14 de fevereiro de 2014

Supay

۞ ADM Sleipnir


Nas mitologias dos povos incas e aymaras, Supay (ou Zupay) era tanto o deus da morte e governante do Uca Pacha, o submundo inca, como uma raça de demônios. Ele também é o Senhor da riqueza mineral, sendo capaz de transformar veias de prata em quartzo e veias de ouro em piritas .

Às vezes, ele é descrito como um monstro com corpo de leão, chifres de carneiro, dentes e patas do tigre, e exala cheiro de enxofre. Ele possui habilidades metamórficas para se transformar em um gato, um porco ou uma coruja, e podem habitar tais fenômenos naturais como um terremoto, furacão ou tempestade. Quando irritado, ele pode rugir como um javali, enquanto em outros momentos ele grunhe como um porco.

Em certas ocasiões, ele assume a forma de um belo jovem solteiro. Ele, então, ganha a confiança de uma pessoa, a fim de possuir seu corpo e causar epilepsia ou loucura. Isto coincide com o principal objetivo de Supay, que é prejudicar os seres humanos.

Com a colonização espanhola nas Américas, os sacerdotes cristãos usavam o nome Supay quando se referiam ao diabo cristão. No entanto, ao contrário dos europeus em relação ao diabo cristão, os povos indígenas não temiam Supay, e tinham ainda o costume de invocar a sua proteção.

Supay adquiriu um simbolismo sincrético, tornando-se o personagem principal das "diabladas" da Bolívia (vistas no Carnaval de Oruro), Peru, e outros países andinos. O nome Supay costuma ser traduzido para " diablo " (diabo) na maioria dos países sul-americanos. Em alguns deles, por exemplo, a região norte da Argentina, o submundo onde Supay reina, é chamado de "Salamanca" .

Em algumas áreas do Peru, os Quíchuas continuam a tradição da dança do Supay na "Mamacha Candicha", que significa aproximadamente " A virgem flamejante" e é um festival de dança com duração de até duas semanas. No entanto, a dança do Supay pode ser performada para turistas em outras ocasiões, não necessariamente relacionadas com a Mamacha Candicha.



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13 de fevereiro de 2014

Os Faraós

۞ ADM Sleipnir


O Faraó era o líder político e religioso do povo do Antigo Egito, e detinha os títulos de Senhor Das Duas Terras e Sumo Sacerdote De Todos os Templos. A palavra "faraó" é a forma grega do egípcio Per-aa, que era a designação para o palácio real. O nome do palácio real tornou-se associado ao governador e, com o tempo, passou a ser usado exclusivamente para designá-lo.

Em 3000 a.C., as primeiras dinastias surgiram no Egito, com a unificação do Alto e do Baixo Egito. Os governantes dessas dinastias foram equiparados aos deuses e com os deveres e obrigações decorrentes desses deuses. Como governante supremo do povo, o faraó era considerado um deus na terra, o intermediário entre os deuses e as pessoas, e quando ele morria, acreditava-se que ele se tornava Osíris, o deus dos mortos. No papel de "Sumo Sacerdote De Todos os Templos", era dever do faraó construir grandes templos e monumentos celebrando suas próprias realizações e prestando homenagem aos deuses da terra. Além disso, o faraó poderia oficiar cerimônias religiosas, escolher os locais dos templos e decretar qual trabalho seria feito (embora ele não pudesse escolher sacerdotes e muito raramente participava do projeto de um templo). Como "Senhor das Duas Terras" o faraó criava as leis, dominava toda a terra do Egito, recolhia impostos, guerreava e defendia o país contra agressões. 


Os governantes do Egito eram geralmente os filhos ou herdeiros declarados do faraó anterior, nascidos da Grande Esposa (consorte do faraó) ou, as vezes, uma esposa de menor hierarquia, à quem o faraó favorecia. Inicialmente, os governantes se casavam com aristocratas femininas em um esforço para estabelecer a legitimidade de sua dinastia, ligando-o às classes superiores de Mênfis, que era a capital do Egito. Para manter a linhagem sanguínea pura, muitos faraós casavam com suas irmãs ou meias-irmãs. O Faraó Akhenaton casou com suas próprias filhas. 

A principal responsabilidade dos faraós era manter o equilíbrio de Ma'at (a harmonia universal) no país. Acreditava-se que a deusa Maat (pronuncia-se 'may-et' ou 'my-eht') operava a sua vontade através do faraó, mas cabia ao governante interpretar a deusa corretamente e, em seguida, agir de acordo com ela. Assim, a guerra era um aspecto essencial do governo do faraó, especialmente quando era vista como necessária para a restauração do equilíbrio e harmonia da terra. O faraó tinha o sagrado dever de defender as fronteiras da terra, e também de atacar os países vizinhos por recursos naturais se  isso fosse de interesse da harmonia.

Durante a 3ª dinastia, o faraó Djoser obteve riqueza, prestígio e recursos suficientes para que a Pirâmide de Degraus pudesse ser construída, em honra da prosperidade da terra e outros faraós do Reino Antigo, em seguida, seguiram o seu exemplo, culminando na construção da Grande Pirâmide de Giza, imortalizando o faraó Khufu e tornando manifesto o poder e governo divino do faraó no Egito. 


Com o colapso do Médio Império Egípcio, em 1640 a.C., o Egito passou a ser governado pelo misterioso povo semita conhecido como os hicsos. Os hicsos, no entanto, emularam todas as práticas dos faraós egípcios e mantiveram os costumes vivos até que seu reino foi derrubado pela linhagem real da 17ª dinastia egípcia, que depois deu origem a alguns dos mais famosos faraós, como Ramsés, o Grande e Amenhotep III. Embora os faraós fossem predominantemente do sexo masculino, a rainha Hatshepsut da 18ª dinastia (também conhecida como Ma'at-kare) governou com sucesso por mais de vinte anos e, durante o seu reinado, o Egito prosperou bastante. Hatshepsut foi responsável por mais projetos de obras públicas que qualquer faraó, exceto Ramsés II, e seu governo foi marcado pela paz e prosperidade em todo o Egito. Quando Tutmés III chegou ao poder, Hatshepsut teve sua imagem removida de todos os seus templos e monumentos, em um especulado esforço para restaurar a "ordem natural" em que uma mulher nunca deveria ter o título de faraó e ele temia que o exemplo de Hatshepsut pudesse inspirar outras mulheres a "esquecerem o seu lugar" na ordem sagrada e aspirassem ao poder que os deuses reservaram para os homens. 

O prestígio da figura do faraó diminuiu consideravelmente após a derrota dos egípcios para os persas na batalha de Pelusa, em 525 a.C., e, ainda mais, após as conquistas de Alexandre, o Grande. Na época da última faraó, a famosa Cleópatra VII Philopator da dinastia ptolomaica, o título já não tinha o mesmo poder de outrora, poucos monumentos foram erguidos em seu governo e, com sua morte, em 30 a.C. , o Egito se tornou uma província romana e a glória e o poder dos faraós do Egito ficaram somente na memória.





