11 de agosto de 2015

Operação Prato

۞ ADM Sleipnir


A Operação Prato foi a primeira operação realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) cujo objetivo principal era verificar a existência de objetos voadores não identificados (OVNI) sobre o solo brasileiro. Essa operação foi comandada pelo então capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima realizada na Amazônia entre setembro e dezembro de 1977, no estado do Pará. A operação que foi concentrada na cidade de Colares, que fica próxima a Vigia, no litoral do Pará surgiu quando várias pessoas (principalmente mulheres) alegaram serem vítimas de “luzes do céu que queimavam” apelidadas pelas pessoas da região com “chupa-chupa”. Já não sabendo mais o que fazer, as autoridades da localidade pedem ajuda ao Exército Brasileiro dando início à operação.

Originalmente, o Capitão Uyrangê Hollanda Lima dizia que apesar de acreditar na possibilidade de vida extraterrestre, não acreditava ser esse o caso dos avistamentos em Colares, porém mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na ilha, ao afirmar ter visto e inclusive filmado e fotografado OVNIS sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado. Ainda segundo ele, um OVNI teria em determinado momento feito tal manobra que em qualquer avião do mundo seria considerada morte certa, porém neste caso nada lhe ocorreu e este manteve o vôo normalmente.Quando a equipe da FAB chegou a Colares, o centro médico da cidade não parava de receber vítimas do “chupa-chupa”, como o fenômeno ficou conhecido. A população, predominantemente muito religiosa, não parou de buscar explicações na fé cristã para o fenômeno, como por exemplo, alguns atribuíam as luzes ao “Diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos”. 

Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar pânico maior do que o que já estava instalado. Muitos grupos de cidadãos da cidade também se organizaram para fazer vigílias e com o uso de fogos de artifício, tentar espantar as misteriosas luzes.Num determinado momento, o então capitão Hollanda Lima afirmou ter chegado próximo de fazer contato com os OVNIS, porém este não chegou a ser concluído.Inexplicavelmente, o comando da Aeronáutica, após 3 meses, cancelou a operação e chamou a equipe de volta. Porém, o capitão, que morava na região dos Lagos do Rio de Janeiro, disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, porém não com a mesma intensidade, e os casos de ferimentos logo cessaram. 

A notícia da operação veio a público em meados dos anos 90, quando Uyrangê Bolívar Hollanda Lima, dizendo temer por sua vida e pela perda das informações caso algo lhe viesse a acontecer, procurou uma equipe de ufólogos para registrar seu depoimento sobre tudo o que presenciou. Três meses após a matéria sair na imprensa, Hollanda é encontrado morto por uma enteada sua. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditar que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.


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10 de agosto de 2015

Oceânides

۞ ADM Sleipnir


As Oceânides (Ωκεανιδες, ôkeanides, em grego), também chamadas de Oceânidas, são as ninfas filhas de Oceano, o rio mítico que circundava o mundo, e de Tétis, sua irmã, a deusa que alimentava as correntes dos seus filhos e filhas extraindo água de Oceano por meio de aquíferos subterrâneos.

Originalmente, eram descritas como personificações das fontes de água doce, incluindo os riachos, fontes e nuvens. Em seu número, eram incluídas as néfelas (das nuvens), auras (das brisas), náiades (das nascentes), limoníadas (dos pastos) e antusas (das flores).

Algumas das oceânides personificavam bênçãos divinas, tais como Métis (Sabedoria), Clímene (Fama), Pluto (Riqueza), Tique (Boa Sorte), Telesto (Sucesso) e Peito (Persuasão). A deusa Nêmesis (Retribuição) às vezes também é incluída, como a que providencia equilíbrio aos dons de suas irmãs punindo a boa sorte não merecida. Esses bons daimones (Daimones Agathoi) eram mortais, assim como os filhos sombrios de Nix - a Noite, os maus daimones (Daimones Kakoi).

Outro grupo de oceânides eram descritas como assistentes das deusas olímpicas, das quais as mais conhecidas eram as sessenta companheiras de Ártemis; Peito, a criada de Afrodite; e Clímene, a aia de Hera.

