30 de maio de 2014

Khalkotauroi

۞ ADM Sleipnir


Os Khalkotauroi ("touros de bronze"), também conhecidos como Touros da Cólquida, são um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Os Khalkotauroi foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida.

Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Na Argonautica, Aietes concorda em ceder o Velocino de Ouro à Jasão, contanto que ele domasse os Khalkotauroi e os usasse para arar um campo, que depois deveria ser semeado com os dentes do dragão que Cadmo, o fundador da cidade de Tebas, havia matado muito tempo antes.

Jasão consegue resistir às chamas ardentes dos touros ao utilizar uma poção mágica que o tornava invulnerável durante um dia, e assim acaba domando os touros. A poção havia sido dada a ele por Medéia, filha do Rei Aietes, que havia se apaixonado por Jasão.

Na cultura popular 

A série de tv Jasão e os Argonautas de Nick Willing, apresenta uma criatura conhecida como o Menaian Bull, uma criatura parte touro, parte máquina, o qual Jasão tem de domar. Esta versão, no entanto, não expele fogo e é usada por Jasão para arar os campos. Os touros aparecem no segundo livro da série Percy Jackson & os Olimpianos, O Mar de Monstros, enquanto na adaptação cinematográfica do livro, apenas um dos touros aparece.


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29 de maio de 2014

Arawn

۞ ADM Sleipnir



Arawn é o deus dos mortos da mitologia celta, também um mestre caçador e um guerreiro excepcional. A origem de seu nome é controversa. Entre aqueles que estudam os mitos celtas, seu nome é dito por alguns ser derivado de Arão, o irmão do bíblico Moisés, enquanto outros crêem que se origina de "As Crônicas de Prydain", escrito por Lloyd Alexander, no qual Arawn é um invisível vilão. Sua associação com a caçada levou alguns estudiosos a associarem Arawn à divindade gaulesa Cernunnos .

Arawn era um membro dos Tuatha de Dannan, uma raça de deuses adorados pelos povos celtas. Ele possuía vários poderes sobre-humanos e governava sobre a vingança, terror, guerra, e os contatos espirituais. Ele podia possuir o corpo de outra pessoa  e também podia criar pedaços de matéria mágica.

Annwn , o reino de Arawn , é o submundo, aceito como um  verdadeiro paraíso. Era um lugar para onde os mortos eram levados para viverem em paz e alegria, tendo uma oferta abundante de tudo o que pudessem desejar. Arawn viajava montado em um cavalo pálido, guaido por temíveis cães de caça conhecidos como Cŵn Annwn. Esses cães tinham orelhas vermelhas e ajudavam Arawn a capturar almas, perseguindo-as até que ficassem cansadas e já não pudessem escapar.

Arawn tinha um inimigo à altura, chamado Hafgan, que só poderia ser morto por um único golpe desferido por um homem mortal. Para eliminar seu inimigo, Arawn contou com a ajuda de um príncipe mortal chamada Pwyll. Pwyll era príncipe de Dyvet, e uma figura proeminente nos mitos que envolvem Arawn. 

A história de como Pwyll encontrou o deus da morte e viveu para contar o conto é uma das histórias mais conhecidas no Mabinogion galês. Os dois homens se conheceram enquanto caçavam. Pwyll havia adentrado uma região profunda da floresta e acabou encontrado dois cães de orelhas vermelhas que haviam capturado um veado. Ele dispersou os cães e estava pronto para por as mãos na caça, quando Arawn surgiu em meio a escuridão e o repreendeu. Os cães que Pwyll havia dispersado eram os Cŵn Annwn, os cães de Arawn, portanto a caça pertencia a ele . 



Depois de alguma discussão Pwyll admitiu que tinha se enganado e Arawn propôs um acordo: Pwyll deveria tomar o seu lugar por um ano e um dia, em Annwn. Arawn ficaria no lugar de Pwyll e governaria Dyvet em seu lugar. Pwyll também deveria derrotar Hafgar ao final desse período. Os dois fizeram a troca, e durante este tempo, Arawn duplicou a riqueza de Dyvet e Pwyll teve sucesso em governar Annwn. Pwyll ainda respeitou Arawn e não coabitou com Ethne (esposa de Arawn).

