17 de março de 2015

Gjenganger

۞ ADM Sleipnir


Gjenganger (Gjenferd, AttergangarGenganger, GenfærdGengångare) é uma espécie de fantasma originário do folclore escandinavo. Normalmente, é o espírito de alguém que deixou assuntos pendentes antes de morrer, sendo geralmente vítimas de assassinato ou suicídio. Independentemente de seu caráter e conduta enquanto era vivo, um Gjenganger é sempre maligno, e irá causar males aos amigos e familiares que possuía em vida.

Diferentemente dos fantasmas modernos, o Gjenganger assume uma forma inteiramente corpórea ao invés da tradicional forma espectral. Ele também não possui nenhuma das habilidades fantasmagóricas tradicionais, como caminhar através de paredes ou psicocinese. Ao invés disso, a habilidade do Gjenganger é espalhar doenças. Ele o faz beliscando suas vítimas; o local onde a vítima foi beliscada infecciona, ficando com uma coloração azulada, e com o tempo, a pele e a carne tornam-se necróticas. A infecção vai se espalhando pelo corpo até chegar ao coração, quando finalmente a vítima morre. O Gjenganger geralmente ataca suas vítimas durante a noite e enquanto elas dormem, pois são o momento onde elas são mais vulneráveis.


Existem muitos meios de se defender contra o ataque de um Gjenganger. Assim como acontece com os vampiros, símbolos sagrados como cruzes ou amuletos são capazes de repelir um Gjemganger, e fixá-los acima de uma porta irá impedi-lo de entrar. Uma vez que os Gjengangers são espíritos corpóreos, trancar portas e janelas também é um meio de evitar que eles entrem numa residência. 

Na Escandinávia, o medo de ser atacado por um Gjenganger já foi tão real que os antigos escandinavos tomavam medidas preventivas para impedir que eles levantassem de seus túmulos. Quando um provável candidato a se tornar um Gjenganger morria, seu caixão era carregado por cima dos muros das igrejas, ao invés de utilizarem os portões. Depois, ele era carregado três vezes ao redor do lugar sagrado. Quaisquer pás que tenham sido usadas para cavar o túmulo deveriam ser deixadas intocadas sobre a cova, formando o sinal da cruz. Além disso, uma pilha de galhos e pedras era deixada no local em que a pessoa morreu. As pessoas também costumavam desenhar símbolos sagrados, fazer orações e marcarem os caixões por dentro, tudo isso para evitar que o cadáver se transformasse em um Gjenganger.


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16 de março de 2015

Bruxsa

۞ ADM Sleipnir



A Bruxsa é uma temida espécie de bruxa-vampira pertencente ao folclore português. Detentora de imensos poderes de feitiçaria, ela é maligna por escolha própria, e não por resultado de maldições ou acidente de nascimento como outros vampiros. 

Durante o dia, ela age como se fosse um humano comum, levando uma vida normal sob o disfarce de uma bela e sedutora mulher. Ela pode fazer tudo o que uma mulher comum pode fazer, passando despercebida pela sociedade. Ao anoitecer, surge sua verdadeira natureza. A Bruxsa se transforma em um animal (geralmente um pássaro, mas ela pode se transformar em lobo, rato, formiga, dentre outros), e então sai em busca de alimento. 

Seu alimento preferido, assim como o de outros vampiros, é o sangue de crianças, principalmente bebês. Ela irá atacar e sugar o sangue de bebês enquanto estão dormindo em seus berços. Ela pode chegar ao extremo de procurar homens viris para engravidá-la, somente para devorar o seu bebê assim que ele nascer. Quando não está se alimentando de crianças, ela gosta de atormentar viajantes, fazendo-os se perderem de seu caminho e deixando-os confusos e desesperados.


Bruxsas são imortais e invulneráveis, além de possuírem grandes poderes mágicos, sendo capazes de causarem desastres naturais como chuvas torrenciais e seca extrema, espalhar doenças e pragas e também causar o aborto em animais.

Apesar de ser virtualmente impossível de ser detida, existem maneiras de se proteger de de seus ataques. O método mais comum de proteção contra Bruxsas ( e vampiros em geral) são amuletos feitos de aço ou ferro. Além disso, pode-se costurar cabeças de alho nas roupas das crianças ou então colocar um prego de aço no chão e uma tesoura sob seu travesseiros. Caso esses métodos falhem, existem encantamentos que podem ser proferidos para afastar esse vampiro.

