25 de setembro de 2015

Trauco

۞ ADM Sleipnir


O Trauco (Trauko, Chauco, Thrauco ou Huelle) é uma criatura mítica semelhante a um duende ou goblin, que vive nas profundas matas da ilha de Chiloé, no sul do Chile. Ele é conhecido por seduzir e molestar mulheres, preferencialmente aquelas que ainda são virgens. 

Ele é geralmente descrito como sendo uma criatura humanóide, possuidora de baixa estatura e de uma aparência repugnante. Ele geralmente veste um chapéu e roupas feitos de vinhas. Suas pernas são deformadas, terminando em tocos simples e sem pés.  Ele caminha pelos bosques de Chiloé carregando consigo um bastão trançado chamado Pahueldún e também um pequeno machado de pedra encantado, o qual dizem ser capaz de cortar qualquer árvore com apenas três golpes.


Poderes

O Trauco é temido pelos homens de Chiloé, pois reza a lenda de que o seu olhar pode ser mortal. Além disso, ele possui um poderoso magnetismo sexual, semelhante a um Íncubo, sendo capaz de atrair todos os tipos de mulheres, desde as mais jovens até mulheres de meia-idade. As mulheres escolhidas por um Trauco certamente iram até ele, mesmo se estiverem dormindo e, incapazes de resistirem à sua atração mágica, elas terão relações sexuais com ele. Assim, o Trauco muitas vezes é utilizado como explicação para uma gravidez indesejada, principalmente a de mulheres solteiras; as pessoas assumem que o Trauco é o pai ausente, isentando assim a culpa da mulher, pois o poder do Trauco é irresistível.

Fiura

De acordo com o mito, o Trauco possui uma esposa maligna e tão feia quanto ele, chamada Fiura. Ela possui a habilidade de lançar um "feitiço de doença" contra qualquer um que rejeita seus avanços sexuais. Apesar de sua aparência, ela geralmente é irresistível para os homens e, depois de ter relações com eles, ela leva a loucura.


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22 de setembro de 2015

Huracán

۞ ADM Sleipnir



Huracán (também Hurakan Jurakan, Deus K, sign. "Uma Perna") era o deus maia dos ventos, das tempestades e do fogo, além de ser uma das divindades criadoras, participando ativamente do processo de criação do mundo e da humanidade, ao lado de Kukulcán (Quetzalcoatl para os astecas) e do deus do céu, TepeuComo seu nome inidca, Huracán possuia apenas uma perna (sendo por isso representando geralmente nas artes como uma serpente), porém seus braços eram enormes, e ele criava poderosas ventanias girando-os velozmente. 

De acordo com o Popol Vuh, Huracán ficou encarregado de eliminar os homens de madeira, que haviam sido criados após os deuses terem falhado em criar uma raça capaz de louvá-los. A primeira tentativa falha foram os animais, que se expressavam por meio de sons indistinguíveis pelos deuses. A segunda tentativa, os homens feitos de barro, foram moldados com terra e água, mas no fim, além de não conseguirem pronunciar nenhuma palavra reconhecível, eram incapazes até de ficarem de pé, e por isso foram colocados na água, e vieram a se tornar as criaturas do mar. Na terceira tentativa, os deuses criaram os homens de madeira, a primeira população humana da terra. Eles eram plenamente capazes de falar, porém não falavam sobre os deuses e nem os louvavam. Por essa ofensa contra aqueles que os criaram, os homens de madeira foram destruídos por Huracán, que usou seu poder para criar uma tempestade de lava e por um fim a eles.



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21 de setembro de 2015

Ga-gorib

۞ ADM Sleipnir


Ga-gorib é um monstro temível e lendário presente na mitologia dos Khoikhoi, um grupo étnico do sul da África. De acordo com o mito, ele vive empoleirado dentro de um profundo buraco no chão, e dele desafia qualquer um que passe por perto a jogar uma pedra nele para tentar derrubá-lo no buraco. Para o azar dos que aceitavam o desafio, a pedra lançada sempre era rebatida, voltando contra o atirador e o matando. Seu cadáver caia dentro do buraco, para a alegria do Ga-gorib, que dessa forma garantia o seu alimento.

