra de que Ashwatthama havia morrido, Dronacharya desistiu de lutar e entrou em meditação. Deste modo, acabou sendo morto por Dhristadyumna, comandante do exército dos Pandavas. Dhristadyumna veio a ser morto por Ashwatthama durante a 18ª noite da guerra, mas para Ashwatthama, isso não era suficiente para vingar a morte de seu pai. 



Cego pela vingança, Ashwatthama matou todos os cinco filhos dos Pandavas com Draupadi, durante a última noite da guerra Mahabharata, acreditando que havia matado os próprios Pandavas. Ao perceber seu engano,  Ashwatthama invocou a arma mais poderosa do universo, a Brahmastra, para com ela aniquilar os Pandavas. Na tentativa de impedi-lo, o sábio Vyas lhe pediu para desfazer a invocação da Brahmastra, porém Ashwatthama não sabia como fazê-lo. Como último recurso, ele usou a Brahmastra para matar o filho nascituro de Abhimanyu ainda no ventre de Uttara, terminando desta forma com a linhagem dos Pandavas.

Enfurecido com a atitude de Ashwatthama, Krishna amaldiçoou Ashwatthama, condenando-o a vagar eternamente sobre a Terra, carregando o fardo de seus pecados. Ele nunca mais seria amado ou bem recebido por ninguém. Krishna também revogou-lhe a jóia de sua testa e o amaldiçoou novamente, fazendo com que a ferida formada a partir da remoção da jóia nunca se curasse. Desde então, Ashwatthama perambula sobre a Terra em busca de redenção.




Ashwatthama ainda está vivo?

Existem histórias de algumas pessoas alegam terem visto Ashwatthama nos tempos atuais. Um médico de Madhya Pradesh, Índia, certa vez recebeu um paciente com uma ferida incurável na testa. Ele aplicou vários medicamentos para tentar sarar a ferida, mas ela simplesmente não cicatrizava. Espantado, o médico comentou com o paciente que aquela ferida parecia ser eterna como a de Ashwatthama. Após dizer isso, o médico riu e se virou para pegar alguma coisa. Ao virar novamente, o paciente havia desaparecido.

Outra história diz que há uma vila na Índia próxima à Burhanpur, onde há um forte chamado Asirgarh. De acordo com os moradores, Ashwatthama costuma aparecer lá todas as manhãs para deixar flores no linga de Shiva. Algumas outras pessoas alegam ter visto Ashwatthama andando e vivendo entre as tribos no sopé do Himalaia.

Independente se Ashwatthama está vivo ou não, sua lenda mantém-lo vivo até hoje. O guerreiro valente encontrou um fim trágico devido ao seu ego e sua ignorância.


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1 de fevereiro de 2016

Espada Flamejante

۞ ADM Sleipnir


A Espada Flamejante ou Flamígera é uma espécie de espada envolta em chamas por algum poder sobrenatural. Espadas desse tipo figuram em muitos mitos e lendas ao redor do mundo.

De acordo com a Bíblia, um querubim (ou o arcanjo Uriel em algumas tradições) com uma espada de fogo foi colocado por Deus nos portões do Paraíso após Adão e Eva serem banidos dele (Gênesis 3:24).


A tradição ortodoxa oriental diz que depois que Jesus foi crucificado e ressuscitou, a espada flamejante foi removida do Jardim do Éden, tornando possível para a humanidade retornar ao Paraíso. 

A divindade budista Acala possui uma espada, descrita genericamente como Hoken (espada dos tesouros) ou kongo-ken (espada vajra), que conforme a lenda pode ou não ser flamejante.

Uma espada flamejante com um imenso poder destrutivo também aparece na mitologia nórdica. Ela está em posse de Surtur, o líder dos gigantes de fogo de Muspelheim



fontes:
  • Livro Mythological Swords, de Rooky Pendergrass;
  • Wikipédia.
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Ruby