26 de junho de 2019

Bush Dai Dai

۞ ADM Sleipnir

Arte de candid-silence
Bush Dai Dai é uma obscura criatura dita assombrar a selvas da Guiana na América do Sul, e com raízes no folclore caribenho. Trata-se de um ser metamorfo, normalmente aparecendo como um jaguar ou um enorme morcego (ou uma mistura dos dois), e que assume a forma de uma linda mulher para seduzir seus alvos.

Ela aparece para viajantes ou em acampamentos de mineiros, e convence um homem fraco a segui-la até um lugar mais reservado. Após se relacionarem, ela toma novamente sua forma animal e devora sua vítima enquanto ela dorme. 

Arte de Autumn Haynes

O Bush Dai Dai faz parte de um grupo de monstros conhecidos como Jumbies. De acordo com o folclore caribenho, um Jumbie é um ser humano que praticou o mal durante sua vida e após a morte e amaldiçoado a se tornar um monstro sanguinário. 


fontes:
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24 de junho de 2019

Astrape & Bronte

۞ ADM Sleipnir


Arte de Kristina del Valle
Astrape (grego Αστραπη, "relâmpago") e Bronte (grego Βροντη, "trovão") eram as deusas gregas que personificavam o relâmpago e do trovão, respectivamente, sendo auxiliares de Zeus. As duas foram invenções clássicas tardias, sendo citadas na obra Eikones ("Imagens") do filósofo Filóstrato, o Velho. No antigo mito grego, os ciclopes anciãos Brontes e Estéropes personificavam os mesmos fenômenos.

No vaso apúlio abaixo, Astrape é retradada ao lado do trono de Zeus, carregando seus relâmpagos. Ela também segura uma tocha e é coroada com uma auréola brilhante.

 imagem retirada do site Theoi.com
Astrape, imagem retirada do site Theoi.com
fonte:
  • theoi.com
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21 de junho de 2019

Tu Er Shen

۞ ADM Sleipnir


Tu Er Shen  (chinês: 兔兒神, "espírito lebre") ou Tu Shen (chinês: 兔神, "deus coelho") é uma deidade pertencente a mitologia chinesa, e que rege o amor e o sexo entre homossexuais. Sua história está presente em um conto do Zi Bu Yu (chinês: 子不語), uma coletânea de contos reunidos por Yuan Mei durante a Dinastia Qing, cujo nome significa "aquilo que Confúcio não falou" e reunia uma tradição oral que era parte do confucionismo, mas não estava dentro do esquema pregado pelo seu fundador.

Tu Er Shen era originalmente um homem chamado Hu Tianbao (chinês: 胡天保), um soldado que havia se apaixonado pelo inspetor imperial da província de Fujian. Hu Tianbao tentou combater seus desejos pelo inspetor, mas como era responsável por protegê-lo, o acompanhava para todos os lugares na província, e foi impossível não ver seus sentimentos crescerem ainda mais. 


Mesmo quando não era necessário, Hu fazia questão de estar presente, o que não passou despercebido pelo inspetor, porém ele não sabia nada do que se passava dentro do coração do outro. Um dia, porém, ele foi pego espiando o inspetor tomando banho. Ele foi carregado pelos guardas até os pés do inspetor que, após dar-lhe uma surra com varas de bambu, o fez confessar o que ele estava fazendo ali. Hu Tianbao admitiu que estava apaixonado pelo inspetor, que tomado de nojo, o condenou à morte por espancamento.

Um mês após a morte de Hu Tianbao, ele apareceu para um homem de sua cidade natal em um sonho, alegando que, como seu crime era ter amado alguém, os funcionários do submundo consideraram injusta a sua morte, e decidiram corrigir essa injustiça nomeando-o deus das relações homossexuais. Depois de seu sonho, o homem ergueu um santuário para Tu Er Shen, que se tornou muito popular em Fujian, Porém, durante a dinastia Qing (entre 1644 e 1912), o culto a Tu Er Shen foi perseguido, sendo praticamente extinto. 

Em 2006, o sacerdote taoísta Lu Wei-ming fundou um templo dedicado a Tu Er Shen no distrito de Yonghe, na cidade de Nova Taipei, em Taiwan. Cerca de 9.000 peregrinos gays visitam o templo todos os anos rezando para encontrar um parceiro adequado. 

