3 de junho de 2014

Sagari

۞ ADM Sleipnir



Sagari (jap: さがり, "pendurado") é um estranho yokai cuja a lenda teve origem na ilha Kyushu, no Japão, mais precisamente nas prefeituras de Fukuoka e Kumamoto. Ele tem a forma de uma grotesca cabeça de cavalo com um retalho de pele que ele usa para se pendurar nos galhos de uma árvore. Em alguns contos ele usa sua juba para se pendurar aos galhos. Em algumas versões da lenda, ele é dito possuir também um braço humano decepado anexado à sua cabeça.

Um Sagari surge dos espíritos de cavalos que morrem debaixo de uma árvore e seus corpos são deixados ali apodrecendo. As almas dos cavalos às vezes se prendem às árvores à medida que deixam seus corpos. As almas que aderem as árvores não podem passar para o outro mundo e acabam se transformando em yokais.

Sagaris geralmente caem bem na frente do rosto de alguém enquanto passa por baixo de uma árvore. Assim que caem, eles emitem um grito horripilante, assustando sua vítima. Encontros com o Sagari não são fatais para os seres humanos, no entanto, conta-se que aqueles que ouvem os relinchos e gritos de um Sagari são acometidos por uma febre terrível.


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2 de junho de 2014

Kvasir

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia nórdica, Kvasir é um deus membro da classe dos Vanir, e referido como um poeta e o "mais sábio dos deuses". A lenda conta que após a guerra Æsir-Vanir, todos os deuses juntaram suas salivas em sinal de paz, e desta junção surgiu Kvasir. Ele era um deus extremamente sábio, e vagava por Asgard ensinando e instruindo os deuses, nunca deixando de dar a resposta certa para uma pergunta. Porém sua vida foi encurtada pela ação de dois irmãos anões, chamados Fjalar e Galar. Os irmãos cobiçavam as propriedades mágicas do corpo de Kvasir, e traçaram um plano para obtê-las.

A Morte de Kvasir 

Certo dia, enquanto dormia, Kvasir foi apunhalado pelos irmãos Fjalar e Galar. Os dois recolheram o sangue de Kvasir, o misturaram com mel, e o preservaram num caldeirão mágico chamado Odrörir. Após um tempo, a mistura fermentou, criando o Hidromel da Poesia e todos aqueles que bebessem dela se tornariam poetas inspirados.


Algum tempo depois, os dois irmãos assassinaram o gigante Gilling e sua esposa. O filho de Gilling, Suttung, parte em busca dos algozes de seus pais e consegue capturá-los e prendê-los dentro de uma rocha, deixando-os no mar para que morressem afogados. Os irmãos resolveram entregar o Odrörir contendo todo o hidromel da poesia para Suttung, em troca de suas vidas. Suttung aceita a oferta, e após obter o Odrörir, o esconde dentro de uma montanha e ordena a sua filha Gunnlod para guardá-lo.

O Roubo do Hidromel por Odin

O hidromel da poesia era um bem precioso, e Suttung se gabava de tê-lo em sua posse, mas tão logo o sábio deus Odin tomou conhecimento da situação, ele partiu para Jotunheim com a intenção de obter o hidromel para si. Disfarçado como um lavrador, Odin passou a trabalhar para o irmão de Suttung, Baugi, durante todo um verão. Ao terminar o trabalho, Odin pediu para Baugi lhe dar um copo de hidromel. Baugi tenta convencer Suttung a ceder uma taça mas não obtém sucesso, então ele decide perfurar um pequeno buraco ao lado da montanha, abrindo uma passagem para a câmara onde o hidromel era mantido.

Odin imediatamente transformou-se numa cobra e se esgueirou pelo buraco na câmara onde Gunnlod guardava o hidromel. Retomando a forma de um homem, Odin seduz Gunlod e a convence a lhe dar o hidromel. Durante três noites, Odin bebeu do hidromel, e na terceira noite, ele se transformou em uma águia para poder escapar. Suttung descobriu o roubo, e também transformando-se em uma águia, foi atrás de Odin. Parte do hidromel escapava da boca de Odin enquanto voava, as vezes propositalmente, a fim de distrair Suttung que estava em seu encalço. Parte do hidromel caiu sobre a terra, onde atingiu alguns dos seres vivos, tornando-os poetas. Quando Odin avistou seu palácio, deu um grito de alerta, e todos os deuses correram com jarros em suas mãos, permitindo que Odin regurgitasse todo o hidromel dentro deles. Quando Suttung viu o hidromel ser recolhido pelos deuses, se deu por vencido e retornou para sua montanha. O Hidromel agora pertencia aos deuses.


