14 de setembro de 2019

7 Anos de Blog!


Hoje o Portal dos Mitos completa sete anos de existência. Tem sido difícil continuar o trabalho aqui, seja por conta das dificuldades do dia a dia, seja pelo desânimo em ver o trabalho feito aqui ser pouco reconhecido e mal remunerado. Apesar de tudo, encontro sempre forças pra continuar pesquisando e trazendo o melhor conteúdo que posso. 

Obrigado a todos vocês que acompanham nosso conteúdo, em especial aqueles que o fazem desde os primórdios do blog. Eu queria fazer muito mais, mas com as dificuldades que enfrento hoje em dia e sem incentivo financeiro, é complicado. Que venham mais aniversários!


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9 de setembro de 2019

Bazaloshtsh

۞ ADM Sleipnir


Bazaloshtsh ("Lamento de Deus", também conhecida como Boialoshtsh) é uma espécie de fada/banshee pertencente ao folclore dos Vendos, um grupo étnico eslavo que habitou o leste alemão. Ela é descrita como sendo uma mulher de baixa estatura e com cabelos compridos, e vê-la é um presságio de morte. As lendas contam que ela aparece sob a janela de alguém que está prestes a morrer, onde ela se senta e chora.


fonte:
  • Encyclopedia of Spirits and Ghosts in World Mythology, de Theresa Bane.
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6 de setembro de 2019

Avistamento Alien de Vila Santina

۞ ADM Sleipnir

Arte de BenPhillips
O avistamento alien de Vila Santina foi um avistamento extraterrestre ocorrido em 14 de agosto de 1947 perto do riacho Chiarso, em Vila Santina, na Itália. Neste dia, um pintor italiano chamado Repuzzi L. Johannis encontrava-se numa área próxima ao riacho pintando a paisagem local. Era aproximadamente 9 horas da manhã quando ele percebeu a presença de um objeto discóide pousado no campo, a uns 50 metros de onde se encontrava. 

Ao lado do objeto haviam 2 seres medindo cerca de um metro de altura, vestindo macacões azuis-escuros, com punhos, cinto e colarinho vermelho de cor vermelha. Os dois possuíam um capacete cobrindo a cabeça, que deixava apenas o seus rostos descobertos.  Seus rostos tinham uma coloração marrom esverdeada, com olhos grandes e redondos. Não tinham pelos no rosto. Seu nariz era reto e comprido, com uma espécie de "V" na ponta. A boca parecia uma rachadura em forma de "V" invertido.


A princípio, o pintor achou que tratava-se de uma brincadeira de crianças e gritou em sua direção. Ao ouvir o grito, um dos seres sacou um objeto do cinto e apontou na direção da testemunha. Do objeto saiu uma rajada de vapor fina que, ao atingir Johannis, paralisou-o derrubando-o no chão. Embora fraco, Johannis conseguiu observar os seres pegarem o cavalete no qual ele pintava a paisagem. Ele também notou que as mãos dos estranhos seres continham 8 dedos, sendo 4 opostos entre si, e também que os dois estavam bastante ofegantes.

Após pegarem o cavalete, os dois seres retornaram ao objeto em forma de disco e entraram nele, que pouco tempo depois se ergueu do chão, pairou no ar e, de acordo com o relato, desapareceu.

fonte:
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4 de setembro de 2019

Snawfus

۞ ADM Sleipnir


O Snawfus é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dita viver nas florestas dos montes Ozark. Ela é descrita como um cervo branco dotado de asas e um par de chifres enormes. Conta-se que seus chifres são os galhos vivos de uma árvore Cornus florida, e são frequentemente retratados com flores nelas, além de folhas verdes.


A criatura é dita ser capaz de saltar do chão da floresta até a copa das árvores, e pousar sob os galhos mais delgados como se fosse um esquilo. Ela também pula de galho em galho como um macaco, e conforme o faz, emite um som estranho, descrito como "halley-loo!". Durante o outono, Snawfus emite uma névoa azul de sua boca, a qual sobe em direção ao céu formando nuvens azuladas que são distintas dos montes Ozark.

Há quem diga que o terceiro avistamento do Snawfus é um sinal de que a morte está se aproximando. O Snawfus é, portanto, ao mesmo tempo lindamente pacífico e uma visão tremendamente perturbadora. No folclore de Ozark, o Snawfus é comumente associado a outras criaturas fantásticas da região, como o Gowrow e o Ozark Howler, mas, ao contrário das lendas tradicionais associadas a essas criaturas, as histórias sobre o Snawfus são geralmente contadas de uma forma sarcástica, indicando que sua existência não deve ser aceita como uma verdade literal. 


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2 de setembro de 2019

Carman

۞ ADM Sleipnir


Arte de maythedragonlord
Carman (também Carmun ou Carme) era uma perversa guerreira/feiticeira da mitologia celta, considerada uma deusa da magia do mal. Na mitologia irlandesa, ela é retratada como uma guerreira grega e feiticeira de Atenas que tentou invadir a Irlanda nos tempos dos Tuatha Dé Danann.