Templo do Deus dos Coelhos em Taipei, foto por J Green

A gíria para se dirigir aos homens que tem comportamentos homossexuais no final da China imperial era tuzi ("coelhos"), razão pela qual Hu Tianbao é referido como a divindade dos coelhos, embora na verdade ele não tenha nada a ver com coelhos e não deve ser confundido com Tu Er Ye, o coelho na lua. N
o entanto, a associação com a figura do coelho segue forte, e até hoje seus devotos o retratam com orelhas de coelho e fazem oferendas de cenouras em seus altares. 



fontes:


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19 de junho de 2019

Ngani-vatu

۞ ADM Sleipnir


Ngani-vatu (também conhecido como Ngutu-lei) é um gigantesco pássaro presente no folclore de Fiji, mais especificamente da ilha Sawa-i-Lau. De acordo com o folclore, suas asas são grandes o suficiente para bloquear a luz do sol, e ao batê-las, Ngani-vatu pode provocar tempestades violentas.

Suas presas preferidas são animais e também seres humanos, os quais ele captura e leva para o seu covil para devorá-los. Em um mito, um casal chamado Okova e Tutu-wathiwathi pescava em um barco quando Ngani-vatu desceu dos céus sobre eles, capturando Tutu-wathiwathi com suas garras e levando-a embora. Okova tentou persegui-los, mas logo perdeu o rastro deles.

Okova então buscou a ajuda de seu irmão, Rokoua, e foram juntos até o covil do pássaro na ilha Sawa-i-Lau. Chegando lá, tudo o que encontraram foi um dedo de Tutu-wathiwathi, ao lado de uma pilha de ossos. Okova guardou o dedo em memória de seu amor, e juntamente com Rokoua, aguardaram o retorno de Ngani-vatu. Após algum tempo, Ngani-vatu finalmente retornou, trazendo cinco tartarugas em seu bico e dez botos em suas garras. 


Enquanto o temível pássaro separava suas presas, Okova e Rokoua pularam sobre ele cravando suas lanças em seu intestino. Mesmo ferido, Ngani-vatu levantou voo, mas acabou sucumbindo e caindo no mar. Sua queda provocou uma enorme onda que atingiu as ilhas próximas.

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17 de junho de 2019

Nachtkrapp

۞ ADM Sleipnir


O Nachtkrapp (alemão, lit. "corvo da noite") é um bogeyman (bicho-papão) originário da região sul da Alemanha e da Áustria, onde histórias sobre ele são usadas para assustar crianças e fazê-las irem para a cama. Na maioria das histórias, o Nachtkrapp é descrito como uma espécie de corvo gigante. Ele também pode ser caracterizado como um ser com um corpo humanóide e com a cabeça de um corvo.

As histórias mais comuns afirmam que o Nachtkrapp deixa seu esconderijo durante à noite para caçar. Se ele avistar crianças pequenas, ele as captura e as leva para o seu ninho onde irá devorá-las, primeiramente arrancando seus membros e, em seguida o seu coração. Em algumas versões, o Nachtkrapp somente rapta as crianças, colocando-as em sua bolsa e as levando para longe dos pais.


Existem algumas histórias com variações do Nachtkrapp. Uma dessas variações é o Wütender Nachtkrapp (alemão, lit. bravo corvo da noite). Em vez de raptar crianças, ele simplesmente canta bem alto e agita suas asas, até que as crianças fiquem quietas em silêncio.Há também o Guter Nachtkrapp (alemão, lit. bom corvo da noite), uma versão benevolente do Nachtkrapp. Esta ave entra no quarto das crianças durante a noite e canta suavemente para fazê-las dormir.

As origens das lendas sobre o Nachtkrapp são desconhecidas, mas pode haver uma conexão com infestações de gralhas na Idade Média. Já temidas devido as suas penas pretas e sua dieta carniceira, a concentração em massa delas logo se tornou uma ameaça existencial para os camponeses, e deu as gralhas e corvos o seu lugar no folclore como monstros que tudo devoram. 



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15 de maio de 2019

Gueggiahora

۞ ADM Sleipnir



Gueggiahora é uma divindade da tribo dos antigos índios Camacãs, hoje identificados como Pataxós-hã-hã-hães e habitantes da região sul da Bahia. Tido ser invisível e habitar acima das estrelas, Gueggiahora não era adorado pelos camacãs, apesar de ser considerado por eles uma divindade suprema.

fonte:
  • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russell Coulter e Patricia Turner.

