4 de novembro de 2016

Branwen

Branwen ("corvo branco" em galês) é a deusa galesa do amor e da beleza, equivalente à deusa Afrodite/Vênus. Ela é uma das três matriarcas da Grã-Bretanha, juntamente com Rhiannon e Arianrhod, e a principal deusa de Avalon. Em algumas lendas arturianas, Branwen é considerada a Dama do Lago.

Também chamada de "seios brancos" ou "vaca prateada", Branwen está associada à lua e à noite. Foi cristianizada como Santa Brynwyn e é a padroeira dos namorados. Seus atributos mágicos são a inspiração, as novas ideias, a energia, a vitalidade e a liberdade. Na tradição Avalônica, Branwen corresponde ao espírito dos elementais e é a incorporação da Terra.

Mitologia

Branwen era filha de Pennardunn e Llyr, deus galês do mar. Tinha como irmãos Manawydan, Bran, o Abençoado e meio-irmãos Nilsien e Efnisien. 

Bran, rei da Grã-Bretanha, concedeu a mão de Branwen em casamento ao grande rei da Irlanda, Matholwch, com o intuito de propor uma aliança entre os seus países. Uma grande festa foi organizada para celebrar tão grandioso acontecimento. Efnisien, um meio-irmão de Bran, ficou irritado por não ter sido consultado por Bran e em sua fúria mutila os cavalos de Matholwch. Matholwch toma a atitude como um insulto grave e manda seus homens prepararem os navios para regressar à Irlanda. Bran intercede à tempo, oferecendo-lhe ricos presentes em prata e ouro para acalmá-lo. O novo casal parte então para a Irlanda e um ano após nasce Gwern. Apesar de tudo, Matholwch ainda guardava mágoas do ocorrido com os seus cavalos. Rumores do acontecido foram ouvidos por seus súditos, que desaprovaram a atitude do rei. Cedendo aos seus conselhos, Matholwch resolveu vingar-se de Bran através de sua irmã. Sendo assim, expulsou-a do leito nupcial real e a mandou para a cozinha, onde além de ser obrigada a realizar duras tarefas, era periodicamente maltratada a mando do marido.

Esta dura situação durou três anos. Durante este período, Branwen treinou um pássaro para enviar uma mensagem até seu irmão em Gales. Desta forma, Bran foi avisado de que ela corria perigo e necessitava de ajuda. Enfurecido, ele preparou seu exército e cruzou o mar em direção à Irlanda. 


Enquanto isso, Matholwch sofria com a incomum visão de uma floresta materializava-se no mar. Estarrecido com tal visão, ele chama Branwen para interpretá-la, e ela lhe explica que tratava-se da esquadra de seu irmão chegando para resgatá-la.

Matholwch preparou um grande banquete para receber Bran, e durante este, abdicou seu trono em favor de seu filho Gwern, ainda criança. Neste exato momento, Efnisien e Bran, juntamente com toda sua guarda chegam. Amigavelmente, Efnisien pede ao rei da Irlanda para abraçar o menino e obtêm o seu consentimento. Quando Gwern vai ao seu encontro, ele o lança no fogo. Imediatamente o grande banquete torna-se uma batalha sangrenta. Após três dias, o exército de Gales sai vitorioso, mas o custo é altíssimo, pois seu exército fica reduzido à sete sobreviventes, entre os quais estava o irmão de Bran, Manawydan. Antes de morrer Bran ordena que seja decapitado e sua cabeça seja enterrada na Montanha Branca, em Londres, onde ficaria olhando em direção ao continente e protegeria seu país de invasões futuras.

Ao retornar, Branwen entrou em profunda depressão, pois considerava-se maldita por ter provocado esse terrível conflito. Ela acaba morrendo, e seu corpo é enterrado às margens do rio Alaw, segundo a tradição, em Bedd Branwen ("Tumba de Branwen"). 

Para ler uma versão mais ampla desta lenda, recomendo a leitura da postagem sobre Bran, o Abençoado: http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2016/04/bran-o-abencoado.html



fontes:

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30 de setembro de 2016

Ballybog

۞ ADM Sleipnir



Ballybogs, também conhecidos como Bogles (no País de Gales e na Cornuália) e Boggans (no norte da Inglaterra) são uma classe de fadas oriunda do folclore irlandês, acreditados por alguns como sendo guardiões dos pântanos. Eles são descritos como pequenas criaturas com corpos redondos e cobertos de lama. Seus braços são longos e finos, e suas pernas aparentam ser muito fracas para suportarem seu peso.

Os Ballybogs se comunicam por meio de grunhidos e choramingos. Ágeis e facilmente irritáveis, eles concentram sua irritação sobre aqueles que são preguiçosos, incontinentes e/ou culpados de algum crime. Caso alguém que se enquadre numa dessas categorias tentar atravessar um pântano protegido por um Ballybog será desviado de seu caminho, ficando perdido em meio ao pântano.


