8 de setembro de 2015

Tepeyollotl

۞ ADM Sleipnir



Tepeyollotl (do nauátle: "Coração das montanhas", também Tepeyollotli) é o deus asteca / zapoteca das montanhas, terremotos, ecos e também dos jaguares. Ele é um dos "Senhores da Noite" (deuses associados aos dias do ano no calendário asteca) Ele governa o terceiro dia, Calli (casa), e a terceira trezena, 1-Mazatl (veado). 

Este deus é provavelmente uma variante de outro deus-jaguar asteca, Tezcatlipoca. Ele também é associado ao Deus Jaguar maia. 

Características

Tepeyollotl é descrito como um jaguar ou como um homem vestindo a pele de um jaguar, e pulando em direção ao sol. As manchas de sua pele representam as estrelas no céu. Ao elevar sua voz, Tepeyollotl causa os terremotos e também os ecos.

Histórias sobre ele são quase nulas, tendo em vista de que é um aspecto de Tezcatlipoca. 
A única história existente sobre Tepeyollotl diz que ele persegue o sol diariamente, na tentativa de devorá-lo.


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7 de setembro de 2015

Ents

۞ ADM Sleipnir


Ents são uma raça de árvores humanóides presente na obra de J.R.R. Tolkien, "O Senhor dos Anéis". Aparentam ter sido inspiradas nas árvores falantes de muitos dos folclores mundiais. Na época em que se passa O Senhor dos Anéis, não existem jovens Ents (conhecidos como Entings), pois as Entesposas (Ents fêmea) se perderam.

Etimologia

A palavra “Ent” foi tirada do Anglo-Saxão, onde ela significa “gigante”. (Tolkien extraiu a palavra de fragmentos de poesias Anglo-Saxãs orþanc enta geweorc = "trabalho de sábios gigantes" e eald enta geweorc = "velho trabalho de gigantes". Nesse sentido da palavra, Ents são provavelmente os mais onipresentes de todas as criaturas nas fantasias e folclores, talvez perdendo apenas para dragões. A Palavra Ent como é usada históricamente pode se referir a qualquer número de grandes criaturas humanóides, incluindo, mas não se limitando a, gigantes, trolls, orcs e até mesmo Grendel, do poema Beowulf.

Nesse sentido da palavra, Ents são um dos pilares da fantasia e folclore/mitologia, junto com magos, cavaleiros, princesas e dragões, embora falantes do Inglês moderno provavelmente não os chamem pelo seus nomes tradicionais.

Junto com o Velho Nórdico Jorun, “ent” veio do Germânico Comum *etunaz.

Descrição

Barbárvore, o mais velho Ent vivo, foi descrito como

… uma figura semelhante a um homem, quase semelhante a um troll, de pelo menos quatro metros e meio de altura, muito robusta, com uma cabeça alta e quase sem pescoço. Se estava coberta por alguma coisa semelhante a casca de árvore verde e cinzenta, ou se aquilo era seu couro, era dificil dizer. De qualquer forma, os braços, numa pequena distância do tronco, não eram enrugados, mas cobertos de uma pele lisa e castanha. Cada um dos pés tinha sete dedos. A parte inferior do rosto comprido estava coberta por uma vasta barba cinza, cerrada, quase dura como galhos na raiz, fina feito musgo nas Pontas. Mas naquela hora os hobbits notaram pouca coisa além dos olhos. Uns olhos profundos, lentos e solenes, mas muito penetrantes. Eram castanhos, carregados de uma luz esverdeada.


Os Ents são uma raça muito antiga que apareceu na Terra-média junto com os Elfos. Aparentemente foram criados por Eru Ilúvatar a um pedido de Yavanna após ela descobrir sobre os filhos de Aulë, os Anões, sabendo que eles iriam derrubar as árvores. Ents foram tidos como Pastores de Árvores, para protegerem as florestas dos Orcs, Anões e outros perigos. Embora os Ents fossem criaturas sentientes na época de seu despertar, eles não sabiam como falar até os Elfos os ensinarem. Barbárvore disse que os Elfos “nos curaram de nosso mutismo” que havia sido um grande dom que não deveria ser esquecido. (“Eles sempre desejavam conversar com tudo, os velhos Elfos queriam.”).

