17 de junho de 2014

Shiva

۞ ADM Sleipnir



Shiva (Xiva, Siva), o "destruidor", é um dos três deuses supremos na mitologia hindu. Juntamente com Brahma, o "criador", e Vishnu, o "preservador", forma a trindade suprema (trimurti) do hinduísmoUm personagem complexo, Shiva representa a bondade, benevolência e age como protetor, mas ele também tem um lado mais sombrio como o líder dos maus espíritos, fantasmas e vampiros e como o mestre de ladrões, bandidos e mendigos. Ele também está associado com o tempo e, particularmente, com a destruição de todas as coisas. No entanto, Shiva também está associado com a criação. No hinduísmo, acredita-se que o universo se regenera em ciclos (a cada 2.160.000.000 anos). Shiva destrói o universo no final de cada ciclo, o que permite, em seguida, a criação de um novo. Shiva é também o grande asceta, abstendo-se de todas as formas de indulgência e prazer, concentrando-se em meditação como um meio de encontrar a felicidade perfeita. Ele é o deus hindu mais importante para a seita Shaivismo, o patrono dos iogues e Brâmanes, e também o protetor dos Vedas, os textos sagrados do hinduísmo.

Representações

Na arte, Shiva é muitas vezes retratado de diferentes maneiras, dependendo da cultura em particular. Ele é mais comumente representado com múltiplos braços e três olhos. Um olhar do terceiro olho no centro de sua testa tem o poder de destruir qualquer coisa na criação, incluindo os seres humanos e os deuses. Ele usa um cocar com uma lua crescente e uma caveira (representando a quinta cabeça de Brahma, que ele decapitou como punição por ele ter cobiçado sua própria filha Sandhya), um colar e pulseiras feitas de cobras. 



Neste aspecto, ele geralmente representa Nataraja e dança a Tandava (dança primordial da criação, preservação e destruição) dentro de um círculo de fogo que representa o ciclo interminável do tempo. Ele detém o fogo divino (Agni), que destrói o universo e o tambor (Damaru), que reproduz os primeiros sons da criação. Uma mão faz o gesto abhayamudra e a outra aponta para o seu pé esquerdo, simbolizando a salvação. Ele também pisa com um pé o anão Apasmara Purusha, que representa a ilusão e leva os homens para longe da verdade. O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).


Shiva também pode ser representado em pé sobre uma perna, com a perna direita dobrada na frente do joelho esquerdo e segurando um rosário na mão direita, a postura típica da meditação ascética. Às vezes, ele também aparece montado em um touro branco (Nandi), carrega um arco de prata (Pinaka), ao lado de um antílope, e usa uma pele de tigre ou elefante, todos símbolos de suas proezas como um caçador.

Lingam



Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva. O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada. É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yoni, a vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.


Relações familiares


A esposa de Shiva é Parvati, muitas vezes encarnada como Kali e Durga. Ela era, de fato, uma reencarnação de Sati (ou Dakshayani), a filha do deus Daksha. Daksha não aprovava o casamento de Sati com Shiva e certa vez realizou uma cerimônia de sacrifício especial para todos os deuses, exceto Shiva. Indignada com este desrespeito, Sati se jogou no fogo sacrificial. Shiva reagiu a esta tragédia, criando dois demônios (Virabhadra e Rudrakali) a partir de seu cabelo, e eles destruíram a cerimônia, decapitando Daksha no final. Os outros deuses apelaram para Shiva acabar com a violência e, Shiva acata o pedido, trazendo de volta à vida Daksha, mas com uma cabeça de um carneiro (ou cabra). Sati acabou reencarnando como Parvati e casando com Shiva.



Com Parvati, Shiva teve um filho, o deus Ganesha. O menino foi criado a partir da terra e do barro para lhe fazer companhia e protegê-la enquanto Shiva praticava suas jornadas de meditação. Um dia, no entanto, Shiva retornou e encontrou Ganesha guardando a sala onde Parvati tomava banho. Shiva lhe perguntou quem era e não acredita quando o menino conta que é seu filho. Pensando que Ganesha fosse somente um mendigo insolente, Shiva convocou sua guarda pessoal, os bhutaganas, para lutarem contra o menino. Não só Ganesha se opôs com sucesso aos buthaganas, como ele também derrotou todos os deuses que vieram em auxílio de Shiva. Com a ajuda do poder de Vishnu para criar uma ilusão deslumbrante, os deuses conseguiram tomar de surpresa Ganesha, e assim Shiva cortou-lhe a cabeça. Parvati, furiosa com isso, enfrentou Shiva. Eventualmente, Paravti concordou em fazer a paz, sob a condição de que seu filho fosse restaurado à vida. Shiva concordou e ordenou que os devatas viajassem até o norte e trouxessem de volta a cabeça do primeiro animal que encontrassem, o qual acabou sendo um elefante. Assim, Ganesha foi restaurado à vida e Shiva, impressionado com seu talento de combate, fez dele chefe dos buthaganas.

