23 de outubro de 2017

Bungisngis

۞ ADM Sleipnir


Bungisngis (literalmente "rir" no idioma tagalog) é uma espécie de ciclope gigante pertencente ao folclore filipino, dito habitar no município de Orion, na província de Bataan. Ele é um ser canibal, dotado de uma força sem limites e de uma audição aguda, que lhe permite detectar a presença de pessoas em seu território. Uma vez que ele nota a presença de alguém entrando em seu território, ele irá acompanhar seus passos de forma implacável, e se conseguir capturá-la, ela fatalmente se tornará sua refeição, pois é impossível escapar das suas garras graças a sua força.

Bunginsgis é descrito como tendo apenas um olho e um lábio superior tão grande que ele consegue envolvê-lo sobre o topo de sua cabeça e usá-lo como um chapéu. Ele sempre está sorrindo e possui duas longas presas semelhantes as de um elefante saindo dos lados de sua boca.


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20 de outubro de 2017

Samudra Manthan: A Agitação do Oceano de Leite

۞ ADM Sleipnir


O Samudra Manthan ("A Agitação do Oceano de Leite") é um dos episódios mais famosos da mitologia hindu, sendo descrito em inúmeros textos, como o Mahabharata e o Ramayana, além de vários Puranas, incluindo o Bhagavata, Agni e Vishnu Purana.

Numa época remota, existia um grande asceta, o sábio Durvasa, conhecido por seu temperamento curto. Um dia, ele caminhava com uma grinalda de flores na mão, que na Índia se chama "Santanaka" para oferecê-la a Indra. Indra que vinha na posição oposta cavalgando o elefante Airavata, passou pelo sábio e ignorou-o, fazendo com que Airavata pisasse e rasgasse a grinalda de flores. Durvasa se encheu de ira e rogou uma praga em Indra:

-"O orgulho da riqueza subiu à sua cabeça, Lakshmi irá te abandonar."

Então Indra, que havia percebeu a loucura que tinha feito, curvou-se perante Durvasa e pediu o seu perdão. Durvasa disse: -"Que Vishnu o faça feliz", e partiu.

Graças a maldição de Durvasa, Lakshmi deixou Indra e desapareceu. Como Lakshmi, a deusa da prosperidade, poder e coragem, desapareceu, a vida dos Devas tornou-se miserável. Ao tomar conhecimento dessa situação, os Asuras (ou demônios) sentiram que este era o momento certo para eles lançarem um ataque contra os Devas. Liderados por Bali, os Asuras derrotaram os enfraquecidos Devas, e fugiram levando consigo um pote de barro contendo o Amrita, o néctar da imortalidade. Os Devas perseguiram os Asuras na tentativa de recuperar o Amrita, e seus líderes, Indra e Bali, se enfrentaram. Durante a batalha, quatro gotas do néctar caíram sobre a Terra, sobre quatro cidades: Prayag (Allahabad), Haridwar (Uttrakhand), Ujjain (Madhya Pradesh) e Nasik (Maharashtra)Ao final dessa luta, o pote contendo o néctar da imortalidade acabou escorregando da mão dos Asuras e caiu no oceano.

Após observar a situação, Shiva intervem e declara que os Devas e os Asuras devem trabalhar juntos para agitar o oceano, ou então seria impossível recuperar o Amrita. Assim, ambas as partes concordaram relutantemente em trabalhar em conjunto.

A agitação do oceano de leite foi um processo trabalhoso. Vishnu trouxe o Monte Mandara para ser usado como haste de agitação, mas assim que ele foi colocado no oceano, começou a afundar. Vishnu então manifestou-se na forma de uma tartaruga gigante (Kurma, seu segundo avatar) e apoiou a montanha em suas costas. Vasuki, o rei das serpentes, que habita no pescoço de Shiva, permitiu que a enrolassem ao redor do monte e a usassem como corda. Os Devas e os Asuras puxaram alternadamente o corpo de Vasuki, fazendo com que a montanha girasse e agitasse o oceano.