Ents são criaturas parecidas com árvores, tendo se tornado muito parecidas com as árvores que eles pastoreiam. Traços individuais variam, da altura (em média quatro metros e meio) ao tamanho, coloridade e o número de dedos das mãos e pés. Também possuem as fraquezas das árvores, e podem ser queimados e derrubados. Um Ent, individualmente, se assemelha muito às espécies específicas que eles guardam. Por exemplo Bregalad (Tronquesperto) guardava Sorveiras e, assim sendo, se parecia muito com uma (alto e esbelto). Na Terceira Era da Terra-média, a floresta de Fangorn era o único lugar conhecido ainda habitado por Ents, embora os Huorns (criaturas parecidas com Ents) ainda tivessem sobrevivido em algum outro lugar, como na Velha Floresta.

Barbárvore se vangloriou para Merry e Pippin sobre a força dos Ents. Ele disse que eram muito mais poderosos do que Trolls, os quais Morgoth (nos Dias Antigos ou na Primeira Era) supostamente os fez como zombaria dos Ents mas não chegou perto de seus poderes. Ele compara isso com como os Orcs eram as imitações de Morgoth dos Elfos. Ents são altos e muito fortes, capazes de partir rochas e pedras. Tolkien os descreve atirando grandes pedaços de pedra e destruindo as muralhas de Isengard “… como migalhas de pão.”

O nome Sindarin para os Ents (como uma raça) é Onodrim, um único Ent é Onod, e o conjunto de Ents é Enyd.



História

Primeira Era

Quase nada é conhecido da história antiga dos Ents. Após os Anões terem sido postos para dormir por Eru para aguardarem a chegada dos Elfos, Aulë disse a Yavanna, sua esposa que “ama a todas as coisas que crescem na terra”, sobre eles e ela reagiu com: “Eles escavarão a terra, e as coisas que crescerm e vivem sobre a terra eles não ouvirão. Muitas árvores sentirão a mordida de seus machados sem piedade.” Depois disso ela foi até Ilúvatar e apelou a ele para que protegesse as árvores, e os Ents foram o resultado de seu apelo. Yavanna então avisou Aulë “agora avise os seus filhos! Pois caminhará um poder nas florestas cuja ira eles inflamarão quando em perigo”.

Ali eles são mencionados como os “Pastores das Árvores”. Barbárvore falou sobre uma época onde aparentemente toda Eriador era uma imensa floresta e parte de seu domínio, mas essas imensas florestas foram cortadas pelos Numenoreanos da Segunda Era, ou destruídas na calamitosa Guerra dos Elfos e Sauron no 17º século da Segunda Era. As palavras de Barbárvore são suportadas pelas ressalvas que Elrond fez no Conselho de Elrond, onde ele disse “Houve um tempo em que um esquilo poderia ir, de árvore em árvore, de onde é hoje o Condado até a Terra Parda, a oeste de Isengard”, indicando que toda Eriador foi uma vez uma única floresta primitiva, da qual a floresta de Fangorn era apenas “a Parte Oriental dela” de acordo com Barbárvore.

Há apenas uma referência em “O Silmarillion” aos Onodrim em Beleriand, que aparece após Beren Erchamion e uma força de Elfos Verdes emboscaram a força dos Anões que estavam voltando para Nogrod, nas Montanhas Azuis. Os Anões são derrotados pelas forças de Beren e se espalham floresta adentro onde os Pastores de Árvores se encarregariam de que nenhum escaparia. Talvez essa referência ao historico conflito Anão-Ent contribua para a apreensão de Barbárvore quando Gimli entra em Fangorn, em “As Duas Torres”.


Entesposas

Existiam as Entesposas (literalmente “mulher-Ent”), mas elas começaram a se mover para longe dos Ents pois elas gostavam de plantar e controlar coisas, enquanto os Ents gostavam de deixar as coisas tomarem o seu rumo natural, e então elas se mudaram para a região que ficou conhecida como Terras Castanhas, depois do Grande Rio Anduin, embora os Ents ainda as visitassem. As Entesposas, ao contrário dos Ents, interagiram com a raça dos Homens e lhes ensinaram muito sobre agricultura.

Aparentemente os Ents e as Entesposas apresentavam um grau de dimorfismo sexual; os Ents sempre se pareciam com árvores selvagens das florestas que eles guardavam (carvalhos, sorveiras, etc.), porém as Entesposas guarfavam plantas agrícolas, e assim seria provavel que se assemelhassem às várias plantas de agricultura e árvores que guardavam: Barbárvore frisa que os cabelos delas eram amarelos como os grãos de milho.

