14 de março de 2016

Ciápodes

۞ ADM Sleipnir



Os Ciápodes (do grego σκιαποδες, skiapodes, "pé de sombra"), monócolos (do grego μονοκωλοι, monokôloi, "de uma perna"), ou ainda monópodes são seres humanóides, geralmente considerados anões, com apenas uma perna grossa e centrada no meio do corpo, e um único e enorme pé.

Plínio, o Velho, em sua obra, Naturalis Historia, registrou relatos de viajantes que supostamente encontraram ciápodes ou apenas os avistaram. Plínio observa que os ciápodes foram primeiramente mencionados pelo historiador Ctésias em seu livro Indika (Índia), um registro da visão de persas da Índia, do qual hoje existem somente fragmentos. 

"Ele (Ctésias) fala também de outra raça de homens, que são conhecidos como Monocoli, que só têm uma perna, mas são capazes de pular com agilidade surpreendente. O mesmo povo é também chamado de Sciapodae, porque têm o hábito de deitar de costas, quando o calor é muito forte, e protegerem-se do sol com a sombra de seu pé.
Sugeriu-se que a lenda teria se originado da visão de iogues em posturas estranhas, ou de indianos com os pés inchados por elefantíase."
-Naturalis Historia, 7:2


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11 de março de 2016

Attorcroppe

۞ ADM Sleipnir


Attorcroppe (lit. "pequena cabeça envenenada"; alternativamente chamado de Attercroppe, lit. "aranha") é uma espécie de fada maligna e nociva aos humanos, pertencente ao folclore saxão. Assemelha-se a uma pequena serpente com braços e pernas humanos. Attorcroppes vivem perto de rios e em florestas, onde geralmente vivem outras espécies de fada. 

De hábitos noturnos, Attorcroppes tendem a dormir durante o dia em pequenos buracos no subsolo. Ao avistarem seres humanos, eles partem de imediato para o ataque com sua peçonha. que geralmente é certeiro, a menos que o alvo note o ataque e seja rápido o suficiente para tentar distraí-lo e então fugir. A melhor maneira de distrair um Attorcroppe para atirar um objeto incomum ou brilhante para ele, que deve dar à pessoa um poucos segundos para sair apressadamente da área.


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9 de março de 2016

Lix Tetrax

۞ ADM Sleipnir



Lix Tetrax é um anjo caído / demônio dos ventos citado no texto apócrifo Testamento de Salomão. O termo Lix é um termo grego referente à terra, enquanto Tetrax parece se referir as 4 estações do ano. Seu nome foi identificado com o nome efésio ligado ao vento, encontrado em uma tabuleta de Creta.

De acordo com o apócrifo, Salomão convoca Lix Tetrax por intermédio de Belzebu, afim de que o auxiliasse na construção de seu templo. Ele surge de maneira bastante pomposa diante de Salomão, exibindo suas habilidades em manipular o vento, porém Salomão logo trata de selá-lo com o seu anel mágico. Uma vez controlado, Lix Tetrax foi interrogado por Salomão acerca de suas atividades, e o mesmo respondeu:

"Eu crio divisões entre os homens, eu faço turbilhões, eu inicio incêndios, eu ponho fogo nos campos, e torno as famílias não-funcionais. Normalmente, eu fico ocupado durante o verão. Se eu tiver a chance, eu deslizo sob os cantos de casas durante o dia ou noite. Eu sou a descendência direta do Grande."
- Testamento de Salomão 7: 5

Não se sabe quem é "o Grande". Especula-se que seja uma referência a Belzebu ou até mesmo à deusa Ártemis, que era conhecida como "A Grande" e referenciada pelo Testamento de Salomão em uma passagem posterior.

Após terminar de ser interrogado por Salomão, Lix Tetrax recebe de Salomão a tarefa de levantar pedras enormes e levá-las até o topo do templo, onde os trabalhadores iriam fixá-las.


fontes:
  • deliriumsrealm.com
  • Livro The Encyclopedia of Demons and Demonology, de Rosemary Ellen Guiley; 
  • Livro Segredos Da Bíblia Perdida, de Kenneth Hanson. 

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7 de março de 2016

Ogum

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia iorubá e também no vodu haitiano, Ogum (ou Ogun, Ogou, Ogoum) é um orixá/loa, senhor do fogo, da metalurgia, da caça, da política e da guerra. Ele é o patrono dos ferreiros, e geralmente é exibido com um número de atributos: um facão ou sabre, rum e tabaco. Ele é um dos maridos de Erzulie na mitologia vodu, e marido de Oxum e Oyá/Iansã na mitologia iorubá.

Tradicionalmente um guerreiro, Ogum é visto como uma poderosa divindade dos trabalhos em metal, semelhante à Ares e Hefesto na mitologia grega e Visvakarma na mitologia hindu. É representado, no Brasil, como São Jorge; como tal, é poderoso e triunfal, mas também exibe a raiva e destrutividade do guerreiro, cuja força e violência pode virar contra a comunidade que ele serve. Dá força através da profecia e magia, e é procurado para ajudar as pessoas a obter mais um governo que dê resposta às suas necessidades.

