29 de fevereiro de 2016

Runa-mula

۞ ADM Sleipnir


A Runa-mula é uma criatura presente no folclore da região amazônica do Peru. De acordo com a lenda, é uma mulher casada ou comprometida que, após ter tido relações amorosas com um padre ou missionário, foi amaldiçoada pelo próprio diabo, passando a se transformar em uma criatura com o corpo de mula e com tronco de mulher. Em noites de lua cheia, a mulher amaldiçoada se transforma e vaga pela noite, lançando fogo pela boca e pelas narinas sob o castigo implacável de seu cavaleiro cruel e feroz, que segundo a lenda, não é outro senão o próprio diabo. Na manhã seguinte, ela acorda em sua cama, ferida e suja de sangue, sem saber o porquê desses ferimentos, pois ela não sabe que se torna em Runa-mula. 



Sendo a Runa-mula uma das muitas variações do mito da Mula Sem-Cabeça, os mesmos métodos que podem ser empregados para descobrir a identidade de uma Mula-sem-cabeça e acabar com sua maldição podem ser empregados para a Runa-mula. Espetar um alfinete nela ou amarrá-la a uma cruz acaba com a maldição. No primeiro caso, a transformação será impedida, enquanto o benfeitor está vivo e mora na mesma paróquia em que seu feito foi realizado. No segundo caso, a mulher ficará em forma humana até que o sol amanhecer, mas vai se transformar novamente na próxima vez. Tirar o freio de ferro que a Runa-mula carrega também termina com a maldição enquanto o benfeitor está vivo. Amarrando as rédeas de volta na boca da mulher voltará com a maldição.

No caso específico da Runa-mula, uma vez que descubram que uma mulher se transforma em Runa-mula, os familiares devem procurar um curandeiro, que por meio de banhos e chás especiais, irá remover o feitiço da mulher em definitivo.


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26 de fevereiro de 2016

Chalchiutotolin

۞ ADM Sleipnir



Chalchiutotolin, (em náuatle: "Precioso Peru Noturno", também conhecido como o "Peru de Jade") é o deus asteca da pestilência, do mistério, das doenças e pragas. Teoriza-se que ele seja um dos aspectos do deus jaguar TezcatlipocaNo calendário asteca, ele governa a trecena 1-Técpatl (pedernal).

Não se sabe muito sobre Chalchiutotolin, embora tenha sido dito em algumas traduções que ele era "magnífico e terrível de se ver". Existe uma estranha imagem no Codex Borbonias, onde aparece cercado por símbolos aparentemente indecifráveis, vestindo um terno feito de penas de peru e adornado com jóias e um cocar com penas cor de esmeralda


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24 de fevereiro de 2016

Siduri

۞ ADM Sleipnir


Siduri ("mulher jovem", um provável epiteto de Ishtar) é a deusa babilônica da cerveja e do vinho, da folia e também da sabedoria.Também chamada de Sabitu ("Taberneira"), ela é referida na versão babilônica da Epopéia de Gilgamesh como "a Refrescante" ou "a menina cujas bebidas refrescam a alma". Siduri vive em uma taberna às margens do "Oceano", e acreditasse que este local possa representar o local de origem das vinhas no mundo, com alguns estudiosos apontando como sendo o Mediterrâneo e outros, porém, como algum lugar no Irã.

Papel na Epopéia de Gilgamesh 

Na precoce versão babilônica da epopéia de Gilgamesh, Siduri aconselha o herói a desistir de sua busca pela imortalidade, desencadeada pela morte de seu companheiro Enkidu.

Primeiramente, ao ver Gilgamesh se aproximando de sua taberna, Siduri tentou barrar sua entrada, por causa de sua aparência desleixada. Após ele se identificar e contar-lhe sobre sua viagem para encontrar o imortal Utnapishtim, Siduri acaba convidando-o para entrar em sua taberna, onde tenta ela tenta dissuadi-lo de sua busca pela imortalidade, tentando convence-lo a se contentar com os simples prazeres da vida. 



Já na posterior (também referida como a "padrão") versão da epopéia, o papel de Siduri é um tanto menos importante. A citação acima é omitida, e é deixado para Utnapishtim (o precursor mesopotâmico de Noé) o papel de discutir as questões de vida e morte com Gilgamesh. Siduri, no entanto, tem uma longa conversa com Gilgamesh, que se gaba de suas façanhas e é forçado por ela a explicar o por que de sua aparência ser tão abatida. Quando ele pede ajuda para encontrar Utnapishtim, Siduri explica as dificuldades da viagem, e então o indica Urshanabi, o barqueiro, que poderia ser capaz de ajudá-lo a atravessar o oceano subterrâneo e as sinistras "águas da morte".

