23 de março de 2015

Lich

۞ ADM Sleipnir



O Lich (do alemão Leiche, "cadáver"; pronuncia-se lichh) é uma poderosa entidade presente em várias obras de ficção e também em jogos. Ele é descrito como uma espécie de morto vivo, com uma aparência bem esquelética, no entanto, ao contrario dos mortos vivos comuns, o Lich adquiriu a imortalidade separando sua alma de seu corpo por meio de necromancia.

O nascimento de um Lich

Mesmo os mais poderosos magos e bruxos não podem escapar da passagem do tempo e da morte. Seus corpos mortais e suas necessidades biológicas são um fardo que os impedem de atingir o auge de seu poder. Alguns dos magos mais sábios conseguiram resolver este problema, transformando-se em mortos-vivos. Assim, nem a fome, nem o sono, nem a doença, distraem o necromante do estudo da magia e da morte, tornando-se magos ainda mais fortes e mortíferos.

Uma vez disposto a se tornar um morto-vivo, o mago deve preparar a sua própria morte por meio de um ritual necromântico, onde ele irá armazenar sua alma em um objeto de fetiche. Esse ritual compreende uma poção mortal que deve ser bebida em uma noite de lua cheia. Essa poção matará o mago instantaneamente, mas se o processo for realizado de forma correta, dentro de alguns dias o corpo do mago será reanimado como um Lich. 

O Lich recém-criado preserva a inteligência e as habilidades que ele possuía em vida. Seu corpo pode receber ataques mortais, mas continuará a se levantar enquanto sua alma estiver a salvo no objeto de fetiche. O mesmo é a fonte de sua energia e poder, e deve ser mantido em um local seguro, pois somente a destruição do mesmo pode destruir um Lich.


Objetos de Fetiche

O fetiche (também conhecido como filactéria) é um recipiente realmente maravilhoso e especial devido a função que exerce, e pode ser qualquer objeto que o mago considere seguro para depositar sua alma. O mais sensato é escolher um objeto que passe despercebido, como um porta-moedas ou uma bolsa de couro, mas pode também ser mais luxuoso e gritante, como um medalhão, uma pedra preciosa ou um baú.

Existem histórias antigas que sugerem a existência de liches e seus objetos de valor. Na mitologia eslava, há a história de Koschei, o Imortal, que diziam ser um ser maligno e assustador cuja alma foi depositada dentro de uma agulha, que por sua vez foi colocada dentro de um ovo, que está dentro de um pato. O pato, por sua vez, está dentro de uma lebre, que está trancada em uma caixa de ferro enterrada debaixo de uma árvore de carvalho verde na remota ilha de Buyan. Segundo a lenda, a única maneira de matar Koschei era quebrar o ovo do pato e liberar a alma presa na agulha.



Características e Habilidades

Um Lich é geralmente magro, ossudo, possuindo órbitas oculares vazias, que geralmente são iluminadas com diferentes chamas coloridas. Costumam usar roupas que recordam a grandeza de seu passado enquanto vivos, como casacos exuberantes, coroas, medalhões de ouro e pedras preciosas, dentre outros items.

Liches são muito inteligentes e maquiavélicos, e uma vez que a morte não é mais um problema, eles podem tramar seus planos à longo prazo. Eles são excelentes estrategistas e isso, aliado ao seu enorme poder, permite que eles liderem exércitos de mortos-vivos.

Eles são capazes de usar e melhorar os seus poderes usando uma espécie de cajado. Geralmente, seus ataques são provenientes deste cajado, criando enormes bolas de fogo ou cones de gelo para atacar seus inimigos. O cajado também permite que o Lich paralise suas vítimas com um único toque. Além de seus poderes mágicos, os Liches emanam uma maligna aura de seus corpos, provocando medo e terror em seus inimigos.


O Dracolich

Dracolich é uma classe especial de Lich, criado a partir da transformação de um dragão maligno. O processo normalmente envolve um esforço cooperativo entre o dragão e um poderoso clérigo, feiticeiro ou mago, mas sabe-se que conjuradores especialmente poderosos obrigam alguns dragões a sofrer a transformação contra a sua vontade. 

Para se tornar um dracolich, o dragão precisa consumir uma preparação letal conhecida como bebida de Dracolich. Essa poção causa a morte instantânea do dragão; em seguida, seu espírito é transferido para uma flactéria de Dracolich, independente da distância entre a filactéria e o corpo do dragão. 