O veneno Halahala

A primeira coisa a surgir da agitação do oceano de leite foi um poderoso veneno chamado Halahala, (em algumas versões da história, ele escapou da boca de Vasuki conforme os Asuras e os Devas a puxavam), e como ninguém conseguia suportar os vapores venenosos emitidos pelo veneno, Devas e Asuras começaram a sucumbir devido à asfixia. Eles buscaram a ajuda de Brahma, que os conduziu a Vishnu, que por sua vez lhes disse que somente Shiva poderia ajudá-los. Então Asuras e Devas foram até o Monte Kailash e clamaram a Shiva pedindo sua ajuda. 

Ao escutar o clamor, Shiva rapidamente veio ao local, e sendo o mais resistente dos deuses, decidiu beber todo o veneno. Ao ver isso, Parvati, a consorte de Shiva, ficou alarmada e apertou o pescoço de Shiva em um esforço para impedir que o veneno descesse por sua garganta. A ação do veneno tornou o pescoço de Shiva permanentemente azul, razão pela qual ele também é referido como Neelakantha ("Aquele da garganta azul").


Os Ratnas

Após o ocorrido, os Devas e os Asuras continuaram o processo da agitação do oceano de leite. O processo de agitação do oceano de leite produziu vários seres e objetos, conhecidos como ratnas, que viriam a ser repartidos entre os Devas e Asuras. A lista de ratnas produzidos variam de purana para purana, e são ligeiramente diferentes no Ramayana e no Marabharata. Os principais são:
  • Lakshmi: a deusa da beleza e da fortuna;
  • Chandra: o deus da lua;
  • Apsarasuma classe de ninfas divinas que ficaram do lado dos Devas;
  • Varuni/Sura: a deusa do vinho, que ficou (ainda que relutantemente) do lado dos Asuras, tornando-se consorte de Varuna;
  • Kamadhenu: a vaca sagrada, capaz de realizar qualquer desejo, tomada pelos Devas.
  • Airavata: o elefante branco, tomado por Indra, líder dos Devas;
  •  Kalpavriksha: Uma árvore também capaz de conceder desejos, também tomada por por Indra;
  • Uchhaishravas: o cavalo divino de 7 cabeças, dado ao líder dos Asuras, Bali;
  • Kaustubha: a jóia mais valiosa do mundo, tomada por Vishnu;
  • Parijat: a divina árvore florida, com flores que nunca desaparecem ou se desvanecem, levada pelos Devas para Indraloka, a morada de Indra;
  •  Amrita: o néctar da imortalidade, e o objetivo principal da agitação do oceano de leite. 

A Manifestação de Vishnu como Mohini

Após muito tempo e esforço, finalmente Amrita, emergiu do oceano, sendo trazido dentro de um pote por Dhanvatari (o médico celestial, outro avatar de Vishnu). Imediatamente, teve início um combate violento entre Devas e Asuras pela posse do mesmo. Em meio a batalha, Vishnu assumiu a forma de uma bela e encantadora donzela, chamada Mohini. Ela hipnotizou os Asuras com sua beleza e os enganou dizendo que iria distribuir o Amrita entre os Asuras e Devas de forma justa.

Mohini
Os Asuras ficaram tão perdidos na beleza de Mohini que nem sequer perceberam que Mohini estava distribuindo a Amrita somente entre os Devas. Uma Asura chamado Rahuketu compreendeu o que estava acontecendo e disfarçando-se como um Deva, foi e sentou-se entre os Devas. O deus sol Surya e o deus lua Chandra notaram o disfarce do Asura e informaram a Mohini. Mohini cortou a cabeça de Rahuketu com seu disco divino, o Sudarshana Chakra, mas como o néctar já havia passado pela sua garganta, Rahuketu não morreu. A partir desse dia, sua cabeça foi chamada Rahu e o corpo foi chamado Ketu. 

Quando finalmente perceberam que haviam sido enganados, os Asuras novamente entraram em confronto com os Devas, só que desta vez, esses haviam adquirido a imortalidade ao beber do Amrita e também readquiriram sua juventude e o seu poder. Assim, os Devas derrotaram os Asuras e retomaram o controle do universo.