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12 de fevereiro de 2014

Hécate

۞ ADM Sleipnir


Hécate (Hecate, Hekate, Perséia) era uma antiga e complexa deusa grega, mas originalmente adorada pelos povos da Ásia Menor. Ela ocupava vários papéis diferentes, incluindo o de deusa da terra, rainha do submundo, e deusa da magia e da bruxaria. De acordo com o escritor grego Hesíodo, Hécate era a filha do Titã Perses e da ninfa Astéria. Hesíodo alegou que Hécate era a favorita de Zeus, que fez dela a deusa da terra, do céu e do mar. Foi dito também que o próprio Zeus a consultava antes de conceder algo a alguém

Associações 

Como uma deusa tríplice, ela foi identificada com os três aspectos da lua e era representada por mulheres de três diferentes idades. No céu, ela tomou a forma da velha Selene, a lua. Na Terra, ela estava ligada a Ártemis ( Diana ), deusa da caça. No submundo, ela estava ligada com a donzela Perséfone, esposa de Hades.

Por causa de sua associação com a lua, Hécate era vista como uma deusa da noite, da magia e dos feitiços. A magia foi muitas vezes praticado onde as estradas se encontraram, e os gregos estabeleceram santuários a ela nessas encruzilhadas, especialmente onde três estradas se reuniam. 



Em seu papel como deusa da magia, Hécate é representada como uma figura de três cabeças, que vigiava a encruzilhada onde eram realizados seus ritos. Para seus adoradores, ela poderia trazer boa sorte e sucesso, mas ela também pode ser uma poderosa força negativa. Mais tarde, a tradição cristã enfatizou esse lado de sua natureza, retratando Hécate como uma figura do mal e que era a rainha das bruxas.

Embora na maioria das vezes associada a cães, ela também está associada com sapos, cavalos, serpentes, vacas e corujas. Em sua forma de três cabeças, ela é muitas vezes representada com uma ou mais cabeças de animais.




Participação nos Mitos

Hécate não possui muitas participações nos mitos gregos, tendo sempre papéis secundários. Ela participa da Titanomaquia ao lado de Zeus e auxiliou Deméter em sua busca por Perséfone, guiando-a durante a noite com tochas de fogo. Após o reencontro de mãe e filha, se tornou ministra e companheira de Perséfone no submundo. Ela também combateu Héracles quando ele tentou enfrentar Cérbero, seu cão de companhia no submundo.

Curiosidades 

  • Medéia era uma sacerdotisa de Hécate. Em alguns relatos, ela é realmente a filha de Hécate ; 
  • Segundo algumas fontes, Hécate também seria mãe da feiticeira Circe; 
  • O aparecimento de cães negros uivando à noite significava que Hécate estava por perto, e seus latidos anunciavam sua abordagem;
  • Ela só pode ser vista pelos cães; 
  • Seu nome era invocado durante a noite nas encruzilhadas das cidades; 
  • Ela é dita viver perto dos túmulos de vítimas de assassinato.




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11 de fevereiro de 2014

Apotamkin

۞ ADM Sleipnir


A Apotamkin é uma criatura pertencente ao folclore nativo-americano. É uma criatura monstruosa que muitas vezes é identificada erroneamente como um vampiro por não-nativos americanos. Essa confusão se dá principalmente pela menção do nome Apotamkin na saga "Crepúsculo". Na verdade, esta criatura tem muito pouca semelhança com os vampiros. 

No folclore das tribos Maliseet e Passamaquoddy, o Apotamkin é descrito como uma enorme e temível serpente marinha, com grandes presas. Ela vive na Baía de Passamaquoddy, escondida nas profundezas, esperando que as suas vítimas (geralmente crianças) cheguem perto o suficiente para serem arrastadas para o fundo da baía e devorá-los.

Algumas histórias dizem que essa criatura era uma mulher que se transformou em uma serpente. Estas histórias também dizem que ela tem o cabelo vermelho. Histórias sobre essa criatura teriam sido utilizadas ​​para instilar o medo em crianças, com o intuito de impedi-las de se aventurarem sozinhas, sem supervisão dos pais.



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10 de fevereiro de 2014

Jiangshi

۞ ADM Dama Gótica



O Jiangshi (chinês 僵尸, Chiang-shih), é um tipo de vampiro zumbi ou cadáver reanimado que anda "pulando", presente em lendas chinesas. Ele é geralmente descrito como um cadáver rígido vestido com vestes oficiais da dinastia Qing, e move-se saltando com os braços estendidos. Acredita-se que o corpo do Jiangshi seja tão rígido que não pode dobrar seus membros, por isso tem de se movimentar por saltos, mantendo os braços esticados para a mobilidade.

O Jiangshi mata as criaturas vivas para absorver sua "força da vida", geralmente durante a noite, enquanto que durante o dia, ele descansa em um caixão ou se esconde em lugares escuros, como cavernas. 

O estudioso da dinastia Qing, Ji Xiaolan, menciona em seu livro Yuewei Caotang Biji que os cadáveres reanimados podem ser de dois tipos: o primeiro, uma pessoa recentemente falecida que volta à vida, e o segundo, um cadáver que tenha sido enterrado à muito tempo, mas não se decompôs. E algumas causas dessas reanimações são:
  • A composição química do solo onde o cadáver estava enterrado não ser adequada para os organismos vivos, assim bactérias não podem a ajudar no processo de decomposição;
  • O uso das artes sobrenaturais para ressuscitar os mortos;
  • Espíritos que tomam posse de um corpo morto;
  • Um cadáver que absorve energia vital dos vivos o suficiente para voltar à vida;
  • A pessoa morta não ser enterrada, mesmo depois de um funeral ser realizado. O cadáver ganha vida após ser atingido por um raio, ou quando uma gata grávida (ou um gato preto em alguns contos) pula sobre o caixão;
  • A alma de uma pessoa não consegue deixar o corpo do falecido, devido à morte imprópria, suicídio, ou apenas querendo causar problemas;
  • Uma vítima de enterro prematuro;
  • Uma pessoa ferida por um Jiangshi está infectada com o "vírus Jiangshi” e, gradualmente, se transforma em um Jiangshi ao longo do tempo, como se vê nos filmes Mr. Vampiro.

Geralmente, a aparência de um Jiangshi pode variar de comum (como no caso de uma pessoa recentemente falecida) para horrível (com carne podre, como de cadáveres que estão em um estado de decomposição ao longo de um grande período de tempo).

Uma característica peculiar é a sua pele verde clara. Uma teoria que explica a cor é que esta cor vem de fungos ou mofo crescendo nos cadáveres. Diz-se ter o cabelo branco ao longo de toda a cabeça e pode se comportar como animais. 

