23 de junho de 2017

Teke-teke

۞ ADM Sleipnir

Teke-teke (ou Tek-Tek, em jap: テケテケ) é uma assustadora lenda urbana japonesa sobre uma garota que caiu de um trem e acabou sendo partida ao meio pelo mesmo. A pobre garota demorou a morrer, sem receber nenhum tipo de socorro ou ajuda enquanto agonizava nos trilhos. Após sua morte, ela se tornou um espírito vingativo (onryō), que vaga pela noite em estradas escuras, arrastando seu torso no chão e carregando em suas mãos um objeto cortante (geralmente uma foice ou um facão). O nome teke-teke é uma onomatopéia referente ao som que a sua foice ou facão faz ao bater no chão enquanto ela se arrasta.

 
Alguns dizem que ela está procurando por suas pernas, que foram perdidas quando foi cortada pela metade. Outros dizem que ela está brava com a humanidade por não ter ajudado ela quando estava morrendo, e que ela simplesmente está fora para matar o maior número possível de pessoas.

Apesar de não ter pernas, ela pode se mover incrivelmente rápido, mas tão rápido, que ela pode até alcançar as vítimas que estejam fugindo de carro. Quando ela consegue alcançar suas vítimas, ela as corta ao meio, e rouba suas pernas.
 
Como acontece com a maioria das lendas urbanas, existem tantas versões da história sobre a Teke-teke que é impossível saber qual é a história original ou onde a mesma começou. Cada localidade possui sua própria versão da história, com detalhes diferentes. Em algumas histórias, a garota foi vítima de um trágico acidente; Em outros, ela cometeu suicídio. Em algumas histórias, certos encantos mágicos podem protegê-lo de sua ira; em outros, nada pode protegê-lo e você certamente morrerá. Em algumas versões, as vítimas da Teke-teke também se tornam Teke-teke.  

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21 de junho de 2017

Koieré, O Machado Cantante

۞ ADM Sleipnir

Réplica do machado koieré, exposta na Casa da Cultura Indígena (http://www.iande.art.br/)

Os índios krahós, do rio Tocantins, possuíam outrora um machado mágico 
chamado koieré. Sua lâmina era feita de pedra, em formato de âncora, e ele era usado tanto na guerra quanto nas cerimônias religiosas da tribo. Os krahós viviam em guerra com seus vizinhos. O seu maior desafeto eram os krolkametrás, uma tribo rival.

Certa feita, as duas tribos estavam se enfrentando, quando uma flechada certeira abateu o portador do machado cantante. O valente guerreiro krahó caiu para um lado, e o machado, para o outro. Como um raio, o matador correu e apoderou-se da arma.

Agora o koieré pertence aos krolkametrás! – urrou ele, brandindo no ar o machado.

Finda a matança, todos voltaram satisfeitos para as suas casas, cada lado levando os inimigos mortos para serem assados nas grelhas. Mas quem ia feliz mesmo era o novo portador do koieré, que era casado com uma bela índia. Antes mesmo de chegar em casa, decidiu que, agora que se tornara um personagem importante da aldeia, deveria arrumar coisa ainda melhor do que a sua bela índia. Não demorou muito, apareceu uma candidata, e o índio se mudou para a oca dela. Na pressa, porém, acabou esquecendo o machado dependurado em cima da sua rede.

Durante a noite, a índia abandonada escutou por entre os intervalos dos seus soluços o machado falar-lhe:

Mamãe, vamos passear!

Índias são muito maternais. Por algum motivo, o machado passara a chamá-la de mamãe, e bastara isso para ela ficar enternecida com o objeto. Tomando-o nos braços, ela saiu porta afora para passear. Durante a noite inteira a índia enjeitada embrenhou-se pelas matas, enquanto o machado lhe ensinava todas as canções de amor e de guerra dos krahós. Logo, toda a aldeia ficou sabendo do caso, e a notícia se espalhou, chegando à aldeia dos krahós. Então, o irmão do primitivo dono do machado decidiu recuperá-lo.

A esta altura, o novo dono já havia retomado o objeto e foi com raiva que recebeu a visita do emissário.

De forma alguma o restituirei! – bradou ele.

Mas o cacique da tribo disse que havia regras que o obrigavam a restituir o objeto aos inimigos.

