15 de janeiro de 2015

A Árvore do Vampiro

۞ ADM Sleipnir



A Árvore do Vampiro é uma lenda urbana mexicana acerca  de uma enorme árvore que nasceu de uma sepultura do Panteón de Belén, um antigo cemitério de Guadalajara.

De acordo com a lenda, há muitos anos atrás, os cidadãos de Guadalajara foram perseguidos por um vampiro sedento de sangue. O primeiro sinal de que algo estava errado surgiu quando eles começaram a encontrar animais mortos por toda a cidade. As pessoas ficaram intrigadas e após examinarem os cadáveres, descobriram que os mesmos tiveram todo o seu sangue drenado.

Após um tempo, recém-nascidos também começaram a ser atacados no meio da noite. As mães horrorizadas encontravam as crianças mortas em seus berços. Da mesma forma que os animais atacados, todo o sangue tinha sido drenado de seus corpos sem vida. Para eles, estava claro que havia um vampiro à solta.

Todos que viviam na região ficaram apavorados, e a maioria tinha medo de se aventurar pela cidade após o anoitecer. Havia um grupo de cidadãos que estavam cansados de viver em constante medo do vampiro e decidiram que iriam pôr fim ao seu reinado de terror, e começaram a buscar rastros da maldita criatura.

Um dia, ainda nas primeiras horas da manhã, um novo ataque foi relatado. Um grupo de cidadãos locais que estavam em alerta viu um homem se escondendo de volta para sua casa. Ele tinha olhos claros e uma pele branca e pálida. Irritados, os cidadãos vigilantes tinham certeza de que aquele era o responsável pelos ataques. Eles rapidamente invadiram sua casa e o mataram enquanto ele estava deitado em sua cama, atravessando um estaca de madeira crua em seu coração.

Na manhã seguinte, a população arrastou seu corpo para o Panteón de Belén e sem a menor cerimônia sepultaram-no sob grossas placas de concreto, esperando que isso o impedisse de voltar dos mortos.

Meses mais tarde, eles voltaram até o local, e encontraram as placas de concreto divididas e quebradas por uma pequena árvore, que havia crescido a partir da estaca que eles haviam cravado no coração do vampiro. Ao longo do tempo, a árvore foi crescendo e ficando cada vez maior, e os moradores chamaram-na de "A Árvore do Vampiro".

Ainda hoje, a árvore permanece no meio do Panteón de Belén. Reza a lenda que se você quebrar um de seus galhos, irá escorrer sangue em vez de seiva. A lenda também diz que à noite podem ser vistos os rostos das vítimas do vampiro na casca da árvore. Foi colocada uma cerca ao redor da árvore gigante para protegê-la, e com razão. Eles dizem que se a árvore morrer, o corpo do vampiro irá se levantar do túmulo e aterrorizar a cidade novamente.


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14 de janeiro de 2015

Hiderigami

۞ ADM Sleipnir


Hiderigami (日照 り 神, "deus da seca"é uma espécie mítica de yokai presente no folclore japonês, e que detém o poder de causar secas. É uma criatura humanóide, grotesca e peluda, que mede entre 60 e 90 centímetros de altura. Possui um único olho localizado no topo de sua cabeça, e apenas um braço e uma perna, embora possa correr tão rápido quanto o vento. Todos os hiderigamis são do sexo feminino.

Hiderigamis são raramente avistados por seres humanos. Eles vivem nas profundezas das montanhas e raramente se aventuram em terras habitadas por humanos, mas quando o fazem, sua presença pode ser facilmente identificada. O corpo de um hiderigami exerce um calor tão forte que qualquer lugar em que ele esteja se torna seco, nuvens não conseguem se formar e assim, nunca há chuva. 

Origem

Os Hiderigamis tiveram sua origem no sul da China, e nasceram de uma deusa. Sua origem está escrita em alguns dos mais antigos registros históricos chineses. Quando o legendário Imperador Amarelo lutou contra o deus da guerra Chi You, ele invocou uma poderosa deusa chamada Batsu para ajudá-lo no combate. Batsu continha um calor sobrenatural dentro dela, e quando ela liberou seus poderes, a batalha acabou rapidamente com um resultado favorável para o Imperador Amarelo; no entanto, ela usou muito do seu poder, tornando-se incapaz de voltar para o céu ou suprimir seu calor. Quando Batsu estava perto da água secou e a chuva não caía, tornando-se assim um problema terrível para o imperador. Incapaz de matá-la ou enviá-la de volta para o céu, o Imperador Amarelo exilou a deusa em uma montanha distante, e proibiu-a de regressar. Como Batsu se tornou mãe dos Hiderigamis ou se ela se transformou neste yokai é desconhecido.


