12 de fevereiro de 2015

Morana

۞ ADM Sleipnir



Morana (Morena, Marzanna, Moraé uma deusa eslava associada ao inverno, aos pesadelos e a morte. Como a deusa do inverno, Morana nunca foi popular entre os antigos eslavos, o que é fácil de compreender se analisarmos o clima em que eles viviam. Morana personificava um longo e frio inverno, capaz de trazer a morte devido à fome e frio extremos e assim causar doenças e a morte maciça do gado. Sua chegada era, portanto, sempre esperada com muito temor e sua partida era comemorada com muita festa e alegria. 

Seu oposto era a deusa Vesna, à quem os eslavos costumavam acolher com festivais e júbilo, ao mesmo tempo em que alegremente testemunhavam a partida de Morana. Os eslavos confeccionavam uma boneca de palha e em seguida batiam nela com suas enxadas. Após malharem a boneca, a afogavam ou queimavam. Essa tradição é um costume popular que ainda sobrevive na Polônia, Eslováquia e República Checa. O ritual representa o fim dos dias escuros do inverno, a vitória sobre a morte, e as boas-vindas à chegada da primavera.

Características

Morana é geralmente descrita como uma mulher de cabelos escuros e uma aparência aterrorizante. Uma descrição semelhante é utilizada para uma outra criatura da mesma natureza - Kuga ("a praga"). Kuga é provavelmente um dos aspectos da Morana. Outro aspecto dela é Mora, um demônio feminino que ataca as pessoas à noite e senta sobre o peito delas, causando-lhes pesadelos. As bruxas também estavam ligadas à Morana, assim como muitos outros seres demoníacos. Morana normalmente aparece como uma mulher feia e velha chamada Baba Marta (Avó de Março), mas para aqueles que não demonstram medo diante dela, ela aparece como uma bela jovem. 

Apesar de todas essas descrições, não se pode afirmar que Morana era uma deusa inteiramente negativa. Nenhum sistema pagão possui uma divindade com características totalmente más, uma vez que a divisão dualista entre o bem e o mal absoluto veio somente com o advento do cristianismo. 



Mitos

Inicialmente, Morana era apenas a deusa do inverno. Certa vez, apaixonou-se pelo deus da vegetação e primavera Yarilo. Os dois se casaram algumas semanas depois e Morana estava cegamente apaixonada por ele. Ela fazia tudo o que ele lhe pedia, inclusive chegou a encurtar a duração de três invernos por ele. Alguns anos depois Yarilo foi morto por Perun. O motivo da morte foi porque Yarilo traía Morana constantemente com as mortais. Quando Morana tomou conhecimento das traições, ela ficou dividia entre a tristeza e ódio. Por mais que Perun tenha dito que a morte de Yarilo traria justiça à deusa, Morana ainda sentia-se injustiçada. Com a morte do deus da vegetação, Morana ficou com a responsabilidade sobre as colheitas. Ganhou também o poder da morte, já que a própria matou as amantes e os filhos bastardos que seu esposo gerou. E mesmo assim tinha pesadelos com as amantes dele (por isso a associação à pesadelos). 

Morana e Dazbog

De acordo com uma dessas histórias, Dazbog, o deus Sol, foi até Nav (o submundo eslavo) em busca de sua esposa Zlata Maja, mas ao invés de encontrá-la, acabou encontrando com Morana, que o seduziu. Após Morana se entediar com Dazbog e encontrar outro amante - Jula Crnobog, ela decidiu envenenar Dazbog, mas o mesmo foi salvo por Ziva. Então Dazbog queimou Morana e baniu-a de volta para Nav . 

Esta história se encaixa perfeitamente no processo de movimento do Sol ao longo do ano, pois o Sol, de acordo com a crença de todos os povos pagãos, passa o inverno no submundo. O inverno é sua amante e ela tenta impedi-lo de sair do submundo, dando-lhe a bebida do esquecimento. Mas Morana não pode governar para sempre, então, no final da história Dazbog é libertado e ela é destruída. 


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11 de fevereiro de 2015

Tabuletas de Glozel

۞ ADM Sleipnir


Tabuletas de Glozel contendo inscrições alfabetiformes. Acredita-se que pertençam a uma cultura pré-celta que influenciou as escritas grega, latina e mesmo o sistema fenício consonantal.