Ga-gorib é eventualmente superado por Heitsi-Eibib, um bravo guerreiro e sábio dos khoikhoi, venerado por eles como um deus da caça.  Desafiado por Ga-gorib, Heitsi-eibib distraiu Ga-gorib e acertou embaixo de sua orelha com uma pedra; ela caiu dentro do fosso. Numa versão alternativa, Heitsi-eibib foi perseguido ao redor do buraco até que escorregou e caiu dentro dele. Mais tarde ele acabou escapando e empurrou Ga-gorib no fosso.

Arte de William McAusland
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17 de setembro de 2015

Uldras

۞ ADM Sleipnir


Os Uldras são pequenos seres do folclore escandinavo, encontrados no extremo norte dos países da Escandinávia. Eles se assemelham a gnomos, mas são um pouco maiores e mais magros do que eles. A maioria possui cabelos brancos ou cinza claro, e tendem a ter a tez pálida. Eles geralmente usam roupas de cores monótonas e a maioria deles usa um chapéu cônico, longo e de cor escura. Eles se unem em grandes famílias ou tribos, e vivem em cavernas ou tocas subterrâneas .

Os Uldras tem autoridade e tutela sobre todos os grandes animais selvagens das florestas e tundras, como ursos, alces, lobos e renas. Embora prefiram permanecer no subsolo o tanto quanto for possível, eles emergem até a superfície durante o inverno para alimentar qualquer animal hibernando que esteja sob seus cuidados. Por permanecerem tanto tempo debaixo do solo, os uldras são tão sensíveis à luz do dia quanto morcegos, e por isso, quando precisam vir a superfície, o fazem durante a noite. Uma vez na superfície, eles montam nas costas de uma rena ou entre os chifres de um alce, usando sua montaria para realizar seu trabalho enquanto viajam em conforto.

Uldras tendem a serem amigáveis com os humanos, porém não gostam de ser menosprezados ou maltratados pelos mesmos. Os Lapões que vivem em território dos uldras são um povo migratório que vagueia sobre as vastas terras cobertas de neve em busca de musgo para alimentar seus rebanhos de renas. Às vezes, quando estes param em um local para montar suas tendas, eles ouvem o barulho dos uldras movendo-se no subsolo. Eles entendem isso como uma advertência dos uldras para que montem suas cabanas em um outro local, pois seu acampamento está bloqueando o acesso dos uldras à superfície. Se os Lapões não puderem seguir em frente, ou fizerem qualquer coisa que possa soar ofensivo aos uldras, estes certamente irão se vingar.

Um dos seus métodos de vingança é espalhar uma espécie de pó venenoso sobre o musgo que o rebanho de renas se alimenta. Após se alimentarem deste musgo, um grande número delas acaba morrendo, fazendo com que os nômades lapões percam seus meios de subsistência. Outras vezes, um uldra pode roubar um bebê humano e substituí-lo por um bebê uldra. Uldras bebês possuem dentes longos e afiados e rostos cobertos com cabelos pretos, de forma que a troca pode ser facilmente notada. Os meios para se recuperar de recuperar o bebé humano são semelhantes aos utilizados para recuperar crianças roubados por outros tipos de fada. Estes métodos incluem medidas drásticas como bater na criança uldra com um galho de árvore queimando até que os gritos da criança fazerem a mãe uldra voltar para buscá-lo Um método antagônico ao anterior consiste em simplesmente cuidar bem do bebê uldra , dando-lhe todo o amor e carinho possível. Acredita-se que a mãe uldra, em sinal de gratidão pelo amor demonstrado pelo seu filho, irá retornar para buscar seu próprio bebê e trazer de volta a criança humana sequestrada.



