5 de março de 2015

Peeira

۞ ADM Sleipnir



Peeira (também conhecida como "Fada dos Lobos") é uma figura feminina oriunda do folclore de Portugal e da Galícia. De acordo com a lenda, ela seria a sétima filha de um casal que, por ter sido a sétima a nascer, nasceu com os dons de se comunicar com os lobos e também de controlá-los. 

Peeiras possuem a aparência comum de uma jovem, porém sempre acompanhadas de uma alcatéia sob o seu controle. Alguns afirmam que a Peeira seria uma espécie de versão feminina do lobisomem, enquanto para outros ela é uma fada, protetora dos lobos ou mesmo dos lobisomens.

Não se sabe muito sobre o comportamento de uma Peeira, porém existem relatos de que elas seduzem os homens que encontram em seu caminho, com o objetivo de atraí-los para que se tornem o alimento de seus companheiros lobos.


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4 de março de 2015

Anfitrite

۞ ADM Sleipnir



Anfitrite é na mitologia grega a deusa rainha do mar, esposa do deus dos mares Poseidon. Alguns dizem que ela é uma nereida, filha da ninfa Dóris e de Nereu e irmã de Tétis; já outros a relacionam como uma oceânide, filha de Oceano, mas a maioria simplesmente a descreve como a personificação feminina do mar. Como tal, ela era essencialmente equivalente à Thalassa, esposa de Pontos. Sua equivalente na mitologia romana é a deusa Salácia.

Anfitrite era representada como uma mulher jovem, muitas vezes com um das mãos levantadas em um gesto de pinça. Às vezes, ela era representada segurando um peixe. Em esculturas e mosaicos, Anfitrite geralmente aparece sentada ao lado do marido em uma carruagem puxada por tritões e/ou hipocampos. Às vezes, seu cabelo é preso com uma rede e sua testa adornada com um par de garras de caranguejo como "chifres".


A união com Poseidon

Certa vez, quando se divertia com suas companheira, Anfitrite foi vista por Poseidon que, maravilhado pela sua deslumbrante beleza, tentou raptá-la, mas ela se recusou a unir-se ao deus, fugindo dele e se refugiando nas profundezas do oceano, em um lugar onde só sua mãe, Dóris, sabia onde estava. Poseidon não desistiu de sua paixão e continuou com suas investidas. Mandou um delfim procurá-la e ela foi encontrada ao pé do monte Atlas e, convencida, ela cedeu e casou com Poseidon, que a tornou rainha dos oceanos. Dessa feliz união, nasceu um rebento de corpo de homem e cauda de peixe, Tritão, que se tornou mensageiro e zeloso servidor dos pais, e com sua música produzida com búzios como instrumento, apaziguava a agitação dos mares para que a carruagem paterna pudesse percorrer em segurança seus domínios. Diz-se também que sua descendência foi marcada pelo nascimento de muitas ninfas marinhas, mas também de monstros e gigantes, inclusive mãe dos Ciclopes. 

Assim como Hera, Anfitrite também sofria com as inúmeras traições de seu marido, todavia ela não possuía o ciúme doentio e a maldade da mesma. 


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3 de março de 2015

Nián Shòu

۞ ADM Sleipnir



Nián Shòu (chinês 年 兽; 年 獸) é, de acordo com a mitologia chinesa, um monstro que habita no fundo dos mares ou nas montanhas. Ele é descrito como uma besta horrenda e com uma boca enorme, capaz de engolir várias pessoas com uma só mordida. Algumas tradições apresentam Nián Shòu como semelhante a um leão ou um dragão, mas de uma forma monstruosa.

De acordo com a lenda, uma vez por ano, nas proximidades do Ano Novo Chinês, o Nián Shòu deixava seu esconderijo para atacar aldeias, devorando os animais e as pessoas (principalmente crianças) que nelas viviam. Temendo por suas vidas, os moradores dessas aldeias procuravam refúgio nas montanhas ou então se trancavam em suas casas antes do pôr do sol.


Um dia, um velho passou por uma dessas aldeias na época do Ano Novo, e os moradores lhe disseram para fugir para as montanhas para evitar encontrar com o NIan Shou, mas ele disse que ele era capaz de afugentar o monstro. Incapazes de convencer o velho a fugir com eles para as montanhas, os moradores o deixaram para trás, certos de que ele seria devorado.

Vestido de vermelho, o velho sábio adornou as portas das casas com papel vermelho e começou a soltar os fogos de artifício, bater tambores e a tocar os gongos fortemente ao assim que avistou Nián Shòu. O monstro, sensível aos sons e intimidado pela cor vermelha, fugiu e nunca mais apareceu na vila novamente. Outra versão desta lenda conta que o monstro foi morto pelos habitantes do local após ficar atordoado com os sons e com a visão da cor vermelha.