No último dia da troca, Pwyll encontrou Hafgan, e como prometido, o derrotou com apenas um golpe. Assim que Hafgan foi ao chão, Pwyll partiu até o local onde ele e Arawn se encontraram um ano antes e Arawn já o aguardava lá para desfazer a troca. Os dois retornaram para os seus respectivos reinos e se tornaram amigos desde então.  

Arawn lutou ao lado do deus Bran, na Cad Goddeu ("Batalha das Árvores"), que se acredita ter sido iniciada quando Amaethon, deus celta da agricultura, roubou um cão, um pássaro e um cabrito dele.  Nesta batalha, Amaethon teve a ajuda de seu irmão, Gwydion, um mago poderoso. Gwydion transformou  árvores em um exército de homens para ajudar seu irmão Amatheon a derrotar Arawn e suas forças do outro mundo.



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28 de maio de 2014

Helhest

۞ ADM Sleipnir


O Helhest ou Helhesten ("cavalo de Hel'') é uma criatura presente no folclore dinamarquês e também na região de Schleswig. É um cavalo com apenas três pernas, cego, e às vezes sem cabeça, que vaga durante a noite trazendo pestes e morte sobre as pessoas ao seu redor.

Ele é mencionado por Jacob Grimm em seu estudo sobre mitologia nórdica, e o mesmo teorizou que, antes da cristianização, o Helhest era originalmente o corcel da deusa Hel. Durante todo o século XIX, de acordo com a crença popular, o Helhest era cavalgado pela própria morte, e anunciava a doença, acidentes e principalmente mortes. Também era dito ser o fantasma de um cavalo enterrado vivo em um cemitério, para que o seu espírito ajudasse a guiar os mortos em direção ao outro mundo.


A lenda relata que todos que  vêem um Helhest ou simplesmente ouvem o som de seus passos morrem dentro de um ano. Uma história conta que o Helhest às vezes aparece no pátio da Catedral de Aarhus, na Dinamarca. Um outra história registrada no século XIX conta que um homem observava o pátio da Catedral através de sua janela, uma noite, quando viu um estranho cavalo e gritou: "Que cavalo é aquele lá fora?". Um homem que estava sentado ao seu lado disse: "Talvez seja o cavalo de Hel!". "Então eu vou vê-lo!", exclamou o homem, e ao olhar novamente para fora da janela, ele ficou muito pálido, e decidiu não contar sobre o que tinha visto. Pouco tempo depois, o homem ficou doente e morreu. Na Catedral de Roskilde, as pessoas tinham o costume de cuspir em uma pedra estreita onde diziam que um Helhest foi enterrado.


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27 de maio de 2014

Arash

۞ ADM Sleipnir


Arash, o arqueiro (persa: آرش کمانگیر, Āraŝe Kamāngir‎) é um heróico arqueiro da tradição oral iraniana e da mitologia persa, que segundo a lenda, sacrificou sua vida para a glória de seu país.

Quando a guerra sangrenta e duradoura entre Irã e Turan chegou ao fim, Manuchehr e Afraisab, os respectivos governantes do Irã e de Turan decidiram declarar a paz e fixar a fronteira entre os seus reinos. Os iranianos tinham sido derrotados, e com o propósito de humilhar os vencidos iranianos, os turanianos propuseram um acordo onde qualquer terra que ficasse dentro do intervalo de um tiro de arco deveria ser devolvido à Manuchehr e os iranianos, e o restante deveria ficar com Afraisab e os turanianos. Um anjo instruiu Manuchehr a construir um arco e flecha especial, e Arash foi convidado a atirar essa flecha do topo do monte Damavand*, o ponto mais alta do Irã. 


Após escalar o monte Damavand, Arash mirou em direção às terras turanianas, puxou seu arco com toda a sua força e atirou. A flecha percorreu cerca de 2.250 km durante toda a manhã e caiu ao meio-dia, na margem do rio Oxus**, onde hoje é a Ásia Central. O rio foi o limite entre o Irã e Turan durante séculos. Após cumprir seu objetivo, Arash caiu no chão do Monte Damavand e ali faleceu. O corpo de Arash nunca foi encontrado, e algumas versões da lenda dizem que Arash se tornou um com a flecha. Existem histórias de viajantes que se perderam no monte Damavand, onde eles contam que ouviram a voz de Arash, que os ajudou a encontrar o seu caminho e salvou suas vidas.