Outros filhos de Shiva são Skanda ou Karttikeya, o deus da guerra e Kuvera, o deus dos tesouros.

Mitos

Shiva surgiu pela primeira vez quando Brahma e Vishnu discutiam sobre qual deles era o mais poderoso. Seus argumentos foram interrompidos pelo súbito aparecimento de um grande pilar em chamas, cujas raízes e ramos se estendiam além da vista da terra e do céu. Brahma tornou-se um ganso e voou tentando encontrar o topo do pilar, enquanto Vishnu se transformou em um javali e cavou a terra para procurar suas raízes. Sem sucesso em suas buscas, os dois deuses retornaram e viram Shiva surgir a partir de uma abertura no pilar. Reconhecendo o grande poder de Shiva, eles o aceitaram como o terceiro governante do universo.



Certa vez, Shiva salvou os deuses e o mundo da destruição ao engolir o veneno de Vasuki, o rei das serpentes, que ameaçou vomitar seu veneno nos mares.  Shiva, assumindo a forma de uma tartaruga gigante, recolheu o veneno na palma da mão e bebeu. Beber o veneno fez a pele de Shiva ficar azul, e ele é frequentemente mostrado dessa forma nas artes. 

Um dos maiores serviços de Shiva para o mundo foi domar o sagrado rio Ganges, que corre a partir do Himalaia. Nos primórdios do mundo, o Ganges corria somente através dos céus, deixando a terra seca. Depois que um homem sábio mudou o curso do rio, O Ganges tornou-se uma torrente em fúria e ameaçou inundar a Terra. Para evitar que isso acontecesse, Shiva se posicionou debaixo do rio e deixou que suas águas corressem através de seu cabelo, acalmando assim o seu fluxo.


Existe ainda uma história onde os deuses batalhavam contra uma horda de demônios, e não estavam conseguindo derrotá-los. Os deuses pediram a ajuda de Shiva, que concordou em ajudar com a condição de que os deuses lhe emprestassem um pouco de sua própria força. Os deuses, sem nenhuma alternativa, concordaram e transferiram para Shiva parte de seus poderes. No entanto, depois de derrotar os demônios, Shiva se recusou a devolver a força emprestada, e como resultado, tornou-se o ser mais poderoso do universo. 




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16 de junho de 2014

Chasca

۞ ADM Sleipnir


Chasca (ou  Ch'aska) é a deusa inca da aurora e do crepúsculo e também personifica o planeta Vênus. Juntamente com seu consorte, o deus sol Inti, ela usa a luz para iluminar os brotos no solo e fazê-los se tornarem flores. Seu relacionamento com Inti e sua natureza terna lhe associavam ao amor. 

Chasca é descrita como uma bela donzela de cabelos ondulados. De acordo com a tradição, ela se comunica com as pessoas através das nuvens e do orvalho, que cai sobre a terra quando ela balança seus cabelos. Segundo a mitologia inca, era ela quem controlava o tempo e protegia as jovens virgens. Chasca era adorada ao amanhecer e ao entardecer dos dias.

No antigo festival Inca do Sol, os incas adoravam Chasca e Inti enquanto aguardavam o nascimento do sol. As pessoas preparavam oferendas aos deuses, seguidas de danças folclóricas em torno das fogueiras rituais. Eles também queimavam roupas velhas no fogo ritual para espantar as doenças e também o azar. Conforme as roupas eram consumidas, Chasca transformava a energia negativa em positiva.


Chasca, a virgem da água

Em El Salvador, existe uma história sobre uma deusa dos pescadores também chamada Chasca.  Conta-se que em um tempo distante, viveu na Barra de Santiago um homem  muito rico e cruel, chamado Pachacutec. Ele tinha uma linda filha chamada Chasca, que era prometida de um príncipe da tribo zutuhilChasca, no entanto, já havia se apaixonado por um jovem pescador chamado Acayetl. Ela o viu atrás de seu pai na praia onde, de sua jangada cantava doces canções.


Pachacutec era contra esse amor. No entanto, todos os dias, assim que o sol nascia atrás da montanha, Chasca escapava de sua cabana e ia até a praia para visitar Acayetl. Certo dia, ao chegar na praia onde seu amado vivia, Chasca sentiu um forte vento arrastar os abacaxis; a praia estava deserta, fria e triste, como se o ambiente estivesse prevendo o que estava para acontecer.