Acompanhada de seus malignos filhos Dub ("escuridão"), Dother ("mal") e Dain ("violência"), Carman destruía qualquer coisa ou pessoa que cruzasse seu caminho, devastando a Irlanda. Carman usou seus poderes mágicos para prejudicar plantações, aterrorizou os irlandeses até quatro dos Tuatha De Danann (Crichinbel, Lug, Bé Chuille e Aoi Mac Ollamain) a desafiarem. 

Carman provou ser uma adversária poderosa, mas graças a poderosa magia de Bé Chuille, os Tuatha Dé Danann foram capazes de subjugá-la e aprisioná-la. Seus filhos foram forçados a deixara a Irlanda, sendo banidos para o outro lado do mar (uma versão da lenda diz que foram mortos). Após a morte de Carman, os Tuatha Dé Danann instituíram um festival em sua memória chamado Óenach Carman, onde clamavam por boas colheitas. Realizado a cada três anos no dia 1º de agosto, acreditava-se que se o Óenach Carman não fosse celebrado, a Irlanda enfrentaria uma grande fome.

fontes:



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30 de agosto de 2019

Arjuna

۞ ADM Sleipnir


Arte de Molee
Arjuna (do sânscrito: अर्जुन "brilhante" ou "prateado") é um dos principais personagens e heróis do famoso épico hindu, Mahabharata. Ele é o terceiro dos cinco irmãos Pandavas e um mestre arqueiro, que desempenhou um papel crucial no conflito entre os Pandavas e os seus adversários, os Kauravas. Ele é mais famoso por sua crise ética e pelo posterior diálogo com Krishna no Bhagavad Gita, onde recebe conselhos acerca da natureza do universo, dever apropriado e suprema devoção. 

Nascimento 

Antes do nascimento de Arjuna, Pandu, o pai putativo dos Pandavas, era incapaz de procriar por causa de uma maldição que o tornava incapaz de ter relações sexuais. Ele e sua primeira esposa, Kunti, decidiram fazer uso de um dom que havia sido dado a ela pelo sábio Durvasa, o qual lhe permitia invocar qualquer deus de sua escolha, a fim de gerar um filho do mesmo. Assim, Kunti invocou os deuses Yama, Vayu e Indra, por sua vez e deu à luz três filhos. Arjuna era o terceiro filho, nascido de Indra, o rei guerreiro dos devas. Como filho de Indra, Arjuna era uma rapaz forte e extremamente bonito, com uma propensão para o combate, sem dúvida, herdada de seu pai. 

Assim, a base para a carreira de Arjuna como um guerreiro foi estabelecida em sua juventude. Ele foi descrito como um estudante aplicado das artes de combate, aprendendo tudo o que o seu guru, Dronacharya, poderia ensiná-lo, e alcançando o status de Maharathi (guerreiro excepcional). Ele era particularmente habilidoso no arco e flecha, com grande parte de sua competência atribuída ao seu hábito de praticar no escuro. Como melhor aluno de Dronacharya, Arjuna recebeu dele instruções sobre a utilização da Brahmastra, uma poderosa arma de destruição em massa. 



Apesar de suas imensas habilidades, no entanto, Arjuna foi ainda derrotado em uma competição contra Karna, que, Arjuna não sabia, mas era seu quinto irmão, abandonado por Kunti no nascimento. 

Casamento 

As habilidades de Arjuna no tiro com arco provaram ser de grande utilidade quando ele ganhou a mão de Draupadi, sua primeira esposa. Draupadi era a filha de Drupada, rei de Panchala, que realizou um concurso com o objetivo de escolher um marido apropriado para sua filha. Os participantes foram obrigados a esticar um arco pesado e, em seguida, usá-lo para atingir o olho de um peixe de madeira girando acima de uma piscina de água. Eles foram autorizados a mirar o olho do peixe apenas olhando para seu reflexo na poça de água. Na ocasião, muitos príncipes e nobres disputavam a mão da filha de Panchala; alguns, inclusive Karna, foram desclassificados em razão da baixa descendência. No entanto, Arjuna conseguiu burlar essa estipulação, vestindo-se como um brâmane de alta casta e sendo então autorizado a competir, ganhando no fim a mão de Draupadi. 



Todos os cinco irmãos Pandavas haviam participado do torneio sem informar a mãe sobre o mesmo. Ao retornarem para casa em triunfo, e com a princesa Draupadi ao seu lado, eles gritaram para que sua mãe olhasse para fora de casa e pudesse observar a sua boa sorte. Ocupada com suas tarefas, Kunti não olhou, dizendo que "independente do que fosse, eles deveriam compartilha-lo entre si igualmente, e não discutir sobre o assunto." Os cinco irmãos levaram o comando de sua mãe a sério e fizeram de Draupadi a esposa dos cinco. Apesar disso, Draupadi amava Arjuna mais do que os outros, e sempre o favorecia; do mesmo modo, Arjuna amava Draupadi mais do que amaria suas futuras esposas.

Os irmãos estabeleceram entre eles uma série de acordos que regiam suas relações com Draupadi. Um dos acordos mais importantes era que nenhum irmão poderia perturbar o outro quando estivesse sozinho com Draupadi. A pena por fazê-lo era o exílio. 

