18 de março de 2019

Swamp Auger

۞ ADM Sleipnir



O Swamp Auger ("trado do pântano") é uma temível criatura aquática oriunda do folclore lenhador norte-americano nos séculos XIX e XX. Ela é descrita por uns como sendo um pássaro, por outros como sendo um peixe, porém todos os contos sobre o Swamp Auger atestam que ele possui um focinho longo e num formato espiral, semelhante a um trado.

O Swamp Auger é conhecido por nadar sob os barcos (ou pousar sobre eles, nas histórias em que é dito ser um pássaro) e usar seu focinho para fazer pequenos buracos no casco do mesmo, até que afunde. Para espantá-lo, recomendava-se fazer cócegas em seu focinho ou borrifar pimenta caiena nele enquanto faz seus furos no barco. Os dois métodos farão com que o Swamp Auger espirre e acabe ficando agarrado na embarcação.


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15 de janeiro de 2019

Marool

۞ ADM Sleipnir



Marool é uma monstruosa e maligna criatura dita residir nas águas ao redor das Ilhas Shetland, na Escócia. Ela é descrita como sendo semelhante a um enorme peixe com uma barbatana flamejante e inúmeros olhos em sua cabeça.

Ela é dita aparecer durante o fenômeno chamado "mareel", que faz com que as águas do mar fiquem com uma coloração fosforescente. Durante tempestades, dizem que a criatura pode ser ouvida cantando de forma triunfante, enquanto os navios são virados no mar. 


fonte:
  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane
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    24 de dezembro de 2018

    Cocollona

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Tony Castro
    Cocollona (junção das palavras catalãs Cocodril, "Crocodilo" e Papallona, "Borboleta") é uma criatura folclórica da cidade de Girona, na Espanha. Trata-se de um monstro do rio que, segundo a lenda, foi no passado uma freira, mas por criticar a vida que as irmãs levavam, ela foi punida e aprisionada na masmorra do mosteiro da cidade, de onde só podia sair para ir até o rio que corta a cidade - o rio Onyar. 

    Após muitos anos, devido à sua desnutrição e isolamento, escamas começaram a surgir em seu corpo, até que ela se transformou completamente em uma criatura parecida com um crocodilo. Apesar dessa punição, ela ainda era de alguma forma santa, e essa santidade se manifestou em seu corpo na forma de um par de asas de borboleta.


    Algum tempo após sua morte, seu fantasma começou a assombrar o rio Onyar, geralmente próximo das antigas pontes, onde às vezes ela era vista por pescadores. Nos tempos atuais, dizem que sua forma translúcida só pode ser vista sob a luz da lua cheia, e somente por aqueles sensíveis ao sobrenatural.

    A origem da lenda é incerta, mas acredita-se que a figura da Cocollona tenha sido criada por guias turísticos em um esforço para adicionar uma nova criatura ao bestiário do folclore de Girona.



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    19 de dezembro de 2018

    A Carreta Nagua

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Nestor Rizo
    A Carreta Nagua é uma antiga lenda popular da Nicarágua, que fala sobre uma carroça assombrada guiada pela própria Morte e puxada por dois bois esqueléticos. Segundo a lenda, se a Carreta Nagua parar na frente de uma casa, é certo que algum morador desta morrerá. 

    Dependendo da versão da história, a Morte é representada por um ou dois esqueletos trazendo uma vela em suas mãos. O barulho das rodas de madeira e das correntes são tão altos e assustadores que ninguém ousa ir até a janela de sua casa para olhar para fora. Algumas histórias relatam que a Carreta Nagua desaparece ao chegar ao fim de uma rua, reaparecendo subitamente em outra rua.


    Acredita-se que a lenda da Carreta Nagua tenha surgido com os povos indígenas da Nicarágua, e transmitida até os dias atuais principalmente através da tradição oral. No passado, os espanhóis invadiam as aldeias indígenas durante a noite, capturando e acorrentando os índios em carroças, e os levavam para trabalharem como escravos nas minas de prata. Esses índios não eram vistos novamente até que seus cadáveres fossem conduzidos naqueles mesmos carros para serem descartados. Tais carroças tornaram-se um símbolo de morte, e quando se aproximavam, os indígenas fugiam o mais longe possível, geralmente embrenhando-se em meio a floresta.