Lendas

Ogum dá ao homem o segredo do ferro

Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.

Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossain, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossain, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogun, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão. Ogun respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra.

Por muito tempo os Orixás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogun aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua ança de ferro. Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogun se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. Então Ogun banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogun o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogun. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogun. Ogun é o senhor do ferro para sempre.


Ogum torna-se o rei de Irê

Quando Odudua reinava em Ifé, mandou seu filho Ogun guerrear e conquistar os reinos vizinhos. Ogun destruiu muitas cidades e trouxe para Ifé muitos escravos e riquezas, aumentando de maneira fabulosa o império de seu pai. Um dia, Ogun lançou-se contra a cidade de Irê, cujo povo o odiava muito. Ogun destruiu tudo, cortou a cabeça do rei de Irê e a colocou num saco para dá-la a seu pai. Alguns conselheiros de Odudua souberam do presente que Ogun trazia para o rei seu pai. Os conselheiros disseram a Odudua que Ogun desejava a morte do próprio pai para usurpar-lhe a coroa. Todos sabem que um rei deve ver a cabeça decaptada de outro rei. Ogun não conhecia esse tabu. Odudua imediatamente enviou uma delegação para encontrar Ogun fora dos portões da cidade. Após muitas explicações, Ogun concordou em entregara cabeça do rei de Irê aos mensageiros de Odudua. O perigo havia acabado. Ogum fora encontrado antes de chegar ao palácio de seu pai. Como Odudua queria recompensar o seu filho mais querido, presenteou Ogun com o reino de Irê e todos os prisioneiros e riquezas conquistadas naquela guerra.

Assim Ogun tornou-se o Onirê, o rei de Irê.

Ogum livra um pobre de seus exploradores

Um pobre homem peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da terra sempre o despediam e se apoderavam de tudo o que ele construía. Um dia esse homem foi a um babalawo, que o mandou fazer um ebó na mata. Ele juntou o material e foi fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ogun, o dono da mata, foi ver o que ocorria. O homem, então, deu-se conta da presença de Ogune caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Ofereceu-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ogum aceitou e satisfez-se com o ebó. Depois conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ogun mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro, mariwo, e as colocasse nas portas das casas de seus amigos, marcando assim cada casa a ser respeitada, pois naquela noite Ogun destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria destruído até o chão. E assim se fez.

Ogum destruiu tudo, menos as casas protegidas pelo mariwo.



Ogum e Oyá

Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro, igual a que lhe pertencia, que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes caso estas as tocassem em uma briga.

Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares a Oyá; ela por sua vez, também lançava olhares a Xangô. Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados, usava brincos, colares e pulseira. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em perseguição deles. Ao encontrar os fugitivos, Ogum brandiu sua vara mágica e Oyá fez o mesmo. Ao se enfrentarem, as duas varas acabaram se tocando, e assim Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes.

Ogum chama a Morte para ajuda-lo numa aposta com Xangô

Ogun e Xangô nunca se reconciliaram. Vez por outra digladiavam-se nas mais absurdas querelas. Por pura satisfação do espírito belicoso dos dois. Eram, os dois, magníficos guerreiros. Certa vez Ogun propôs a Xangô uma trégua em suas lutas, pelo menos até que a próxima lua chegasse.

Xangô fez alguns gracejos, Ogun revidou, mas decidiram-se por uma aposta, continuando assim sua disputa permanente. Ogun propôs que ambos fossem a praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. Quem juntasse mais, ganharia. e quem perdesse daria ao vencedor o fruto da coleta. Puseram-se de acordo.Ogun deixou Xangô e seguiu para a casa de Oiá, solicitando-lhe que pedisse a Iku que fosse à praia no horário que tinha combinado com Xangô. Oiá aquiesceu, mas exigiu uma quantia em ouro como pagamento, que recebeu prontamente. Na manhã seguinte, Ogun e Xangô apresentaram-se na praia e imediatamente o enfrentamento começou.Cada um ia pegando os búzios que achava. Vez por outra se entreolhavam. Xangô cantarolava sotaques jocosos contra Ogun. Ogun, calado, continuava a coleta. O que Xangô não percebeu foi a aproximação de Iku. Ao erguer os olhos, o guerreiro deparou com a morte, que riu de seu espanto.Xangô soltou o saco da coleta, fugindo amedrontado e escondendo-se de Iku. À noite Ogun procurou Xangô, mostrando seu espólio. Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto de sua coleta.

Estes são os principais mitos envolvendo Ogum. Se quiserem ler mais algumas lendas e histórias envolvendo o orixá, indico este site: http://www.vetorial.net/~rakaama/lo-ogum.htm.



fonte (lendas):
  •  Livro Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi
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4 de março de 2016

Laelaps

۞ ADM Sleipnir

Laelaps (grego Λαῖλαψ Lailaps, "vento de tormenta", também chamado de Lélape) era um cão mágico presente na mitologia grega, do qual nenhuma presa era capaz de escapar. De acordo com a lenda, ele foi dado por Zeus de presente para Europa e, posteriormente, foi dado de presente a um de seus filhos, o rei Minos de  Creta.

