14 de abril de 2014

Vouivre

۞ ADM Sleipnir


Vouivre (também Vaivre, Givre, Guivre ou Wivre), no folclore francês, é uma criatura semelhante a um Wyvern, porém diferencia-se do mesmo pelo fato de possuir as partes superiores de uma mulher (os as partes inferiores, conforme o conto). Algumas descrições ainda afirmam que ela possui um corpo de serpente e asas e cabeça de dragão. Independente da forma, a Vouivre sempre usa uma grande jóia em sua testa ou no pescoço. 

Esta jóia é dita ser um rubi ou carbúnculo encantado e seria muito valorizada pelos magos, pois  é incrivelmente rara e contém poderes mágicos secretos,  podendo ser usada para tornar invencível aquele que a utilizar. A cobiça por esse poder levaria muitos heróis a caçar as Vouivres, mas elas são invencíveis enquanto vestem sua jóia. Assim, a fim de obtê-la, o guerreiro deve ser corajoso e hábil o suficiente para encarar o desafio.


Uma das maneiras de se tentar obter a jóia é tentar removê-la da Vouivre enquanto ela dorme. Uma vez que tenha sucesso, o herói pode simplesmente fugir ou matá-la, pois agora ela não conta mais com o poder da jóia. Uma outra maneira de tentar obter a sua jóia é tentar pegá-la enquanto a Vouivre se banha. Este é o único momento onde ela tira a jóia do corpo, porém ela invoca cobras para proteger a jóia enquanto ela não está por perto, e isso geralmente é o suficiente para dar fim ao invasor. Caso a Vouivre capture um invasor, ele será torturado e morto.

Vouivres vivem em castelos abandonados, mosteiros ou em cavernas rochosas, que estejam localizadas longe o suficiente de humanos para não serem incomodadas, e dizem que nesses lugares elas guardam um tesouro incrível. Dizem também que seus tesouros são tão grandes que, se alguém os possuir, será mais rico do que os reis. Uma vez que alguém tenha sucesso em roubar-lhe a jóia, terá o caminho livre para por as mãos nesse grandioso tesouro.


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12 de abril de 2014

A Edda Poética: Parte XI - Alvíssmál

۞ ADM Sleipnir

Tradução e notas por Marcio Alessandro Moreira.


O Alvíssmál ("As Palavras de Alvíss") é um dos poemas da Edda Poética. Acredita-se que tenha sido redigido no século 11 d. c.. Esse poema conta como Þórr conseguiu livrar sua filha de se casar com um Dvergr ("Anão") usando a inteligência. Embora o nome desta sua filha nunca fosse nomeado neste poema, muitos acreditam que seja Þrúðr.

Alvíssmál

Alvíss disse:
01-"Para cobrir os bancos,
a noiva está indo comigo*
e indo agora para casa;
ansioso pelo casamento
a todos parecerá,
ninguém descansa a não ser no lar."

Þórr disse:
02-"Que tipo de homem é isso?
Por que seu nariz é tão pálido?
Passou a noite com os mortos*?
O corpo de um Þurs*
me parece que tu possui;
tu não nasceste para a noiva."

Alvíss disse:
03-"Alvíss eu sou chamado,
eu habito em baixo da terra,
eu tenho um lar abaixo das pedras*;
o senhor dos vagões*
eu vim visitar;
nenhum homem quebrará a firme promessa."

Þórr disse:
04-"Eu quebrarei
porque eu tenho sobre a noiva
a maior autoridade de pai;
eu não estava no lar,
quando ela foi prometida a ti*,
entre os Deuses apenas eu posso doá-la*."

Alvíss disse:
05-"Quem é esse homem,
que diz ter autoridade
sobre a bela donzela radiante?
Andarilho
poucos ti conhecerão;
quem ti deu os anéis*?"