Uma vez, quando os Pandavas ainda dominavam a próspera Indraprastha ("Cidade de Indra"), um brâmane veio em grande agitação a procura de Arjuna, contando-lhe que um bando de ladrões de gado havia roubado o seu rebanho. De repente, Arjuna se encontrou em meio a um dilema: suas armas estavam na sala onde Draupadi e Yudhishthira estavam passando a noite juntos, e perturbá-los seria incorrer na pena em que todos haviam concordado mais cedo. No entanto, Arjuna hesitou somente por um momento, pois em sua mente, ele sabia que auxiliar um sujeito em aflição, principalmente um brâmane, era a razão de ser de um príncipe. A perspectiva de exílio não o impediria de cumprir o dever de ajudar o brâmane e por isso ele entrou na sala, perturbando a intimidade do casal, pegou suas armas e então partiu em seu cavalo para subjugar os ladrões de gado. Uma vez terminada a tarefa, Arjuna retornou, pegou suas coisas e deixou Indraprastha rumo ao exílio, apesar da oposição de sua família inteira, incluindo Draupadi e Yudhishthira.

O Exílio


Arjuna permaneceu exilado por 12 anos. Ao longo deste tempo, ele viajou por toda a Índia e se casou com suas três esposas adicionais: ChitrangadaUlupi SubhadraDurante este tempo, ele também consolidou sua relação com seu primo Krishna. Pouco tempo após retornar a Indraprastha, Krishna acompanhou Arjuna em sua visita à floresta Khandava. Lá eles encontraram Agni, o deus do fogo, que se deparava com a tarefa de queimar a floresta a fim de aliviar uma doença da qual estava sofrendo. Agni pediu sua ajuda para consumir a floresta em sua totalidade, já que ele falhara repetidamente na tarefa devido a Takshaka, o rei-serpente e um amigo de Indra, residir nela.

Em cada uma das tentativas anteriores do deus do fogo em queimar a floresta, Indra fez com que chovesse. Arjuna diz a Agni que, embora ele tenha sido bem treinado no manuseio de armas divinas, ele deveria possuir um arco extremamente poderoso para resistir ao poder de seu pai. Agni, então convocou Varuna, que deu a Arjuna o Gandiva, um arco inquebrável, que proporciona ao seu usuário a certeza da vitória em batalha e teve um papel significativo nas batalhas posteriores de Arjuna. Além disso, Varuna também deu a Arjuna uma carruagem divina, puxada por poderosos cavalos brancos que nunca se cansavam e eram imunes a ferimentos causados por armas terrenas. Arjuna instruiu Agni para prosseguir, e, enquanto isso, iniciou um duelo contra seu pai Indra. A batalha entre Arjuna e Indra perdurou por vários dias e noites, até que, finalmente, uma voz vinda do céu proclamou Arjuna e Krishna vencedores, e disse para Indra se retirar. Assim, a floresta pode ser totalmente queimada e Agni foi saciado. 



Enquanto a floresta queimava, Arjuna decidiu poupar a vida de um asura chamado Maya, pois era um arquiteto talentoso. Após Yudhisthira, o irmão mais velho de Arjuna, ser coroado imperador da Índia, Maya lhe edificou um magnífico salão real como um símbolo de sua gratidão. No entanto, este presente deixou seu primo Duryodhana com muita inveja, e seu tio Shakuni tratou de criar uma artimanha para destruir os Pandavas. Ele convidou os Pandavas a visitarem sua morada para um jogo de dados, no qual Yudhishthira perdeu tudo, inclusive a si mesmo, seus irmãos e Draupadi, graças a um truque. Na sequência de sua vitória, os Kauravas desonraram seus primos e até tentaram despir Draupadi em frente à corte inteira, um embaraço do qual ela foi salva apenas pela graça de Krishna. Quando os anciãos interviram e ordenaram que tudo fosse devolvido aos Pandavas, Shakuni forçou os irmãos a jogarem uma nova partida de dados, na qual ele voltou a vencer. Desta vez, os Pandavas e Draupadi  foram forçados ao exílio por 13 anos, como condição de sua perda, e no 13º ano deveriam permanecer ocultos. Se eles fossem descobertos pelos Kauravas durante este tempo, os Pandavas seriam forçados ao exílio por mais 13 anos. 

Durante este período, Arjuna treinou e se preparou para a guerra iminente contra os Kauravas. No quinto ano de seu exílio, Arjuna deixou os outros e foi para o Himalaia para oferecer penitência ao deus Shiva, com o objetivo de obter a Pashupatastra, arma pessoal e indefensável de Shiva. A penitência de Arjuna estendeu-se por um longo período de tempo, até que finalmente Shiva ficou satisfeito, e apareceu diante de Arjuna como um caçador, desafiando-o para um duelo. Arjuna aceitou o desafio, e uma intensa batalha se seguiu, durante a qual Arjuna percebeu a verdadeira identidade do caçador. Imediatamente após notar que o caçador na verdade era Shiva, Arjuna caiu prostrado aos seus pés, e o deus posteriormente concedeu a ele a Pashupatastra e o conhecimento sobre como usá-la.


