11 de junho de 2015

Jubokko

۞ ADM Sleipnir


Jubokko (樹木子, "Árvore Vampira") é uma espécie de yokai em forma de árvore, que de acordo com muitos contos populares japoneses, nasce em antigos campos de batalha onde centenas de pessoas morreram. A semente se alimenta do sangue dos mortos que tem embebido no solo, e ao longo do tempo a árvore desenvolve um gosto por sangue. Uma Jubokko se parece com uma árvore normal e saudável, exceto pelo fato de que, quando alguém chega perto dela o suficiente, ela o captura com seus ramos e drena todo o seu sangue. 

Características

Por se assemelhar a uma árvore normal, é impossível distinguir uma Jubokko das demais árvores somente observando-a. Um fator que ajuda a identificá-la é o fato de que uma Jubokko sangra quando é cortada, mas é virtualmente impossível para alguém se aproximar dela sem ser capturado.


Ela é uma árvore mais resistente do que qualquer outra e é capaz de curar suas feridas rapidamente (diz-se que suas raízes possuem poderosas propriedades curativas).Outra particularidade de uma Jubokko é o poder de alterar a flora ao seu redor, podendo assim fazer com que alguém se perca em meio a vegetação e acabe se tornando sua vítima. Além disso, ela pode se comunicar com outras plantas e assim obter a localização de um alvo em potencial.

Lenda ou Ficção?

A primeira descrição de uma Jubokko ocorreu na Enciclopédia Yokai do cartunista japonês Mizuki Shigeru. porém, um grupo de pesquisadores do tema (Kyogoku Natsuhiko, Tada Katsumi, e Murakami Kenji) suspeitam que este yokai tenha sido inventado por Mizuki Shigeru, uma vez que não foi possível encontrar vestígios do mesmo em registros de folclore, lendas e literatura antiga, além do fato de que Mizuki guarda segredo sobre suas fontes de pesquisa.

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10 de junho de 2015

Hobbit

۞ ADM Sleipnir


Um hobbit é uma das criaturas fictionais apresentadas por J.R.R. Tolkien em suas obras (notavelmente O Hobbit e O Senhor dos Anéis), onde têm um papel principal, apesar de à princípio serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média .

Os hobbits são um povo discreto e muito antigo, normalmente não ultrapassam um metro de altura, são bem menos robustos que anões e consideram a possibilidade de participarem de uma aventura como uma atitude insana, pois preferem a calma de sua vida rotineira, amam uma região campestre organizada e bem cultivada. São agéis pois acostumaram-se a fugir dos "homens grandes", conseguiram tanta experiência nessa área que pode-se confundir com magia, porém, hobbits nunca tiveram interesse em magia, além disso, hobbits tem ouvidos agudos e olhos perspicazes. Embora habilidosos, os hobbits não conseguem entender ou gostar de máquinas mais complicadas que um fole de forja, um moinho d'água ou um tear manual. Andam descalços, porque a sola de seus pés é muito espessa, não necessitando de calçados. Vivem em tocas grandes e confortáveis (na verdade, casas subterrâneas com um só andar e várias despensas) em uma terra ao oeste da Terra Média, chamada Shire (no Brasil o nome do local foi traduzido para "Condado").


Existem três raças de hobbits: Pés-peludos, Grados e Cascalvas . Os Pés-peludos tem a pele mais escura, são menores e mais baixos, não tem barbas ou botas, suas mãos e pés são destros e ágeis, eles preferiam as regiões serranas e as encostas de montanhas. Os Grados tem uma constituição mais encorpada e pesada: suas mãos e pés são maiores, preferem planícies e regiões banhadas por rios. Os Cascalvas tem a pele e o cabelo mais claros, são mais altos e esguios que os outros, também amantes de árvores e florestas. Os Cascalvas, menos numerosos, tinham um contato mais amigável com os elfos do que os outros hobbits, e tinham mais habilidade com línguas e música do que com trabalhos manuais.