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18 de outubro de 2017

Modgud

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia nórdica, Modgud (nórdico antigo Móðguðr, literalmente "lutadora furiosa") é a jotunn guardiã da ponte Gjallarbrú ("ponte Gjoll"), localizada sobre o rio Gjöll ("turbulento"), e que dava acesso à Helheim, o reino da deusa HelEla permitia que a alma dos recém-mortos atravessassem a ponte em direção ao submundo, caso ela declarasse seu nome e seus negócios, e possivelmente, impedia que os mortos além do rio cruzassem a ponte de volta para as terras dos vivos.

Mitologia

No Gylfaginning, no final do capítulo 49, a morte de Balder e Nanna é descrita. Hermod, descrito como irmão de Balder nessa fonte, parte até Helheim montado em Sleipnir, o corcel de oito patas de Odin, com o intuito de trazer seu irmão de volta a vida. Para entrar em Hel, Hermod cavalga por nove noites através de "vales tão profundos e sombrios que ele não era capaz de ver nada", até finalmente chegar no rio Gjöll e a sua ponte, Gjallarbrú, guardada por Modgud. A ponte é descrita como tendo o chão coberto de ouro brilhante. 


Hermod cruza a ponte sem maiores problemas, mas ao chegar ao final dela, é abordado por Modgud. Modgud pergunta o seu nome e o que viera fazer ali, comentando que no dia anterior cinco pessoas haviam atravessado a ponte, mas a mesma ecoou menos do que com a sua passagem (por conta do cavalgar de Sleipnir). Ela também comenta que ele não possui a cor dos mortos. Hermod se identifica, explicando a ela  que estava ali a mando de Odin para recuperar seu finado irmão, e que precisava falar com Hel pessoalmente. Modgud então lhe diz que Balder seguiu "para baixo e para o Norte" em direção a Helheim, e deixa Hermod passar. Assim, Hermod foi o primeiro e único ser vivo a cruzar a ponte em direção ao mundo dos mortos e depois voltar. 


fontes:


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16 de outubro de 2017

Cavalo de Três Pés

۞ ADM Sleipnir


O Cavalo de Três Pés é um criatura folclórica da região Sudeste, descrita como um cavalo sem cabeça, dotado de um par de asas e de três pés. Ele é tido por alguns como uma das transformações do Saci.

De acordo com as histórias, ele aparece em encruzilhadas e estradas desertas durante a noite, correndo, voando e assombrando aqueles que encontra pelo caminho. Dizem que se uma pessoa pisar em suas pegadas, ela se tornará profundamente infeliz pelo resto da vida.



fonte:
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo
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13 de outubro de 2017

Qiqirn

۞ ADM Sleipnir



Qiqirn (também Qiqion, Keelut ou Ke'lets) é um espírito ctônico presente na mitologia inuíte. Ele se assemelha a  um cão enorme, desdentado e sem pêlos exceto na boca, nas patas e na ponta das orelhas e da cauda. Dizem que ele se alimenta de seres humanos e às vezes é visto como um prenúncio de morte.

Dizem que o Qiqirn costuma seguir silenciosamente os viajantes durante à noite. Uma vez sozinho e longe de sua casa, o viajante é morto e devorado por ele. A mera presença de um Qiqirn em torno dos homens ou de cães faz com que sofram convulsões, e este efeito só termina quando o Qiqirn desaparece. No entanto, o Qiqirn se assusta facilmente com os seres humanos, e foge caso gritem o seu nome.


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11 de outubro de 2017

Ronald Opus: Assassinato ou Suicídio?

۞ ADM Sleipnir


Ronald Opus é o personagem central de uma lenda urbana criada originalmente com o intuito de demonstrar complicações que podem ocorrer na investigação de um assassinato. Na história, Ronald é ao mesmo tempo a vítima e o autor de um assassinato, o que leva à dúvida sobre se o ocorrido foi realmente um crime de homicídio, ou se foi na verdade um suicídio.

A história foi originalmente contada em 1987 por Don Harper Mills, então presidente da Academia Americana de Ciências Forenses, durante um discurso num jantar. Em agosto de 1994, a história começou a se espalhar na internet como se tivesse sido um caso real, até que Don Mills desmentiu tais boatos admitindo que ele mesmo inventou a história na tentativa de "mostrar como diferentes consequências legais podem surgir a cada complicação na investigação de um homicídio".

O caso foi recontado em outras mídias, incluindo o filme Magnólia (1999) escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson, em que o protagonista se chama Sydney Barringer. Antes, em 1998, o caso foi mostrado  em um episódio do programa Homicide; também foi tema da série policial Law & Order.