Acayetl  surgiu em sua jangada e vinha se aproximando da praia quando de repente, de trás dos juncos da costa, alguém atirou uma flecha em direção ao pescador, que morreu instantaneamente. O misterioso assassino tinha sido enviado por Pachacutec .

Chasca observou o crime de longe e gritou horrorizada. Em seguida, ela tomou a decisão de acompanhar o seu amado na morte, amarrando uma pedra em sua cintura e pulando na água. Após a morte de Pachacutec, Chasca começou a aparecer durante as noites de luar na Barra de Santiago, em sua canoa branca ao lado de Acayetl. Dizem que nessas noites em especial, a pescaria é abundante. 


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13 de junho de 2014

Ghillie Dhu

۞ ADM Sleipnir


Um Ghillie Dhu (escocês, plural: Ghillies Dhu; irlandês: Gille Dubh) é um espírito guardião das árvores pertencente ao folclore escocês, na maioria das vezes retratado como uma fada, elfo ou duende. É provável que tenha sido adorado como uma divindade das árvores ou florestas em tempos antigos. O Ghillie Dhu é um ser solitário, que se encarrega de proteger as florestas que cercam seu lar da destruição empregada pelo homem ou pela natureza. 

Ghillies Dhu são descritos como seres de baixa estatura, podendo atingir 1 metro de altura conforme a fonte. Seus cabelos são negros como a noite, seus olhos são de um marrom profundo e seus braços são longos e finos. A cor de sua pele varia conforme as estações do ano, passando de verde a marrom. Eles vestem roupas feitas com folhas costuradas e malhas de grama e musgos. 

Nas florestas, são geralmente encontrados em bosques de bétulas, sua espécie preferida de árvore. Embora eles sejam mais ativos durante a noite, eles não considerados criaturas noturnas. Quando vão dormir, o fazem no chão sobre um ninho criado a partir de fibra vegetal. Sua dieta consiste de frutas e nozes.


Natureza


As histórias sobre os Ghillies Dhu geralmente são conflitantes em relação à sua natureza. Algumas delas afirmam que eles são seres notoriamente tímidos e inofensivos, que preferem evitar o contato com os humanos. Outras histórias retratam um lado mais sombrio, onde os Ghillies Dhu não gostam de seres humanos. Essas histórias alertavam as pessoas a serem cautelosas ao andar pelos bosques encantados durante à noite, caso contrário elas poderiam ser agarradas pelos longos braços de um Ghillie Dhu e acabarem escravizadas para sempre no reino das fadas .

Apesar de sua timidez, os Ghillies Dhu são seres gentis com crianças e quando eles encontram uma perdida na floresta, eles prontamente se oferecem para ajudá-la a encontrar o seu caminho. Essa gentileza no entanto não se aplica aos adultos, e caso um Ghillie Dhu se sinta ofendido ou ameaçado por um deles, ele poderá fazer as raízes e galhos das árvores se moverem e prender o ser humano, fugindo logo em seguida. Conta-se que eles também podem usar os seus braços para esmagar essas pessoas.

Conforme o seu habitat nas florestas escocesas diminuiu ao longo do tempo, os Ghillies Dhu não só se tornaram mais acostumados com o homem - embora continuassem sendo tímidos e silenciosos -, mas também começaram a migrar para outras partes do mundo. Um contingente deles teria seguido caçadores escoceses até o Canadá no final dos anos 1700, e lá estabeleceram uma comunidade nas florestas da América do Norte.

Alguns deles escolheram adotar um estilo de vida onde estabelecem uma relação mais estreita com o homem. Através de um papel que lhes permite exercer o seu amor e desejo de cuidar de crianças humanas, mas preservando seu caráter tímido, estes Ghillies Dhu atuam realizando os serviços atribuídos à singular "Fada dos Dentes". Vivendo em quintais e parques, estes Ghillies Dhu visitam as crianças durante à noite, a fim de recolher os seus dentes, os quais eles usaram para lançar uma magia de proteção sobre a criança. 

Já aqueles que ficaram para trás na Escócia, ou morreram ou se uniram à outras espécies de fadas, perdendo assim sua identidade.



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12 de junho de 2014

Vali (Filho de Odin)

۞ ADM Sleipnir


Vali (Wali, Ali, Bous) era o filho mais novo do deus Odin com a princesa (ou giganta ou deusa, conforme a fonte) Rinda. Ele nasce com o único propósito de vingar a morte do seu meio-irmão Balder, morto pelo deus cego Hod após ser enganado por Loki.