No início, as oceânides raramente eram descritas como ninfas do mar. Foi só mais tarde, quando Oceano, o mítico rio de água doce que circundava a Terra foi identificado com as águas salgadas do Atlântico (e dos outros oceanos) que sua irmã e esposa Tétis foi vista como deusa do mar e suas filhas ninfas vieram a ser descritas como ninfas marinhas. Passaram então a ser freqüentemente representadas, coroadas de flores, a acompanhar a concha de sua mãe Tétis, em cortejos marítimos.


As Oceânides na Teogonia


Na Teogonia, Hesíodo diz que elas são três mil, tantas quantas seus irmãos, os deuses-rios, e dá o nome de 41 das oceânides de "áureos tornozelos". Seguem os nomes na ordem em que aparecem na Teogonia, bem como as adaptações dadas aos nomes gregos pela tradução de Jaa Torrano:
  • Peito (Peitho) ou Persuasiva;
  • Admete ou Virgínea;
  • Iante ou Violeta;
  • Electra ou Ambarina; foi desposada por Taumas e veio a ser mãe de Íris, de Arce, das Harpias e, segundo a Dionisíaca de Nonnus, também do deus-rio Hidaspes (atual Jhelum);
  • Dóris ou Dádiva; foi desposada por Nereu e concebeu as 50 Nereidas e Nérites;
  • Primno (Prymno), ou Popa;
  • Urânia ou Celeste; chamada por Hesíodo "divina em forma";
  • Hipo (Hippo) ou Equina;
  • Clímene (Klymene); desposada pelo titã Jápeto, concebeu Epimeteu, Prometeu, Atlas, Menécio e Héspero, às vezes também chamada Ásia, embora a lista de Hesíodo contenha outra oceânide com esse nome;
  • Ródea ou Rósea;
  • Calírroe (Kallirrhoe) ou Belaflui;
  • Zeuxo ou Núpcia;
  • Clítia (Klytie);
  • Idia (Eidyia, "Visão") ou Sábia;
  • Pasítoe (Pasithoe) ou Persuasora;
  • Plexaura ("Vagalhões dos Ventos");
  • Galaxaura ("Calmaria");
  • Dione ("Divina"); chamada "amável" por Hesíodo; desposada por Zeus, foi mãe de Afrodite segundo Homero;
  • Melobósis ou Pecuária;
  • Toe ou Veloz;
  • Polidora (Polydora, "de muitos dons"); chamada "formosa" por Hesíodo;
  • Cerceis ou Tecelã; chamada "de amável talhe" por Hesíodo;
  • Pluto ou Riqueza; chamada "de olhos bovinos" por Hesíodo;
  • Perseis ou Perseida; amada por Hélios, teve com ele Pasífae, Circe e os reis-magos Eetes e Perses;
  • Ianeira;
  • Acaste ("Instável");
  • Xante ou Loira;
  • Petraia ou Pétrea; chamada "amorosa" por Hesíodo;
  • Menesto (Menestho) ou Resistência;
  • Europa; aparentemente não a mesma princesa fenícia Europa amada por Zeus e mãe de Minos;
  • Métis ou Astúcia; primeira esposa de Zeus, foi engolida por este ao conceber Atena;
  • Eurínome (Eurynome, "Amplo Pasto"), terceira esposa de Zeus, com o qual concebeu as Cárites;
  • Telesto ou Concludente; dita "de véu açafrão" por Hesíodo;
  • Criseis ou Áurea;
  • Ásia; aparentemente diferente da sua irmã Clímene, às vezes também chamada Ásia;
  • Calipso (Kalypso, "Ocultadora"); dita "amorosa" por Hesíodo, reteve Odisseu por sete anos na ilha Ogígia, segundo a Odisseia de Homero;
  • Eudora ou Doadora;
  • Tique ou Acaso; mais tarde considerada a deusa da Fortuna;
  • Anfiro (Amphirho) ou Circunflui;
  • Ocírroe (Okyrrhoe) ou Velozflui;
  • Estige (Styx); que "dentre todas vem à frente", segundo Hesíodo.

