4 de maio de 2015

Cíbola e as Sete Cidades de Ouro

۞ ADM Sleipnir


Cíbola (também Cibola, Civola ou Sébola) é uma região mítica contendo sete cidades cheias de riquezas, que no início da época colonial se supunha localizar-se em algum lugar ao norte da Nova Espanha (atual México), no que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos. A cidade de Quivira, associada também a esse mito, aparentemente se situaria no atual Kansas, nas atuais Grandes Pradarias dos EUA.

O nome Cíbola deriva de cíbolo, um nome nativo que se dava ao bisão norte-americano, pois o mítico reino comerciava, entre outras coisas, peles de bisão.

Os primeiros relatos têm sua origem em Alvar Nuñez Cabeza de Vaca e seus companheiros, que tinham embarcado na desastrosa expedição de Pánfilo de Narváez à Flórida, em 1527 e foram abandonados pela frota. Os quatro sobreviventes que chegaram ao México em 1534 contaram ter visto "casas sólidas" e encontrado pessoas vestidas com "camisas de algodão" e "calçadas com sapatos" que lhe haviam dado turquesas e esmeraldas. Os índios teriam dito que as trouxeram de "montanhas muito altas, que se encontravam na direção do norte, e que as compravam em troca de objetos feitos de penas e diziam haver lá aldeias bastante povoadas e casas muito grandes".


Mapa espanhol, mostrando esperançosamente a bandeira da Espanha a tremular sobre as legendárias sete cidades de Cíbola
Ante a miragem de turquesas e esmeraldas, os conquistadores do México ligaram o relato de Alvar Nuñez e a lenda das Sete Cidades. Em 1537, o frei Juan de Olmedo, guiado por Estebanico de Orantes - escravo mouro que havia sido um dos sobreviventes - se lança na aventura e chega a Casa Grande, no sul do Arizona.

Também nesse ano, chegou ao México, vindo do Peru, frei Marcos de Niza, ansioso por descobrir uma cidade tão rica quanto Cuzco. Em 1539, partiu para o norte com a intenção de se informar sobre as ricas cidades, mais uma vez na companhia de Estebanico. Depois de semanas de marcha, um mensageiro os informou de que "nesta província há sete cidades muito grandes, todas sob a autoridade de um senhor". Mais ao norte, no paralelo 35, frei Marcos encontrou um índio de Cíbola que confirmou a existência das Sete Cidades e fala da grandeza da sua que seria, no entanto, menor que uma outra chamada Ahacus:

Informei-me junto a ele, que disse que Cíbola é uma grande cidade onde há muita gente, ruas e praças públicas, e que em certos pontos da cidade há residências muito grandes (...) onde se reúnem os notáveis em certos dias do ano. Conta-se que essas residências são feitas de pedra e de cal (...) e que os portais e fachadas das casas principais são feitos de turquesas. Diz que as sete outras (sic) cidades são construídas da mesma forma que esta, e que algumas são mesmo mais extensas, e que a mais importante é a de Ahacus. Diz-me ainda que no sudeste existe um reino chamado Marata (...)

No atual estado de Sonora, no norte do México, nativos faziam viagens de 20 a 30 dias a Cíbola para trabalhar ou trocar produtos, recebendo couros de bisão (cíbolos), turquesas e outros materiais. Depois das Sete Cidades - continua ele - se encontram três reinos: Marata, Acus e Totonteac. Mas frei Marcos se vê repentinamente confrontado com a notícia de que os habitantes de Cíbola tinham matado o mouro Estebanico. Prosseguiu todavia até as proximidades de Cíbola, que apenas entreviu, mas cujas maravilhas confirmou: a população de Cíbola - disse ele - é mais importante do que a da Cidade do México. Para o imperador Carlos V e em nome do vice-rei don Antonio de Mendoza, ele erigiu uma cruz a fim de tomar posse das novas províncias: "Lá declarei tomar posse das sete Cidades e dos reinos de Totonteac, Acus e Marata". Mas não os visitou, por pressa de relatar o que tinha visto.


A dança da Kachina em um pueblozuñi, 1873
Ao tomar conhecimento, o vice-rei autorizou o governador do México, Francisco Vásquez de Coronado, a liderar uma expedição de 300 espanhóis e 800 indígenas que vaguearam por dois anos antes de descobrirem a embocadura do rio Colorado. Cíbola foi identificada com a região dos índios Zuñi, que enfrentaram vigorosamente mas acabaram por abandonar a aldeia de casas de barro identificada com Ahacus (Hawikuh, em língua zuñi). Nela, porém, nada de valor foi encontrado. Algumas portas eram enfeitadas com turquesas, mas não havia estoques significativos desse material ou de outras riquezas que os zuñis se limitavam a trabalhar. Havia, nas imediações, jazidas de ouro, mas os espanhóis não estavam preparados para encontrá-las.

