2 de julho de 2015

Nótt

۞ ADM Sleipnir


Nótt ("noite" em nórdico antigo) é a deusa nórdica que personifica a noite, além de avó materna do deus do trovão ThorSua origem e natureza são descritas no Gylfaginning ("O Engano de Gylf"), a 1º parte da Edda em prosa escrita por Snorri Sturluson em torno de 1220. A deusa é geralmente retratada como uma mulher madura com pele escura e usando trajes escuros.

De acordo com o Gylfaginning, Nótt era filha de um jotunn chamado Nörfi ( também Narfi ou Nörr). Ela teve três maridos e com cada um deles teve um filho. Seu primeiro marido foi Naglfari, com quem teve um filho chamado Audr, depois casou-se com Annar, com quem teve uma filha chamada Jörd ("Terra") e, por último, casou-se com um membro da classe dos Aesir, Dellingr, com quem teve um filho chamado Dagr ("Dia").  Nótt e Dagr receberam de Odin dois cavalos e duas carruagens e foram colocados no céu, de modo de eles cavalgariam ao redor do mundo a cada doze horas. Nótt cavalga durante a noite sobre seu cavalo chamado Hrímfaxi ("Crina Gelada") que ao amanhecer orvalha a terra com a espuma de seu freio. Já Darg cavalga durante o dia sobre o seu cavalo chamado Skinfaxi ("Crina Brilhante"), que ilumina a terra e o céu com o brilho de sua crina. 


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1 de julho de 2015

Telquines

۞ ADM Sleipnir


Telquines (em grego: Τελχῖνες, "turbilhão") eram uma classe de demônios marinhos pertencentes à mitologia grega. Conforme a fonte, eles são filhos de Pontos e Talassa, ou Tártaro e Nêmesis, ou ainda outra das crias monstruosas surgidas do sangue que Urano verteu após ser castrado por Cronos. Eles foram os primeiros habitantes da ilha de Rodes, que posteriormente foi chamada de Telquinis em sua honra.

Os Telquines eram muitas vezes descritos como criaturas com cabeça de cachorro, corpos lisos e negros como os de mamíferos marinhos, pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas. Eles eram mestres ferreiros e especializados em bronze e ferro. Alguns autores atribuem a eles, ao contrário dos Ciclopes, a autoria da confecção do tridente de Poseidon e da foice de Cronos. Além de ferreiros, eram magos poderosos capazes de manipular os fenômenos atmosféricos provocando chuvas de granizo ou neve, e ainda podiam assumir qualquer forma que quisessem. Existem relatos de que eles também eram imunes a magia, mesmo as da deusa da magia Hécate.

Ao usarem suas magias para fins malignos, os Telquines acabaram atraindo a fúria dos deuses sobre si, e acabaram sendo destruídos. Os contos de como exatamente isso aconteceu variam. Em um conto, Poseidon os mata após enviar uma inundação que destruiu a ilha de Rodes; em outro, Zeus os fulmina com seus raios ou então os envia para uma prisão no Tártaro. Ainda em outro conto, o deus Apolo assume a forma de um lobo para matá-los. 

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30 de junho de 2015

Forneus

۞ ADM Sleipnir



Forneus (do latim fornus, "forno") é, de acordo com a demonologia, um dos 15 marqueses do Inferno, sendo o sexto dentre eles  e possui vinte e nove legiões de demônios sob seu comando. Ele é também de acordo com a Goetia um dos 72 espíritos de Salomão (o 30°). Antes da queda, Forneus era um anjo pertencente a ordem dos Tronos e também dos Anjos.

Ele é geralmente representado como uma gigantesca besta marinha, porém ele pode  assumir muitas formas diferentes, e supostamente prefere adotar a forma humana. 

De acordo com a Goetia, Forneus é um mestre da linguagem e retórica e concede ao seu invocador uma boa reputação, fazendo-o ser amado tanto por amigos quanto por inimigos. Abaixo o seu selo.

Selo de Forneus

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29 de junho de 2015

Hari-onago (Hari-onna)

۞ ADM Sleipnir



Hari-onago (針 女子, "mulher de cabelo gancho") ou Hari-onna (針 女, "mulher farpada") é uma temível yokai da classe yurei (fantasma) pertencente ao folclore japonês, mais especificamente da prefeitura de Ehime, na ilha de Shikoku. Ela possui a aparência de uma jovem e bela mulher com os cabelos soltos e despenteados. A ponta de cada um dos fios de seu cabelo assemelham-se a ganchos, tão afiados como navalhas.

Ela vagueia durante a noite pelas ruas em busca de vítimas - geralmente homens jovens e solteiros. Quando ela se depara com um homem adequado, ela sorri timidamente para ele. Se o homem rettribuir-lhe o sorriso, ela o ataca lançando seus cabelos contra ele. Seus cabelos se movem livremente e numa velocidade impressionante, dilacerando e perfurando a pele de sua vítima. Uma vez que sua vítima já estiver totalmente enlaçada por seus cabelos, a Hari-onago irá despedaçá-la e devorar seus restos mortais

É tecnicamente possível para alguém capaz de correr muito rápido escapar de uma Hari-onago, contando que haja por perto um local para se refugiar, e de preferência com uma porta/portão resistente, para impedir que a Hari-onago entre no local, pelo menos até.o amanhecer, quando ela finalmente desaparece. 