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7 de agosto de 2015

Cabeça de Cuia

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O Cabeça de Cuia é um personagem folclórico da região nordeste do Brasil, tendo sua origem no estado do Piauí. De acordo com o folclore, ele é um garoto chamado Crispim que foi amaldiçoado pela própria mãe por tê-la matado, e após a própria morte tornou-se um monstro aquático devorador de virgens. 

Lenda

Crispim era um jovem que morava nas margens do rio Parnaíba juntamente com sua família. Sua família era bastante humilde e passava por muitas dificuldades, sendo comum até mesmo passarem fome. Seu pai era pescador mas acabou morrendo muito cedo, quando Crispim ainda era um bebê, deixando ele e a pobre mãe sozinhos no mundo. Crispim cresceu, e decidiu seguir os passos do pai, tornando-se também um pescador. Mas infelizmente o rio não estava para peixe naquela época e Crispim não conseguia alimentar sua mãe nem a si próprio. 

Certo dia, após mais uma noite de pescaria fraca, Crispim voltou para o almoço, e sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala com sobras e ossos secos (já que era comum faltar carne nas refeições). Porém, neste dia Crispim estava muito irado com a situação de fome que a família estava passando e em um surto de raiva arremessou o osso da sopa na cabeça de sua pobre mãe, matando-a quase instantaneamente. Em seus últimos suspiros , a mãe de Crispim lançou uma maldição sobre ele, dizendo-lhe que por tê-la matado, ele deveria vagar nas margens do rio a procura de restos de peixes e animais mortos para comer. Sua mãe disse ainda antes de morrer que aquela maldição iria se perpetuar até o dia em que ele conseguisse devorar sete mulheres virgens e que se chamassem "Maria". Tomado pelo medo da maldição e no desespero ao tomar consciência de sua ação, Crispim correu para o rio e acabou morrendo afogado. Seu corpo nunca foi encontrado. 


De acordo com os ribeirinhos, por causa da maldição, Crispim não teria morrido realmente, tendo se transformado em uma terrível criatura aquática com uma cabeça enorme, no formato de cuia. Dizem que o tamanho de sua cabeça deve-se ao enorme peso na consciência que ele carregava desde a morte da mãe.

Por causa dessa lenda, muitas mulheres antigamente evitavam lavar as roupas ou se banharem ás margens do Rio Parnaíba. Muitos pescadores contam relatos apavorantes sobre uma criatura com uma enorme cabeça que rasga suas redes e vira seus barcos. Muitas mulheres que tiveram a coragem de lavar suas roupas nas margens do rio contam terem visto a criatura sair da água para atacá-las. Mas apesar de já terem sido atribuídos ao Cabeça de Cuia vários desaparecimentos de mulheres, dizem que ele jamais conseguiu devorar nenhuma mulher chamada Maria, muito menos que fosse virgem.

A Prefeitura da cidade de Teresina instituiu, no ano de 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril. Existe uma estátua sobre a lenda do Cabeça de Cuia na cidade de Teresina, no bairro do Poti Velho, local onde supostamente a família de Crispim morava.


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6 de agosto de 2015

Ciguapa

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A Ciguapa é uma espécie de criatura sobrenatural pertencente ao folclore da República Dominicana. Geralmente comparadas com as sereias gregas, Ciguapas são lindas e cruéis e estão sempre à espreita, prontas para atacar os incautos que se atrevam a entrar em seu território.

Ciguapas são geralmente descritas como mulheres de pele morena ou azul escuro, e olhos profundos e negros. Seus cabelos são lisos e brilhantes, e cobrem seu corpo nu como se fossem um vestido longo. Elas não são capazes de falar, e reproduzem apenas um ruído que em muito lembra o choro de uma criança. Em noites de lua cheia, elas deixam suas tocas (geralmente áreas arborizadas ou cavernas em meio as montanhas) para caçar e também para aprontar todo o tipo de travessura, como trançar crinas de cavalos e espantar rebanhos. 