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30 de maio de 2014

Khalkotauroi

۞ ADM Sleipnir


Os Khalkotauroi ("touros de bronze"), também conhecidos como Touros da Cólquida, são um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Os Khalkotauroi foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida.

Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Na Argonautica, Aietes concorda em ceder o Velocino de Ouro à Jasão, contanto que ele domasse os Khalkotauroi e os usasse para arar um campo, que depois deveria ser semeado com os dentes do dragão que Cadmo, o fundador da cidade de Tebas, havia matado muito tempo antes.

Jasão consegue resistir às chamas ardentes dos touros ao utilizar uma poção mágica que o tornava invulnerável durante um dia, e assim acaba domando os touros. A poção havia sido dada a ele por Medéia, filha do Rei Aietes, que havia se apaixonado por Jasão.

Na cultura popular 

A série de tv Jasão e os Argonautas de Nick Willing, apresenta uma criatura conhecida como o Menaian Bull, uma criatura parte touro, parte máquina, o qual Jasão tem de domar. Esta versão, no entanto, não expele fogo e é usada por Jasão para arar os campos. Os touros aparecem no segundo livro da série Percy Jackson & os Olimpianos, O Mar de Monstros, enquanto na adaptação cinematográfica do livro, apenas um dos touros aparece.


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29 de maio de 2014

Arawn

۞ ADM Sleipnir



Arawn é o deus dos mortos da mitologia celta, também um mestre caçador e um guerreiro excepcional. A origem de seu nome é controversa. Entre aqueles que estudam os mitos celtas, seu nome é dito por alguns ser derivado de Arão, o irmão do bíblico Moisés, enquanto outros crêem que se origina de "As Crônicas de Prydain", escrito por Lloyd Alexander, no qual Arawn é um invisível vilão. Sua associação com a caçada levou alguns estudiosos a associarem Arawn à divindade gaulesa Cernunnos .

Arawn era um membro dos Tuatha de Dannan, uma raça de deuses adorados pelos povos celtas. Ele possuía vários poderes sobre-humanos e governava sobre a vingança, terror, guerra, e os contatos espirituais. Ele podia possuir o corpo de outra pessoa  e também podia criar pedaços de matéria mágica.

Annwn , o reino de Arawn , é o submundo, aceito como um  verdadeiro paraíso. Era um lugar para onde os mortos eram levados para viverem em paz e alegria, tendo uma oferta abundante de tudo o que pudessem desejar. Arawn viajava montado em um cavalo pálido, guaido por temíveis cães de caça conhecidos como Cŵn Annwn. Esses cães tinham orelhas vermelhas e ajudavam Arawn a capturar almas, perseguindo-as até que ficassem cansadas e já não pudessem escapar.

Arawn tinha um inimigo à altura, chamado Hafgan, que só poderia ser morto por um único golpe desferido por um homem mortal. Para eliminar seu inimigo, Arawn contou com a ajuda de um príncipe mortal chamada Pwyll. Pwyll era príncipe de Dyvet, e uma figura proeminente nos mitos que envolvem Arawn. 

A história de como Pwyll encontrou o deus da morte e viveu para contar o conto é uma das histórias mais conhecidas no Mabinogion galês. Os dois homens se conheceram enquanto caçavam. Pwyll havia adentrado uma região profunda da floresta e acabou encontrado dois cães de orelhas vermelhas que haviam capturado um veado. Ele dispersou os cães e estava pronto para por as mãos na caça, quando Arawn surgiu em meio a escuridão e o repreendeu. Os cães que Pwyll havia dispersado eram os Cŵn Annwn, os cães de Arawn, portanto a caça pertencia a ele . 



Depois de alguma discussão Pwyll admitiu que tinha se enganado e Arawn propôs um acordo: Pwyll deveria tomar o seu lugar por um ano e um dia, em Annwn. Arawn ficaria no lugar de Pwyll e governaria Dyvet em seu lugar. Pwyll também deveria derrotar Hafgar ao final desse período. Os dois fizeram a troca, e durante este tempo, Arawn duplicou a riqueza de Dyvet e Pwyll teve sucesso em governar Annwn. Pwyll ainda respeitou Arawn e não coabitou com Ethne (esposa de Arawn).