Þórr disse:
06-"Vingþórr eu sou chamado,
eu tenho andado muito,
eu sou filho de Síðgrani*;
meu consentimento tu não terá
com a jovem moça
e esse casamento."

Alvíss disse:
07-"Teu consentimento
eu desejo logo ter,
e esse casamento;
desejo muito tê-la,
que é melhor do que ficar sem
essa moça branca como a neve*."

Þórr disse:
08-"O amor da donzela
tu não terás,
sábio convidado,
se tu não puderes
me dizer de todos os mundos*,
tudo o que eu desejo saber*."

09-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr*, que tu conhece -:
como a Terra é chamada,
que se estende abaixo dos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
10-""Jörð" é chamada pelos homens,
e entre os Æsir de "Fold",
é chamada de "Vega" pelos Vanir,
"Ígroen" pelos Jötnar*,
pelos Álfar* de "Gróandi",
e chamada de "Aur" pelos Uppregin*."

Þórr disse:
11-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Céu é chamado,
que é conhecido,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
12-""Himinn" é chamado entre os homens,
de "Hlýrnir" pelos Deuses,
é chamado de "Vindófni" pelos Vanir,
"Uppheim" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Fagraræfr",
e os Dvergar* de "Drjúpansal"."

Þórr disse:
13-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Lua é chamada,
que é visto pelos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
14-""Máni" é chamado entre os homens,
de "Mylinn" pelos Deuses,
é chamado de "Hverfanda Hvél" no Hel,
"Skyndi" pelos Jötnar,
de "Skin" pelos Dvergar,
e chamado pelos Álfar de "Ártala"."

Þórr disse:
15-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Sól é chamada,
que é vista pelos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
16-""Sól" é chamada entre os homens,
de "Sunna" pelos Deuses,
é chamada pelos Dvergar de "Dvalins Leika",
"Eygló" pelos Jötnar,
os Álfar de "Fagrahvél",
e "Alskír" pelos filhos dos Æsir."

Þórr disse:
17-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como as Nuvens são chamadas,
que estão misturadas com a chuva,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
18-""Ský" são chamadas pelos homens,
de "Skúrván" pelos Deuses,
são chamadas de "Vindflot" pelos Vanir,
"Úrván" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Veðrmegin",
e chamadas no Hel de "Hjálmr Huliðs*"."

Þórr disse:
19-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Vento é chamado,
que viaja a distancias,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
20-""Vindr" é chamado pelos homens,
de "Váfuðr* pelos Deuses,
é chamado de "Gneggjuð" pelos Ginnregin*,
"OEpi pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Dynfara",
e chamado no Hel de "Hviðuð"."

Þórr disse:
21-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Calma é chamada,
que repousa,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
22-""Logn" é chamada pelos homens,
de "Loegi" pelos Deuses,
é chamada de "Vindlot" pelos Vanir,
"Ofhlý" pelos Jötnar,
os Álfar de "Dagsefa",
e chamada pelos Dvergar de "Dagsveru"."

Þórr disse:
23-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Mar é chamado,
onde os homens remam,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
24-""Sær" é chamado pelos homens,
de "Sílægja" pelos Deuses,
é chamado de "Vág" pelos Vanir,
"Álheim" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Lagastaf",
e chamado pelos Dvergar de "Djúpan Mar"."
Þórr disse:
25-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Fogo é chamado,
que queima perante os filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
26-""Eldr" é chamado pelos homens,
de "Funi" pelos Æsir,
é chamado de "Vág" pelos Vanir,
"Frekan" pelos Jötnar,
de "Forbrenni" pelos Dvergar,
e chamado no Hel de "Hröðuð"."

Þórr disse:
27-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Floresta é chamada,
que cresce perante os filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
28-""Viðr" é chamada pelos homens,
de "Vallarfax" pelos Deuses,
é chamada de "Hlíðþang" no Hel*,
"Eldi" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Fagrlima",
e chamada de "Vönd" pelos Vanir."

