21 de abril de 2017

Pixiu

۞ ADM Sleipnir


Pixiu (chinês: 貔) é uma mítica criatura híbrida pertencente a mitologia chinesa, muitas vezes confundida com outras criaturas, como os Cães de Fu ou com o Qilin. Para os praticantes de Feng Shui, ela é considerada uma criatura auspiciosa, capaz de atrair riquezas de todas as direções.

Representações

O Pixiu é frequentemente representado como um leão alado, com duas grandes presas em sua boca, e dotado de um ou dois chifres. Ás vezes é representado com o rosto ou com o corpo inteiro de um dragão.

Quando o Pixiu possui apenas um chifre, ele É chamado de Tianlu (chinês: 天祿), e é considerado um atraidor de riquezas. Acredita-se que ter a estátua de um Tianlu em sua casa ou em seu escritório atrair riquezas, ou as impede de ir embora. Se o Pixiu possui dois chifres, ele é chamado de Bixie (chinês: 辟邪), e é considerado um ser que afasta os espíritos malígnos. Acredita-se que ter uma estátua sua em casa ajuda pessoas com problemas de mau Feng Shui.

Tianlu

Bixie


Mitologia

De acordo com a mitologia chinesa, o Pixiu violou uma lei do céu, defecando no assoalho do Imperador de Jade. O deus puniu o Pixiu, selando o seu ânus e restringindo sua dieta a ouro. Dessa forma, a criatura só pode absorver o ouro, mas não pode expulsá-lo. Esta é a origem do status do Pixiu como um símbolo de aquisição e preservação da riqueza.

Pixiu é também uma criatura feroz. As grandes presas visíveis na boca da criatura são usadas para atacar demônios e espíritos malignos, drenando sua essência e convertendo-a em riqueza. Pixiu também protege os homens contra doenças causadas por esses mesmos espíritos malignos. Em homenagem à sua ferocidade e destreza, Pixiu era um sinônimo do exército na China antiga.

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19 de abril de 2017

Ek Chuah

۞ ADM Sleipnir



Ek Chuah (ou Ek Chauah, Ek Chuwah, Ek Chuaj, "Chefe da Guerra Negra"; às vezes referido como Deus M) era um deus maia da guerra, responsável pelo transporte das almas dos mortos em batalha. Além disso, ele era o deus do cacau, e, semelhante ao deus maia Xaman Ek, era um deus protetor dos mercadores e viajantes. 

Ek Chuah possuía uma natureza um pouco contraditória; como o deus da guerra era visto como maligno, mas como um deus dos comerciantes de rua era um deus de caráter benevolente.



Representações

Ek Chuah é a sexta divindade mais comumente descrita nos códices maias, sendo retratado 40 vezes. Ele é geralmente representado com a pele pintada de preto, com um nariz comprido e estreito e um grande lábio inferior. Algumas imagens de Ek Chuah o mostram segurando uma lança (quando representando o deus da guerra) ou um conjunto de bens (quando representando o deus dos mercadores). O hieróglifo de seu nome é um olho com uma borda preta.

Patrono do Cacau

O cacau foi um dos produtos mais importantes comercializados pelos maias e muitas vezes era tratado como moeda. Como Ek Chuah era patrono do cacau, os proprietários das roças de cacau realizavam cerimônias ou festivais especiais em sua honra. Uma delas era realizada durante Muwan, um mês no calendário solar maia (Haab). 



Interações com outras divindades

Ek Chuah era às vezes retratado em combate, na maioria das vezes acompanhado de Buluk Chabtan, o deus da guerra, da violência e sacrifício. No Codex Madrid, Ek Chuah e Buluk Chabtan estão intimamente relacionados e, por vezes, quase indistinguíveis um do outro. Conforme Ek Chuah ganhou influência e importância na sociedade maia, ele acabou suplantando Buluk Chabtan.


