30 de maio de 2016

Devana

۞ ADM Sleipnir

Arte de Genzoman
Devana (Dziewanna) é uma antiga deusa russo/eslava da caça e da natureza, filha dos deuses Perun e Dodola. Ela é conhecida na Polônia como Dziewona, na Sérvia como Dilwica e na Eslovênia como Debena. Ela foi mencionada pelo historiador polonês do século XV Jan Długosz em sua obra Annales Seu cronici incliti regni Poloniae ("História da Polônia").

Devana foi descrita como uma deusa virgem, eternamente bela, radiante, e totalmente inacessível aos homens. De acordo com as lendas, ela cavalga através das florestas acompanhada de seus seguidores e seus cães de caça. Cruzar o caminho da deusa e de seus seguidores significava morte quase certa, pois aqueles que o fizessem possivelmente seriam rasgados e devorados pelos seus cães de caça.

Alguns estudiosos sugeriram que Devana é uma versão da deusa romana Diana, a quem certamente ela se assemelha. Outros, que ela era originalmente um aspecto da Grande Deusa, comum a muitas culturas, e que o nome Devana foi-lhe dado apenas para proteger seu verdadeiro nome, secreto. A maioria dos estudiosos contemporâneos, no entanto, não consideram o Annales Seu cronici incliti regni Poloniae como uma fonte confiável de mitologia eslava, e têm dúvidas sobre a existência de tal divindade no panteão eslavo. 

Arte de Igor Ozhiganov

fontes: 
  • Encyclopedia of Russian and Slavic myth and legend, de Mike Dixon-Kennedy;
  • Wikipedia (em inglês).
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

27 de maio de 2016

Hyrrokkin

۞ ADM Sleipnir


Hyrrokkin ("defumada pelo fogo") é uma gigante presente na mitologia nórdica. Ela figura em uma passagem do Gylfaginning, mais precisamente durante o funeral do deus Balder, que havia sido morto pelo irmão Hod graças a trama do astuto deus Loki.

Balder e sua esposa Nanna, que havia morrido de tristeza pela morte do marido, foram colocados no barco de Balder, chamado Hringhorni, para serem cremados. Hringhorni era descrito como "o maior dos barcos", sendo tão grande e pesado que ninguém parecia capaz de lançá-lo ao mar. Os deuses então recorreram à ajuda de Hyrrokkin, que veio de Jötunheimr montada em um lobo gigante e usando serpentes como rédeas.



Após ela descer do seu lobo, Odin convocou quatro guerreiros para cuidarem do animal, porém eles não foram capazes de controlá-lo sem antes deixá-lo inconsciente. Hyrrokkin caminhou até o barco, e somente com a força de seus braços, empurrou sozinha o barco em direção a água, fazendo toda a terra tremer no processo.

Thor, o deus do trovão, ficou profundamente irritado com o fato de Hyrrokkin ter triunfado onde ele não foi capaz, e esteve a ponto de empurrar seu martelo Mjöllnir para dar um fim em Hyrrokkin, mas graças a intervenção dos demais deuses, isso não ocorreu (pelo menos não naquele momento, pois seu nome aparece em uma lista dos gigantes mortos por Thor na segunda parte da Edda em prosa, Skáldskaparmál).

Hyrrokkin aparece representada na pedra "DR 284", uma das pedras do Monumento Hunnestad (em sueco: Hunnestadsmonumentet), na Suécia. Um dos satélites naturais de Saturno foi batizado com o seu nome.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

25 de maio de 2016

Lahmu & Lahamu



۞ ADM Sleipnir

http://gurgute.tumblr.com/

Arte de Germán Gallego
Lahmu (Lakhmu, Lache, Lumasi) e Lahamu (Lakhamu, Lachos, Lumasisão um casal de divindades primordiais da mitologia mesopotâmica. Eles são filhos primogênitos dos deuses Apsu e Tiamat, e pais dos deuses Anshar e Kishar, que foram por sua vez os pais dos primeiros deuses do panteão mesopotâmico (sendo os principais Anu, Enlil e Enki).