Þórr disse:
29-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Noite é chamada,
a filha de Nörvi*,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
30-""Nótt" é chamada pelos homens,
de "Njól" pelos Deuses,
é chamada de "Grímu" pelos Ginnregin,
"Óljós" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Svefngaman",
e chamada pelos Dvergar de "Draumnjörum"."

Þórr disse:
31-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Grão é chamado,
que os filhos dos homens plantam,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
32-""Bygg*" é chamado pelos homens,
de "Barr" pelos Deuses,
é chamado de "Vöxt" pelos Vanir,
"Æti" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Lagastaf",
e chamado no Hel de "Hnipin"."

Þórr disse:
33-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Cerveja é chamada,
que é bebida pelos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
34-""Öl" é chamada pelos homens,
pelos Æsir de "Bjórr",
é chamada de "Veig" pelos Vanir,
"Hreinalög" pelos Jötnar,
no Hel de "Mjöð",
e chamada de "Sumbl" pelos filhos de Suttungr*."

Þórr disse:
35-"Em um único peito*
eu nunca vi
tanta sabedoria antiga;
eu digo que ti enganei*
com muita conversa:
Está acima, Dvergr*, o dia,
agora a Sól está brilhando no salão."

Notas do Alvíssmál:

  • 01/2* Os manuscritos não dão o nome dessa filha de Þórr, mas muitos pesquisadores acreditam que seja Þrúðr, por seu nome ter sido recordado. Þrúðr é listada como uma Ásynja no Nafnþulur 24 e como uma Valkyrja no Grímnismál 36. Seu nome significa "Poder", mas os irmãos Grimm sugeriram que a palavra nórdica "Þrúðr" seria relacionada com a palavra alemã "Drude" significando "Feiticeira", porém é apenas suposição. O significado de "Poder" está muito mais de acordo com as características da família de Þórr: Magni significa "Força" ou "Poder" e Móði significa "Fúria" o  "Coragem". A Barlaams ok Josaphats Saga relata que Þórr (que é identificado como Júpiter no manuscrito) é pai de nove Nornir, mas seus nomes não são mencionados. Embora isso possa parecer estranho o Gylfaginning cap. 15 conta que existem varias Nornir que são descendentes dos Æsir, dos Álfar e dos Dvergar.
  • 02/3* Os Anões e Elfos negros são relacionados com o mundo da morte. Snorri em sua Edda em Prosa relata que eles possuíam a cor de piche.
  • 02/4* Þurs é um dos vários nomes para designar os gigantes e aqui eles são relacionados ao mundo da morte.
  • 03/3* Os Anões vivem abaixo da terra e sempre evitam a luz solar.
  • 03/4* Þórr é o senhor dos vagões, que é puxado por seus dois bodes. Outra tradução é possível: "... do mar dos vagões... (kenningr para Terra)".
  • 04/5* É possível que na ausência de Þórr, os Deuses prometeram Þrúðr para Alvíss em troca de algum serviço prestado, talvez armas ou algum objeto mágico.
  • 04/6* Outra tradução é possível: "... Quando essa doação foi feita entre os Deuses".
  • 05/6* Isso parece indicar que o Anão deu anéis como dote para os Deuses, embora seja apenas suposição.
  • 06/3* Óðinn.
  • 07/6* Alvíss expressa seu amor pela donzela e diz para Þórr que é melhor ela ficar com ele do que ficar sozinha sem marido.
  • 08/5* Embora as fontes pareçam confusas a respeito de quais mundos são ao certo, é possível distingui-los com a ajuda da palavra "heimr". Assim temos: Múspellsheimr, Niflheimr, Álfheimr, Vanaheimr, Svartálfheimr, Jötunheimr, Ásgarðr (também chamada de Ásaheimr), Miðgarðr (também chamada de Manheimr) e Hel (que é dito ser o nono mundo no Gylfaginning cap. 03).
  • 08/6* Muitos editores acrescentam mais versos de manuscritos tardios logo após a fala de Þórr, dito por Alvíss: "Então pergunte, Vingþórr, desde que tu está ansioso para a sabedoria do Dvergr aprender; frequentemente eu viajo em todos os nove mundos e ampla é minha sabedoria em cada um."
  • 09/3* Anão.
  • 10/4* Jötnar são os gigantes.
  • 10/5* Álfar são os Elfos.
  • 10/6* Uppregin são os Deuses, mas parece se referir aos Deuses Celestiais: Sól e Máni, Nótt e Dagr, Dellingr...
  • 12/6* Dvergar são os Anões.
  • 18/6* Também é chamado de Huliðshjálmr ou Hulinshjálmr.
  • 20/2* Váfuðr aparece como um dos nomes de Óðinn no Grímnismál 54, possivelmente se referindo a ele como o senhor do vento.
  • 20/3* Ginnregin são os Deuses, mas parece se referir aos Deuses Criadores Óðinn, Hoenir e Lóðurr ou talvez o trio mais importante que é Óðinn, Þórr e Freyr. Os Deuses Æsir são identificados com os Ginnregin no poema Haustlöng. Þórr é chamado de Hofregin que significa "Templo do Poder" neste mesmo poema.
  • 28/3* O manuscrito tem "homens" em vez de Hel, mas é possível que se trate de um erro, porque os homens aparecem na primeira linha.
  • 29/5* Norvi é confirmado como pai de Nótt por Snorri no Gylfaginning cap. 10 e no poema Vafþrúðnismál 25.
  • 32/1* É possível que "Bygg" tenha alguma relação com Byggvir, o servente de Freyr.
  • 34/6* Os filhos de Suttungr são os gigantes. É estranho já que os gigantes aparecem na linha 4 como "Jötnar". Os filhos de Suttungr também aparecem no Skírnismál 34 distinguidos dos Jötnar e dos Hrímþursar e no Hávamál 104.
  • 35/1* Indicando o ser, "Em um único ser eu nunca vi..."
  • 35/4* Esse poema mostra que Þórr possui sua sabedoria.
  • 35/6* Os Anões se transformam em pedra em contato com a luz da Sól.