Anhangá e maldição! – rosnou o novo dono. – Pois saibam que só o restituirei àquele que me vencer na corrida de toras! 

Corrida de toras era uma competição que os índios disputavam tendo atravessada às costas uma tora de madeira de cerca de um metro de comprimento
.
Quem me vencer poderá não só levar de volta o machado como me matar e comer a carne do meu corpo! – disse o desafiante, seguríssimo.

O emissário retornou aos krahós e repetiu ao pretendente o desafio.

Corrida de toras nenhuma! – disse este. – Vamos reaver o koieré à força!

Então os krahós armaram-se de flechas e porretes e rumaram para a aldeia dos krolkametrás, prontos para mais uma bela dança das flechas. Quando chegaram à divisa da aldeia inimiga, foram lançados ao ar os brados de guerra das duas tribos valorosas, e as flechas assoviaram de novo, para valer. Mas quem mais trabalhou foi, como sempre, o machado mágico, que não parou de cantar um segundo enquanto levava adiante a sua obra guerreira de ceifar vidas, desta vez as dos krahós, seus antigos donos.

A certa altura, porém, o novo dono do machado viu-se cercado por algumas dezenas de adversários e não teve alternativa senão correr com machado e tudo. Não sabemos que espécie de canção o machado entoou na fuga, mas o fato é que, ao enfiar o pé num buraco de tatu, o krolkametrá foi ao chão e perdeu, além do machado, a própria vida, estraçalhado pelas lanças adversárias.

E foi assim que o koieré voltou à tribo dos índios krahós.

fonte:
  • Livro "As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro", de A.S. Franchini

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19 de junho de 2017

Renpet

۞ ADM Sleipnir

Arte de Heather Feather

Renpet
foi uma antiga deusa egípcia que personificava a fertilidade, a primavera e a juventude. Ela era conhecida como a "Senhora da Eternidade" e seu nome era usado para expressar o termo "ano". 

Ela é descrita como uma jovem mulher vestindo um ramo de palmeira sobre sua cabeça. A palmeira representa o "tempo" e este glifo aparece regularmente em monumentos e documentos em toda a história egípcia, como no início da frase que registra o ano do reinado do faraó.

Renpet foi adorada nas cidades de Mênfis e Faium, e era considerada um aspecto da deusa Ísis.

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16 de junho de 2017

Cassiel

۞ ADM Sleipnir

Arte de Daniel Kamarudin
Cassiel (hebraico קפציאל; também chamado Castiel, Casiel, Mocoton, Kafziel, Qafsiel, Qaphsiel, Qaspiel e Quaphsiel) é um anjo da religião judaico-cristã pós-bíblica, mas notadamente a cabala. Diferente da maioria dos outros anjos, Cassiel é conhecido por simplesmente observar os eventos do cosmos sem causar grande interferência. É o anjo da solidão e das lágrimas e é também aquele que preside a morte de reis e possivelmente chefes de estado. Ele é inserido em algumas listas como um dos sete arcanjos, nestas listas geralmente é associado ao sétimo paraíso.

No misticismo judeu e na mitologia mesopotâmica, Cassiel é associado ao planeta Saturno e com a direção cardeal norte. Ele também é o controlador da nossa Lua.

No texto mágico Berit Menuchah, Cassiel é associado à Kefitzat Haderech, a habilidade de viajar rapidamente pelo espaço. Feitiços mágicos usando o seu nome são lançados para criar destruição, para dispersar multidões, fazer alguém vagar sem rumo ou cair da sua posição de poder.

Antigos amuletos judaicos com o seu escrito são usados para afastar inimigos. O nome do anjo era escrito no amuleto junto do nome do(s) inimigo(s) que se desejava afastar usando o sangue de uma ave e então era amarrado à uma pomba que era solta. Se a pomba voasse livremente significava que o(s) inimigo(s) seriam afastados; se ela se recusasse a partir, significaria que o inimigo continuaria na vida da pessoa.


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14 de junho de 2017

Julunggul, a Serpente Arco-Íris

۞ ADM Sleipnir


Julunggul (também chamada Yurlunggur, Ungur, Wonungur, Galeru, Worombi, Langal, Ngalyod ou Muit) é uma divindade da mitologia aborígene australiana, cultuada como a criadora e preservadora da vida, da água e da fertilidade. Às vezes vista como um ser masculino, e outras como feminino, Julunggul éa grande serpente do arco-íris, que segundo algumas histórias, emergiu de um olho d'água durante o Tempo do Sonho, ou segundo outras, desceu do céu. 