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8 de agosto de 2016

Bean nighe

۞ ADM Sleipnir


Bean nighe ("mulher lavadeira" em gaélico, plural: Mnathan nighe) é uma espécie de fada dos folclores celta, irlandês e escocês, considerada um presságio de morte. De acordo com as lendas, pode ser encontrada á beira de rios e córregos, se lamentando, chorando e lavando peças de roupas sujas de sangue, pertencente ás pessoas que estão prestes a morrer. 

Acredita-se que as Mnathan nighe sejam espíritos de mulheres que morreram ao dar a luz, e que foram condenadas á dar presságios de morte até o tempo no qual morreriam naturalmente, caso não tivessem morrido ao dar a luz.


Mnathan nighe são normalmente descritas como sendo velhas senhoras bem baixinhas, possuindo apenas uma narina, um dente da frente bem grande, dedos dos pés com barbatanas, enormes seios caídos, e vestindo roupas verdes ou brancas. Elas costumam colocar seus enormes seios murchos atrás das costas e voltar á colocá-los de novo em sua frente após terminar de lavar as roupas. Segundo o folclore, se alguém se aproximar dela bem devagar enquanto lava as roupas e conseguir pegar um de seus seios e sugá-lo, essa pessoa pode pedir á ela para ser seu filho adotivo, o que significa que poderá ter um desejo realizado por ela. Uma maneira de descobrir de quem é a roupa que ela está lavando, é se aproximar dela com cuidado e perguntar educadamente.

Embora geralmente apareça como uma velha horrenda, a Bean nighe também pode se manifestar como uma bela jovem quando lhe convém, tanto quanto faz o seu homólogo irlandês do sídhe feijão.


fontes:
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29 de julho de 2016

Afanc

۞ ADM Sleipnir



Afanc (em galês, pronuncia-se "Avanc"), também chamado Addanc, Addane, Abhac ou Abac, é uma monstruosa criatura dos lagos presente na mitologias galesa, também figurando nos folclores celta e britânico. Ele é descrito alternativamente como sendo um crocodilo, um castor ou uma criatura parecida com um anão, e as vezes é dito ser um demônio. Como a maioria dos monstros dos lagos, o Afanc devora qualquer um que seja tolo o suficiente para nadar em seu território. 

Uma lenda conta que o Afanc certa vez tornou-se impotente diante de uma donzela que o deixou dormir sobre suas pernas, enquanto a mesma sentava na margem do lago. Tão logo a criatura adormeceu, os aldeões da região amarraram a criatura com correntes. Quanto despertou, o Afanc teve um ataque de fúria, e durante o mesmo acabou esmagando a donzela. No fim, ele foi arrastado ao fundo do lago, onde foi morto por um dos cavaleiros da Távola Redonda, Percival, ou em uma variação da história, pelo próprio Rei Arthur.

Arte de Anibalas Salvador
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13 de junho de 2016

Nantosuelta

۞ ADM Sleipnir



Nantosuelta (ou Nantsovelta, Nataseuelta) é a deusa celta/gaulesa da água e da fertilidade, adorada em antigas áreas de Gália e britônicas. Seu nome significa "rio sinuoso " ou, alternativamente, " vale aquecido pelo sol ". Nantosuelta é a consorte de Sucellus, o deus das florestas, agricultura e bebidas alcoólicas. É possível que ele também fosse considerado um deus criador, mas isso não é confirmado. Sucellus e Nantosuelta não possuem filhos nem outras conexões familiares na mitologia gaulesa. 

Atributos

Um dos antigos povos gauleses, os Mediomatrici, retrataram Nantosuelta segurando um cajado com uma pequena casa ou pombal na ponta. Em uma figura de baixo-relevo, Nantosuelta segura uma pátera, ou um amplo prato ritual que era usado para beber durante um ritual, e despejando o conteúdo da pátera sobre um altar. Em um baixo-relevo inglês, Nantosuelta é mostrada segurando maçãs, em vez de uma pátera. Outros atributos incluem um pote ou uma colméia.


Na iconografia, ela é associada aos corvos, o que sugere uma ligação com os mortos ou o submundo. Baseando-se nessas associações, existe uma teoria de que sua função na cosmologia gaulesa era a de um psicopompo - um guia das almas para o submundo, semelhante aos gregos Hermes e Caronte. Uma interpretação alternativa de seu nome também apoia essa teoria, uma vez que o submundo era considerado um reino ensolarado.

Sua outra função provavelmente seria a de uma deusa do lar e da lareira e uma deusa da fertilidade ou da natureza. A casa/pombal que ela carrega indica seu status como uma deusa da lareira, e as maçãs indicam uma ligação com a fertilidade (maçãs são consideradas o fruto da vida). A conexão com as abelhas e colmeias também poderia ser uma conexão com a fertilidade, mas, certamente, uma conexão com a natureza. Primeiramente ela é considerada uma deusa do lar e da lareira, com as funções secundárias de deusa da natureza, fertilidade e de psicopompo.