O nome Arash continua sendo um dos nomes mais populares entre os iranianos .

*, **: Os lugares de onde Arash atirou a flecha e onde ela caiu variam conforme as fontes. Como são muitas variações resolvi não citar todas aqui, mantendo somente essas. 



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26 de maio de 2014

Penanggalan

۞ ADM Sleipnir


Penanggalan ou Hantu Penanggal é uma vampira presente no folclore malaio. Durante o dia é uma mulher normal, porém à noite, sua cabeça se destaca de seu corpo, e voa pelos céus arrastando consigo sua coluna vertebral e suas entranhas, que brilham como vagalumes. Ela pode manipular cada um desses órgãos como se fossem os tentáculos de um polvo para  remover os obstáculos em seu caminho e atacar suas vítimas. Muitas vezes o seu cabelo também cresce  e se expande com o mesmo propósito. A Penanggalan se alimenta do sangue de recém-nascidos e gestantes. Algumas lendas relatam que ela não só bebem o sangue dos recém nascidos, como também os devoram.

Origem

Uma Penaggalan surge quando uma mulher, seja jovem ou velha, buscam obter beleza eterna através de magia negra, ações sobrenaturais, eventos místicos ou paranormais. Outras histórias contam que a Penaggalan surgiu quando uma  parteira fez um pacto com o demônio para obter poderes sobrenaturais. Conta-se que a parteira teria quebrado uma das cláusulas do pacto, que era a de não comer carne durante 40 dias, e ao quebrar esse pacto, a parteira foi amaldiçoada para sempre, tornando-se uma vampira sugadora de sangue. A parteira mantém um barril de vinagre em sua casa. Depois de retirar a cabeça e voando ao redor no meio da noite procurando sangue Penanggalan vai chegar em casa e mergulhar suas entranhas na cuba de vinagre , a fim de reduzi-los para facilitar a entrada de volta para seu corpo.


Existe ainda uma história onde a Penaggalan era uma bela sacerdotisa, que certa vez tomava um banho ritual em uma banheira cheia de vinagre. Ao banhar-se e em um estado de concentração ou meditação, um homem entrou no quarto sem aviso prévio e a surpreendeu. O susto que a sacerdotisa levou foi tão grande que, ao virar sua cabeça para olhar muito rápido, fazendo com que sua cabeça se destacasse de seu corpo. Enfurecida com o homem, a sua cabeça voou atrás dele, arrastando seus órgãos e pingando veneno. Seu corpo vazio foi deixado para trás dentro da banheira. 


Meios de Prevenção

Os métodos para repelir uma Penanggalan incluem amarrar cebolas e dentes de alho nas janelas da residência, bem como amarrar pedaços de um arbusto espinhoso para pegar suas entranhas quando ela tentar entrar na residência. No entanto, a verdadeira fraqueza de uma Penaggalan é o seu torso. Quando ela destaca a cabeça, seu corpo começa a decompor-se muito rapidamente, de modo que ela o armazena em um recipiente cheio de vinagre para mantê-lo fresco. Se alguém jogar cinzas ou passar pasta de alho esmagado neste corpo vazio, a Penanggalan irá morrer definitivamente.

Criaturas semelhantes

Existem mitos semelhantes de criaturas com quase exatamente as mesmas características da Penanggalan. Entre os grupos étnicos na Indonésia, o fantasma é chamado Leyak entre os balineses, Kuyang pelo povo Dayak de Kalimantan, ou Palasik (ou Pelesit) pelo povo Minangkabau. Na Tailândia é chamado de Krasue, no Laos é a Kasu ou Phi-Kasu, no Camboja é o Ap e nas Filipinas é o Manananggal.


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23 de maio de 2014

Chernobog

۞ ADM Sleipnir


Arte de Larisa Petruhina
Chernobog (russo: Чернобог, também grafado como Czernobog, Crnobog e Tchernobog) é uma misteriosa divindade eslava, cujo nome significa "deus negro". É um deus do caos, das trevas e do mal. Os eslavos acreditavam que todo o mal se originou a partir dele. Também é conhecido como Crnoglav.