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17 de abril de 2017

Cuchivilo

۞ ADM Sleipnir


Cuchivilo (ou Cuchivilu) é uma mítica criatura aquática pertencente a mitologia e folclore chilota. Ele é uma criatura robusta, e possui a metade superior do corpo de um porco e a metade inferior de uma serpente marinha. Cuchivilos são odiados pelos pescadores de Chiloé, que dizem serem eles os responsáveis pela destruição dos currais de pesca (sistema utilizado pelos chilotes para capturar os peixes e abandonado durante a década de 80 devido a questões legais).

Segundo as lendas chilotas, Cuchivilos habitam em lugares pantanosos sempre próximos ao mar. Eles vivem enterrados na lama, deixando apenas seu nariz para fora para poderem respirar. Eles eventualmente nadam em rios e lagos, e por isso deve se tomar cuidado ao se banhar nesses lugares, pois se banhar no mesmo local onde um Cuchivilo esteve faz com que seu corpo seja rapidamente coberto de sarna. Conta-se que também é perigoso ouvir o seu grunhido, que de acordo com as lendas é o anúncio de que a pessoa que o escutou terá uma vida curta.



O alimento favorito dos Cuchivilos são peixes e frutos do mar, e por esse motivo, eles invadem currais de pesca para se alimentar e acabam danificando a estrutura. Para os pescadores, o pior problema da visita de um Cuchivilo a um curral de pesca não é a destruição que ele causa, mas a "maldição" que assola o mesmo após ocorrido, fazendo com que o curral nunca mais apanhe nenhum peixe. Para remover essa maldição, o pescador deve realizar uma cerimônia mágica conhecida pelo nome de cheputo ou threputo; onde ele deve acertar as bordas do curral com ramos de louro defumado com "mapucho" (rapé chilote).


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14 de abril de 2017

Gwishin



۞ ADM Sleipnir


De acordo com o folclore coreano, os Gwishin (coreano: 귀신) são as almas de pessoas que já faleceram, e que por algum motivo, não foram capazes de ir para o outro mundo. Geralmente, são almas de pessoas que morreram cheias de mágoa e ressentimento, vítimas de um destino injusto. Acredita-se que elas só conseguem deixar esse mundo se conseguirem encontrar a paz. Em busca dessa paz, os Gwishin assombram os vivos até conseguir obter sua vingança, ou se livrar do ódio preso a eles.

Existem vários tipos de Gwishin, que variam conforme as circustâncias da morte de cada pessoa. Os mais famosos são os Cheonyeo Gwishin, Mool GwishinDalgyal Gwishin.

Cheonyeo Gwishin 



As Cheonyeo Gwishin (coreano: 처녀 귀신, "fantasma virgem") são os fantasmas de mulheres que morreram virgens. Há muito tempo atrás, as mulheres nascidas na Coreia sofriam muito, sendo obrigadas desde pequenas a servirem os homens, como seu pai e seu marido. Por isso quando uma virgem morria, se tornava uma Cheonyeo Gwishin.

Elas usam o sobok, uma roupa branca usada em ocasiões de luto, e têm os cabelos longos e despenteados, caídos sobre o rosto. O motivo de usarem o cabelo assim é que a tradição da época obrigava as moças virgens a cobrirem o rosto.



Por terem morrido virgens, as Cheonyeo Gwishin não cumpriram com seu objetivo na vida – o de servir a um marido – e por isso não podem deixar esse mundo. Devido a essa crença, tornou-se costume entre algumas famílias coreanas fazer um “casamento fantasma” para supostamente unir duas pessoas que faleceram e assim poder permitir que eles possam partir desse mundo e ter seu descanso.

As Cheonyoeo Gwishin rondam por lugares grandes que estão velhos ou já abandonados como hospitais, escolas, bosques ou prédios e construções antigas.

Mool Gwishin 



Algumas lendas antigas contam que quando alguém morria afogado, sua alma solitária ficava vagando debaixo da água. Esses são os Mool Gwishin (coreano: 물귀신, "fantasmas da água" ), que por não gostarem de ficar sozinhos no escuro e frio, costumavam arrastar nadadores desavisados para o fundo consigo.

Hoje em dia, porém, essas histórias foram deixadas de lado e o termo Mool Gwishin se tornou apenas uma expressão usada como forma de ameaça. É mais ou menos como dizer: “Se eu afundar, vou levar alguém pra baixo comigo.”