Métodos e itens utilizados para combater Jiangshis
  • Espelhos: no livro de medicina de Li Shizhen Bencao Gangmu é mencionado "um espelho é a essência do metal líquido é escuro no externo, mas brilhante dentro". Acredita-se que Jiangshis tenham medo de seus próprios reflexos;
  • Itens feitos de madeira de uma árvore de pêssego: O Jingchu Suishi Ji menciona que "o pêssego é a essência dos Cinco Elementos. Ele pode subjugar auras malignas e abalar os maus espíritos”.
  • O canto de um galo: o livro de Yuan Mei Zi Bu Yu é mencionado que "espíritos malignos fogem quando ouvem o chamado de um galo";
  • Sementes de Ziziphus jujuba : Zi Bu Yu menciona que " pregar sete sementes de jujuba nos pontos de acupuntura nas costas de um cadáver ";
  • Fogo : Zi Bu Yu menciona que "quando incendiados, o som do estalar das chamas ,faz o sangue correr e os ossos chorarem ";
  • Cascos de um burro preto: item mencionado no romance de fantasia de Zhang Muye,  "Blows Spirit Out the Light";
  • Vinagre: Mencionado por médicos legistas no leste de Fujian;
  • Arroz glutinoso, palha de arroz;
  • Feijão Azuki;
  • Sineta;
  • Fios manchados com tinta preta;
  • O sangue de um cão preto;
  • Vassoura.
A influência de histórias de vampiros ocidentais trouxe o aspecto de sugadores de sangue para o mito chinês nos tempos modernos, em combinação com o conceito de fantasma faminto, embora tradicionalmente eles ajam mais como zumbis ocidentais.

Uma das fontes de histórias Jiangshi vem da prática popular de "transportar um cadáver por mais de mil metros". Os parentes de uma pessoa que morreu longe de casa e que não podiam pagar um veículo para transportar o corpo da pessoa falecida ao lugar onde haveria o enterro, contratavam um sacerdote taoísta para realizar um ritual para reanimar a pessoa morta e ensinar a ela o caminho a seguir até o enterro. 

Os sacerdotes transportavam os cadáveres somente à noite e tocavam sinos para avisar as pessoas nas proximidades de sua presença, porque era considerado má sorte para uma pessoa viva colocar os olhos em cima de um Jiangshi. 

Esta prática, também chamada de Xiangxi ganshi, era popular em Xiangxi, onde muitas pessoas deixavam a sua terra natal para trabalhar em outros lugares. Depois que eles morriam, seus corpos eram transportados de volta para sua cidade natal, pois acreditava-se que as suas almas sentiriam saudades se fossem enterradas em um lugar diferente de sua terra. 

Os cadáveres eram dispostos na vertical em fila indiana, e amarrados a longas varas de bambu, enquanto dois homens (um na frente e um na parte de trás) levariam as extremidades das hastes sobre os seus ombros. Quando as varas de bambu flexionavam para cima e para baixo, os corpos pareciam estar "pulando" quando vistos de certa distância. 

Um relato de transporte de cadáveres esta descrito no livro de Liao Yiwu, The Corpse Walker. No relato é descrito como cadáveres seriam transportados por dois homens. Um deles carregaria o cadáver nas costas com um grande manto que também o cobriria e usaria uma mascara de luto por cima. O outro homem iria andar na frente com uma lanterna e avisar seu companheiro sobre os obstáculos à sua frente. A lanterna era usada como um guia visual para o transportador do cadáver, uma vez que ele não podia ver devido ao manto que o cobria.

Especula-se no livro que o transporte dos cadáveres era realizado durante a noite para evitar o contato com as pessoas e o ar mais frio seria mais adequado para o transporte de corpos. Alguma pessoas também especulam que as histórias sobre Jiangshi foram originalmente criadas por contrabandistas, que disfarçavam suas atividades ilegais como transporte de cadáveres e queriam assustar os agentes da lei.

Lendas sobre Jiangshi inspiraram gêneros da literatura e filmes, em Hong Kong e na Ásia Oriental.
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8 de fevereiro de 2014

A Edda Poética: Parte II - Hávamál

۞ ADM Sleipnir

Tradução e Notas de Márcio Alessandro Moreira.


O Hávamál ("As Palavras do Altíssimo") é o segundo poema da Edda Poética. Este tesouro foi preservado apenas no Codex Regius e acredita-se que sua composição original seja datada do início do século 10 d. c. e derivado da antiga tradição oral. O poema é mencionado por Eyvindr skáldaspillir em sua obra Hákonarmál (de cerca de 960 d. c.). Snorri Sturlusson cita uma estrofe do Hávamál na sua Edda em Prosa, no Gylfaginning cap. 02. Além de conselhos sábios o poema narra á magia das runas e o sacrifício de Óðinn na árvore Yggdrasill.

Hávamál

001."Em todos os portões
antes de ir adiante,
tu deve olhar ao redor,
deve observar;
porque não se sabe ao certo
onde o inimigo
se senta nos bancos à frente*."

002."Doadores, Salve!
O convidado chegou,
onde ele deve se sentar?
Ele está muito apressado,
aquele que no fogo
testará sua sorte."

003."É necessário fogo
para aquele que chegou
e seus joelhos estão gelados;
de comida e roupas,
o homem necessita,
aquele que viajou das montanhas."

004."É necessário água
para aquele que chegou para se alimentar,
de toalha e de um convite,
de boa disposição,
se ele puder conseguir,
com conversa e silêncio em retribuição."

005."É necessário de inteligência
para aquele que viaja muito,
tudo é fácil em casa;
de escárnio serve
aquele que nada sabe
e se senta com homens sábios."

006."De seus pensamentos
um homem não deve se orgulhar,
mas de bastante cautela;
quando alguém sábio e silencioso
chega para as premissas,
raros infortúnios acontecem aos cautelosos;
desde que um homem nunca obtenha,
um melhor amigo,
do que um pouco de bom senso."

007."O convidado cauteloso,
aquele que chega para se alimentar,
mantém silêncio com os ouvidos afinados;
ele ouve com seus ouvidos,
e olha com seus olhos;
assim todo homem sábio se informa."

008."É afortunado,
aquele que adquire para si
elogio e consideração;
é mais difícil obter isso,
do que um homem ter
o coração de outro."

009."É afortunado,
aquele que tem para si
renome e inteligência, enquanto ele viver;
desde que maus conselhos
um homem frequentemente recebe
do coração de outro."

010."Um fardo melhor
nenhum homem carrega em sua jornada
mais do que ter um pouco de bom senso;
é melhor que riquezas
encontradas em uma terra estranha,
tal é os recursos de um homem pobre."

011."Um fardo melhor
nenhum homem carrega em sua jornada
mais do que ter um pouco de bom senso;
ele não carrega
piores provisões na planície,
mais do que estar cheio de bebida."

012."A bebida dos filhos dos homens
não é boa,
como eles dizem;
desde de que em sua própria mente
um homem sabe menos,
quanto mais ele bebe."

013."Isso é chamado de garça do esquecimento,
que paira acima das festas de bebidas,
roubando a mente de um homem;
com as penas desse pássaro
eu fui acorrentado
no jardim de Gunnlöð*."