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    13 de dezembro de 2018

    Kilmoulis

    ۞ ADM Sleipnir


    Kilmoulis é uma espécie de fada pertencente ao folclore da  fronteira anglo-escocesa. Relacionados aos Brownies escoceses, os Kilmoulis são descritos como sendo terrivelmente feios, sem boca e possuindo um nariz enorme, por onde os mesmos se alimentam. 

    Kilmoulis vivem em moinhos, onde costumam ajudar os moleiros em seu trabalho, mas também se deleitam em pregar truques e peças. Embora essas brincadeiras possam ser um obstáculo ao andamento do trabalho, a ajuda dos Kilmoulis é grande o suficiente para compensar os distúrbios que eles causam e a comida que consomem.

    Na cultura popular, os Kilmoulis são usados no jogo Dungeons & Dragons como criaturas fada.


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    19 de outubro de 2018

    Penchapechi

    ۞ ADM Sleipnir


    Penchapechi é um fantasma pertencente ao folclore bengali, dito assumir a forma de uma coruja e assombrar as florestas de Bengala. De acordo com as histórias, o Penchapechi persegue viajantes perdidos pela floresta, assobiando e ficando à espreita até que estejam completamente sozinhos. 

    Uma vez que suas vítimas encontram-se sozinhas, ele as mata e consome o seu cadáver, de maneira semelhante a alguns vampiros ou ghouls.


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    23 de julho de 2018

    Guajona

    ۞ ADM Sleipnir


    Arte de Verreauxi Aquilae

    Guajona
    (também conhecida como Lumia) é uma espécie de criatura vampírica pertencente ao folclore da Cantábria. Assemelha-se a uma velha bruxa de aparência esquelética e coberta por um manto negro, que deixa a mostra somente suas mãos 
    enegrecidas e sarmentosas, seus pés semelhantes aos de um pássaro e seu rosto amarelado e áspero, coberto com pêlos e verrugas. Seus olhos são minúsculos e brilhantes, seu nariz é aquilino e seus lábios são finos e descoloridos. De sua boca sai um dente único, preto e enorme, semelhante a um punhal, indo até debaixo do queixo.

    Conta-se que a Guajona deixa seu esconderijo somente a noite, quando se esgueira em busca de sua vítima. Ela entra nas casas sem fazer barulho, aproximando-se de crianças e jovens saudáveis enquanto dormem, e com seu único dente fura seus pescoços e bebe seu sangue, deixando-os com uma cor pálida. Seus ataques porém não são fatais, pois sua intenção não é matar sua vítima, mas apenas se alimentar. Ela também ataca adultos, mas somente se não tiver outra opção de alimento.

    Arte de Todd Ulrich 
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    8 de junho de 2018

    Marabbecca & Il-Belliegha

    ۞ ADM Sleipnir

    O Marabbecca é um bogeyman (bicho-papão) pertencente ao folclore da região da Sicília, na Itália, e dito habitar poços e reservatórios de água. De acordo com o folclore, ele é responsável por afogar aqueles que se aproximam da beira de poços e outras fontes de água, geralmente crianças.

    Apesar de não haver consenso sobre sua aparência, o Marabbecca é geralmente descrito como uma criatura grotesca e dotada de membros alongados que se estendem para fora d'água para atacar suas vítimas, agarrando-as e puxando-as para dentro d'água. 

    Como a maioria das histórias sobre bicho-papões, as histórias sobre o Marabbecca servem para assustar crianças, e no seu caso, tentar prevenir que elas brinquem muito perto de fontes de água e acabem se afogando.

    Il-Belliegha

    O folclore maltês tem possui um bicho-papão idêntico em tudo ao Marabecca, chamado Il-Belliegha (pronuncia-se Íu Beliêga). Também habita poços, e estica seus membros para fora deles para capturar crianças e devorá-las.