Influências

Siduri tem sido comparada a feiticeira Circe, da Odisséia. Assim como Odisseu/Ulisses, Gilgamesh recebe instruções de como chegar ao seu destino a partir de um ajudante divino. No seu caso, o ajudante divino é a deusa Siduri, que, assim como Circe, habita junto ao mar nas extremidades da terra. Sua morada também está associada com o sol: Gilgamesh chega a casa de Siduri passando por um túnel por baixo do Monte Mashu, a alta montanha a partir da qual o sol nasce em direção ao céu. A semelhança das viagens de Gilgamesh e de Ulisses até as bordas da terra seriam o resultado da influência da epopéia de Gilgamesh sobre a Odisséia.


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22 de fevereiro de 2016

Boiúna (Cobra-Grande)

۞ ADM Sleipnir


A Boiúna (de mboi, "cobra" e una, "negra", também conhecida como Boiaçu, de mboi e açu, "grande", ou ainda Cobra-Grande) é, segundo Câmara Cascudo, o mais poderoso e complexo dos mitos amazônicos, exercendo ampla influência nas populações às margens do rio Amazonas e seus afluentes.

Faz parte do ciclo dos mitos d'água, de que a cobra é um dos símbolos mais antigos e universais. Senhora dos elementos, a cobra-grande tinha poderes cosmogônicos, explicando a origem de animais, aves, peixes, o dia e a noite. Mágica, irresistível, polimórfica, aterradora, a cobra-grande tem, a princípio, a forma de uma sucuri ou uma jibóia comum. Com o tempo, adquire grande volume, abandona a floresta e vai para o rio. Os sulcos que deixa à sua passagem transformam-se em igarapés. Habita a parte mais funda do rio, os poções, aparecendo vez por outra na superície. É descrita como tendo de 20 metros a 45 metros.


Martius (Viagem pelo Brasil) registrou a força assombrosa do medo que os indígenas tinham do monstro, com as dimensões multiplicadas pelo terror. Chamavam-no de Mãe-d'água e Mãe-do-rio, mas as histórias só mencinavam a voracidade da cobra-grande, arrebatando crianças e adultos que se banhavam. Recusavam-se a matar a cobra, porque então era certa a própria ruína, bem como de toda a tribo.

Esse registro, de 1819, denuncia a existência de um outro mito entrevisto e anotado por Barbosa Rodrigues (Poranduba Amazonense), o da constelação do Serpentário (Ofiúco), que aparece no céu em setembro, o tempo das roças, princípio do tempo de Coaraci, o Sol. Couto de Magalhães ouviu a lenda de como a noite apareceu, numa época em que não havia noite, e a filha de Cobra-grande pediu a noite ao pai como presente de casamento.

Há ocasião em que nenhum pescador se atreve a sair para o rio à noite, pois duas vezes seguidas foi avistada uma Cobra-grande... pelos olhos que alumiavam como tochas. Os pescadores foram perseguidos até a praia, somente escapando porque o corpo muito grande encalhou na areia. Esses pescadores ficaram doentes de pânico e medo da experiência que relatavam com real emoção. (Eduardo Galvão, Santos e Visagens, Brasiliana, São Paulo, 1955).