Fontes

Devido ao fato de que os eslavos não possuíam um sistema de escrita antes do domínio cristão, e os únicos contos sobre Chernobog provém de fontes cristãs, informações sobre esta divindade são difíceis de se definir com precisão. Um padre alemão chamado Helmold escreveu durante o século XII um livro sobre mitologia eslava, chamado Chronica Slavorum ("Crônica dos Eslavos"), que faz uma menção à Chernobog, mas a maioria das informações contidas lá são especulativas. Embora a antiga religião eslava não possuísse características dualistas, a referência na crônica diz que os eslavos pagãos possuíam uma crença  onde um deus benigno e um deus maligno travavam um eterno conflito. 

Tem sido proposto que, se Chernobog é o deus do mal, sua contraparte seria Belobog ("deus branco"), porém nenhuma menção à Belobog é feita na crônica. Belobog, como um princípio de luz e bondade, deveria ser o poder que contrabalança o impacto negativo das ações de Chernobog. Louis Léger (um escritor pioneiro nos estudos sobre a cultura eslava) afirma que o nome Belobog não pode ser encontrado em qualquer documento escrito autêntico relativo à cultura eslava.  Alguns mitos eslavos, como o mito da criação, apresentam Belobog, mas não podemos ter certeza de que este mito tem suas origens no período pré-cristão. 




Mito da Criação

Este mito diz que o mundo foi criado por Chernobog e Belobog que, através do esforço conjunto, criaram o mundo com perfeição. Embora durante o processo de criação do mundo os dois deuses tenham entrado em conflito, as ações que um tomava contra o outro fizeram o universo ser como ele é. Existia um outro conceito dualista que proclamava Chernobog como deus da metade do ano, em oposição à Belobog - o governador outra metade. O governo de Belobog, de acordo com essa crença, começa com o solstício de inverno, enquanto o governo de Chernobog sobre a natureza começa com o solstício de verão. O próprio solstício de inverno era o dia da batalha entre esses dois deuses opostos, e nesse dia Belobog obtinha a vitória. Essa crença pode ter suas raízes na autêntica fé eslava, uma vez que todas as outras tribos pagãs entendiam aquele mesmo dia de uma forma similar.

Chernobog tornou-se assim um deus do inverno e das trevas, uma terrível divindade que envolvia o mundo em escuridão. No entanto, devemos ter em mente que os eslavos consideravam as ações de Chernobog necessárias e que, consequentemente Chernobog era respeitado como todos os outros deuses. Nenhuma das fontes relevantes para a mitologia eslava classificam Chernobog como uma divindade inferior e, independentemente de  ser a fonte de todas as desgraças, ele era considerado igual a outros deuses do panteão eslavo. Isso significa que os antepassados eslavos ​​acreditavam que os acidentes também eram causados ​por seus deuses, ou que até mesmo o frio extremo, a fome, a morte e a doença eram de origem divina ( proveniente de Chernobog ou Morana), e o que era enviado pelos deuses certamente tinha que ser respeitado. 

Arte de Ksenia Svincova


Outras ligações


Os registos da antiga religião eslava não fornecem qualquer informação sobre as relações familiares entre os deuses. No entanto, Vladimir Aleksejevic Istarhov, o autor de A Greve dos Deuses Russos, diz que Chernobog tinha uma consorte, uma cabra chamada Sedunja, com quem teve um filho chamado Vij. Embora Istarhov não tenha registrado o mito sobre esta relação, pode-se concluir que esta lenda também data de um período após a conversão ao cristianismo, pois o cristianismo associou animais com chifres, especialmente cabras, às forças do mal.

Na cultura popular

Sua representação mais famosa ocorre no segmento Ave Maria do filme Fantasia da Disney. Um enorme demônio noturno é baseado em Chernobog. Na Noite de Walpurgis (Sabbath das Bruxas), Chernobog emerge a partir do pico de Bald Mountain (na realidade Monte Triglaf, perto de Kiev, no sul da Rússia) para convocar todos os seus asseclas, que dançam furiosamente enquanto ele os lança no poço de fogo da montanha. Chernobog é elogiado como sendo a melhor representação de pura maldade feita pela Disney, e como o maior triunfo do animador Vladimir Tytla. Ele é considerado um dos vilões mais poderosos e terríveis da Disney; como o deus do mal, ele não possui um objetivo específico, mas existe apenas para ser mau.

Outra aparição de Chernobog é nas Hqs da Marvel, como um inimigo do Hulk. 




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Ruby