Os hobbits vivem da agricultura, presenteiam os outros em seus aniversários com grandes festas com inúmeros convidados e são um povo simples. Não se importam com o que esteja acontecendo no resto do mundo, pois não possuem tanto interesse naquilo que se encontra além do seu reino, e são famosos por sua Erva-de-fumo .

Hobbits são populares em jogos de RPG, tanto eletrônicos como os de mesa. Entretanto, a palavra "Hobbit" é uma marca registrada pertencente a família de Tolkien . Por esta razão, Dungeons & Dragons e outras fontes se referem a criaturas parecidas a hobbits usando outros nomes, o mais comum sendo halflings (alternativas incluem hin no universo de Mystara, hurthlings em Ancient Domains of Mystery e Tíbia , Bobbits na série de games Ultima, kender nos livros Dragonlance e Pequeninos no RPG brasileiro Tagmar ( o qual dispõe de uma reinvenção online Tagmar II).


fonte:
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9 de junho de 2015

Comadre Fulozinha

۞ ADM Sleipnir



Comadre Fulozinha (ou Maria Florzinha) é uma personagem pertencente ao folclore nordestino, sendo sua lenda bastante popular nos estados de Pernambuco e Paraíba. Ela é muitas vezes interpretada como uma variação da Caipora ou do Curupira, mas há quem afirme que são entidades diferentes, mesmo com historias e "poderes" semelhantes.

A Comadre Fulozinha é descrita como uma índia de baixa estatura, com pele morena e cabelos negros e flamejantes. Tem personalidade zombeteira, algumas vezes malvada, outras vezes prestativa. Ela vive nas matas protegendo os animais de caçadores que matam por diversão. Ela os castiga dando chicotadas com cipós, e até batendo com seus cabelos, que queimam ao encostar na pele, ela pode surrar com varas e soltar assovios ensurdecedores como os do Saci. 


O único meio de se livrar de sua ira é levar consigo mingau, fumo e/ou mel ao adentrar as matas. Seu amor por esses itens é tão grande que ela pode fazer tranças e nós na crina de cavalos, nós esses que só ela é capaz de desfazer, desde que seja agradada com fumo e mel. Seu nome não deve ser chamado a noite e no meio do mato, pois ela detesta e pode castigar mesmo aqueles que não fizeram algo contra os animais. Até hoje são comuns relatos de pessoas que presenciam suas aparições nas zonas de floresta.

Algumas historias de pessoas mais antigas, afirmam que Comadre florzinha era uma menina que ficou órfã de mãe, e passou a viver com o pai bruto e alcoólatra. Ela era constantemente agredida por ele, e para escapar sempre fugia para o mato, até que um dia ele a espancou, e quando desmaiada, enterrou-a viva no meio do mato. A alma da menina se tornou penada, e passou a assombrar as matas protegendo os animais desde então, sem descanso.



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8 de junho de 2015

Gullinbursti

۞ ADM Sleipnir



Gullinbursti (também conhecido como Slíðrugtanni) é na mitologia nórdica um javali gigante de ouro pertencente ao deus Frey. Seu nome significa "Cerdas Douradas", relacionado com os seus pelos feitos de fios de ouro, que brilhavam como o sol e fazia com que plantas crescessem por onde quer que passava. Com a sua presas, Gullinbursti limpava a terra, ensinando assim aos homens como ará-la. Conta-se que ele era mais rápido do que qualquer cavalo, podendo ainda caminhar pelo céu e pelo mar.

Gullinbursti foi um dos itens criados pelos irmãos anões Brokk e Eitri, após um desafio feito pelo astuto Loki. 

O Desafio de Loki

Em uma de suas "brincadeiras", Loki cortou todo o cabelo da deusa Sif enquanto a mesma dormia. Ao acordar, Sif ficou tão abalada com o seu visual que se isolou em seu quarto, e tomando as dores de sua esposa, Thor capturou Loki e começou a quebrar osso por osso, até que o mesmo prometeu restituir os cabelos de Sif. Loki então buscou o auxílio de um grupo de anões conhecidos como Filhos de Ivaldi, que criaram não só novos cabelos, estes feitos com fios de ouro, mas criaram também o navio mágico de Frey, Skidbladnir, e também Gungnir, a lança de Odin.