Tentando tirar algum proveito da expedição, Coronado enviou batedores que descobriram os povoados dos índios Hopi e o Grande Canyon e ouviram falar de um importante centro comercial chamado Quivira. Subiram o Canyon, atravessaram as planícies e chegaram até Quivira (atual Kansas), mas encontraram o que a seus olhos era apenas um miserável povoado de casebres de barro, ainda mais pobre que os pueblos zuñi que haviam invadido.

Frei Marcos, que acompanhou a expedição, correu após a conquista de "Ahacus" para a Cidade do México para fugir à ira dos soldados frustrados pela ausência de riquezas transportáveis, mas morreu em conseqüência das seqüelas da viagem.


Alguns anos mais tarde, durante uma malograda tentativa de colonização da Flórida, os franceses se lembraram do mito e se entusiasmaram ao evocar "esse reino e essa cidade de Sébola", onde o ouro e a prata abundavam, assim como as pedras preciosas e muitas outras riquezas. Os índios - afirmavam eles - fabricavam suas flechas não de ferro, mas de turquesas talhadas.

Arqueólogos do século XX encontraram sinais da passagem dos homens de Coronado em várias partes do sudoeste dos EUA.

fonte:
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1 de maio de 2015

Tanngrisnir & Tanngnjóstr

۞ ADM Sleipnir


Tanngrisnir ("barreira de dentes, rosnador" em nórdico antigo) e Tanngnjóstr ("dentes moedores" em nórdico antigo) são os dois bodes que puxam a carruagem de Thor, o deus do trovão na mitologia nórdica. Ele tinham a peculiaridade de que podiam ser mortos e ter sua carne consumida, e caso Thor precisasse continuar viagem, cobria os ossos com o couro dos animais e utilizava o poder regenerador de seu martelo para trazê-los novamente à vida.

Tanngrisnir e Tanngnjóstr são mencionados em dois poemas da Edda Poética, embora não seja feita qualquer referência aos seus nomes. No Hymiskviða, eles são descritos como tendo "chifres esplêndidos" e, mais tarde, no mesmo poema, é dado a Thor o título de "O Senhor dos bodes". Já na Edda em Prosa de Snorri Stulurson, especificamente no capítulo 21 do livro Gylfaginning,  é dito que Thor possui dois bodes que puxam sua carruagem, e que atendem pelos nomes Tanngrisnir e Tanngnjóstr. 



No capítulo 44 do Gylfaginning Snorri narra a seguinte história:

Thor e o astucioso Loki haviam decidido ir até a Terra dos Gigantes (Jotunheim) para que Thor desafiasse aqueles arrogantes seres a uma disputa de força, bem ao gosto da época. Após um dia de cansativa viagem, entretanto, resolveram fazer pouso numa casa muito pobre - pois era a única que avistaram nas proximidades. Thor desceu sua carruagem puxada por dois vigorosos bodes e junto com Loki pediu alojamento por aquela noite. Estavam já sentados à mesa para matar a fome de um dia inteiro de caminhadas, quando Thor percebeu que aquela frugalíssima refeição não seria nem de longe o suficiente para saciar o seu monstruoso apetite.

- Só isto: duas nozes e um pedaço rançoso de queijo? - disse Thor, com o semblante irado, ao dono da casa e à sua mirrada esposa.

- É o que a pobreza nos permite, poderoso deus...! - disse o humilde anfitrião. Mas, neste momento, ele escutou o balir de suas duas cabras, que estavam lá fora, no pequeno redil.

- Garoto, vá até lá e traga já os dois animais! - disse Thor a Thialfi, que era o filho do dono da casa.

Thialfi deu um olhadela em seus pais e estes confirmaram, sem coragem para contestar o desejo do irascível deus. Num instante, as duas cabras estavam na sala apertada, espremidas com os demais.

- Matem-nas e façam uma bela caldeirada! - disse Thor ao casal.

O velho, entretanto, temeroso de que isto pudesse enfurecer o deus, disse:

- Mas, poderoso deus, são as suas cabras!...