No último dia da troca, Pwyll encontrou Hafgan, e como prometido, o derrotou com apenas um golpe. Assim que Hafgan foi ao chão, Pwyll partiu até o local onde ele e Arawn se encontraram um ano antes e Arawn já o aguardava lá para desfazer a troca. Os dois retornaram para os seus respectivos reinos e se tornaram amigos desde então.  

Arawn lutou ao lado do deus Bran, na Cad Goddeu ("Batalha das Árvores"), que se acredita ter sido iniciada quando Amaethon, deus celta da agricultura, roubou um cão, um pássaro e um cabrito dele.  Nesta batalha, Amaethon teve a ajuda de seu irmão, Gwydion, um mago poderoso. Gwydion transformou  árvores em um exército de homens para ajudar seu irmão Amatheon a derrotar Arawn e suas forças do outro mundo.



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28 de maio de 2014

Helhest

۞ ADM Sleipnir


O Helhest ou Helhesten ("cavalo de Hel'') é uma criatura presente no folclore dinamarquês e também na região de Schleswig. É um cavalo com apenas três pernas, cego, e às vezes sem cabeça, que vaga durante a noite trazendo pestes e morte sobre as pessoas ao seu redor.

Ele é mencionado por Jacob Grimm em seu estudo sobre mitologia nórdica, e o mesmo teorizou que, antes da cristianização, o Helhest era originalmente o corcel da deusa Hel. Durante todo o século XIX, de acordo com a crença popular, o Helhest era cavalgado pela própria morte, e anunciava a doença, acidentes e principalmente mortes. Também era dito ser o fantasma de um cavalo enterrado vivo em um cemitério, para que o seu espírito ajudasse a guiar os mortos em direção ao outro mundo.


A lenda relata que todos que  vêem um Helhest ou simplesmente ouvem o som de seus passos morrem dentro de um ano. Uma história conta que o Helhest às vezes aparece no pátio da Catedral de Aarhus, na Dinamarca. Um outra história registrada no século XIX conta que um homem observava o pátio da Catedral através de sua janela, uma noite, quando viu um estranho cavalo e gritou: "Que cavalo é aquele lá fora?". Um homem que estava sentado ao seu lado disse: "Talvez seja o cavalo de Hel!". "Então eu vou vê-lo!", exclamou o homem, e ao olhar novamente para fora da janela, ele ficou muito pálido, e decidiu não contar sobre o que tinha visto. Pouco tempo depois, o homem ficou doente e morreu. Na Catedral de Roskilde, as pessoas tinham o costume de cuspir em uma pedra estreita onde diziam que um Helhest foi enterrado.


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27 de maio de 2014

Arash

۞ ADM Sleipnir


Arash, o arqueiro (persa: آرش کمانگیر, Āraŝe Kamāngir‎) é um heróico arqueiro da tradição oral iraniana e da mitologia persa, que segundo a lenda, sacrificou sua vida para a glória de seu país.

Quando a guerra sangrenta e duradoura entre Irã e Turan chegou ao fim, Manuchehr e Afraisab, os respectivos governantes do Irã e de Turan decidiram declarar a paz e fixar a fronteira entre os seus reinos. Os iranianos tinham sido derrotados, e com o propósito de humilhar os vencidos iranianos, os turanianos propuseram um acordo onde qualquer terra que ficasse dentro do intervalo de um tiro de arco deveria ser devolvido à Manuchehr e os iranianos, e o restante deveria ficar com Afraisab e os turanianos. Um anjo instruiu Manuchehr a construir um arco e flecha especial, e Arash foi convidado a atirar essa flecha do topo do monte Damavand*, o ponto mais alta do Irã. 


Após escalar o monte Damavand, Arash mirou em direção às terras turanianas, puxou seu arco com toda a sua força e atirou. A flecha percorreu cerca de 2.250 km durante toda a manhã e caiu ao meio-dia, na margem do rio Oxus**, onde hoje é a Ásia Central. O rio foi o limite entre o Irã e Turan durante séculos. Após cumprir seu objetivo, Arash caiu no chão do Monte Damavand e ali faleceu. O corpo de Arash nunca foi encontrado, e algumas versões da lenda dizem que Arash se tornou um com a flecha. Existem histórias de viajantes que se perderam no monte Damavand, onde eles contam que ouviram a voz de Arash, que os ajudou a encontrar o seu caminho e salvou suas vidas.

O nome Arash continua sendo um dos nomes mais populares entre os iranianos .

*, **: Os lugares de onde Arash atirou a flecha e onde ela caiu variam conforme as fontes. Como são muitas variações resolvi não citar todas aqui, mantendo somente essas. 



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Ruby