23 de outubro de 2019

Leônidas de Esparta

۞ ADM Sleipnir



Leônidas (540-480 a.C., em grego antigo Λεωνίδας, significando "Filho de Leão" ou "Similar a Leão") foi um rei da cidade-estado de Esparta de cerca de 490 a.C. até sua morte na Batalha das Termópilas contra o exército persa em 480 a.C. Embora Leônidas tenha perdido a batalha, sua morte nas Termópilas foi vista como um sacrifício heroico porque ele mandou a maior parte de seu exército para longe quando percebeu que os persas o haviam superado em números. Trezentos de seus companheiros espartanos ficaram ao seu lado para lutar e morrer. Quase tudo o que se sabe sobre Leônidas vem do trabalho do historiador grego Heródoto (484-c. 425 a.C.).

Treinamento como Hoplita

Leônidas era filho do rei espartano Anaxandrides (falecido em 520 a.C.) e se tornou rei quando seu meio-irmão mais velho Cleomenes I, também filho de Anaxandrides, morreu sob circunstâncias violentas e misteriosas em 490 a.C., sem ter deixado um herdeiro masculino.

Como rei, Leônidas era um líder militar e também político. Como todos os cidadãos espartanos do sexo masculino, Leônidas foi treinado mentalmente e fisicamente desde a infância, em preparação para se tornar um guerreiro hoplita. Os hoplitas eram guerreiros armados com um escudo redondo, uma lança e espada curta de ferro. Na batalha, eles utilizavam uma formação chamada falange, na qual filas de hoplitas ficavam próximas uma da outra, de modo que seus escudos se sobrepunham uns aos outros. 


Durante um ataque frontal, esta parede de escudos fornecia uma proteção significativa aos guerreiros por trás dela. No entanto, se a falange quebrava ou se o inimigo atacasse pelos lados ou pela retaguarda, a formação se tornava vulnerável. Essa fraqueza fatal para a formidável formação das falanges provou ser a ruína de Leônidas contra o exército invasor persa na Batalha das Termópilas em 480 a.C.

Xerxes e a invasão persa 


A Grécia Antiga era composta por várias centenas de cidades-estado, dentre as quais Atenas e Esparta eram as maiores e mais poderosas. Embora muitas cidades-estados disputassem entre si pelo controle da terra e dos recursos, também se uniam para se defender de invasões estrangeiras. Por duas vezes no início do quinto século a.C., a Pérsia tentou uma invasão desse tipo. Em 490 a.C. o rei persa Dario I (550-486 a.C.) instigou a tentativa inicial como parte da Primeira Guerra Persa, mas uma força combinada grega fez  o exército persa retroceder na Batalha de Maratona. Dez anos depois, durante a Segunda Guerra Persa, um dos filhos de Dario, Xerxes I (c. 519-465 a.C.), lançou novamente uma invasão contra a Grécia.

A Batalha das Termópilas

Sob a liderança de Xerxes I, o exército persa moveu-se para o sul através da Grécia na costa leste, acompanhado pela marinha persa que se deslocava paralelamente à costa. Para chegar ao seu destino em Ática, a região controlada pela cidade-estado de Atenas, os persas precisavam atravessar a passagem costeira das Termópilas (conhecida como “Portões Quentes”, por causa das fontes de enxofre próximas). No final do verão de 480 a.C., Leônidas liderou um exército com cerca de 7000 gregos oriundos de várias cidades-estado, incluindo 300 espartanos, na tentativa de impedir que os persas passassem pelas Termópilas.


Leônidas estabeleceu seu exército nas Termópilas, esperando que a passagem estreita afunilasse o exército persa em direção ao seu próprio exército. Por dois dias, os gregos resistiram aos ataques determinados de seu inimigo, que era muito mais numeroso. O plano de Leônidas funcionou muito bem no início, mas ele não sabia que havia uma rota sobre as montanhas a oeste das Termópilas, que permitiria ao inimigo ultrapassar sua posição fortificada ao longo da costa. Um pastor local chamado Efialtes contou a Xerxes sobre essa outra rota e conduziu o exército persa através dela, permitindo que eles cercassem os gregos. Leônidas ordenou que os demais combatentes que não fossem espartanos recuassem, e decidiu lutar apenas com os 300 homens de sua guarda. Atacados por todos os lados, Leônidas e seu exército foram massacrados sem piedade. A cabeça de Leônidas foi cortada e empalada e o seu corpo, crucificado.



Após a Batalha

O sacrifício de Leônidas e de seus hoplitas espartanos não impediu que os persas descessem da costa grega para a Beócia. Em setembro de 480 a.C., no entanto, a marinha ateniense derrotou os persas na Batalha de Salamina, após a qual os persas voltaram para casa. Não obstante, a ação de Leônidas demonstrou a disposição de Esparta de se sacrificar pela proteção da pólis grega.

Leônidas alcançou fama duradoura por seu sacrifício pessoal. O culto aos heróis era um costume estabelecido na Grécia antiga do oitavo século a.C. em diante. Heróis mortos eram adorados, geralmente próximo ao local de seu enterro, como intermediários para os deuses. Quarenta anos após a batalha das Termópilas, Esparta recuperou os restos mortais de Leônidas.


Memorial a Leônidas e aos "300 de Esparta", localizado nas Termópilas
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