16 de abril de 2015

Meretseger

۞ ADM Sleipnir
Arte de Ze-Yan Jhuang
Meretseger (Mertseger, Merseger, Mereseger) era a deusa guardiã da necrópole de Tebas (Waset, no 4º Nomo do Alto Egito) e também uma protetora dos mortos. Seu nome significa "aquela que ama o silêncio" ou "amada pelo silêncio"Acreditava-se que ela habitava uma montanha com forma de pirâmide perto de Deir el-Medina, a aldeia onde habitavam os homens que construíram os túmulos reais durante o Império Novo. Por esta razão era também denominada pelos habitantes de Deir el-Medina como "Dehenet Imentet", que significa "Montanha do Oeste".

Iconografia

Ela era geralmente representada como uma serpente ou uma serpente com a cabeça de uma mulher, embora, as vezes, ela fosse representada como uma mulher com cabeça de serpente, ou numa forma ainda mais incomum, uma serpente com três cabeças (uma de mulher, uma de cobra e uma de abutre).



Características

Meretseger era adorada como uma divindade protetora, mas também era muito temida. Ela atacava qualquer um que tentava violar os túmulos, bem como os trabalhadores que mentiam ou tentavam roubar tesouros ali enterrados. Pensava-se que ela poderia causar cegueira imediata ou infligir uma mordida de cobra ou escorpião no culpado. No entanto, ela era uma deusa misericordiosa, e curava qualquer um que se arrependesse e prometesse expiar suas ações. Uma série de estelas votivas em sua honra parecem indicar isso. Em algumas dessas peças estão inscritos pedidos de cura e de perdão pelos pecados cometidos. Um artesão, por exemplo, tendo ofendido a deusa, ficou enfermo. Expressando sua religiosidade, humildemente reconhece a grande misericórdia da deusa e afirma:
"Eu era um homem ignorante e sem coração, não sabendo distinguir o bem do mal; na verdade eu pequei contra o Cume, e ele me puniu. Noite e dia eu estive em seu poder. Eu supliquei à brisa, mas ela não veio... Eu implorei a esta soberana, e ela veio a mim com uma brisa agradável; ela se mostrou misericordiosa depois de me ter feito conhecer seu poder; ela me deu seus favores; ela me fez esquecer meu mau e a brisa voltou. Certamente o Cume do Oeste é indulgente para aquele que lhe implora..."
Outra estela erguida por um empregado da necrópole chamado Nefer-abu conta como esse insensato cometeu uma transgressão contra o Cume e foi por isso severamente punido. Mas como a deusa às vezes usava de clemência, ele foi finalmente perdoado e então, em advertência aos demais possíveis pecadores, escreveu:

"Guardai isto que direi para grandes e pequenos entre os trabalhadores: cuidado com o Cume! Pois há um leão no interior do Cume, e é como um leão selvagem que ele ataca e persegue todo aquele que lhe desobedece."
Essas noções de "pecado" e "arrependimento" não eram comuns no Egito Antigo. Os egípcios acreditavam em Ma'at (saldo ou ordem) e no caos em vez do "bem" e "mal" e nenhuma outra divindade recompensava expiação e punia pecadores da forma como Meretseger fazia.

Culto

Seu culto era popular em Tebas e Deir el Medina (a aldeia dos operários perto do Vale dos Reis) durante o Império Novo, e um pequeno templo dedicado a ela e ao deus Ptah foi construído por perto. No entanto, ela era tão intimamente associada com a necrópole de Tebas que seu culto nunca foi estabelecido em outros lugares. Quando a necrópole real foi abandonada durante a 21ª Dinastia, seu culto entrou em decadência e Meretseger caiu no esquecimento.




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15 de abril de 2015

Anões

۞ ADM Sleipnir


Os Anões (Dwarf, Dvergr, Dweorg, Twerg, Dwergaz) são uma raça de seres que de acordo com a mitologia nórdica, foram criados a partir dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir. Eles receberam como morada Svartalfheim, o reino dos elfos escuros, e estes muitas vezes eram confundidos com os Anões. Em alguns contos não há distinção entre um e outro, e alguns estudiosos acreditam que se tratavam da mesma criatura. O reino dos anões também costuma ser chamado de Nidavellir ("campos escuros").