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15 de setembro de 2015

Hespérides

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, as Hespérides são primitivas deusas primaveris que representavam o espírito fertilizador da natureza, donas do jardim das Hespérides, situado no extremo ocidental do mundo. A rigor, o termo Hespérides designa dois grupos distintos de divindades, que com frequência são confundidos. O primeiro, e mais antigo, é o das três deusas hespérides, que personificam a luz da tarde e o ciclo do entardecer. Segundo Hesíodo, são filhas de Nix (a noite) e Érebo (a escuridão). Há, no entanto, outras versões para a sua ascendência. Uma delas as dá como filhas de Éter (luz celeste) e Hemera (luz do dia).

O outro grupo é o das sete ninfas hespérides, ou ninfas do poente, cuja origem é também controversa. Segundo a versão mais corrente, são filhas do titã Atlas com a deusa Héspera. Também são descritas como filhas de Zeus e Têmis ou de Fórcis e Ceto.

As deusas

As deusas Hespérides passeiam pelos céus, encarregando-se de iluminar todo o mundo com a luz da tarde. Desta forma, fazem parte do ciclo do dia: Hemera traz o dia, as Hespérides trazem o entardecer e Nix fecha o ciclo com a noite.

As três deusas Hespérides são:

Egle - "a radiante" - deusa da luz avermelhada da tarde
Erítia - "a esplendorosa" - deusa do esplendor da tarde
Héspera - "a crepuscular" - deusa do crepúsculo vespertino.

As Hespérides possuem atributos semelhantes aos das horas (que presidem as estações do ano) e também das graças. Junto de Hemera (o Dia), compunham o séquito de Hélio (o Sol), de Eos (a Aurora) e de Selene (a Lua), iluminavam o palco e mostravam a dança das horas, de quem se tornaram companheiras.

Como às graças, as hespérides cantavam em coro, com voz maravilhosa, junto às nascentes sussurrantes que exalam ambrósia e costumavam ocultar-se através de súbitas metamorfoses.


As ninfas

As ninfas hespérides, também chamadas de ninfas do poente, habitavam o extremo Ocidente, não longe da ilha dos bem-aventurados, nas margens do oceano. Tinham o dom da profecia e da metamorfose. Eram belas, jubilosas e simbolizavam a fertilidade do solo. Moravam em um belo palácio localizado à frente do jardim das árvores dos pomos de ouro. À medida que o mundo ocidental foi sendo mais bem conhecido, precisou-se a localização do país das hespérides com o junto ao monte Atlas.

A paternidade destas ninfas é muito controversa. Uma versão diz que elas são filhas de Zeus e Têmis, outra, que descendem de Fórcis e Ceto. A interpretação evemerista diz que Héspero, o astro da tarde, teria tido uma filha chamada Hespéride, que junto de Atlas, seu tio, deu à luz as ninfas Hespérides .

Segundo Evêmero as ninfas hespérides são sete donzelas :
  • Aretusa (ou Hesperaretusa = Aretusa do ocidente)
  • Hespéria
  • Hespéris
  • Egéria
  • Clete
  • Ciparissa
  • Cinosura
As ninfas possuíam o dom de controlar a vontade de feras selvagens e eram consideradas guardiãs da ordem natural, das fronteiras entre o dia e a noite, dos tesouros dos deuses, e também das fronteiras entre os três mundos (a Terra, o paraíso e o mundo subterrâneo, ou inferno).

O Jardim das Hespérides

O jardim das hespérides era considerado o mais belo de toda a Antiguidade. Quando Hera se casou com Zeus, recebeu de Gaia como presente de núpcias, algumas maçãs de ouro. Hera as achou tão belas que as fez plantar em seu jardim, no extremo Ocidente.

O jardim das hespérides era conhecido como jardim dos imortais, pois continha um pomar que abrigava árvores mágicas de onde nasciam os pomos de ouro, considerados fontes de juventude eterna.