Glozel é uma pequeníssima aldeia a sudeste de Vichy, na França. No dia 1º de março de 1924, o jovem de 17 anos Émile Fradin, juntamente com seu avô, lavrava uma área de pastagem quando um dos animais que puxava o arado se atolou devido ao brusco afundamento do terreno. Ao desenredar o animal, Fradin constatou a existência de uma construção, afundada no terreno. Escavando, encontrou pedras assentadas, tijolos, cacos de cerâmica, uma tábua coberta de curiosos sinais e alguns instrumentos de pedra.
Os achados começaram a ser analisados por um médico de Vichy e também arqueólogo amador, o Dr. Antonin Morlet, que em seu primeiro relatório afirmou que o achado não tinha qualquer ligação com os estabelecimentos romanos ou gauleses conhecidos. As escavações continuaram, e começaram a sair vasos de cerâmica, pedras com inscrições e diversos implementos de pedra e osso de rena. Dois anos após o primeiro achado, o número de objetos retirados era da ordem de dois mil, bem como ossos humanos, uma parte dos quais se apresentava fossilizada. [NOTA: As escavações continuaram até 1941, e muitas outras tabuletas com inscrições foram encontradas].

Mesmo assim, devido à política nada científica dos cientistas oficiais, o achado foi considerado uma fraude. O conservador chefe do Museu de Saint Germain, professor Salomon Reinach, de sólida reputação, escavou no local, e no tocante às inscrições afirmou aceitar a existência de uma escrita, bem como sua originalidade, sem qualquer ligação com as identificadas até então. Ao mesmo tempo, pesquisadores portugueses chegaram à conclusão de que também em seu país havia um sítio com material similar em Alvão (região de Trás-os-Montes), que foi localizado em 1894 [são as famosas “Pedras do Alvão”, atualmente em um museu daquela cidade e não abertas à visitação pública].

Fradin chegou a ser processado por falsificação em 1930, mas foi absolvido, por total falta de provas (era muito material para ser falsificado por um homem só, ignorante em arqueologia e sistemas de escrita). Com o início da Segunda Guerra Mundial e a morte do Dr. Morlet, o silêncio caiu sobre o assunto, para somente ser ressuscitado nos anos de 1970.

Émile Fradin, que se tornou um eminente arqueólogo, com muito esforço veio a formar um importante museu com o material recolhido em Glozel (ver o website oficial do museu - www.museedeglozel.com), no qual encontram-se quase duas mil e quinhentas peças, entre cerâmicas, pedras trabalhadas e gravadas, ossos humanos e de animais, sendo que os ossos mostram uma tendência generalizada para a fossilização, o que pode indicar grande antigüidade.

Os ossos de animais apresentam-se com desenhos, similares ao do período pré-histórico denominado Magdalenense, pois mostram lobos, caçadores, renas, e diferem daqueles pelo fato de existirem alguns com sinais de escritura, do tipo denominado “glozeliano”. Isso não significa que o material seja do período Magdalenense, mas é um fato intrigante!

Depois de décadas, uma parte do material de Glozel terminou por ser autenticado. Assim, o Museu Nacional de Antigüidades da Escócia, a Comissão de Energia Atômica Dinamarquesa de Risö e o Centro Francês de Estudos Nucleares de Fontenay-aux-Roses, em exames paralelos de termoluminescência, concluíram que as peças eram autênticas, datadas de pelo menos 2500 anos (cerca de 500 a.C.). Posteriormente foram realizados testes de carbono-14 em diversos ossos com inscrições; obteve-se uma datação de pelo menos 8 mil anos, havendo inclusive algumas peças que atingiram 12 mil anos (tais peças foram descartadas depois, sendo consideradas como “contaminadas” por substâncias que interferiram na datação).

As ossadas humanas revelaram datas bem diferenciadas, sendo algumas contemporâneas dos ossos com inscrições, outras medievais e outras bem mais antigas, com até 18 mil anos (contudo, podem não ter relação direta com a cultura que produziu as inscrições).

Devido a essa confusão de datas, e pelo fato de as descobertas não se encaixarem nos paradigmas caducos da ciência oficial, não é de admirar que ainda não exista uma conclusão “oficial” para a questão de Glozel. A hipótese de falsificação, felizmente, foi abandonada.



