27 de fevereiro de 2015

Meng Po

۞ ADM Sleipnir


Meng Po (chinês: 孟婆, literalmente "Senhora Meng") é a deusa do esquecimento na mitologia chinesa. Ela habita a 10ª corte de Diyu (o submundo chinês): o chamado "Corredor do Esquecimento", e seu dever é garantir que as almas prontas para reencarnarem não se recordem de sua vida anterior ou do tempo em que passaram no submundo.

Para isso, antes dessas almas deixarem Diyu e seguirem seu ciclo de reencarnação, Meng Po faz com que elas bebam do Chá de Cinco Sabores do Esquecimento (chinês simplificado: 迷魂汤; chinês tradicional: 迷魂湯; literalmente: "águas do esquecimento"), feito com vários tipos de ervas diferentes. A bebida induz em quem a beber amnésia instantânea e permanente, fazendo com que todas as memórias de outras vidas sejam perdidas. Almas que se recusam a beber do chá voluntariamente são obrigados a bebê-lo por dois ferozes demônios assistentes da deusa.

Ocasionalmente, algumas almas conseguem evitar beber a poção, e com isso, suas memórias de vidas passadas vem a tona durante sua nova vida.


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26 de fevereiro de 2015

Anuket

۞ ADM Sleipnir



Anuket (também conhecida como Anket, Anqet, Anjet ou Anukis) é uma deusa egípcia associada as águas do Rio Nilo. Ela também era uma deusa da caça e era adorada como uma divindade protetora dos partos. Alguns de seus epítetos são: "Provedora dos Campos", "Senhora da Núbia", "Aquela que Abraça" e  "Senhora das Gazelas"

Representações

Anuket era geralmente retratada como uma mulher vestindo um cocar alto feito ou de juncos ou de penas de avestruz, muitas vezes segurando um cetro e portando o símbolo ankh, mas também era ocasionalmente representada na forma de uma gazela. 

Anuket foi retratada amamentando o faraó durante o Império Novo, e em períodos posteriores tornou-se uma deusa da luxúria e da sexualidade. Nesta forma, ela ganhou uma associação com os búzios, que se assemelham em formato a uma vagina. 


Associações

Anuket foi associada com as cataratas inferiores (perto de Aswan) e provavelmente teve origem na Núbia ou Sudão. Especificamente, ela era associada com a ilha Sehel e com Abu (Elefantina) 1 º nomo do Alto Egito, e era a deusa de todo o sul da fronteira com o Egito. Anuket foi amplamente cultuada na Núbia, onde recebeu o título de "Senhora da Núbia". 

Anuket era originalmente considerada uma das filhas de Ra, mas parece ter sido associada com Satet desde os tempos antigos. Na verdade, as duas deusas eram chamadas de "Olho de Ra" (juntamente com Sekhmet, Bastet e Hathor, dentre outros). Da mesma forma, tanto Anuket e Satet estavam ligadas à Uréias (a cobra real sobre a coroa do deus). Durante o Império Novo, Anuket se tornou um membro da tríade Elefantina, ao lado de seu consorte Khnum  e Satet. Estas três divindades das águas protegiam as cataratas do Nilo e a área que os egípcios acreditavam ser a fonte do Nilo. 


No sul da Núbia, Khnum se fundiu com Amon, e por isso Anuket e Satet eram tidas em alguns lugares como consortes de Amon.

Em tempos posteriores, Anuket foi identificada com Néftis no templo "Per-Mer" devido aos laços de Satet com a deusa Ísis e a ligação de Khnum com Osíris. No entanto, tanto Satet e Anuket eram intimamente ligadas à Isis, que assumiu os atributos das águas férteis do Nilo, além de ser uma forma da estrela Sirius.


Festival de Anuket


Durante o Novo Império, o culto de Anuket em Elefantina incluiu uma procissão fluvial da deusa durante o primeiro mês de Shemu. Inscrições mencionam o festival de Khnum e Anuket durante este período de tempo.

