30 de junho de 2014

Huma

۞ ADM Sleipnir


O Huma (persa: هما, pronunciado Homa, em avéstico: Humaya) é um pássaro lendário da mitologia persa e do sufismo. Conhecido como "Ave do Paraíso", o Huma é dito nunca descansar, vivendo sua vida inteira voando invisivelmente acima das nuvens, sem nunca tocar o solo. O Huma é dito ser como a lendária Fênix, consumindo-se no fogo a cada centena de anos, apenas para surgir novamente a partir de suas cinzas.

Um Huma possui ambas as naturezas masculina e feminina contidas em um só corpo, e cada natureza partilha de uma asa e uma perna própria. Considerado um pássaro extremamente compassivo, a sua sombra traz grande fortuna a qualquer um que toca. Conta-se que se ele pousar sobre a cabeça ou ombro de uma pessoa, mesmo que por apenas um instante, essa pessoa irá se tornar um rei. Assim, as penas que decoram os turbantes dos reis são ditas serem a plumagem de um Huma.

Na tradição sufi, capturar um Huma está além da imaginação, mas um vislumbre dele, ou até mesmo de sua sombra é o suficiente para fazer uma pessoa feliz para o resto de sua vida. 


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27 de junho de 2014

Ictiocentauros

۞ ADM Sleipnir


Ictiocentauros (grego: ikhthyokentauroi), ou Centauros-peixes são criaturas da mitologia grega semelhantes aos tritões, porém possuem a parte superior do corpo de um homem, a parte inferior de um cavalo (ou leão) e a cauda de um peixe. Alguns ictiocentauros usavam coroas, enquanto outros foram representados com chifres, muitas vezes semelhantes à garras de crustáceos. Tradiconalmente, os ictiocentauros costumam ser representados no cortejo de divindades marinhas, ao lado de nereidas, tritões e hipocampos.

Os Ictiocentauros possuem a capacidade de respirar debaixo d'água e de nadar com grande velocidade. Eles também possuem uma resistência física maior do que as demais raças aquáticas. Outra habilidade é a capacidade de se comunicar debaixo d'água com outras criaturas marinhas.


Afros e Bitos

Dois deuses marinhos menores chamados Afros ("Espuma do Mar") Bitos ("Abismo do Mar") eram representados como ictiocentauros. Filhos de Cronos e Filira (ou conforme a fonte, Poseidon e Anfitrite), os dois trouxeram Afrodite para a costa após ela nascer da espuma do mar criada pela queda n'água do sêmen de Urano, quando o mesmo foi castrado por Cronos. 

Os dois deuses provavelmente foram derivados do peixe divino da mitologia babilônica (possivelmente identificado com Dagon), que trouxe a deusa Astarte para a terra após seu nascimento no mar.

Afros e Bitos também aparecem em um par de esculturas pertencentes aos Museus do Louvre e do Vaticano, representados carregando os companheiros silenos do deus Dionísio, após sua companhia ser levada para o mar pelo rei Licurgo da Trácia.



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26 de junho de 2014

Fintan, o Salmão da Sabedoria

۞ ADM Sleipnir


Fintan, o Salmão da Sabedoria é uma criatura mágica da mitologia celta. A lenda conta que nove avelãs caíram no Poço da Sabedoria, e passaram a conter toda a sabedoria do mundo. Certo dia, um salmão comeu as nove avelãs e assim se tornou o ser mais sábio do mundo. Um druida previu que a primeira pessoa que provasse de sua carne obteria todo esse conhecimento.

Muitas pessoas passaram a tenta capturar o salmão, vez após vez, mas nunca ninguém conseguia. Às vezes, o seu fracasso devia-se a falta de habilidades de pesca dos caçadores, mas em outras ocasiões , eles não conseguiam porque acabavam acidentalmente olhando nos olhos do salmão. Qualquer um que olhasse para os olhos do salmão, que eram negros como tinta, cairia em um sono profundo.

No tempo onde o Salmão da Sabedoria ainda nadava livremente pelo Rio Boyne, viveu um poeta cujo nome era Finegas (ou Finnéces). Ele era considerado um dos homens mais sábios da Irlanda, mas mesmo assim, ele estava determinado a capturar o valioso salmão, e por isso ele passava os dias observando o rio igual a um falcão.  



Certo dia, um menino chamado Fionn Mac Cumhail chegou em sua casa. “Quem é você?” “Por que você está correndo?” - perguntou Finegas. “Meu nome é Fionn. Meu pai foi morto em batalha, agora seus inimigos querem matar a mim também” - respondeu o rapaz. “Não tenha medo”, Finnegas disse gentilmente. “Fique comigo e eu cuidarei de você”. Desde então, Fionn passou a viver alegremente com Finegas, aprendendo com o mesmo a ser um poeta. Em retribuição, Fionn passava o dia limpando a cabana e a noite preparava as refeições. 