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    25 de maio de 2018

    Cheval Gauvin

    ۞ ADM Sleipnir


    Cheval Gauvin ("Cavalo Gauvin" em francês, também Cheval Gauvain) é um lendário cavalo maligno pertencente ao folclore francês, mais precisamente da região Franche-Comté e da Cordilheira do Jura, e semelhante a outras criaturas do folclore europeu, como a Púca e o Kelpie. Ele é dito cavalgar sozinho próximo a cursos de água, florestas ou cemitérios, e mata aqueles que o montam afogando-os ou jogando-os em abismos. Também é alegado que ele percorria as aldeias a todo galope para sequestrar jovens moças.

    Lendas dizem que sua presença é um prenúncio de morte, e que aqueles que o vêem, morrem dentro de um ano. Alguns relatos afirmam que ele é uma criatura vinda do inferno, e que expele fogo de suas narinas. Outros relatos afirmam que ele teria 3 patas ao invés de 4, o que o assemelha a outro cavalo folclórico, o Helhest.

    Arte de FlobbyBobby

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    7 de maio de 2018

    Gierfrass

    ۞ ADM Sleipnir


    Gierfrass (pronuncia-se guiar-firssé uma espécie de morto-vivo vampírico oriundo do folclore germânico. De acordo com o folclore, trata-se de uma pessoa que cometeu suicídio ou que foi enterrada com alguma roupa que levasse seu nome bordado nela, e após a morte, retorna a vida como um cadáver putrefato e propagador de terríveis doenças. 

    O Gierfrass irá perseguir e matar todos os seus familiares e amigos, e uma vez que tenha matado todos, começará a atacar estranhos, até que seja finalmente detido.


    fonte:
    • Encyclopedia of Vampire Mythology, de Theresa Bane.
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    9 de abril de 2018

    Church Grim

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Sally Gottschalk
    Church Grim (inglês), Kirk Grim (sueco), Kyrkogrim (finlandês) ou Kirkegrim (dinamarquês) é um espírito guardião presente no folclore inglês/escandinavo, dito proteger a igreja ao qual está associado de todos aqueles que possam tentar profaná-la, incluindo ladrões, vândalos, bruxos e até mesmo o próprio Diabo. Ele geralmente assume a forma de um grande cão negro, mas também pode assumir a forma de outros animais, como um carneiro, um cavalo, um galo ou um corvo, ou ainda assumir a forma de um pequeno homem deformado e de pele negra. 

    Para se criar um Church Grim, era necessário enterrar um cão negro ainda vivo sob a pedra fundamental de uma igreja. Após sua morte, seu fantasma passaria a servi-la como um guardião.


    Em algumas partes da Europa, como a Grã-Bretanha e os países escandinavos, acreditava-se que a primeira pessoa enterrada em um novo cemitério tinha o dever de protegê-lo contra o Diabo. A fim de impedir que uma alma humana tivesse que cumprir tal dever, um cão negro era enterrado na parte norte do adro da igreja como um substituto. 

    Como outros cães negros do folclore, o Church Grim também é conhecido como um precursor de morte, tocando a campainha da igreja à meia-noite para alertar sobre a morte de um importante membro da comunidade. Durante o funeral do mesmo, o clérigo da igreja pode ver o Church Grim observando da torre da igreja, e pode julgar pela sua expressão e comportamento se a alma do morto está destinada ao Céu ou ao Inferno.



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    23 de março de 2018

    Patetarro

    ۞ ADM Sleipnir


    O Patetarro é um personagem folclórico colombiano característico das zonas mineiras de Antioquia, Chocó e CundinamarcaTrata-se de uma espécie de gigante terrivelmente feio, sujo e desgrenhado, e que possui uma das pernas podres (em algumas versões da lenda, ele não possui uma das pernas). Para se locomover, ele encaixa sua perna podre (ou o que sobrou dela) em uma espécie de balde de bambu, o qual ele também usa para fazer suas necessidades. Quando o balde está cheio de imundícies, ele o derrama em alguma plantação, e no local surgem todos os tipos de pragas. Como conseqüência, a plantação é danificada.  