Significado dos Nomes:
1) Nomes da Terra
Jörð = Terra, Fold = Campo, Veja = Caminhos, Ígroen = Esverdeada, Gróandi = Fértil, Aur = Argila.
2) Nomes do Céu
Himinn = Céu, Hlýrnir = Firmamento, Vindófni = Tecelão dos Ventos, Uppheim = Mundo Superior, Fagraræfr = Teto Formoso, Drjúpansal = Salão das Chuvas.
3) Nomes da Lua
Máni = Lua, Mylinn = Avermelhado, Hverfanda Hvél = Roda Giratória, Skyndi = Veloz, Skin = Brilhante, Ártala = Contador dos Anos.
4) Nomes da Sol
Sól = Sol, Sunna = Sol, Dvalins Leika = Brinquedo de Dvalin, Eygló = Sempre Ardente, Fagrahvél = Bela Roda, Alskír = Toda-Brilhante.
5) Nomes das Nuvens
Ský = Nuvens, Skúrván = Esperança de Chuvas, Vindflot = Bolsa dos Ventos, Úrván = Esperança de Chuvas, Veðrmegin = Tempo Poderoso, Hjálmr Huliðs = Elmo da Invisibilidade.
6) Nomes do Vento
Vindr = Vento, Váfuðr = Oscilador, Gneggjuð = Sussurrante, OEpi = Rugido, Dynfara = Estrondo Viajante, Hviðuð = Tempestuoso.
7) Nomes da Calma
Logn = Calma, Loegi = Quietude, Vindlot = Vento Tranquilizante, Ofhlý = Morno, Dagsefa = Sossego do Dia, Dagsveru = Abrigo do Dia.
8) Nomes Do Mar
Sær = Mar, Síloegja = Planície sem Fim, Vág = Onda, Álheim = Lar da Enguia, Lagastaf = Provedor das Águas, Djúpan Mar = Mar Profundo.
9) Nomes do Fogo
Eldr = Fogo, Funi = Flama, Vág = Oscilante, Frekan = Ganancioso, Forbrenni = Ardido, Hröðuð = Rápido.
10) Nomes das Florestas
Viðr = Floresta, Vallarfax = Juba dos Campos, Hlíðþang = Alga das Montanhas, Eldi = Combustível, Fagrlima = Ramo Formoso, Vönd = Vara.
11) Nomes da Noite
Nótt = Noite, Njól = Negra, Grímu = Encapuzada, Óljós = Sem Luz, Svefngaman = Prazer do Sono, Draumnjörun = Tecelã do Sonho.
12) Nomes do Grão
Bygg = Cevada, Barr = trigo, Vöxt = Vegetação, Æti = Comida, Lagastaf = Provedor da natureza, Hnipin = Caule Esbelto.
13) Nomes da Cerveja
Öl = Cerveja, Bjórr = Malte, Veig = Espumante, Hreinalög = Brilhante Bebida, Mjöð = Hidromel, Sumbl = Banquete.

