12 de fevereiro de 2016

Thrud

۞ ADM Sleipnir



Thrud (em nórdico antigo Þrúðr, sign. lit. "força") é na mitologia nórdica uma das filhas dos deuses Thor e Sif, sendo irmã de Lorride, e meio irmã de Magni, Modi e Uller. Ela era considerada uma deusa regente do tempo cuja raiva trazia as nuvens escuras de chuva e as tempestades, e o bom humor deixava o céu da cor de seus olhos azuis. Acredita-se que ela era também uma das Valquírias, devido ao fato de seu nome aparecer listado numa lista de valquírias que serviam os einherjar em Valhala (Grímnismál, verso 36), porém não existe nada que confirme que elas são a mesma pessoa.  

Thrud era famosa por sua extraordinária beleza, sendo admirada e desejada por muito homens, mortais, heróis, deuses e até mesmo anões, dos quais um, chamado Alvis, se apaixonou perdidamente por ela e acabou lançando um feitiço sobre ela para que ela se tornasse sua noiva. Como ele não podia se casar com ela sem a permissão de Thor, Alvis partiu para Bilskirnir, grande salão de Thor, em busca de receber o consentimento do deus do trovão. No Alvíssmál ("A Balada de Alvis"), da Edda Poética, é narrado como Alvis foi por fim enganado por Thor em uma disputa de charadas, e, ao amanhecer, acabou sendo petrificado pela luz do sol.

Leia o Alvissmál AQUI


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10 de fevereiro de 2016

Yambe-Akka

۞ ADM Sleipnir


Yambe-Akka ("Velha mulher dos mortos"também chamada de Yabme-akkaJabme-akkaJameakkaJabmeksJabmi-Akko, ou Jami-Ajmo-ollmaj) é a deusa dos mortos de acordo com a mitologia lapônica. Ela governa o mundo subterrâneo, um lugar sombrio localizado diretamente abaixo do nosso mundo, e onde os mortos, não inteiramente sem corpo, andam no ar. Ela é geralmente representada como uma mulher bastante idosa, cujo tremor de suas mãos provocam terremotos na terra.

Yambe-Akka é uma divindade amedrontadora, que exigia constantemente o sacrifício de gatos pretos, enterrados vivos por seus devotos, para apaziguar o seu mau humor. Ela também exigia que cerveja fosse servida em funerais.

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8 de fevereiro de 2016

Óreas

۞ ADM Sleipnir



Óreas (em grego antigo Oὔρεα, Oúrea, de οὔρος, oúros, ou ὄρος, óros, "montanha") é um grupo de deuses primevos ou daimones (espíritos) das montanhas da mitologia grega, filhos sem pai de Gaia. Cada montanha foi dita ter o seu próprio deus, e na arte clássica, elas eram ocasionalmente representadas como homens barbudos e velhos, levantando-se entre seus picos escarpados.


Os Óreas mais famosos são:
  • Atos, uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
  • Citerão, grupo montanhoso da Beócia (centro da Grécia).
  • Etna, o vulcão da Sicília.
  • Hélicon, uma montanha da Beócia que competiu com Citéron.
  • Nisa, uma montanha da Beócia que criou Dionísio.
  • Olimpo, a morada dos deuses olímpicos e a montanha mais alta da Grécia, situada na Tessália.
  • Óreos, deus da montanha Othrys, em Malis (sul da Tessália); a montanha foi usada pelos Titãs na Titanomaquia.
  • Parnes, uma montanha da Beócia.
  • Parnaso, no centro da Grécia, consagrado a Apolo e morada das Musas.
  • Tmolos, uma montanha da Lídia (em Anatólia).


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5 de fevereiro de 2016

Cosmogonia Egípcia

۞ ADM Sleipnir


A criação do mundo descrita na mitologia egípcia possui diversas “variações regionais”. Apesar de todas as versões regionais estarem entrelaçadas e terem semelhanças, em alguns casos até o panteão de deuses possuía divergências. Essas divergências, originadas por diferenças em contextos sociais e econômicos, não podem ser deixadas de lado.Por conta disso, falaremos da cosmogonia aqui em partes, dividindo pela região e caracterizando-as.