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13 de maio de 2019

Pamola

۞ ADM Sleipnir



Pamola (abenaki: "Ele Amaldiçoa Na Montanha", também conhecido como Pomola, Bemola, Bmola, Bemohla, Bmohla, Bahmolai, Pomolo, Bumole, Pamolai, Pamole, P'mula, P-mol-a) é um espírito pássaro pertencente à mitologia dos povos Abenaki e PenobscotEspecificamente, de acordo com a tribo Penobscot, Pamola habitava o Monte Katahdin, a montanha mais alta do estado norte-americano do Maine, e era tido como o deus protetor da mesma, sendo associado a noite, ao vento, a neve e as tempestades.


Ele é geralmente descrito como um ser com um corpo de um homem, uma cabeça de alce e asas e garras de uma águia. Algumas descrições o apresentam apenas como um pássaro com a cabeça de alce, e existe ainda uma lenda relatando que ele era grande o suficiente para carregar um alce, não que se parecesse com um.

Pamola era ao mesmo tempo temido e respeitada pelos Abenakis e Penobscots, e sua presença era uma das principais razões pelas quais escalar a montanha era considerado um tabu. Dizem que ele devorava aqueles que tentavam escalar o monte e há ainda histórias sobre mulheres que foram violadas por ele.


fontes:
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10 de maio de 2019

Tulpar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Kemal Gedikk
Tulpar é um cavalo mítico da mitologia turca, e comparado ao Pégaso da mitologia grega. Sua lenda surgiu com os primeiros habitantes da Ásia Central, que caçavam montados a cavalo e usando aves de rapina. Os dois animais acabaram sendo fundidos pela imaginação popular em uma grande besta, conhecida por sua rapidez. 

O Tulpar aparece nos emblemas de estado do Casaquistão, Mongólia e Bascortostão.

Emblema do estado da Mongólia

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2 de maio de 2019

Barba Azul

۞ ADM Sleipnir

Arte de Waldemar von Kozak

Barba Azul é o personagem principal de um famoso conto infantil sobre um nobre violento e sua esposa curiosa. Com o título de "La Barbe-Bleue", foi escrito por Charles Perrault e publicado pela primeira vez no livro que ficou conhecido como Les Contes de ma Mère l'Oye ("Contos da Mamãe Gansa"), de 1697.

Barba Azul era um rico aristocrata, assustador por ser muito feio, com uma horrível barba azul. Ele já se tinha casado seis vezes, mas ninguém sabia o que tinha acontecido com as esposas, que desapareceram. Quando o Barba Azul visitou um de seus vizinhos e pediu para casar com uma de suas filhas, a família ficou apavorada. O Barba Azul acabou por convencer a filha caçula. Os dois casaram-se e foram viver no castelo do nobre.

Arte de CoalRye

Pouco tempo depois, o Barba Azul avisou que iria viajar por uns tempos; ele entregou todas as chaves da casa para sua esposa, incluindo a de um pequeno quarto que ele a havia proibido de entrar. Logo que ele se ausentou, a mulher começou a sofrer de grande curiosidade sobre o quarto proibido. Após alguns dias pensando no que havia lá, a mulher resolveu bisbilhotar o que havia no quarto, ela descobriu o macabro segredo do marido: o chão do quarto estava todo manchado de sangue, e os corpos das ex-esposas do Barba Azul estavam pendurados na parede. Apavorada, ela trancou o quarto, mas não viu que o sangue havia sujado a chave.

Arte de Ken McCuen
Quando o Barba Azul retornou, ele percebeu imediatamente o que sua esposa tinha feito. Cego de raiva, ele ameaçou-a, mas ela conseguiu escapar e trancar-se junto da irmã, na torre mais alta da casa. Quando o Barba Azul, armado com uma espada, tentava derrubar a porta, chegaram dois irmãos das mulheres. Os irmãos mataram o nobre enlouquecido e salvaram suas parentes.

A mulher do Barba Azul ficou com a fortuna do marido morto: com parte do dinheiro, ela ajudou sua irmã a casar com seu amado; outra parte ela deu aos seus irmãos. Ela guardou o dinheiro restante, até se casar com um cavalheiro que lhe fez esquecer do suplício que passara.

Embora conhecido como um conto popular, o personagem Barba Azul parece derivar de lendas relacionadas com indivíduos históricos da Britânia. A origem mais conhecida e frequentemente citada é do nobre bretão do século XV e notório assassino, Gilles de Rais. Entretanto, Gilles de Rais não matou sua esposa, nem foram encontrados quaisquer corpos em sua propriedade, porém os crimes pelos quais foi condenado envolviam abuso e assassinato brutal de crianças.