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18 de abril de 2016

Bran, o Abençoado

۞ ADM Sleipnir



Bran ("corvo" em galês), o Abençoado, também conhecido como Bendigeidfran, é um gigante e rei da Grã-Bretanha na mitologia galesa. Antes de Arthur, ele era tido como o maior campeão da Grã-Bretanha, pois era um herói de proporção mítica incomparável. Bran figura em várias das Tríades Galesas, mas seu papel mais importante é na segunda parte do Mabinogion, Branwen ferch Llyr. Bran é filho do deus do mar Llyr e Penarddun, e irmão de Branwen, Manawydan, Nisien e Efnysien

O Casamento de Brawnen e Mathowlch


A história de Bran, como relatado no Mabinogion, começa com o casamento de sua irmã, Branwen, com Mathowlch, o grande rei da Irlanda. O casamento foi realizado nas margens da Ilha de Anglesey, e tendas gigantes foram erguidas para que fosse possível acomodar o gigante. A festa de casamento começou com bastante diversão e alegria, mas logo seria azedada pelo meio-irmão de Bran, Efnissyen, que se sentia ofendido por nunca ter sido questionado se ele consentia com o casamento.


Efnissyen descarregou sua raiva nos estábulos do rei Mathowlch, mutilando seus belos cavalos. Mathowlch, indignado e consternado por este insulto, cancelou o casamento e se preparou para voltar aos seus navios. Bran, sendo um homem de honra, rapidamente entrou em cena e arguiu para que Mathowlch permanecesse. Para remediar suas perdas, Bran ofereceu ao rei um novo cavalo em substituição a cada um ferido por Efnissyen, além de um grande cajado de prata e uma bandeja de ouro. Mathowlch, ainda consternado com o ocorrido, recusou a proposta de Bran.

Bran estava tão empenhado em resolver o conflito gerado pelo irmão que decidiu oferecer ao rei irlandês o maior tesouro de Gales: o Caldeirão do Renascimento, que poderia ser usado para reviver os mortos, em troca da capacidade de falar. Mathowlch finalmente cedeu e aceitou a generosidade de Bran. Ele levou sua noiva para casa com ele, e num intervalo de um ano, ela lhe deu um filho chamado Gwern ("Amieiro")

A Retaliação de Mathowlch



Ao contrário do que Bran acreditava, Mathowlch tinha perdoado a família de sua esposa apenas de boca. Em seu coração ele ainda nutria uma magoa pelo que foi feito aos seus cavalos, e o alvo de sua vingança seria sua esposa. Uma vez que havia dado a luz a Gwern, Branwen foi banida para a cozinha, onde foi colocada para trabalhar como uma empregada comum.

Mathowlch não era tolo o suficiente para deixar Bran tomar conhecimento da situação, e fez um grande esforço para evitar que qualquer notícia sobre sua crueldade chegasse até os ouvidos do gigante. Navios foram proibidos de viajar para a Grã-Bretanha, e os navios vindos da Grã-Bretanha passaram a ser apreendidos conforme atracavam. Esta situação obviamente, não iria se sustentar por muito tempo, mas Branwen decidiu não esperar seu irmão investigar seus navios desaparecidos. Ela acabou criando uma maneira de entrar em contato com seu irmão em segredo: treinou um jovem pássaro para levar mensagens e o enviou ao encontro de Bran. 



Sendo um gigante, não foi difícil para o pássaro localizar Bran, que tão logo recebeu a mensagem, imediatamente reuniu uma força de invasão. Ele deixou seu reino sob os cuidados de seu filho Caradoc e navegou para a Irlanda com a sua frota.Na verdade, foi apenas o exército de Bran que zarpou para ir de encontro as forças de Mathowlch. Bran era tão grande que ele simplesmente entrou no mar e caminhou ao lado de seus navios.

Enquanto isso, Mathowlch era atormentado por visões de uma floresta que aparecia no meio do mar, ladeada por uma enorme montanha. Não tendo ninguém que pudesse interpretar esta visão, ele convocou Branwen para que pudesse interpretá-la. Brawnen informou ao rei que a floresta em cima do oceano era a frota de Bran, e a montanha era o próprio Bran, que estava vindo para resgatá-la.


Uma vez informado de que Bran vinha ao seu reino, e sabendo que a derrota era certa, Mathowlch elaborou um plano para ludibriar o inimigo. Ele ordenou que fosse imediatamente construída uma casa grande o suficiente para acomodar Bran. A casa seria tão grande que iria abrigar não só o gigante, mas seu exército também. Seria a primeira casa grande o suficiente para que Bran pudesse entrar, e também primeira casa do gigante. Mathowlch estava certo de que impressionaria Bran e aplacaria sua raiva, pelo menos temporariamente.

Após o termino da construção da casa, Mathowlch preparou uma grande festa no salão da mesma. Ele esperava que Bran e seus homens ficassem totalmente bêbados, momento em que ele planejava um ataque surpresa. Nos pilares do grande salão, haviam pendurados um grande número de sacos, cada um contendo um guerreiro armado, que cairiam sobre os homens de Bran e os matariam.