Os anões são seres longevos e sábios, detentores de poderosas habilidades mágicas. Eles são mais frequentemente conhecidos por seu talento como ferreiros e artesãos extremamente habilidosos. Entre os muitos tesouros únicos criados por eles estão: Mjöllnir, o poderoso martelo de Thor; Gleipnir, a corrente usada para prender o lobo Fenrir, após todas as outras terem se quebrado; Skidbladnir, um navio que pertence a Freyr e sempre tem ventos favoráveis à navegação; Gungnir, a lança de Odin; Draupnir, um anel de propriedade de Odin; o Brísingamen, um magnífico colar de propriedade de Freya; e os cabelos longos e dourados de Sif, a esposa de Thor. 


Anões são geralmente descritos como sendo seres de cabeça grande, sempre com uma barba comprida, rosto franzino, pernas curtas e tronco atarracado. Geralmente usam roupas de couro, e um avental onde carregavam suas ferramentas. Eles possuem uma espécie de gorro que os faz desaparecer no meio da névoa quando colocado. Por não existirem anões do sexo feminino, eles copulavam com deusas e com mortais em troca de jóias, armas e outros objetos por eles fabricados. 


A despeito de suas exímias habilidades, os anões possuem uma má reputação, pois são vistos usualmente como mesquinhos e gananciosos quando diante de metais preciosos. Além disso, alguns possuem fama de ladrões e trapaceiros. Todos possuem um temperamento vingativo, e ao sofrerem algum tipo de humilhação ou agressão, ele irão revidar contra os agressores, seja pregando peças, escondendo objetos ou até mesmo causando prejuízo de qualquer ordem a eles. 


Dezenas de anões são nomeados nos Eddas e em outras obras a cerca da mitologia nórdica. Dentre eles, os mais relevantes são:
  • Alfrigg, Berling, Dvalin e Grerr, os quatro anões com que a deusa Freya copulou em troca do belo colar Brisingamen; 
  • Andvari, o anão que forjou o anel mágico que multiplicava riquezas, Andvarinaut
  • Brokk e Eitri (ou Sindri), criadores de vários itens mágicos dos deuses; 
  • Nordri, Sudri, Austri e Vestri, os quatro guardiões dos quadrantes: Nordri (Norte), Austri (Leste), Sudri (Sul), e Vestri (Oeste). 
  • Durinn e Mótsognir, os primeiros anões criados pelos deuses, e os ancestrais de toda a raça dos anões.
  • Alberich. No Nibelungenlied, um poema épico em alto alemão escrito durante o século XIII, Alberich é um anão e um poderoso mago, guardião do tesouro dos nibelungos, mas é vencido por Sigurd


fontes:



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14 de abril de 2015

Han'yō

۞ ADM Sleipnir

Inuyasha, de shuangwen
Na mitologia japonesa, um Han'yō (kanji 半妖, romanizado como  Hanyō, Han'you ou Hanyou) é um ser híbrido sobrenatural, nascido do relacionamento amoroso entre um humano e um yokai. Geralmente, são mulheres humanas que são seduzidas por algum yokai, e eventualmente acabam engravidando e gerando um bebê, híbrido das duas espécies. 

Normalmente, um Han'yō possui a aparência de um ser humano, com certas características oriundas do pai yokai. Podem ter pele, olhos e cabelos em colorações incomuns, orelhas felinas, etc. Algumas vez, diferenças físicas extremas podem ser notadas. Sua força e resistência são maiores do que a dos seres humanos comuns, e podem possuir certos poderes sobrenaturais herdados de seu pai. Han'yōs também tendem a viver muito mais do que um ser humano normal.

Folclore

Templo Seimei, localizado em Kyoto
O han'you mais famoso do folclore japonês foi Abe no Seimei (921-1005, Era Heian). Ele trabalhou como onmyouji (uma espécie de feiticeiro que entre outras coisas era encarregado de proteger o mundo humano dos yokais) para vários imperadores da Era Heian e também era astrólogo.

Segundo a lenda, Abe no Seimei não era inteiramente humano. Seu pai, Abe no Yasuna, era humano, mas sua mãe, Kuzunoha, era uma kitsune (um "espírito de raposa"). Em uma idade muito precoce, no mais tardar aos cinco anos, ele teria sido capaz de comandar fracos Oni (demônios da mitologia japonesa). A mãe de Seimei foi então confiada a Kamo no Tadayuki para que ele pudesse viver uma vida humana adequada, não se tomando o mal para si.