- Loki, mate-as você, já que nossos anfitriões se recusam a nos saciar a fome! - bradou Thor, com o semblante ainda mais irado.


Loki deu cumprimento à ordem, e logo os pedaços das duas cabras estavam nadando dentro de um imenso caldeirão. Thor e Loki comeram com imenso prazer, mas Thialfi e seus pais mal puderam mastigar alguns bocados, pois temiam estar cometendo algum sacrilégio.

Thor custou a perceber a angústia dos anfitriões, mas, uma vez avisado por Loki, tratou de lhes acalmar a aflição.

- Não se preocupem - disse ele, com a barba ruiva manchada pelo molho. - Basta que recolham os ossos das duas cabras e os coloquem dentro de suas respectivas peles e amanhã os animais estarão inteiros outra vez.

O rosto dos anfitriões iluminou-se e, somente então, puderam comer a refeição - ou pelo menos o que sobrara dela - com gosto e alegria.

Loki, entretanto, dominado pelo seu furor em armar confusões, decidiu aprontar uma para cima daqueles pobres coitados. Cochichou, matreiramente, ao ouvido de Thialfi: - Thor não lhes deixou grande coisa: veja só o que restou...!

De fato, dentro do caldeirão restavam apenas os ossos das duas cabras, lisos como pedras.

- Abra um deles e chupe o tutano! - cochichou ainda a Thialfi. - Verá que não há nada mais saboroso do que o tutano de uma bela cabra cozida!

O jovem, esfomeado, seguiu o conselho e saboreou o petisco. Terminada a refeição, foram todos deitar, não sem antes devolver os ossos às respectivas peles.

Nunca uma noite foi tão contrastante como aquela, pois enquanto os dois visitantes dormiam e roncavam como duas sonoras tubas, os moradores da casa não podiam desgrudar os olhos, lá de seus miseráveis leitos, das peles recheadas de ossos, que jaziam atiradas a um canto. Mesmo quando tentavam fechar os olhos para dormir um pouco, tudo o que conseguiam ver nesta modorra angustiante era as duas cabras desconjuntadas, tentando se manter, desesperadamente, em pé e o deus tomado pela ira, arrebentando com tudo. Porém, tão logo amanheceu, o velho dirigiu-se humildemente a Thor, e disse, enquanto fazia girar em suas encarquilhadas mãos o seu velho gorro:

- Poderoso Thor, será que elas voltarão a ser como eram...?

- Elas quem?... - disse o deus, com as barbas emaranhadas pelo sono.

- As suas cabras! - disse o velho, apontando para as peles cheias de ossos.

- Ah, sim! - exclamou o deus, tomando de seu martelo Miollnir. - Aproximando-se, então, dos restos dos animais, tocou-os com o martelo e eis que ali estavam outra vez, inteiros e saudáveis, os dois animais!

- Viva! - exclamou Thialfi junto da mãe, que batia palmas feito uma criança. Mas cedo desfez-se a alegria, pois logo Thor percebeu que uma das cabras estava coxa. 


Thor, encolerizando-se, ameaçou matar a família inteira, enquanto Loki tapava a boca com a mão para esconder o riso.

Os dois velhos arrojaram-se diante do deus e clamaram de mãos postas:

- Por favor, poderoso Thor! Perdoa a gula de nosso irresponsável filho! Há muitos meses que não sabia o que era provar o gosto de uma carne!

Mas, Thor estava irredutível e prestes a fazer descer seu pavoroso martelo sobre a cabeça dos infelizes quando o velho, em desespero, disse-lhe:

- Leve consigo o meu filho! Ele será seu escravo para sempre! Somente então, Thor sentiu aplacar sua ira.

- Está bem, levarei o jovem comigo! - disse ele, encaminhando-se para a porta, juntamente com Loki, o causador de tudo. Depois de tudo, Thialfi acabou tornando-se o servo predileto de Thor.



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30 de abril de 2015

Hiperbórea

۞ ADM Sleipnir  e ADM Dama Gótica



Hiperbórea, ou País dos Hiperbóreos (em grego antigo, Ὑπερϐόρεοι, Hyperbóreoi, "acima do Vento Norte"), é um reino mítico, que segundo a mitologia grega, ficava localizado no extremo norte, para além do local de onde sopra Bóreas, o Vento Norte e que era inteiramente devotado a Apolo. Seus habitantes eram os hiperbóreos, uma raça abençoada com vida longa e livre de guerras, de trabalho duro e das implicações da velhice e das doenças. Em Hiperbórea, o sol era dito resplandecer 24 horas por dia, proporcionando para os seus habitantes uma primavera eterna.