O caso

A popularidade do caso permitiu com que fosse contado de diferentes maneiras. As reedições por vezes mencionam o nome de Dom Mills e datam o ocorrido em março de 1994 ou o contam como se tivesse sido noticiado pela Associated Press.

A lenda popular é contada da seguinte maneira:

Em 23 de março de 1994, o cadáver de Ronald Opus foi examinado por um médico, que concluiu que ele teria morrido de um tiro de espingarda na cabeça. A investigação até este ponto mostrou que o falecido Ronald teria pulado do topo de um prédio de dez andares para cometer suicídio. (Ele deixou uma carta de suicídio expressando seus motivos.) No entanto, enquanto ele caía, um tiro de espingarda vindo de uma janela do nono andar do prédio matou-o instantaneamente. Ademais, nem o atirador nem a vítima sabiam que no oitavo andar havia sido colocada uma rede de segurança para proteger limpadores de janela, e esta rede provavelmente impediria que Ronald concluísse seu suicídio.

Geralmente, uma pessoa que começa a agir com intenções suicidas consegue causar a própria morte no fim das contas, mesmo que o mecanismo para atingir tal objetivo possa não ser o que ela planejou. O fato de Ronald ter sido atingido por um tiro no caminho para a sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não tornaria o suicídio um homicídio, mas como o suicídio não teria sido alcançado sob nenhuma circunstância, o examinador médico sentiu que estava lidando com um homicídio.

Investigações posteriores levaram à descoberta de que o quarto no nono andar, de onde o tiro de espingarda se originou, era ocupado por um homem idoso e sua esposa. O idoso teria ameaçado sua mulher com uma espingarda durante uma briga. No meio de confusão e desespero, ele puxou o gatilho em direção a sua esposa, porém o tiro acertou Ronald, que no momento caía do prédio na sua tentativa de suicídio.


Quando uma pessoa tenta matar vítima A mas acerta vítima B, tal pessoa é responsável pela morte da vítima B. O idoso discordou desta conclusão, mas tanto ele como sua esposa garantiram que nenhum dos dois sabia que a espingarda estava carregada. Era hábito corriqueiro do homem ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada. Como o homem idoso não tinha intenção de matar ninguém, a morte de Ronald aparentava, então, um acidente. Isto é, a arma teria sido carregada acidentalmente ou sem o conhecimento do casal.

No entanto, as investigações continuaram e testemunharam que o filho do casal havia carregado a espingarda aproximadamente seis semanas antes do acidente fatal. Descobriu-se também que a mãe (a esposa idosa) havia cortado a mesada do filho, que, numa atitude vingativa e sabendo da propensão do pai a ameaçar a mãe, havia carregado a espingarda. O caso agora se torna um homicídio de Ronald Opus de autoria do filho do casal.

Só que agora vem a complicação do caso. Descobriu-se então que o filho do casal não é ninguém menos que o próprio Ronald Opus. O constante desânimo oriundo da falha em conseguir fazer com que sua mãe seja assassinada, leva-o a se jogar do décimo andar de um prédio, antes de ser atingido por um tiro vindo de uma janela do nono andar. O médico responsável pela análise concluiu então que o caso foi um suicídio.


fonte:
https://pt.wikipedia.org
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9 de outubro de 2017

Autômatos

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, os Autômatos (do grego Αυτοματων) eram estátuas metálicas animadas de homens, animais e monstros, sendo a maioria deles construídos pelo forjador divino Hefesto e alguns outros pelo artesão ateniense Dédalo.

Lista de Autômatos

Águia Caucasiana - uma águia gigantesca, enviada por Zeus ao Monte Cáucaso diariamente para se alimentar do fígado do titã Prometeu, que se encontrava aprisionado por ter entregado o fogo à humanidade. Ela foi descrita como um autômato feito de bronze por Hefesto (ou um filho de Equidna em outras versões).




Cavalos dos Cabiros (Hippoi Kabeirikoi) - quatro autômatos em forma de cavalo, feitos de bronze por Hefesto para puxar a carruagem dos Cabiros, um enigmático grupo de divindades ctônicas, ditos serem ajudantes do deus ferreiro.