014."Bêbado eu estava,
estava bêbado demais
com o sábio Fjalarr*;
por causa da melhor bebida,
que cada homem
recobre sua mente."

015."De poucas palavras e prudente,
e corajosos na guerra
as crianças do rei devem ser;
feliz e alegre
cada um deve ser
até a hora de sua morte."

016."O homem tolo
pensa que viverá para sempre,
se evitar a batalha;
mas a velhice não
dará a ele nenhuma paz,
embora ele seja poupado das lanças."

017."O tolo boceja
quando entre o povo ele chega,
ele murmura e aborrece;
mas tudo de uma vez,
se ele conseguir um bebida,
então a mente do homem é exibida."

018."Apenas ele sabe,
aquele que viajou amplamente,
e tem viajado muito,
cada mente
governa cada homem,
que quem tem inteligência que sabe."

019."Não deixe o homem se manter sobre o copo,
todavia beba moderadamente o hidromel,
fale o necessário ou fique quieto;
de maus hábitos
nenhum homem te acusará
se tu for ir dormir cedo."

020."O homem ganancioso,
a menos que ele conheça sua mente,
come para sua tristeza;
frequentemente traz o riso
quando chega entre os sábios,
a barriga do homem tolo."

021."Os rebanhos sabem
quando eles deveriam estar em casa
e então eles vão do pasto;
mas o homem tolo
nunca sabe
a medida de seu estomago."

022."O homem miserável
e de mal temperamento
ri de qualquer coisa;
ele não sabe que
o que ele deveria saber,
que ele não é livre de faltas."

023."O homem tolo
fica acordado todas as noites
e preocupa-se com tudo;
então ele fica cansado,
quando chega a manhã,
toda sua preocupação está como estava."

024."O homem tolo
pensa que todos aqueles que riram com ele
são seus amigos;
ele não notifica,
apesar de que eles falam mal dele
quando ele se senta com sábios."

025."O homem tolo
pensa que todos aqueles que riram com ele
são seus amigos*;
então ele descobre isso,
quando ele chega para a assembleia,
que ele tem poucos advogados."

026."O homem tolo
pensa que sabe tudo,
se ele está numa cabana;
mas ele não sabe,
o que deve dizer
se ele for testado pelos homens."

027."O homem tolo
que se encontra entre o povo
é melhor ficar quieto;
ninguém sabe que
ele não sabe nada
a menos que ele fale demais,
o homem não sabe
que nada sabe,
quando fala demais."

028."Sábio parece,
quem pode perguntar
e conversar também;
nada pode se esconder
dos filhos dos homens,
do que é dito sobre os homens."

029."Em abundancia fala,
aquele nunca fica quieto,
com palavras absurdas;
a veloz língua,
a menos que tenha controle,
frequentemente canta o que não é bom."

030."Não ridicularize
outro homem,
quando vier entre os parentes;
então muito sábio parece
se ele não é questionado,
e deixe ele permanecer ileso."

031."Sábio parece,
aquele que foge,
do convidado que zomba de convidado;
ele certamente não sabe ao certo
quem que zomba dele no banquete,
se ele fala com inimigos."

032."Muitos homens
são gentis uns com os outros
mas no banquete
as pessoas se difamam;
isso sempre acontece:
convidado brinca com convidado."

033."Se alimentar cedo
frequentemente um homem deve fazer,
a menos que ele venha a visitar os parentes;
ele se senta e examina ávido,
se comporta como faminto
e participa pouco da conversa."

034."Longo é o caminho
para um mal amigo,
embora ele habita na estrada;
mas para um bom amigo
a estrada é direta,
embora ele esteja longe."

035."É necessário ir,
não deve o convidado ficar
sempre em um lugar;
o querido se torna odioso,
se por muito tempo ficar
na casa de outro."

036."A casa própria é melhor,
embora seja pequena,
no lar cada um é seu próprio senhor;
embora se possuir duas cabras
e um salão de teto de palha*
é melhor que pedir por caridade."

037."A casa própria é melhor,
embora seja pequena,
no lar cada um é seu próprio senhor*;
sangra o coração
daquele que é forçado a pedir
para se alimentar a cada refeição."

038."Da própria arma
não deve o homem no campo aberto
deixar a menos de um passo;
porque não se pode saber
quando na estrada
o homem necessitará da lança."

039."Eu nunca encontrei um homem tão liberal
ou tão generoso com alimento
que não aceitasse um presente;
ou de sua riqueza
tão liberal,
para desprezar uma recompensa, se recebe-la."

040."Com sua riqueza,
que ganhou acumulando,
não deve o homem sofrer necessidade;
frequentemente é reservado para o odioso
aquilo foi preparado para o amigo,
isso vai muito pior que o previsto."

041."Com armas e vestimentas
devem os amigos se alegrarem,
aqueles que parecem para si mesmos;
doadores e retribuidores
são por muito tempo amigos,
se as coisas forem bem."

042."Para um amigo
o homem deve ser amigo
e pagar presente com presente;
risada com risada
o homem deve retribuir,
mas falsidade com falsidade."

043."Para um amigo
o homem deve ser amigo
para ele e seu amigo;
mas amigo de um amigo
de um inimigo um homem não deve
ser amigo."

044."Saiba, se tu tem um amigo,
em quem tu bem confia,
e tu quer algo de bom dele;
deve compartilhar sua mente com a dele,
e trocar presentes,
e frequentemente ir encontra-lo."

045."Se tu tem outro,
em que tu mal confia,
e tu quer algo de bom dele;
fale gentilmente com ele,
com pensamentos falsos
e pague falsidade com falsidade."

046."Há mais sobre este,
de quem tu mal confia
e tu suspeita de sua afeição;
tu deve rir com ele
e falar o contrário de seus pensamentos,
tu terá que retribuir os presentes recebidos."

047."Eu fui jovem anteriormente,
eu viajei totalmente sozinho,
então eu entrei errado em meus caminhos;
rico eu parecia,
quando eu encontrei outro,
homem é deleite de homem."

048."Os generosos e valentes
homens vivem melhor,
e raramente alimenta tristeza;
mas o homem tolo
teme tudo,
o avarento é sempre ansioso por presentes."

049."Minhas vestes,
no campo, eu doei,
para dois homens de madeira;
guerreiros eles pareciam
quando tiveram as roupas
vergonhoso é a nudez do guerreiro."

050."O jovem abeto decai,
que se ergue no campo,
não abriga nem casca nem folha;
assim é o homem,
que não tem nenhum suporte:
por que ele deveria viver por muito tempo?"

051."Mais ardente que o fogo
queima entre os falsos amigos
a amizade por cinco dias;
mas então se extingue
quando o sexto chega
e toda amizade fica pior."

052."Nada grandioso
o homem deve doar,
frequentemente com pouco se consegue um pouco de louvor;
com metade de um pão
e com um copo inclinado*
eu encontro um companheiro."

053."Um pouco de areia,
um pouco de mar,
pequena são as mentes dos homens;
porque todos os homens
não são igualmente sábios,
apenas a metade de todos os homens o são."