Dalgyal Gwishin

Os Dalgyal Gwishin (literalmente "fantasma cara de ovo") são considerados pela maioria dos coreanos os mais assustadores dentre todos os tipos de Gwishin. As lendas contam que os Dalgyal Gwishin vivem nas montanhas e não possuem um rosto, e que apenas o fato de se olhar para um deles é o suficiente para causar a morte de viajantes que se aventuram nas montanhas desertas na escuridão da noite.

Eles são fantasmas de pessoas que não tinham nenhum parente próximo ou amigos e por isso nunca receberam a devida despedida por sua morte, e por esse motivo estão presos a este mundo.




fontes:
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13 de abril de 2017

Portal no Youtube: Dampiros

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12 de abril de 2017

Bestas da Lua

۞ ADM Sleipnir


As Bestas da Lua são criaturas alienígenas descritas no Ciclo dos Sonhos de H. P. Lovecraft. Elas são seres semelhantes a sapos sem olhos e ostentando uma massa de tentáculos rosas no final de seus focinhos. Elas habitam o lado negro da Lua da Terra dos Sonhos (situada em outra dimensão). Ao contrário da lua do mundo real, a Lua da Terra dos Sonhos possui grandes florestas e mares oleosos capazes de sustentar vida. 

Bestas da Lua são comerciantes por natureza, e negociam rubis em troca de ouro ou escravos no porto de Dylath-Leen, empregando os Homens de Leng (humanóides vestindo turbantes que escondem os cascos em seus pés e os chifres em suas cabeças) como seus intermediários.

A razão por trás disso é simples: as Bestas da Lua não podem negociar diretamente com os comerciantes, devido ao fato de que ninguém em sã consciência aceitaria trabalhar com esses seres alienígenas, que, embora sejam comerciantes, ainda são perigosos monstros lovecraftianos que se envolvem em muitos atos horrendos - os quais eles mantêm ocultos da vista dos homens.

Arte de Grumbleputty

fontes:
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11 de abril de 2017

Portal no Youtube: Tsukuyomi

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10 de abril de 2017

Nanook

۞ ADM Sleipnir


Nanook (ou Nanuk; Inuktitut ᓇᓄᖅ, "Urso Polar") é um deus urso inuíte, conhecido como o "mestre dos ursos". Os inuítes acreditavam que Nanook era forte e poderoso, e que era "quase humano". Caçadores inuítes o adoravam acreditando que ele decidia se os caçadores teriam ou não sucesso em sua caçada.

Uma lenda diz que se um urso polar morto por um caçador fosse tratado corretamente, ele espalharia a notícia entre outros ursos, e estes então estariam dispostos a ser mortos por ele.  Após matar um urso, toda a sua carne, com exceção do fígado, deveria ser comida, e sua pele usada para confeccionar peças de vestuário. Os caçadores honravam Nanook pendurando a pele do urso em um lugar especial em seu iglu por vários dias, e ao espírito do urso eram oferecidos presentes: se o urso fosse do sexo masculino, eram oferecidos armas e ferramentas de caça, e se fosse do sexo feminino, caixas de agulha, raspadores de pele e facas. Os inuítes acreditavam que os ursos polares permitiam que os caçadores os matassem a fim de obter as "almas" (tatkoitdessas ferramentas, as quais levariam consigo para o além-vida.

Se um caçador violasse alguma dessas regras, o espírito do urso compartilharia a informação com outros ursos, que iriam evitá-lo e assim ele não seria bem sucedido em sua caça.

Arte de CunningFox

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7 de abril de 2017

Romãozinho

۞ ADM Sleipnir


O Romãozinho é um personagem do folclore brasileiro, cuja lenda é conhecida nos estados da Bahia, Goiás, em parte do Mato Grosso e também na fronteira do Maranhão com Goiás. Ele era um menino que desde cedo, mesmo antes de aprender a falar, já demonstrava sinais de maldade. Ele tinha o hábito de morder quem colocasse a mão em seu rosto, e também mordia o peito de sua mãe quando ela o amamentava. Já durante a infância, ele vivia maltratando os animais, destruindo plantas e prejudicando as pessoas.