Algumas lendas envolvendo a Boiúna:
  • Em Belém, há uma velha crença de que existe uma cobra-grande adormecida embaixo de parte da cidade, cuja cabeça estaria sob o altar-mor da Basílica de Nazaré e o final da cauda debaixo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Outros já dizem que a tal cobra-grande está com a cabeça debaixo da Igreja da Sé, a Catedral Metropolitana de Belém, e sua cauda debaixo da Basílica de Nazaré: é o percurso da tradicional procissão do Círio de Nazaré, com 3,3 quilômetros de extensão. Os mais antigos dizem que se algum dia a cobra acordar ou mesmo tentar se mexer, a cidade toda poderá desabar. Por isso, em 1970 quando houve um tremor de terra na capital paraense, dizia-se que a tal cobra havia se mexido. Os mais folclóricos iam mais longe: "imagine se ela se acorda e tenta sair de lá!".
  • Em Roraima, conta-se que Cunhã Poranga ("índia bela") apaixonou-se pelo rio Branco e, por isso, Muiraquitã ficou com ciúme. Para se vingar, Muiraquitã transformou a bela índia na imensa cobra que todos passaram a chamar de Boiúna. Como ela tinha um bom coração, passou a ter a função de proteger as águas de seu amado rio Branco.
  • Entre as populações que habitam as margens dos rios Solimões e Negro, no Amazonas, acredita-se que quando uma mulher engravida de uma visagem, a criança fruto desse terrível cruzamento está predestinada a ser uma cobra-grande.
  • Há quem acredite que a cobra-grande pode nascer de um ovo de mutum.
  • Segundo uma lenda mais comum no Acre, uma cobra-grande se transforma numa bela morena nas noites de luar do mês de junho, para seduzir os homens durante os arraiais de festas juninas, como se fosse a versão feminina do boto.
  • O folclorista Walcyr Monteiro conta que em Barcarena (PA) existe o lugar conhecido como "Buraco da Cobra-Grande", atração turística do local.
  • Misabel Pedrosa diz que a Cobra-grande mora debaixo do cemitério do Pacoval, na ilha de Marajó.
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19 de fevereiro de 2016

Os Deuses de Game of Thrones: Parte 3 (Final)

۞ ADM Sleipnir



Última postagem da série sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.

Rei Bacalhau

O Rei Bacalhau é um deus. Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por marinheiros. No Mar Estreito, nas imediações da Baía da Água Negra existem formações rochosas conhecidas como Lanças do Rei Bacalhau, em sua homenagem.


Ursula Upcliff, uma feiticeira de renome que viveu na Ilha da Bruxa durante a Invasão Ândala, chamava-se de "Noiva do Rei Bacalhau". Os Velaryon afirmam que seu trono, o Trono de Madeira do Mar, foi recebido do próprio deus, em um pacto.eles receberam o Trono Driftwood do Merling Rei para concluir um pacto.

Rei Caranguejo

O Rei Caranguejo é um deus menor da cultura Roinar. Lendas contam que ele vive em conflito eterno com o Velho do Rio, sob as águas do Roine.

Semosh e Selloso

Semosh e Selloso são deuses irmãos adorados na Cidade Livre de Bravos. Eles possuem templos gêmeos, ligados por uma ponte de pedra esculpida, sobre o Canal Negro.

Senhor da Harmonia

O Senhor da Harmonia é um deus, venerado pelo Povo Pacífico de Naath. O Senhor da Harmonia, considerado como o único deus verdadeiro, aquele que sempre foi e sempre seria o que  fez a lua e as estrelas e da terra, e todas as criaturas que habitavam sobre eles. Ele é atendido pelas mulheres borboletas. Acredita-se que os espíritos borboletas sagradas do Senhor da Harmonia, protegem suas ilhas contra aqueles que lhes faria mal.Muitos conquistadores navegaram por Naath, mas todos eles adoecem e morrem se ficarem tempo demais. Por outro lado, os escravos em suas incursões parecem inafetados.

Senhor dos Céus

O Senhor dos Céus é um deus, antigamente adorado pelos Primeiros Homens, nas Três Irmãs.Acreditavam que as enormes tempestades, eram o resultado do acasalamento entre a Senhora das Ondas com o Senhor dos Céus.

O culto ao Senhor dos Céus terminou com a chegada dos Ândalos e a Fé dos Sete.

Senhora Chorosa de Lys

A Senhora Chorosa de Lys, também chamada Mulher Chorosa é uma deusa comumente adorada em Lys Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por mulheres idosas. Não se sabe se existe alguma ligação entre a deusa e a poção conhecida como Lágrimas de Lys.



Senhora das Lanças

A Senhora das Lanças, também conhecida como Noiva das Batalhas e Mãe dos Exércitos, é uma divindade cultuada pelos imaculados. De acordo com Verme Cinzento, seu verdadeiro nome está reservado somente àqueles que queimaram seus mamilos sobre seu altar. Os Imaculados purificam-se de acordo com as leis de sua deusa; como banhar-se no mar salgado.

Senhora das Ondas

A Senhora das Ondas é uma deusa, antigamente adorada pelos Primeiros Homens, nas Três Irmãs. Acreditavam que as enormes tempestades, eram o resultado do acasalamento entre a Senhora das Ondas com o Senhor dos Céus.

O culto da Senhora das Ondas terminou com a chegada dos Ândalos e a Fé dos Sete.