Para chegar até o jardim havia muitos obstáculos, tais como a gruta das greias e a gruta das górgonas. O próprio jardim era povoado de monstros que o protegiam, tais como um terrível dragão, filho de Fórcis e Ceto, e também Ladão, o dragão de cem cabeças filho de Tifão e Equidna.

Plínio e Solino relatam apenas dois mortais (heróis) que encontraram os jardins das hespérides: Perseu quando fora enfrentar Medusa; e Héracles em um dos famosos os Doze trabalhos de Hércules.

Do jardim das hespérides saiu também o famoso "pomo da discórdia", pelo qual Atena, Hera e Afrodite se submeteram ao julgamento de Páris.

O mito do jardim das Hespérides tem as suas descrições literárias mais precisas na Teogonia de Hesíodo, que refere os "formosos, áureos pomos", e nas odes corais de Eurípides, que menciona as "nascentes de ambrósia" daquela "terra divina, geradora de vida" e a "serpente de fulvo dorso", guardiã dos pomos de ouro.

Héracles no jardim das hespérides


As ninfas possuíam grandes rebanhos de carneiros (um jogo de palavras a respeito do termo grego que tanto pode significar "maçãs" como "carneiros"). O rei do Egito, Busíris, vizinho do reino das Hespérides, tinha enviado bandidos para devastar-lhe os rebanhos e raptar as ninfas. Quando Héracles chegou ao país, matou os bandidos, arrebatou-lhe os despojos, libertou as Hespérides e entregou-as a Atlas. Este, como recompensa, entregou ao herói "o que ele vinha buscar" (não se sabe se eram as maçãs, ou os carneiros) e, além disso, ensinou-lhe a Astronomia (pois, na interpretação evemerista, Atlas era considerado como o primeiro astrônomo).

Outra tradição diz que Héracles recebeu o conselho das ninfas do Erídano (filhas de Zeus e Têmis) de que deveria pedir a ajuda de Prometeu. Héracles parte então para o Cáucaso onde liberta Prometeu, derrotando o abutre que o atormentava. O titã aconselha Héracles a pedir ajuda a Atlas, pai das Hespérides, que é o único que pode chegar ao jardim das maçãs de ouro sem problemas, pois conhece bem os caminhos e os obstáculos. Héracles então troca de lugar com Atlas e suporta o peso do firmamento enquanto o Titã busca os pomos de ouro. Atlas traz os pomos, mas ameaça não destrocar com Héracles. Este o lembra ser filho de Zeus, e afirma que ele seria severamente castigado por este comportamento. Atlas então volta a suportar o peso do firmamento.


fonte: Wikipédia

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14 de setembro de 2015

3 Anos de Blog!

Olá pessoal!

Hoje, o nosso blog completa mais um ano de existência; é o 3° aniversário do Portal dos Mitos. Gostaria de mais uma vez agradecer a todos que acompanham nosso trabalho aqui no blog, na nossa página do facebook e também no nosso canal no Youtube. Nesses três anos o Portal dos Mitos ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações e também já possui quase 3000 comentários, mostrando que o nosso trabalho tem tomado o rumo certo.

Aproveito o momento para informá-los que as postagens deixaram de entrar de segunda a sexta-feira, passando a não terem data para entrar no blog. Já temos mais de 850 postagens publicadas e devido aos nosso projetos pessoais não tem sobrado muito tempo para fazer pesquisas para o blog. Eu particularmente não quero simplesmente copiar conteúdo da Wikipédia e de outros blogs e postar aqui sem mais nem menos, só para cumprir uma meta. Mas não pensem que o blog ficará abandonado! Dentro do possível tentarei manter o ritmo e postar o máximo que puder durante a semana. Peço que nos ajudem enviando textos, temas, sugestões, críticas, ou qualquer coisa que possa nos ajudar a dar prosseguimento com o nosso trabalho aqui

Obrigado a todos!!!
Rodrigo Viany (Sleipnir)

Equipe Portal dos Mitos

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Ruby