A destruição da Irlanda

Ao chegar, o gigante ficou muito satisfeito com a sua nova casa, e o ardil foi bem sucedido. Já dentro dela, perguntou sobre os sacos pendurados nos pilares. Mathowlch explicou -lhe que estes eram disposições de farinha e aveia. Bran se contentou com essa explicação, porém Efnissyen, seu irmão sempre desconfiado, não tinha tanta certeza da veracidade dessa explicação, e apertou cada um dos sacos para assegurar-se de que o rei falava a verdade. Como Efnissyen era parte gigante, ele acabou apertando os sacos forte o suficiente para matar todos os guerreiros ocultos. Assim, Mathowlch foi forçado a pensar num novo plano. Antes que ele fosse capaz de fazê-lo, no entanto, Efnissyen mais uma vez criou uma confusão. Ao ser apresentado ao jovem filho de Branwen, Efnissyen lembrou-se da ofensa que foi para ele não ser consultado sobre o casamento, e em um acesso de raiva, empurrou Gwern dentro da lareira. Era o estopim para a batalha entre Bran e Mathowlch.

A batalha durou três dias e noites antes do exército de Bran sair vitorioso. A batalha durou tanto tempo devido ao caldeirão mágico que Bran tinha dado a Mathowlch, que lhe permitia ressuscitar seus homens continuamente. Para dar um fim nesse ciclo, Efnissyen escondeu-se entre os irlandeses mortos, e ao ser jogado dentro do caldeirão, dilatou o mesmo devido ao seu tamanho e o partiu em quatro pedaços. Os irlandeses foram rapidamente derrotados depois disso. Com seu ato, Efnissyen conseguiu se redimir de seus erros, porém acabou lhe custando a vida.

Enquanto Bran batalhava na Irlanda, um chefe rival derrubou seu filho Caradoc e escravizou os chefes britânicos com magia negra. 

O resultado da batalha foi catastrófico. Todos os cidadãos irlandeses foram mortos, exceto cinco mulheres grávidas, e os exércitos de Bran foram reduzidos a apenas sete guerreiros, contando com Bran. Bran foi ferido com um dardo envenenado e estava fadado a morte. Branwen, profundamente triste por seu desconforto ter sido a ruína de todos, acabou morreu de desgosto. 

A Cabeça Milagrosa

O moribundo Bran ordenou aos seus homens restantes que cortassem sua cabeça e retornassem com ela para a Grã-Bretanha, onde deveriam enterrá-la com o rosto voltado para o mar, num lugar chamado Colina Branca. A cabeça de Bran serviu como um poderoso talismã, protegendo a Grã-Bretanha de invasões por muitas gerações antes de ser desenterrada pelo rei Arthur, que afirmou que a partir daquele momento, a Grã-Bretanha seria protegida somente por Deus e pelo exército de Arthur.



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22 de janeiro de 2016

Manannán Mac Lir

۞ ADM Sleipnir



Manannán Mac Lir ("filho do mar") era o deus dos mares da mitologia celta, e um membro dos Tuatha de Danann. Ele é filho de Lir, um deus-mar primordial, cujo os atributos foram eventualmente assumidos por Manannán. Sua contraparte galesa é o deus Manawyddan fab lir, irmão de Bran e Branwen e marido de Rhiannon. 

Manannán Mac Lir é dito ter sido o primeiro governante da Ilha de Man, onde acreditava-se que ele possuía um grande palácio. Os celtas acreditavam que Manannán era "O Senhor do Outro Mundo", e que residia em Emhain Abhlach, a planície de maçãs, um paraíso. Nos primeiros textos celtas, Manannán não é associado aos Tuatha de Danann e nem aparece nas histórias das Batalhas de Magh Tuiredh (Moytura). Sua associação com os Tuatha de Danann só é feita em textos posteriores do século IX em diante. É possível que ele tenha sido uma divindade original da Ilha de Man, e só posteriormente foi incorporado ao panteão. 

Seu símbolo é o Tríscele (ou triskelion de Man) - um símbolo formado por três espirais entrelaçadas, por três pernas humanas flexionadas ou por qualquer desenho similar contenham a ideia de simetria rotacional. Ele representa as pernas de Manannan e a forma como ele caminha sobre as ondas.



Items mágicos

Como um mestre de truques e ilusões, Manannán tinha muitos itens mágicos. Seu cavalo, chamado Aonbarr, podia galopar através das ondas do mar como se fossem terra firme. Ele tinha um navio chamado "Varredor de Ondas"' que não precisava de remos ou velas para viajar. Esse barco é o mesmo que Manannán empresta à Lugh para ajudá-lo a combater os Formorianos. Ele também possuía a "Manta das Brumas" que lhe concedia invisibilidade, um capacete flamejante, e uma espada chamada Fragarach ("Respondente" ou "Retalidadora"), que era um dos seus itens mais poderosos. Conta-se que a simples visão de Fragarach encheria o coração dos homens de medo e fraqueza, fazendo com que respondessem qualquer pergunta que lhes fosse feita e qualquer pessoa que fosse ferida por ela não sobreviveria.