Gilles de Rais
Outra possível fonte provém da obra de São Gildas, "Conomor, O Amaldiçoado", onde descreve um nobre casado com uma mulher aristocrata, Triphine. Ela foi avisada pelos fantasmas das ex-esposas do nobre, assassinadas quando estavam grávidas. Quando também engravidou, foi morta pelo marido mas São Gildas milagrosamente a ressuscitou. E quando ela foi trazida de volta para Conomor, as paredes do castelo ruíram. Conomor é uma figura histórica, camponeses locais acreditavam que ele era um lobisomem. Em vários outros lugares há igrejas dedicadas a Santa Triphine e o filho dela, São Tremeur.

Uma terceira possível origem do personagem Barba Azul pode ser traçada a partir de Henrique VIII da Inglaterra, famoso por matar duas de suas seis esposas.

fonte:
  • Wikipédia
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29 de abril de 2019

Áton

۞ ADM Sleipnir


Durante o reinado do faraó Amenhotep IV, Áton (o disco solar, também chamado de Aton ou Aten) foi estabelecido como o principal deus do antigo Egito, e a adoração de muitos dos deuses tradicionais foi abolida. Áton não era um novo deus, mas um aspecto obscuro de Ra, o deus sol adorado desde o Império Antigo.

Áton era o nome tradicional para o disco solar, e por isso o nome do deus é muitas vezes traduzido como "O Áton". Por exemplo, em textos dos sarcófagos do Médio Império a palavra Áton representa o disco solar, e nas Aventuras de Sinué (texto também do Reino Médio) Amenemés I é descrito subindo para o céu e unindo-se com Áton, seu criador. Durante o Império Novo, Áton foi considerado um aspecto da divindade composta Ra-Amon-Hórus. Ra representava o sol durante o dia, Amon representava o sol no submundo e Hórus representava o nascer do sol.


Amenhotep IV proclamou Áton como sendo a única divindade egípcia, levando a adoração do sol a um novo patamar. Ele também mudou seu nome para Aquenáton ("agradável Aton"), para mostrar a sua estreita relação com esta divindade. Por causa das qualidades naturalistas de algumas das obras de arte da época, alguns sugeriram que sua religião era baseada na observação científica de que a energia do sol é a fonte de toda a vida.

Em seus estágios iniciais, o Atenismo é melhor descrito como uma religião henoteísta (uma religião dedicada a um deus único, embora aceitando a existência de outros deuses), mas desenvolveu-se em um sistema proto-monoteísta. A extensão total das suas reformas religiosas não foram aparentes até ao nono ano do seu reinado. 

Além de proclamar Áton como o único deus, Aquenáton proibiu o uso de ídolos com a exceção do disco solar raiado. Ele também deixou claro que a imagem de Áton apenas representava o deus, mas que o deus transcendia a criação, e por isso não poderia ser plenamente compreendido ou representado. Este aspecto de sua fé tem uma semelhança notável com a religião cristã.

Uma série de hinos dedicados a Áton foram compostos durante o reinado de Aquenáton, alguns aparentemente pelo próprio faraó. Eles descreviam as maravilhas da natureza e saudavam o sol como senhor absoluto e universal de todas as coisas.

Arte de SouthSideChris
Em particular, o Grande Hino a Áton (gravado no túmulo de Ai, vizir de Aquenáton que se tornou faraó após Tutancâmon) tornou-se famoso, como muitos comentaristas argumentam que ecoa de perto o Salmo 104, que descreve as maravilhas da natureza e atribui poder final à Javé, o deus hebreu. Há de fato uma certa semelhança no tipo de linguagem e no conteúdo, mas aqueles que argumentam que os dois textos são os mesmos talvez exagerem um pouco.

Áton era adorado em locais expostos à luz do sol, ao invés de em templos escuros, como os velhos deuses eram. No entanto, longe de ser aberto ao povo, somente Aquenáton e sua família podiam se conectar com o deus. No Grande Hino a Áton, Aquenáton afirma: "não há ninguém que te conheça salvo teu filho Aquenáton". Talvez não surpreendentemente, escavações na cidade de Akhenaten (hoje Armarna) indicaram que as pessoas comuns não aceitaram a nova religião, mas continuaram a adorar os velhos deuses no privado.


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24 de abril de 2019

O Flash Negro de Provincetown

۞ ADM Sleipnir


O Flash Negro de Provincetown (em inglês: Black Flash of Provincetown; também conhecido como Demônio Fantasma ou o Fantasma Negro), é um fantasma ou uma criatura que de acordo com relatos assombrou a cidade de Provincetown, em Massachusetts, EUA, entre os anos de 1938 e 1945.