Aproveitando-se do orgulho dos anões, Loki provocou os irmãos Brokk e Eitri, dizendo-lhes que eles não eram capazes de criar itens tão belos ou úteis quanto aqueles criados pelos filhos de Ivaldi. Além disso, apostou com os dois sua própria cabeça, caso eles conseguissem fazê-lo.

Furiosos, Brokk e Eitri aceitaram o desafio de Loki, e se puseram a trabalhar na forja, certos de que podiam vencê-lo. Loki permaneceu com os anões observando seu trabalho, vez ou outra tentando atrapalha-lhos para que não pudessem se concentrar. Logo, Loki perceberia que havia cometido um erro grave ao apostar a própria cabeça. Brokk e Eitri terminaram o seu trabalho, e no fim criaram mais três presentes para os deuses: o anel mágico Draupnir , o martelo de Thor, Mjollnir, além de Gullimbursti.


Os irmãos anões convocaram os deuses para decidirem quais presentes eram os melhores, e após compararem, os deuses declararam que Brokk e Eitri haviam criado os melhores presentes, saindo vencedores da aposta com Loki. O deus trapaceiro tratou de desaparecer imediatamente, mas logo foi localizado e entregue aos irmãos anões, para que pagasse a aposta. Utilzando sua astucia mais uma vez, Loki concordou que Brokk e Eitri tinham o direito de ter sua cabeça, mas a aposta não havia dito nada sobre seu pescoço. Frustrados com esta "lógica", os anões se contentaram em costurar os lábios de Loki, para que ele nunca mais usasse sua boca para proferir enganos.

Gullinbursti na cultura popular

Gullinbursti foi recentemente utilizado no anime Saint Seiya Soul of Gold, representando a armadura usada pelo guerreiro deus Frodi, que por sinal tem como o próprio nome uma variação do nome do deus Frey.




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5 de junho de 2015

Barong

۞ ADM Sleipnir



Barong é um personagem pertencente a mitologia pré-hindu da ilha de Bali, na Indonésia. Ele é venerado como o rei dos espíritos e líder das forças do bem, além de protetor mágico das aldeias balinesas. Barong é o inimigo de Rangda, a rainha demônio e mãe de todos os espíritos malignos segundo as tradições mitológicas de Bali. A batalha entre Barong e Rangda é destaque nas tradicionais danças balinesas, representando a eterna batalha entre o bem e o mal. 


Iconografia

Barong é geralmente retratado como uma espécie de leão com a face vermelha e duas presas curvadas para baixo. Seu corpo é coberto de pelos brancos e espessos, e adornado com jóias douradas e pequenos pedaços de espelhos. Ele também é muitas vezes retratado acompanhado por dois macacos. Apesar desta forma leonina (chamada de Barong Ket) ser a mais famosa, existem ainda outras 4 formas, e cada uma delas protege uma região diferente da ilha. Suas outras formas são:

  • Barong Landung: forma de gigante;
  • Barong Celeng: forma de javali;
  • Barong Macan: forma de tigre;
  • Barong Naga: forma de dragão ou serpente.
Mitologia

A lenda mais famosa envolvendo Barong e Rangda é a seguinte: Rangda foi banida de Bali por Udayana, seu marido, devido a pratica de magia negra. Após a morte de Udayana, ela retornou a ilha (agora sob o reinado de seu filho, Airlangga) e invocou todos os espíritos maléficos da floresta, demônios e monstros para devastarem a mesma. Os soldados de Airlangga tentavam conter o ataque, mas as forças inimigas eram imensamente poderosas, então ele pediu ajuda a Barong, que logo veio para o combate. 

Temendo que a chegada de Barong desse vantagem aos soldados de Airlangga, Ranga lançou um poderoso feitiço sobre os mesmos, fazendo com que eles tentassem se suicidar apunhalando-se com os seus próprios keris (uma espécie de punhal). Para deter tal feitiço, Barong lançou um contra feitiço sobre os soldados, fazendo com que eles se tornassem imunes a qualquer dano causado por armas. Após um longo combate, Rangda e suas forças fugiram, e assim a ilha foi salva.


