13 de abril de 2016

Besta Ladradora

۞ ADM Sleipnir



A Besta Ladradora (também chamada de Besta Bizarra ou Beste Glatisan) é uma criatura quimérica presente nos contos legendários do Rei Arthur. Ela é o alvo de missões realizadas por cavaleiros famosos, como Rei Pellinore, Sir Palamedes, e Sir Percival.

Ela possui a cabeça e o pescoço de uma serpente, o tronco e as patas de um leopardo, a cauda de um leão e os cascos de um cervo. Ela também emite um som supostamente de seu estômago, o que é dito a soar como "trinta cães ladrando" (daí a origem de seu nome). De acordo com os antigos contos ingleses, a Besta Ladradora vaga constantemente em busca de fontes de água doce, a fim de saciar sua sede insuportável, porém, assim que ela bebe um pouco de água, a fonte da qual ela se serviu se torna venenosa para sempre.

Certa vez, o rei Arthur participava de uma caçada que já durava horas, e então ele decidiu fazer uma pausa para descansar. Ele encontrou uma fonte em meio a floresta e então deitou-se ao lado dela para dormir. Enquanto dormia, Arthur teve um sonho  perturbador, que predizia a destruição de seu reino, e, ao acordar assustado, ele viu a Besta Ladradora bebendo na fonte. Outro relato diz que a besta na verdade apareceu em seu sonho e que, quando ele acordou, notou que a água da fonte havia tornado-se negra e venenosa, com um cheiro enorme de enxofre. Em seguida, Arthur é alcançado pelo rei Pellinore, que lhe informa que a missão de sua família é caçar a besta. 


O mago Merlin revela a Arthur que a Besta Ladradora era a prole de uma mãe humana, uma princesa para ser mais exato. Esta princesa cobiçou seu próprio irmão, e acabou sendo tentada pelo Diabo, que prometeu fazer seu irmão amá-la com a condição de que ela se deitasse com ele. A princesa então, desejando ter o amor de seu irmão, deitou-se com o diabo, que por sau vez manipulou a jovem princesa fazendo-a acusar seu irmão de estupro. Ao tomar conhecimento dessa acusação, o rei jogou seu filho como comida para seus cães de caça, e fez com que a princesa assistisse a cena macabra. Antes de morrer, o jovem tona príncipe disse que sua irmã iria dar à luz uma abominação que faria os mesmos sons como a matilha de cães que estava prestes a matá-lo.


Na Demanda do Santo Graal, encontram-se diversos contos em que a besta está presente, e todos os cavaleiros tentam encontrá-la e matá-la, mas apenas Palamades consegue este feito, e fica conhecido como Palamades, O Cavaleiro da Besta.

A Besta Ladradora é muitas vezes considerada um símbolo do incesto, violência e caos que eventualmente destrói o reino de Arthur. Arthur teve um caso "acidental" com sua meia-irmã Morgause, num momento em que Arthur não sabia que os dois eram parentes. Esta união levou ao nascimento de seu filho Mordred, que seria mais tarde a ruína do reino de Arthur, Camelot.


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11 de abril de 2016

Corvo Escarnecedor

۞ ADM Sleipnir


O Corvo Escarnecedor (ka'lanu ahkyeli'ski no idioma cherokee), é uma figura maligna e impiedosa, presente nas lendas do povo cherokee. Descrito como um espírito do mal, um anjo da morte, a sua existência era temida por todos na cultura cherokee, incluindo outros espíritos e bruxas. 

O seu objetivo é torturar e atormentar uma pessoa que esteja à beira da morte, com o intuito de acelerar o processo. Uma vez morta, o Corvo Escarnecedor consome o seu coração, para reforçar sua própria força vital. Para cada ano em que o moribundo ainda poderia viver, o Corvo Escarnecedor acrescenta à sua própria vida.


Corvos Escarnecedores possuem duas formas distintas. A primeira é a de um ser muito velho e frágil, à qual ele assume enquanto ataca um moribundo. Ao cair da noite, quando viaja para atacar sua próxima vítima, o Corvo Escarnecedor assume a forma de um sinistro corvo. Nesta forma, ele voa pelo céu noturno, como uma visão aterradora deslizando pela noite, gritando e gemendo, anunciando a todos sua presença. Ele sobrevoa o quarto da vítima, produzindo sons horríveis, como se zombasse dela, até que então, ele adentra o seu quarto.