Ele foi descrito como um humanoide com cerca de dois metros e meio de altura com uma face deformada, orelhas pontiagudas, olhos brilhantes, usando um casaco negro e uma capa.encapuzada que lembrava as asas de morcego. De acordo com algumas testemunhas, as pontas da suas orelhas eram prateadas ou metálicas, assim como os seus olhos (que também podiam ser vermelhos), e a criatura produzia ruídos semelhantes aos de um inseto.

Dentre suas habilidades, o Flash Negro foi relatado ter super-força, ser capaz de realizar saltos enormes demais para um ser humano comum, além de soltar chamas de cor azul de sua boca. Curiosamente, as características do Flash Negro de Provincetown são bastante semelhantes as do Spring Heeled Jack ("Jack Calcanhar de Mola"), cuja lenda aterrorizou a cidade de Londres no século XIX.

Spring Heeled Jack, arte de Ignacio Sanzana

Avistamentos 

Os primeiros avistamentos foram feitos por crianças durante as festividades de Halloween, no ano de 1938. Elas relataram que uma estranha figura vestida de preto as observava fixamente, escondida atrás de algumas árvores e pedras. Algumas semanas depois, houveram mais avistamentos, desta vez relatados por adultos.

Um desses avistamentos envolveu uma testemunha chamada Maria Costa, que afirmou que o fantasma saltou da escuridão sobre ela enquanto caminhava tarde da noite perto da prefeitura, desaparecendo em seguida saltando sobre as edificações.

Houveram pelo menos dois casos relatados de ataques físicos, embora aparentemente nenhum tenha sido grave. O primeiro envolveu um homem chamado George Loboas, que afirmou ter tido seu punho esmagado após ele tentar socar o fantasma. O monstro deteve o soco com as mãos e apertou a mão de George com tanta força que o levou ao chão. No segundo caso, um homem identificado apenas como Charley afirmou que o fantasma o atingiu com tanta força que o derrubou no chão.

Em uma noite de novembro de 1945, a polícia de Provincetown teria recebido várias queixas de avistamentos do fantasma próximo ao pátio da escola local. Cerca de cinco policiais teriam respondido ao chamado e relatado terem visto o suposto fantasma. Quando os oficiais tentaram encurralá-lo, ele riu e saltou sobre uma cerca de 3 metros de altura em um salto só e desapareceu. 

O Fim do Flash Negro?

Em dezembro de 1945, quatro crianças alegaram terem sido atacadas pelo Flash Negro. As crianças correram para casa em busca de refúgio, e o ser as perseguiu. Chegando na casa, ele começou a mexer na maçaneta da porta tentando abrí-la e, não conseguindo, começou a bater na porta e nas paredes. Ao ver a cena, um homem chamado Louis Janard pegou uma panela de água fervente em seu fogão, subiu em seu telhado e despejou o conteúdo sobre o ser, o qual Janard alegou ter soltado um uivo e desaparecido. Desde então, o Flash Negro nunca mais foi visto. 

Arte de Russel Marks
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22 de abril de 2019

Hippalectryon

۞ ADM Sleipnir



Hippalectryon (grego Ἱππαλκετρυων, "Cavalo-galo" ou "Galo-cavalo") é uma criatura pertencente à mitologia, e geralmente representada com a parte dianteira do corpo de um cavalo e a parte traseira de um galo.

Sendo representado em antigos vasos e moedas gregos, geralmente como a montaria de um cavaleiro, o Hippalectryon é uma figura bastante obscura, e se desconhece qualquer história ligada a ela. Alguns estudiosos acreditam que a criatura é na verdade uma representação alternativa do Pégaso, ou então que ela é baseada em representações antigas e mutáveis ​​de seu primo mais famoso.

Arte de Valchitsa


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19 de abril de 2019

Homem da Tesoura das Pernas Vermelhas

۞ ADM Sleipnir


Arte de Maren Marmulla
The Red-legged Scissorman ("O Homem da Tesoura das Pernas Vermelhas"), também conhecido como the great tall tailor ("o grande alfaiate") é um bogeyman (bicho-papão) da Europa Ocidental. Como seu nome sugere, trata-se de um homem alto e magro, vestindo uma calça vermelha e empunhando uma enorme tesoura, a qual ele usa para cortar os polegares das crianças que os chupam.

O Homem da Tesoura das Pernas Vermelhas apareceu pela primeira vez no livro infantil alemão Struwwelpeter (1845), de Heinrich Hoffmann. Desde então migrou para o imaginário popular como uma figura que pune crianças desobedientes.