Relações com outros deuses

De acordo com o Táin Bó Cúailnge ("Ataque ao Gado de Cooley"), sua esposa é a bela deusa Fand, uma deusa primeva do mar na mitologia irlandesa, posteriormente descrita como uma "Rainha das Fadas". Certa vez  ela apaixonou-se pelo herói Cú Chulainn. Uma vez que um mortal e uma fada não poderiam ficar juntos sem que a fada fosse destruída, Manannan usou seus poderes para fazer um esquecer do outro. Com Fand, Manannán teve uma filha, cujo nome era Niamh dos Cabelos Dourados. Também é provável que Cliodna seja outra de suas filhas com Fand. Manannán também foi associado com o a deusa do sol Aine, porém algumas fontes a tratam como sua filha, em vez de sua esposa. 

Manannán é muitas vezes visto no papel tradicional de pai adotivo, levantando uma série de filhos adotivos, incluindo Lugh e os filhos de Deirdre.

Em uma de suas vindas ao nosso mundo ele propôs ao Rei Fiachna vitória nas batalhas em troca de passar uma noite com sua esposa. O rei concordou e Manannan tomou Caíntigern (mulher de Fiachna) sob a forma de seu esposo. Nove meses depois nasceu Mongán, que foi levado para o Outro Mundo, onde viveu ao lado do pai até os dezesseis anos. Mongán se tornou um grande rei abençoado pelos votos de felicidade e longevidade do poderoso Deus do Mar.



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30 de novembro de 2015

Goibniu

۞ ADM Sleipnir

Arte de MickThePict
Na mitologia celta/irlandesa, Goibniu (Goibhniu, antigo irlandês, pronuncia-se ɡovʲnʲu) ou Gaibhne (irlandês moderno) era o deus ferreiro dos Tuatha Dé Danann, associado ao deus galês Gofannon e ao deus gaulês Gobannnon. Seu nome tem origem em uma palavra celta que significa "ferreiro".

Goibniu é filho dos deuses Tuireann e Brigid, e é frequentemente agrupado com dois de seus irmãos, o deus da ourivesaria Credne e o deus carpinteiro Luchta, como o Trí Dée Dána ("três deuses da arte"). Os três foram os responsáveis por forjarem as armas que os Tuatha Dé Dannan utilizaram para combater os FomorianosConta-se que bastam três golpes do martelo de Goibniu para forjar a cabeça de uma espada ou lança. Seus irmãos também possuem o dom de terminar seus trabalhos com três movimentos.



Alternativamente, Goibniu é agrupado com Credne e Dian Cecht, o deus da medicina e da cura. Inclusive em algumas versões do mito acerca da criação do braço de prata do rei Nuada, Goibniu é creditado como sendo o criador do mesmo, ao invés de Dian Cecht. Goibniu também é irmão por parte de pai, do deus guerreiro Cian, pai de Lugh, que se tornaria o líder dos Tuatha Dé Danann após  a morte de Nuada 

Goibniu também era um deus associado com a hospitalidade, sendo o anfitrião do Fled Goibnenn ("Banquete de Goibniu"). Este banquete ocorria uma vez por ano, e durante o mesmo, Goibniu servia em um caldeirão mágico, uma cerveja especial que concedia a imortalidade a quem a bebesse, tornando a pessoa mais jovem ao invés de deixá-la embriagada. 




fontes:
  • Celtic Mythology A to Z (2º Edição), de Gienna Matson e Jeremy Roberts;
  • The Encyclopedia of Celtic Mythology, de Patricia Monaghan.


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11 de setembro de 2015

Urisk

۞ ADM Sleipnir


Urisk é uma espécie de criatura feérica oriunda da mitologia escocesa,  que de acordo com as lendas, assombra bosques, cachoeiras e outras fontes d'água na região das Altas Terras Escocesas. É descrita como sendo semelhante a um sátiro/fauno, possuindo a parte superior do corpo de um homem e a parte inferior de uma cabra. 

Urisks são seres incrivelmente inteligente e bondosos, porém são propensos à solidão. Procuram viver afastados de seres humanos, mas de vez em quando se cansam de viver somente na companhia dos animais selvagens, e buscam interagir com humanos, geralmente lhes trazendo boa sorte e companheirismo. No entanto não conseguem fazê-lo por muito tempo e logo voltam para os bosques e florestas. Crianças que andam nos bosques costumam se assustar com os Urisks devido à sua aparência.

Para obter o favor de um Urisk, é necessário apenas oferecer-lhe a sua amizade, visitando-o no bosque, chamando-o e dizendo que precisa do seu apoio. Ele jamais aceitará nenhum presente em troca de seus favores.


fontes:
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26 de agosto de 2015

Sheela-na-gig

۞ ADM Sleipnir



As Sheela-na-Gigs (Síla na Géige, Sheela no Gig) são esculturas figurativas de mulheres nuas exibindo uma exagerada vulva. Dizia-se que estas esculturas protegiam contra a morte e o mal, e por isso,  eram colocadas sobre portas ou janelas para proteger essas aberturas. A vulva também simbolizaria a entrada para o submundo. Usadas juntamente com outras figuras exibicionistas e bestiais na decoração das igrejas, tinham o propósito religioso de advertir contra os pecados da carne e alertar para os castigos infernais.