Observação: Em todas as coisas perguntadas por Þórr e respondidas por Alvíss, os homens, os Deuses e os Gigantes aparecem treze vezes. Os Elfos aparecem em onze, os Vanir em nove, os Anões em sete, e os habitantes do Hel em seis.

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11 de abril de 2014

Érebo

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Érebo (do grego Ἔρεβος, sig. "sombra" ou "escuridão profunda") é um deus primordial (protogenoi), a personificação da escuridão e o criador das trevas. Tem seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como "Vácuo", logo acima dos mantos noturnos de sua irmã gêmea Nix, a personificação da noite.

De acordo com Hesíodo, Érebo e Nix são filhos de Caos, o vazio primordial, e nasceram a partir de cisões do próprio Caos, juntamente com seus outros irmãos: Gaia (terra), Tártaro (submundo) e Eros (amor). Nix, tornou-se consorte de Érebo, e com ele gerou mais dois deuses primordiais: o Éter (conhecido como a Luz celestial) e Hemera (o Dia). Uma longa lista de deuses não primordiais e demônios às vezes também são ditos serem filhos de Érebo e Nix, dentre eles Caronte, Hipnos e Tânatos, as Moiras e as Hespérides.


Érebo é conhecido por ser um dos maiores inimigos de Zeus. Segundo uma lenda, os Titãs pediram ajuda à Érebo, e ele foi pessoalmente até o Tártaro para libertar os filhos de Gaia, porém foi surpreendido por Zeus e Hades, que com ajuda de Nix, a personificação da noite e irmã gêmea de Érebo, lançaram o primordial nas profundezas do rio Aqueronte, que é a fronteira entre os dois mundos.

Érebo não possui destaque em qualquer conto mitológico embora ambos Hesíodo e Ovídio fazem menção dele em suas obras. Nas breves menções de Érebo, ele é muitas vezes usado como um sinônimo do Hades, o submundo, ou como uma região dele. Quando considerado uma região do submundo, Érebo é muitas vezes considerado a primeira região, através da qual os mortos tinham de passar imediatamente depois de morrer. Além disso, Érebo é ás vezes considerado como sendo as profundezas do submundo, embora esta seja mais comumente referida como sendo o Tártaro, onde os Titãs foram aprisionados. Acreditava-se que o deus primordial estava presente em todas as áreas do submundo, fazendo com que fosse um lugar escuro.