Sendo filho de Zeus, Minos tinha o mesmo dom de seu pai em ter amantes. Cansada de ver seu marido se deitando com outras mulheres, sua esposa Pasífae lançou-lhe uma maldição, que fazia com que escorpiões e serpentes nascessem de seu corpo sempre que ele copulasse com outra mulher, que por sua vez acabava morrendo. De acordo com o Pseudo-Apolodoro, Minos veio a ter um caso com Prócris, filha de Erecteu e esposa de Céfalo, que antes já havia sido flagrada pelo marido  em pleno ato sexual com Pteleon, e havia fugido para Creta quando foi descoberta. Minos ofereceu a ela Laelaps e também uma flecha que jamais errava o alvo e esta, em troca, ofereceu a ele uma erva mágica que permitiria que fossem para cama. No entanto, temendo a ira de Pasífae, Prócris retornou para Atenas, onde se reconciliou com Céfalo e lhe deu de presente Laelaps e a flecha. 

A caça à Raposa Teumessiana

A Raposa Teumessiana era uma raposa gigante, protegida por Poseidon, e enviada à Tebas, como castigo por algum crime ou ofensa não especificada cometido contra ele. Ela era uma verdadeira besta sanguinária, que além de espalhar o terror e a destruição por onde quer que passava, possuía um dom divino que a tornava impossível de ser capturada por qualquer homem ou animal. Seguindo a orientação de um oráculo, os tebanos entregavam a raposa todos os meses uma criança do sexo masculino para que ela a devorasse, mas este era um recurso cruel e que no fim das contas não resolvia o problema.

Creonte, o rei de Tebas naquela época, resolveu delegar a impossível tarefa de capturar a raposa à Anfitrião (marido de Alcmena, mãe de Héracles), que vivia exilado em Tebas, prometendo ajudá-lo a vingar seus irmãos caso ele fosse capaz de cumprir a tarefa. Após várias tentativas sem sucesso, Anfitrião recebe a ajuda de Céfalo, rei de Atenas, que lhe cedeu o cão mágico Laelaps para auxiliá-lo na caça. 



Assim que farejou o cheiro da raposa, Laelaps partiu em sua caçada, e então, deu-se início a uma paradoxo divino. A raposa não podia ser capturada e Laelaps nunca perdia sua caça, e esse paradoxo era um verdadeiro problema, não só para Anfitrião e a cidade de Tebas, mas também para os deuses. Se Laelaps conseguisse pegar a raposa, seria como se a palavra das Moiras, as deusas do destino, estivesse errada. Além disso, Tebas poderia ser castigada por Poseidon, que era o protetor da raposa. Por outro lado, se Laelaps não conseguisse capturar a raposa, seria como se seu dom não valesse de nada, e traria a tona a ira de Zeus, que certamente iria exigir a vitória de Laelaps.

Após muita reflexão, Zeus encontrou uma solução para o impasse, que foi aceita por todos. Ele transformou tanto Laelaps quanto a raposa em estátuas de pedra. De acordo com outra versão, ele os transformou em constelações: Laelaps se tornou a constelação de Cão Maior, e a Raposa Teumessiana a constelação de Cão Menor.



fontes:

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2 de março de 2016

Akashita


Akashita (赤舌; literalmente "língua vermelha") é um yokai do folclore japonês. Ele é descrito como sendo uma besta com garras, uma cara peluda e uma língua enorme, com quase todo o seu corpo escondido em meio a nuvens negras. Ele é um dos yokais descritos na obra Gazu Hyakki Yakō (鳥山石燕 画図百鬼夜行, "A Ilustrada Parada Noturna de Cem Demônios"), de Toriyama Sekien.

Akashitas são vistos como portadores de má sorte, porém, são principalmente conhecidos como seres punidores em disputas de fazendeiros por água. Como é necessário muita água para manter os arrozais inundados, os terrenos agrícolas japoneses estão entrelaçados a uma série complexa de aquedutos e canais interligados, destinados a fornecer água a todos os agricultores de forma igualitária. Em tempos de seca, no entanto, fazendeiros maus podem abrir as comportas e drenar a água do seu vizinho para o seu próprio campo. Este crime grave pode custar a uma família a sua subsistência, e quando descobertos, os fazendeiros geralmente enfrentam a ira violenta de seus vizinhos.

Ladrões de água que acabaram não sendo pegos podem achar que saíram impunes de seu crime, mas é para estes que o Akashita irá aparecer. Ele irá drenar toda a água do arrozal , acabando assim com toda a cultura de arroz, e no fim irá engolir o fazendeiro criminoso arrebatando-o com a sua longa língua vermelha.





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Ruby