Caso uma criança seja morta por uma Bruxsa, existe um meio de se vingar dela. Apesar de não ser possível matá-la, é possível ferí-la por meio do seguinte procedimento: a mãe da criança morta deve ferver as roupas da mesma, enquanto estoca essas roupas com um instrumento afiado. A Bruxsa supostamente irá sentir as estocadas em seu próprio corpo, e se verá forçada a vir até a mesma implorando por misericórdia.


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13 de março de 2015

Guedês

۞ ADM Sleipnir



Guedês (escreve-se guédés em francês, ghedes ou gedes em kreyol haitiano) são os loás da morte, do submundo e da ressurreição no vodu haitiano. São também os loás da sexualidade, com modos debochados e obscenos e representados por símbolos fálicos. São trapaceiros desavergonhados, conselheiros sábios e curandeiros benévolos, com especial amor pelas crianças, das quais são guardiães.

Os guedês são procurados para ajudar pessoas que têm problemas de esterilidade, cuidar de mulheres grávidas, curar pessoas doentes, ajudar a juntar dinheiro para alimentar crianças e salvar pessoas da morte, principalmente quando provocada por wanga (feitiços).

Vestem-se de roupas pretas e roxas que lembram trajes maçônicos e se rodeiam de símbolos ligados a cemitérios. Gostam de usar óculos escuros porque acham o mundo acima do solo brilhante demais, ou óculos escuros com apenas uma lente para ver tanto o mundo dos vivos quanto o dos mortos. Esfregam-se descaradamente nas pessoas e sua dança é a banda, que imita o ato sexual.


O culto aos guedês é praticado nas sextas-feiras e segundas-feiras e durante todo o mês de novembro, principalmente nos dias de Todos os Santos (dia 1º) e Finados (dia 2). Eles bebem piman, rum caseiro no qual foram piladas 21 pimentas-de-bico ou chora-menino (Capsicum chinese), bebida ardente que queima na boca. Para provar que a possessão é autêntica, os guedês a tomam como se fosse água e jogam-na nos olhos e órgãos genitais.

Os guedês são sincretizados com São Geraldo Majela, que costuma ser representado com uma cruz ou crucifixo e uma caveira e foi conhecido por proteger mulheres grávidas.

Seu líder é o Bawon Samdi ou Baron Samedi ("Barão Sábado"), casado com Maman Brijit ou Grand Brigitte, mãe dos guedês. Todo cemitério tem seu próprio Baron e sua própria Brigitte, identificados por certas tumbas. Entre os mais conhecidos estão Baron Lakwa (La Croix, "A Cruz"), Baron Semetye (Cimetière, "Cemitério"), Papa Guedé (o espírito do primeiro homem a morrer, que espera nas encruzilhadas para levar as almas para o além), Guédé Nibo (que serve de intermediários entre os vivos e os mortos, trazendo as mensagens dos primeiros), Guédé Plumaj, Guédé Ti Malis e Guédé Zaranye.

Vários dos guedês são sincretizados com santos católicos. Papa Guedê é assimilado a Santo Expedito e Baron Samedi a Santo Elias, entre outros.


fonte:
  • http://pt.fantasia.wikia.com
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12 de março de 2015

Fear Liath

۞ ADM Sleipnir


Fear Liath (também conhecido como Am Fear Liath Mor, The Big Grey Man of Ben MacDhui, ou somente Greyman) é uma suposta entidade/criatura que alega-se assombrar o cume e as passagens de Ben MacDhu, o pico mais alto dos Cairngorms, e o segundo pico mais alto da Escócia. 

As descrições do Fear Liath geralmente o retratam como uma figura alta, com cerca de 3 metros ou mais de altura e coberto de pelos cinzas e curtos. Dizem que ele é capaz de controlar o nevoeiro e também as emoções humanas e animais. Suas vítimas podem sofrer muito medo, desespero e sentem o desejo de cometerem suicídio, geralmente saltando dos penhascos.

A maioria dos encontros relatados com a misteriosa criatura envolvem alpinistas e andarilhos ouvindo passos atrás deles enquanto caminham através da névoa, mas a observação mais comum associada com esses "encontros" com o Fear Liath é mesmo a esmagadora sensação de medo ou pânico, mesmo na ausência de contato visual com o mesmo.


Relatos de Avistamentos

Desde o século XIII, existem relatos sobre avistamentos de criaturas grandes e peludas perambulando pelas ilhas britânicas. Muitas vezes, elas foram referidas como Wudewas, ou "Men Wood". Porém, foi em 1925 que surgiu o 1º relato a respeito do Fear Liath. John Norman Collie era um cientista, montanhista e explorador muito respeitado, e que acabou tendo uma experiência solo assustadora próximo ao cume do Ben MacDhui. Ele guardou a história para si durante 35 anos, somente vindo a contá-la durante a Assembléia Geral Anual do Clube Cairngorm no ano de 1925.