Após obter esta poderosa arma, Arjuna foi para o reino celestial de Indraloka para passar o tempo com seu pai mitológico, e também para adquirir mais treinamento dos devas. Além disso, ele subjulgou os Nivatakavachas e os Kalakeyas, dois clãs asura poderosos que haviam obtido bênçãos de Brahma, de modo que eram invencíveis se confrontados pelos devas. Arjuna prontamente os derrotou graças ao seu treinamento. Durante o tempo em que passou em Indraloka, Arjuna também foi abordado pela apsara Urvashi. Como Urvashi já havia tido um filho chamado Ayus, que era um antepassado distante de Arjuna, ele considerava Urvashi como se fosse sua mãe e a lembrou dessa conexão, enquanto rejeitava seus avanços. Urvashi sentiu-se humilhada com a rejeição de Arjuna, e em resposta o amaldiçoou tornando-o impotente sexualmente. Repreendida por Indra, Urvashi modificou sua maldição, de forma que a impotência de Arjuna duraria apenas um ano, e o ano seria da escolha de Arjuna.

Esta maldição acabou sendo útil para Arjuna, que a usou ao seu favor em um disfarce muito eficaz durante o décimo terceiro ano em que viveu em exílio, juntamente com seus irmãos e Draupadi na corte de Virata. Sob o pseudônimo Brihannala, Arjuna passou o seu último ano em exílio vestido e agindo como uma mulher. No final deste ano, Arjuna derrotou sozinho um anfitrião dos Kaurava que invadiu o reino de Virata. 

Em apreciação do seu valor, e tendo tomado conhecimento da verdadeira identidade dos Pandavas, o rei Virata ofereceu a mão de sua filha Uttarā para Arjuna. Arjuna hesitou em aceitar em razão da idade de Uttarā, bem como o fato de que Uttarā se tornara como uma filha para ele, enquanto ele ensinava ela a dançar e cantar. Arjuna propôs ao rei que Uttarā deveria se casar com seu filho Abhimanyu, e o casamento então aconteceu.

Arjuna em guerra 

Após o termino do seu período de exílio, os Pandavas buscaram tomar de volta o seu reino da mão dos Kauravas. No entanto, os Kauravas se recusaram a honrar os termos do acordo, o que desencadeou a guerra Kurushetra. Krishna deu a cada um dos grupos uma escolha: um deles teria o benefício do seu conselho pessoal, enquanto o outro teria o seu exército pessoal como aliado. Arjuna escolheu ter a companhia e os conselhos de Krishna, enquanto o Kauravas escolheram o poderoso exército. Assim, Krishna tornou-se cocheiro pessoal de Arjuna durante os dezoito dias de guerra, e o protegeu em várias ocasiões de ferimentos e da morte. 


O Bhagavad Gita 

Antes da guerra começar, no entanto, Arjuna relutou em tomar parte da mesma. Andando pelo campo de batalha de Kurukshetra em sua carruagem guiada por Krishna, Arjuna olha para os rostos de seus primos Kauravas e vê que estes estão cheios de temor.

Considerando a chacina que sabia que causaria nas fileiras inimigas, que incluía muitos dos seus próprios parentes, Arjuna abaixou seus braços e decidiu que não iria lutar. Depois disso, Krishna aconselhou Arjuna e convenceu-o de que as dificuldades que ele vivenciava eram meras delusões, e que ele não tem escolha a não ser lutar. Krishna lhe explica que a natureza da alma é eterna, e embora Arjuna possa matar os corpos carnais de seus parentes, suas almas viverão para sempre. Além disso, Krishna também expôs para Arjuna a importância de seguir os deveres de casta sem considerar ganho ou perda pessoal - já que Ajuna era um membro da casta guerreira, era seu dever lutar sem questionar. A quitação do dharma de uma casta (dever), diz Krishna, substitui todas as outras atividades da vida, sejam elas espirituais e materiais. 

Mais tarde, no diálogo, Krishna revela a Arjuna que ele é na verdade uma encarnação do deus Vishnu, e manifesta a sua plena divindade para Arjuna. Com a conclusão do Gita no décimo oitavo capítulo, Arjuna aceitou o seu dever e entra na batalha para lutar, ensaiando um papel muito importante na conquista da guerra. Destilando praticamente todos os principais ensinamentos das várias escolas hindus, o Gita é uma das escrituras mais importantes de todo o cânone Hindu. 



O assassinato de Jayadratha 

Outra história importante envolvendo Arjuna ocorreu após os guerreiros mais fortes do exército Kaurava se unirem para atacar e matar o filho de Arjuna, Abhimanyu, quando este já estava exausto e sem armas. Arjuna deteve Jayadratha, rei de Sindhu e marido de Dushala, a irmã dos irmãos Kauravas, os principais responsáveis ​​pelo ataque, e jurou acabar com sua própria vida, se ele não conseguisse matar Jayadratha até o final do dia. Arjuna passou a matar um pelotão inteiro composto por mais de 100 mil soldados de Jayadratha. No momento culminante desta batalha, o sol já estava perto de se pôr e milhares de guerreiros ainda separavam Arjuna de Jayadratha. Vendo o sofrimento de seu amigo, o Senhor Krishna levanta sua arma Sudarshana Chakra  no céu e cobre o Sol, dando a todos no campo de batalha a impressão de que o sol se pôs. Os guerreiros Kauravas se alegraram prematuramente da derrota de Arjuna e de sua morte iminente, e Jayadratha acaba ficando exposto. Instigado por Krishna, Arjuna dispara uma poderosa flecha que decapita Jayadratha, vingando assim a morte de seu filho



A cabeça de Jayadratha voou para muito longe, indo pousar exatamente no colo de seu pai, Vridhakshatra. Seu pai, sendo um sábio, havia lhe concedido uma benção onde todo aquele que fosse responsável por fazer sua cabeça cair no chão teria sua própria cabeça explodindo em 100 pedaços. Ao ver a cabeça do filho em seu colo, ele se assustou e levantou-se apressadamente, deixando a cabeça de Jayadratha cair no chão. Assim, ele próprio foi vítima de sua própria maldição.

