19 de janeiro de 2018

Tailypo

۞ ADM Sleipnir



Tailypo (Taileybones, tailbones, Taily Po, Tally Po, Taileypo, Tailey Po e Tailipoe, uma espécie de sinônimo para "cauda"é uma criatura do folclore norte-americano, particularmente da cidade de AppalachiaEla é descrita como sendo do tamanho de um cão, com olhos amarelos ou vermelhos, orelhas pontudas e uma longa cauda cortada. Ela é coberta de pelos pretos ou marrons-escuros para camuflar suas atividades noturnas. Suas garras são a sua principal arma. 

A sua lenda é contada às crianças com o intuito de ensiná-las a nunca pegar nada que não pertença a elas. A história possui muitas variações, mas é basicamente a seguinte:

Havia um velho homem que morava sozinho no meio da floresta com três cães de caça fiéis, sua única companhia nas longas noites solitárias. Ninguém sabia seu verdadeiro nome, mas a maioria das pessoas o chamavam de "Smitty". Smitty amava a caça, a pesca e os grandes espaços. Anos atrás, ele havia largado o emprego, arrumando suas coisas e então se mudou para uma pequena cabana que ele mesmo havia construído em meio a floresta. Ela não era muito grande, mas era o suficiente para ele. A cabana tinha apenas dois cômodos: um era usado como um quarto, e o outro era uma cozinha. Lá ele construiu uma grande e agradável lareira onde ele poderia cozinhar sua comida e aquecer a cabana nas noites mais frias.

Ao lado da cabana, Smitty cultivava uma pequena horta, e todos os dias ele saia para caçar e pescar. Durante os meses quentes, Smitty não tinha nenhum problema para conseguir uma boa caça, mas nos meses mais frios, era difícil manter seu estômago cheio. Em um desses meses, Smitty foi até o seu depósito para ver o que ele poderia preparar para o jantar. Tudo o que ele encontrou lá foi um pequeno pedaço de carne e um punhado de batatas mofadas, com os quais ele teve que se contentar e comer.

Smitty ainda estava com fome, mas não havia mais nada que ele pudesse fazer sobre isso naquele momento. Assim, apesar dos protestos de seu estômago resmungando, Smitty acendeu a lareira para manter sua cabana quente e então foi se deitar.

Quando estava prestes a cair no sono, Smitty ouviu um barulho em seu quarto, e ao abrir os olhos, viu uma sombra rastejando através da parede. Ele deslizou silenciosamente para fora da cama e andou na ponta dos pés até o outro cômodo. Lá, ele viu uma estranha criatura, diferente de tudo que ele já tinha visto. Ela era pequena e robusta, com orelhas pontudas e patas com garras longas, e tinha uma cauda longa e espessa.


Como não haviam portas ou janelas abertas na cabana, Smitty ficou confuso sobre como aquela criatura havia entrado. Smitty calmamente pegou o seu machado e, rastejando silenciosamente em direção à ela, golpeou-a acertando sua cauda. A criatura soltou um enorme grito e fugiu através de um grande buraco na parede, deixando para trás a cauda cortada. Smitty pegou a cauda para jogá-la fora, mas seu estômago roncando o lembrou de que ele ainda não havia comido nada. Então ele pegou a cauda, limpou-a, cozinhou-a e comeu-a. Com o estômago finalmente cheio, Smitty voltou para sua cama.

Ele mal havia caído num sono profundo, quando um estranho som o despertou. Parecia que algum animal arranhava a parede da cabana tentando entrar. Smitty achou que se ficasse quieto, o mesmo provavelmente iria embora. Então, ele ficou em silêncio o tanto que podia, mas então ele ouviu uma voz estranha, sibilando as seguintes palavras:


"Cauda! Cauda! Eu quero a minha cauda!"

Smitty pensou estar imaginando coisas, mas então ouviu novamente:


"Cauda! Cauda!  Eu quero a minha cauda!"

Smitty pulou de sua cama, abriu a porta e gritou o nome de seus cães. Eles vieram correndo, latindo e farejando, mas não encontraram nada. Então Smitty colocou os cães para fora da cabana e voltou para a cama.