Hiperbórea era geralmente descrita como uma terra continental, delimitada pelo rio Oceano ao norte e pelos míticos montes Rifeus (Rhipaion em grego, Riphaeus em latim, às vezes identificados com os Cárpatos) ao sul. Seu principal rio era o Erídano, que fluía para o sul, tirando suas águas diretamente do Oceano. O Erídano era margeado por álamos que produziam o âmbar e suas águas coalhadas de bandos de cisnes brancos. Abençoada por eterna primavera, essa terra produzia duas colheitas de trigo por ano, mas a maior parte do país era coberta de ricas e belas florestas, "o jardim de Apolo".

O sul do país era protegido pelos picos terrivelmente gelados dos quase impassáveis montes Rifeus. Esta era a morada de Bóreas, o deus do Vento Norte, cujo bafo gelado trazia o inverno a todas as terras ao sul - Cítia, Trácia, Ístria, Céltica, Itália e Grécia. Os picos das montanhas eram também o lar dos grifos e seus vales eram abitados pela feroz tribo dos arimáspios, de um só olho. Imediatamente ao sul estava Pteróforo, uma terra desolada, coberta de neve e amaldiçoada por um inverno eterno.

Hiperbórea era uma teocracia governada por três sacerdotes do deus Apolo, gigantes filhos de Bóreas e conhecidos como Boréades. Sua capital continha um templo circular dedicado ao deus onde hecatombes de asnos eram sacrificadas em sua honra. Esse povo musical também celebrava sua divindade com um constante festival de música, canções e danças, sobre o qual voavam em círculos os cisnes brancos hiperbóreos, juntando sua doce canção aos hinos a Apolo.

Mitos

Hiperbórea aparece em vários mitos. Um deles é a história de Faetonte, o jovem que tentou guiar a carruagem do sol, mas acabou perdeu o controle da mesma e foi fulminado por um raio de Zeus. Seu corpo em chamas caiu no rio Eridano, onde suas irmãs, as Helíades, se reuniram em luto e se transformaram em árvores de álamo derramando âmbar. Seu amigo Kyknos, aflito, pulou para dentro do lago de betume no qual Faetonte caiu, e foi transformado em um cisne. Hiperbóreos posteriormente saltaram neste mesmo lago e como eles estavam se aproximando da morte, foram transformadas em cisnes brancos que cantavam. Os cisnes migraram para o rio lídio Kaystros e outros lugares no sul, mas mantiveram-se mudos para além de sua terra natal.


O herói grego Perseu viajou para Hiperbórea e foi atendido por seu povo quando ele foi em busca de algumas ninfas que guardavam tesouros dos deuses, e das Gréias, que poderiam revelar a localização de Medusa.

Héracles visitou Hiperbórea em duas ocasiões diferentes. A primeira delas foi durante a execução de seu 4º trabalho: a busca pela corça de Cirinéia, que durante a perseguição fugiu em direção ao norte através da Ístria (a terra do rio Istra, atual Danúbio), chegando ao país dos hiperbóreos. Ao chegar lá, Héracles é benevolamente acolhido pela deusa ÁrtemisA segunda vez foi quando Héracles procurou o titã Atlas para obter as maçãs de ouro das Hespérides. O titã segurava a abóbada do céu no alto em Hiperbórea sob o eixo celeste em torno do qual as constelações giravam (versões posteriores desta história situam Atlas no noroeste da África). 

Segundo Diodoro da Sicília, Leto, a mãe de Apolo, seria uma hiperbórea que veio do extremo Norte para a ilha de Delos, a fim de dar à luz Apolo e Ártemis, mas os objetos sagrados apolíneos eram originários da ilha. Conta-se também que duas jovens hiperbóreas, Arges e Ópis, acompanharam Ilítia e Leto até a ilha de Delos, trazendo presentes para a primeira, a fim de que permitisse o nascimento de Ártemis e Apolo. Relata-se que até mesmo o primeiro de todos os oráculos foi fundado na ilha pelo profeta de Apolo, o hiperbóreo Ólen, que teria introduzido na redação dos mesmos o verso hexâmetro.