Certa vez, sua mãe pediu para que ele fosse até a roça levar o almoço de seu pai. Com muita má-vontade, Romãozinho obedeceu a mãe, mas no meio do caminho, ele abriu a marmita de seu pai, comeu a galinha assada que sua mãe havia preparado, deixando somente os ossos. 


Quando o pai abriu a marmita e viu somente ossos ao invés da galinha assada, perguntou ao filho o significado daquilo. Maldosamente, Romãozinho disse-lhe: "Minha mãe me deu a marmita assim ... Acho que ela comeu a galinha com o homem que vai sempre a nossa casa quando o senhor sai para trabalhar, e enviou somente os ossos para debochar do senhor". Tomado pela fúria, o homem voltou correndo para casa, e sem nem ao menos dar chance para a mulher desmentir o filho, ele puxou um punhal e a matou ali mesmo. 

Romãozinho, mesmo testemunhando a morte da mãe, não desmentiu o que havia falado para o pai. E enquanto a mãe agonizava no chão, ele ainda ria dela e de como havia sido esperto enganando a todos. Mas antes de morrer, sua mãe o amaldiçoou, dizendo: "Você não morrerá nunca! Você não conhecerá o céu ou o inferno, nem repousará enquanto existir um ser vivente sobre a terra! Seu tormento será eterno!". Mesmo diante dessa maldição, Romãozinho não se intimidou, e ainda riu mais uma vez antes de ir embora da casa. O pai, vendo como havia sido enganado pelo filho, suicidou-se. Desde então, Romãozinho nunca mais cresceu, e dizem que ele costuma andar pelas estradas e fazer travessuras com qualquer um que tenha o azar de cruzar o seu caminho. 


Apesar de sua má fama, existe uma história onde ele acaba fazendo o bem. Essa história conta sobre uma mulher grávida que entrou em trabalho de parto enquanto estava sozinha em casa. Desespera, ela chamou pelo Romãozinho, e este atendeu ao chamado, indo à casa da parteira que depenava uma galinha. A galinha de repente saiu da sua mão voando, e a parteira saiu correndo atrás dela. Romãozinho pegou a galinha e a jogou dentro da casa da mulher que estava em trabalho de parto, fazendo com que a parteira fosse ao encontro dela.

Existem várias versões sobre a lenda do Romãozinho. Em algumas, ele teria matado o pai de susto, já em outras, sua mãe teria vivido e amaldiçoado o filho posteriormente a morte do pai. Existe ainda uma versão em que dizem que o menino também vira uma bola de fogo que fica indo e vindo pelos caminhos desertos. Já outros, dizem que ele teria se tornado o próprio Corpo-Seco, um ser cuja alma era tão ruim, mas tão ruim, que nem o céu nem o inferno o quiseram, e por essa razão ele vaga pelo mundo assustando as pessoas.

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6 de abril de 2017

Portal no Youtube: Nike

۞ ADM Sleipnir

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5 de abril de 2017

Hombre Caimán

۞ ADM Sleipnir


O Hombre Caimán (em português Homem Caimão ou Homem Jacaré) é uma lenda colombiana sobre um homem cuja mania de espiar mulheres nuas o condenou a ser tornar um ser com cabeça de homem e corpo de jacaré. Essa lenda é famosa no município de Plato, departamento de Magdalena, localizado na costa do Caribe colombiana.

Conta a lenda que há muito tempo existiu um pescador mulherengo, que tinha o hábito de espiar mulheres enquanto estas se banhavam nas águas do rio Magdalena. Temendo que a qualquer momento pudesse ser descoberto em meio aos arbustos, ele resolveu procurar uma bruxa que lhe preparasse uma poção capaz de torná-lo temporariamente em um jacaré, para que pudesse entrar no rio sem levantar suspeitas e assim pudesse satisfazer seus fetiches. A bruxa lhe preparou duas poções, uma vermelha que o transformava em jacaré, e uma branca que que o transformava em homem novamente.