Trios

Trios é um deus de três cabeças adorado em Essos. Há uma grande estátua dedicada à ele no Templo de Trios em Tyrosh. Há também uma torre com três lados dedicados a Trios em Bravos, na Ilha dos Deuses.

Vaca de Pedra de Faros

A Vaca de Pedra de Faros é uma possível divindade da Grande Moraq. Existe na cidade de Faros, na ilha de Grande Moraq, uma enorme estátua de uma vaca, em pedra. Os habitantes da região rendem oferendas à ela.

Velho do Rio



O Velho do Rio é uma divindade menor dos roinares. Ele seria o consorte da Mãe Roine, e se assemelha à uma tartaruga gigante. Lendas contam que ele e o Rei Caranguejo travam uma luta infindável pelo controle do fundo das águas.



Viajante Encapuzado

O Viajante Encapuzado é um deus. Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por homens pobres.



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17 de fevereiro de 2016

Os Deuses de Game of Thrones: Parte 2

۞ ADM Sleipnir



Continuação da postagem sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.

Grande Garanhão


O Grande Garanhão, também conhecido como Deus Cavalo é uma divindade venerada pelos Dothraki. O Deus Cavalo dothraki espelha a importância desse animal para esse povo. Se sabe pouco sobre suas leis, mas ao que parece, o estupro e a chacina são coisas comuns para essa divindade. Uma profecia conta que o garanhão que monta o mundo um dia virá para a terra e irá unir todos os khalasares em um único. 

Uma estátua em honra a ele está dentro da Casa do Preto e do Branco. Se trata de um enorme cavalo de bronze empinado em duas patas.



Grande Outro

O Grande Outro é o deus da escuridão, frio e morte na mesma fé de R'hllor. Seu verdadeiro nome nunca é dito. Ele é considerado o inimigo de R'hllor, o Senhor da Luz. Os seguidores de R'hllor acreditam que existem apenas dois deuses, R'hllor e o Grande Outro, que travam uma guerra eterna sobre o destino do mundo. Melisandre refere-se aos outros como os "filhos frios" do Grande Outro.

Grande Pastor

O Grande Pastor ou Deus Ovelha, é uma divindade cultuada pelos lhazarenos. Suas sacerdotisas alegam que ele trata todos os homens como um só rebanho.

Leão da Noite

O Leão da Noite é o deus da morte de Yi Ti. Os Homens Sem Rosto acreditam ser apenas uma das diversas representações do seu Deus de Muitas Faces. Existe uma estátua sua na Casa do Preto e Branco, em Bravos, que é comumente visitada por homens ricos. 

Ao entrar pela primeira vez na Casa do Preto e Branco, Arya Stark notou a estátua de um homem com cabeça de leão sentado em um trono, esculpida em ébano. Este é, provavelmente, o Leão da Noite. 

Mãe Roine

A Mãe Roine é a deusa chefe dos Roinares. Ela é a representação do rio Roine. Suas águas alimentaram os Roinares desde a aurora dos tempos. Acredita-se que o Velho do Rio seja seu consorte.

Os Sete (Deuses Novos)


A Fé dos Sete é a religião dominante nos Sete Reinos, e é comumente conhecida apenas como a Fé. As únicas regiões de Westeros onde a fé não é predominante são o Norte e as Ilhas de Ferro, onde o culto, respectivamente, aos deuses antigos e ao Deus Afogado continua forte. Os deuses da Fé são por vezes referidos como "deuses novos" para diferenciá-los dos deuses antigos.

A Fé cultua os Sete, uma única divindade com sete aspectos, ou faces, cada uma representando uma virtude diferente. Os devotos oram a uma face diferente dos Sete pedindo por ajuda ou orientação, dependendo de sua necessidade. As faces são:
  • Pai, ou Pai Acima, representando o julgamento. É retratado como um homem barbado carregando uma balança e é cultuado pelos que buscam justiça.
  • Mãe, ou Mãe Acima, representando a maternidade e piedade. É cultuada pelos que buscam fertilidade ou compaixão, e é retratada sorrindo amorosamente, símbolo de misericórdia e conforto.
  • Guerreiro, representando força em combate. É cultuado em busca de coragem e vitória. Carrega uma espada.
  • Donzela, representando inocência e castidade. É cultuada pelos que buscam proteger as virtudes das donzelas.
  • Ferreiro, representando os dons e o trabalho. É cultuado pelos que querem finalizar trabalhos e buscam por força. Carrega um martelo.
  • Velha, representando sabedoria. Carrega uma lanterna e é cultuada pelos que buscam orientação.
  • Estranho. Uma exceção às outras faces, o Estranho representa a morte e o desconhecido. Os fiéis raramente procuram o favor do Estranho, mas os renegados algumas vezes se associam a esse deus.