As Entesposas viviam em paz até seus jardins serem destruídos por Sauron (mais provavelmente durante a Guerra da Última Aliança), e então elas desapareceram. Os Ents procuraram por elas mas nunca as encontraram novamente. Foi cantado pelos Elfos (Ents se contentavam em apenas “cantar os belos nomes delas”) que um dia os Ents e as Entesposas se encontrarão novamente. De fato, em O Retorno do Rei, Barbárvore implora para que os Hobbits não se equeçam de mandar notícias para ele se “souberem de quaisquer novidades” de Entesposas “em suas terras”.

Em A Sociedade do Anel, Samwise Gamgee menciona que seu primo Hal diz ter visto um gigante parecido com árvore, que se assemelhava a um Olmo, não apenas em tamanho mas em aparência, ao norte do Condado. Durante o episódio de Fangorn, Merry e Pippin disseram a Barbárvore sobre o Condado e Barbárvore disse que as Entesposas teriam gostado daquela terra. Isso, combinado pela visão do gigante-árvore pelo primo de Sam mencionada acima, levaram à algumas especulações pelos leitores de que as Entesposas tivessem vivido perto do Condado. O próprio Tolkien passou muito tempo considerando o que realmente acontecera às Entesposas (em um ponto simplesmente dizendo que até ele mesmo não sabia), entretanto ele declarou em Cartas #144: “Eu acho que de fato as Entesposas desapareceram para sempre, sendo destruídas com seus jardins na Guerra da Última Aliança…”

Ao final da estória após Aragorn ser coroado rei, ele prometeu a Barbárvore que os Ents poderiam prosperar novamente e se espalhar para novas terras com o final da ameaça de Mordor, e renovar as suas buscas pelas Entesposas. Entretanto, Barbárvore tristemente lamenta que as florestas poderiam se espalhar mas os Ents não o fariam, e ele predisse que os poucos Ents remanescentes permaneceriam em Fangorn até eles lentamente minguarem em número ou se tornarem “arvorescos”. “Ovelhas  ficam como pastores e pastores ficam como ovelhas. […] Mas é mais rápido e próximo, com árvores e Ents”, ele disse.

Entings

Embora nunca vistos e brevemente mencionados, Entings são jovens Ents. Quase não há descrições de Entings, mas é presumível das descrições de Bregalad (um jovem e apessado Ent) e os comentários de Barbárvore como sendo mais “curvados” do que os outros, e eles são muito como os brotos e talvez como mudas em sua idade mais nova. Não está certo se eles nascem como as árvores que eles pastoreiam ou se eles se tornam daquela maneira, ou mesmo como eles são gerados.

De acordo com Barbárvore não existem Entings sobre a Terra-média durante a Terceira Era e não existe nenhum desde há muito tempo. E nunca mais haverão outros Entings “pois não há mais Entesposas”.



A Última Marcha dos Ents

Em As Duas Torres, os Ents – geralmente um povo muito e deliberativo – se enfureceram contra Saruman, cujos exércitos estavam cortando grandes números de suas árvores. Eles convocaram um Entebate, um encontro dos Ents da floresta de Fangorn em Valarcano.

Após sua demorada deliberação (três dias, embora sob a perspectiva dos Ents, isso é uma ação bem rápida), eles marcharam para a fortaleza de Saruman em Isengard: A Última Marcha dos Ents. Foram consuzidos por Barbárvore, o Ent mais velho, e acompanhados pelos Hobbits Merry e Pippin. Os Ents que marcharam contra Isengard eram em torno de 50, mais os Huorns. Eles destruíram Isengard em um assalto massivo, destruindo a muralha que a cercava, e se tornando tão enfurecidos que o poder de suas vozes sozinho já causava destruição – “Se o Grande Mar tivesse se levantado em ira e caído sob as colinas com tempestade, não teria feito maior estrago”. – e aprisionaram Saruman na torre de Orthanc. Tolkien mais tarde notou que a destruição de Isengard pelos Ents foi baseada em seu desapontamento com Macbeth; quando “a Floresta de Birnham vier para Dunsinane”, Tolkien estava menos do que entusiasmado ao descobrir que eram apenas homens andando no palco com folhas em seus chapéus. Ele decidiu que quando ele fizesse aquela cena para si próprio, ele faria direito.