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4 de junho de 2015

Melusina

۞ ADM Sleipnir



Melusina (também Melusine ou Mélisande) é uma personagem originária do folclore da França medieval. Ela é geralmente descrita como semelhante a uma sereia ou nixie, tendo a parte superior do corpo de uma bela jovem e a metade inferior do corpo de uma serpente. As vezes ela é representada com asas de dragão em suas costas, e na heráldica francesa e britânica, ela é freqüentemente representada como uma sereia de cauda dupla. Sua lenda  já era bem conhecida na França quando foi compilada pelo poeta Jean d'Aras entre 1382-1394, numa coletânea de "histórias inventadas" pelas damas enquanto teciam.

Lenda

Melusina era filha de uma fada das fontes chamada Pressina e de um rei mortal, Elinus da Albânia. Quando os dois se casaram,Pressina exigiu de Elinus que ele não a visse no momento do parto, mas ele quebrou a promessa. A esposa e suas três filhas, Melusina, Melior e Platina, o abandonaram e retornaram à corte das fadas. Quando essas filhas assumiram seus plenos poderes sobrenaturais, vingaram-se do pai prendendo-o para sempre em uma caverna da Nortúmbria (norte da Inglaterra). Ao descobrir o que suas filhas haviam feito, Pressina amaldiçoou-as. Melusina acabou se transformando em uma serpente d'água da cintura aos pés, uma vez por semana. Jamais experimentaria o amor até que encontrasse alguém que concordasse em não vê-la nesse dia. Se essa promessa fosse quebrada, ela seria condenada a ficar para sempre nessa forma horrenda.

Anos depois, Melusina veio a se tornar a rainha das fadas da floresta de Colombiers, na região francesa de Poitou. Um dia, ela e dois de seus súditos estavam guardando a sua fonte sagrada, quando um jovem, o Conde Raymond, saiu de dentro da floresta e os encontrou. Melusina passou a noite conversando com Raymond, e a madrugada, eles já haviam ficado noivos, mas com uma condição. Melusina fez Raymond prometer que ele nunca a veria em um sábado. Ele concordou, e eles se casaram.




Melusina trouxe a seu marido grande riqueza e prosperidade. Ela construiu a fortaleza de Lusignan tão rapidamente que parecia ser feito por magia. Com o tempo, Melusina construiu muitos castelos, fortalezas, igrejas, torres e vilas, cada um em uma única noite, em toda a região. Ela e Raymond tiveram dez filhos, mas cada uma delas possuía alguma deformação. O mais velho tinha um olho vermelho e um olho azul, o próximo tinha uma orelha maior do que a outra, outro tinha um pé de leão que cresce de sua bochecha, e outro tinha apenas um olho. O sexto filho era conhecido como Geoffrey-com-o-dente grande, devido ao seu enorme dente similar ao de um javali. Apesar das deformidades, as crianças eram fortes, talentosas e amadas por toda a terra. 

Um dia, o irmão de Raymond visitou-o e fez com que o mesmo ficasse desconfiado sobre as atividades secretas de sua esposa aos sábados. Assim, no sábado seguinte, Raymond decidiu espionar sua esposa durante o seu banho, através de uma fresta na porta. Ele ficou horrorizado ao ver que da cintura para baixo, seu corpo era o de uma serpente. 



Raymond não disse nada até o dia em que seu filho, Geoffrey-com-grande-dente, atacou um mosteiro e mataram cem monges, incluindo um de seus irmãos. Raymond acusou Melusina de contaminar sua linhagem com a sua monstruosa natureza, revelando dessa forma que ele havia quebrado a sua promessa com ela e a espiado.

Como resultado, Melusina se transformou em uma serpente alada com cerca de cinco metros de comprimento, circulou o castelo três vezes, chorando copiosamente, e depois voou para longe. Ela voltaria à noite para visitar seus filhos e depois desapareceria, também prestando visitas a todos os seus descendentes que estivessem perto da morte. Raymond nunca mais foi feliz. Dizia-se que a descendência de Melusina reinaria até o fim do mundo.


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Ruby