Cães de Alcínoo (Khryseos e Argyreos) - Um par de cães autômatos feitos de ouro e prata por Hefesto para guardar o palácio de Alcínoo, rei dos Feácios, um mítico povo de antigos navegadores, queridos aos deuses, cujo nome ocupa um lugar de relevo na Odisséia. 

Celedones (Keledones) - autômatos cantores, feitos de ouro por Hefesto. Dizem que foram colocados no templo de Apolo em Delfos. Eles tinham a forma de belas mulheres, pássaros torcicolo ou uma combinação das duas, como se fossem Sirenas.


Donzelas Douradas (Kourai Khryseai) - belas donzelas feitas de ouro por Hefesto, a fim de auxiliá-lo em seu palácio no Monte Olimpo. São similares as Celedones feitas pelo mesmo Hefesto para o templo de Apolo em Delfos.

Touros da Cólquida (Khalkotauroi) um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Eles foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida. Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Saiba mais sobre eles AQUI.



Talos um automato gigante/estátua viva de bronze, forjado por Hefesto com a ajuda dos ciclopes, a pedido de Zeus. Em algumas versões do mito, Talos é forjado pelo inventor Dédalo. Na arte clássica, Talos foi descrito como um homem jovem e bonito, esculpido em bronze. Em outras fontes é retratado como um touro de bronze ou o último homem da raça de bronze.

Zeus presenteou-o à sua amante Europa, como seu protetor pessoal, depois de extraditá-la para a ilha de Creta. Talos recebeu a tarefa de patrulhar a ilha, circulando-a três vezes por dia, e afugentar os piratas da costa com uma saraivada de pedras ou lhes dando um abraço mortal. Saiba mais AQUI.




Tripés do Olimpo - vinte tripés com rodas de ouro e uma mente própria, forjados por Hefesto, e que tinham a capacidade de ir e voltar sozinhos ao Monte Olimpo sempre que havia uma reunião dos deuses.


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6 de outubro de 2017

Onikuma

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer
Onikuma (em japonês: 鬼熊, "Demônio Urso") é um yokai do folclore japonês, oriundo da província de Kiso (atual Prefeitura de Nagano) e conhecido graças as descrições feitas no Ehon Hyaku Monogatari, publicado em 1841 por Takehara ShunsenAssim como outros animais, um Onikuma é um urso que viveu por muito tempo e acabou se tornando um yokai.

Ele não tem qualquer poder sobrenatural, exceto que anda sempre de pé sobre as patas traseiras e possui uma força excepcional. Lendas dizem que um Onikuma pode mover sozinho rochas que nem sequer dez homens juntos seriam capazes de empurrar, e por isso, são atribuídos a este yokai a presença de certas rochas na prefeitura de Nagano, porque elas são grandes demais para terem sido levadas para ali por meio de obra humana.


Arte de  Shota Kotake

O comportamento de um Onikuma é muito semelhante ao dos ursos comuns. Ele possui hábitos noturnos e vive nas profundezas das montanhas, longe dos seres humanos.
 Onikumas raramente se aventuram para fora de seus habitats, mas, como ursos comuns, ocasionalmente emergem das florestas e vão até as aldeias próximas para procurar comida. Devido à sua natureza reclusa, encontros entre Onikumas e humanos são muito raros. Quando eles acontecem, no entanto, eles são muitas vezes violentos. Onikumas às vezes vagueiam em áreas habitadas por humanos quando há comida fácil de ser consumida - geralmente cabeças de gado. Onikumas são capazes de roubar vacas e cavalos e caminhar para a floresta com eles na mão. Quando isso acontece, os aldeões não têm escolha a não ser tentar caçar e matar o Onikuma. 


Uma lenda em Nagano datada da era de Kyōhō (1716-1736) conta que certa vez um grupo de aldeões, cansados de terem seu gado e seus cavalos levados por um Onikuma, tentaram caça-lo e seguiram seu rastro até a  entrada de uma caverna. Ali colocaram carne fresca e aguardaram o Onikuma sair, empunhando enormes lanças para atacá-lo de longe. Assim que o Onikuma saiu de seu esconderijo, atraído pelo odor de carne fresca, foi morto pelos aldeões, que o levaram para a aldeia e o esfolaram. Conta-se que a pele do Onikuma morto era tão grande que era capaz de cobrir todo o chão de uma sala.