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13 de janeiro de 2015

Kamadeva

۞ ADM Sleipnir



Kamadeva (em sânscrito: कामदेव, Kāmadeva) é o deus hindu do amor. Como seus homólogos nas mitologias grega e romana (Eros e Cupido), Kamadeva é retratado como uma figura masculina alada e armado com um arco e flecha. Na iconografia, Kamdeva é mostrado montando um papagaio e segurando um arco feito de cana, que tem cordas de abelhas e cujos arcos são cobertos com cinco tipos de flores perfumadas. Geralmente é acompanhado por um grupo de belas ninfas (apsaras). Da mesma forma que o Cupido romano e o Eros grego, os dardos de Kamadeva inspiram o amor em vítimas inocentes. Seus alvos preferidos são jovens, mulheres casadas e sábios ascetas.

Kamadeva é uma divindade a qual são atribuídas várias genealogias. De acordo com o Shiva Purana, Kamadeva é filho (na verdade, uma criação) de Bhrama, o deus criador do universo. De acordo com outras fontes, incluindo o Skanda Purana, Kamadeva é irmão de Prasuti; ambos seriam filhos de Shatarupa, outra das criações de Bhrama. Acréscimos posteriores o consideram filho de Vishnu e Lakshmi. Todas as fontes concordam que Kamadeva é marido de Rati (Ratī), filha de Prasuti e Daksha (outro filho/criação de Bhrama). De acordo com algumas crenças, Kamadeva teria reencarnado certa vez como Pradyumna, filho de Krishna e Rukminī.



O Sacrifício de Kamadeva

Após Sati, consorte de Shiva, entrar no fogo e abraçar a morte devido ao insulto que seu pai Daksha ao seu esposo, Shiva ficou completamente devastado. Ele abandonou suas funções divinas e entrou em um profundo período de meditação. Isso causou um desequilíbrio destrutivo no mundo, o que preocupou todos os deuses.

Enquanto isso, Sati renasceu como a deusa Parvati. Ela desejava se casar com Shiva, mas ele não demonstrava nenhum interesse, optando por ignorar seus sentimentos. Os deuses decidiram abordar Kamadeva para pôr fim ao estado lastimável do mundo. Kamadeva atirou uma de suas flechas em Shiva, interrompendo sua meditação. Shiva ficou furioso, e em um acesso de raiva, abriu seu terceiro olho, matando Kamadeva instantaneamente. No entanto, a seta de Kamadeva fez seu efeito, e Shiva acabou apaixonando-se e casando com Parvati. 



Durante um longo tempo, Kamadeva permaneceu morto, e assim o amor desapareceu do mundo. Somente após sua viúva Rati implorar a Shiva, ele finalmente permitiu que Kamadeva renascesse como o filho de Krishna, Pradyumna. Outra versão relata que Shiva permitiu que Kamadeva renascesse, só que sem um corpo material (daí o epiteto Ananga, "incorpóreo")

Epitetos

Kamadeva também é conhecido pelos nomes de Ragavrinta ("ramo de paixão"), Ananga ("incorpóreo"), Kandarpa ("deus do amor"), Manmatha ("batedor de corações"), Manosij ("aquele que sobe da mente", contração da frase sânscrita Sah Manasah Jāta), Madana ("intoxicante"), Ratikānta ("senhor das estações"), Pushpavān ou Pushpadhanva ("aquele com o arco de flores") ou simplesmente Kāma ("desejo").



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12 de janeiro de 2015

Apsu

۞ ADM Sleipnir


Apsu (Abzu) é um deus mesopotâmico primordial, que personifica a massa de água doce sob a qual flutua a Terra. Ele é o consorte de Tiamat, a deusa-dragão que personificava as águas salgadas do mar. Geralmente era visto como uma divindade sem forma definida, sendo a personificação das águas primevas, mas já foi descrito como um dragão (como sua consorte Tiamat) ou uma serpente.

No mito da criação narrado no Enuma Elish, no início, não havia nenhuma terra ou céu, existindo apenas o caos e a desordem entre os águas primordiais. Quando as águas doces de Apsu se misturaram com as águas salgadas de Tiamat, um terceiro elemento aquoso, talvez as nuvens, surgiu, e assim os primeiros deuses foram gerados. Com o tempo, seus filhos tornaram-se numerosos, e começaram a tentar estabelecer a ordem ao caos primordial.

A partir desse momento, teve início um conflito entre Apsu e seus filhos. Segundo uma versão do mito, o motivo do conflito foi que Apsu não suportava o barulho e alvoroço causado pelos deuses mais jovens, e por isso, planejou eliminá-los. Já outras versões alegam que a rebeldia das novas divindades irritou Apsu e sua esposa ou que Apsu ouviu seus filhos conspirarem para matá-lo. Seja qual foi o motivo, e apesar da oposição de Tiamat,  Apsu decidiu eliminar seus filhos, e convocou seu vizir Mummu para ajudá-lo. 