Vali é a personificação da luz dos dias que crescer mais com a aproximação da primavera. Como os raios de luz eram descritos frequentemente como setas, Vali era geralmente representado e venerado como um arqueiro. Vali é um dos poucos deuses destinados à sobreviverem ao Ragnarok, o fim do mundo nórdico.

Após a cristianização dos povos germânicos, Vali passou a ser sincretizado com São Valentim.

Vali, o vingador

Após Balder, o amado filho de Odin, passar a ser atormentado por  sonhos assustadores, Odin resolveu realizar uma viagem até Niflheim, afim de obter explicações acerca dos mesmos. Lá, uma vidente conta a Odin que esses sonhos são um presságio, e que Balder seria morto e sua morte seria vingada por um de seus filhos, mas o mesmo ainda não havia nascido. Esse filho iria matar Hod (o assassino de Balder) com apenas uma noite de vida, estando ainda sujo e com os cabelos desgrenhados.


Hod
Após ouvir a profecia, Odin decide enviar Hermod, o mensageiro do deuses, até um poderoso mago chamado Rosthioff, para tentar obter mais informações. Hermod tomou emprestado o cavalo de Odin, Sleipnir  e também seu cajado mágico e partiu . A viagem foi longa e Hermod enfrentou muitos perigos, mas conseguiu chegar ao país desolado onde o mago morava. Rostioff não recebeu Hermod de maneira cordial. Ele tomou a forma de um  terrível gigante e aproximou-se com uma forte corda, mas Hermod o feriu com o cajado mágico, derrubando-o no chão e o amarrando com sua própria corda.

Sem saída, Rosthioff prometeu ajudar Hermod se pudesse ser libertado das cordas. Hermod afrouxa os laços que prendiam Rosthioff, e o mesmo invocou feitiços até que o céu ficou escuro. Depois surgiu a imagem de um rio de sangue, representando a morte de Balder. Em seguida surgiu a imagem de uma bela  mulher com um bebê nos braços. O bebê saltou para o chão e imediatamente começou a se transformar em um verdadeiro guerreiro. Ele atirou uma flecha em direção à escuridão e, em seguida, a visão terminou. O mago explicou que a mulher se chamava Rinda, filha do rei dos rutenos, Billing. Ela seria a mãe de Vali, que mataria Hod com seu arco e flecha. Após obter a revelação, Hermod  retorna a Asard para transmiti-la a Odin.

Sabendo o nome da futura mãe de seu filho, Odin se disfarçou como um homem comum e partiu para o reino do rei Billing, que no momento estava sendo ameaçado de invasão. Odin (sem revelar quem realmente era) auxilia o rei dando-lhe conselho de como derrotar os invasores, e assim o reino é salvo. Ele pede a mão de Rinda em casamento, mas a mesma se recusa a casar com qualquer um que seja. Odin tenta por mais duas vezes, sem sucesso, conquistar Rinda e obter sua mão em casamento. Enfurecido, Odin usa suas magias rúnicas e faz Rinda adoecer. Odin se transforma numa curandeira e se oferece ao rei para cuidar de Rinda. Uma vez a sós com ela, ele revela sua identidade, e a mesma acaba concordando em se casar com Odin, para se livrar dos feitiços que ele havia usado.  


Nove meses depois, nasceu Vali, e para espanto de todos, ele começou a crescer e crescer até se tornar tão grande quanto um homem adulto. Odin logo percebeu que aquele era o menino da profecia. Vali atravessou a Bifrost indo em direção a Asgard. Sujo e com os cabelos desgrenhados (conforme a profecia), Vali puxou uma flecha da aljava que ele carregava consigo e atirou-a em Hod, que morreu instantaneamente. A  morte de Balder tinha sido vingada. 




fontes:
  • Livro "Ragnarok - O Crepúsculo dos Deuses" de Mirella Faur
  • Livro "Norse Mythology A to Z" de Kathleen N. Daly


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11 de junho de 2014

Nisroch

۞ ADM Sleipnir


Nisroch (ou Nisroque) é o deus assírio da agricultura, descrito como uma divindade com cabeça de águia com asas e músculos exagerados. Em uma escultura de Nínive, ele aparece polvilhando a árvore sagrada com água. Ele segura um vaso de água na mão esquerda e uma esponja em sua mão direita. Era para essa divindade que Senaqueribe, rei da Assíria, passou a orar após voltar de sua campanha em Judá. O versículo anterior revela que o Anjo do Senhor havia afugentado o exército assírio.
"Assim Senaqueribe, rei da Assíria , se retirou e voltou, e habitou em Nínive. E sucedeu que , enquanto ele adorava na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o feriram à espada. E eles escaparam para a terra Arará. Então, seu filho Esar-Hadom passou a reinar em seu lugar." 
 2°Reis 19:36-37
 

O historiador Flavius Josephus identificou Nisroch com o deus Dagon. Já outros estudiosos identificaram Nisroch com Nusku, uma divindade mesopotâmica do fogo e da luz, que de acordo com a crença da época auxiliava os guerreiros no campo de batalha, além de ser um mensageiro dos deuses e dispensador da justiça. 