Cultura Popular

Han'you são figuras bastante recorrentes em jogos, animes e mangás. Dentre muitos, podemos destacar Yusuke Urameshi (Yu Yu Hakusho), Inuyasha (Inuyasha) Nura Rikuo (Nurarihyon no Mago) e Rin Okumura (Ao no Exorcist), que são todos filhos de pais yokai e mães humanas.

Yusuke Urameshi (forma Yokai), de Yu Yu Hakusho

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13 de abril de 2015

Gréias

۞ ADM Sleipnir


As Gréias (do grego Graeae), também chamadas de Fórcidas ou Irmãs Cinzas, são na mitologia grega um trio de irmãs filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto, e responsáveis por guardarem o caminho que levava à morada das Górgonas, também suas irmãs. Seus nomes eram Ênio ("o terror"), Pênfredo ("o alerta") e Dino ("o medo"). 

Elas possuem a aparência de mulheres velhas e decrépitas desde o seu nascimento. Juntas possuíam somente um olho e um dente, os quais elas compartilhavam entre si. O dente e o olho nunca estavam ao mesmo tempo com uma só: enquanto uma delas via, a outra falava e a que sobrava apenas ouvia. Seu habitat era um pântano próximo às fronteiras do submundo.



Mitologia

Sua maior participação nos mitos foi durante a jornada do herói Perseu, que havia aceitado a missão de matar Medusa, uma das górgonas. Somente as Gréias conheciam o local onde as górgonas viviam, e, guiado por Hermes, Perseu vai até o encontro delas. As irmãs faziam sua guarda em turnos: enquanto uma delas vigiava, as outras dormiam. Perseu consegue roubar o olho da irmã que vigiava, e após as três caírem num sono profundo, Perseu consegue seguir em frente e encontrar o esconderijo das górgonas.

De acordo com outra versão, havia um oráculo que dizia que apenas alguém que possuísse um par de sandálias aladas, um alforje, chamado híbisis, e também o capacete de Hades, que conferia invisibilidade ao seu usuário, seria capaz de cortar a cabeça da Medusa. Os três objetos estavam em poder de um grupo de ninfas que somente as Gréias sabiam onde viviam. Instruído por Hermes e Atena, Perseu rouba o olho e o dente das Gréias, e as obriga a revelar-lhe a localização dessas ninfas. Sem escolha, as Gréias revelam o local onde as ninfas viviam, e Perseu pode assim obter todos os itens necessários para poder encarar a Medusa.


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10 de abril de 2015

Krishna

۞ ADM Sleipnir



Krishna (do sânscrito कृष्ण, "O Negro") é o oitavo avatar (reencarnação) do deus Vishnu, e um dos mais populares entre os hindus, sendo venerado como uma divindade suprema. Adorado como um restaurador da ordem do mundo, ele aparece em uma série de mitos e lendas. As mais importantes fontes de histórias sobre Krishna são o Mahabharata, o grande épico hindu escrito entre 400 B. C. e A. D. 200, e o Bhagavata Purana, escrito mais tarde.

Iconografia

Krishna é muitas vezes descrito e retratado como criança, como adolescente e como adulto. Como criança chama-se Bala-Krishna; como adolescente Venugopala, o pastor que apascenta o gado tocando sua flauta chamada Murali; e como adulto é o rei guerreiro que restaura o Dharma na Terra. Sua pele é retratada na cor preta ou azul-escura, conforme descrito nas escrituras hindus, embora na maioria das representações modernas ele seja mostrado com pele azul. Normalmente, está com uma perna dobrada na frente da outra, levando uma flauta aos lábios, esboçando um sorriso misterioso, e acompanhado por vacas. Ele aparece usando um dhoti de seda amarelo e uma coroa de penas de pavão. 



Nascimento 

Krishna era o filho de Vasudeva e Devaki. Seu tio, o maligno Kamsa, assumiu o governo do reino de Mathura durante o Dvapara Yuga, (a 3ª era do mundo segundo o hinduísmo), após destronar o rei Ugrasena do clã YadavaKamsa se tornou muito poderoso e as pessoas na terra, bem como os Devas sofreram imensamente sob seu domínio tirânico. Movido pelas orações fervorosas dos sofredores, Vishnu decidiu tomar nascimento em forma humana e aniquilar as forças do mal lideradas por Kamsa.