O Confronto com Karna 

Karna, rival de infância de Arjuna e também seu irmão não-reconhecido, havia crescido e se tornado um guerreiro tão formidável quanto Arjuna, porém acabou se aliando aos Kauravas. A rivalidade entre os dois somente aumentou quando Karna desempenhou um papel significativo, embora indireto, no assassinato do filho de Arjuna, Abhimanyu, no campo de batalha. Sua vingança pessoal atingiu o seu clímax quando eles se encontraram em uma batalha de proporções imensas durante o décimo sétimo dia de guerra. Durante muitas horas, poderosas armas foram lançadas pelos dois guerreiros em um ritmo aterrorizante, sem nenhum dos lados ceder. Observando-os, milhões de outros soldados ficaram maravilhados com a coragem dos combatentes. 


Percebendo que não poderia matar Arjuna por quaisquer meios convencionais, Karna tirou sua poderosa flecha cobra, a fim de ganhar a vantagem. No entanto, Krishna interveio e salvou seu devoto neste momento crucial, permitindo que Arjuna disparasse uma saraivada de flechas em direção a Karna, ferindo-o gravemente. Krishna incitou Arjuna a matar Karna, lembrando-o sobre a crueldade de Karna contra Abhimanyu, e Arjuna acabou cumprindo. 

Este ato de fratricídio foi cometido quando Arjuna ainda desconhecia a verdadeira relação entre ele e Karna. Após a morte de Karna, Kunti revelou aos filhos o segredo há muito guardado: que ela era mãe de Karna, e que ele era, na verdade, o mais velho dos irmãos Pandavas. Isso provocou muita dor e tristeza nos irmãos. Yudhisthira em particular, ficou indignado ao saber que sua mãe havia escondido a verdadeira identidade de Karna dele e de seus irmãos, e então amaldiçoou Kunti e também todas as mulheres do mundo, dizendo que daquele dia em diante elas nunca mais seriam capazes de guardar segredos. 

Anos pós-guerra

Após a conclusão da guerra, os Pandavas assumiram o controle de Hastinapura, o reino de seus antepassados. Sua grande vitória e o poder político que ela os conferiu lhes deu a confiança para arriscar mais um empreendimento: a performance do Asvamedha Yagna, ou "sacrifício do cavalo", onde após um deles poderia assumir o título de Chakravarti. No hinduísmo, o termo Chakravarti geralmente denota um governante poderoso, cuja dominação estende-se por toda a terra.

O sacrifício exigia que um cavalo fosse solto para vaguear por onde quisesse. Depois disso, os reis sobre cujas terras o cavalo percorresse tinham uma escolha: Eles podem aceitar o mestre do cavalo (neste caso, Yudishthira, o mais velho dos Pandavas) como seu próprio Senhor e oferecer a sua submissão a ele, ou podem oferecer resistência e guerrear contra ele. 

Arjuna liderou o exército armado que seguiu o cavalo em torno de suas andanças aleatórias. Ao longo dos anos, ele teve a oportunidade de receber a submissão de muitas tribos e reinos, algumas vezes usando força armada, às vezes usando nenhuma. Assim, ele foi fundamental na expansão dos domínios dos Pandavas. Com o passar do tempo, os velhos irmãos Pandavas (incluindo Arjuna) decidiam renunciar ao mundo. Eles confiaram o reino a Parikshita, filho do falecido Abhimanyu e neto de Arjuna que representa a única dinastia sobrevivente de todo o clã Kuru, e então eles se retiram para o Himalaia e eventualmente partiram do mundo. 

Semelhanças com outras mitologias

Existe um episódio entre as aventuras de Arjuna onde ele se veste como uma mulher na corte do rei Virata, algo semelhante a quando o deus nórdico Thor se veste com roupas de noiva, enquanto ele tentava recuperar seu poderoso martelo Mjolnir. Episódios em que os heróis se vestem como mulheres também podem ser encontrados nas histórias de Héracles e Aquiles, dois heróis da mitologia grega.

Devido às suas habilidades impressionantes com o arco e flecha, Arjuna tem sido comparado ao deus grego Apolo, que também era um arqueiro habilidoso. No entanto, em termos de estatuto e de caráter, Arjuna também tem sido comparado à Aquiles, o que seria mais preciso já que ambos os heróis são semideuses e guerreiros temíveis. É por isso que, por vezes, os estudiosos referem-se a Arjuna como a versão hindu de Aquiles, sendo igualmente correto dizer que Aquiles é o Arjuna grego.