Cosmogonia de Heliópolis


A cosmogonia de Heliópolis estava centrada em uma Enéade (termo grego para um agrupamento de nove divindades).

No começo de tudo só havia as águas do caos, Nun. Certo dia, uma colina de lodo elevou-se dessas águas e no cume da colina estava Atum, o deus criador. Atum tossiu e surgiu Shu e Tefnut (respectivamente: deus do ar e deusa da umidade). Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb (deus da Terra) e Nut (deusa do céu). Geb e Nut, por sua vez, geraram Osíris, Isís, Seth e Néftis. Com isso tínhamos os 9 deuses que compunham e Enéade e o mundo estava finalmente formado. 

É importante salientar que o deus criador -Atum- estava intrinsecamente associado à Rá, sendo este uma expressão do poder de Atum. 

A composição da Enéade era feita da seguinte maneira: 
  • Atum-Rá, Shu, Tefnut, Geb e Nut (05 deuses);
  • Osíris, Seth, Ísis e Néftis (04 deuses).
Cosmogonia de Hermópolis

Em Hermópolis dominava uma Ogdoáde, um panteão de oito deuses. Esse panteão era agrupado em quatro casais. 
  • Nun e Nunket, o oceano primordial;
  • Hek e Heket, o infinito;
  • Kek e Keket, as trevas; 
  • Amon e Amunet, o oculto.
A Ogdoáde era vista como uma expressão do poder egípcio que depois foi tomando a forma de animais. Com a evolução, então, é que eles passaram a ser agrupados em casais. 

Existem diversas versões do mito da Ogdoáde. Em uma dela os oito deuses se uniram para formar um ovo cósmico que foi fertilizado por Amun -quando este ainda era uma serpente- e deste ovo nasceu Rá, o deus do sol. Rá, então, deu forma ao mundo.


Em outra versão, diz-se que das águas primordiais emergiu uma ilha. Nesta ilha existia um poço, no qual flutuava uma flor de lótus e onde viviam os oito deuses. As divindades masculinas, então, teriam ejaculado sobre a flor e a fecundado. A flor, então, se fechou durante a noite e quando a manhã chegou ela se abriu, saindo dela o deus Rá.


Cosmogonia de Mênfis

Na cidade de Mênfis predominava uma tríade composta pelos deuses Ptah, Sekhmet (esposa de Ptah)e Nefertum, filho dos dois. 

Neste sistema, Ptah era o deus criador. Ele era uma divindade associada aos artesãos e era representado por um homem mumificado. 

Dizia-se que Ptah era ao mesmo tempo Nun e Naunet (ver outras cosmogonias). Ptah, então, gerou Atum a partir de seu coração e de sua língua, gerando assim toda a já conhecida Enéade. 

É importante destacar que o sistema de Mênfis não rejeita a Enéade de Heliópolis, só considera Ptah como criador desse panteão.


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3 de fevereiro de 2016

Ashwatthama

۞ ADM Sleipnir



Ashwatthama (Ashwatthaman, Asuatama) é um mítico guerreiro mencionado no épico hindu Mahabharata, e um dos sete Chiravinji (imortais), os quais se acredita que ainda vivem, vagando pela Terra desde tempos imemoriais. Seus pais são Dronacharya, que foi o professor dos Pandavas e dos Kauravas. Ashwatthama nasceu para Dronacharya e sua esposa Kripi. Desde o seu nascimento, Ashwatthama possuía uma jóia cravada em sua testa, a qual acreditava-se que era a fonte de todos os seus poderes. Após atingir a idade adulta, Ashwatthama tornou-se um valente guerreiro, bem versado no tiro com arco e em outras habilidades de guerra.