    Além de prejudicar plantações, conta-se que a presença do Patetarro é o anúncio de que algo ruim vai acontecer, como a morte de alguém ou uma inundação. Quando o Patetarro aparece, os cães começam a uivar, as árvores começam a balançar fortemente, e as pessoas podem ouvir gritos macabros ou risos histéricos emitidos pelo gigante.


    Uma história diz que o Patetarro era originalmente um homem que costumava ir às fazendas todas as noites para roubar galinhas. Os fazendeiros achavam que era um tigre ou um cachorro selvagem, e uma certa noite esperaram que o animal chegasse para caçá-lo. Já estava muito tarde e escuro, quando os fazendeiros ouviram o barulho das galinhas. Eles correram para capturar o animal, mas de dentro do galinheiro saiu um homem correndo e este, durante a fuga, acabou enfiando um dos pés dentro de um balde de estrume. Desde então, o homem vaga pelos campos arruinando as plantações.

    Arte de Weimar Garces
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    21 de fevereiro de 2018

    Boraro

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Diego de la Rosa
    O Boraro é uma criatura humanóide pertencente ao folclore da região amazônica colombiana. Ele é descrito como um ser extremamente alto, coberto por uma grossa pele escura e com orelhas, caninos e um pênis enormes. Semelhante ao Curupira, o Boraro possui os pés virados para trás, que o ajudam a despistar seus perseguidores.

    De acordo com alguns, o Boraro também pode ser descrito como uma criatura sem dedos nos pés ou sem umbigo. Ele também não possui articulações nos joelhos, o que torna muito difícil levantar do chão caso caia ou seja derrubado.

    O Boraro aterroriza os índios da bacia do rio Vaupés com seus uivos longos, que podem ser ouvidos até mesmo no fundo da selva. Se ele consegue capturar um humano, ele o enrola com os braços, apertando-o até que a sua carne se transforme em uma massa pulposa, mas sem quebrar seus ossos ou rasgar sua pele. Terminada esta etapa, ele faz um buraco na cabeça, por onde ele suga toda a polpa até que esteja completamente vazio. Então, o Boraro infla sua vítima como um balão, permitindo que ela volte para casa. A mesma, porém, acaba morrendo pelo caminho.

    Arte de Diego de la Rosa

    Arte de Diego de la Rosa
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    12 de fevereiro de 2018

    Valravn

    ۞ ADM Sleipnir


    Valravn ("corvo dos mortos" em dinamarquês) é uma criatura sobrenatural.presente no folclore dinamarquês. É geralmente descrito como um corvo dotado de inteligência e poderes mágicos, obtidos após consumir a carne e o coração de um rei ou líder morto nos campos de batalha. Amaldiçoado, ele se torna capaz de voar somente durante a noite, e passa a buscar uma criança humana para devorar o coração. Após consumir o coração de uma criança, o Valravn ganha a habilidade de se transformar em um cavaleiro ou em um híbrido de corvo e lobo.


    Uma tradicional canção dinamarquesa conta sobre um Valravn que prometeu a uma donzela que ele lhe conseguiria um marido. Em troca, a mulher ofereceu-lhe todos os tipos de riqueza, mas ele rejeitou a todos. O acordo só foi selado quando a donzela prometeu entregar-lhe seu futuro primogênito como pagamento.

    Graças ao acordo firmado com o Valravn, a donzela conseguiu um marido, e após um tempo tiveram um filho. Logo, o Valravn voltou para cobrar sua promessa, levando consigo a criança e consumindo o sangue de seu pequeno coração. Como resultado, o Valravn se tornou um cavaleiro. Esta canção foi reinterpretada pela banda de electro-folk Sorten Muld em 1997, em uma música intitulada The Ravnen.