O pescador tarado desfrutou durante algum tempo desse artifício, até que em uma ocasião, o amigo que lhe aplicava o unguento não pode acompanhá-lo. Em seu lugar foi outro que, ao vê-lo transformado em jacaré, se assustou e e acabou deixando o frasco com o unguento branco cair no chão. Antes de se derramar completamente, algumas gotas do unguento respingaram na cabeça do pescador, fazendo com que ela voltasse ao normal, enquanto o resto do seu corpo ficou transformado em jacaré. Desde então, ele se tornou o terror das mulheres, que não voltaram a se banhar naquele rio novamente.

Uma outra história conta que a única pessoa que se atreveu a se aproximar dele depois do ocorrido foi sua mãe. Todas as noites, ela o visitava no rio para lhe confortar e trazer sua comida favorita: queijo, mandioca e pão embebido em rum. Após a morte de sua mãe (que morreu de tristeza por ser incapaz de encontrar a bruxa que fez poções, pois esta também havia morrido), o Hombre Caimán, sozinho e sem ninguém para cuidar dele, decidiu se deixar ser arrastado até o mar pelo rio até Bocas de Ceniza, como se conhece a foz do rio Magdalena no mar do Caribe na altura de Barranquilla. Desde então, os pescadores da província de Bajo Magdalena tomam bastante cuidado ao pescar no rio ou caçar nos pântanos das ribeiras.

Em Plato, é realizado anualmente o Festival del Hombre Caimán. Existe também uma praça e um monumento em sua honra que são património cultural da população. A lenda foi imortalizada na canção "Se va el caimán", do compositor barranquilleiro Jose Maria Peñaranda.


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4 de abril de 2017

Enquete Sobre Mudanças na Cor da Fonte do Blog!




Olá pessoal! Temos recebido algumas reclamações sobre a cor da fonte do nossos textos, sobre algumas pessoas não conseguirem ler nada ou então ficarem com a vista irritada ao forçar a leitura. Para mim seria trabalhoso mudar a cor para outra, pois desde o começo eu coloco a cor vermelha manualmente em cada postagem, e por isso, não posso mudar tudo de uma só vez nas configurações. Como já temos mais de 1100 postagens, é inviável para mim. Mas antes de tomar uma decisão definitiva sobre se mudarei ou não a cor dos textos de vermelho para branco, resolvi consultar vocês. 

Comentem nessa postagem o que acham a respeito, se acham que devo mudar a cor dos posts ou se devo manter assim como está. Esse post já foi feito com a fonte na cor branca para dar a vocês um exemplo de como as postagens vão ficar se eu mudar a cor delas.


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3 de abril de 2017

Avalerion

Avalerion (ou somente Alerion) é uma ave mitológica, que de acordo com bestiários e geógrafos medievais europeus, viveria na região próxima ao rio Hidaspes, na Índia. De acordo com a lenda, somente um casal de Avalerions pode existir simultaneamente. A cada 60 anos, o casal produz um par de ovos e quando estes se chocam, o casal se suicida se lançando voluntariamente nas águas do mar.

Alguns brasões de armas costumam incluir Avalerions. Na heráldica, o Avalerion é geralmente representado como um pássaro sem bico e com tufos de penas no lugar das pernas. Notavelmente, o brasão de armas da região francesa de Lorraine (Lorena) possui três Avalerions.


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31 de março de 2017

Turiel

۞ ADM Sleipnir

"Turiel, Angel of  The Mountain", arte de Peter Mohrbarcher

Turiel
(ou Tûrêl, aramaico: טוריאל, grego: Τονριήλ) é um dos vigias caídos, de acordo com o antigo texto apócrifo conhecido como o Livro de Enoque. De acordo com traduções posteriores, ele é um dos 20 anjos líderes dentre os 200 anjos caídos, sendo mencionado como o décimo oitavo. Acredita-se que o seu nome tenha se originado do aramaico tuwr ("pedra") e El ("Deus"), significando então "Rocha de Deus", enquanto a tradução tirada do trabalho de M.A. Knibb sobre o Livro Etíope de Enoque é "Montanha de Deus" ou "Rocha de Deus ".