Arte de Game Mithra
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28 de agosto de 2019

Olorun

۞ ADM Sleipnir


Olorun, arte de MarmaduX para o MOBA Smite
Olorun (também conhecido como Olofin-Orun, "Senhor dos Céus"; Oba-Orun, "Rei do Céu" e Olodumaré, "Todo Poderoso") é o orixá mais poderoso da mitologia iorubá e o líder do panteão. Governante do céu e o pai das outras divindades do panteão iorubá, Olorun é associado a paz, harmonia, sabedoria, justiça e pureza. Em algumas tradições, Olorun possui uma natureza andrógina - sendo macho e fêmea ao mesmo tempo; às vezes ele aparece como uma divindade feminina.

Embora Olorun fosse transcendente - além dos limites da experiência e conhecimento humanos - ele não era afastado da humanidade, podendo ser chamado a qualquer momento. O orixá Exu atua como intermediário entre os seres humanos e o Deus Supremo, levando sacrifícios até Olorun e os mandamentos do deus aos humanos. O servo de Olorun, Agemo, o camaleão, carregava mensagens entre Olorun e os outros orixás. 

Criação do Mundo 

De acordo com a mitologia iorubá, Olorun foi um dos dois deuses criadores originais. A outra era a deusa Olokun. No começo, o universo consistia apenas do céu e de um caos sem forma de água pantanosa. Olorun governava o céu, enquanto Olokun governava as vastas águas pantanosas abaixo dele. Haviam milhares de outros deuses, mas nenhum tinha tanto conhecimento ou poder quanto Olorun.

Embora Olokun estivesse contente com seu reino aquático, um deus menor chamado Obatalá tinha idéias sobre como melhorar seu reino. Ele foi até Olorun e sugeriu a criação de terra firme, com campos e florestas, colinas e vales, e vários seres vivos para povoá-la. Olorun concordou que isso seria bom e deu a Obatalá permissão para criar terra. Obatalá foi até Orunmilá, o filho mais velho de Olorun, e perguntou-lhe como ele deveria proceder. Orunmilá disse a Obatalá para coletar ouro para fazer uma corrente que poderia ser baixada do céu até as águas abaixo. 


Quando a corrente ficou pronta, Orunmilá deu a Obatalá uma concha de caracol cheia de areia, uma galinha branca, um gato preto e uma noz de palmeira. Obatalá desceu dos céus pela corrente e derramou a areia nas águas. Ele então soltou a galinha, que arranhou a areia e a espalhou em todas as direções. Em qualquer lugar que a areia caia, tornava-se terra seca. Pisando na terra - conhecida como Ife - Obatalá construiu uma casa, cultivou palmeiras a partir da noz de palmeira e viveu com o gato preto como seu companheiro.

Obatalá mais tarde ficou solitário e construiu figuras de barro. Olorun transformou essas figuras em humanos, dando vida a elas. Muitos deuses desceram do céu para viver na terra, e Olorun disse-lhes para ouvirem as orações dos humanos e protegê-los.


Rixa com Olokun

Não satisfeita com esses atos de criação, a deusa da água Olokun tentou inundar a terra para recuperar a área que havia perdido. No entanto, Orunmilá usou seus poderes para fazer as águas recuarem. Irritada por ter sido derrotada pelo filho do deus do céu, Olokun desafiou o próprio Olorun para uma competição de tecelagem para ver quem era o mais poderoso.

Olokun era uma tecelã de habilidade e conhecimento inigualáveis, mas toda vez que fazia um belo tecido, Agemo, o camaleão - que carregava mensagens para Olorun - mudava a cor de sua pele para combinar com sua tecelagem. Quando Olokun viu que até mesmo o mensageiro de Olorun era capaz de duplicar seus melhores tecidos, ela aceitou a derrota e reconheceu Olorun como o deus supremo.

Olorun, arte de Wuggynaut
fonte:
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26 de agosto de 2019

Erlang Shen

۞ ADM Sleipnir


Arte de MichaelCTY
Erlang Shen (chinês 二郎神, "segundo filho deus"; ou somente Erlang "segundo filho") é um importante e popular deus da mitologia chinesa, portador de um poderoso terceiro olho no meio de sua testa. De acordo com as escrituras budistas, Erlang Shen era o segundo filho do Rei Celestial do Norte Vaishravana e, em antigas lendas, considerado o maior deus guerreiro e o rei do céu. 

O Terceiro Olho de Erlang Shen e Suas Habilidades

Na mitologia chinesa, o terceiro olho é um atributo exclusivo de Erlang Shen. Os devotos geralmente o chamam de "Olho do Céu". Segundo um mito chinês, o terceiro olho de Erlang Shen tinha a capacidade de distinguir entre a verdade e a mentira. Localizado no meio da testa do deus, o olho poderia diferenciar um homem bom e honesto de um inimigo ou alguém com más intenções. Seu olho era capaz de detectar inimigos a partir de vastas distâncias e destruí-los sem usar armas. No entanto, a característica mais perigosa do terceiro olho era sua capacidade de destruir o mundo e matar demônios.

Arte de chanlien
Erlang Shen era capaz de se transformar em qualquer objeto virtual que ele quisesse. Ele também tinha poderes mágicos para paralisar inimigos, manipular fogo e água e quebrar montanhas em um piscar de olhos. Além de seus poderes sobrenaturais, seu corpo era resistente a venenos, além de danos provocados por fogo, água, magia e explosões.