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    9 de fevereiro de 2018

    Pijavica

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Nathan Rosario

    Pijavica
    (literalmente "bebedor", também Pijawica ou Pijawika
    ) é uma espécie de vampiro pertencente ao folclore sérvio/croata. 
    Normalmente masculino, este vampiro é criado quando uma pessoa que cometeu incesto com sua própria mãe morre, embora uma pessoa que tenha sido particularmente malvada em vida também possa retornar como esse tipo de vampiro. Ao renascer, o Pijavica primeiro atacará sua família e depois seus descendentes, matando cada pessoa pertencente a sua árvore genealógica, até que ela seja extinguida. Somente após matar todos os membros de sua linhagem familiar, ele passará a atacar outras pessoas. 


    O Pijavica é um vampiro muito rápido e extremamente forte. Ele possui o poder de ler mentes e também tem o poder da sugestão. Além disso, ele tem a capacidade de detectar os membros de sua família, independentemente da distância da relação.

    Ele só pode ser impedido de entrar em uma residência se as entradas da mesma forem untadas com uma mistura de alho e vinho. Ele também é um vampiro difícil de ser morto. Queimá-lo até sobrar apenas as cinzas ou decapitá-lo e enterrá-lo com a cabeça entre as pernas são métodos eficazes de derrotá-lo, porém dependem que ele esteja vulnerável, de preferência, antes de deixar sua cova.


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    19 de janeiro de 2018

    Tailypo

    ۞ ADM Sleipnir



    Tailypo (Taileybones, tailbones, Taily Po, Tally Po, Taileypo, Tailey Po e Tailipoe, uma espécie de sinônimo para "cauda"é uma criatura do folclore norte-americano, particularmente da cidade de AppalachiaEla é descrita como sendo do tamanho de um cão, com olhos amarelos ou vermelhos, orelhas pontudas e uma longa cauda cortada. Ela é coberta de pelos pretos ou marrons-escuros para camuflar suas atividades noturnas. Suas garras são a sua principal arma. 

    A sua lenda é contada às crianças com o intuito de ensiná-las a nunca pegar nada que não pertença a elas. A história possui muitas variações, mas é basicamente a seguinte:

    Havia um velho homem que morava sozinho no meio da floresta com três cães de caça fiéis, sua única companhia nas longas noites solitárias. Ninguém sabia seu verdadeiro nome, mas a maioria das pessoas o chamavam de "Smitty". Smitty amava a caça, a pesca e os grandes espaços. Anos atrás, ele havia largado o emprego, arrumando suas coisas e então se mudou para uma pequena cabana que ele mesmo havia construído em meio a floresta. Ela não era muito grande, mas era o suficiente para ele. A cabana tinha apenas dois cômodos: um era usado como um quarto, e o outro era uma cozinha. Lá ele construiu uma grande e agradável lareira onde ele poderia cozinhar sua comida e aquecer a cabana nas noites mais frias.

    Ao lado da cabana, Smitty cultivava uma pequena horta, e todos os dias ele saia para caçar e pescar. Durante os meses quentes, Smitty não tinha nenhum problema para conseguir uma boa caça, mas nos meses mais frios, era difícil manter seu estômago cheio. Em um desses meses, Smitty foi até o seu depósito para ver o que ele poderia preparar para o jantar. Tudo o que ele encontrou lá foi um pequeno pedaço de carne e um punhado de batatas mofadas, com os quais ele teve que se contentar e comer.

    Smitty ainda estava com fome, mas não havia mais nada que ele pudesse fazer sobre isso naquele momento. Assim, apesar dos protestos de seu estômago resmungando, Smitty acendeu a lareira para manter sua cabana quente e então foi se deitar.

    Quando estava prestes a cair no sono, Smitty ouviu um barulho em seu quarto, e ao abrir os olhos, viu uma sombra rastejando através da parede. Ele deslizou silenciosamente para fora da cama e andou na ponta dos pés até o outro cômodo. Lá, ele viu uma estranha criatura, diferente de tudo que ele já tinha visto. Ela era pequena e robusta, com orelhas pontudas e patas com garras longas, e tinha uma cauda longa e espessa.