Um espírito contido numa filactéria consegue sentir qualquer cadáver de réptil ou dragão, de tamanho médio ou maior, num raio de 27m, e pode tentar possuí-lo. Sob nenhuma circunstância o espírito é capaz de possuir uma criatura viva. O corpo original do espirito é o recipiente ideal, e qualquer tentativa de possui-lo obtém sucesso automaticamente.

O cadáver se ergue com a força espiritual do dragão, e caso o corpo seja o antigo corpo do dragão, ele imediatamente se transformara em um dracolich. 

Um exemplo de um Dracolich muito famoso mundialmente pela comunidade gamer é Sindragosa do World of Warcraft.


fontes:
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20 de março de 2015

Matangi

۞ ADM Sleipnir


Matangi (sig "elefante") é na mitologia hindu uma das mahavidyas, um grupo de dez deusas da sabedoria, manifestações da Mãe Divina (Devi).  Ela é conhecida pelos epitetos de  "a Negra", "A Exilada" , "Aquela que vence a enganação". Ela representa a perfeição do pensamento interior e tem domínio sobre o chakra da garganta, e, portando, a palavra falada. Matangi é uma forma escura da deusa Sarasvati, a deusa do conhecimento. 

Matangi é geralmente descrita como uma bela mulher com uma pele de cor azul ou verde escuro. Ela possui longos cabelos negros e um corpo sensual. Muitas vezes Matangi é mostrada com um aguilhão, um papagaio, um laço, uma espada e uma vina, o mesmo instrumento da deusa Saraswati. Matangi tem três olhos, sendo o terceiro em sua testa. Ela é invocada pelos devotos que desejam criatividade, melhor eloqüência e conhecimento. 

Matangi também é referida como a deusa que ama a poluição. Esse epíteto estranho vem de uma história de sua origem. Vishnu e Lakshmi tinham ido visitar Shiva e Parvati, trazendo com eles vários alimentos, mas no meio do caminho alguns caíram no chão e surgiu Matangi pedindo as sobras. Então, Shiva disse que quem a adorasse seria muito bem sucedido financeiramente, e a nomeou de Matangini. Restos de comida são considerados, no hinduísmo, poluição.


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19 de março de 2015

Nêmesis

۞ ADM Sleipnir



Nêmesis (em grego,Νέμεσις, Némesis), é na mitologia grega a deusa da vingança divina, encarregada de punir aqueles cujos crimes ficaram impunes pela justiça dos homens, e também o excesso de felicidade ou de orgulho dos reis. Como tal, Nêmesis é associada com as Moiras e as Erínias (Fúrias), divindades que lidam com o destino mortal e a emoção. O seu epíteto Erínis ("implacável"), além de relacioná-la a estas últimas, era também aplicado às deusas Deméter e CibeleOs romanos costumavam chamar Nêmesis por seu nome grego, mas as vezes à designavam como Invidia (Inveja) ou Rivalitas (Rivalidade).

Nêmesis é frequentemente representada como uma deusa alada e empunhando uma espada. Seus atributos são um ramo de macieira, rédeas, um chicote, uma espada e uma balança.


De acordo com a Teogonia de Hesíodo, Nêmesis é filha sem-pai da deusa primordial NixJá de acordo com o pseudo-Higino, ela seria filha de Nix e Érebo. O geógrafo Pausânias atribui sua paternidade aos titãs Tétis e Oceano. Alguns mitos afirmam ainda que Zeus e Têmis seriam os seus pais. Um desses mitos é o que conta o nascimento de Helena de Tróia

De acordo com o mito, Nêmesis era muito bela, tendo sua bela comparada inclusive com a de Afrodite. Ela acabou despertando o desejo de Zeus, que passou a persegui-la incessantemente. Para fugir de sua perseguição, Nêmesis percorreu o mundo inteiro se metamorfoseando em vários animais, mas Zeus sempre a encontrava. No fim, Nêmesis se metamorfoseou em gansa, e Zeus, transformado em cisne, uniu-se a ela. Como resultado dessa união, Nêmesis, anida na forma de gansa, pôs um ovo e o escondeu num bosque sagrado. Encontrado posteriormente por um pastor, o ovo foi entregue a Leda, que o guardou num cesto. No tempo devido, nasceram os imortais Pólux (Policeudes) e Helena

Na arte grega, Nêmesis muitas vezes é representada ao lado de Tique, apontando um dedo acusador para Páris enquanto este seduz Helena, que nessa versão é sua filha. Vale notar que em outra variante do mito, mais famosa inclusive, é a própria Leda quem se une a Zeus e põe não um, mas dois ovos.