Lenda hebraica

No Midrash, o nome Nisroch é dito ser derivado da palavra hebraica neser. Neser era o nome dado a uma tábua de madeira encontrada por Senaqueribe em seu retorno a Assíria, após sua campanha em Judá. Os sábios lhe disseram que esta tábua foi originalmente parte da Arca de Noé , e então Senaqueribe passou a adorá-la como um ídolo. Portanto, pode se concluir que Nisroch era o ídolo que Senaqueribe estava adorando, quando ele foi assassinado por seus dois filhos.

Nisroch na Demonologia

Alguns autores religiosos consideram Nisroch como sendo um anjo caído, que pertenceu a ordem dos Principados e um associado de Belfegor. Os ocultistas Johann Weyer e Collin de Plancy relatam em suas obras que Nisroch é o "chefe de cozinha" dos príncipes do Inferno.


fontes:
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10 de junho de 2014

Vritra

۞ ADM Sleipnir


Vritra (em sânscrito वृत्र) é um dos Asuras da antiga religião védica, talvez o mais poderoso deles. Seu nome significa "O Envolvedor / Aquele que envolve". Vritra é imaginado de várias formas; como um dragão, uma serpente ou uma nuvem, e é dito ser tão grande que seu corpo cercava as montanhas, e sua cabeça tocava o céu. Ele é a personificação da seca, e seu principal inimigo é o deus Indra.

Versão Védica

No Rig Veda, Vritra é descrito como um terrível dragão que tomou toda a água do mundo para si e com isso causou uma terrível seca que assolou toda a terra. Vritra era tão poderoso que nenhum deus podia fazer nada contra ele. Essa situação durou por muito tempo, até que Indra nasceu. Indra estava predestinado a se tornar o rei dos deuses, e tomou para si a tarefa de derrotar o dragão e libertar as águas do mundo. Para isso, Indra consumiu uma imensa quantidade de sôma na casa de Tvashtri, que o fez obter a força necessária para enfrentar o dragão, e então partiu para combatê-lo. Indra encontrou e invadiu as noventa e nove fortalezas de Vritra, arrasando uma por uma, e no fim, o encontrou. Os dois travaram uma terrível batalha, e no final, Vritra foi destruído pelo raio de Indra. Indra então liberou as águas, que voltaram a fluir pelo mundo.



Versão Purânica

Nos Puranas, a história muda drasticamente, e Vritra ganha um papel menos onipotente. Havia um brâmane chamado Tvashtri, que tinha um filho chamado Trisiras. Indra temia Trisiras, e esse temor acabou levando Indra a fulminando-o com seu raio. Tvashtri queria se vingar de Indra, e com esse intuito criou Vritra para enfrentá-lo. Vritra desafia Indra, e no fim foi capaz de derrotar e engolir o deus. Os demais deuses ficaram assustados com a perda de seu rei, e então conceberam um plano para libertá-lo. Eles forçaram o demônio a vomitar, e assim que ele o fez, Indra surgiu deu início a uma nova batalha, porém Indra ainda não era páreo para Vritra, e foi obrigado a fugir. 

Com a intervenção dos rishis (sábios hindus) e de Vishnu, uma trégua foi estabelecida entre os dois, porém Indra deveria concordar em nunca atacar Vritra novamente com qualquer arma feita de madeira, metal ou pedra, com nada seco ou molhado, ou em qualquer momento durante o dia ou a noite. Indra concordou com os termos, porém ainda desejava derrotar Vritra. Um dia, enquanto estava próximo ao mar, Indra notou o sol se pondo, e no crepúsculo uma enorme onda lavado acima na costa , a pulverização de uma grande coluna de espuma. Naquele exato momento, não era nem dia nem noite. Indra percebeu que a espuma do mar não era de madeira, pedra, ou de metal, muito menos seca ou molhada. Indra apanha a espuma, combina com seus raios e a lança sobre o demônio. Vishnu encarna na espuma e põe fim a vida de Vritra.


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Ruby