    Como não haviam portas ou janelas abertas na cabana, Smitty ficou confuso sobre como aquela criatura havia entrado. Smitty calmamente pegou o seu machado e, rastejando silenciosamente em direção à ela, golpeou-a acertando sua cauda. A criatura soltou um enorme grito e fugiu através de um grande buraco na parede, deixando para trás a cauda cortada. Smitty pegou a cauda para jogá-la fora, mas seu estômago roncando o lembrou de que ele ainda não havia comido nada. Então ele pegou a cauda, limpou-a, cozinhou-a e comeu-a. Com o estômago finalmente cheio, Smitty voltou para sua cama.

    Ele mal havia caído num sono profundo, quando um estranho som o despertou. Parecia que algum animal arranhava a parede da cabana tentando entrar. Smitty achou que se ficasse quieto, o mesmo provavelmente iria embora. Então, ele ficou em silêncio o tanto que podia, mas então ele ouviu uma voz estranha, sibilando as seguintes palavras:


    "Cauda! Cauda! Eu quero a minha cauda!"

    Smitty pensou estar imaginando coisas, mas então ouviu novamente:


    "Cauda! Cauda!  Eu quero a minha cauda!"

    Smitty pulou de sua cama, abriu a porta e gritou o nome de seus cães. Eles vieram correndo, latindo e farejando, mas não encontraram nada. Então Smitty colocou os cães para fora da cabana e voltou para a cama.


    O sono começava a bater em Smitty, quando ele ouviu a voz novamente. Desta vez, os arranhões pareciam vir da janela. Fosse o que fosse, realmente queria entrar na cabana! Smitty gritou: "Ei, quem está aí? Vá embora!!!". Então ele ouviu a voz estranha de novo, só que desta vez um pouco mais alta:


    "Cauda! Cauda! Onde está a minha cauda?"

    O velho Smitty, que não era de assustar facilmente, a essa altura já estava apreensivo com a situação. Ele foi até a janela e chamou seus cães novamente. Os três cães saltaram para a varanda, farejando e latindo, mas eles não encontraram nada outra vez.

    Smitty decidiu ficar acordado o resto da noite para proteger a si mesmo, seus cães e sua pequena cabana. Então, ele sentou próximo a lareira, pegou um cobertor de sua cama e se cobriu, protegendo-se do frio. O sono logo lhe alcançou, e mais uma vez ele cochilou.


    Já era quase manhã quando Smitty acordou com um sobressalto. O som dos arranhões parecia reverberar de cada parte da cabana. Smitty começou a procurar freneticamente por seu machado, seu rifle ou qualquer outra coisa que pudesse usar para se defender, mas estava tão assustado que não conseguia encontrar nada. O som dos arranhões ficavam cada vez mais altos, e Smitty ouviu a voz outra vez:


    "Cauda! Cauda! Devolva minha cauda!"

    Smitty gritou: "Deixe-me em paz, eu não tenho sua cauda!" Então ele chamou os seus cães, mas desta vez, eles não vieram. Smitty esperou e esperou, e seus cães não davam nenhum sinal. Smitty nunca havia sentido tanto medo em sua vida. Ele correu até sua cama e pulou em cima dela. Os barulhos de arranhões e a voz foram ficando mais altos.


    "Cauda! Cauda! Devolva minha cauda!"

    Smitty gritou tão alto quanto podia: "Eu não tenho sua cauda, então por que você não me deixa em paz e segue o seu caminho? Eu nunca quis machucar nada nem ninguém, apenas me deixe em paz! ". Os arranhões pareciam vir de dentro da cabana, e agora a voz era tão alta que era quase ensurdecedora.


    "Cauda! Cauda! Você pegou minha cauda. Agora estou de volta para buscá-la, devolva-a para mim agora!! "

    Smitty cobriu-se totalmente com o seu cobertor e fez todo o silêncio que podia, mas os sons de arranhões estavam agora em seu quarto!


    "Cauda! Cauda! é melhor devolver a minha cauda!"



    Smitty então sentiu algo arranhando sua cama e seu cobertor. Smitty descobriu sua cabeça para ver o que estava se aproximando, e viu a mesma criatura de antes: pequena e esquisita com orelhas pontudas, patas com longas garras e olhos vermelhos que brilhavam em meio a escuridão da cabana. Antes que ele pudesse se cobrir novamente, a criatura pulou em seu peito, e olhando diretamente em seus olhos, disse:

    "Você está com minha cauda, e é melhor você me devolvê-la, AGORA!"