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10 de fevereiro de 2015

Moiras

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, as Moiras (grego Μοῖραι) eram uma tríade de deusas irmãs que determinavam o destino, tanto de deuses quanto de humanos. Eram filhas da deusa primordial Nix, mas também costumam ser referidas como filhas de Zeus e Têmis . Seu equivalente romano eram as Parcas ou Fadas e seu equivalente germânico eram as Nornas

As Moiras eram as responsáveis por fabricar, tecer e cortar o fio da vida dos mortais. Durante o seu trabalho, as Moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio de cada pessoa em sua parte mais privilegiada, o topo; ou em sua parte menos desejável, o fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. O poder das Moiras de determinar o destino era absoluto e impossível de ser burlado. 

As Três Moiras


As Moiras eram geralmente descritas pelos poetas da antiguidade como frias, impiedosas e insensíveis, e representadas como velhas ou bruxas com dentes grandes e unhas longas. Já nas artes plásticas, ao contrário, elas aparecem representadas como lindas donzelas. 

As Moiras são:
  • Cloto (do grego Κλωθώ – "fiandeira") que fia o fio da vida do seu fuso para o seu carretel. Seu equivalente romano era Nona, originalmente a deusa do nono mês da gravidez.
  • Láquesis (do grego Λάχεσις – "distributriz") media o fio da vida concedido a cada pessoa com sua vara de medir. Seu equivalente romano era Décima.
  • Átropos (do grego Ἄτροπος – "inflexível", literalmente "a que não muda de direção", às vezes chamada Aisa) era quem cortava o fio da vida. Ela escolhia a maneira e o momento da morte de cada pessoa. Quando ela cortava o fio com "sua abominável tesoura", alguém morria na Terra. Seu equivalente romano era Morta (Morte). 
Supunha-se que as Moiras apareciam três noites após o nascimento de uma criança para determinar o curso de sua vida. 

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9 de fevereiro de 2015

Gugalanna

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Na mitologia mesopotâmica, Gugalanna (lit. "Grande Touro do Céu") ou Gudanna foi uma divindade suméria e também a constelação conhecida hoje como Touro, um dos doze signos do zodíaco. Ele foi o primeiro marido de Ereshkigal, a deusa da morte e governante de Irkalla, o submundo. Gugalanna é geralmente representado como um touro gigante, ou como um ser meio touro, meio humano.

Participação no Epopéia de Gilgamesh

Na epopéia de Gilgamesh, o herói se recusa a ceder as investidas de Inanna/Ishtar, que desejava tê-lo como seu consorte. Profundamente insultada, Inanna/Ishtar retorna aos céus e clama ao seu pai, o deus An/Anu, para que ele enviasse Gugalanna para matar Gilgamesh e também destruir a cidade de Uruk. An/Anu atende o seu pedido, e Gugalanna é enviado a Uruk, onde ele abre enormes crateras no chão somente com o seu sopro, matando centenas de pessoas.

Gilgamesh vai ao encontro de Gugalanna, e novamente com a ajuda de seu amigo Enkidu, consegue derrotá-lo. Inanna/Ishtar fica enfurecida, e Enkidu a insulta, arrancando uma das coxas de Gugallana e, após ameaçar fazer o mesmo com ela, ele arremessou a coxa de Gugalanna no rosto da deusa. Essa ofensa custaria mais tarde a vida de Enkidu.



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6 de fevereiro de 2015

Gayatri

۞ ADM Sleipnir



Na tradição indiana mais antiga, "gayatri" é o nome de uma métrica utilizada nos hinos védicos; depois, esse passou a ser o nome de um mantra específico, tirado do Rig-Veda; e esse mantra se tornou tão importante, que passou a ser considerado como a essência de todos os ensinamentos vêdicos - a "mãe dos Vedas". Assim, Gayatri passou a ser considerada como uma grande Deusa. 