A Irlanda conta com o maior número de talhas Sheela na Gig conhecidas: em The Sheela-na-Gigs of Ireland and Britain: The Divine Hag of the Christian Celts – An Illustrated Guide, Jack Roberts e Joanne McMahon citam 101 exemplos na Irlanda frente a 45 na Grã-Bretanha. 

Origem



Existe controvérsia a respeito da origem das Sheela-na-gigs. Um ponto de vista, sustentado por Anthony Weir e James Jerman, é que elas foram talhadas pela primeira vez na França e na Espanha no século XI, e chegaram depois à Grã-Bretanha e Irlanda no século XII. A obra de Weir e Jerman foi uma continuação da investigação iniciada por Jørgen Andersen, quem escreveu The witch on the wall (1977), o primeiro livro sério sobre as Sheela na Gigs. Eamonn Kelly, Conservador de Antiguidades Irlandesas do Museu Nacional da Irlanda em Dublin, fala no seu livro Sheela-na-gigs: origins and functions sobre a distribuição das Sheelas na Irlanda para apoiar a teoria de Weir e Jerman: quase todas as Sheelas conservadas in situ estão em regiões conquistadas pelos anglonormandos (século XII), enquanto nas zonas que permaneceram "irlandesas nativas" aparecem só umas pocas. Weir e Jerman também argumentam em Images of lust que a sua localização nas igrejas e a sua fealdade com respeito aos standards medievais sugerem que foram usadas para representar a luxuria feminina como horrível e pecaminosamente corrompedora.

Uma outra teoria, exposta por Jack Roberts e Joanne McMahon, é que as talhas são vestígios dum culto pré-cristão de fertilidade ou à Deusa Mãe. Roberts e McMahon assinalam ao que afirmam que são diferenças em materiais e estilos de algumas Sheelas respeito às suas estruturas circundantes, e que algumas aparecem giradas, para apoiar a ideia de que foram incorporadas desde estruturas anteriores a edifícios cristãos primitivos. Há diferencias entre as típicas figuras exibicionistas "continentais" e as Sheelas irlandesas, incluindo a escasseza de figuras masculinas na Irlanda e Grã-Bretanha, mais frequentes no continente, onde também aparecem posturas mais "contorcionistas".



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14 de agosto de 2015

Belenus

۞ ADM Sleipnir


Belenus (também conhecido como Belen, Belinus, Bellinus, Belenos, Belennos, Belenos, Bel, Bilé) foi uma divindade solar cultuada pelos povos celtas que habitaram as regiões da Gália e Britânia. Ele foi uma divindade bastante popular na mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itália e na costa mediterrânea da Gália. Os seus símbolos são o cavalo e a roda e o seu nome significa literalmente "Deus Brilhante". Sua consorte era Belisama, deusa ligada a forja e ao artesanato.


Além de uma divindade solar, Belenus era associado à ciência, à cura, às fontes térmicas, ao sucesso, à prosperidade e, até mesmo, à colheita e à agricultura. Belenus era invocado em batalhas para garantir a vitória aos corajosos e ferozes guerreiros, uma vez que as batalhas eram consideradas os momentos "mais brilhantes" na vida de um guerreiro. Era dito que o deus ficava lado a lado com quem o invocou, passando sua força até a vitória. Mas também era visto como o deus da iluminação, da sabedoria, e, portanto, acompanhava os grandes líderes e estrategistas.

Belenus era comparado ao deus grego Apolo, e também era relacionado com Ares (Marte) em sua versão guerreira. O festival celta Beltane ("Fogo de Bel") que ocorre todos os anos no dia 1º de maio, provavelmente está conectado ao culto de Belenus. Durante o Beltane, eram acesas fogueiras para encorajar o calor do sol. Estas fogueiras também tinham propriedades restauradoras e o gado era conduzido entre elas, antes de ser solto nos novos pastos de Primavera. 



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15 de julho de 2015

Selkies

۞ ADM Sleipnir


Selkies (do inglês antigo seolh, "selo"; também conhecidas como silkies ou selchies) são criaturas mitológicas pertencentes ao folclore das Ilhas Faroé, Islândia, Irlanda e Escócia, Elas vivem como focas no mar, mas possuem a capacidade de se tornarem humanos ao retirarem suas peles. Da mesma forma, ao vestirem novamente suas peles de foca, elas retornam à sua forma original. 

Quando em forma humana, selkies possuem uma beleza excepcional e também são extremamente encantadoras, fazendo qualquer homem se apaixonar à primeira vista. Ao deixarem sua pele de foca e se transformarem em humanos, selkies tornam-se vulneráveis a serem capturadas, geralmente por aqueles perdidamente apaixonados e encantados com sua beleza. Para se capturar uma selkie, deve-se encontrar a pele de foca da mesma e escondê-la em algum local que ela desconheça ou não tenha acesso. Desta forma, a selkie torna-se incapaz de retornar ao mar.