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17 de abril de 2019

Kubikire-uma

۞ ADM Sleipnir

Kubikire-uma (em japonês 首切れ馬 ou クビキレウマ, "cavalo da cabeça cortada"; também conhecido como Kubinashi-uma, em japonês 首なし馬, "cavalo sem cabeça") é um yokai pertencente ao folclore japonês. Histórias sobre ele existem em vários locais do Japão, em especial na prefeitura de Fukui e nas quatro prefeituras de Shikoku, e costumam variar bastante. 

Geralmente descrito como um cavalo sem cabeça, o Kubikire-uma às vezes é caracterizado como uma cabeça sem corpo, e algumas histórias afirmam que ele sempre aparece sendo cavalgado por alguma deidade, quando esta visita o Japão na véspera do Ano Novo ou no início da Primavera. Nas histórias em que aparece sozinho, o Kubikire-uma costuma atacar e morder (mesmo sem ter uma cabeça) as pessoas em estradas ou encruzilhadas.



fonte: 

  • "The Book of Yokai: Mysterious Creatures of Japanese Folklore", de Michael Dylan Foster

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15 de abril de 2019

Parashurama

۞ ADM Sleipnir

Arte de molee

Parashurama
 ( também Parshuram, Parashuraman, Parasu-Rama ou Parasurama, literalmente "Rama com um machado"
) é na mitologia hindu o sexto avatar de Vishnu e
 um dos sete imortais (chiranjivi) do hinduísmo. Neste avatar, ele retornou à terra em forma humana como um brâmane, sendo o mais novo dos cinco filhos do grande sábio chamado Jamadagni com sua esposa Renuka

Nessa época, os xátrias (ou kshatriyas, uma classe de guerreiros), eram os governantes do mundo,e graças a todo poder e domínio que possuíam, agiam com arrogância e injustiça. Usavam suas forças para oprimir as outras classes, cobrando impostos injustos, negligenciando seu dever de proteger as pessoas e, em suma, tornando-se detestáveis.O povo clamou a Vishnu pedindo que ele os livrasse da tirania dos xátrias, e os próprios deuses sentiram que o poder deveria ser colocado nas mãos dos brâmanes em vez dos xátrias, com o raciocínio que os homens instruídos proporcionariam um ambiente honesto e pacífico. 

Assim, Vishnu veio a Terra, encarnado como o filho mais novo de Jamadagni, recebendo o nome de Rama (não confundir com o Rama do Ramayana). Após realizar uma grande penitência ao deus Shiva, ele obteve dele um machado divino, e a partir de então passou a ser chamado de Parashurama (Rama com um machado). Parashurama cresceu sem saber que era uma encarnação de Vishnu, vivendo como um típico menino brâmane, estudando as Veda e outras escrituras religiosas, e preparando-se para se tornar um asceta como seu ilustre pai.



Parashurama mata a própria mãe

Renuka, mãe de Parashurama, era famosa por sua castidade. Ela costumava buscar água do rio todos os dias de uma forma bastante única. Ela não levava consigo nenhum recipiente, em vez disso, ela costumava construir um com a argila encontrada no rio. O poder de sua castidade permitia que este pote (de argila não cozida) rete-se água. Seu marido dependia da água trazida por sua esposa para uso em seus rituais e orações diárias.



Um dia, enquanto Renuka buscava água como de costume, viu um belo Gandharva passar pelo céu, em sua carruagem voadora. Renuka, que nunca tinha pensado em nenhum homem além do marido, por um breve momento se encheu de desejos por esse Gandharva. Foi só por um momento, mas foi o suficiente para que ela deixasse de ser casta da mente. A jarra de argila que ela fez dissolveu-se em contato com água. Ela tentou fazer outra várias vezes, mas sem sucesso. Não querendo enfrentar seu marido depois disso, Renuka ficou no rio, profundamente pensativa.

Enquanto isso, o sábio estava ficando impaciente. Fazia muito tempo que sua esposa tinha ido ao rio. Ele usou seu poder yóguico de percepção divina e imediatamente percebeu o que havia acontecido. Jamadagni ficou extremamente irritado, e em sua ira, chamou seu filho mais velho e ordenou que ele fosse até o rio e matasse sua mãe. Seu filho recusou-se a cumprir a ordem, dizendo-lhe que as escrituras puniam quem ignorasse os mandamentos do pai, porém também puniam quem matasse a própria mãe. A raiva de Jamadagni apenas aumentou, e ele chamou seu segundo filho, dando-lhe a mesma ordem. Este filho também recusou, citando o mesmo raciocínio que seu irmão mais velho. Assim, um por um todos os filhos, com exceção de Parashurama, se recusaram a seguir as ordens do pai. Quando Parashurama ouviu a ordem de seu pai, ele imediatamente obedeceu. Com uma espada na mão, ele foi até o rio e decapitou sua mãe, além de matar todos os seus irmãos mais velhos.