Dizem que a beleza de uma Ciguapa é tão espetacular que qualquer homem que a ver irá segui-la para dentro da floresta, apesar de que seguir seus passos é uma tarefa muito difícil. A dificuldade se deve ao fato de os pés de uma Ciguapa serem virados para trás (assim como o Curupira), e assim suas pegadas sempre estão apontadas para a direção contrária a que elas foram. Se um homem conseguir alcançá-las, é porque na verdade elas o deixaram fazê-lo. Hipnotizada por sua beleza, a vítima é incapaz de ceder aos seus encantos e acaba se relacionando sexualmente com as Ciguapas durante toda uma noite, sendo morto por elas no dia seguinte.


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5 de agosto de 2015

Hachiman

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Na mitologia japonesa, Hachiman (八幡神, Hachiman-jin / Yahata no kami) é o deus do arco e flecha e dos guerreiros samurais. Embora muitas vezes seja considerado um deus da guerra, Hachiman é mais corretamente definido como o deus protetor dos guerreiros. Ele também é o protetor divino do Japão e do povo japonês, sendo responsável por manter a paz, a prosperidade e a felicidade de seus habitantes. Desde os tempos antigos, Hachiman era adorado pelos camponeses como o deus da agricultura e também pelos pescadores, que rezavam para ele na esperança de ter uma pesca frutífera.

Hachiman significa "Deus das Oito Bandeiras", uma referência as oito bandeiras celestes que marcaram o nascimento do divino Imperador Ōjin, filho da imperatriz Jingo nascido no séc III, com quem ele é fortemente identificado. Durante o séc VII d.c., Hachiman passou a ser associado ao panteão budista como o grande bodhisattva Daibosatsu.

Um dos símbolos de Hachiman é a pomba, que também é considerada sua mensageira. Outro símbolo é o tomoe uma forma japonesa abstrata descrita como um redemoinho que se assemelha a uma vírgula ou a forma usual de um magatama, um símbolo utilizado pelos samurais.

A popularidade de Hachiman é tamanha que, atualmente, existem 25 mil templos xintoístas no Japão dedicados a ele, perdendo em número de templos somente para o deus Inari Ōkami. O santuário localizado em Usa, Província de Oita, é o mais importante de todos. Além disso,  muitas cidades, vilas e aldeias japonesas possuem nomes com referências diretas a Hachiman.



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4 de agosto de 2015

Belona

۞ ADM Sleipnir

Belona, arte do MOBA "Smite" 
Belona (derivado do latim bellum "guerra", também chamada Bellona e Duelona) é uma antiga deusa de origem etrusca/sabina, e cultuada pelos romanos como a deusa da fúria da guerra e das batalhas (provavelmente a deusa da guerra original dos romanos), antecedendo o sincretismo com a cultura grega, onde é associada a deusa Ênio. Ela era considerada por diversos autores como irmã, esposa ou filha de MarteEla o acompanhava em suas batalhas, e era responsável por conduzir os seus cavalos, os quais ela excitava com a ponta de sua lança. Ela também incentivava os guerreiros, guiando-os a vitória. Durante os primeiros anos da República Romana, Belona foi reconhecida como uma poderosa divindade, sendo implacável contra seus inimigos. 


Nas artes, Belona é geralmente retratada com um capacete na cabeça, vestindo uma couraça ou armadura e empunhando uma espada, lança, escudo, ou outras armas. Alguns historiadores e poetas romanos a descreveram como tendo serpentes no lugar de cabelo, e carregando um chicote sangrento numa mão e uma lança na outra. Em bustos heráldicos, Belona costumava ser representada como uma deusa alada ostentando um capacete ou coroa.



Festivais em honra de Belona eram celebrados nos dias 24 de Março (Dies Sanguinis, "Dia do Sangue") e 3 de Junho (Balonárias). Os sacerdotes de seu culto eram chamados de belonários, e eram conhecidos por oferecerem o seu sangue à deusa e profetizar as conquistas e derrotas romanas.

Todas as sessões do senado relacionadas à guerra estrangeira eram conduzidas em seu templo, o Templo de Belona, que era localizado no monte Capitolino, fora do pomério, o antigo muro sagrado de Roma. Quando o Estado romano entrava em guerra, era atirada uma lança em direção a uma coluna, chamada de "coluna de guerra" que se encontrava no recinto exterior do templo.

Belona, arte do MOBA "Smite"

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Ruby