Outras histórias ligam os Hiperbóreos a fundação de vários santuários religiosos importantes da Grécia antiga. O principal santuário relacionado aos Hiperbóreos era o oráculo de Apolo em Delfos. O segundo dos templos construídos ao deus foi dito ter sido construído por dois peregrinos hiperbóreos, utilizando cera de abelha e penas de cisnes. Quando o exército dos gauleses tentou invadir o templo em tempos históricos, o fantasma desses dois surgiram e afugentaram os inimigos.

Talvez o mais famoso profeta hiperbóreo era um homem chamado Abaris, que recebeu uma flecha mágica do deus Apolo, e ele a usava para voar ao redor do mundo realizando milagres. Alguns dizem que esta flecha foi a mesma que Apolo usou para matar os cíclopes, e ele a teria escondido debaixo de uma montanha Hiperbórea.



fontehttp://www.theoi.com/Phylos/Hyperborea.html
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29 de abril de 2015

Mitologia do Zodíaco Chinês

۞ ADM Sleipnir



O Zodíaco Chinês é composto por 12 signos baseados no calendário milenar chinês e representados por 12 animais, onde cada um rege consecutivamente durante um período de cerca de um ano. Os signos chineses estão associados a cinco elementos da natureza, que são: Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira. A cada doze anos acontece um ano, de cada animal, associado, consecutivamente, a um dos cinco elementos.

Existem muitas lendas e mitologia relacionadas ao zodíaco chinês e existem várias versões e histórias populares em diferentes regiões. Por que existem doze animais no zodíaco chinês e como a ordem deles foi estabelecida? A lenda segue abaixo.

A Ordem dos Animais 

Certo dia, o Imperador de Jade (principal divindade chinesa) percebeu que não havia ainda um sistema para registrar o tempo, o que era muito inconveniente. Então, convocou o Deus da Terra e pediu que reunisse todos os animais da Terra e lhes anunciasse o seguinte: "Amanhã, ao nascer do sol, os primeiros 12 animais que cruzarem este rio levarão seus nomes no calendário zodiacal". 



Naquela época, o gato e o rato eram bons amigos. Ao tomar conhecimento desta notícia, o gato disse ao rato: "Devemos chegar cedo para nos inscrevermos, mas eu costumo acordar tarde." O rato então promete ao gato que irá despertá-lo bem cedo para que eles pudessem ir juntos. 

No dia seguinte, no entanto, o rato acordou tão animado que se esqueceu de sua promessa, e foi direto para o local de encontro. No caminho, ele encontrou o tigre, o boi, o cavalo e outros animais que corriam muito mais rápido que ele. Para não ficar para trás, o rato teve uma boa ideia. Ele fez o boi carrega-lo, com a condição de que ele cantaria para o boi. Por fim, o boi e o rato chegaram na frente. O boi estava muito feliz, achando que ele seria o primeiro signo dos anos, mas quando eles estavam próximos de chegar, o rato pulou na frente do boi, e então tornou-se o primeiro animal de sorte do zodíaco chinês. Enquanto isso, o seu amigo gato acordou tarde demais e quando ele finalmente chegou, a seleção já havia acabado. O Zodíaco acabou por ser organizado consoante a ordem de chegada dos animais ao ponto de encontro: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco, respetivamente. O gato ficou furioso por ter ficado de fora, e é por esse motivo que o gato odeia o rato.


Existem diferentes versões dessa história. Alguns dizem que foi o Imperador Amarelo (Huang Di) quem convocou os animais, e outros dizem que foi o Buda. Conta-se também que o rato deixa de acordar o gato intencionalmente, pois o mesmo era mais bonito de todos os animais, e o rato temia perder sua posição para o mesmo. Alguns dizem que os animais tiveram que atravessar um rio, ou então somente disputarem uma corrida simples. Conta-se que o elefante também participa dessa corrida, mas acaba fugindo após o rato entrar em sua tromba.

Abaixo segue um vídeo bem legal que recria a corrida dos animais:



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28 de abril de 2015

Werehyena

۞ ADM Sleipnir


Werehyena (Homem-Hiena) é uma criatura resultante da transformação de um homem em hiena. O termo werehyena é um neologismo feito em analogia ao termo inglês werewolf, que nomeia os licantropos (lobisomens). Werehyenas são figuras comuns no folclore do norte da África, no Chifre da África e no Oriente Médio, bem como em alguns territórios adjacentes. 


Ao contrário de lobisomens e de outros teriantropos, que geralmente são retratados como sendo originalmente humanos, algumas tribos acreditavam que as hienas eram capaz de assumir a forma humana à sua vontade. Os humanos que se transformam em werehyenas podem tanto se transformar completamente em hienas, quanto assumir uma forma híbrida entre as duas espécies.



