30 de março de 2016

A Bruxa de Ferro

۞ ADM Sleipnir




A Bruxa de Ferro é uma conhecida lenda urbana brasileira, que fala sobre uma mulher que passou a assombrar um orfanato após a morte. Como a maioria das lendas urbanas, a lenda possui várias versões. 

Uma delas conta que no final da década de 50, havia em uma pequena cidade um hospital onde eram tratadas crianças com problemas nos ossos, e com elas trabalhava uma estranha enfermeira. Essa enfermeira era especialmente apegada a uma dessas crianças, cuja a saúde já não ia muito bem, estando ligada a aparelhos, e alguns deles sustentavam o peso de suas pernas e braços. Um dia, não suportando mais ver o estado em que aquela criança se encontrava, a enfermeira decidiu dar um fim ao sofrimento da mesma. Ela desligou os aparelhos que a mantinham viva e em seguida colocou em seus próprios braços e pernas os extensores que a criança usada. Após o feito, a enfermeira se suicidou se jogando dentro de um poço que ficava nos fundos do hospital. Algum tempo depois do incidente, o hospital foi fechado, e em seu lugar foi construído um orfanato. Desde o dia de sua inauguração, as crianças que lá viviam começaram a relatar estranhos acontecimentos, como sussurros e um barulho que parecia ser algo de ferro se arrastando pelo chão, porém ninguém lhes dava importância, crendo se tratar somente da imaginação delas. 

O orfanato acabou fechando também, porém algumas crianças ainda permaneceram morando lá enquanto aguardavam para serem transferidas para outro orfanato. Durante este período, essas crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhando pelo corredor da ala em que estavam. Um dia, uma das crianças quebrou a perna, e deu gritos terríveis dizendo que a bruxa de ferro tinha lhe atacado, mas os adultos não acreditaram nela, e, imaginando que a criança havia caído da escada, deram o caso por encerrado. Em outra ocasião, uma das crianças entrou gritando no quarto acordando todas as crianças, que por sua vez saíram correndo pelos corredores do orfanato. Algumas delas disseram ter ficado frente a frente com uma mulher horrível, toda deformada e com ferragens pelo corpo. Disseram ainda que a mulher apontou para elas dizendo que sugaria suas almas e depois as mataria. As crianças saíram gritando pelo corredor, até que encontraram com o zelador, que por sua vez também viu a estranha mulher.

No fim, quase todos conseguiram sair de dentro do orfanato, com exceção de uma criança, a qual ninguém teve coragem de entrar novamente para procurá-la. Todos passaram a noite fora do prédio e na manhã seguinte foram procurar a criança que havia sumido e para desespero de todos ela foi encontrada morta e com todo seu corpo retorcido, agarrada ao seu ursinho. Desse dia em diante, dizem que o fantasma dessa mulher segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

Outra versão da lenda se passa no Brasil dos tempos da escravatura. Havia uma família riquíssima, possuidora de muitos bens, porém o mais valioso deles era um enorme diamante de riqueza incalculável. O dono da casa era bastante cuidadoso com ele, geralmente mantendo-o consigo, porém um dia ele o esqueceu em cima de uma mesa, e sua única filha, atraída pelo brilho do diamante, o pegou. Ao retornar ao local e não encontrar o diamante, o homem perguntou a sua filha sobre o mesmo, e esta, com medo de ser castigada pelo pai, acusou uma das escravas da família. No mesmo instante, o dono da casa acorrentou a escrava e a prendeu dentro de um armário, de onde ela nunca mais saiu. Muitos anos se passaram e a casa foi vendida para a construção de um orfanato e então, passaram a ocorrer os mesmos fenômenos descritos na versão anterior.


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28 de março de 2016

Laverna

۞ ADM Sleipnir


Laverna (ou Lativerna) é a deusa dos ladrões e trapaceiros na mitologia romana. Seu nome é dito derivar tanto do latim latere ( "espreitar"), levare ( "para aliviar, diminuir ou clarear") ou levator ( "um ladrão"). Embora histórias sobre ela sejam escassas (uma vez que seus adoradores não necessariamente ostentavam sua devoção), ela é mencionada nas obras de Plauto e Horácio.

Laverna possuía um santuário próprio em Roma, localizado nas proximidades da Porta Lavernalis (Portão Lavernal), e também tinha um bosque sagrado na Via Salária, uma antiga e famosa estrada que ia de Roma até o Mar Adriático. Vários trechos desagradáveis ​​da rodovia e bosques urbanos perigosos em toda a Itália também eram sagrados para Laverna. 

Especula-se que Laverna tenha se originado de uma antiga deusa ctônica dos etruscos, Furina. Furina tinha um festival anual chamado de Furrinalia, seu próprio sacerdote, e um bosque ou santuário no Janiculum, o cume ao longo da margem oeste do rio Tibre, em frente ao Monte Aventino. Ela foi, por vezes confundida as Fúrias, devido à semelhança de seu nome. A partir da mesma raiz de furina (que significa "ladrão") vem a palavra "furtiva".





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25 de março de 2016

Dodomeki

۞ ADM Sleipnir



Dodomeki (ど ど め き; 百々目鬼; "Demônio de Cem Olhos" ou "Demônio de Muitos Olhos") é um dos yokais ilustrados no 2º livro da série Konjaku Gazuzoku Hyakki (今昔画図続百鬼, "Os Cem Demônios Ilustrados do Presente e do Passado") de Toriyama Seiken. Ele é descrito como o espírito amaldiçoado de uma mulher que ganhava a vida praticando furtos. Após a sua conversão em Dodomeki, ela ganha braços mais longos e tem seu corpo coberto por inúmeros olhos. 