Assim, a ira de Jamadagni foi apaziguada, e ele concedeu a Parashurama um desejo. Ajoelhado perante seu pai, Parashurama não pediu nada além de que ele trouxesse sua mãe e seus irmãos de volta a vida. Jamadagni ficou muito satisfeito com a natureza desinteressada de seu filho, e com seus poderes yóguicos, concedeu-lhe o seu desejo. Jamadagni trouxe sua esposa e seus filhos mais velhos à vida, perdoou seus pecados e viveram felizes juntos por um longo tempo.

O Roubo de Kamadhenu e a morte de Jamadagni




Jamadagni possuía em seu eremitério a vaca de Indra, Kamadhenu, que possuía o dom de conceder a seu dono qualquer coisa que ele desejasse. O sábio costumava usar seu dom para alimentar a si e a seus convidados. Certa vez, num momento onde os filhos de Jamadagni estavam ausentes, um rei chamado Kartavirya Arjuna visitou o eremitério. O rei e o seu séquito foram servidos por Jamadagni com um banquete a alturaKartavirya Arjuna ficou surpreso com o fato de que um eremitério humilde era capaz de oferecer tal banquete, e então Jamadagni contou-lhe sobre Kamadhenu. Na mesma hora, Kartavirya desejou possuir Kamadhenu, pois com ela jamais faltaria alimento para seu exército. Sabendo que o sábio nunca a cederia de presente, Kartavirya ficou em silêncio, e num momento onde o sábio entrou no eremitério, ele ordenou que seus soldados se apoderassem de Kamadhenu e a levassem para o seu reino.



Quando Jamadagni saiu, ele ficou assustado ao ver que Kamadhenu estava sendo roubada. Ao ver que sua ação covarde tinha sido descoberta, Kartavirya começou a temer a ira do sábio, e então o matou. Depois, ele e seus servos retornaram ao seu reino, levando consigo a vaca sagrada.

A fúria de Parashurama e o massacre dos xátrias

Quando Parashurama retornou ao eremitério, deparou-se com seu pai morto, com a cabeça longe do tronco, com uma expressão de horror congelada em seu rosto. Parashurama usou seu poder yóguico para descobrir tudo o que havia acontecido. Parashurama foi preenchido por uma imensa raiva, e disse para si mesmo: 
"Agora sei qual é a minha missão na vida. Observei que os xátrias nesta terra são imorais. Sua tirania e opressão tornaram a vida dos outros miserável. Agora, tão bêbados estão com seu poder, que matam com impunidade. Eu vingarei a morte de meu pai. Que os Devas e outros seres imortais sejam minhas testemunhas! Não descansarei até que toda a Terra esteja limpa da poluição que são os xátrias. Perseguirei cada xátria na Terra e os enviarei para a morada de Yama! Não posso alcançar a morada divina dos meus antepassados ​​se eu falhar nessa tarefa! "
Parashurama então começou sua jornada para livrar a terra dos xátrias. Primeiro, ele vingou a morte de seu pai matando Kartavirya Arjuna, juntamente com todo o seu exército. 

Parashurama x Kartavirya Arjuna, Arte de molee
Ele percorreu o mundo, exterminando xátrias onde quer que ele os encontrasse. Logo, os xátrias espalhados pela terra aprenderam a temer Parashurama e seu grande machado. Tão grande era o medo que os xátrias tinham de Parashurama, que eles enviaram suas mulheres e crianças para se esconderem, disfarçados como brâmanes. Parashurama passou pela terra vinte e uma vezes, matando todos os xátrias que ele encontrou pelo caminho. 


Somente após ter eliminado o último xátria da face da terra, finalmente Parashurama teve sua fúria aplacada. Uma vez cumprida a missão para a qual havia nascido, Parashurama doou todos os reinos que ele conquistou durante a jornada para um sábio.

A maioria dos reinos havia ficado sem um governante. No entanto, alguns dos filhos dos xátrias haviam escapado do massacre promovido por Parashurama disfarçados como brâmanes. As mulheres dos xátrias que haviam se escondido, geraram filhos com outros brâmanes para continuar sua linhagem. Então surgiu uma nova classe dominante. Estes novos xátrias se lembraram da lição que a dança de destruição de Parashurama lhes ensinara. Eles eram muito melhores do que seus predecessores e governavam justamente.