Ao contrário dos lobisomens, werehyenas não possuem restrições de quando podem se transformar, podendo fazê-lo no momento em que bem entenderem, porém geralmente o fazem à noite. Uma vez transformados, sua principal atividade é a caça de seres humanos, os quais eles tentam atrair chamando seus nomes e atraindo-os para longe de amigos e familiares. Caso a vítima atenda aos seu chamado, certamente será devorada. Quando não estão caçando, Werehyenas costumam se envolver em todo tipo de depravação, incluindo violação de túmulos, canibalismo e pilhagem de aldeias.

Werehyenas na Cultura Africana

Na linguagem Kanuri do Império Bornu na região do Lago Chade, esses metamorfos são referidos como bultungin que se traduz em "me transformo em hiena".Acreditava-se que uma ou duas das aldeias da região eram povoadas inteiramente por homens-hiena,como os Kabultiloa.

Na Etiópia, acredita-se que cada ferreiro, cujo comércio é hereditário, seja na verdade um mago ou feiticeiro com o poder de se transformar em uma hiena. Estes homens-hiena supostamente roubam sepulturas à meia-noite e são conhecidos como bouda. Eles são vistos com desconfiança pela maioria dos seus compatriotas. A crença nos bouda também está presente no Sudão, Tanzânia e Marrocos, onde alguns povos acreditam que  os bouda são homens ou mulheres que se transformam em hienas durante a noite e retomam a forma humana ao amanhecer. Muitos cristãos etíopes acusam os  judeus etíopes de serem boudas, acusando-os de desenterrar cadáveres de cristãos e consumi-los.



No folclore de povos ocidentais sudaneses, tal criatura é retratada como um monstro canibal que à noite se transforma e aterroriza as pessoas, especialmente os amantes. Em forma humana, eles são retratados como curandeiros poderosos, ferreiros, ou lenhadores, mas reconhecíveis através de sinais corporais, como um corpo peludo, olhos vermelhos e brilhantes e uma voz nasal.

Membros do culto Kore do povo Bambara do Mali "tornam-se" hienas imitando o comportamento dos animais através de máscaras e fantasias. o objetivo de tal culto é conjurar a força mistica do animal em cada participante.

Culturas da Eurásia
  • Al-Doumairy, em sua Hawayan Al-Koubra (1406), escreveu que as hienas são criaturas vampíricas que atacam pessoas à noite e sugam o sangue de seus pescoços;
  • Um tratado médico persa escrito em 1376 diz como curar pessoas conhecidas como kaftar, que eram meio-humanos, meio-hienas, e que tinham o hábito de matar crianças;
  • Até o final do século XIX, os gregos acreditavam que os corpos dos lobisomens, se não fossem destruídos, iriam assombrar os campos de batalha como hienas vampíricas, que beberiam o sangue dos soldados mortos.

fonte:
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27 de abril de 2015

Pedra Negra de Caaba

۞ ADM Sleipnir


A Pedra Negra (em árabe: الحجر الأسود; transl.: al-Hajar al-Aswad) é uma pedra escura de cerca de 50 cm de diâmetro. É uma das relíquias mais sagradas do Islã, e segundo a tradição muçulmana, remonta ao tempo de Adão e Eva. Segundo a tradição, a pedra foi recebida por Abraão das mãos do anjo Gabriel.

Ela já era cultuada pelos árabes antes mesmo da criação do Islã, onde, segundo relatos, era branca e se tornou negra devido aos pecados humanos. A Pedra Negra encontra-se em uma construção chamada Caaba, na mesquita sagrada de Masjid al-Haram em Meca, para onde se voltam os muçulmanos em suas preces diárias.

Caaba
Sua aparência física é a de uma rocha fragmentada escura, polida pelas mãos de milhões de peregrinos. A tradição islâmica diz que caiu do céu para mostrar a Adão e Eva onde construir um altar. Embora tenha sido muitas vezes descrito como um meteorito, esta hipótese é agora incerta.

A pedra negra consiste de um número de fragmentos mantidos juntos por uma moldura de prata, fixada à pedra por pregos de prata.3 Alguns dos fragmentos menores foram cimentados entre si. A face exposta da pedra mede 20 cm por 16 cm. Seu tamanho original não é claro; suas dimensões registradas mudaram consideravelmente ao longo do tempo, como a pedra foi remodelada em várias ocasiões.


fonte: Wikipédia
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Ruby