Algumas histórias dizem que somente os braços e as mãos possuem esses olhos, e que ao tocar ladrões com eles, todo o seu dinheiro é sugado para dentro de sua pele, dando origem a novos olhos. Outras dizem que ela toma suas almas perturbadas, e isso os mata. Algumas versões dizem que, quando os batedores de carteira morrem, eles vão se tornar um fantasma Dodomeki (independente do sexo), vagando pela cidade para sempre para ensinar lições aos outros que fazem as suas escolhas pobres.



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23 de março de 2016

Lieaibolmmai

۞ ADM Sleipnir



Lieaibolmmai (ou Leibolmai) era o deus da caça cultuado pelos xamãs do povo Sami. Ele era o governante dos animais selvagens nas florestas, e em sua honra, caçadores prestavam sacrifícios para obter uma boa caçada.

Lieaibolmmai vive em árvores de amieiro, e costuma aparecer aos seres humanos sob a forma de um urso. Durante os festivais dedicados a ele, os caçadores polvilhavam seus rostos com uma mistura de casca de amieiro e água para homenageá-lo.


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21 de março de 2016

Illapa

۞ ADM Sleipnir


Illapa ("relâmpago" em quechúa, também conhecido como Ilyap'a ,Apu-Illapu, Ilyapa, Iyapa, Katoylla) é o deus inca que controla os fenômenos meteorológicos (raios, chuvas e tempestades). Ele é muitas vezes confundido ou fundido com o deus do relâmpago Catequil/Apocatequil. Illapa costuma ser representado como um homem vestindo roupas brilhantes ou como um homem empunhando um clube e pedras. 

Os incas acreditavam que a Via Láctea era um rio do qual Illapa tirava a água para fazer chover. De acordo com o mito, ele enchia um jarro com a água da Via Láctea e o entregava à sua irmã para que ela o guardasse. Em alguns contos, a Via Láctea é a irmã de Illapa. Os trovões eram o som que sua funda reproduzia ao atirar o raio para quebrar os jarros de água. O movimento de suas roupas brilhantes eram os relâmpagos. 

Os fenômenos climáticos eram todos interpretados pelos incas como sinais de sua vontade. Se a chuva caía sobre uma cidade antes de cair em outro lugar, era porque aquela cidade era considerada abençoada. Se um objeto para reter a água da chuva fosse encontrado - como uma pedra ou um pedaço de metal - era considerado especialmente abençoado pelo deus e poderia ser adorado como uma representação do mesmo. 



Quando irritado, Illapa causava catástrofes, como a escassez de água, inundações e geadas. Quando isso acontecia, os sacerdotes liam seus augúrios para determinar que tipo de sacrifício (geralmente animais), o deus exigia. Os sacerdotes, então, iam para as montanhas e realizavam o sacrifício antes de retornarem ao povo com a interpretação da resposta do deus. 

Eles geralmente amarravam cães pretos ou lhamas em locais sem água ou comida, na esperança que seus lamentos fariam Illapa se entristecer e enviar chuva. 

Sacerdócio, Templos e Adoração à Illapa

Os incas tinham muitos sacerdotes, e os de Illapa eram selecionados de uma maneira especial: qualquer menino nascido durante um temporal era considerado especial e selecionado para ser sacerdote do deus. Quando esse menino, conhecido por sua família e amigos como um "Filho do Trovão", já estava velho o suficiente para não ter que trabalhar, ele se juntava ao sacerdócio. Esta era uma prática comum: a maioria dos sacerdotes incas eram homens mais velhos, que não podiam mais realizar trabalhos manuais. 

Haviam ídolos dedicados a Illapa em Cuzco. Ele tinha seu próprio templo na cidade e ídolos no templo do sol. Havia também um ídolo de ouro e uma pequena manjedoura de ouro onde ele era transportado durante as cerimônias. Haviam sacerdotes e atendentes que veneravam os ídolos e os transportavam durante os rituais importantes. Durante cerimônias religiosas importantes como o Inti Raymi, Illapa tinha uma quota de animais sacrificados (geralmente lhamas), igual a de Viracocha, o deus Sol.


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18 de março de 2016

Vellamo

۞ ADM Sleipnir



Vellamo (também conhecida como Wellamo) é a deusa das águas na mitologia finlandesa. Seu nome é derivado da palavra finlandesa velloa, que significa  "movimento de águas e ondas". Seu consorte é o deus marinho Ahti, com quem vive num castelo chamado Ahtola, localizado no fundo do mar, e onde ela mantém uma criação de vacas mágicas. Às vezes, durante a névoa da manhã, ela traz suas vacas para a superfície para comerem feno água. 

Vellamo é dita ser alta e bela, possuindo longos fios de cabelo que fluem de sua cabeça até a cintura. Ela controla as ondas, as tempestades e também pode controlar os ventos para ajudar os marinheiros. Ela também é muito respeitada pelos pescadores, que rezam para ela para obterem boa sorte em sua pescaria. 

Ás vezes descrita como sendo uma deusa de coração frio, Vellamo é na verdade uma deusa sedutora, com um enorme talento para manipular homens e deuses por meio de casos amorosos. 



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Ruby