054."Meio sábio
todo homem deve ser,
nunca muito sábio;
desses homens são
os que vivem bem melhor
aqueles que não sabem muito."

055."Meio sábio
todo homem deve ser,
nunca muito sábio*;
porque o coração do homem sábio
raramente é feliz,
se ele possuir muita sabedoria."

056."Meio sábio
todo homem deve ser,
nunca muito sábio*;
seu próprio destino
ninguém deve saber antecipadamente,
porque a mente fica livre de tristeza."

057."Tocha da tocha,
queima até se consumir,
fogo é acendido de fogo;
homem de homem
torna-se conhecido por sua fala,
mas o tolo por seu orgulho."

058."Cedo se levanta
aquele que de outro deseja
ter a riqueza ou a vida;
raramente um lobo lento
consegue uma coxa*,
ou o homem dormente vencer."

059."Cedo se levanta
aquele que tem pouco serventes,
e vai ele mesmo vigiar o trabalho;
muito perde
aquele que dorme até de manhã,
metade da riqueza depende do impulso."

060."De madeira seca
e de telhado de madeira de bétula
isso pode o homem medir;
e quanto dessa madeira
terá que durar
no tempo das estações do ano."

061."Lavado e alimentado
o homem cavalga para a assembleia,
ainda se não estiver bem vestido;
de seus sapatos e roupas
nenhum homem deve se envergonhar
nem ainda do cavalo
ainda se não for tão bom."

062."Fareja e inclina*,
aquela que vem do mar,
a águia sobre o velho oceano;
assim é um homem
que chega entre muitos,
e tem poucos porta-vozes."

063."Perguntar e falar
todo sábio deve,
se quiser ser chamado de sábio;
apenas um deve saber,
nenhum outro deve,
o povo saberá se houver três."

064."Seu poder
o prudente deve
usar com moderação para com todos;
então ele encontra isso
quando ele chega entre os bravos,
que ninguém é o mais vigoroso de todos."

065.["Um homem deve ser atento
e precavido também,
e com julgamento confiar no amigo*;]
das palavras
que um homem diz para outro
ele frequentemente recebe compensação."

066."Muito cedo
eu venho em muitos lugares,
mas tão tarde em alguns;
a cerveja foi bebida,
as vezes nem ainda fermentada,
raramente se encontra repugnância entre o povo."

067."Aqui e lá,
nas casas eu seria convidado,
se eu não precisasse me alimentar,
ou pendurado dois presuntos
para o amigo leal,
onde eu tinha comido um."

068."Fogo é bom
para os filhos dos homens
e a vista da Sól*;
sua saúde
se o homem puder ter,
e uma vida sem vício."

069."Nenhum homem é de todo miserável
embora a saúde dele seja má;
alguns deles são afortunados com filhos,
alguns com amigos,
alguns com abundante riqueza,
alguns com boas proezas."

070."Melhor é para o vivente
e que vive feliz*,
sempre conseguir uma vaca;
eu vi o fogo queimar
perante o homem rico,
e lá fora estava morto perante as portas."

071."O homem manco cavalga um cavalo,
o maneta conduz o rebanho,
o surdo combate e é útil;
ser cego é melhor
que ser cremado*:
ninguém se beneficia de um corpo."

072."Um filho é melhor,
embora ele nasceu tarde,
depois que o pai se foi;
raramente a lápide
fica próximo a estrada,
a menos que seja erguida de um parente para outro parente."

073."Dois são mais terríveis que um,
a língua é assassina da cabeça;
abaixo de cada manto
eu aguardo uma mão*."
074."De noite está feliz
quem confia nas providências,
pequenas são as cabinas dos navios;
instável elas são nas noites de outono;
o tempo muda
em cinco dias
e ainda mais em um mês*."

075."Ele não sabe
que nada sabe,
muitos se tornam tolos por causa do ouro;
um homem é rico,
o outro é pobre,
ele não deve culpa-lo pelo infortúnio."

076."O gado morre,
os parentes morrem,
tu mesmo morrerá;
mas a boa fama
não morre nunca
de todo aquele que a conseguiu."

077."O gado morre,
os parentes morrem,
tu mesmo morrerá;
uma coisa eu sei
que nunca morre:
a fama de cada morto."

078."Os armazéns cheios
dos filhos de Fitjungr* eu vi,
agora eles usam cajados de mendigos;
é a riqueza
um piscar de olho,
o mais inconstante dos amigos."

079."O homem tolo,
se conseguir possuir
a riqueza ou o amor de uma mulher,
aumenta seu orgulho,
mas nunca o bom senso:
ele avança apenas em orgulho."

080."Então isto é provado,
quando tu for consultar as runas,
que são conhecidas pelos Regin*,
aquelas criadas pelos Ginnregin*
e pintadas pelo Fimbulþulr*;
então ele tem melhor, se ele ficar calado."

081."No anoitecer deve se louvar o dia,
a esposa, quando ela é cremada,
a espada, quando é provada,
a donzela, quando é recém-casada,
o gelo, quando é atravessado,
a cerveja, quando é bebida."

082."A madeira deve ser cortada ao vento,
remar ao mar no bom tempo,
no escuro com uma jovem falar,
muitos são os olhos do dia;
um navio serve para viagens,
um escudo para proteger,
uma espada para golpear,
mas uma donzela para beijar."

083."Se deve beber cerveja perto do fogo,
sobre o gelo patinar,
comprar um cavalo magro,
e uma espada suja*,
alimentar o cavalo no lar,
e o cão na fazenda."

084."Nas palavras de uma donzela
não deve nenhum homem acreditar,
nem o que a mulher diz,
porque na roda que gira,
nos corações delas foram formados,
a inconstância em seus peitos."

085."Um arco frágil,
um fogo ardente,
um lobo uivando,
um corvo berrando,
um porco que grunhe,
uma árvore sem raízes,
das ondas que se levantam,
o caldeirão que cozinha,"

086."A lança que voa,
a onda que cai,
o gelo de uma noite,
a cobra que se retorce,
do discurso da mulher na cama,
e a espada quebrada,
a disputa dos ursos,
e o filho de um rei,"

087."Um bezerro doente,
o escravo engenhoso,
das confidências de uma Völva*,
de um recente assassinato*."

088."Em um campo semeado logo
nenhum homem confia,
nem tão prematuramente em um filho,
o tempo governa o campo
e a sabedoria de seu filho;
cada um deles é um risco."

089."O assassino de seu irmão,
embora o encontre na estrada,
em uma casa semi-queimada,
em um cavalo veloz,
nessa hora o cavalo é inútil,
se ele quebrar a pata,
nenhum homem é tão confiante,
para confiar em tudo isso."

090."Assim que é o amor de uma esposa,
que é falso de pensamento:
é como conduzir um cavalo forte
sobre o gelo escorregadio,
selvagem, de dois anos
e estando mal treinado;
e no vento enfurecido
em um barco sem leme,
ou um homem manco que tenta capturar
uma rena numa montanha escorregadia."