Participação no Mahabharata

Durante a guerra Mahabharata, Ashwatthama lutou ao lado dos irmãos Kauravas, juntamente com seu pai. Dronacharya amava muito seu filho, e após ouvir rumores durante a guerra de que Ashwatthama havia morrido, Dronacharya desistiu de lutar e entrou em meditação. Deste modo, acabou sendo morto por Dhristadyumna, comandante do exército dos Pandavas. Dhristadyumna veio a ser morto por Ashwatthama durante a 18ª noite da guerra, mas para Ashwatthama, isso não era suficiente para vingar a morte de seu pai. 



Cego pela vingança, Ashwatthama matou todos os cinco filhos dos Pandavas com Draupadi, durante a última noite da guerra Mahabharata, acreditando que havia matado os próprios Pandavas. Ao perceber seu engano,  Ashwatthama invocou a arma mais poderosa do universo, a Brahmastra, para com ela aniquilar os Pandavas. Na tentativa de impedi-lo, o sábio Vyas lhe pediu para desfazer a invocação da Brahmastra, porém Ashwatthama não sabia como fazê-lo. Como último recurso, ele usou a Brahmastra para matar o filho nascituro de Abhimanyu ainda no ventre de Uttara, terminando desta forma com a linhagem dos Pandavas.

Enfurecido com a atitude de Ashwatthama, Krishna amaldiçoou Ashwatthama, condenando-o a vagar eternamente sobre a Terra, carregando o fardo de seus pecados. Ele nunca mais seria amado ou bem recebido por ninguém. Krishna também revogou-lhe a jóia de sua testa e o amaldiçoou novamente, fazendo com que a ferida formada a partir da remoção da jóia nunca se curasse. Desde então, Ashwatthama perambula sobre a Terra em busca de redenção.




Ashwatthama ainda está vivo?

Existem histórias de algumas pessoas alegam terem visto Ashwatthama nos tempos atuais. Um médico de Madhya Pradesh, Índia, certa vez recebeu um paciente com uma ferida incurável na testa. Ele aplicou vários medicamentos para tentar sarar a ferida, mas ela simplesmente não cicatrizava. Espantado, o médico comentou com o paciente que aquela ferida parecia ser eterna como a de Ashwatthama. Após dizer isso, o médico riu e se virou para pegar alguma coisa. Ao virar novamente, o paciente havia desaparecido.

Outra história diz que há uma vila na Índia próxima à Burhanpur, onde há um forte chamado Asirgarh. De acordo com os moradores, Ashwatthama costuma aparecer lá todas as manhãs para deixar flores no linga de Shiva. Algumas outras pessoas alegam ter visto Ashwatthama andando e vivendo entre as tribos no sopé do Himalaia.

Independente se Ashwatthama está vivo ou não, sua lenda mantém-lo vivo até hoje. O guerreiro valente encontrou um fim trágico devido ao seu ego e sua ignorância.


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1 de fevereiro de 2016

Espada Flamejante

۞ ADM Sleipnir


A Espada Flamejante ou Flamígera é uma espécie de espada envolta em chamas por algum poder sobrenatural. Espadas desse tipo figuram em muitos mitos e lendas ao redor do mundo.

De acordo com a Bíblia, um querubim (ou o arcanjo Uriel em algumas tradições) com uma espada de fogo foi colocado por Deus nos portões do Paraíso após Adão e Eva serem banidos dele (Gênesis 3:24).


A tradição ortodoxa oriental diz que depois que Jesus foi crucificado e ressuscitou, a espada flamejante foi removida do Jardim do Éden, tornando possível para a humanidade retornar ao Paraíso. 

A divindade budista Acala possui uma espada, descrita genericamente como Hoken (espada dos tesouros) ou kongo-ken (espada vajra), que conforme a lenda pode ou não ser flamejante.

Uma espada flamejante com um imenso poder destrutivo também aparece na mitologia nórdica. Ela está em posse de Surtur, o líder dos gigantes de fogo de Muspelheim



fontes:
  • Livro Mythological Swords, de Rooky Pendergrass;
  • Wikipédia.
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Ruby