O Grimório de Turiel

Existe um grimório chamado "O Grimório Secreto de Turiel", publicado em 1960, no qual é dado ao mago instruções sobre como contactar Turiel. O autor, Marius Malchus, afirma que o original teria sido escrito por volta de 1518, e que pode ter sido copiado de algo mais antigo. Marius Malchus teria comprado em 1927 a tradução em inglês de um original latino (hoje perdido) das mãos de um padre interdito, que o copiou antes de vendê-lo. Nenhuma referência ao trabalho aparece em qualquer lugar antes de 1960, quando o trabalho foi originalmente publicado por Malchus. A história do padre interdito e a do grimório original perdido provavelmente são invenções criadas por Malchus afim de encobrir os motivos pelos quais não existem cópias e registros mais antigos do que o publicado por ele em 1960.

Capa da edição mais atual do Grimório Secreto de Turiel,
 disponível para compra no site da Amazon

O grimório de Malchus plagia e reusa material da obra de Arthur Edward Waite
The Book of Black Magic and of Pacts (em particular, a sua tradução do grimório The Arbatel de magia veterum) e a introdução da edição de 1888 da Chave do Rei Salomão, de Samuel Liddell MacGregor Mathers. Em última análise, está relacionado com (se não baseado em) um manuscrito de meados do século XIX, da autoria do ocultista britânico Frederick Hockley, intitulado The Complete Book of Magic Science ("O Livro Completo da Ciência Mágica")

fonte:
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29 de março de 2017

Homens Azuis de Minch

۞ ADM Sleipnir


Os Homens Azuis de Minch (em inglês "The Blue Men of Minch", também conhecidos como "storm kelpies") são um clã de criaturas sobrenaturais marinhas que, de acordo com as lendas escocesas, habitam o estreito conhecido como "O Minch", localizado entre as Ilhas Shiant, a Ilha de Lewis e as Ilhas Longas

Eles são descritos como sendo criaturas humanóides de pele azul, com cabelos e barba verdes e dotados de um físico excepcionalmente forte. Eles habitam em cavernas subaquáticas, e são chefiados por um espírito aquático chamado Shony/Seoniadh.



Sob as ordens de seu líder, os Homens Azuis de Minch nadam lado a lado das embarcações que atravessam o Minch, na tentativa de atrair os marinheiros para dentro d'água. Eles são capazes de conjurar tempestades para tentar naufragar as embarcações. Os povos locais dizem que eles só podem ser aplacados se forem derrotados em uma espécie de duelo de rimas. O líder dos Homens Azuis de Minch recita duas linhas de poesia para o capitão da embarcação, e este deve responder recitando também duas linhas de poesia. Se o capitão da embarcação for bem sucedido, os Homens Azuis de Minch e seu líder se retiram, deixando a embarcação seguir seu curso sem ser prejudicada.



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27 de março de 2017

Nukekubi

۞ ADM Sleipnir
Arte de Matthew DeMino
Nukekubi  (jap. 抜け首 / ぬけくび, literalmente "pescoço removível") é um yokai do folclore japonês, na verdade, uma variante de outro yokai, o Rokurokubi. Este yokai é em muitos aspectos semelhante ao Rokurokubi, exceto que sua cabeça se separa completamente do corpo, ao invés de se esticar para fora do corpo como a de um Rokurokubi.

Um Nukekubi também é muito mais violento do que um Rokurokubi. Como sua cabeça se destaca do corpo, ele pode alcançar distâncias muito maiores do que um Rokurokubi normalmente pode, e além disso, ele possui sede de sangue. A cabeça voando normalmente suga o sangue de suas vítimas como um vampiro, mas ocasionalmente morde seres humanos e animais até levá-los a morte.

Arte de Jonny Hinkle

A maldição de se transformar em Nukekubi e Rokurokubi é incurável, e muitas vezes é transmitida geração após geração. Quando uma família descobria que uma mulher da casa era uma Nukekubi ou Rokurokubi, eles a vendiam para algum bordel ou circo, ou então a forçavam a cometer suicídio para assim preservar a honra da família.