O sono começava a bater em Smitty, quando ele ouviu a voz novamente. Desta vez, os arranhões pareciam vir da janela. Fosse o que fosse, realmente queria entrar na cabana! Smitty gritou: "Ei, quem está aí? Vá embora!!!". Então ele ouviu a voz estranha de novo, só que desta vez um pouco mais alta:


"Cauda! Cauda! Onde está a minha cauda?"

O velho Smitty, que não era de assustar facilmente, a essa altura já estava apreensivo com a situação. Ele foi até a janela e chamou seus cães novamente. Os três cães saltaram para a varanda, farejando e latindo, mas eles não encontraram nada outra vez.

Smitty decidiu ficar acordado o resto da noite para proteger a si mesmo, seus cães e sua pequena cabana. Então, ele sentou próximo a lareira, pegou um cobertor de sua cama e se cobriu, protegendo-se do frio. O sono logo lhe alcançou, e mais uma vez ele cochilou.


Já era quase manhã quando Smitty acordou com um sobressalto. O som dos arranhões parecia reverberar de cada parte da cabana. Smitty começou a procurar freneticamente por seu machado, seu rifle ou qualquer outra coisa que pudesse usar para se defender, mas estava tão assustado que não conseguia encontrar nada. O som dos arranhões ficavam cada vez mais altos, e Smitty ouviu a voz outra vez:


"Cauda! Cauda! Devolva minha cauda!"

Smitty gritou: "Deixe-me em paz, eu não tenho sua cauda!" Então ele chamou os seus cães, mas desta vez, eles não vieram. Smitty esperou e esperou, e seus cães não davam nenhum sinal. Smitty nunca havia sentido tanto medo em sua vida. Ele correu até sua cama e pulou em cima dela. Os barulhos de arranhões e a voz foram ficando mais altos.


"Cauda! Cauda! Devolva minha cauda!"

Smitty gritou tão alto quanto podia: "Eu não tenho sua cauda, então por que você não me deixa em paz e segue o seu caminho? Eu nunca quis machucar nada nem ninguém, apenas me deixe em paz! ". Os arranhões pareciam vir de dentro da cabana, e agora a voz era tão alta que era quase ensurdecedora.


"Cauda! Cauda! Você pegou minha cauda. Agora estou de volta para buscá-la, devolva-a para mim agora!! "

Smitty cobriu-se totalmente com o seu cobertor e fez todo o silêncio que podia, mas os sons de arranhões estavam agora em seu quarto!


"Cauda! Cauda! é melhor devolver a minha cauda!"



Smitty então sentiu algo arranhando sua cama e seu cobertor. Smitty descobriu sua cabeça para ver o que estava se aproximando, e viu a mesma criatura de antes: pequena e esquisita com orelhas pontudas, patas com longas garras e olhos vermelhos que brilhavam em meio a escuridão da cabana. Antes que ele pudesse se cobrir novamente, a criatura pulou em seu peito, e olhando diretamente em seus olhos, disse:

"Você está com minha cauda, e é melhor você me devolvê-la, AGORA!"


Smitty gritou: "Eu comi! Eu comi a sua cauda, ela se foi!" Então a criatura finalmente atacou Smitty, arranhando e rasgando seu corpo, a fim de obter sua cauda de volta. Smitty tentou revidar, mas a criatura, mesmo pequena, era muito forte e suas garras eram muito afiadas. Os gritos de Smitty ecoaram por toda a montanha, até que finalmente pararam, deixando apenas um silêncio arrepiante.

Após um mês sem verem ou ouvirem falar de Smitty, os donos da loja na base da montanha resolveram ir até sua cabana para ver se estava tudo bem com ele. Ao chegarem lá, encontraram-na destruída, e não havia nenhum sinal de Smitty ou de seus cães. Eles vasculharam a floresta e chamaram por seus nomes, mas não encontraram ninguém. Enquanto desciam a montanha, um vento gélido começou a soprar, e uma estranha voz podia ser ouvida dizendo:

"Cauda! Cauda! Agora eu tenho a minha cauda! "


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Ruby