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10 de abril de 2014

Iktomi

۞ ADM Sleipnir


Iktomi é um deus pertencente à mitologia do povo Lakota na América do Norte . No entanto, esta divindade particular é conhecida por muitos nomes através de muitas tribos diferentes, porque ele é um deus popular, bem como um arquétipo. Seus outros nomes em outras línguas tribais incluem Ikto, Unktomi, Inktomi, Unktome e Ictinike. Iktomi é um espírito trapaceiro e também o deus da linguagem e das invenções.


Características

Muitas vezes Iktomi é retratado apenas como uma aranha, mas ele pode assumir qualquer forma animal, às vezes, até mesmo aparecer como um ser humano. Quando ele está na forma de um ser humano, ele é muitas vezes dito ter anéis pretos ao redor dos olhos e usar tinta vermelha, amarela e branca.

Iktomi produz poções que podem conceder-lhe poder sobre as pessoas, podendo enganar deuses e mortais, além de poder mudar suas formas. Além disso, ele pode controlar os seres humanos como marionetes usando as suas teias de aranha. Apesar de tudo, Iktomi nem sempre é um malandro. Há casos onde ele vem em auxílio do povo Lakota, ajudando-os a se proteger do mal ou avisá-los do perigo. 





LENDAS


A Queda de Iktomi

De acordo com os Lakota, Iktomi é filho de Inyan, "a Pedra", um deus criador similar a maioria dos deuses criadores de outras mitologias. Iktomi tem um irmão mais novo, chamado Iya, que é um espírito destrutivo e poderoso. É amigo de Mika (também conhecido como Coyote), que é seu cúmplice nos truques. 

Uma lenda conta que em tempos antigos, Iktomi era Ksa (sabedoria), mas ele foi despojado deste título e se tornou Iktomi por causa dos problemas que ele causava. Os índios Oglala da Dakota do Sul apresentam Iktomi como a segunda manifestação, ou degeneração, de Ksa, que eclodiu a partir do Ovo Cósmico criado por Wak-Inyan, a tempestade primordial. Ksa inventou a linguagem e as histórias, nomes e jogos. Nesta versão, Iya é o filho de Unk (a paixão), que detestava Ksa. Iya e Unk tinham um relacionamento incestuoso de onde nasceu Gnaski, "o demônio". 

Por causa disso, e por não ouvir o conselho de Ksa, Unk foi expulsa do círculo dos deuses. Unk tentou enganar Ksa com a ajuda e a astúcia de Gnaski. Gnaski obteve êxito, principalmente porque ele não temia Skan (o movimento), pois ele permitiu que ele nascesse. Gnaski conseguiu semear confusão entre as pessoas imitando Ksa com perfeição, por isso, ele é chamado Gnaski Ksapela (pouca sabedoria). As pessoas não foram capazes de distinguir quem era o real Ksa. Através de sua insensatez, Gnaski embaraçou Ksa completamente, e após o julgamento de Skan, Ksa foi punido e transformado em uma aranha. 

O Apanhador de Sonhos

Há muito tempo atrás quando o mundo ainda era jovem, um ancião Lakota líder espiritual estava no alto da montanha e teve uma visão. Na sua visão, Iktomi ( a grande trapaceira e professora da sabedoria apareceu em forma de Aranha ). Iktomi falou com ele em uma língua que só os lideres espirituais poderiam entender.

Conforme Iktomi  falava, levou ao ancião num circulo de salgueiro em forma de arco, que tinha penas , pelo de cavalo, miçangas e oferendas e começou a tecer uma teia. Iktomi falou ao ancião sobre os ciclos da vida e como nós começamos nossas vidas, passamos pela infância, a vida adulta e e finalmente nós ficamos mais velhos, anciãos e devemos ser cuidados como bebês novamente, completando o circulo. Mas, em cada período da vida há muitas forças, algumas boas e outras más. Se você ouvir as boas elas irão te conduzir na direção certa, mas se você ouvir as forças ruins elas irão te machucar e te guiará na direção errada.