Eventualmente, essas práticas começaram a se espalhar por outras aldeias e províncias, se tornando uma tradição que vêm sendo parte do ano novo chinês até hoje.


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2 de março de 2015

Brahma

۞ ADM Sleipnir


Brahma (Brama ou Bramá) é o deus hindu da criação e o primeiro deus da Trimurti, a sagrada trindade hindu. Os outros deuses eram Vishnu e ShivaBrahma representa o equilíbrio, enquanto Vishnu e Shiva representam as forças opostas da conservação e da destruição, respectivamente. 

Existem muitos relatos diferentes sobre a origem de Brahma. De acordo com uma história, Brahma criou as águas cósmicas e depositou nelas uma semente. A semente se transformou em um ovo de ouro e, após mil anos, o próprio Brahma emergiu do ovo como um Brahma mais jovem. Ele, então, criou o universo e todas as coisas nele. Outra lenda diz que Brahma nasceu de uma flor de lótus que brotou do umbigo de Vishnu.

Representações

Brahma é geralmente retratado com quatro cabeças e quatro braços. As quatro cabeças simbolizam os quatro Vedas (os antigos textos sagrados do hinduísmo), os quatro yugas (épocas de tempo) e as quatro varnas (classes sociais hindus).. Brahma é freqüentemente mostrado usando vestes brancas e segurando um cetro, uma tigela de esmolas, um arco, dentre outros itens. A montaria (vahana) de Brahma é o cisne/pavão real Hamsa.


Brahma e Sarasvati, o surgimento das varias cabeças

De acordo com a mitologia hindu, Brahma originalmente possuía apenas uma cabeça. Após cortar uma parte de seu próprio corpo, ele a usou para criar uma mulher para si, a qual se chamava Sarasvati (ou Satrupa). Assim que Brahma a viu, se apaixonou por ela, a ponto de não conseguir tirar seus olhos dela. Envergonhada, Sarasvati movia-se para todos os lados tentando fugir dos olhares de Brahma, e, para poder vê-la onde quer que ela fosse, Brahma criou mais três cabeças: uma à esquerda, uma à direita e outra atrás da original. Sarasvati tentou ainda escapar de Brahma voando até o ponto mais alto nos céus, mas Brahma criou uma quinta cabeça olhando para cima, tornando-se impossível para Sarasvati escapar de seus olhares.

Após conseguir deter a atenção de Sarasvati , Brahma lhe disse: “ó, meu amor, por favor, conceda-me seu carinho para que possamos nos unir e dar origem a todas as criaturas animadas, homens, deuses e demônios desse universo”. Ao ouvir tais palavras, Sarasvati desceu do alto de onde se refugiava, desfez-se de sua timidez e uniu-se a Brahma. Logo após terminarem de povoar o universo com suas mais diversificadas criaturas, Brahma e Sarasvati retiraram-se para um local secreto, onde viveram juntos por mais um espaço de cem anos divinos. Desse novo período de amor nasceu o sábio Manu, chamado também de Svayambhuva ou Viraj.

Posteriormente, uma das cabeças foi destruída por Shiva, após Brahma se dirigir de maneira desrespeitosa a sua pessoa. Shiva abriu seu terceiro olho e incinerou a cabeça de Brahma, que passou a contar desde então com quatro cabeças.


A criação das quatro castas hindus

Segundo algumas lendas, pela união de Brahma com Bakchase (uma mulher da raça dos gigantes), provieram os brâmanes, a casta de sacerdotes e doutores destinada à propagação das leis religiosas. Do braço direito de Brahma surgiu um homem (Kshatrya) e do braço esquerdo uma mulher (Kshatryani). O enlace desses dois seres deu origem a casta de guerreiros. Da coxa direita de Brahma surgiu um terceiro homem (Vaishya) e da coxa esquerda uma mulher (Vaishyani), para dar origens a casta dos comerciantes e lavradores. Finalmente, do pé direito de Brahma surgiu um quarto homem (Sudra) e do pé esquerdo uma mulher (Sudrani) para dar origem a quarta casta, constituída por artistas, operários de toda espécie de trabalhadores.