Outra razão para a reencarnação de Vishnu era o excesso de população naquele período (particularmente acentuado pela maior proporção dos iníquos e maus sobre os justos). Uma das funções de Vishnu era iniciar a destruição em larga escala da raça humana, a fim de trazer um equilíbrio gerenciável para os recursos terrestres e estabelecer o dharma.

Um dia, Kamsa foi avisado por seus astrólogos que sua morte seria causada pelo oitavo filho que nasceria de sua irmã Devaki. Como resultado, ele aprisionou a irmã e o seu marido, e matava cada um dos filhos que eles tinham. Mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, Kamsa não tinha piedade, e nesse ritmo matou 6 de seus sobrinhos. 

Mesmo nessas condições, Devaki ficou grávida novamente, e dessa vez era um filho de concepção divina. Este era Balarama, que é a expansão de Krishna e que serve Krishna na forma de Vishnu, como a serpente cama. Ele veio primeiro, na disposição de servir Krishna, para purificar o útero, para que Krishna também pudesse vir. Mas Devaki não deu nascimento à Balarama. Krishna fez um arranjo para transferir Balarama para o útero de Rohini, outra esposa de Vasudeva, que havia sido enviada ao seu irmão Nanda, o rei da aldeia de vaqueiros em Vrindavana. Balarama portanto nasceu em Vrindavana.


Devaki e todos pensaram que tinha ocorrido um aborto espontâneo. Então Devaki ficou grávida novamente, desta vez de Krishna, o bebê da profecia.  Quando Krishna nasceu, ele apareceu primeiramente como Vishnu com quatro braços, e cabelos longos, vestido de roupas de seda , coroa e jóias.


Foi assim para que Vasudeva e Devaki pudessem saber, sem dúvida, que a Suprema Personalidade de Deus tinha nascido. Eles ofereceram ao Senhor orações em uma atitude de adoração. Então, Ele transformou-se em um bebe recém-nascido com dois bracinhos e não formalmente vestido nem decorado. Como Krishna, ele poderia deixar deus pais amá-lo como seu pequeno filho. Mas não por muito tempo.

A afeição paterna lhes fez sentir medo pela segurança do bebe. Durante a noite, antes de Kamsa ficar sabendo do nascimento da criança, misteriosamente as portas da prisão se abriram, enquanto os guardas estavam dormindo. Vasudeva transportou o bebê Krishna para fora da prisão a noite, quando o inundado rio Yamuna ofereceu passagem segura, e ele levou o bebê para a aldeia de Vrindavana. Lá, ele deixou Krishna, no leito de Yashoda, que estava dormindo profundamente no esgotamento após dar a luz a uma menina.

Vasudeva levou a menina de volta, com ele, e na manhã seguinte ele entregou a Kamsa uma menina em vez do temido filho. Assim que pôs as mãos na criança, Kamsa tentou matá-la, mas ela escorregou para fora de seus braços e levantou-se para o céu, onde ela revelou-se como a deusa Durga, com dez braços possuindo dez armas.

Ela assustou Kamsa, com a mensagem que deixou Devaki em paz após esse incidente. Ela disse-lhe que a criança que irá mata-lo já nascera em algum lugar do mundo. Enquanto isso Krishna e Balarama começaram suas vidas como filhos de Nanda e Yashoda na aldeia de Vrindavana.



Primeiros Desafios

Não demorou muito tempo para Kamsa encontrar o local onde Krishna vivia, e enviou muitos asuras para matá-lo, porém todos falharam. Entre os asuras mortos por Krishna estão: 
  • Putana, que tentou envenenar o bebê Krishna dando-lhe de mamar com os seios untados de veneno. Krishna sugou não só o seu leite, mas toda a sua energia vital, matando-a;
  • Saktasura, um demônio em forma de pássaro que tentou esmagar Krishna com seu próprio carrinho de bebê, porém foi ele quem acabou esmagado pelo carrinho;
  • Trinavarta, um demônio que em forma de redemoinho sequestrou Krishna, suspendendo-o bem alto nos céus, mas o mesmo tornou-se tão pesado que fez com que Trinavarta fosse forçado a descer. Krishna aumentou de tamanho, tornando-se tão grande quanto uma montanha e agarrou o pescoço de Trinavarta, que na tentativa de se soltar, acabou caindo e morrendo esmagado em uma rocha.