O Encontro com Rama

Tempos mais tarde, Vishnu encarnou como Rama, o príncipe de Ayodhya. Após ter quebrado o arco de Shiva na corte de Janaka, e com isso conquistado a mão de Sita, Rama retornou de Videha com sua noiva e família para Ayodhya. Parashurama havia ouvido sobre o valor desse jovem príncipe, e se lembrou de seu voto de exterminar todos os xátrias (o qual já havia sido cumprido, mas sua memória era seletiva).

Parashurama emboscou o grupo de Rama a caminho de Ayodhya. Dirigindo-se a Rama, disse: "Não se orgulhe de ter quebrado o arco de Shiva. Aquele arco se tornou podre com o desuso. Ele costumava repousar em uma caixa na corte de Janaka , e não era usado há séculos. Não é de se admirar que ele tenha desintegrado com seu toque. Aqui, eu tenho outro arco de Shiva, dado a mim pelo próprio Senhor. Se você é realmente tão forte como eles dizem, estique este arco e atire uma flecha com ele".



Dasharatha, o pai de Rama, ficou alarmado. Ele sabia sobre a raiva de Parashurama e sobre o seu juramento de exterminar todos os xátrias. Ele então implorou: "Ó grande, Rama ainda é um menino. Ele não pode fazer o que lhe pede. Ele é virtuoso e obediente. Não o destrua com sua ira. Se você deve lutar contra alguém, escolha a mim. Poupe a vida do meu filho! "

Rama disse: "Pai, não se preocupe. O sábio não me pediu para lutar contra ele. Ele meramente deseja testar minhas forças ao esticar este arco divino. Permita-me realizar esta tarefa. Talvez eu seja capaz de fazê-lo!".


Relutantemente, Dasharatha foi forçado a dar o seu consentimento. Rama tomou o arco de Parashurama e o esticou sem esforço. Em seguida, colocou uma flecha e puxou a corda para trás. Rama então perguntou a Parashurama: "Senhor, uma vez que uma flecha foi colocada em um arco, ela deve ser disparada. O que devo usar como alvo?"



Neste ponto, Parashurama percebeu que sua missão como encarnação de Vishnu havia chegado ao fim. Ele reconheceu em Rama o aspecto de Vishnu, e seu orgulho caiu por terra. Ele disse: "Deixe o alvo ser meu orgulho tolo! Rama, você é verdadeiramente a encarnação do próprio Senhor Vishnu. Que sua glória cresça. Sua fama viverá enquanto existir este mundo. Você pode ficar com o arco". Depois disso, o sábio se retirou da festa e seguiu seu caminho. Neste ponto, a centelha da divindade que estava dentro dele foi transferida para Rama, que agora era a encarnação de Vishnu.

Outros atos

Parashurama viveu por muito tempo, sendo ainda ativo durante a época do Mahabharata. Ele ensinou Bhishma , filho de Shantanu, no manejo de armas. A pedido de Amba, com quem Bhisma recusava se casar, Parashurama enfrentou seu discípulo numa batalha que durou 24 dias, e na qual nenhum dos dois foi capaz de vencer.

Mais tarde, ele decidiu renunciar a todas as suas riquezas mundanas e doá-las para brâmanes adequados. Quando Drona, filho do sábio Bharadwaja e mentor dos Kauravas e Pandavas, veio implorar a ele por suas riquezas, Parashurama já havia doado tudo que tinha. As únicas coisas que ele ainda mantinha consigo eram suas armas divinas (astras), então ele as entregou a Drona e o instruiu em seu uso.

Parashurama também ensinou Karna a manejar armas, dando-lhe muitas de suas Astras divinas. No entanto, quando descobriu que Karna havia mentido que era filho de um brâmane para aprender com ele a arte da guerra, Parashurama ficou extremamente irritado e amaldiçoou Karna dizendo: "Como você cometeu o pecado grave de enganar o seu guru, que todo o conhecimento que você obteve por esse engano o abandone no momento de sua necessidade. Quando você precisar de toda sua força e proeza para sobreviver, você esquecerá tudo o que eu ensinei". Apesar dos pedidos de desculpa de Karna, Parashurama não voltou atrás.

Após este ponto, as referências a Parashurama desaparecem. Acredita-se que ele permanece vivo até os dias de hoje, meditando enquanto aguarda a chegada de Kalki, o décimo e último avatar de Vishnu.


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Ruby