091."Eu agora falo abertamente,
porque eu conheço ambos,
traiçoeiro é para as mulheres o coração dos homens;
quando nós mais falamos doce,
mas nós falsamente pensamos:
que iludi as mentes sábias."

092."Docemente deve falar
e doar riquezas
aquele que deseja ganhar o amor de uma mulher,
louvar a aparência
da radiante garota:
ele que corteja vencerá."

093."Repreender o amor
um homem não deve
nunca a outro;
frequentemente captura o sábio,
enquanto que o tolo não captura,
a radiosa aparência."

094."Repreender não
deve um homem a outro,
do que acontece a muitos homens;
tolo do sábio
faz os filhos dos homens,
esse é o poder do desejo."

095."Apenas a mente conhece
o que reside perto do coração,
quando ele está só com seus sentimentos;
não há doença pior
para o homem sábio
do que ele mesmo não ser feliz."

096."Isso eu então experimentei
quando eu me sentava entre os caniços,
e esperava por meu desejo;
carne e coração
era para mim aquela sábia donzela,
mas eu ainda não consegui possui-la."

097."A filha de Billingr*
eu encontrei na cama,
branca como a Sól, dormindo;
os privilégios de um nobre
não era nada para mim,
a menos que com essa semelhante beleza eu pudesse viver."

098."Perto do anoitecer
tu deve, Óðinn, chegar,
se tu deseja falar com a donzela;
tudo será fatal
a menos que apenas nós dois saibamos
de similar vício juntos."

099."Eu retornei de volta
e parecia feliz
guiado pelo desejo;
eu cheguei a pensar
que eu teria
todo o amor dela e afeição."

100."Então eu cheguei
na noite seguinte
todos os guerreiros estavam acordados,
com luzes acesas
e carregando tochas,
assim eu fui verificar o caminho da desgraça."

101."Na próxima manhã,
quando eu estava chegando,
dessa vez o povo estava dormindo;
dessa vez eu encontrei apenas a cadela cinzenta
da boa mulher
amarrado na cama."

102."Muito tem, a boa donzela,
se tu procurar mais intimamente,
inconstância com os homens.
Então isso eu provei,
com a sagaz,
na falsidade eu seduzi a mulher;
toda vergonha
me expôs a sábia donzela,
e eu nada consegui dela."

103."No lar o homem feliz
e sorridente com a hospede
deve inteligente ser,
de boa memória e eloquente,
se ele deseja ser muito sábio.
Frequentemente deve falar bem;
Fimbulfambi* se chama
aquele que pouco pode dizer,
naturalmente esse é um tolo."

104."Um antigo Jötunn* eu visitei,
só agora eu retornei:
pouco eu consegui ali com a silêncio;
com muitas palavras
eu falei em meu favor
no salão de Suttungr*."

105."Gunnlöð me deu
em sua cadeira de ouro,
para beber, o precioso hidromel;
um mal pagamento
eu dei a ela em troca
por seu coração generoso,
por sua forte afeição."

106."O girar de Rati*
eu deixei fazer espaço
e perfurava as pedras,
acima e abaixo
estava a estrada dos Jötnar*,
assim eu arrisquei minha cabeça."

107."Da bela formosa
eu tive bom uso,
pouco estava faltando para o sábio,
porque Óðrerir*
tinha sido agora levado
para a habitação dos homens, na terra."

108."Para mim era duvidoso
se eu chegaria seguro
da terra dos Jötnar,
se eu não tivesse a ajuda de Gunnlöð,
a boa senhora,
quem tive estendida em meus braços."

109."No dia depois
vieram os Hrímþursar*
pedir conselho para Hávi*
no salão de Hávi.
De Bölverkr* eles perguntaram,
se ele tinha chegado a abrigar-se com os Bönd*
ou se Suttungr tinha sacrificado ele."

110."Sobre o anel de juramento, Óðinn,
eu creio, tinha jurado;
mas quem poderia acreditar nele?
Suttungr foi enganado,
seu sumbel* ele tomou
e deixou Gunnlöð triste."

111."É tempo de falar
da cadeira do sábio
próximo a fonte de Urðr,
eu vejo e mantenho silêncio,
eu vejo e penso,
eu escuto os discursos dos homens;
de runas eu ouço e julgo,
nem os conselhos são silenciosos
no salão de Hávi,
dentro do salão de Hávi,
eu ouço assim dizer."

112."Aconselho ti, Loddfáfnir*,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
não se levante de noite
a menos que tu esteja em guarda
ou esteja buscando um lugar do lado de fora para tu."

113."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
com uma mulher feiticeira
tu não deve dormir abraçado,
desse modo que ela ti prende nos membros dela."

114."Ela assim fará
para que tu não cuide
da assembleia nem dos negócios do rei;
tu não mais desejará comer,
nem dos prazeres humanos,
e tu irá dormir cheio de tristeza."

115."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
a mulher de outro
tu nunca deve seduzir
para ser tua esposa."

116."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
na montanha ou no fjörð,
se tu viajar por muito tempo,
reserve abundantes provisões."

117."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
um homem malvado
nunca deixe
conhecer os teus problemas
porque de um homem malvado
tu nunca adquirirá
um retorno por tua boa vontade."

118."Uma mordida muito afiada
eu vejo num homem
na fala de uma mulher malvada;
uma língua falsa
se tornando a morte dele,
e ainda a acusação não era verdadeira."

119."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
saiba, se tu possui um amigo
em que tu bem confia,
vá visita-lo frequentemente,
porque o arbusto cresce
e a grama aumenta
no caminho em que ninguém passa."

120."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
um bom homem
tu deve atrair para perto com conversa alegre
e aprender encantos de cura, enquanto tu viver."

121."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
com teu amigo
não seja nunca
o primeiro a romper o vínculo;
a tristeza devora o coração,
se tu não conseguir falar
para alguém tudo o que pensa."

122."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
dividir palavras
tu nunca deve
com os tolos insensatos."

123."Porque de homens malvados
tu nunca conseguirá
boa recompensa,
mas o bom homem
pode fazer ti ser
querido por teu louvor."

124."Então há uma mistura de afeição*
quando alguém diz
a outro todo seu pensamento;
tudo é melhor
do que estar com o falso;
não é amigo de outro
aquele que só fala como alguém deseja."

125."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
por três palavras não discuta
com um homem pior que ti
frequentemente o melhor é derrotado
quando o pior ataca."

126."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
tu não deve ser sapateiro
nem armeiro,
a menos que seja para ti mesmo,
se o sapato é mal feito
ou a lança é torta,
então mal caíra sobre ti."

127."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
seja onde for que tu receba ofensa,
declare que é uma ofensa
e não de paz para seu inimigo."

128."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
alegria do mal
tu nunca deve ter,
mas permita ser alegrado pelo bem."

129."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
olhar para cima
não se deve na batalha,
estando louco de pânico
os filhos dos homens se transformam
temendo que os homens te encantem."