Uma vez no quarto da vítima, o Corvo Escarnecedor encontrará outras bruxas e espíritos malignos, que se unem a ele em sua atividade. Ele e os demais espíritos malignos são invisíveis aos olhos comuns e por isso, o moribundo só aparenta ter asfixia e falta de ar para aqueles que estão ao seu redor, quando na realidade ele está sendo torturado pelos espíritos malignos. Era um costume cherokee contratar o serviço de curandeiros para vigiarem o quarto do parente moribundo, afim de prevenir a ação de um Corvo Escarnecedor. Existem inclusive, contos de um famoso caçador de Corvos Escarnecedores chamado Gskli'sk, que matou muitos desses maus espíritos.



fontes:
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8 de abril de 2016

Calchona

۞ ADM Sleipnir


Arte de Waldo Retamales
A Calchona (do mapudungun Kalcha: "mechuda" [pessoa com cabelos grandes e bagunçados]) é o nome de uma criatura mitológica pertencente a mitologia chilena. A versão mais popular do mito a descreve como uma criatura híbrida entre ovelha e mulher. Suas patas dianteiras, o seu rosto e os seus cabelos são de uma mulher, enquanto todo o resto é igual ao corpo de uma ovelha. Apesar de possuir rosto de mulher, a Calchona não é capaz de falar, mas bali como se fosse uma ovelha.

O termo calchona também era usado antigamente para descrever as mulheres acusadas de bruxaria, e por isso, existem também outras bruxas do folclore chileno que podem ser chamadas de calchona.

Existem várias histórias em torno da Calchona, porém a mais conhecida fala sobre uma bruxa que morava em um campo da zona central do Chile, e lá vivia com seu marido e seu casal de filhos pequenos. No entanto, sua família não sabia que ela praticava bruxaria. Em seu lar, ela escondia vários frascos que continham unguentos mágicos, que ao serem aplicados sobre uma pessoa, permitiam que ela se transformasse em um animal qualquer.


Arte de Pablo Durán
Todas as noites, a bruxa usava seus poderes para que seu marido e filhos não acordassem durante toda a noite, e por razões desconhecidas, ela posteriormente realizava o estranho rito de passar os unguentos mágicos em si própria para se transformar em uma grande ovelha negra e vagar pelos campos durante a madrugada. Ao voltar para casa, ela recobrava sua forma humana, após aplicar novamente os unguentos mágicos em si.


Certo dia, a bruxa acabou se esquecendo de realizar o feitiço para fazer sua família dormir, e devido a isso, seus filhos acabaram acordando no momento em que ela se trasnformava em ovelha. Ao ver a espantosa transformação de sua mãe e querendo imitá-la, eles esperaram ela sair e pegaram os unguentos mágicos. Ao passá-lo em seus corpos, os dois se transformaram em pequenas raposas. Realizada a transformação, os dois se deram conta que não sabiam como fazer para voltarem a ser meninos, e se puseram a chorar amargamente. Ao ouvir os seus prantos, seu pai acabou acordando, mas sua surpresa foi enorme ao não encontrar em casa a sua esposa e seus filhos; ao invés disso, viu somente àqueles pequenos animais.

Graças ao amor aos seus filhos e as histórias que ouvira sobre os unguentos que as bruxas usavam, ele logo imaginou que aqueles frascos pudessem conter algum tipo de ungüento mágico e que aquelas raposas eram possivelmente sua família. Assim, ele decidiu passar aqueles ungüentos nos raposas, as quais imediatamente se transformaram novamente em seus filhos. Eles logo trataram de contar ao pai que era sua mãe a dona dos unguentos. Assustado, e temendo que aquilo voltasse a acontecer, decidiu atirar todo o unguento nas águas de um rio e depois foi embora da casa junto com os filhos.


Arte de Pablo Durán
Posteriormente ao voltar para casa, a bruxa, ainda convertida em uma ovelha negra, se assustou ao ver que seu marido e filhos não estavam em casa e começou a procurar seus unguentos por toda a casa e seus arredores, encontrando somente os frascos quase vazios. Muito aflita, ela tratou de utilizar os restos de unguento para se transformar novamente em ser humano, porém o pouco unguento que restava nos frascos só permitiu que ela transformasse suas mãos, rosto e cabelos em partes humanas novamente. Assim, a bruxa acabou ficando para sempre convertida nesse animal mitológico.


Por isso, quando os camponeses ouvem o balir de uma ovelha que vaga sozinha pelos campos, eles sabem que se trata da mítica Calchona; e como tradição  deixam um prato com comida para que ela se alimente, já que se diz que a Calchona é totalmente inofensiva, e teria se arrependido de seus antigos atos de bruxaria.