Além de tudo disso, Erlang Shen era um poderoso deus guerreiro, altamente especializado em artes marciais e no tiro com arco. Ele possuía duas armas poderosas. Um delas era uma lança de três pontas e dois gumes que podia penetrar até mesmo rochas, e a outra, Xiaotianquan, seu fiel cão uivante celestial. O animal era um poderoso companheiro, capaz de atacar e subjugar demônios.


As várias faces de Erlang Shen

Algumas teorias sugerem que Erlang Shen pode ser uma versão de vários heróis folclóricos datados das dinastias Qin, Sui e Jin, que ajudaram a regular os grandes rios e cursos de água da China contra inundações torrenciais devastadoras.

Das várias identificações de Erlang Shen, a mais comum é Li Erlang, o segundo filho de Li Bing, governador de Qin, engenheiro de irrigação e hidrólogo por trás do sistema de irrigação de Dujiangyan, construído em 256 a.C., que ainda está em uso hoje. Li Erlang auxiliou seu pai durante a construção do complexo sistema de irrigação que protegia a área e as pessoas das severas inundações do rio Min. Além disso, ele ajudou seu pai na construção de uma barragem.Seus atos trouxeram prosperidade ao povo. Em agradecimento, um belo templo chamado Templo dos Dois Reis foi construído em sua homenagem. Hoje, o famoso templo está localizado na margem do rio do Monte Yulei na cidade de Dujiangyan.

Outra lenda conta que Li Erlang derrotou um dragão de fogo que vivia nas montanhas ao norte de Dujiangyan subindo até o topo do Monte Yulei, transformando-se em um gigante, construindo uma represa com 66 montanhas e enchendo-a de água.


Em muitos mitos e lendas chinesas, Erlang Shen é identificado com Yang Jian, um sobrinho do Imperador de Jade (uma das representações do primeiro deus e do monarca de todas as divindades no céu). De acordo com um antigo texto intitulado Erlang Baojuan, a mãe de Yang Jian era a irmã do Imperador de Jade, Princesa Yaoji, que foi aprisionada no Monte Tao por ter violado as Leis Celestiais casando-se com um humano chamado Yang Tianyou. Muitos anos depois, seu filho Yang Jian partiu o Monte Tao usando seu machado, esperando libertar sua mãe. Infelizmente, dez Deuses do Sol (todos filhos do Imperador de Jade) chegaram e a queimaram até a morte. Por vingança, Yang Jian matou nove das divindades do sol, mas foi aconselhado por Chang-e, a deusa da lua, a liberar o último sol.

Erlang Shen também é identificado com Zhao Yu, um eremita que viveu no Monte Qingcheng e foi nomeado pelo Imperador Yang de Sui como governador de Jiazhou. Dizem que certa vez Zhao Yu reuniu 1000 homens para derrotar um dragão que estava atormentando a região. Ao chegar ao rio, Zhao Yu mergulhou na água com sua espada de dois gumes e emergiu segurando a cabeça do dragão. Após sua morte, a região foi mais uma vez aflingida por enchentes, e ele foi visto montando um cavalo branco em meio às correntes de água. Os locais construíram um templo consagrando Zhao Yu como o deus Erlang e as inundações foram interrompidas.


Jornada ao Oeste

Erlang Shen faz uma aparição perto do início do clássico Jornada ao Oeste, de Wu Cheng'en. Erlang, que é intitulado como o "Verdadeiro Senhor", ou "Ilustre Sábio", é o sobrinho do Imperador de Jade, e fez sua primeira aparição quando foi ordenado pelo Imperador de Jade a subjugar Sun Wukong, que seria castigado por provocar o caos no céu.

Ao longo do duelo entre os dois, Erlang Shen se mostrou o adversário mais forte que Sun Wukong havia enfrentado, embora Sun Wukong sempre conseguisse ficar um passo à frente graças às suas incríveis habilidades. Erlang perseguiu Sun Wukong por todo o céu, enquanto os dois se transformavam em inúmeros animais diferentes. Após muitas transformações, Erlang Shen conseguiu enxergar através do disfarce de Sun Wukong usando seu terceiro olho. Trabalhando em conjunto com outros deuses e com seu cão Xiaotianquan, Erlang Shen conseguiu derrubar e capturar Sun Wukong.

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23 de agosto de 2019

Cimejes

۞ ADM Sleipnir


Arte de Daniel Kamarudin

Cimejes (também chamado Cimeies, Cimeries e Kimaris) é, de acordo com a demonologia, um marquês do inferno e possui vinte legiões de demônios sob o seu comando, além de governar sobre os espíritos que assombram a África. De acordo com a Goetia, ele é o 66º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Ele é geralmente representado  como um guerreiro cavalgando um cavalo negro. 


Cimejes pode ensinar ao seu invocador gramática, lógica e retórica, e também revela a localização de objetos perdidos ou de tesouros enterrados. Ele também pode conferir força de espírito e coragem, tornando homens em verdadeiros guerreiros à sua imagem e semelhança.

Selo de Cimejes


Cultura popular

Assim como outros espíritos goetianos, Cimejes aparece nas franquia de jogos Shin Megami Tensei. Um Gundam apresentado na primeira temporada do anime Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans recebe o nome Kimaris.