Na maioria das histórias, conta-se que seu deslizar sinuoso pelo continente criou os vales, montanhas e rios. Ao terminar a criação, ela retornou para sua nascente no Tempo do Sonho. Um dia, Waimariwi e Boaliri, um par de divindades irmãs conhecidas como irmãs Wawalag, pararam na nascente para descansar. Enquanto Boaliri acendia uma fogueira, Waimariwi entrou na nascente para buscar água para que pudessem cozinhar algo para comer. Acidentalmente, Waimariwi deixou uma gota de sangue mestrual cair na água, justamente no momento em que Julunggul bocejava. Julunggul engoliu aquela gota de sangue, e enojada, emergiu da nascente criando uma enorme onda sobre a terra, enquanto engolia as irmãs Wawalag e tudo mais o que encontrava pela frente.


Ao alcançar o céu, Julunggul foi picada por um espírito inseto que a fez vomitar tudo o que havia engolido de volta para a Terra. Ela repetiu o processo inúmeras vezes, até que completamente exausta, deixou todos os animais, plantas e pessoas onde caíram e então desapareceu no céu, deixando o mundo povoado com plantas e criaturas.

Em muitas histórias, Julunggul odiava a visão de sangue, e recusava qualquer oferenda deste tipo. Em vez disso, seus adoradores dançavam, balançavam-se e cantavam músicas repetitivas para honrá-la.


fontes:
  • Livro "A Bíblia da Mitologia", de Sarah Bartlett;
  • Livro !Mitos & Lendas!, de Philip Wilkinson.
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12 de junho de 2017

Berberoka

۞ ADM Sleipnir



Berberoka é uma criatura devoradora de homens que de acordo com o folclore filipino habita em rios, pântanos e lagos das províncias remotas de Abra, Apayao e Ilocos Norte

Para atrair suas vítimas, ela bebe um grande volume de água do local onde se encontra, fazendo o nível da água diminuir. Com isso os peixes do local ficam mais visíveis e mais fáceis de serem pegos. Isto acaba atraindo a atenção de pescadores incautos, que logo chegam ao local para pescar.

Arte de Patrick Gonzaga
Assim que suas vítimas entram na água para tentar pescar os peixes, a criatura aparece e vomita toda a água que havia ingerido antes. Os pescadores que estiverem dentro d'água acabam sendo arrastados para o fundo dgua  e devorados pelo Berberoka. Caso estejam num barco, o Berberoka irá virá-lo, e seus ocupantes terão o mesmo destino.

Não existe uma descrição clara de como é um Berberoka. Alguns o retratam como uma criatura similar a um monstro do pântano, coberto de folhagens e musgo, já outros o retratam como uma espécie de peixe capaz de se camuflar e se esconder no ambiente.
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9 de junho de 2017

Mitologia e Futebol

۞ ADM Sleipnir 


Essa é uma postagem especial para os amantes de mitologia e também de futebol. Vários clubes ao redor do mundo, principalmente na Europa, adotaram deuses e heróis mitológicos como marca. Trago nesta postagem os principais clubes e a mitologia por trás de seus nomes.

Ajax


O clube mais famoso a adotar um personagem mitológico como nome é o Ajax de Amsterdã, um dos maiores da Europa, vencedor de 4 Champions League e de mais de 30 títulos nacionais. A equipe da capital holandesa adotou em seu nome e escudo Ájax, o Grande, filho de Télamo e primo do famoso herói Aquiles, a quem acompanhou durante o treinamento com o centauro Quíron. Ájax aparece na Ilíada, como um guerreiro valente e forte, que inclusive chega a enfrentar Heitor. Sua morte, ou suicídio já que ele mesmo decide tirar sua própria vida, é contada nas Metamorfoses de Ovídio. Um fato que talvez tenha influenciado a decisão dos fundadores da equipe, é que Ájax é o único herói homérico que deve todas as suas virtudes ao ser humano. Não recebeu ajuda de nenhum deus e não foi ferido em nenhuma batalha. Curiosamente, a equipe holandesa não foi a única a recorrer a este guerreiro. Inspirados no mesmo personagem, foram batizados o Ajax Lasnamae, da Estônia, fundado em 1993, e o Ajax Tavrou, da Grécia, fundado em 1965.