Lendas

Uma lenda famosa na cidade de Echizen conta sobre uma jovem mulher aflingida pela maldição da Nukekubi. Todas as noites, sua cabeça deixava seu corpo e saia pela cidade perseguindo jovens rapazes pela rua durante todo o trajeto até suas casas. Uma vez impedida de entrar, a cabeça mordia a porta das residências, deixando marcas profundas nelas. Quando a jovem descobriu sobre sua maldição, ela ficou tão envergonhada que pediu ao seu marido para que se divorciasse dela, e em seguida cometeu suicídio,  acreditando que seria melhor morrer do que viver o resto de sua vida como um monstro.


Já outra lenda da cidade de Hitachi conta sobre um homem que era casado com uma Nukekubi, e que ouviu de um vendedor ambulante que o fígado de um cão de pelos brancos podia remover a maldição. O homem matou seu próprio cão, e deu seu fígado para sua esposa, certo de que ela estava curada da aflição. No entanto, a maldição havia sido passada para sua filha, cuja cabeça passou a voar pela cidade mordendo cães brancos até levá-los a morte. 

Outras histórias afirmam que remover o corpo da nukekubi para um lugar seguro durante a noite, faz com que a cabeça não seja capaz de retornar ao corpo, e assim ela acabará morrendo. No entanto, esta não é uma cura que a maioria das famílias ficariam felizes em tentar.

Arte de Matthew Meyer
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24 de março de 2017

Priapo

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Priapo (ou Príapo) era um deus menor da fertilidade, protetor dos rebanhos, colméias, plantas frutíferas, hortas, jardins e também da genitália masculina. Ele era originalmente um divindade cultuada pelos mísios (habitantes da Mísia, uma antiga região do noroeste da Ásia Menor, atualmente território turco).

Iconografia

Priapo era geralmente representado como um homem de baixa estatura, usando um barrete frígio (indicando sua origem como um deus mísio), e com um pênis exageradamente grande à mostra (o que deu origem ao termo médico priapismo). Ele costuma aparecer segurando um cesto de frutas ou próximo a um. 




Mitologia

De acordo com Pausânias e Diodoro SículoPriapo é filho de uma relação extra-conjugal de Afrodite com o deus dos vinhos, Dionísio (outras fontes atribuem sua paternidade aos deuses Dionísio e Quione, Hermes, Zeus e Afrodite, dentre outros). 

Ele foi amaldiçoado pela deusa Hera ainda no ventre de Afrodite, por motivo de ciúmes. Afrodite havia subornado o herói Paris para indicá-la como a mais bela durante um concurso de beleza entre ela, Hera e Atena, e inconformada com o resultado, Hera amaldiçoou Priapo, desejando que ele nascesse feio e com uma eterna ereção, porém seria impotente.  

Após nascer, os deuses recusaram aceitar Priapo no Monte Olimpo, e o abandonaram na terra. Sozinho, Priapo acabou sendo encontrado pelos sátiros. Priapo juntou-se a e a outros sátiros e passou a ser cultuado como um deus da fertilidade, embora ele se mantivesse eternamente frustrado por sua impotência. 

Em uma obscena anedota contada pelo poeta Ovídio, Priapo tentou violar a deusa Héstia enquanto ela dormia, mas acabou sendo frustrado pelo zurrar de um jumento, que o fez perder a ereção e também acordou a deusa. O episódio fez com que Priapo passasse a odiar os jumentos, exigindo que eles fossem destruídos em sua honra. No entanto, Priapo vingou-se fazendo com que o emblema de sua natureza lasciva permanecesse nos jumentos. 

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22 de março de 2017

Naglfar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jeff
Naglfar ("Navio de Unhas" em nórdico antigo, também chamado de Naglfari) é na mitologia nórdica uma horrenda embarcação construída com as unhas dos mortos, que durante os eventos do Ragnarok irá conduzir os gigantes de gelo para a sua batalha final contra os deuses, na planície de Vigrid. 