Nêmesis também figura no mito de Narciso, onde um jovem chamado Amínias se apaixonou por ele, porém foi cruelmente rejeitado. Desesperado, Amínias suicidou-se aos pés de Narciso com um punhal, implorando à deusa Nêmesis que o vingasse. Por isso, a deusa fez o belo Narciso apaixonar-se por sua própria imagem refletida em uma piscina, onde o mesmo passou a contemplá-la obsessivamente até morrer.


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18 de março de 2015

Te-no-me

۞ ADM Sleipnir



Te-no-me (手の目, てのめ, algo como "olhos nas mãos"é um yokai ilustrado no primeiro livro da série Gazu Hyakki Yakō (画 図 百 鬼 夜行, " A Ilustrada Parada Noturna de Cem Demônios") de Toriyama Seiken, como uma criatura humana com os seus olhos localizados na palma das mãos ao invés do rosto. Ele se alimenta de humanos, e vagueia durante a noite em campos abertos ou cemitérios, em busca de algum para se alimentar. Sua visão não é muito boa, mas ele é bem rápido e seu olfato é bem apurado, o que facilita com que ele localize suas vítimas no escuro. Ele espera até sua presa estar muito perto antes de atacá-la. Quando a mesma percebe que ele não é um humano, e sim um yokai, já é tarde demais para fugir.

Acredita-se que um Te-no-me seja o fantasma de um homem cego, que tenha sido roubado e assassinado por bandidos. Um conto popular fala sobre um homem que é atacado durante a noite por um monstro com olhos em suas mãos, e nenhum em seu rosto. O homem consegue fugir e encontra uma pousada nas proximidades, onde se abriga. Ele diz ao gerente o que havia visto, e o gerente lhe conta que há poucos dias, um homem cego foi atacado e roubado no mesmo campo. Enquanto o homem agonizava no chão, ele gritou em seu último suspiro: "Se ao menos eu pudesse visto uma vez seus rostos! Se ao menos eu pudesse enxergar - ainda que fosse através das palmas das minhas mãos ... " O ressentimento do homem a beira da morte o levou a renascer como um yokai com os olhos nas palmas das suas mãos, assim como ele desejou .


Uma outra lenda conhecida em Shichi-jo, Kyoto, fala de um jovem que certa vez entrou em um cemitério à noite para testar sua coragem. Ele caminhou alguns passos em meio a escuridão, quando de repente um homem velho surgiu e veio ao seu encontro. Quando o homem chegou perto o suficiente para que pudesse ser visto em detalhes, o jovem viu que ele não possuía olhos no rosto, e sim nas palmas das mãos.

O jovem correu o mais rápido que pode em direção a um templo próximo ao cemitério, e o Te-no-me rapidamente o seguiu. Ao entrar no templo, o jovem pediu ajuda ao padre, que o escondeu dentro de um baú e o trancou. Pouco tempo depois, o Te-no-me entrou no templo, farejando bem alto. Com o barulho, o jovem podia ouvir ele farejando cada vez mais perto, até que parou bem ao lado do baú onde ele estava escondido. Então, ouviu-se um som estranho, similar ao som de um cão chupando ossos. Um pouco mais tarde, o som misterioso desapareceu, juntamente com o Te-no-me. O padre correu até o baú e o abriu para deixar o jovem sair, mas tudo o que havia dentro do mesmo era a pele solta e vazia do jovem. De alguma forma, seus ossos haviam sido completamente sugados para fora de seu corpo.

Te-no-me aparece no filme O Labirinto do Fauno (Pan's Labirynth) de 2006.

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17 de março de 2015

Gjenganger

۞ ADM Sleipnir


Gjenganger (Gjenferd, AttergangarGenganger, GenfærdGengångare) é uma espécie de fantasma originário do folclore escandinavo. Normalmente, é o espírito de alguém que deixou assuntos pendentes antes de morrer, sendo geralmente vítimas de assassinato ou suicídio. Independentemente de seu caráter e conduta enquanto era vivo, um Gjenganger é sempre maligno, e irá causar males aos amigos e familiares que possuía em vida.