Cerimonialmente, o Festival de Anuket tinha início quando a inundação do Nilo começava. As pessoas jogavam moedas, joias de ouro, e dons preciosos no rio, em agradecimento para a água que dá vida e devolve benefícios derivados da riqueza fornecida por sua fertilidade para a deusa. O tabu realizado em várias partes do Egito, era contra a ingestão de certos peixes que eram considerados sagrados, o que sugere que uma espécie de peixe do Nilo era um totem para Anuket e que eles foram consumidos como parte do ritual de seu grande festival religioso.


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25 de fevereiro de 2015

Mylings

۞ ADM Sleipnir


Os Mylings (também conhecidos como Utburds ou Ihtiriekko) são, de acordo com o folclore escandinavo, as encarnações fantasmagóricas das almas de crianças que não receberam um funeral adequado. Geralmente, essas crianças eram abandonadas logo após o nascimento e, do ponto de vista de determinadas denominações cristãs, a elas era negado o batismo, a aceitação na Igreja, e um enterro apropriado. Como tal, suas almas são impossibilitadas de descansarem em paz, sendo forçadas a vagarem pela terra até que consigam convencer alguém a enterrá-las corretamente.

Mylings possuem a aparência de crianças pálidas, sujas e desnutridas. Acredita-se que sua aparência seja semelhante a que eles teria se não tivessem morrido.

Algumas histórias afirmam que os Mylings são espíritos de crianças que foram concebidas fora do casamento, ou então crianças nascidas em famílias pobres. Essas crianças eram geralmente entregues a mulheres conhecidas pela alcunha de "angel-makers" (fazedoras de anjos), que recebiam uma boa quantia em dinheiro para encontrar um bom lar para essas crianças, mas, após receberem seu pagamento, elas matavam as crianças, na maioria das vezes afogando-as ou então as abandonavam, entregando-as à própria sorte. Acreditava-se que os fantasmas dessas crianças, então, passavam a assombrar o lugar onde elas morreram ou, como contam inúmeras histórias, as habitações de seus assassinos.


Quando viajantes solitários passam próximo à área onde foram abandonados, os Mylings os perseguem, tentando saltar sobre eles. Se um Myling consegue agarrar seu alvo, ele não solta enquanto o mesmo não o levar para o cemitério mais próximo e não o enterrar de forma apropriada. À medida que vão se aproximando do cemitério, os Mylings tornam-se mais e mais pesados. Se a vítima parar ou não se mostrar incapaz de levá-los para o cemitério, eles irão matá-la e então procurarão uma nova vítima. 

Em outros casos, o myling poderá aparecer para a sua própria mãe, e se queixar de que está com fome. Se a mãe o alimentar, um buraco irá surgir em seu peito e ela morrerá em breve, e assim a alma de seu filho encontrará a paz.


fonte: 
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24 de fevereiro de 2015

Asasabonsam

۞ ADM Sleipnir

Arte de Darrel Tan
Os Asasabonsam são uma espécie de vampiro encontrado no folclore do povo Ashanti em Gana, na África Ocidental. Eles possuem uma aparência humanóide, porém no lugar dos pés, eles possuem ganchos de metal, além de possuírem dentes de ferro. Seu corpo é peludo, e seus olhos são vermelhos como sangue.

Os Asasabonsam vivem normalmente dentro de florestas densas, onde raramente encontram seres humanos. Eles usam os ganchos de sues pés para se pendurar em árvores, onde aguardam até que sua vítima, seja homem ou animal, passe por baixo da mesma. Assim que isso acontece, o Asasabonsam agarra sua vítima com seus pés de anzol e usam seus dentes de ferro para drenar o sangue da mesma. Algumas histórias afirmam que o Asasabonsam, além de consumir todo o sangue da vítima, também devora todo o sei corpo, inclusive os ossos. Para sugar o sangue dos seres humanos, os Asasabonsam mordem o polegar ao invés do pescoço.