Certo dia enquanto vigiava o rio, Finegas percebeu um peixe monstruoso, porém belo e dourado, nadando entre as águas borbulhantes. Finegas pegou sua rede mais forte e a lançou nas águas profundas do Rio Boyne. Ele se lembrou de tomar cuidado para não olhar diretamente nos olhos sedutores da criatura, mas, de repente, o peixe saltou para fora da água e pairou no ar. Finegas e o salmão fizeram contato visual, e o poeta acabou caindo em um sono profundo, quase que imediatamente. Nesse momento, Fionn correu para socorrer Finegas e, com muita dificuldade, conseguiu acordá-lo do seu sono induzido.

O rapaz tirou a camisa e dobrou-a, improvisando uma almofada para colocar sob a cabeça de Finegas, mas ele recusou a mesma. "Meu filho, traga-me um pedaço de pano por favor?", Finegas pede à Fionn, que o providencia de imediato. Finegas pega o pedaço de pano e o amarra sobre os olhos, recolhendo sua rede em seguida. Ele tinha visto um lampejo dourado voando sobre o rio Boyne, e alegrou-se ao perceber que o salmão ainda não havia fugido. Ele passou a lançar sua rede às cegas, mas isso não o incomodava - ele era um pescador experiente, e que seria melhor do que permitir que o salmão o colocasse para dormir novamente.

Por horas Finegas tentou capturar o salmão, mas a cada arremesso da rede, ela dançava e se esquivava para fora do caminho. O velho poeta ficou ao lado do rio até o anoitecer, lançando a rede no rio e puxando-a de volta. O céu já tinha virado um breu, e ele disse a si mesmo que iria fazer mais uma tentativa. Incrivelmente, nesta última tentativa a rede se fechou de forma segura ao redor do peixe. Embora o salmão tenha resistido e pulado, não foi capaz de escapar. Finegas ficou tão desgastado por ter pescado durante todo o dia, que mal tinha forças para andar e então perguntou à Fionn se ele poderia cozinhar o salmão para ele. O menino concordou, porém teve que prometer que não iria comer o peixe. "Por favor, não coma nem um pedaço!" exclamou Finegas. Ele já estava cheio de orgulho e de alegria porque estava próximo de se tornar o homem mais sábio da Irlanda.

Fionn deu a sua palavra, e recebeu o majestoso peixe de seu professor. Ele acendeu uma fogueira, e uma vez que o fogo atingiu um tamanho adequado, ele começou a cozinhar o peixe. Fionn se sentou e ficou olhando o salmão cozinhar sobre o fogo. Ele ficou ali sonhando acordado, imaginando quais poderes maravilhosos o salmão poderia trazer, até que percebeu uma bolha se formar sobre a pele da criatura. Sem pensar, ele furou a bolha e acabou queimando seu dedo. Instintivamente, ele colocou o dedo queimado em sua boca e o chupou em uma tentativa de aliviar a dor. 


Assim que o salmão ficou pronto, Fionn o trouxe para Finegas, que tinha muita pressa em comê-lo. Após provar alguns pedaços do peixe, o velho sábio notou que havia uma mudança inconfundível no rapaz - seus olhos estavam brilhantes e suas bochechas tinha uma aparência saudável. Então Finegas lhe pergunta:  "Rapaz, você provou do salmão?"

Fionn sabia que nunca deveria mentir a seus anciãos, e lhe disse que ele não tinha dado sequer uma única mordida no salmão. Finegas insiste em sua pergunta, já visívelmente nervoso. De repente Fionn se lembrou da bolha, e como ele colocou o dedo na boca depois de usá-lo para estourá-la. Nervoso, ele contou a Finegas sobre o fato.

O velho poeta ficou com muita raiva no início, e depois foi superado pela tristeza. Ele sonhava em se tornar o homem mais sábio da Irlanda desde que ele era um menino. Mas então ele percebeu que, como era um sujeito idoso, e Fionn era apenas um jovem rapaz, o menino poderia fazer um uso melhor do dom do salmão, podendo se tornar o maior guerreiro que o mundo já conheceu.

 Isso de fato acontece, e a história completa de Fionn você conhecerá em breve aqui no blog.



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25 de junho de 2014

Obatalá (Oxalá)

۞ ADM Sleipnir



Obatalá (ou Oxalá), "O Senhor do Pano Branco", é o orixá criador da terra e o escultor da humanidade, porque a ele foi dada esta função por seu pai Olodumare (Olorun), o deus supremo do panteão iorubá. De acordo com um patakí (história sagrada), Olodumare enviou Obalatá à Terra no início dos tempos, quando não havia nada além de água. Olodumare deu a seu filho um pouco de sujeira e um frango, e ele disse-lhe para criar a terra com ele. Obatalá colocou a sujeira em uma pilha no meio do mar e colocou o frango sobre ela. Em breve, o frango começou a coçar a sujeira, espalhando-a ao redor, e assim a terra tomou forma. Uma vez que os continentes tinham sido formados, Olofi, outra manifestação do Deus supremo, disse a Obatalá para formar os seres humanos. Obatalá obedeceu, adicionando o toque final, colocando cabeças sobre os corpos dos seres humanos que ele criou. É por isso que Obatalá é dito ser o dono de todas as cabeças.