Collie disse: "Enquanto caminhava, comecei a pensar que ouvia algo mais do que simplesmente o barulho dos meus próprios passos. Para cada poucos passos que eu dava, ouvi um som de rangido, e depois outro, como se alguém estivesse andando atrás de mim, mas dando passos três ou quatro vezes o tamanho dos meus. Fui tomado pelo terror e comecei a andar rápido, cambaleando cegamente entre as rochas por quatro ou cinco milhas, até atingir a Floresta Rothiemurchus".

Apesar de Collie não ter visto o Fear Liath, ele ficou tão assustado com a experiência que ele resolveu nunca mais voltar sozinho à Montanha MacDhui, convencido de que lá havia uma terrível criatura.


Collie não foi o único alpinista a relatar esta experiência. Algum tempo depois ele contar a sua história, ele recebeu uma correspondência do Dr. A. M. Kellas. Esta carta dizia que o Dr. Kellas e seu irmão Henry estavam próximos do cume, quando viram uma enorme criatura se aproximando. Ela desapareceu subitamente, mas assustou os homens o suficiente para que eles deixassem o local antes de verem se ela iria reaparecer ou não.

Muitos outros alpinistas descreveram o mesmo sentimento inabalável de medo e pânico que Collie e Kellas sentiram. Assim como Kellas, alguns realmente relataram ter visto uma figura grande. Todos relataram terem um sentimento avassalador de energia negativa em torno deles, e alguns até relataram que ouviram a criatura falando com uma voz incompreensível, que lembra vagamente o idioma gaélico.

Possíveis Explicações

Muitas teorias tentam explicar o fenômeno do Fear Liath, e a mais plausível delas diz respeito ao Espectro de Brocken***. É a observação, no cimo de uma montanha, de nossa imagem projetada nas camadas mais densas do nevoeiro, quando o Sol está próximo ao horizonte. A sombra, às vezes, pode atingir dimensões muito superiores à nossa própria estatura. Essa aparição reproduz os nossos movimentos. E, ao redor de sua cabeça, projeção da nossa, vemos uma série de brilhantes halos coloridos. Se dois ou mais indivíduos estiverem no alto da montanha, irão ver duas ou mais sombras. Embora cada um deles veja a sombra do outro, os anéis só serão visíveis ao redor da sombra do próprio observador.

Qualquer um que não conheça o fenômeno e enfrente uma situação como essa está propenso a interpretá-lo de uma maneira, e é certo que a maioria, levada pelo medo, acabe atribuindo sua experiência a algo místico/sobrenatural. Ainda sim, muitos atestam que existe realmente uma presença estranha naquelas montanhas, e que simplesmente não pode ser explicada.


*** fonte do texto sobre o Espectro de  Brocken: http://climatologiageografica.com/o-espectro-de-brocken/

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11 de março de 2015

Nabu

۞ ADM Sleipnir

Nabu era o deus assírio/babilônico da sabedoria e da escrita. Sua consorte é a deusa das súplicas, TashmetumNabu era o guardião das Tábuas do Destino, nas quais o destino da humanidade foi registrado. Além disso, às vezes ele era adorado como um deus da fertilidade e como um deus da água. Nabu era conhecido como o escriba de Marduk e mais tarde assumiu o posto de deus de todos os escribas, usurpando o posto da deusa suméria Nisaba

Símbolos

Os símbolos da Nabu incluem a tabuinha de argila e a caneta de escrita. Ele é geralmente representado usando uma espécie de gorro com chifres, e com as mãos fazendo um gesto que simboliza o antigo sacerdócio. Ele geralmente monta um dragão alado chamado Sirrush, que foi dado a ele por Marduk.



Culto

O culto à Nabu foi introduzido na Babilônia pouco depois de 2000 a.C., e lá tornou-se conhecido como o filho de Marduk com sua consorte, Sarpanitum, sendo assim neto de Ea. Posteriormente, Nabu ele se tornou um dos principais deuses na Assíria, chegando a superar Marduk em popularidade, talvez por causa da associação de Marduk com a Babilônia, que era uma nação rival da Assíria. O centro do culto de Nabu ficava na cidade de Borsippa. Os assírios entoavam muitas orações e inscrições dedicadas a Nabu, além de nomearem crianças com o nome do deus em homenagem ao mesmo.

Durante o Festival de Ano Novo na Babilônia, a estátua de culto de Nabu era transportada de Borsippa para a Babilônia, e colocada junto com a de seu pai Marduk.