Escudo do Ajax Tavrou

Escudo do Ajax Lasnamae

 Héracles\Hércules

 
Um dos heróis mais famosos, Héracles (grego) ou Hércules (romano) é um semi-deus, filho bastardo de Zeus, e uma das figuras mais discutidas e representativas da era clássica grega, sendo um grande exemplo de força, determinação e heroísmo. Vários clubes de países diferentes adotaram seu nome, como o Hércules de Alicante (da Espanha), o Heracles Almelo (da Holanda) e o Iraklis (da Grécia)

Da esquerda para a direita, os escudos do Iraklis, do Hércules de Alicante e do Heracles Almelo
O Cádiz CF, da 2ª divisão espanhola, usa em seu escudo a imagem do próprio Héracles, acompanhado por dois leões e dois pilares. Segundo a mitologia romana, o herói teria colocado dois pilares no Estreito de Gribaltar, marcando o limite até onde os navegadores mediterrâneos poderiam ir, pois acreditava-se que aquele era o limite do mundo.






 Atlas

No México, temos o Atlas Fútbol Club, clube fundado em 1916que tem seu nome inspirado no titã Atlas, um dos líderes da rebelião dos titãs contra os deuses olímpicos. Derrotado, Atlas foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os seus ombros pela eternidade.
Escudo do Atlas Fútbol Club





UIisses

O Ulisses FC foi um clube armênio profissional de futebol, fundado em 2000 na cidade e capital da Armênia, Yerevan, e hoje encontra-se fora do cenário profissional. Em 2004, o nome do clube que era FC Dinamo foi alterado para FC Zenit-Dinamo por motivo de um novo patrocinador. Em 2006, o nome do clube é novamente mudado por causa de novos patrocinadores, passando a se chamar Ulisses FC. 

Escudo do Ulisses FC
Ulisses (Odisseu em grego) é o personagem principal da Odisséia de Homero, e é um dos guerreiros mais ardilosos da mitologia grega.

 Leia mais sobre a história de Ulisses AQUI

Fortuna

Dois times adotaram o nome da deusa romana da sorte, Fortuna. O Fortuna Sittard, da Holanda, fundado em 1968, traz em seu escudo a deusa Fortuna trazendo em seus braços uma cornucópia, símbolo de prosperidade e abundância. O outro clube é o Fortuna Dusseldorf. da Alemanha, fundado em 1895.



Escudo do Fortuna Sittard

Escudo do Fortuna Dusseldorf


Atalanta


Escudo do Atalanta Bergamasca Calcio

O Atalanta Bergamasca Calcio é um clube italiano de futebol da cidade de Bérgamo que disputa a Série A do Campeonato Italiano de Futebol. O clube foi fundado em 8 de outubro de 1907. O nome do clube foi tirado de uma personagem da mitologia grega, Atalanta. Atalanta era uma caçadora que fez acordo com um rei de só se casar com quem conseguisse vencê-la em uma corrida. Como era muito veloz, ela demorou muito a ser derrotada, o que só aconteceria por meio de um estratagema. Esse enredo foi o que motivou os fundadores a escolherem o nome do clube.

Ares

Escudo do Aris de Salonica

O Athlitikos Syllogos Aris, conhecido em português como Aris de Salonica, é um clube multiesportivo grego, fundado em 1914 na cidade de Salônica por um grupo de 22 jovens amigos. Eles lhe deram o nome do deus grego da guerra Ares, e o adicionaram ao seu. escudo juntamente com alguns símbolos do deus. Curiosamente, o clube rival do Aris de Salonica é o Iraklis, que leva o nome de Héracles.

No Chipre, temos o Aris Limassol, fundado em 1930, com o nome também baseado no deus Ares.

Escudo do Aris Limassol

Apolo

Também da cidade de Salônica, o clube Apollon Kalamarias, fundado em 1926,  leva o nome do deus grego da luz Apolo, e seu escudo contém o rosto do deus. O mesmo ocorre com o Apollon Limassol, do Chipre, fundado em 1954.