Assim, a luta entre os antigos deuses primordiais e seus descendentes começou. No épico da criação babilônico, Enki lança um feitiço sobre Apsu, colocando-o em um sono profundo, de modo que a divindade pode matá-lo facilmente. Na sequência da sua vitória, Enki estabeleceu sua morada sob o cadáver de Apsu, e Mummu também é aprisionado neste local. A morte de Apsu fez com que Tiamat se revoltasse, reunindo um exército de monstros e deuses renegados para vingar a morte de seu esposo.


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9 de janeiro de 2015

Chalchiuhtlicue

۞ ADM Sleipnir



Chalchiuhtlicue (Chalciuhtlicue ou Chalcihuitlicue) é uma deusa asteca da fertilidade e do batismo, associada as fontes de água doce como rios e lagos. Seu nome significa "Aquela Que Veste Uma Saia de Jade.  Ela é a consorte (ou irmã, de acordo com outras versões) de Tlaloc, o deus da chuva, com quem teve Tecciztecatl, um deus da lua asteca. Em alguns mitos, Chalchiuhtlicue era esposa de Xiuhtecuhtli, uma deidade sênior do panteão asteca. 

Características

Chalchiuhtlicue é geralmente descrita como uma bela jovem, vestida com roupas próprias de nobreza, e portando um xale e uma saia com uma chamativa cor verde jade, de onde parece surgir uma corrente d'água, onde flutuam ou nadam dois bebês (um menino e uma menina), embora às vezes seja apenas um bebê com ambos os sexos. Às vezes ela veste uma máscara de serpente. Em suas mãos ele carrega dois objetos: na mão direita carrega um báculo que representa os raios do céu e na mão esquerda carrega uma bolsa de onde emergem as nuvens.




Atributos

Chalchiuhtlicue era considerada a protetora das crianças e recém-nascidos, pois os astecas acreditavam que ela poderia influenciar o marido e assim impedir que essas crianças fossem sacrificadas a ele. Embora Tlaloc fosse um deus benevolente, muitas crianças e bebês eram sacrificados em seu favor. Se as crianças choravam durante o caminho até o altar sacrificial, era um sinal de que a chuva viria, e o povo se alegrava.

Ela ajudava Tlaloc a governar o reino de Tlalocan. No mito da criação asteca dos Cinco Sóis, Chalchiuhtlicue foi a principal deusa do quarto ciclo, onde que o mundo foi inundado com água após 52 anos de chuvas initerruptas.  Ela construiu uma ponte que ligava o céu e a terra e somente aqueles que estavam nas boas graças de Chalchiuhtlicue eram autorizados a atravessá-la. Os outros moradores da terra foram transformados em peixes para que não morressem afogados. Chalchiuhtlicue usou o dilúvio como um meio para purificar a espécie humana. 



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8 de janeiro de 2015

Banebdjed

۞ ADM Sleipnir


Banebdjed ("Espírito do Senhor de Djed") foi um deus egípcio associado a fertilidade e cultuado na cidade de Djed, a capital do nomo 16 no Delta, chamada de Mendes pelos gregos. Ele representava o Ba (espírito) dos quatro deuses: Rá, Shu, Geb e Osíris.vEle possuía uma consorte chamada Hatmehit (provavelmente a divindade nativa de Mendes), com quem as vezes era fundido, passando a se chamar Banebdjedet.

Na antiga arte egípcia, Banebdjed foi retradado de várias maneiras. Às vezes era representado na forma de um carneiro completa. Em outras vezes, como um homem com cabeça de carneiro vestindo a coroa Atef. Ele também poderia aparecer como um carneiro de quatro cabeças, ou um homem com quatro cabeças de carneiro, com ou sem a coroa Atef.


Banebdjed era conhecido desde o Antigo Império e seu principal dever era o de proteger a sua cidade natal. Seu culto atingiu seu auge na dinastia 29 e durou até o período grego.

Segundo Heródoto, seus devotos não sacrificavam bodes: 

[2.42.1] Aqueles que possuem um templo dedicado a Mendes, devem abster-se de oferecer cabras, ovelhas e sacrifício em seu lugar...Estes egípcios, que são Mendesians, consideram o deus carnaeiro como Pan um dos oito deuses que existiam antes dos 12, e ele era representado no Egito pelos pintores e os escultores, assim como ele é na Grécia, com o rosto e as pernas de um bode... Em egípcio, a cabra era também chamada de Mendes.

Foram as conotações sexuais associadas ao seu culto, que levaram os primeiros cristãos a demonizarem Banebdjed e chamá-lo de "o Bode de Mendes", ou Baphomet.



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Ruby