Outra versão dessa história conta que a Obatalá foi dada a tarefa de criar a Terra por seu pai, Olorun. No entanto, em vez de trabalhar e fazer o que lhe foi ordenado, Obatalá se embriagou com vinho de palma. Oduduwa, outro dos Orixás, aproveitou desta situação e procurou criar o mundo sem a ajuda de ninguém. Quando o mundo foi finalmente criado por Oduduwa, Olorun estava satisfeito com o que ele viu e ficou tão encantado com ele que fez de Oduduwa a deusa da Terra. No entanto, por sua negligência, Obatalá foi punido e recebeu a tarefa de criar os seres humanos. Diz-se que Obatalá novamente se embriagou, e durante a execução desta tarefa, acabou criando pessoas com deficiências físicas. Isso fez dele o patrono dos mesmos. 

Outra história conta como Obatalá salvou a humanidade da destruição. Em uma ocasião, os Orixás estavam tendo uma festa e se esqueceram de convidar Iemanjá. Ela ficou com tanta raiva que acabou instigando os oceanos e inundou o mundo. Os seres humanos ficaram aterrorizados e não sabiam o que fazer, então eles foram até Obatalá e lhe pediram para intervir. Ele ordenou Iemanjá a recuar, e ela o fez por respeito a ele. Obatalá, como o criador da terra, era o único que podia acabar com ela.


Obatalá é o senhor de todas as coisas brancas, bem como a cabeça humana e todos os seus pensamentos e sonhos. Sua saudação é ÈPA BÀBÁ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A ele pertencem os olhos que vêem tudo.

Na Santeria ele é o equivalente ao santo católico Nossa Senhora da Misericórdia, sendo também sincretizado com a figura de Jesus CristoObatalá é homenageado com galinhas brancas, caracóis, sopa de melão branco, inhame amassado e outros alimentos brancos, como eko. Eko é apenas milho em folhas de bananeira. A comida oferecida a esse orixá nunca pode ser salgada. 






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24 de junho de 2014

Vayu

۞ ADM Sleipnir


Vayu (ou Vata, Prana, Pravana) é o deus do vento na mitologia hindu. Ele é um dos principais deuses elementais, e era reverenciado como uma das divindades mais importantes nos tempos védicos. Posteriormente teve seu status reduzido, mas ele ainda continuou a ocupar uma posição eminente no panteão hindu como parte do Pancha Maha Bhuta, um panteão menor composto pelas divindades elementais Akasha (éter), Jala (água), Agni (fogo) e Prithvi (terra), além do próprio Vayu (ar).

Vayu é geralmente representado como um homem belo, muitas vezes com a pele um pouco roxa. Ele é transportado em uma carruagem de ouro, puxada por uma par de cavalos vermelhos ou roxos.  Às vezes o número de cavalos pode variar para cententas e até mesmo milhares. Quando não está sendo transportado em sua carruagem, Vayu aparece montado em um antílope. Ele geralmente está adornado com belas jóias, e é muitas vezes representado com quatro braços, ou às vezes com dois, segurando um par de bandeiras. Ele também pode ser representado segurando um aguilhão e uma roda.



Vayu é frequentemente retratado como um deus tempestuoso, que tem constantes acessos de raiva, dos quais ele não se arrepende e sequer tenta evitar. Uma história conta que Vayu foi incitado pelo sábio Narada a remover o topo do mítico Monte Meru. Vayu soprou e soprou o monte durante um ano inteiro, mas a montaria de Vishnu, Garuda, protegia o monte com suas asas. Narada aconselha Vayu a atacar a montanha na ausência de Garuda. Aproveitando um momento onde Garuda descansava, Vayu soprou a montanha e conseguiu remover o seu cume, que caiu no mar e formou a ilha que hoje corresponde ao Sri Lanka.

Vayu também é conhecido por sua luxúria, tendo gerado um número enorme de filhos ilegítimos. Embora ele fosse casado com uma filha de Vishwakarma, o arquiteto divino, ele teve filhos com muitas personagens femininas notáveis dos mitos hindus. Seus filhos mais famosos são o deus macaco Hanuman, cujo dom de voar era creditado a sua descendência paterna, e o herói Bhima, um dos cinco irmãos Pandava. Há também um conto onde Vayu tenta seduzir todas os cem filhas do rei Kusanabha. Como elas resistiram todas as suas investidas, Vayu deformou todas elas, fazendo-as ficarem corcundas.