Ents Nomeados

Na narrativa de O Senhor dos Anéis, seis Ents são identificados por nome. O principal personagem Ent e o primeiro a ser encontrado pelos leitores e Hobbits, é Fangorn (Barbárvore). Os outros Ents são Ossofaia, Bregalad, Fimbrethil, Finglas e Fladrif

  • Fangorn: Também conhecido como Barbárvore. Ao final da Terceira Era, ele, Casca-de-Pele e Mecha-de-Folha, eram os últimos remanecentes dos primeiros Ents que apareceram na Terra-média na Primeira Era das Estrelas, e como tais, estavam entre as criaturas vivas mais velhas do mundo. Na longa passagem do tempo, o domínio dos Ents foi gradativamente reduzido para a floresta de Fangorn, nomeada com o Sindarin para Barbárvore
  • Finglas: Traduzido do Élfico como Mecha-de-Folha. Durante a época da Guerra do Anel, Mecha-de-Folha havia se tornado sonolento e arvoresco. Começou a ficar sozinho em uma campina e dormia durante o verão, no começo ele acordava durante o inverno, porém ultimamente ele ficava adormecido por mais de ano. Se cobria com cabelos folhosos. (Não está claro se Tolkien derivou o nome de Finglas em Dublin, Irlanda, ou se é apenas coincidência.)
  • Fladrif: Traduzido do Élfico como Casca-de-Pele. Ele viveu em sopés de montanhas a oeste de Isengard. Os Orcs de Saruman devastaram essa área, cortando árvores e matando Ents. Casca-de-Pele chegou a ser ferido por eles e recuou bem para cima dos sopés das montanhas para viver entre as bétulas que tanto gostava e se recusou a descer novamente.
  • Ossofaia: Um Ent que foi queimado e morto pelas artimanhas de Saruman. Sua morte endureceu o resto dos Ents. Na adaptação de Peter Jackson para o cinema, um Ent tido como Ossofaia é rapidamente visto apagando o fogo de seu corpo na enchente que envolve Isengard e depois é tido como continuando vivo.
  • Bregalad: Também conhecido como Tronquesperto, Bregalad era um Ent relativamente jovem na época da Guerra do Anel, aparentemente “na flor da idade” e não necessariamente tão velho quanto Barbárvore (embora já fosse um adulto; não haviam filhos de Ent desde o desaparecimento das Entesposas). Bregalad guardava as sorveiras, e muito se assemelhava à elas. A palavra “tronquesperto” é uma palavra dialética Inglesa para uma sorveira. Seu nome Sindarin (Bregalad) traduz parcamente “Tronquesperto” (de bragol “súbito” e galad “árvore”). Ele recebeu esse nome quando disse “sim” antes de um outro Ent ter terminado de lhe fazer uma pergunta; isso mostrou que ele era incomumente “apressado” para sua raça. No Entebate, correspondeu à sua reputação de apressado, sendo o primeiro a decidir por atacar Isengard, pois os Orcs de Saruman haviam destruído muitas de suas sorveiras. Vendo que a decisão de Bregalad já havia sido tomada, Barbárvore o enviou para cuidar de Merry e Pippin enquanto o debate entre os outros Ents continuava. Mais tarde ele desempenhou um importante papel no ataque à Isengard, quase capturando o próprio Saruman. Embora Tronquesperto não apareça implicitamete na adaptação de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, há um “Ent Sorveira” visto na filmagem que muitos fãs assumem ser Tronquesperto relegado à uma participação sem falas.
  • Fimbrethil: A esposa há muito perdida de Barbárvore, também conhecida como Pés-de-Fada, a dos passos leves. O casal era apaixonado desde antes de Morgoth se tornar poderoso durante a juventude do mundo. Traduzido, seu nome significava de acordo com o Índize de 1966 ‘delgada-bétula’ (de acordo com o Apêndice F ‘esbelta-faia’). Assim como todas as outras Entesposas, Fimbrethil se perdeu desde quando as forças de Sauron destruíram os jardins das Entesposas durante a Segunda Era. Na época da Guerra do Anel, Barbárvore não via a sua amada por mais de 3.000 anos


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4 de setembro de 2015

Aganju

۞ ADM Sleipnir


Aganju é um orixá relacionado com Xangô, Oxum e Iansã. Segundo a tradição de Oyó, Aganju é sobrinho de Xangô e filho de Dadá Ajacá, alafim deposto pelo irmão. Quando Xangô caiu, Dadá Ajacá voltou à Oyó e reassumiu como o quarto alafim de Oyó. Após sua morte, o trono foi herdado por Aganju, quinto alafim de Oyó e neto de Oraniã. Nos mitos, Aganju é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.