Diferentemente dos fantasmas modernos, o Gjenganger assume uma forma inteiramente corpórea ao invés da tradicional forma espectral. Ele também não possui nenhuma das habilidades fantasmagóricas tradicionais, como caminhar através de paredes ou psicocinese. Ao invés disso, a habilidade do Gjenganger é espalhar doenças. Ele o faz beliscando suas vítimas; o local onde a vítima foi beliscada infecciona, ficando com uma coloração azulada, e com o tempo, a pele e a carne tornam-se necróticas. A infecção vai se espalhando pelo corpo até chegar ao coração, quando finalmente a vítima morre. O Gjenganger geralmente ataca suas vítimas durante a noite e enquanto elas dormem, pois são o momento onde elas são mais vulneráveis.


Existem muitos meios de se defender contra o ataque de um Gjenganger. Assim como acontece com os vampiros, símbolos sagrados como cruzes ou amuletos são capazes de repelir um Gjemganger, e fixá-los acima de uma porta irá impedi-lo de entrar. Uma vez que os Gjengangers são espíritos corpóreos, trancar portas e janelas também é um meio de evitar que eles entrem numa residência. 

Na Escandinávia, o medo de ser atacado por um Gjenganger já foi tão real que os antigos escandinavos tomavam medidas preventivas para impedir que eles levantassem de seus túmulos. Quando um provável candidato a se tornar um Gjenganger morria, seu caixão era carregado por cima dos muros das igrejas, ao invés de utilizarem os portões. Depois, ele era carregado três vezes ao redor do lugar sagrado. Quaisquer pás que tenham sido usadas para cavar o túmulo deveriam ser deixadas intocadas sobre a cova, formando o sinal da cruz. Além disso, uma pilha de galhos e pedras era deixada no local em que a pessoa morreu. As pessoas também costumavam desenhar símbolos sagrados, fazer orações e marcarem os caixões por dentro, tudo isso para evitar que o cadáver se transformasse em um Gjenganger.


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16 de março de 2015

Bruxsa

۞ ADM Sleipnir



A Bruxsa é uma temida espécie de bruxa-vampira pertencente ao folclore português. Detentora de imensos poderes de feitiçaria, ela é maligna por escolha própria, e não por resultado de maldições ou acidente de nascimento como outros vampiros. 

Durante o dia, ela age como se fosse um humano comum, levando uma vida normal sob o disfarce de uma bela e sedutora mulher. Ela pode fazer tudo o que uma mulher comum pode fazer, passando despercebida pela sociedade. Ao anoitecer, surge sua verdadeira natureza. A Bruxsa se transforma em um animal (geralmente um pássaro, mas ela pode se transformar em lobo, rato, formiga, dentre outros), e então sai em busca de alimento. 

Seu alimento preferido, assim como o de outros vampiros, é o sangue de crianças, principalmente bebês. Ela irá atacar e sugar o sangue de bebês enquanto estão dormindo em seus berços. Ela pode chegar ao extremo de procurar homens viris para engravidá-la, somente para devorar o seu bebê assim que ele nascer. Quando não está se alimentando de crianças, ela gosta de atormentar viajantes, fazendo-os se perderem de seu caminho e deixando-os confusos e desesperados.


Bruxsas são imortais e invulneráveis, além de possuírem grandes poderes mágicos, sendo capazes de causarem desastres naturais como chuvas torrenciais e seca extrema, espalhar doenças e pragas e também causar o aborto em animais.

Apesar de ser virtualmente impossível de ser detida, existem maneiras de se proteger de de seus ataques. O método mais comum de proteção contra Bruxsas ( e vampiros em geral) são amuletos feitos de aço ou ferro. Além disso, pode-se costurar cabeças de alho nas roupas das crianças ou então colocar um prego de aço no chão e uma tesoura sob seu travesseiros. Caso esses métodos falhem, existem encantamentos que podem ser proferidos para afastar esse vampiro.

Caso uma criança seja morta por uma Bruxsa, existe um meio de se vingar dela. Apesar de não ser possível matá-la, é possível ferí-la por meio do seguinte procedimento: a mãe da criança morta deve ferver as roupas da mesma, enquanto estoca essas roupas com um instrumento afiado. A Bruxsa supostamente irá sentir as estocadas em seu próprio corpo, e se verá forçada a vir até a mesma implorando por misericórdia.


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Ruby