A deusa (devī) Gayatri é uma personificação do Gāyatrī Mantra. O nome Gayatri é pronunciado com o primeiro "a" longo, e também com o último "i" longo, como se fosse Gaayatrii. Gayatri é uma deusa considerada uma representação de Parabrahman, a realidade imutável que está por trás de todos os fenômenos. É também considerada Veda Mata, a mãe de todos os Vedas. Mitologicamente, é a cônjuge do deus Brahma, o deva criador e a quem são atribuídos os Vedas; por isso, às vezes é identificada a Sarasvati. Ela também é considerada a culminação da trindade das deusas Lakshmi, Parvati e Sarasvati. Gayatri é, enfim, identificada como a Grande Deusa, o Grande Poder (Shakti), a Deusa Primordial, da qual tudo se originou.

 Iconografia

A deusa Gayatri é geralmente retratada sentada em um lótus vermelho, significando riqueza. Ela aparece em diversas formas. Em sua representação mais comum, Gayatri aparece como tendo cinco cabeças, com dez olhos olhando nas oito direções, para o céu e a terra; com dez braços segurando todas as armas do deva Vishnu, simbolizando todas as suas reencarnações; Ela segura um padma (lótus), o  udra tarjani (indicando aviso), uma gada (clava), omudra varada (concedendo bênçãos), o mudra abhaya (concedendo destemor), um cakra (roda), uma sankha(concha), um kalasha (vaso), um parashu (machado), um pasha (laço).


fonte:

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5 de fevereiro de 2015

Zhong Kui

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Zhong Kui ou Jung Kwa (chinês 鍾馗) é um personagem mitológico chinês, tradicionalmente considerado um subjugador de fantasmas e outros espíritos malignos, além de supostamente comandar uma legião de demônios. Na China moderna, sua imagem é muitas vezes pintada nas portas de casas ou negócios, ou pendurada nas paredes, na esperança de que Zhong Kui irá afastar os maus espíritos. 

De acordo com a lenda, Zhong Kui viveu na montanha Zhongnan no início da Dinastia Tang. Apesar de muito feio, ele era um homem profundamente erudito e talentoso. Em 712, ano em que o imperador Xuanzong da Dinastia Tang ascendeu ao trono, Zhong Kui e seu amigo Du Ping (杜平) resolveram viajar até Chang'an com o intuito de realizar os exames imperiais que selecionariam os conselheiros do Imperador. Zhong Kui foi muito bem no exame, impressionando a todos e sendo elogiado como um prodígio. No entanto, um ministro traiçoeiro chamado Lu Qi desacreditava de Zhong Kui por sua aparência, e falava mal dele repetitivamente diante do imperador. Como resultado, Zhong Kui, mesmo aprovado no exame, acabou sendo impedido de assumir sua posição como conselheiro do imperador. Ofendido e extremamente enfurecido com tamanha injustiça. Zhong Kui se atirou várias vezes contra as portas do palácio, chocando toda a corte. Zhong Kui acabou fraturando seriamente a cabeça e morrendo. Compadecido do amigo, Du Ping enterrou o seu corpo.


Por ter se suicidado, Zhong Kui estava condenado ao inferno. Sua alma foi julgada por Yama, o deus do submundo, que viu nele um enorme potencial. Yama resolveu dar-lhe uma chance de escapar da condenação eterna, concedendo-lhe o título de "Rei dos Fantasmas". Zhong Kui foi encarregado de caçar, capturar, guardar e ordenar os fantasmas para todo o sempre. Após tornar-se o rei dos fantasmas, Zhong Kui voltou para sua cidade natal durante o Ano Novo Chinês para agradecer seu amigo Du Ping por sua bondade, oferecendo-lhe a mão de sua irmã em casamento.

Uma outra versão do mito de Zhong Kui destaca sua origem humilde, e a sua tentativa de ser aprovado nos exames imperiais para que assim ele pudesse melhorar sua vida e a de seus pais. Nessa versão da lenda, Zhong Kui é aprovado em primeiro lugar nos exames, e ao receber o diploma das mãos do imperador, foi humilhado pelo mesmo e impedido de assumir seu posto. Zhong Kui deixou o palácio após tamanha humilhação, e se atirou ao mar, na tentativa de suicidar-se. Ele é resgatado por uma tartaruga, que voou em direção aos céus carregando-o consigo. Zhong Kui foi recebido pelos deuses, e se tornou um dos deuses assistentes de Wen Chang, deus da literatura.



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Ruby