26 de dezembro de 2018

Labbu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Labbu
é uma monstruosa criatura quimérica pertencente à mitologia babilônica, e dita ter sido criada pelo deus Enlil para destruir a raça humana, que o perturbava com o barulho que fazia. Ela é geralmente descrita como uma mistura de leão e serpente, alada e de tamanho colossal.

Labbu aterrorizou as criaturas do mar, do ar e da terra, incluindo as cidades dos homens. Os outros deuses, temendo o poder da criatura, alistaram um herói, chamado Tishpak, para matá-la. Os deuses lhe deram todo o suporte para que ele executasse a tarefa, embora os detalhes da luta tenham sido perdidos. Acredita-se que a lenda da batalha entre Tishpak e Labbu seja uma versão babilônica da suméria entre Ninurta e Anzu.


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24 de dezembro de 2018

Cocollona

۞ ADM Sleipnir

Arte de Tony Castro
Cocollona (junção das palavras catalãs Cocodril, "Crocodilo" e Papallona, "Borboleta") é uma criatura folclórica da cidade de Girona, na Espanha. Trata-se de um monstro do rio que, segundo a lenda, foi no passado uma freira, mas por criticar a vida que as irmãs levavam, ela foi punida e aprisionada na masmorra do mosteiro da cidade, de onde só podia sair para ir até o rio que corta a cidade - o rio Onyar. 

Após muitos anos, devido à sua desnutrição e isolamento, escamas começaram a surgir em seu corpo, até que ela se transformou completamente em uma criatura parecida com um crocodilo. Apesar dessa punição, ela ainda era de alguma forma santa, e essa santidade se manifestou em seu corpo na forma de um par de asas de borboleta.


Algum tempo após sua morte, seu fantasma começou a assombrar o rio Onyar, geralmente próximo das antigas pontes, onde às vezes ela era vista por pescadores. Nos tempos atuais, dizem que sua forma translúcida só pode ser vista sob a luz da lua cheia, e somente por aqueles sensíveis ao sobrenatural.

A origem da lenda é incerta, mas acredita-se que a figura da Cocollona tenha sido criada por guias turísticos em um esforço para adicionar uma nova criatura ao bestiário do folclore de Girona.



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21 de dezembro de 2018

Tsurara-onna

۞ ADM Sleipnir

Arte de Ebony Dragon
Tsurara-onna (つらら女, "mulher sincelo") é um yokai do folclore japonês, que segundo as lendas surge através do sentimento de solidão de homens solteiros durante o inverno. Quando um homem olha saudosamente para um belo e forte sincelo (pingente de gelo) pendurado em um telhado e reflete sobre sua solidão, uma tsurara-onna pode aparecer logo em seguida. 

Uma tsurara-onna possui a aparência de uma mulher comum, embora seja excepcionalmente bela, assemelhando-se bastante a outro yokai do inverno, a Yuki-onnaApesar de suas origens gélidas, tsurara-onna pode ser um espírito muito caloroso e amoroso, ao contrário da Yuki-onna que é impiedosamente mortal. De fato, muitas histórias contam sobre uma tsurara-onna que se apaixonou e se casou com um humano. Esses casamentos no entanto, sempre terminam de forma trágica. A tsurara-onna inevitavelmente desaparece quando a primavera chega, deixando seu companheiro confuso e de coração partido, e quaisquer encontros futuros no inverno seguinte geralmente não terminam bem para nenhuma das partes.

Por parecer e se comportar como mulheres humanas comuns, é muito difícil identificar um tsurara-onna. Um sinal reconhecível é a sua falta de vontade de entrar no banho. Ocasionalmente, as histórias falam de uma mulher que se recusa a tomar um banho, não importa o quanto o marido a pressione. Eventualmente, cansada de resistir, ela cede e entra no banho. Mais tarde, quando o marido vai ao banheiro checar, tudo o que ele vê são alguns pequenos fragmentos de gelo flutuando na banheira, e sua esposa não está em lugar nenhum.

Existem incontáveis ​​contos envolvendo uma tsurara-onna. Eles podem ser encontrados em todas as prefeituras onde a neve cai, e cada um tem sua própria reviravolta. No entanto, existem alguns temas comuns (amor, casamento e traição) encontrados na maioria das versões da história. Muitos deles são semelhantes ou até idênticos às histórias sobre a Yuki-onna. 

Uma histórica icônica vem da província de Echigo, parte da prefeitura de Niigata nos dias atuais. Ela conta sobre um homem jovem e solteiro, que em certa noite invernal admirava melancolicamente de sua janela a adorável paisagem nevada. Em seu coração, ele desejava poder encontrar uma esposa tão bela quanto os pingentes de gelo pendurados em seu telhado. De repente, ele ouviu uma batida em sua porta. A voz de uma mulher chamou e era tão bonita e clara como gelo.

-"Desculpe! Eu estava viajando por essa estrada, mas a tempestade de neve tornou-se muito feroz e não posso viajar mais. Posso me hospedar em sua casa durante esta noite?

Arte de Hallowie29
O jovem naturalmente aceitou, e ficou encantado ao ver que o rosto da mulher era tão belo quanto sua voz. Ele trabalhou duro para garantir que sua estadia fosse a mais agradável possível.