Arte de Mizuki Shigeru
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4 de outubro de 2017

Niu Mo Wang

۞ ADM Sleipnir


Niu Mo Wang (牛魔王, "Rei Touro Demônio"é um personagem presente no épico romance chinês Jornada ao Oeste, escrita e publicada pelo poeta Wu Cheng'en durante o século XVI. Ele é um yaoguai (uma classe de criaturas sobrenaturais da mitologia chinesa, principalmente espíritos de animais maléficos ou seres celestiais caídos que adquiriram poderes mágicos através da prática do taoismo).

Na história de Jornada ao Oeste, Niu Mo Wang é o mestre da "Montanha do Fogo" (Huoyanshan), cujas chamas ardem constantemente, causando muita secura e um calor insuportável em uma região vulcânica que bloqueia a passagem de Xuanzang e sua tropa.

Sun Wukong, o Rei Macaco, tenta roubar o Bajiaoshan (um leque gigante e mágico, capaz de criar enormes redemoinhos) de Tiě Shàn Gōngzhǔ (mais conhecida como  "Princesa Leque de Ferro"), esposa de Niu Mo Wang. Com ele, seria possível fazer com que os vulcões da região se tornassem inativos, permitindo que Xuanzang e companhia passassem.


Sun Wukong se disfarça como Niu Mo Wang para enganar a Princesa Leque de Ferro e então roubar o Bajiaoshan. Posteriormente, o verdadeiro Niu Mo Wang visita a Princesa Leque de Ferro, que então percebe que havia sido enganada. Niu Mo Wang se disfarça como Zhu Bajie, um dos companheiros de Xuanzang para enganar Sun Wukong e então recupera o Bajiaoshan. Na luta subsequente contra Sun Wukong e o verdadeiro Zhu Bajie, Niu Mo Wang revela sua verdadeira forma, um touro branco gigante e tenta atacar seus oponentes. Em meio a batalha, o deus Nezha aparece, captura Niu Mo Wang e o leva ao Céu para que o Imperador Jade decida seu destino.

É mencionado que Niu Mo Wang e a Princesa Leque de Ferro têm um filho chamado Hong Haier (紅孩兒, "Criança Vermelha").

Bull Demon King x Monkey King, Arte de Fenghua Zhong

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2 de outubro de 2017

Aigamucha

۞ ADM Sleipnir


Os Aigamucha (ou Aigamuxa, singular: Aigamuchab) são uma raça de criaturas humanóides pertencentes a mitologia dos Khoikhoi, um grupo étnico do sul da África. Eles possuem cerca de 2 metro e meio de altura, e sua aparência é praticamente idêntica a dos seres humanos comuns, porém seus olhos estão localizados na palma dos pés ao invés do rosto. Por conta disso, eles precisam parar e ficar de ponta-cabeça de vez em quando para poder ver o que eles estão perseguindo, ou em que direção estão indo.

Aigamucha costumam vagar pelos desertos da África em busca de presas humanas. Conta-se que eles possuem dentes bastante afiados, capazes de cortar a carne humana com facilidade. 

A maioria das histórias sobre os Aigamucha conta sobre como alguém consegue despistar e escapar deles. Em uma história por exemplo, a presa derruba o pó de tabaco no chão enquanto estava sendo perseguida. O pó irritou tanto os olhos do Aigamuchab que ele não conseguiu enxergar mais a sua presa, e ela acabou escapando.


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29 de setembro de 2017

Aramazd

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik Asatryan

Aramazd
era a principal divindade do panteão pré-cristão da Armênia. 
Chamado pelos armênios da época de "Arquiteto do Universo, Criador do Céu e da Terra", era considerado o pai de todos os outros deuses e deusas, e o criador do universo. Também era considerado a fonte da fertilidade da terra, deus da colheita e das frutas, e o festival em sua homenagem, chamado de Amanor, era celebrado no dia do ano novo no antigo calendário armênio.

Embora seja chamado de pai dos deuses, não há nenhuma indicação de que ele possuia uma esposa ou consorte. Existe uma vaga referência em alguns textos de que a deusa Anahit era sua esposa, mas, embora seja possível, não existem provas diretas.