130."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
se tu deseja uma boa mulher
fale com alegria
e a tome com prazer,
faça belas promessas
e imediatamente a mantenha;
ninguém se cansa do bem, caso o receba."

131."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
eu peço que tu seja prudente
e não prudente demais;
seja muito prudente com a cerveja
e com a mulher de outro
e com uma terceira coisa,
que os ladrões não o engane."

132."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
com gozação e risada
nunca receba
um hospede nem um viajante."

133."Frequentemente não se sabe bem
que aqueles que se sentam lá dentro da casa
de que família eles são, aqueles que chegam;
um homem não é tão bom
que não tenha defeitos,
nem tão mal, que não sirva para nada*."

134."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
de um profeta de cabelos grisalhos
tu nunca deve rir,
o que os velhos dizem frequentemente é bom;
de um velho enrugado frequentemente
vem palavras sábias,
daquele que tem a pele pendurada,
e oscila entre as peles secas,
e se movimenta entre os escravos*."

135."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
o convidado tu não deve insultar
nem na porta afugenta-lo,
tu deve tratar bem o necessitado."

136."Forte é a viga*
que deve balançar
aberta para todos.
Doe um anel*,
ou pediram
que tu passe mal."

137."Aconselho ti, Loddfáfnir,
e tu aceite o conselho,
benefício terá se tu aceitar,
bem terá se tu obter:
aonde quer que tu beba cerveja,
tu deve invocar o poder da Terra,
porque a Terra é contra a cerveja,
o fogo contra doenças,
o carvalho contra disenteria,
a espiga contra feitiçaria,
centeio contra ruptura,
para feitiços se deve invocar Máni*,
pastagem contra doenças contagiosas,
e as runas contra o mal,
o solo deve ser usado contra as inundações*."

138."Eu sei, que eu fui suspenso*
na árvore fustigada pelo vento
por nove noites inteiras,
ferido pela lança
e devotado a Óðinn,
eu mesmo para mim mesmo*,
na árvore
que ninguém sabe
de onde todas as raízes correm."

139."Não me alegraram com pão
nem com o chifre de beber,
eu olhei para baixo,
eu apanhei as runas,
as peguei gritando,
e eu cai dali."

140."Nove poderosas canções
eu consegui do famoso filho*
de Bölþorn, pai de Bestla*,
e um gole eu adquiri
do precioso hidromel,
vertido do Óðrerir."

141."Então eu alcancei o florescimento
e me tornei sábio,
cresci e me tornei poderoso,
palavra por palavra
eu encontrei palavra,
proeza por proeza
eu encontrei proeza."

142."Runas tu encontrará
e letras que aconselham,
letras grandiosas,
letras poderosas,
que o Fimbulþulr pintou
e os Ginnregin criaram
e Hroptr* dos Regin gravou."

143."Óðinn para os Æsir,
mas para os Álfar*, Dáinn,
e primeiramente Dvalinn* para os Dvergar,
Ásviðr* primeiramente para os Jötnar,
eu mesmo criei algumas."

144."Sabe como esculpi-las?
Sabe como interpreta-las?
Sabe como pinta-las?
Sabe como prova-las?
Sabe como invoca-las?
Sabe como sacrifica-las?
Sabe como envia-las?
Sabe como oferta-las*?"

145."É melhor não pedir
do que sacrificar demais,
uma dádiva sempre procura compensação;
é melhor não enviar
do que ofertar demais.
Desse modo Þundr* gravou
antes da origem dos povos,
ele se levantou dali,
de onde ele tinha chegado."

146."Eu conheço encantamentos
que a mulher do rei não conhece
e nem os filhos dos homens.
Ajuda se chama à primeira,
e que te ajudará
contra discussões e angústias
e todo tipo de tristeza."

147."Eu conheço um segundo
que é necessário para os filhos dos homens,
para aqueles que desejam viver como curandeiros."

148."Eu conheço um terceiro:
se eu tiver grande necessidade
de encadear meus inimigos,
eu faço a espada dos meus
adversários embotar,
as lâminas das armas não cortam nem as clavas."

149."Eu conheço um quarto:
se homens impor
cadeias em meus membros,
assim eu canto,
eu posso andar,
as correntes pulam fora de meus pés,
e os laços das mãos."

150."Eu conheço um quinto:
se eu vejo o perverso atirar
a lança através do povo,
ela não pode voar com tal força
que eu não possa para-la,
se eu vê-la com o olhar."

151."Eu conheço um sexto:
se um guerreiro me ferir
com as raízes de uma árvore forte*,
e esse homem
que declarou odiar me,
ele será devorado pela dor e não eu."

152."Eu conheço um sétimo:
se eu vejo o fogo aumentar
ao redor do salão dos meus companheiros de banco,
ele não queimará com tal ardor,
que eu não possa salva-los;
eu posso cantar esse feitiço."

153."Eu conheço um oitavo,
que para todos
é proveitoso:
onde o ódio se levanta
entre os filhos do rei,
isso eu posso imediatamente acalmar."

154."Eu conheço um nono:
se eu estou com dificuldades
para salvar meu navio das ondas,
eu acalmo o vento
sobre as ondas
e adormeço todo o mar."

155."Eu conheço um décimo:
se eu vejo feiticeiras,
brincando no ar,
eu trabalho de tal modo
que elas perdem o caminho de retorno
para seus corpos em casa,
para seus espíritos em casa."

156."Eu conheço um décimo primeiro:
se eu devo na batalha
conduzir velhos amigos,
abaixo dos escudos eu canto,
e eles vão com poder
salvos para a batalha,
salvos da batalha,
seja onde for, seguro eles chegaram."

157."Eu conheço um décimo segundo:
se eu vejo sobre o alto de uma árvore
um homem enforcado balançando,
de tal modo eu entalho
e nas runas eu pinto
de modo que o homem caminha
e fala comigo."

158."Eu conheço um décimo terceiro:
se eu sobre um jovem homem
borrifar água*,
ele não cairá,
embora ele venha para a batalha:
esse homem não morrerá pela espada."

159."Eu conheço um décimo quarto:
se eu devo perante os homens
enumerar os Tívar*,
Æsir e Álfar,
eu conheço a distinção de tudo;
poucos tolos podem tanto."

160."Eu conheço um décimo quinto
que Þjóðrerir* cantou,
o Dvergr, diante as portas de Dellingr*:
ele cantou poder para os Æsir
e coragem para os Álfar,
entendimento para Hroptatýr*."

161."Eu conheço um décimo sexto:
se eu desejo de uma sábia donzela
possuir toda sua afeição e prazer,
a mente, eu transformo,
da donzela de alvos braços
e eu transformo todo o pensamento dela."

162."Eu conheço um décimo sétimo
que nunca me evitará
a jovem donzela.
Desses encantamentos
tu será capaz, Loddfáfnir,
que por muito tempo faltou para tu ter;
não obstante bem virá para ti, se tu obtê-los,
benefício se tu compreende-los,
necessário se tu recebe-los."