De acordo com as lendas, uma vez dominadas as selkies podem levar uma boa vida entre os humanos, tornando-se excelentes esposas e mães prendadas. Porém, caso uma selkie encontre sua pele, ela não pensará duas vezes antes de vesti-la e retornar imediatamente ao mar, deixando para trás seu marido e seus filhos. Eventualmente, ela retorna à orla da praia para brincar com seus filhos, mas evita rever seu marido humano.

Existem também selkies do sexo masculino, igualmente belos na sua forma humana e possuidores de um grande poder de sedução sobre as mulheres. Eles geralmente vem à terra firme em busca de relacionamento com mulheres humanas, geralmente aquelas insatisfeitas com sua vida romântica. Isto inclui mulheres casadas esperando por seus maridos pescadores. Se uma mulher quiser fazer contato com um selkie macho, ela deve ir até a orla de uma praia e derramar sete lágrimas no mar.


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6 de julho de 2015

Wulver

۞ ADM Sleipnir



O Wulver é uma criatura oriunda do folclore escocês. Segundo o folclore, seu habitat são as ilhas Shetland, situadas ao largo da costa nordeste da Escócia. Wulvers possuem uma aparência humanóide, porém sua cabeça é de um lobo e seu corpo é coberto por pelos castanho-escuros. Sua boca é cheia de dentes ou presas afiadas. Wulvers possuem inteligência semelhante à dos seres humanos e provavelmente eles também sejam mais fortes do que os humanos.

Por conta de sua aparência, Wulvers são geralmente confundidos com lobisomens, porém, a semelhança entre eles fica só na aparência. Ao contrário de um verdadeiro lobisomem, o Wulver não é um ser metamórfico, e de acordo com a maioria dos contos, nunca foi um ser humano. Os antigos celtas acreditavam que os Wulvers evoluíram dos lobos, e que simbolizavam a fase intermediária entre o lobo e o homem. 

Wulvers são seres bondosos e pacíficos, e optam por viver reclusos em seu habitat, geralmente cavernas. Eles só costumam sair de suas cavernas para buscar alimentos ou outros itens necessários. Desde que não sejam perturbados, os Wulvers são inofensivos aos seres humanos. Algumas histórias contam que eles ajudam pessoas que se perdem nas florestas, guiando-as até uma aldeia próxima. Há ainda uma história onde eles deixam peixes nas janelas ou varandas das casas de famílias famintas. Caso seja atacado, um Wulver é rápido e forte o suficiente para matar um ser humano.



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16 de junho de 2015

Niamh

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia celta, Niamh (conhecida como Niamh do Cabelo Dourado) era filha do deus do mar Manannan Mac Lir e uma das rainhas de Tír na nÓg, a Terra da Eterna Juventude. Sua lenda está diretamente ligada a de Oisin, filho de Fionn mac Cumhaill e um dos maiores poetas da antiga Irlanda.

Oisin era membro de um grupo de heróis conhecido como Fianna, possuidores de grande força, coragem e destreza, tanto para a caça como para as artes guerreiras. Eles também viviam sob um código moral de valores elevadíssimos. Certo dia enquanto caçavam, os Fianna foram abordados por uma mulher de beleza incrível, montada em um belo cavalo branco. A mulher apresentou-se a eles como Niamh do Cabelo Dourado, filha de Manannan,  rei de Tír na nÓg, e ela tinha vindo até ali para se casar com Oisin. 

Oisin, aproximou-se de Niamh e perguntou-lhe que tipo de terra era Tír na nÓg. Niamh descreveu-a como um lugar encantador, onde ninguém jamais adoecia ou envelhecia, terra na qual todos os desejos se concretizavam. Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai ,dos amigos e saltou para o dorso do cavalo dela, prometendo-lhes voltar um dia. Com muita tristeza, os Fianna viram o cavalo branco de Niamh galopando em direção ao mar, e levando consigo o seu herói. O grupo sossegou-se, lembrando do que Oisin tinha prometido retornar. 


Em Tir na nÓg, Oisin e Niamh tinham uma vida magnífica, cheia de alegria e amor. No entanto, aquela vida fantástica não foi capaz de apagar de Oisin as memórias do seu passado e este começou a sentir saudades dos amigos e familiares que tanto o amavam. Niamh percebeu a angustia de Oisin em querer visitar à terra dos mortais e então cedeu-lhe um cavalo mágico para que ele pudesse matar as saudades que sentia, mas alertou-o para jamais tocar o solo enquanto estivesse lá, ou jamais poderia voltar à Tír na nÓg. 