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23 de fevereiro de 2015

Runaturunco

۞ ADM Sleipnir


Segundo o folclore argentino, o Runaturunco (ou Runauturunco) é um feiticeiro que, através de um pacto com o diabo, obteve grandes poderes sobrenaturais, sendo o principal deles a teriomorfia (capacidade de se transformar em animais). Durante o dia, o Runaturunco tem aparência e atitudes comuns, mesclando-se na sociedade e seguindo uma vida normal, porém, em segredo ele procura sua próxima vítima. Ao por do Sol, ele se transforma em tigre e então caça sua vítima até conseguir matá-la.

O Runaturunco é um caçador meticuloso, e somente caça pessoas de ascendência indígena, recusando-se a tocar o sangue de pessoas de descendência hispânica ou caucasiana.

Apesar de seus poderes, o Runaturunco possui uma resistência comum a um ser humano, podendo ser morto facilmente com uma bala na cabeça. Em contrapartida, mantê-lo morto é um pouco mais difícil, pois o mesmo possui o poder de voltar a vida. Para garantir que o Runaturunco não volte a vida, deve-se queimar o seu corpo e espalhar suas cinzas o mais longe possível, pois caso elas permaneçam juntas, ele irá se reconstituir e voltar a vinda. Caso ele consiga reviver, só será possível matá-lo novamente mediante a ação do pai de uma virgem. O matador deve ser abençoado por três padres e também usar um amuleto contendo cabelos do primeiro corpo do ser.


fonte:
Livro "Universo dos Vampiros", de Jonathan Maberry

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20 de fevereiro de 2015

Onion Head

۞ ADM Sleipnir

O Onion Head ("Cabeça de Cebola" em inglês) é um homem grotescamente desfigurado, e que segundo a lenda, assombra um cemitério localizado na cidade de Slidell, no estado de Louisiana, EUA. Essa lenda teve início à 60 anos atrás, na pequena cidade de Slidell. Havia um homem enorme com uma cara grotesca que percorria as florestas. Ele vivia em um barraco com a mãe e raramente saía de sua casa.

Seu rosto era todo desfigurado, devido a uma doença da infância que distorceu sua cabeça. Os moradores locais cruelmente o apelidaram de "Onion head". Para escapar dessas provocações, ele ficou na floresta com sua mãe e nunca se aventurou na cidade.

Um dia, uma jovem foi encontrada morta na floresta. A população local concluiu que o Onion Head era o responsável por sua morte. Antes que a polícia tivesse a chance de investigar, os moradores formaram uma multidão e entraram na mata para capturar Onion Head em seu barraco.

Ao ver a multidão enfurecida se aproximando, Onion Head fugiu da cabana. Sua mãe tentou argumentar com as pessoas da cidade, mas foi inútil. Eles estavam latindo pelo sangue de seu filho. Ela lhes disse que iria colocar uma maldição sobre qualquer pessoa que prejudicasse seu filho desfigurado.

A multidão que caçava Onion Head o encontrou escondido dentro de uma vala. Cheios de raiva, o mataram e desmembraram seu corpo. Cortaram-lhe em treze pedaços e os sepultaram no cemitério. Na manhã seguinte, a polícia capturou o verdadeiro assassino. Era um andarilho que passava pela cidade. O povo da cidade percebeu que tinham matado um homem inocente.

Conforme o tempo passava, uma série de terríveis assassinatos ocorreram na cidade. Todas as vítimas tinham algo em comum. Cada uma delas tinha sido parte da multidão que matou e esquartejou Onion Head. Em cada cena do crime, o assassino não identificado havia rabiscado uma mensagem na parede arterial.

A mensagem dizia: "Se você esteve lá, eu vou matar você também!" Assinado: OnionHead 

Segundo a lenda, Onion Head agora é o zelador perpétuo do cemitério em Slidell, Louisiana. Ele levou a sua vingança sobre todos os aldeões que o mataram e agora ele espera por qualquer um que seja tolo o suficiente para entrar no cemitério.



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Ruby