163."Eu conheço um décimo oitavo,
que eu nunca ensinei
para a donzela nem para a esposa do homem,
tudo é melhor
quando apenas um sabe;
assim termina as canções,
a menos que apenas
seja aquela em meus braços
ou minha irmã."

164."Agora as palavras de Hávi
são ditas no salão de Hávi,
muito úteis para os filhos dos homens,
inútil para os filhos dos Jötnar.
Salve aquele que disse,
salve aquele que entende,
útil para aquele que aprende,
salve aqueles que ouvem."


Notas do Hávamál:
  • 001/7* Essa primeira estrofe aparece na Edda em Prosa, no Gylfaginning cap. 02, mas
  • um pouco modificada.
  • 013/6* Ela é filha de Suttungr. Óðinn a seduziu para poder roubar o hidromel dos
  • poetas.
  • 014/3* Fjalarr aparentemente é apenas outro nome de Suttungr. Porém Fjalarr também é
  • o nome de um dos Anões que mataram Kvásir e fizeram o hidromel dos poetas.
  • 025/3* Essas três primeiras estrofes aparecem abreviadas no manuscrito.
  • 036/5* O teto parece ser feito de junquilho e tecido com armações feito de vime.
  • 037/3* Essas três primeiras estrofes aparecem abreviadas no manuscrito.
  • 052/5* Possivelmente se refere ao chifre de beber.
  • 055/3* Essas três primeiras estrofes aparecem abreviadas no manuscrito.
  • 056/3* Essas três primeiras estrofes aparecem abreviadas no manuscrito.
  • 058/5* Alimento.
  • 062/1* A águia fareja e inclina a cabeça quando vai caçar.
  • 065/3* O manuscrito não indica lacuna, mas muitos editores adicionam as duas
  • primeiras linhas dos tardios manuscritos.
  • 068/3* A Sól é feminina no Norte.
  • 070/2* No manuscrito na segunda linha está: "... e que vive feliz...", mas muitos
  • editores preferem colocar no lugar: "... do que estar sem vida...", por fazer mais sentido.
  • 071/5* A prática da cremação foi abandonada aos poucos com a introdução do
  • cristianismo no Norte, mas era comum na era viking.
  • 073/4* Muitos estudiosos consideram toda essa estrofe fora da seqüência tanto das
  • anteriores quanto das posteriores. Muitos acreditam ser uma adição posterior no texto.
  • 074/7* Toda essa estrofe também é considerada fora de seqüência.
  • 078/2* Fitjungr significa "Gordo". Nada se sabe sobre esse episódio.
  • 080/3* Regin são os Deuses.
  • 080/4* Ginnregin são os Deuses e o poema Haustlöng os identifica com os Æsir.
  • 080/5* Óðinn.
  • 083/4* Possivelmente se refere a uma espada ensangüentada que já foi usada em batalha
  • onde o sangue das vítimas teria batizado as runas que eram desenhadas nas espadas e
  • que dava poderes mágicos.
  • 087/3* Profetisa.
  • 087/4* Essa estrofe provavelmente está incompleta, mas alguns editores adicionam
  • mais quatro estrofes de manuscritos tardios:
  • "do Céu claro,
  • de uma multidão que ri,
  • da vasilha de um cão,
  • da dor de uma prostituta."
  • 097/1* Não se sabe ao certo quem seria essa filha de Billingr, mas muitos estudiosos
  • acreditam que seja Rindr, mãe de Váli.
  • 103/7* Fimbulfambi significa "Grande Tolo".
  • 104/1* Gigante.
  • 104/6* Suttungr era o Gigante que era dono do hidromel dos poetas até Óðinn conseguir
  • roubá-lo.
  • 106/1* Rati é o nome da broca que Baugi, irmão de Suttungr, usou para perfurar a
  • montanha onde o hidromel estava escondido para que Óðinn pudesse alcança-lo.
  • 106/5* Kenningr para rochas.
  • 107/4* Óðrerir aqui é o nome do próprio hidromel mágico, mas na estrofe 140 aparece
  • como o nome do vaso que o continha.
  • 109/2* Gigantes de Gelo.
  • 109/3* Óðinn. Hávi parece ser uma variação de Hárr.
  • 109/5* Óðinn. Os Gigantes parecem não saber que Bölverkr e Óðinn eram o mesmo ser.
  • 109/6* Os Deuses.
  • 110/5* Aqui o Sumbel é o hidromel.
  • 112/1* Loddfáfnir aparentemente parece ser um viajante que recebeu conselhos de
  • Óðinn.
  • 124/1* Possivelmente esse episódio se refere a um pacto de sangue.
  • 133/6* Muitos editores eliminam as duas últimas linhas dessas estrofes e as substituem
  • por estas de tardios manuscritos:
  • "mal e bem
  • os filhos dos homens
  • sempre trazem misturados em seus peitos."
  • 134/12 * As três últimas estrofes são de difícil interpretação e é traduzida de diversas
  • formas por diversos autores.
  • 136/1* Viga levantada para admitir um convidado.
  • 136/4* Em antigos tempos anel significava dinheiro, riqueza.
  • 137/12* A Lua.
  • 137/15* Essa lista de encantamentos aparecem traduzidos de várias formas por diversos
  • autores.
  • 138/1* Eu traduzi como "suspenso", porém pode ser traduzido como "enforcado" ou
  • "executado".
  • 138/6* Óðinn se sacrifica para si mesmo na árvore Yggdrasill, para resgatar as runas.
  • 140/2* Mímir? Na guerra entre os Æsir e Vanir os Deuses trocaram reféns e os Æsir
  • enviaram Hænir e Mímir, enquanto os Vanir enviaram seus melhores homens: Njörðr e
  • seus filhos: Freyr e Freyja. A julgar pela troca, já que Hænir é irmão de Óðinn, então
  • Mímir deveria ser seu tio, já que os Deuses trocaram parentes.
  • 140/3* A mãe de Óðinn.
  • 142/7* Óðinn.
  • 143/2* Elfos. Dáinn aqui é descrito como um Elfo, mas na Völuspá ele aparece como
  • sendo um dos Anões.
  • 143/3* Dvalinn é o nome de um famoso Anão. Dvergar são os Anões.
  • 143/4* Um Gigante.
  • 144/8* Também pode ser traduzido como "mata-las" possivelmente indicando como
  • anular ou desfazer o poder de uma runa depois de servir a um propósito.
  • 145/6* Óðinn.
  • 151/3* Os antigos habitantes da Escandinávia acreditavam no poder mágico das raízes
  • das árvores.
  • 158/3* Borrifar água em uma criança era um costume anterior ao cristianismo e sua
  • concepção de batismo.
  • 159/3* Os Deuses.
  • 160/2* Nada se sabe sobre esse Anão.
  • 160/3* Dellingr é o pai de Dagr, o dia. Dellingr parece ser a personificação do
  • amanhecer.
  • 160/6* Óðinn.

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Ruby