24 de janeiro de 2018

Midas

۞ ADM Sleipnir


Midas (grego Μιδας) foi um rei mítico da Frígia, região centro-oeste na antiga Ásia Menor (Anatólia), na moderna Turquia. Ele é famoso na mitologia grega por seu toque de ouro, um dom que lhe foi dado pelo deus Dionísio, e que o permitia transformar qualquer coisa que tocasse em ouro puro. Midas também era famoso por possuir orelhas de burro, as quais ganhou como punição por ter julgado  um melhor músico que o deus Apolo, durante uma competição musical.

Midas e o Toque de Ouro

Em certa ocasião, o sátiro Sileno, mestre e tutor do deus Dionísio, se perdeu de seu grupo enquanto passeavam pela floresta. Completamente bêbado, ele acabou sendo encontrado por um grupo de camponeses, que trataram de levá-lo ao seu rei, Midas. Assim que o viu, Midas o reconheceu e tratou de oferecer sua hospitalidade, dando-lhe de comer e  beber e mantendo sua companhia durante dez dias. Após esse período, Midas levou Sileno de volta a floresta, entregando são e salvo a Dionísio, que satisfeito com o tratamento que seu mestre havia recebido, ofereceu a Midas como recompensa qualquer coisa que este desejasse. Midas, que era um homem aficionado por riqueza, desejou ter o poder para transformar tudo que tocasse em ouro. 


Dionísio prontamente atendeu o desejo de Midas, apesar de pesaroso por este não ter desejado algo melhor. Midas, por sua vez, tratou imediatamente de retornar ao seu palácio, testando seu toque de ouro em tudo o que via pela frente. Pedras, flores, o solo, absolutamente tudo o que Midas tocava se transformava instantaneamente em ouro. Porém, somente ao chegar em seu palácio é que Midas perceberia o grave erro que havia cometido. Ele ordenou aos seus criados que lhe servissem um grande banquete, mas assim que tocava a comida, ela virava ouro. Quando tentou tomar um cálice de vinho, a bebida virou ouro líquido com o toque de seus lábios. Com fome e sede, tentou deitar em sua cama, mas esta, outrora macia e confortável, tornou-se fria e dura assim que ele a tocou. Vendo sua aflição, sua filha Phoebe tentou socorrê-lo, mas assim que o tocou se transformou em uma estátua de ouro.


Desesperado com a situação, e sabendo que a morte por inanição o aguardava, Midas levantou suas mãos e implorou a Dionísio para que o livrasse desse dom, que havia se provado uma verdadeira maldição. Felizmente, Dionísio estava disposto a ajudar Midas, e lhe disse para ir se banhar nas águas do rio Pactolo, na Lídia. Segundo Dionísio, assim que Midas se banhasse nas água do rio, perderia seu toque de ouro.

Após uma árdua viagem, Midas encontrou o rio e imediatamente se lançou em suas águas, sentindo seus poderes deixá-lo e fluir para as águas. A areia do rio tornou-se dourada, e as escamas dos peixes que nele habitavam tornaram-se reluzentes como o ouro. Midas encheu um jarro com a água do rio e banhou tudo que havia tocado com ela, incluindo sua filha, e tudo voltou ao normal. Midas, arrependido de sua ganância, decidiu negar todas as riquezas e retirou-se para o campo e tornou-se um seguidor do deus Pã.

A Maldição de Apolo

Certo dia, Pã (ou Marsias, conforme a versão) afirmou tocar melhor do que Apolo, e o deus do Sol resolveu desafiá-lo em um duelo musical, julgado pelo deus Tmolo. Pã agradou a todos com sua flauta, mas, após Apolo tocar sua lira, Tmolo deu o prêmio a ele. Midas, que assistia ao duelo, ficou indiginado e questionou a decisão de Tmolo, julgado que Pã era um músico melhor. Apolo, enfurecido com a afirmação de MIdas, o amaldiçoou dando-lhe um par de orelhas de burro.


Midas cobriu-as com um turbante para seus seguidores não o perceberem. Apenas seu barbeiro sabia das orelhas, e sob ameaça de morte, jurou a Midas que guardaria segredo. Midas o ameaçava constantemente para que ele não revelasse seu segredo a ninguém, e este já não estava mais aguentando manté-lo para si. Para aliviar essa pressão, o barbeiro cavou um buraco no chão, aproximou sua boca dele e disse: "O rei Midas tem orelhas de burro!", tapando o buraco com terra a seguir. Com o tempo, nasceram no local vários juncos, que sempre que eram abanados pelo vento diziam: "O rei Midas tem orelhas de burro!". O vento espalhou o segredo pelos campos, e os campos o repetiu para os cascos dos cavalos que por ali passavam, em direção à cidade, e a cidade o repetiu nas esquinas, nas feiras e no mercado, até que todo o povo ficasse sabendo que Midas possuía orelhas de burro.

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2 comentários:



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