Apesar de ser um yokai pertencente ao folclore local de Shikoku, Hari-onago tornou-se uma figura bastante popular no Japão, figurando em várias mídias. No mangá/anime Inuyasha, a personagem Yura dos Cabelos Invertidos foi inspirada na figura da Hari-onago.


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26 de junho de 2015

Jenny Greenteeth

۞ ADM Sleipnir



Jenny Greenteeth é uma lendária bruxa presente no folclore inglês. Segundo as lendas, ela assombra os rios e lagos da Grã-Bretanha, escondendo-se na água em meio ao musgo á espera de uma vítima para capturar e devorar debaixo d'água.

Segundo a crença popular, Jenny Greenteeth tem a pele verde clara; cabelo negro escorrido; dedos longos e ossudos; unhas sujas e afiadas; e dentes afiados, podres e verdes. Á primeira vista, seus cabelos parecem ser apenas um monte de ervas escuras amontoadas na água, mas depois aparecem dois olhos amarelos, como os de um sapo, á sua espreita. Se não houver cuidado, ela vai se aproximando, cada vez mais próxima a você. Depois ela coloca seus longos dedos ossudos para fora da água, que te agarram e te levam para dentro d'água. Então ela te devora em meio á profundidade escura do lago.


A lenda parece ser do tipo de lendas usadas para assustar crianças e evitar que se aproximem da margem das águas, como as Rusalki da mitologia eslava, o Kappa da mitologia japonesa ou o Bunyip na mitologia australiana. Porém alguns folcloristas a consideram uma memória da prática do sacrifício. Há uma cantiga que diz:

"Venha para dentro d'água se banhar, querido
Venha nadar na piscina de redemoinhos
Abaixo nas profundezas com as pedras e os ossos
Você irá nadar comigo agora, seu tolo"

Seu nome varia conforme a região do país: em Lancashire é chamada de Jenny Greenteeth, em Cheshire e Shropshire de Ginny Greenteeth, Jeannie Greenteeth, Wicked Jenny, ou Peg O'Nell. Na Irlanda, há uma variação da lenda na qual a chamam de "Bean-Fionn", que aparece como uma bela mulher vestida em um longo vestido branco, que ataca crianças e adultos imprudentes, os captura e afoga nas profundezas escuras dos lagos irlandeses.


fonte: 
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25 de junho de 2015

Khepri

۞ ADM Sleipnir



Khepri ("Aquele que veio a existir por si mesmo", também chamado Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere, Chepri, Khephiré um deus egípcio associado com o escaravelho ou besouro (Scarabaeus sacer), cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado pelos egípcios às forças que fazem o sol se mover. Com o tempo, Khepri passou a ser considerado um aspecto do próprio Sol, em especial, o sol ao nascer do dia - quando "voltava do submundo". Ele era intimamente associado com Atum (o deus criador), Nefertum (literalmente "jovem Atum" ou "belo Atum") e (que absorveu muitos dos atributos de Atum). Khepri era o sol surgindo, Nefertum representava o novo sol nascendo, Rá era o sol durante o dia, e Atum representava o sol poente. 

Khepri também era associado aos conceitos de renascimento, renovação e ressurreição, pois os antigos egípcios acreditavam que escaravelhos eram auto-criados a partir de matéria morta.  Essa crença surgiu devido ao fato dos escaravelhos fêmea depositarem seus ovos nos corpos de animais mortos, incluindo outros escaravelhos, e também em esterco. Quando prontos, esses ovos eclodiam e novos escaravelhos nasciam, dando a entender que eles surgiam do nada. 



Khepri é geralmente representado como um escaravelho, mas ocasionalmente aparece como um homem com a cabeça de um escaravelho. Existem inúmeras representações de Khepri empurrando o sol e ele também aparece regularmente em um ambiente funerário montado na barca solar de Rá enquanto o mesmo viaja através do submundo. Por causa de sua ligação com o renascimento e o submundo, ele ocasionalmente usa a coroa Atef de Osíris.

Nenhum templo ou culto especificamente dedicado a Khepri foi descoberto até hoje, mas acredita-se que a maioria dos templos egípcios (possivelmente todos) tinham uma estátua de Khepri dentro deles. O amuleto em forma de escaravelho era um dos símbolos mais populares do Egito,  e escaravelhos eram  usados em muitas ocasiões, e não apenas para o uso em mumificação, confirmando que ele era popular entre as pessoas comuns. Os escaravelhos destinados aos mortos eram confeccionados com muito realismo, em pedra dura e colocados no lugar do coração, no peito das múmias, às vezes, incrustados numa moldura retangular. Estes amuletos já foram encontrados até no peito de certos animais tidos como sagrados pelo povo egípcio.



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Ruby