Escudo do Apollon Kalamarias
Escudo do Apollon Limassol


Hermes 

Também do Chipre, o Ermis Aradippou, fundado em 1958, toma o nome do deus mensageiro Hermes, que também figura em seu escudo segurando o bastão caduceu. O time disputa a primeira divisão do campeonato cipriota.

Escudo do Ermis Araddipou


Thor

O único clube dessa postagem que não se inspirou na mitologia greco-romana é o  Þór Akureyri, da Islândia. Fundado em 1915, jamais conquistou nenhum título no futebol. Seu escudo trás o deus nórdico do trovão, Thor, empunhando seu poderoso martelo Mjolnir.


Escudo do Þór Akureyri
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7 de junho de 2017

Jeoseung Saja

۞ ADM Sleipnir


Jeoseung Saja (em coreano 저승사자) é a versão coreana do ceifador de almas, a personificação da morte. Possui a pele pálida e olhos encovados, veste um robe preto esvoaçante, carrega uma arma e usa um chapéu preto. É visto apenas por aqueles que estão perto da morte. Sempre aparecem em áreas onde a morte é iminente: hospitais, aldeias com vários casos de doenças, ou cenas de acidentes.


Embora pareçam humanos, os Jeoseung Saja são espíritos sob o comando do Rei Yeomna, governante do submundo e juiz dos espíritos que faleceram recentemente. Eles são despachados quando necessário para coletar e orientar os espíritos para baixo, na estrada Hwangcheon, para a vida após a morte. É impossível escapar do ceifador quando chegar o seu tempo, já que ele não pode ser enganado ou subornado.

A superstição coreana afirma que sonhar com Jeoseung Saja é um presságio de morte.


fonte:
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5 de junho de 2017

Cães de Tindalos

۞ ADM Sleipnir


Cães de Tindalos são criaturas fictícias criadas pelo escritor Frank Belknap Long e mais tarde incorporadas aos Mythos de Cthulhu através do escritor. August Derleth. Eles apareceram pela primeira vez no conto "Os Cães de Tindalos", publicado em 1929. H. P. Lovecraft menciona essas criaturas em seu conto "Um Susurro nas Trevas", publicado em 1931.

Os Cães de Tindalos são criaturas predatórias e extra dimensionais que habitam num passado distante da Terra, quando a vida ainda não havia avançado além dos organismos unicelulares. Dizem que habitam os "ângulos de tempo", enquanto outros seres (como a humanidade e toda a vida comum) descendem de curvas. Eles são aparentemente imortais, e acredita-se que cobiçam algo na humanidade e outras formas de vida normais.


Sua aparência é desconhecida, porque ninguém que os encontra (ou é encontrado por eles) sobrevive tempo suficiente para dar uma descrição. É dito que eles possuem línguas ocas e longas para drenar fluidos corporais das vítimas, e também que eles excretam um estranho fluído azul.

Eles são atraídos por experiências de viagem no tempo, e perseguem aqueles que deixam seus próprios tempos. Aqueles que viajam muito longe de seu próprio tempo (como por meio do uso da droga Liao, que permite que a mente vague pelo tempo deixando o corpo para trás) chamará a atenção dos cães. Os cães então perseguem a pessoa através do tempo e espaço de forma implacável, até encontrá-la e devorá-la.


Embora os Cães de Tindalos sejam muitas vezes retratados como caninos, provavelmente por causa do nome evocativo da primeira história em que eles apareceram, não é provável que eles apareçam como tal - a história afirma que o nome "disfarça sua impureza". Vários pastiches sugerem que os Cães de Tindalos são mais parecidos com morcegos (semelhante a outra raça de criatura dos Mythos, os Byakhee) ou então podem parecer ainda piores. O nome Cães de Tindalos na verdade refere-se mais aos hábitos dessas criaturas do que a sua aparência.

Devido à sua relação com os ângulos de tempo, eles podem se materializar através de qualquer canto que forme um ângulo de 120 ° ou menos. Quando um Cão de Tindalos está prestes a aparecer, primeiro ele se materializa como fumaça saindo do canto, e depois finalmente a cabeça emerge, seguida pelo corpo. A única maneira de evitar um ataque deles é se trancar em uma sala redonda, sem ângulos.

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Ruby