Há muitas forças indo para muitas direções que podem ajudar ou interferir com a harmonia da natureza e com o Grande Espirito e todo seu magnifico ensinamento. Enquanto Iktomi falava ela continuava a tecer, começando de fora em direção ao centro. Quando ela terminou de tecer ela entregou o Apanhador dos Sonhos ao ancião Lakota e disse: 


"Veja, a teia é uma ciclo perfeito mas há um buraco no centro do circulo. Use a teia para te ajudar a alcançar seus objetivos e usar o ensinamento do seu povo, como visão , idéias e sonhos. Se você acreditar no Grande Espirito a teia irá captar  suas boas idéias e levará as ruins através do buraco no centro do apanhador de sonhos."



Profecia

Existe ainda uma profecia sobre Iktomi contando que um dia ele iria espalhar sua teia sobre a terra. Hoje, essa profecia é interpretada por alguns nativos americanos contemporâneos como o advento da rede telefônica e da Internet. Iktomi foi considerado pelo povo Lakota desde tempos imemoriais o patrono das invenções.

Comparações com outras culturas

Iktomi pode ser comparado à figura do africano Anansi, e em certa medida, ao iorubá Ellegua, também descrito como um malandro disfarçado em vermelho. Devido à sua natureza como um enganador, bem como o patrono da comunicação, Iktomi também é comparado ao greco-romano Hermes / Mercúrio.


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9 de abril de 2014

Mamon

۞ ADM Sleipnir


Mamon (ou Mammon, Mamonnas, Matmel, hebraico מָמוֹן), de acordo com os ensinamentos do bispo alemão Peter Binsfeld, é um dos sete príncipes do inferno. Cada príncipe foi associado a um dos sete pecados mortais da religião cristã, com Mamon sendo associado com a ganância. Mamon não era originalmente um demônio, mas simplesmente o termo sírio para 'dinheiro' ou 'riquezas'. Ele entrou na lista de demônios através das palavras de Cristo (Mateus : 6, 24):

"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom".

Essa personificação também ocorre em Lucas 16:13 . No grego, Lucas 16:9 e Lucas 16:11 também personificam Mamon.

Por exegese bíblica e incompreensão popular, ele recebeu uma variedade de nomes corruptos que floresceram em uma série de demonologias e, eventualmente, ele emergiu na consciência popular como o demônio do dinheiro, da riqueza e da cobiça, ou (mais precisamente) o demônio do amor ao dinheiro. "Ao Mamon se entende o diabo que é o Senhor do Dinheiro ", escreveu Tomás de Aquino.


John Milton, em sua obra "Paraíso Perdido", retrata Mamon como sempre olhando para baixo, admirando o pavimento de ouro do céu, em vez das coisas sagradas e santas. Ele também constrói para Satã um palácio com veios de ouro ardente, chamado Pandemônio.

Em obras como o Dictionnaire Infernal, Mamon é descrito como sendo um embaixador do Inferno na Inglaterra. Embora não pareça haver uma descrição clara sobre a sua aparência, Mamon é comumente ilustrado como um nobre ou rei deformado, segurando sacos de dinheiro, embora o padre italiano Tomás de Aquino ofereça uma interpretação interessante, alegando que Mamon anda pelo Inferno montado sobre um lobo (na Idade Média, os lobos eram muitas vezes relacionados à ganância), pronto para definir os corações dos homens em chamas com a ganância e avareza. Outros o retratam como sendo muito mais monstruoso na aparência, sendo uma delas em forma de um abutre com dentes afiados, capazes de estraçalhas as almas gananciosas.


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8 de abril de 2014

O Humanóide de Imjarvi

۞ ADM Sleipnir



No dia 7 de janeiro de 1970, um incidente envolvendo dois esquiadores, Aarno Heinonen e Esko Viljo, ocorreu na floresta perto de Imjarvi, na Finlândia. Eram quase 17:00 quando os dois esquiadores estavam treinando numa floresta e decidiram fazer uma pausa, parando para descansar e vislumbrar as estrelas que começavam a surgir no céu. De repente, eles viram uma luz brilhante no céu ao norte se aproximar deles, acompanhada por um enorme zumbido.