Vayu é também reconhecido como o deus da respiração. Uma de suas histórias mais famosas ilustra a importância da respiração para toda e qualquer expressão de vida. A história conta que as divindades que controlam as funções vitais certa vez realizaram uma disputa para determinar quem dentre eles era o maior. A divindade que controla a visão deixou o corpo de um mortal, e mesmo sem a visão, ele continuou a viver até que a divindade retornou ao seu dever. Uma após a outra, as divindades se revezavam deixando o corpo, mas o homem continuava a viver, embora fosse prejudicado de várias maneiras. Finalmente chegou a vez de Vayu deixar o corpo do mortal, mas após ele sair, todas as outras divindades foram junto com ele. As outras divindades então percebem então que elas só poderiam agir graças à Vayu, e que sem ele a vida não poderia existir.


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23 de junho de 2014

Mãe-do-Ouro

۞ ADM Sleipnir


A Mãe-do-Ouro é uma personagem do folclore brasileiro, muito popular no interior das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Possui a aparência de uma linda mulher,com cabelos compridos e dourados que refletem a luz do Sol. Aparece sempre trajada de um longo vestido de seda branco. Em algumas regiões, a Mãe-de-ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar nesta linda mulher. De acordo com a lenda, a Mãe-de-Ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando locais onde existem jazidas e ouro. Dizem que em noites escuras e sem estrelas, aquela bola incandescente faz a curva no céu caindo sobre o morro, indicando que ali há tesouro enterrado. 

Diziam ser ela a guardiã dos tesouros da terra, das montanhas e dos rios. Ela está sempre perto do ouro e é vista à noite, porque brilha com a mesma beleza dourada de seu filho. Se alguém aproximar muito, ela desaparece, reaparecendo, em seguida, noutro lugar. Dizem que muitas lavras foram descobertas por causa de sua presença. Costuma aparecer à noite, após as 19 horas, como uma luz dourada com uma cauda luminosa. Aqueles poucos mortais que puderam vê-la mais de perto dizem ser uma mulher muito bonita, coberta de ouro, tendo os cabelos cheios de bichos. Acredita-se que se alguém tiver a sorte de encontrá-la, deverá cortar o dedo e deixar que três gotas de sangue caiam sobre sua cabeça, para que ela se transforme em ouro em pó.


Existem ainda versões da lenda onde a Mãe-do-ouro age como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe-de-ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando homens bons no caminho delas.

Histórias que correm pelo interior de Minas dão conta que uma das primeiras aparições da Mãe-do-Ouro ocorreu ainda na época do Brasil Colônia. A tradição oral relata que no Vilarejo de Rosário, às margens do Rio Cuiabá, vivia um dono de minas sanguinário e cruel. Ele obrigava seus escravos a lhe entregar, todos os dias, uma determinada quantia de ouro. Quem não conseguisse extrair da terra o peso exigido do metal precioso tinha um dos dedos da mão arrancado com alicate. Para um dos mais velhos escravos, encontrar tal quantidade de ouro se tornava mais difícil a cada dia. Até que mais uma vez não achou nem uma mísera pepita. Triste, mas resignado, se conformara em perder o terceiro dedo da mão esquerda, quando então surgiu a sua frente um círculo de luz dourada, que se transformou numa linda moça.

A Mãe-do-Ouro lhe perguntou a razão de tanta tristeza e o velho escravo lhe contou. Ela lhe pediu que trouxesse fitas azuis, amarelas e vermelhas, um pente e um espelho. Ele cumpriu o desejo e lhe entregou a encomenda pouco depois. Naquele momento lhe foi mostrado onde estava uma riquíssima mina de ouro. Mas havia uma condição: nunca, sob hipótese nenhuma, ele poderia revelar o local do tesouro. O negro pegou uma boa quantidade do metal e levou ao seu senhor, que logo quis saber onde ele o tinha achado. Como se recusou a falar, o velho escravo foi açoitado por dias e noites, até que todo o seu corpo ficou coberto de sangue e pele dilacerada. Entorpecido de dor, suplicou à Mãe-do-Ouro permissão para indicar o lugar da mina. “Sim. Mas seu senhor deve levar 22 escravos para escavar a terra até encontrar a rocha”, disse a Mãe do Ouro. 

Assim foi feito, e os homens, sem acreditar no que viam, se depararam com uma jazida em forma de uma frondosa árvore. Nesta hora, a Mãe do Ouro pediu ao escravo que saísse do fundo da escavação e chamasse seus companheiros. Um estrondo precedeu o desabamento que enterrou vivo o cruel dono da mina.  Dizem que a luz ainda é vista por lá em noites muito escuras.

fontes:
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Ruby