Outras Informações
  • Nabu é mencionado na Bíblia pelo nome de Nebo, em Isaías 46: 1 e Jeremias 48: 1;
  • Na astrologia babilônica, Nabu era conectado com o planeta Mercúrio. Como o deus da sabedoria e da escrita, ele foi comparado pelos gregos tanto a Apolo como a Hermes;
  • No Museu Britânico, está em exposição uma estátua de Nabu que foi originalmente construída na cidade de Nimrud (ou Calah, de acordo com as fontes bíblicas) durante o reinado do rei assírio Tiglate-Pilesar III.

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10 de março de 2015

Os "Anjos de Mons"

۞ ADM Sleipnir


Os "Anjos de Mons" é uma lenda sobre um grupo de anjos que acredita-se terem protegido os membros do Exército Britânico durante a Batalha de Mons, no início da Primeira Guerra Mundial. Um mês após a dura batalha, o jornal londrino Evening News publicou uma notícia que causou sensação na época e provocou uma controvérsia que ainda dura. A notícia, assinada pelo jornalista e escritor galês Artur Machen falava como uma pequena força expedicionária britânica, numa desproporção numérica de 3 para 1, relativamente ao inimigo, havia sido relativamente salva por reforços celestiais. O Anjo ou Anjos de Mons (os relatos variam entre um e um pelotão) surgiram repentinamente entre os ingleses e os alemães, que se defrontavam numa batalha. Compreensivelmente, estes últimos recuaram em grande confusão.

A batalha travou-se no dia 26 de Agosto de 1914, e quando a notícia foi publicada, em Setembro seguinte, a maioria dos sobreviventes encontravam-se ainda na França. No mês de Maio do ano seguinte, a filha de um pastor de Clifton, na cidade de Bristol, publicou anonimamente na revista da paróquia o que afirmou ser a declaração prestada sob juramento de um oficial britânico. Nela, o oficial declarava que, quando sua companhia se retirava de Mons, fora perseguida por uma unidade de cavalaria alemã. O oficial tentara alcançar um local onde a companhia pudesse abrigar-se e combater, mas os alemães haviam-nos procedido.

Esperando uma morte quase certa, os ingleses voltaram-se e viram então, para seu espanto, uma companhia de anjos entre eles e o inimigo. Os cavalos alemães, aterrorizados, fugiram desordenadamente em todas as direções. Um capelão do Exército, o Rev.° C. M. Chavasse, irmão de Noel Chavasse, condecorado com a Victoria Cross e mais tarde Bispo de Rochester, declarou ter ouvido relatos semelhantes de um brigadeiro e de dois de seus oficiais. Um tenente-coronel descreveu como, aquando da retirada, o seu batalhão fora escoltado, durante 20 minutos por uma cavalaria fantasma. Do lado alemão surgiu a notícia de que os combatentes germânicos se haviam recusado a atacar em um determinado ponto onde as linhas inglesas tinham sido cortadas, devido à presença de grande quantidade de tropas. Segundo os registros dos Aliados, não havia nessa altura um único soldado inglês na área.


Um pormenor notável no que diz respeito a todos os relatos sobre Mons é que nenhum deles foi divulgado a primeira mão. Em todos os casos, os oficiais que transmitiram a notícia quiseram ficar no anonimato, temendo que o seu relato não fosse considerado digno de crédito e que tal fato constituísse um possível obstáculo que dificultasse a promoção. Anos depois, Machen, autor de histórias de terror e do sobrenatural, que fora membro da sociedade mística conhecida pelo nome de Ordem Hermética da Aurora Dourada, reconheceu que a primeira notícia que divulgara não passava de imaginação.

O mistério tornou-se assim mais intrigante ainda. Apesar do desmentimento, muitos soldados de regresso à pátria entregaram-se a reminiscências sobre os estranhos acontecimentos de Mons, e os investigadores chegaram a acreditar que, de fato, algo sobrenatural ocorrera.

Teriam os soldados regressados da guerra recorrido a uma história que lhes agradava e que apoiavam determinadamente? Ou teria acontecido algo - uma miragem por exemplo - que induzira os ingleses e os alemães a acreditarem que haviam visto uma exército espectral de anjos? Qualquer que seja a explicação, os ingleses conseguiram naquela ocasião algo semelhante a um milagre. Apesar de uma desvantagem esmagadora e de pesadas perdas, a retirada foi realizada com êxito, e a Força Expedicionária Britânica manteve-se uma efetiva força de combate.


fonte: 

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Ruby