    Smitty gritou: "Eu comi! Eu comi a sua cauda, ela se foi!" Então a criatura finalmente atacou Smitty, arranhando e rasgando seu corpo, a fim de obter sua cauda de volta. Smitty tentou revidar, mas a criatura, mesmo pequena, era muito forte e suas garras eram muito afiadas. Os gritos de Smitty ecoaram por toda a montanha, até que finalmente pararam, deixando apenas um silêncio arrepiante.

    Após um mês sem verem ou ouvirem falar de Smitty, os donos da loja na base da montanha resolveram ir até sua cabana para ver se estava tudo bem com ele. Ao chegarem lá, encontraram-na destruída, e não havia nenhum sinal de Smitty ou de seus cães. Eles vasculharam a floresta e chamaram por seus nomes, mas não encontraram ninguém. Enquanto desciam a montanha, um vento gélido começou a soprar, e uma estranha voz podia ser ouvida dizendo:

    "Cauda! Cauda! Agora eu tenho a minha cauda! "


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    29 de novembro de 2017

    Catacano

    ۞ ADM Sleipnir



    Catacano (também conhecido como Catacani, Catakano, Kathakano) é uma espécie de vampiro oriunda das ilhas gregas de Creta e de Rodes. Ele é conhecido como o "Vampiro Feliz", pois segundo as lendas sorri o tempo todo, sempre mostrando suas presas.

    Catacanos são seres fortes e rápidos, e conta-se que são capazes de infundir confiança em suas presas humanas, tornando-as arrogantes. Essa espécie de vampiro possui uma maneira única de criar outros como eles: eles cospem sangue regurgitado sobre as pessoas, que ao atingi-las, provoca queimaduras letais na pele delas, e no fim, as transforma em vampiros.

    Catacanos podem ser mortos de várias formas, dentre as quais estão decapitá-los e ferver suas cabeças em vinagre ou queimar suas unhas.


    fontes:
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    24 de novembro de 2017

    Werecats, os "Homens-Gatos"

    ۞ ADM Sleipnir


    Um Werecat (ou Were-cat, literalmente "Homem-gato") é uma criatura folclórica presente em muitas culturas ao redor do mundo. Trata-se de uma criatura metamorfa semelhante ao lobisomem, porém, ao invés de se transformar em um lobo ou em um híbrido humano-lobo, o werecat se transforma em algum tipo de felino, desde gatos até tigres ou leões, ou em algum ser que combine características felinas e humanas.

    Folclore

    Europa

    O folclore europeu geralmente retrata werecats como pessoas que se transformam em gatos domésticos. Alguns werecats europeus tornaram-se gigantes gatos domésticos gigantes ou panteras. Eles geralmente são rotulados de bruxas, mesmo que não tenham nenhuma habilidade mágica além da auto-transformação. Durante os julgamentos das bruxas, todos os metamorfos, incluindo lobisomens, eram considerados bruxas, independente se fossem do sexo masculino ou feminino.

    África

    Lendas africanas falam sobre werelions (homens-leões), werepanthers (homens-panteras) werehyenas (homens-hienas) ou wereleopards (homens-leopardos). No caso dos wereleopards, a criatura é geralmente um deus ou deusa leopardo que se disfarça como um humano. Esses deuses podem se relacionar e ter filhos com seres humanos, e essas crianças ou terão a habilidade de se transformar em leopardo ou herdarão outros tipos de poderes.
    Wereleopard
    Em relação aos werecats que se transformam em leões, a habilidade é freqüentemente associada à realeza. Tal ser pode ter sido um rei ou uma rainha em uma vida anterior, ou pode ser destinado a liderança nesta vida. Esta qualidade pode ser vista nos Leões de Tsavo, que eram reputados como reis em forma de leões, tentando repelir os europeus invasores parando a construção de uma ferrovia com ataques a humanos. 