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21 de agosto de 2019

Cruzes

۞ ADM Sleipnir
Um dos símbolos mais antigos e mais difundidos na história, a cruz (do latim cruce) é mais conhecida como um símbolo da fé cristã. No entanto, a cruz também desempenha um papel importante em muitas outras culturas. Povos tão diferentes quanto os antigos egípcios e os modernos manifestantes pela paz adotaram-na para representar uma ideia que consideravam importante.

Em todo o mundo e através dos tempos, as pessoas têm usado cruzes para decorar artigos religiosos, como amuletos de proteção contra doenças, para trazer boa sorte, e para inúmeros outros fins. 


Existem muitas versões diferentes de cruzes, como por exemplo a cruz de Santo André (em forma de X) e a cruz Tau (em forma de T). Além disso, uma grande variedade de itens foram feitos em forma de cruz, incluindo pequenos amuletos e jóias, altares de igrejas e lápides, e decorações em bandeiras e escudos.

Entre as civilizações antigas que usavam a cruz como um símbolo religioso estão os egípcios. O ankh, ou cruz egípcia, era uma cruz tau com um círculo ou oval no topo. A parte T da cruz representava a vida ou a sabedoria, e o círculo ou oval representava a eternidade. Durante o reinado do faraó Aquenáton, o ankh tornou-se o símbolo do deus sol egípcio, e os deuses e faraós eram freqüentemente mostrados segurando a cruz. Os primeiros cristãos egípcios adotaram o ankh como um símbolo da vida eterna através do sacrifício de Cristo.


Outros povos antigos, como os fenícios e os astecas também usaram o ankh. Para os astecas, era um símbolo de conhecimento secreto, disponível apenas para alguns.

A cruz grega, com duas barras iguais que se cruzam no meio, foi adotada por muitos povos. Os assírios, babilônios, persas, todos a usaram para representar os elementos básicos - terra, água, ar e fogo - dos quais eles acreditavam que todas as coisas vivas foram criadas. Eles também marcavam artigos religiosos com o sinal da cruz. Budistas e hindus antigos seguiram uma prática similar. Além disso, a cruz grega foi encontrada em itens usados pelos druidas celtas da Grã-Bretanha e pelos astecas. Mas seu significado para esses povos ainda não foi descoberto.


Em outras culturas, a cruz grega representava as quatro direções principais (norte, sul, leste e oeste). Os índios das planícies (povos indígenas norte-americanos que vivem nas planícies e colinas na região das Grandes Planícies) colocavam a cruz dentro de um círculo para indicar as quatro principais direções dos céus. Na Bíblia, o Éden é dito ser dividido por quatro rios que formam uma cruz. Em partes da África, as pessoas acreditam que encruzilhadas são lugares onde o mundo dos vivos e dos mortos se encontram.

Suástica



A suástica é uma cruz temida e desprezada por causa de sua associação com os nazistas na Segunda Guerra Mundial. No entanto, historicamente, a suástica foi amplamente utilizada como um símbolo religioso. Para alguns povos antigos, ela era uma imagem gráfica do sol girando no universo. Para os índios americanos, ela simbolizava o movimento dos ventos e das águas. Já para os nórdicos, a suástica representava o martelo de Thor. Os primeiros cristãos usaram-na como uma cruz disfarçada em túmulos durante o tempo em que era perigoso exibir uma cruz cristã. Os hindus consideram a suástica um símbolo de boa sorte, e a usam na decoração de portas e templos. 



A Cruz Cristã

A cruz cristã é o símbolo mais importante do cristianismo. Para os cristãos, ela representa a grandeza do sacrifício de Deus e da salvação espiritual que os seres humanos obtiveram como resultado. No antigo Oriente Médio e no Mediterrâneo, a crucificação era usada principalmente como um método de execução de opositores políticos e religiosos, piratas e escravos. Os condenados eram amarrados ou pregados a uma cruz e morriam de exaustão ou insuficiência cardíaca. 


Os primeiros cristãos eram hesitantes em adotar a cruz como seu símbolo. Muitos não podiam aceitar um instrumento de morte como o símbolo de sua devoção. Além disso, até o ano 380 d.C., quando o cristianismo se tornou a religião oficial do império romano e a crucificação foi proibida, o uso aberto da cruz poderia levar a perseguição.

Os primeiros crucifixos eram vazios, enfatizando o triunfo de Cristo sobre a morte e a vida eterna disponível para a humanidade. No séc. IV, a figura de um cordeiro foi adicionada sobre ele, simbolizando Cristo. Mais tarde, a figura humana de Cristo foi retratada na cruz, enfatizando a princípio sua natureza divina, mas depois seu sofrimento humano.



A Cruz Verdadeira

Segundo a lenda, a cruz em que Jesus foi crucificado foi encontrada por Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino, durante uma peregrinação à Terra Santa. A história conta que ela encontrou três cruzes (Jesus havia sido crucificado juntamente com dois ladrões). Para determinar qual delas pertencia a Cristo, Helena ordenou que um cadáver fosse trazido e colocado em cada uma das cruzes. Após ser colocado em uma das cruzes, o cadáver voltou à vida, mostrando, assim, que aquela era a cruz de Cristo. Fragmentos dessa cruz foram depois vendidos como relíquias e honrados em igrejas por toda a Europa.

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Ruby