Heinonen recordou o momento com suas próprias palavras : 
"Um enorme disco começou a descer, envolvido em uma névoa cinza-avermelhada, que tornou-se mais fina e transparente. Ele começou a passar a uma altura de 10 a 13 m, tão perto que eu poderia ter tocado com a minha vara de esqui. Vimos que havia uma cúpula na parte superior do disco. Ao longo da borda inferior havia uma espécie de parte elevada onde estavam três esferas ou cúpulas espaçados de forma equidistante.  A partir do centro da parte inferior projeta um tubo de cerca de 10 polegadas de diâmetro, do qual não entrou repentinamente um feixe de luz intensa. De repente, senti como se alguém tivesse me puxado para trás. No mesmo instante avistei o estranho ser. Ele estava de pé no meio do feixe de luz com uma caixa preta em suas mãos. Tinha cerca de 3 m de altura, com braços e pernas muito finos. Seu rosto era como cera pálida. O seu nariz era adunco, e as orelhas eram muito pequenas e estreitadas em direção à cabeça. A criatura usava macacão verde claro com botas verde-escuras, luvas brancas e um capacete metálico cônico brilhando como metal. "
A criatura humanóide apontou a caixa-preta na direção de Heinonen, e uma forte e pulsante luz amarela reluziu sobre ele. Depois, uma névoa vermelha desceu sobre a área, e chamas vermelhas, verdes e roxas rodearam os esquiadores.  A névoa envolveu a criatura e as testemunhas, e de repente, o feixe de luz desapareceu, juntamente com a criatura e a nave.



Após alguns minutos, Heinonen sentiu que sua perna direita, a qual ficou totalmente exposta ao feixe de luz amarela, não se mexia mais. Viljo teve que carregou Heinonen para sua casa, que ficava cerca de 2 quilômetros de distância daquele local. Nos meses seguintes, Heinonen sofreu severas perdas de memória, dores contínuas, cansaço e dores de cabeça. Durante dois meses sua urina era como "café preto". Já Viljo sofreu inchaço facial, dores de cabeça e problemas oculares.

O Dr. Pauli Kajanoja, que cuidou dos dois disse:" Os sintomas descritos são semelhantes às que ocorrem em exposição à radioatividade". Ele acrescentou : "Os dois homens dizem a verdade, não é uma invenção. Quando eles chegaram até mim, eles estavam em estado de choque, algo deve ter os assustado muito".


Foto de Aarno Heihonen (esquerda) e Esko Viljo, ao retornarem ao local do incidente.

Mas para Heinonen, aquela experiência não tinha terminado. Entre 1970 e 1972, ele alega ter experimentado mais vinte outros contatos com UFOs. Certa vez, ele relatou ter encontrado uma "alienígena" extremamente bela, e um outro ser que lembra muito um "venusiano" descrito por George Adamski (um famoso ufólogo do séc XX), porém mais avançado em termos de comunicação, que já não era meramente telepática, mas agora se expressavam direito em finlandês.

As últimas afirmações de Heinonen criaram uma atmosfera de desconfiança em torno do caso, mesmo entre os investigadores mais obstinados. Entre aqueles que conheciam as testemunhas, um fazendeiro vizinho, Matti Haapanieni , disse: " Muitas pessoas no bairro riram dessa história. Mas eu acho que ela não deve ser desprezada . Eu conheço Aarno e Esko desde que eram crianças. Ambos são pessoas calmas e razoáveis​​, além de ser abstinentes. Estou certo de que sua história é verdadeira ". Duas outras pessoas relataram posteriormente terem avistado OVNIs no céu no mesmo momento e na mesma área onde esse encontro ocorreu, dando mais credibilidade ao caso.







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Ruby