    Ásia

    Os werecats asiáticos geralmente se tornam tigres. Na Índia, o weretiger (homem-tigre) é muitas vezes um feiticeiro perigoso, retratado como uma ameaça para o gado, que pode, em qualquer momento, se transformar em um devorador de homens. Essas histórias viajaram por toda a Índia e também para a Pérsia através dos viajantes que encontraram os reais tigres de Bengala da Índia e depois para o oeste asiático. 

    As lendas chinesas muitas vezes descrevem os weretigers como vítimas de uma maldição hereditária ou de um fantasma vingativo. Ensinamentos antigos sustentavam que todas as raças, exceto os chineses da etnia Han, eram realmente animais disfarçados, de modo que não havia nada de extraordinário sobre alguns desses falsos seres humanos retornarem a suas verdadeiras naturezas. Alternativamente, os fantasmas de pessoas que haviam sido mortas pelos tigres poderiam se tornar um ser sobrenatural malévolo conhecido como Chang (伥) dedicando toda a sua energia para garantir que os tigres matassem mais humanos. Alguns desses fantasmas eram responsáveis ​​por transformar os seres humanos comuns em homens-tigre.

    Weretiger
    Na Tailândia, é dito que um tigre que come muitos seres humanos pode tornar-se um weretiger. Há também outros tipos de weretigers, como feiticeiros com grandes poderes que podem mudar sua forma para se tornarem animais.

    Na Indonésia e na Malásia existe um outro tipo de weretiger, conhecido como Harimau jadian. A sua transformação é atribuída a muitos fatores, como herança hereditária, ao uso de feitiços, ao jejum e à força de vontade, ao uso de encantos, etc. Exceto quando está com fome ou por motivo de vingança, não é hostil aos humanos; na verdade,conta-se que ele toma sua forma animal apenas à noite e protege as plantações contra o ataque de porcos selvagens. 



    Um pouco semelhante é a crença dos Khonds, uma tribo aborígine da Índia. Para eles, o weretiger é amigável, e reserva sua ira para seus inimigos. Também na Malásia, existem os Bajangs, que são descritos como werecats vampíricos ou demoníacos.


    América

    Werejaguar
    O principal werecat encontrado nas culturas pré-colombianas da meso-américa foi o were-jaguar (homem-jaguar). Ele era associado à veneração do jaguar, com sacerdotes e xamãs entre os vários povos que seguiram esta tradição vestindo as peles de jaguares para se tornarem um were-jaguar. Entre os astecas, uma classe inteira de guerreiros especiais vestidos com máscaras de jaguar eram chamados de "guerreiros jaguar" ou "cavaleiros jaguar". Representações de jaguares e de were-jaguares estão entre as mais comuns entre os artefatos das antigas civilizações mesoamericanas. Os balams (feiticeiros) de Yucatán foram ditos proteger os campos de milho na forma de jaguares. Eles também podiam se transformar durante a lua cheia.

    Nos Estados Unidos, algumas lendas urbanas falam sobre encontros com bípedes felinos; seres semelhantes ao Pé-grande com cabeça, caudas e patas de gato. Os bípedes felinos às vezes são classificados como parte da criptozoologia, mas, mais frequentemente, são interpretados como werecats.


    Ocultismo e Teologia

    Declarações de que werecats realmente existem e têm origem em realidades sobrenaturais ou religiosas têm sido comuns há séculos, com essas crenças muitas vezes difíceis de serem separadas completamente do folclore. No século XIX, o ocultista J.C. Street afirmou que as transformações de seres humanos em gatos e cães poderiam ser produzidas através da manipulação do "fluido etéreo"  existente dentro dos corpos humanos. O Malleus Maleficarum, famoso manual católico de caça às bruxas, afirma que as bruxas podem se transformar em gatos, mas que suas transformações são ilusões criadas por demônios. O autor da Nova Era John Perkins afirmou que toda pessoa tem a capacidade de se transformar em "jaguares, arbustos ou qualquer outra forma" usando o poder da mente. 


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    Ruby