Os nórdicos acreditavam que quando o Ragnarok estivesse próximo de acontecer, os lobos Skoll e Hati engoliriam o sol e a lua, e as estrelas desapareceriam do céu. A terra e as montanhas tremeriam tanto que todos os gigantes e monstros que haviam sido presos pelos deuses se libertariam. Jormungand, a monstruosa serpente que habita o fundo dos oceanos, levantaria-se furiosa contra a terra, e esse cataclisma faria com que o navio Naglfar fosse solto de suas amarras. Capitaneado por um gigante chamado Hrym, Naglfar seria guiado nas águas tempestuosas em direção à Asgard.

Arte de redvulpesART
Uma vez que esta terrível embarcação é construída com as unhas dos mortos, era costume entre os antigos povos noruegueses cortar bem pequenas as unhas de seus mortos. Dessa forma, eles acreditavam que estavam ajudando a prevenir o fim do mundo, privando o inimigo da matéria prima para a construção de sua embarcação.

Arte de Dhattura

fonte:
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20 de março de 2017

Triglav

۞ ADM Sleipnir


Arte de Carlos Semper

Triglav 
(em russo Трибог; também chamado Triglov, Troglav ou Troyan) é uma antiga divindade guerreira pertencente a mitologia eslava. Ele é um dos deuses mais misteriosos dentro do panteão eslavo, e existem inúmeras teorias que o colocam em diferentes papéis dentro do mesmo. Uma dessas teorias diz que ele é uma espécie de deus supremo e governante dos três reinos (céu, terra e submundo). Outra teoria afirma que Triglav é na verdade é a fusão de três divindades, comumente SvarogPerun e Dazbog. Algumas versões substituem Dazbog por SvetovidVeles ou Chernobog.


Arte de Sukharev

Iconografia

Triglav era comumente retratado como um deus com três cabeças e com vendas cobrindo seus olhos, de modo a conter seus poderes ou, conforme seus sacerdotes acreditavam, para não ver os pecados cometidos pelos humanos, pois ele era um ser completamente puro. Cada estátua, ídolo ou escultura de Triglav o mostra com os olhos cobertos em todas as três cabeças. Existem algumas representações que o mostram com três cabeças de cabra.



Templos e Rituais

Biografias do bispo cristão Oton de Bamberg datadas do séculos XI e XII fornecem informações sobre templos dedicados a Triglav. Frei Ebo, companheiro e biógrafo de Oton, escreveu que um dos templos dedicados a Triglav em Estetino, Polônia, era decorado com imagens de pessoas e animais do lado de fora. As imagens eram tão bem esculpidas que poderia-se pensar que elas estavam vivas. Um décimo de todos os despojos de guerra eram trazidos para o templo de Triglav, e por isso, haviam todos os tipos de armas, itens de ouro e prata e outros objetos de valor dentro dele. A estátua de Triglav, às vezes dentro do próprio templo e às vezes na mais alta das três colinas circundantes, era menor do que a estátua de outros deuses, porém, era toda feita de puro ouro e prata. Quando a cidade de Estetino foi batizada, Oton demoliu o templo de Triglav, arrancou as três cabeças de sua estátua e as enviou ao Papa em Roma.

A mesma biografia descreve a maneira como os sacerdotes de Triglav profetizavam o futuro em seu nome. Na verdade, em todas as profecias, a figura central era um cavalo dedicado a Triglav e que tinha um dos sacerdotes ao seu lado durante as mesmas. Quando uma conquista era planejada, nove lanças eram fincadas no chão, a distancia de um cúbito uma da outra, e então um sacerdote guiava o cavalo selado sobre elas exatamente três vezes. Se o cavalo não tocasse em nenhuma das lanças, o povo iria para a guerra, mas se as tocasse, o povo desistiria. Diz-se que a sela do cavalo também era feita de ouro e prata, e era mantida no templo ao lado da estátua de Triglav, porque os sacerdotes de Triglav acreditavam que o deus andava à cavalo durante a noite para afugentar os maus espíritos. Após a conversão da cidade inteira ao cristianismo, apenas o guardião do cavalo permaneceu fiel aos velhos deuses e religião.

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Ruby