No Brasil, Aganju, ou Xangô Aganju é considerado uma "qualidade" de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio. É sincretizado com São José (festa em 19 de março) ou São Miguel Arcanjo.

"Xangô Aganju" também representa Xangô como orixá do ar e em sua relação com a mãe Iemanjá, que por ele teria sido violentada, dando origem aos Ibejis. Nesta concepção se misturam o conceito africano de Aganju como orixá da terra e o do seu filho Orungã, o ar, que teria violentado Iemanjá e dado origem a vários outros orixás.


Na santería de Cuba, Aganyú ou Aganyú Solá é tido como pai de Xangô e identificado com São Cristóvão. Seus colares são marrons e suas roupas, vermelhas-escuras. Seus filhos são homens poderosos e violentos, que facilmente se enfurecem, mas são desarmados pela ternura. São amigáveis para com as crianças e vítimas de mulheres de aparência frágil,que sabem como tirar vantagens deles.

Mitos de Aganju

Do consórcio de Obatalá, o céu, com sua esposa, a terra, nasceram dois filhos: Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Da união com Aganju, Iemanjá deu à luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu.

Mas Orungã cresce e se apaixona pela linda e sensual Iemanjá. E da união dos dois, o ar e a água, cresce profundo amor. Mas aflita, Iemanjá um dia se desprende dos braços de Orungan e foge alucinada, desprezando a continuidade daquele amor proibido. Orungan então a persegue, mas, prestes a alcançá-la, Iemanjá se deita. O corpo então cresce e, dos seus seios fartos, nascem dois rios que adiante se reúnem, constituindo uma lagoa. Do seu ventre fértil que se rompe, nascem: Dadá Ajacá, orixá dos vegetais; Xangô, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olocum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa dos ventos e da tempestade; Oxum, deusa das águas doces do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Okô, orixá da agricultura; Okê, deus das montanhas e das pedras; Oxóssi, deus das matas e dos caçadores; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã, orixá da varíola e da saúde; Orum, o sol; e Oxú, a lua.

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3 de setembro de 2015

Vahagn

۞ ADM Sleipnir



Vahagn da Armênia foi um rei da Grande Armênia da dinastia orôntida. Segundo a História da Armênia de Moisés de Corene (século V d.C.), Vahagn é um dos filhos de Tigranes Orôntida, o qual teve três filhos: Bab, Tiran e Vahagn. Vahagn sucedeu ao pai. A história de Vahagn está cerca de lendas e mitologia. Segundo a História da Armênia, Vahagn lutou contra dragões e os derrotou, e seus feitos são comparáveis aos de Hércules. Ele se tornou um deus, e havia uma imagem sua na Ibéria Caucasiana (atual Geórgia), que era adorada com sacrifícios. Ele teve um nascimento milagroso, era chamado Vishapakagh, o matador de dragões, livrou a Armênia dos monstros e foi deificado por causa de seu valor. 

Ele se casou com a deusa da beleza e a personificação da Lua, Astghik, segunda filha de Aramazd e Sandramet. Em síntese pode se supor que Vahagn foi um destacado rei armênio cujos feitos se confundiram com mitos e ele foi deificado. Dos descendentes de Vahagn destaca-se Vahē, filho de Vahan, que morreu combatendo o conquistador macedônio Alexandre, o Grande, quando da invasão deste ao Império Persa. Qualquer que seja o valor histórico das informações sobre Vahagn na obra História da Armênia o certo é que nesse período a Armênia é uma satrápia do Império Persa ou na melhor das hipóteses um estado vassalo. Segundo a listra tradicional dos reis armênios desse período, Vahagn foi sucedido por seu filho Hidarnes I.


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2 de setembro de 2015

Maria Degolada

۞ ADM Sleipnir



Maria Francelina Trenes, mais conhecida como Maria Degolada (Alemanha, c. 1878 - Porto Alegre, 12 de novembro de 1899), foi uma prostituta que, após ser morta pelo namorado, se tornou parte do folclore de Porto Alegre, no Brasil, e centro de um culto popular. 