Após prometer que não tocaria a terra, Oisin cavalgou para a Irlanda nas asas do vento. E como predisse Niamh, Erin havia mudado. Ao encontrar uma vila, Oisin indagou por Dagda e os Fianna, e recebeu a resposta de que esses eram nomes de contos de fada, lendas usadas para assustar crianças. Ouviu ainda que São Patrício havia chegado e mudado tudo, agora homens rezavam ao Deus único e seguiam as palavras dos apóstolos de Seu filho. A própria forma dos homens havia mudado. Eram anões comparados com os de sua época. Doenças dominavam seus corpos e vícios suas mentes. Cavalgando pela ilha viu trinta homens tentando em vão levantar uma placa de mármore. Oisin, em sua bondade se aproximou e ofereceu ajuda, levantando facilmente a pesada placa acima de sua cabeça. A sela não agüentou o peso e cedeu, arrebentando as amarras e lançando o guerreiro ao solo. Assim que Oisin tocou com os pés a terra, o cavalo elfico desapareceu. O guerreiro, perdendo a juventude mantida por encanto de Tír na nÓg,  levantou-se como um retorcido ancião, de cabelos brancos e cego. Assim, Oisin nunca mais pode retornar a Tír na nÓg, e sua amada Niamh nunca mais pode ver seu amado.

Muitas lendas recontam como St. Patrick encontrou Oisin, contorcendo-se no chão em sua velhice desamparada e o levou para sua casa. O santo fez o melhor que pôde para converter Oisin ao cristianismo, descrevendo as maravilhas do céu que poderiam ser suas se ele apenas se arrependesse. Mas Oisin respondeu que ele não poderia conceber um paraíso que não se orgulhasse em receber os fenianos, caso eles quisessem entrar, ou um Deus que não estivesse honrado em tê-los entre seus amigos.


fontes:
  • http://maisextraordinarios.blogspot.com.br/
  • http://www.geocities.ws/oisinpatrick/
  • http://caminhocelta.blogspot.com.br/
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12 de maio de 2015

Gwragedd Annwn

۞ ADM Sleipnir


As Gwragedd Annwn ("Esposas do Outro Mundo", em galês) são fadas das águas presentes na mitologia galesa. Segundo as lendas, elas vivem em jardins secretos, escondidos em ilhas no meio de lagos, e que são impossíveis de encontrar, exceto por uma entrada especial aberta em uma rocha próxima a um lago galês no dia de Ano Novo.


Aqueles que encontram uma dessas entradas e ousam atravessá-las acabam encontrando um desses jardins, repleto de maravilhas como as mais belas flores e os mais saborosos frutos. Lá, eles são recebidos pelas Gwragedd Annwn, que lhes ensinam inúmeros segredos e também os convidam a ficarem o tempo que desejarem, contanto que ao partirem não levem consigo nada do que encontrassem no jardim.  

Uma lenda conta sobre um visitante que havia guardado em seu bolso uma flor que havia ganhado das Gwragedd Annwn, pensando que lhe daria sorte. Porém, no momento em que deixou a ilha, a flor desapareceu e ele caiu inconsciente no chão. Desse dia em diante, o portal para aquela ilha foi fechado para sempre.


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6 de março de 2015

Badb

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Badb ("corvo" em irlandês, também conhecida como Badb Catha "corvo de batalha") é na mitologia celta/irlandesa uma deusa da guerra, que atuava nos campos de batalha, os quais eram chamados de "jardim de Badb". Badb aparecia em meio as batalhas sob a forma de um corvo ou de um lobo, e então espalhava medo e confusão entre os soldados, a fim de mover a maré da batalha para o seu lado favorito. 

Badb podia também aparecer antes de uma batalha para prever a extensão da carnificina que estava por vir ou para prever a morte de uma pessoa notável. Ela fazia isso através de gritos de lamentos, levando-a a ser comparada com as Bean-Sídhe.

Algumas fontes dizem que Badb era amiga e ajudante do herói irlandês Cú Chulain. Quando Cú Chulain morreu, Badb pousou em seu ombro sob a forma de um corvo. Como Cú Chulain até então atacou tudo e todos que se aproximavam dele, seus inimigos tiveram certeza que ele havia morrido. 


Badb é geralmente identificada como uma das Morrígna, um trio de deusas guerreiras irlandesas, embora exista uma série de relatos conflitantes sobre este assunto. Em Lebor Gabála Érenn ("O Livro da Tomada da Irlanda"), Badb, Macha e Morrígan compõem a trindade Morrígna e são nomeadas como filhas da deusa da agricultura Ernmas. De acordo com esta versão, ela também é a irmã de Ériu, Banba e Fódla, as três deusas matronas da Irlanda, que dão seus nomes para a terra. Outros contos identificam o trio como sendo filhas do duidra CailitinO Lebor Gabála Érenn também afirma que Badb é uma das duas esposas do deus da guerra Neit. Menos comumente, ela tem sido descrita como a esposa do rei fomoriano Tethra

Em seu papel como uma deusa campo de batalha aterrorizante e prenúncio de desgraça, Badb se assemelha à deusa Nemain, e de fato as duas podem ser na verdade a mesma divindade. Assim como Badb, Nemain também é identificada como corsorte de Neit e às vezes é listada como uma das três Morrígna. Escritores têm usado às vezes os seus nomes de forma intercambiável, sugerindo que elas podem ser de fato uma única deusa. 


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Ruby