Infância

Durante sua infância, Krishna muitas vezes se divertia pregando peças nas pessoas. Ele também gostava de importunar as filhas dos pastores e também suas amas de leite. Ele usava sua flauta para atraí-las para a floresta para dançar em êxtase com ele à luz do luar. A atração delas por Krishna era tão intensa que até ignoravam seus deveres e fidelidade para com seus maridos e iam loucamente atrás de Krishna.


Foi durante essa época que Radha (ou Radhika) de Brindavan desenvolveu um amor profundamente enraizado por Krishna. Ela foi o grande amor de Krishna, porém ele teve que deixá-la a fim de cumprir a sua missão na Terra como avatar de Vishnu. Mesmo ele tendo casado-se várias vezes depois, Radha permaneceu esperando por ele até que ele voltasse para ela. Seu amor por Krishna é considerado tão divino e puro que Radha por si só obteve o status de divindade, com seu nome sendo inseparavelmente ligado ao de Krishna. 


Cumprindo a profecia

Já maturos, Krishna e Balarama foram atraídos por Kamsa até Mathura, onde ocorria um concurso de luta. Assim que os irmãos entraram na cidade, Kamsa soltou um elefante selvagem para os esmagar. Krishna matou o animal. Em seguida, Kamsa enviou seus campeões para lutar contra os irmãos, mas Krishna e Balarama derrotaram todos eles. Finalmente, Kamsa ordenou que seus asuras matassem os pais reais de Krishna, Vasudeva e Devaki. No entanto, antes que isso acontecesse, Krishna enfrentou e matou Kamsa em um feroz combate, cumprindo assim a profecia revelada anos antes.

Após matar Kamsa, Krishna instituiu seu pai Vasudeva como o novo rei dos Yadavas (algumas fontes dizem que ele restituiu o trono ao antigo rei Ugrasena). Após um período de tempo, ele se casou com Bhama e Rukmini. Mais tarde, casou-se com mais 6 mulheres., e num período tardio de sua história, ele matou um rei demônio chamado Bhaumasura e teve que se casar com 14.000 mulheres que foram anteriormente raptadas pelo rei demônio, restaurando assim a honra delas. A história diz que Krishna usou seu poder divino para estar simultaneamente presente com todas as suas mulheres em suas respectivas casas e levar uma vida feliz com todas elas.

Krishna e os Pandavas

Nesse meio tempo, seus primos maternos, os Pandavas (os 5 filhos de Pandu, liderados por Yudhishtira) do clã Kuru no reino de Hastinapur enfrentavam muitas dificuldades em reivindicar seu direito ao trono devido a certos atos de omissões e comissões causados tanto por si, bem como pelos seus primos traiçoeiros - os Kauravas, liderados por Duriyodhan que também reivindicava o trono de Hastinapur.

Os Pandavas eram conhecedores da natureza divina de Krishna; Arjuna, um dos maiores entre os cinco Pandavas, era um amigo muito próximo de Krishna. Os Pandavas se renderam a Krishna e procuraram sua ajuda e orientação para superar seus problemas. Krishna interveio com frequência na vida dos Pandavas para protegê-los de inúmeros problemas pessoais. Ele também usou suas habilidades diplomáticas para criar uma trégua entre os Pandavas e Kauravas, porém os Kauravas não respeitavam nem o dharma e nem os conselhos de Krishna.



O Papel de Krishna na Guerra de Kurukshetra

Uma grande guerra irrompeu entre os Pandavas e Kauravas, e inúmeros reis de todo o subcontinente praticamente marginalizaram e apoiaram um dos clãs, de acordo com seus relacionamentos e temperamentos. O dharma obviamente, estava do lado dos Pandavas e Krishna, como o rei de Mathura e um parente de sangue de ambos os Pandavas e Kouravas, ofereceu todo o seu exército para tomar parte na guerra do lado de um dos clãs, enquanto ele próprio, sem lutar ou empunhar qualquer arma, tomaria parte do outro lado. Ele deixou a escolha para os Pandavas e Kauravas decidirem entre os dois. Enquanto os Kauravas optaram pelo exército, os Pandavas ficaram muito contentes em ter Krishna ao seu lado. Krishna se ofereceu para ser o condutor da carruagem de Arjuna durante a guerra.