Quase nada se sabe sobre sua vida. O que consta nos autos do processo judicial subsequente ao seu assassinato é que tinha origem alemã e ganhava a vida como prostituta. Seguindo, declara-se que em 12 de novembro de 1899 ela e o namorado, um soldado da Brigada Militar chamado Bruno Soares Bicudo, estavam fazendo um piquenique com amigos no Morro do Hospício. A certa altura o casal de afastou dos outros e começou a discutir. Maria atacou o namorado com um pedaço de lenha e depois com um cano de ferro, após o que ele a matou cortando seu pescoço com uma faca. Disso vem seu apelido.
O assassinato ganhou grande destaque na imprensa e pela sua brutalidade causou horror na população. O soldado foi preso e condenado. Circularam várias versões sobre o caso e logo os locais passaram a venerá-la. No local onde foi morta ergueu-se uma pequena capela em sua homenagem, identificando-a com Nossa Senhora da Conceição e, por isso, sendo também chamada de Maria da Conceição.

Certidão de Óbito de Maria Francelina Trenes
A passagem de prostituta a santa não é inédita na tradição católica, e, segundo o antropólogo José Carlos Pereira, "ela faz parte do grupo das chamadas 'santas de cemitério' que corresponde, na maioria dos casos, a alguém que sofreu morte violenta, seja por acidente, assassinato ou tortura seguida de morte". Para a historiadora Sandra Pesavento, "ao ser morta ela pode virar santa pois é vítima, e era a loura mártir de um mestiço analfabeto e mal encarado, personificando o drama de uma realidade de excluídos da qual ambos faziam parte.... em uma Porto Alegre muito violenta". A transformação foi facilitada pela crença de muitos populares de que ela na verdade não era uma prostituta, mas uma moça de boa família.

Seus devotos a consideram uma santa milagrosa, mas de acordo com a tradição ela não atende a preces de policiais. Seu nome batiza o antigo Morro do Hospício, hoje chamado Morro da Maria Degolada sobre o qual formou-se uma comunidade, a Vila Maria da Conceição, que se identifica com sua santa.

O folclore que a cercou desde o início continua em desenvolvimento, e novas versões sobre seu assassinato continuam a surgir, acrescentando muitos detalhes fantasiosos sobre sua vida. Ao mesmo tempo, sendo morta por um policial, ela se tornou um símbolo de resistência contra a exclusão social e a opressão do poder público, numa comunidade pobre que se autodefine como "periférica" e "marginal".

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul lançou uma publicação sobre o personagem, Maria Degolada: mito ou realidade (1998); foi tema de um livro de Hércules Grecco, intitulado Maria Degolada (2002), adaptado como peça de teatro, e de outro escrito por Caio Riter para o público infantil, Maria Degolada: santa assombrada (2010). Também deu nome a uma cerveja da cervejaria Anner Bier, foi tema de músicas e de um cordel escrito por Gilbamar de Oliveira.Em 2012 a sua capela foi reconhecida como patrimônio da comunidade.



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1 de setembro de 2015

Deimos & Fobos

۞ ADM Sleipnir



Deimos (do antigo grego Δεῖμος, "terror, pavor") e Fobos (do antigo grego Φόβος, "medo") são na mitologia grega os deuses gêmeos que personificam respectivamente o terror e o medo. Os dois são filhos do deus da guerra Ares e da deusa do amor AfroditeOs gêmeos acompanhavam seu pai nos campos de batalha e sua função era basicamente desestabilizar os guerreiros inimigos para que Ares e seus demais ajudantes pudessem agir. Deimos espalhava o sentimento de terror e o pânico no coração de seus inimigos, enquanto Fobos espalhava o medo, fazendo-o com que fugissem e assim, tornavam-se presas fáceis para o deus da guerra e seus aliados. 

Como eram personagens mitológicos-chave da guerra, indivíduos costumavam realizar sacrifícios em seu nome nos campos de batalha.

Na arte clássica grega, Deimos e Fobos foram geralmente representados como sendo jovens. Fobos em particular foi algumas vezes retratado como um leão ou como um homem com cabeça de leão. Na astronomia, Deimos e Fobos são os nomes das duas luas do planeta Marte.

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Ruby