Lahmu é retratado como um homem barbudo com uma faixa vermelha, geralmente com três fios e 4 a 6 ondulações na cabeça. Frequentemente é associado ao kusarikku (homem-touro). Nos tempos sumérios, o nome Lahmu pode ter significado "o enlameado". Lahmu era também o guardião dos portões do templo de Enki em Abzu Eridu.  Lahamu às vezes é vista como uma serpente, e às vezes como uma mulher com uma faixa vermelha e seis ondulações na cabeça. Sugere-se que o casal era representado pelo lodo do leito marinho. Há também um paralelo entre a história suméria e a história cristã sobre a Criação, onde Adão e Eva foram os primogênitos dos deuses.

Lahmu guardando uma porta, em Ninive

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

23 de maio de 2016

Gaueko

۞ ADM Sleipnir


Arte de Traci Shepard

Na mitologia basca, o Gaueko (literalmente "O da noite") é a personificação da noite e de todos os seus perigos, sendo considerado um espírito malígno em alguns contos, e gentil e divino em outros. Ele é dito para assumir muitas formas, como uma criatura bestial, um gigante peludo, uma vaca ou até mesmo uma rajada de vento. 

Um antigo ditado basco diz que "o dia é para os humanos e os vivos, a noite é para os espíritos e para os mortos". Assim, o Gaueko é dito ser o punidor daqueles que não temem a noite. Ao encontrar alguém acordado durante a noite realizando algum tipo de trabalho, ou mesmo vagando pelas ruas, o Gaueko irá alertá-lo sobre os perigos da noite, e orientá-lo a voltar para casa e descansar até o nascer do sol. Se a pessoa obedecer, nada de mal irá lhe acontecer, mas se a mesma desprezar seus conselhos e desafiar a noite, Gaueko ficará furioso, e certamente a punirá. Não se sabe que tipo de punição o Gaueko aplica naqueles que o desobedecem, mas algumas histórias dizem que aqueles que são punidos por ele simplesmente acabam nunca mais sendo vistos.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

20 de maio de 2016

Tamoanchan

۞ ADM Sleipnir


Tamoanchan, arte de Zaefyra
Tamoanchan é um lugar mitológico oriundo das culturas mesoamericanas do México central do período pós-clássico. Nas tradições mitológicas e mitos da criação de povos do período pós-clássico tardio, como os astecas, Tamoanchan era concebido como um paraíso onde os deuses criaram o o primeiro membro da atual raça humana, a partir de sangue e ossos humanos moídos que haviam sido roubados de Mictlan, o inframundo. Era um lugar de “névoa florida”, onde se erguia ao centro uma enorme árvore cósmica chamada Xochitlican (“De onde brotam as flores”).

Quando representado nos códices astecas, Tamoanchan é frequentemente associado com a trezena 1-Calli do calendário asteca. A deidade Itzpapalotl, um dos principais tzitzimime ("demónios das estrelas"), geralmente preside esta trezena, e por extensão Tamoanchan é muitas vezes considerado como parte do seu domínio.

A palavra tamoanchan não é de origem nauátle, contrariamente ao que poderia pensar-se, tendo sido demonstrada a sua etimologia maia, com um significado que pode ser aproximado por "lugar do céu brumoso". As descrições de Tamoanchan existentes no Códice Florentino indicam que os nauas do período pós-clássico pensavam que se situava nas terras baixas úmidas da região da costa do golfo do México, habitada pelos huastecas.



fonte:

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

18 de maio de 2016

Wakan Tanka

۞ ADM Sleipnir

Na mitologia nativo-americana, Wakan Tanka ("grande mistério") é o ser supremo e criador dos povos Lakota-Sioux. Às vezes chamado de "Grande Espírito", Wakan Tanka é um ente bastante similar aos seres supremos encontrados nos mitos de muitos outros povos da América do Norte.

De acordo com o mito Lakota, Wakan Tanka existia antes da criação e vivia em um grande vazio chamado Han ("escuridão"). Sentindo-se solitário, ele decidiu criar companheiros para si mesmo. Primeiro, ele concentrou suas energias em uma força poderosa para formar Inyan ("pedra"), o primeiro deus. Em seguida, ele usou Inyan para criar Maka ("terra") e, em seguida, Inyan e Maka se acasalaram e geraram Skan ("céu"). Skan por sua vez criou Wi ("sol") a partir de Inyan, Maka, e dele próprio. Estes quatro deuses eram figuras individuais e poderosos, mas todos eram aspectos de Wakan Tanka.

Os quatro primeiros deuses eram responsáveis cada por um elemento diferente, e se encarregaram de terminar a construção do mundo.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!
Ruby