Culto

Apesar do fato de Brahma ser um dos trimurtis, não existem templos dedicados ao seu culto, exceto o local de peregrinação, Pushkar em Ajmer. Alguns estudiosos acreditam que o culto a Brahma existiu nos tempos védicos, e foi substituído mais tarde pelo cultos à Shiva e Vishnu, que até hoje são amplamente cultuados.


fontes:
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27 de fevereiro de 2015

Meng Po

۞ ADM Sleipnir


Meng Po (chinês: 孟婆, literalmente "Senhora Meng") é a deusa do esquecimento na mitologia chinesa. Ela habita a 10ª corte de Diyu (o submundo chinês): o chamado "Corredor do Esquecimento", e seu dever é garantir que as almas prontas para reencarnarem não se recordem de sua vida anterior ou do tempo em que passaram no submundo.

Para isso, antes dessas almas deixarem Diyu e seguirem seu ciclo de reencarnação, Meng Po faz com que elas bebam do Chá de Cinco Sabores do Esquecimento (chinês simplificado: 迷魂汤; chinês tradicional: 迷魂湯; literalmente: "águas do esquecimento"), feito com vários tipos de ervas diferentes. A bebida induz em quem a beber amnésia instantânea e permanente, fazendo com que todas as memórias de outras vidas sejam perdidas. Almas que se recusam a beber do chá voluntariamente são obrigados a bebê-lo por dois ferozes demônios assistentes da deusa.

Ocasionalmente, algumas almas conseguem evitar beber a poção, e com isso, suas memórias de vidas passadas vem a tona durante sua nova vida.


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26 de fevereiro de 2015

Anuket

۞ ADM Sleipnir



Anuket (também conhecida como Anket, Anqet, Anjet ou Anukis) é uma deusa egípcia associada as águas do Rio Nilo. Ela também era uma deusa da caça e era adorada como uma divindade protetora dos partos. Alguns de seus epítetos são: "Provedora dos Campos", "Senhora da Núbia", "Aquela que Abraça" e  "Senhora das Gazelas"

Representações

Anuket era geralmente retratada como uma mulher vestindo um cocar alto feito ou de juncos ou de penas de avestruz, muitas vezes segurando um cetro e portando o símbolo ankh, mas também era ocasionalmente representada na forma de uma gazela. 

Anuket foi retratada amamentando o faraó durante o Império Novo, e em períodos posteriores tornou-se uma deusa da luxúria e da sexualidade. Nesta forma, ela ganhou uma associação com os búzios, que se assemelham em formato a uma vagina. 


Associações

Anuket foi associada com as cataratas inferiores (perto de Aswan) e provavelmente teve origem na Núbia ou Sudão. Especificamente, ela era associada com a ilha Sehel e com Abu (Elefantina) 1 º nomo do Alto Egito, e era a deusa de todo o sul da fronteira com o Egito. Anuket foi amplamente cultuada na Núbia, onde recebeu o título de "Senhora da Núbia". 

Anuket era originalmente considerada uma das filhas de Ra, mas parece ter sido associada com Satet desde os tempos antigos. Na verdade, as duas deusas eram chamadas de "Olho de Ra" (juntamente com Sekhmet, Bastet e Hathor, dentre outros). Da mesma forma, tanto Anuket e Satet estavam ligadas à Uréias (a cobra real sobre a coroa do deus). Durante o Império Novo, Anuket se tornou um membro da tríade Elefantina, ao lado de seu consorte Khnum  e Satet. Estas três divindades das águas protegiam as cataratas do Nilo e a área que os egípcios acreditavam ser a fonte do Nilo. 


No sul da Núbia, Khnum se fundiu com Amon, e por isso Anuket e Satet eram tidas em alguns lugares como consortes de Amon.

Em tempos posteriores, Anuket foi identificada com Néftis no templo "Per-Mer" devido aos laços de Satet com a deusa Ísis e a ligação de Khnum com Osíris. No entanto, tanto Satet e Anuket eram intimamente ligadas à Isis, que assumiu os atributos das águas férteis do Nilo, além de ser uma forma da estrela Sirius.


Festival de Anuket


Durante o Novo Império, o culto de Anuket em Elefantina incluiu uma procissão fluvial da deusa durante o primeiro mês de Shemu. Inscrições mencionam o festival de Khnum e Anuket durante este período de tempo.

Cerimonialmente, o Festival de Anuket tinha início quando a inundação do Nilo começava. As pessoas jogavam moedas, joias de ouro, e dons preciosos no rio, em agradecimento para a água que dá vida e devolve benefícios derivados da riqueza fornecida por sua fertilidade para a deusa. O tabu realizado em várias partes do Egito, era contra a ingestão de certos peixes que eram considerados sagrados, o que sugere que uma espécie de peixe do Nilo era um totem para Anuket e que eles foram consumidos como parte do ritual de seu grande festival religioso.


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Ruby