Pai das Marés

O Pai das Águas ou Pai das Marés é uma divindade cultuada na Cidade Livre de Bravos. Seu templo é reconstruído a cada vez que ele toma uma nova noiva.

R'hllor

R'hllor, também conhecido como Senhor da Luz, Coração de Fogo, ou Deus da Chama e da Sombra, é um deus de destaque em Essos, mas tem apenas alguns seguidores em Westeros, onde é mais comumente conhecido como Deus Vermelho. Seu símbolo é um coração ardente.



A religião de R’hllor é baseada em uma visão dualista do mundo: R'hllor, o deus da luz, calor e vida, e sua antítese, o Deus cujo nome não deve ser falado, o deus do gelo e da morte ou o "Grande Outro". Eles estão bloqueados em uma eterna luta com o destino do mundo, uma luta que, segundo a antiga profecia dos livros de Asshai, só vai acabar quando Azor Ahai, uma figura messiânica, retornar empunhando uma espada flamejante chamada Luminífera, a Espada Vermelha dos Heróis e com ela despertar os chamados "dragões de pedra".

Os Sacerdotes Vermelhos, como Melisandre de Asshai e Thoros de Myr, são membros do clero. Eles são assim chamados devido às vestes carmesim que usam. No leste, eles são uma visão comum, onde a fé e influência de R'hllor é mais difundida. As crianças são, por vezes, dadas aos templos de R'hllor para que sejam criadas para o sacerdócio. Os templos também compram as crianças como escravos, que são conhecidas como “Escravos de R'hllor” e cria-os como sacerdotes, prostitutas do templo, ou guerreiros. Os guerreiros que protegem os templos de R’hllor são chamados de Mão Ardente.

Todas as noites, os sacerdotes vermelhos acendem fogueiras e cantam orações em seus templos, pedindo R'hllor para trazer de volta o amanhecer. Seguidores muitas vezes olham para as chamas esperando receber visões do futuro. Acredita-se que R'hllor irá ocasionalmente responder às orações de seus seguidores através da concessão de visões e habilidades, tais como ressuscitar os mortos e controlar as sombras. Alguns ritos realizados pelos sacerdotes vermelhos, incluem sacrifício pelo fogo.



Julgamentos por combate são uma prática aceita na fé de R'hllor; orações antes do combate pedem forças à R'hllor e pedem que ele escolha o vencedor com justiça."A noite é escura e cheia de terrores", é uma frase comum em orações para R'hllor, e é mostrada no teaser da segunda temporada.

A adoração de R'hllor é uma tradição religiosa no continente Essos, mas não ganhou muita popularidade em Westeros. Esforços recentes para espalhar a fé para Westeros incluem o envio de sacerdotes vermelhos como Thoros para Porto Real, afim de que ele pudesse converter o Rei Aerys II, que era obcecado pelas chamas. Esta tentativa falhou já que Thoros não foi capaz de impressionar Aerys com sua magia de fogo.

Como outros tipos de magia, a magia do R'hllor parece ter desaparecido após a morte do último dragão Targaryen, mas com o regresso dos dragões no leste, as habilidades dos sacerdotes de R'hllor têm se fortalecido. Thoros, enquanto servia no templo de Myr, não descobriu nenhum tipo de novos poderes. No entanto, desde o retorno dos dragões, ele conseguiu ressuscitar Beric Dondarrion inúmeras vezes durante um ritual. Os poderes de Melisandre também foram aumentados desde a sua chegada à Muralha.

Atualmente existe a formação de dois novos círculos de culto em Westeros, seguindo um sacerdote vermelho de R'hllor. Thoros e Beric, juntos, fundaram a Irmandade Sem Bandeiras, uma organização criminosa ligada em parte pela sua adoração a R'hllor. Em Pedra do Dragão, Melisandre convenceu Stannis Baratheon para reivindicar o manto de Azor Ahai com sua magia de fogo. No entanto, após a morte final de Beric e a derrota de Stannis na Baía de Água Negra, a influência de Thoros e Melisandre sobre suas congregações diminuiu.


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Ruby