Pouco antes do início da guerra, em Kurukshetra, Arjuna ficou nervoso. Ele sentia que era inútil guerrear contra seus próprios parentes, mas foi neste momento, que Krishna deu um dos maiores sermões em Arjuna. Suas palavras formaram o Bhagavad Gita,  a essência do conhecimento védico e parte integrante do Mahabharatha. Neste grande discurso espiritual, Krishna ensina a Arjuna o Karma Yoga - o caminho de como atingir o maior objetivo da vida, através da ação de auto-realização, entregando todos os frutos de suas ações aos pés de Vishnu.

Krishna, como parte de seu esforço para ensinar Arjuna durante seu discurso, revelou sua Vishwarupa (sua forma cósmica que transcendia a criação, nascimentos e mortes, tempo, espaço e causalidade) para Arjuna, que ficou sobrecarregado de admiração ao ver esta forma do Supremo Senhor Krishna. 


Krishna atuou ainda durante toda a guerra como o cocheiro de Arjuna e salvou sua vida em muitas situações complicadas. A guerra terminou com a aniquilação dos Kauravas, e então o reinado dos Pandavas foi estabelecido.

Krishna - O Superintendente de Destruição em Massa

A Guerra de Kurukshetra, embora tenha terminado com a vitória dos Pandavas, de fato foi um ato divino supervisionado por Krishna, e mesmo sem sua participação direta, resultou na morte de milhões e milhões de soldados e guerreiros, milhares de reis / pessoas de classe dirigente, e um número incontável de cavalos e elefantes.

Apesar da vitória, os Pandavas também foram praticamente destruídos emocionalmente, como praticamente toda a sua prole (5 crianças nascidas de sua esposa Draupati) e várias outras crianças nascidas de outras mulheres foram aniquiladas. Krishna assegurou-lhes que a descendência do clã Pandava não foi extinguida, usando seu poder divino para proteger um feto no ventre da filha-de-lei de Arjuna.


Algumas décadas após a guerra de Kurukshetra, o próprio clã Yadava de Krishna também foi aniquilado, abrindo assim o caminho para a saída de Krishna do mundo, uma vez que ele havia completado sua missão como avatar de Vishnu.



Krishna e Dwaraka


De volta ao reino de Mathura, Krishna teve de enfrentar uma dura guerra contra Jarasandha, pai do rei morto Kamsa. Inúmeras batalhas foram travadas entre os dois até que Krishna convenceu o rei Ugrasena e seu pai, Vasudeva a desistirem do trono e estabelecer um novo Unido em Dwaraka, devido a razões estratégicas. Todos os membros do clã Yadava foram deslocados para Dwaraka e Krishna viveu e governou lá por cerca de 38 anos. Posteriormente, Jarasandha foi morto por Bhima, um dos irmãos Pandavas.

O fim de Krishna e do Clã Yadava

A Batalha de Kurukshetra resultou na morte de todos os cem filhos de Gandhari. Na noite antes da morte de Duryodhana, seu filho, Krishna visitou Gandhari para oferecer suas condolências. Pressentindo que Krishna conscientemente não tinha posto fim à guerra, Gandhari teve um acesso de raiva e tristeza, e amaldiçoou Krishna e toda a dinastia dos Yadavas a morrerem no prazo de 36 anos.

A maldição veio a se cumprir no futuro, com os membros do clã exterminando uns aos outros em uma guerra civil instaurada em Dwaraka. Krishna se retirou para a floresta e sentou-se debaixo de uma árvore para meditar. Nesse momento, um caçador chamado Jara confundiu o pé parcialmente visível de Krishna com um veado, e atirou uma flecha ferindo-o mortalmente. 


Ao ver que tinha ferido Krishna, o caçador ficou muito perturbado e pediu o seu perdão. Krishna então respondeu-lhe: "Você era Vali em seu nascimento anterior, e eu era Rama, que o matei secretamente. Você queria se vingar, e, assim, neste meu aparecimento, estou cumprindo seu desejo; tudo isso fazia parte do meu plano". Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial, e sua cidade sagrada Dwaraka  afundou no oceano.