Vários meses depois, a mulher ainda permanecia hospedada na casa ... Na verdade, ela e o jovem haviam se apaixonado profundamente e ela se esqueceu completamente de sua jornada. Eles se casaram e ficaram muito felizes juntos.

Certo dia, a linda jovem saiu para fazer compras, mas não retornou. O jovem esperou por seu retorno dia após dia. A neve derreteu, as flores de ameixa floresceram e logo chegou a primavera. O jovem perguntava a todos que encontrava se eles haviam visto sua esposa. Ele a procurou por todos os lugares, mas não havia nenhum sinal dela. Ninguém que ele encontrou soube dizer-lhe qualquer coisa também. Ele lentamente se forçou a aceitar que ela o havia deixado. Com o tempo, o coração partido do jovem se curou e ele se casou novamente com uma jovem de sua aldeia.

No inverno seguinte, durante uma nevasca, o jovem viu-se olhando pela janela os longos pingentes de gelo pendurados no telhado. De repente, houve uma batida na porta. A bela jovem que havia desaparecido ao final do inverno passado estava do lado de fora de sua casa. O jovem ficou chocado.

-“Eu procurei por você todos os dias! Qual o significado disso? Como você pode simplesmente desaparecer assim sem uma palavra? ”-  ele gritou.

-“Tenho meus motivos … mas prometemos nos amar para sempre. Você disse que o nosso vínculo era tão longo e sólido quanto os belos pingentes pendurados no teto. E ainda assim ... você se casou novamente" - ela lhe respondeu, saindo da casa com uma expressão triste em seu rosto.

O jovem ia atrás dela, quando de repente ouviu uma voz de dentro da casa. Era sua nova esposa, perguntando o que estava acontecendo.

-"Não é nada. Fique aí dentro."

De repente, houve um estrondo seguido por um grito perto da frente da casa. A nova esposa correu para a porta da frente para ver o que havia acontecido. Lá, deitado no jardim da frente, estava seu marido. Ele estava morto, perfurado na cabeça por um enorme pingente de gelo que havia caído do telhado.


fonte:

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19 de dezembro de 2018

A Carreta Nagua

۞ ADM Sleipnir

Arte de Nestor Rizo
A Carreta Nagua é uma antiga lenda popular da Nicarágua, que fala sobre uma carroça assombrada guiada pela própria Morte e puxada por dois bois esqueléticos. Segundo a lenda, se a Carreta Nagua parar na frente de uma casa, é certo que algum morador desta morrerá. 

Dependendo da versão da história, a Morte é representada por um ou dois esqueletos trazendo uma vela em suas mãos. O barulho das rodas de madeira e das correntes são tão altos e assustadores que ninguém ousa ir até a janela de sua casa para olhar para fora. Algumas histórias relatam que a Carreta Nagua desaparece ao chegar ao fim de uma rua, reaparecendo subitamente em outra rua.


Acredita-se que a lenda da Carreta Nagua tenha surgido com os povos indígenas da Nicarágua, e transmitida até os dias atuais principalmente através da tradição oral. No passado, os espanhóis invadiam as aldeias indígenas durante a noite, capturando e acorrentando os índios em carroças, e os levavam para trabalharem como escravos nas minas de prata. Esses índios não eram vistos novamente até que seus cadáveres fossem conduzidos naqueles mesmos carros para serem descartados. Tais carroças tornaram-se um símbolo de morte, e quando se aproximavam, os indígenas fugiam o mais longe possível, geralmente embrenhando-se em meio a floresta.


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17 de dezembro de 2018

Isitoq

۞ ADM Sleipnir



Isitoq (ou Issitoq, "olho gigante" na lingua inuíte) é um espírito da natureza ou divindade, pertencente a mitologia inuíte. Ele é geralmente descrito como uma espécie de olho gigante e voador, às vezes dito possuir uma boca ou ser coberto por pelos.

Seu olhar é inevitável e atravessa a alma de quem quer que ele encontre, mas apenas aqueles que quebraram um tabu devem temer seu olhar. Nesses casos, o olhar de Isitoq retira a alma do corpo da pessoa e a absorve em sua essência. 

Se a pessoa punida por seu olhar prometer rever suas ações, e realmente estiverem dizendo a verdade, Isitoq irá devolver a alma da pessoa ao seu corpo. Caso contrário, ela viverá dentro dele para sempre.


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13 de dezembro de 2018

Kilmoulis

۞ ADM Sleipnir


Kilmoulis é uma espécie de fada pertencente ao folclore da  fronteira anglo-escocesa. Relacionados aos Brownies escoceses, os Kilmoulis são descritos como sendo terrivelmente feios, sem boca e possuindo um nariz enorme, por onde os mesmos se alimentam. 

Kilmoulis vivem em moinhos, onde costumam ajudar os moleiros em seu trabalho, mas também se deleitam em pregar truques e peças. Embora essas brincadeiras possam ser um obstáculo ao andamento do trabalho, a ajuda dos Kilmoulis é grande o suficiente para compensar os distúrbios que eles causam e a comida que consomem.

Na cultura popular, os Kilmoulis são usados no jogo Dungeons & Dragons como criaturas fada.


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Ruby