Aramazd era uma divindade sincrética, uma combinação da figura lendária autóctone armênia Ara e o Ahura Mazda irânico. Durante o período helenístico, Aramazd passou a ser comparado ao Zeus grego.

Um dos principais templos de Aramazd se localizava em Ani (atual Kamakh, na Turquia), um centro administrativo e cultural da antiga Armênia. O templo foi destruído no fim do século III, após a adoção do cristianismo como religião estatal do país.

fontes:
  • Wikipedia
  • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russell Coulter e Patricia Turner
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27 de setembro de 2017

Adar Llwch Gwin

۞ ADM Sleipnir



Os Adar Llwch Gwin são ferozes pássaros mágicos semelhantes a grifos pertencentes a mitologia galesa. De acordo com o conto galês Culhwch and Olwen, eles eram três pássaros e pertenciam a um cavaleiro da corte do rei Arthur chamado Drudwas ap Tryffin, que os havia recebido de presente de sua esposa, que era na verdade uma fada. Os pássaros eram capazes de compreender a fala humana, e obedeciam qualquer ordem que lhe fosse dada por seu mestre.

O conto narra que Drudwas possuía uma inimizade com Arthur, e certo dia o desafiou para um duelo. Eles definiram uma hora e local para o mesmo, mas Drudwas, contando que Arthur chegaria no horário combinado, ordenou os Adar Llwch Gwin a atacar e matar a primeira pessoa que chegasse ao campo de batalha. Drudwas só não contava com o fato de que justamente nesse dia, Arthur acabaria se atrasando. Chegando ao local, Drudwas foi imediatamente atacado e trucidado pelos seus próprios pássaros, que só pararam de atacar quando perceberam que era o seu mestre que eles haviam matado.



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25 de setembro de 2017

Barba Ruiva

۞ ADM Sleipnir



O Barba Ruiva, também chamado de Urué, Barba Nova ou Cabeça Vermelha, é um personagem do folclore do estado do Piauí, sendo bastante popular na região da lagoa de Paranaguá. Ele é um ente encantado, considerado filho da sereia Iara. Sua figura está associada a a lenda do surgimento da lagoa de Paranaguá.

De acordo com a lenda, no local onde hoje existe a lagoa de Paranaguá havia em seu lugar uma imensa mata de carnaubeiras, cortada por um pequeno riacho. Próximo a esse local, vivia uma viúva e suas três filhas. Um dia, a filha mais nova ficou doente e ninguém foi capaz de descobrir qual era a sua doença. Mais tarde, foi descoberto que ela estava grávida de um menino, filho de seu namorado que havia morrido antes de se casar com ela.

Ao chegar o momento de dar à luz, a moça entrou na mata. Confusa e sentido muitas dores, ela decidiu que ia abandonar a criança ali mesmo. Assim que a criança nasceu, ela a embalou em um tacho de cobre e a deixou dentro do riacho. O tacho afundou, mas foi trazido à tona por Iara, a rainha das águas. 


Triste e brava pela mãe ter abandonado o filho em suas águas, Iara provocou o crescimento das águas, que, em uma enchente sem fim, alagaram e encharcaram toda a região. As águas tomaram toda a várzea, passando por cima das carnaubeiras e dos buritis. Desde então, a lagoa tornou-se um lugar mágico, onde se ouvem estranhas vozes e observam-se luzes de origem desconhecida. Muitos moradores da região dizem que, durante a noite, pode-se ouvir o choro de um bebê vindo do fundo das águas. 

Conta ainda a lenda que, às vezes, surge das águas um ser humano que, pela manhã, é menino, ao meio-dia, é um rapaz de barbas ruivas e, à noite, um velho de barbas brancas. Muito tímido, ele foge dos homens quando é visto, porém, gosta de se aproximar das mulheres que vão até a lagoa bater roupa, tentando abraça-las e beijá-las. Depois, corre e pula na lagoa, desaparecendo. Por causa disso, nenhuma mulher bate roupa ou toma banho na lagoa sozinha, com medo de ser atacada pelo Barba Ruiva. 

fonte da imagem: Brasil Fantástico
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Ruby