De acordo com os Purāṇas, a morte de Kṛiṣhṇa marcou a passagem da era Dvāpara Yuga para a Kali Yuga, e corresponderia à data de 17 para 18 de fevereiro de 3.102 a.C., pelo calendário ocidental.


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9 de abril de 2015

O Olho da Providência

۞ ADM Dama Gótica


O Olho da Providência é um símbolo exibindo um olho cercado por raios de luz ou em glória, muitas vezes dentro ou em cima de um triângulo ou de uma pirâmide. Costuma ser interpretado como a representação do olho de Deus observando a humanidade, mas não necessariamente significa que pertença a ele. É bastante usado na simbologia da maçonaria. Está presente no verso do Grande Selo dos Estados Unidos.

Na sua forma atual, o símbolo apareceu primeiro durante o século XVII e XVIII, porém, muitos artigos e pessoas confundem o "Olho que Tudo Vê" com as representações da Mitologia Egípcia, no Olho de Hórus. Em descrições do século XVII, o "Olho da Providência" algumas vezes aparece rodeado de nuvens. A adição posterior de um triângulo, normalmente, é visto como uma referência mais explícita da Trindade de Deus, no Cristianismo, de forma a enganar os fieis.

Em 1782 o Olho da Providência foi adotado como parte do simbolismo no verso do Grande selo dos Estados Unidos da América.O Olho foi introduzido pelo comitê original do projeto em 1776, e foi desenvolvido de acordo com as sugestões do consultor artístico Pierre Eugene du Simitiere. Um dos principais motivos é sua larga adoção pela Maçonaria e, sendo maçons os legisladores estadunidenses foi o seu uso difundido.

No selo, o Olho é cercado pelas palavras Annuit cœptis, que significa "Ele [o Olho da Providência] é favorável aos nossos empreendimentos". O Olho está posicionado acima de uma pirâmide inacabada com treze passos, representando a origem dos treze estados e o crescimento futuro do país. A combinação sugerida seria a de que o Olho favorece a prosperidade dos Estados Unidos.


O Grande Selo é usado para endossar documentos oficiais de Estados Unidos. Como tal, é reproduzido, junto com o Olho de Providência, nas costas de cada nota de um dólar.

O Olho que Tudo Vê também aparece como parte da iconografia da Maçonaria. O Olho que Tudo Vê é então um lembrete para os Maçons de que sempre são observados pelo Grande Arquiteto do Universo.

Tipicamente, o Olho Maçônico da Providência tem um semicírculo de luz sob o olho — frequentemente com os raios incidindo para baixo. Às vezes, um triângulo é incluído ao Olho, mas isto é visto como uma referência à preferência do Maçom para o número três em numerologia. Outras variações do símbolo também podem ser achadas, com o olho sendo substituído pelas letras ‘G’, representando o Grande Arquiteto.


A primeira referência maçônica oficial ao Olho está em O Monitoramento Maçônico por Thomas Smith Webb em 1797, alguns anos depois que o Grande Selo foi projetado. O uso Maçônico do Olho em geral não incorpora uma pirâmide, embora o triângulo seja incluído frequentemente é interpretado como sendo nove dos dezesseis signatários da Constituição norte americana: Benjamin Franklin, William Ellery,John Hancock, Joseph Hewes, William Hooper, Robert Treat Paine, Richard Stockton, George Walton e William Whipple que eram maçons.

O jornal do website escocês The Scottish Rite Jounarl cita Henry A. Wallace como segue, dizendo que após ter visto o quadro do Grande Selo, levou-o ao Presidente: Roosevelt, olhou a reprodução colorida do Selo, e o primeiro detalhe a lhe chamar a atenção foi a representação do Olho que Tudo Vê — uma representação Maçônica do Grande Arquiteto do Universo. A seguir, ficou impressionado com a ideia que a fundação para a nova ordem havia sido inscrita como 1776, mas seria completada somente sob o olho do Grande Arquiteto. Roosevelt, era maçom do 32.º grau. E sugeriu então que o Selo fosse posto na nota de dólar. A universidade do Estado de Iowa tem uma coleção de fotografias um dólar com as palavras “Um Símbolo do Novo Negócio. Henry A. Wallace”.

Uma seita religiosa no Vietnam chamada Cao Dai, bem como outros tipos de seitas, usam o Olho (especificamente, o olho esquerdo) dentro de um triângulo para representar Deus.

fonte:
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Ruby