Arte de Pablo Durán
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6 de abril de 2016

Mavka

۞ ADM Sleipnir


Mavka (também Niavka, Navka, Nawie; plural: Mavki) é um espírito feminino da mitologia eslava/ucraniana, muitas vezes confundido e associado às Rusalkas e Ondinas, pelo fato de também habitar cursos d'água e florestas. Segundo a lenda, a alma de qualquer mulher virgem que tenha morrido afogada ou de uma criança que tenha morrido sem ter sido batizada pode se tornar um Mavka

Aparência

Mavki possuem uma aparência dupla. Vistas de frente, possuem a aparência de belas mulheres de cabelos muito longos e lisos, geralmente enfeitados com flores. Elas geralmente usam tecidos leves e transparentes, porém podem aparecer totalmente nuas. Já a visão de suas costas é totalmente horrível, pois lá elas não possuem pele nem músculos, e suas vísceras e outros órgãos internos estão expostos, cobertos apenas pelos seus longos fios de cabelo. O corpo de uma Mavka não é refletido pela água, e nem possui sombra.


Comportamento

Mavki costumam atrair jovens de ambos os sexos para dentro das florestas, onde realizam várias danças e orgias com eles. Por fim, elas iram satisfazê-los sexualmente até que eles morram por exaustão. Elas também podem simplesmente atáca-los e matá-los arrancando suas cabeças.

Antigamente na Ucrânia, era costume carregar uma imagem da deusa Ártemis consigo, como forma de se proteger das Mavki. No caso de se encontrar com elas, a estátua era entregue a elas, e em seguida a pessoa deveria proferir a frase На тобі, мавко, полинь, а мене покинь, que significa “Pegue Ártemis e me deixe em paz”.


fontes:


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4 de abril de 2016

Busaw

۞ ADM Sleipnir


Busaw é uma espécie de vampiro/ghoul pertencente ao folclore filipino. Durante o dia, ele se assemelha a um ser humano na aparência e no comportamento, chegando a criar animais e cultivar plantações de tubérculos no local em que habita, geralmente próximo de cemitérios. No entanto, ao anoitecer ele revela a sua verdadeira natureza: a de ladrão e devorador de cadáveres humanos.

Durante a noite, o Busaw viola os túmulos do cemitério em busca de cadáveres frescos, os quais ele substitui no túmulo por troncos de bananeira. Ele também pode roubar um cadáver durante o velório. Com a posse do cadáver, o Busaw irá transformá-lo em um porco e depois devorá-lo. Ele inclusive pode guardar uma parte para oferecer aos seus vizinhos humanos ao amanhecer, com o intuito de transformá-los também em ghouls.

Para afastar um Busaw, todos os cadáveres devem ser lavados completamente com vinagre e ervas com cheiro forte. O sal é também um forte repelente contra ele.



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1 de abril de 2016

Pé-de-Garrafa

۞ ADM Sleipnir



O Pé-de-garrafa é uma misteriosa criatura das matas, pertencente ao folclore do sertão brasileiro, principalmente nos estados do Mato Grosso do Sul, Piauí e Maranhão, além de ser conhecido também como Bicho-Homem em MInas Gerais.

Apesar de ser raramente visto, o Pé-de-Garrafa possui várias descrições, que variam bastante de acordo com a região. Ele é geralmente descrito como um ser humanóide, com o corpo coberto de pelos (exceto na região do umbigo), e possuidor de apenas um pé no formato de um fundo de garrafa. Alguns afirmam que ele possui um rosto de cavalo com um só olho no meio da testa, já outros juram que ele tem cara de gorila e, outros ainda dizem que ele tem cara de cachorro. 

Por ter apenas um pé, o Pé-de-Garrafa se locomove pulando de um lado para o outro, deixando para trás um rastro de buracos profundos no chão, que lembram perfeitamente o fundo de uma garrafa. 

O Pé-de-Garrafa possui uma fluidez que permite com que ele desapareça ou mude de tamanho, agigantando-se ou reduzindo-se conforme a situação. Ele também é capaz de imitar as vozes das pessoas, além de emitir gritos assustadores. Aqueles capturados por um Pé-de-Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou são devorados pelo mesmo. As únicas formas de fugir dele é atravessar um curso de água corrente ou atingir o seu umbigo, que é a única parte vulnerável do seu corpo. Ao se sentir ameaçado, ele faz de tudo para proteger seu umbigo de ser atingido.


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Ruby