13 de julho de 2016

Narciso

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Narciso (do grego Narkissos) era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. De acordo com o mito, ele era um jovem famoso por sua extrema beleza, que despertava a paixão de muitos homens e mulheres. Porém, por ser tão belo, Narciso era arrogante, e rejeitava a todos que tentavam se aproximar dele, e isto foi a sua ruína. 

A história de Narciso possui várias versões. A versão mais famosa é a escrita pelo poeta Ovídio, do 3º livro de sua obra Metamorfoses. Nesta versão, quando Narciso ainda era pequeno, sua mãe procurou o profeta Tirésias para consulta-lo em relação ao futuro de seu filho, pois temia que ele tivesse problemas por causa de sua extraordinária beleza. Após vê-lo, Tirésias predisse a sua mãe que ele iria desfrutar de uma vida longa, desde que ele nunca visse o seu próprio reflexo. 

Como o profeta havia predito, Narciso cresceu e a cada dia tornava-se mais belo, atraindo todo o tipo de pretendentes. Um dia, quando Narciso caminhava pela floresta, a ninfa Eco o viu e ficou loucamente apaixonada por ele. Ela começou a segui-lo, e ao sentir que alguém o seguia, Narciso perguntou: -"Quem está aí?". Eco respondeu-lhe repetindo sua pergunta: -"Quem está aí?", e isso se prolongou por algum tempo até que Eco decidiu aparecer perante ele. Eco tentou abraça-lo, mas Narciso se afastou, dizendo-lhe para deixá-lo sozinho. Eco ficou inconsolável e em seu desespero acabou desaparecendo, não deixando nada para trás, além da assombrosa voz de seu eco. 

Nêmesis, a deusa da vingança, tomou conhecimento sobre Narciso e sobre o que havia acontecido a ninfa Eco, e então decidiu puni-lo. A deusa o atraiu até uma fonte, onde ele acabou se debruçando e vendo seu próprio reflexo.

Arte de Emanuella Kozas
Narciso ficou fascinado com sua visão, e acabou apaixonando-se pela imagem, sem saber que era a sua própria imagem refletida no espelho das águas. Por várias vezes Narciso tentou alcançar aquela imagem dentro da água mas inutilmente; não conseguia reter com um abraço aquele ser encantador. Olhando sem parar para o reflexo, ele lentamente definhou e foi transformado pelas ninfas em uma flor narciso. Outros, porém, dizem que ele ficou cheio de desespero e remorso e suicidou-se ao lado da fonte, e do sangue de sua vida se esvaindo a flor nasceu.

A versão do poeta grego Conon, contemporâneo de Ovídio, tem o mesmo fim, porém nela, não foi Eco o estopim para o fim de Narciso, mas sim um jovem chamado Ameinias. O jovem havia se apaixonado por Narciso, porém este o desprezou, como fazia com todos os outros. Devastado, Ameinias foi até a porta da casa de Narciso e se suicidou. Porém, antes de fazer isso, Ameinias clamou aos deuses para que punissem Narciso. Os deuses ouviram o seu clamor e rapidamente atenderam o seu pedido, fazendo Narciso se apaixonar por sua própria imagem refletida em uma fonte.



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11 de julho de 2016

Kinnaras

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Kinnaras (feminino Kinnari) são fabulosas criaturas meio-pássaro, meio-humanas, originarias da mitologia budista e hindu. São criaturas celestiais, conhecidos por sua graça e beleza, assim como por sua habilidade musical e de dança. 

A parte superior de seus corpos é humana, enquanto a inferior é de um pássaro, geralmente um cisne. Também existe uma versão híbrida entre cavalo e humano. Muitas vezes aparecem com pouca roupa, e com seu corpo e penas enfeitado com inúmeros objetos coloridos, geralmente nas estátuas e desenhos onde a criatura é descrita elas aparecem com uma espécie de coroa, que em alguns casos lembra um gênero de flor, em sua cabeça.



Mitologia

Em inúmeras lendas indianas as Kinnaras são seres celestiais que pertencem ao coro que rodeia as principais divindades das crenças indianas e é um símbolo auspicioso.

No Hinduismo, elas são uma das míticas criaturas que habita o Himavanta, que é uma floresta lendária situada na base de uma montanha sagrada chamada ''Mount Meru''. Em outras descrições as Kinnaras vivem também nos Himalaias e muitas vezes cuidam do bem estar dos seres humanos quando eles estão com dificuldades ou em perigo 

No budismo, são geralmente descritas como deuses ou semi-deuses da musica, e por vezes como uma das 8 criaturas não humanas que ''protegem'' os ensinamentos de Buda, são criaturas de destaque em inúmeros textos budistas, incluindo o Lotus Sutra. Em algumas tradições budistas, é dito que 4 das reencarnações de Buddha eram Kinnaras. Também é dito que elas protegem o Kalpavriksha, uma árvore lendária que aparece em muitas descrições do Budismo e Hinduísmo e por vezes descrita sendo a árvore divina da vida.

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8 de julho de 2016

Keythong

۞ ADM Sleipnir


O Keythong é um criatura semelhante a um grifo sem asas, descrito pela primeira vez em um manuscrito inglês sobre heráldica do séc XV. Assim como o grifo, ele possui o corpo de um leão e a cabeça e as patas dianteiras de uma águia, mas em vez de asas, ele ostenta espinhos em suas costas e ombros. Estes espinhos são muitas vezes dourados, o que provavelmente simboliza o sol, embora também possa ser por causa do uso comum da cor dourada para representar grifos na heráldica. Eventualmente é representado possuindo também chifres em sua cabeça.



Keythongs eram considerados grifos do sexo masculino, embora haja um debate dentro da comunidade heráldica quanto a saber se o termo "grifo masculino" é um termo impróprio para o keythong, tornando-se uma besta à parte. Quando apareceu pela primeira vez, não havia uma distinção adequada entre ele e o grifo, de forma que eles compartilhavam muitos atributos das lendas medievais. 

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6 de julho de 2016

O Dragão de Beaucaire

۞ ADM Sleipnir


Beaucaire é uma bonita aldeia da Provença, localizada na margem direita do Ródano, no departamento francês de Gard, na região de Languedoc-Rossilhão,. Este antigo povoado, fundado no século VI a.C., possui uma grande quantidade de lendas ancestrais, das quais a mais famosa é sem dúvida a do Drac (dragão em francês), um terrível dragão aquático que outrora vivia no Ródano. Escondido nas profundezas do rio, atraía as crianças, fazendo brilhar ouro e pedras preciosas debaixo d'água. O Drac também conseguia tornar-se invisível e assim percorria as ruas de Beaucaire para apanhar as presas à vontade. Pobre de quem caísse na armadilha! O Drac acabava impiedosamente com suas presas.

Uma das lendas mais famosas sobre o Dragão de Beaucaire conta que um dia, uma jovem lavadeira foi lavar a roupa nas margens do Ródano. Enquanto trabalhava, a jóvem ouviu uma voz suave que a convidava a se aproximar da água e, ao olhar, conseguiu ver o brilho de milhares de jóias no fundo... A jovem começou a ficar com sono, e sob hipnose, acabou entrando no rio. Então o dragão a pegou e e a levou para o fundo, até chegar no seu esconderijo. Uma vez em seu esconderijo, o dragão não matou a jovem. Ao invés disso, entregou-lhe seu filho, que tivera a pouco tempo com uma donzela, para que ela cuidasse dele.

Passaram-se assim sete anos, sem que ninguém em Beaucaire fizesse a minima ideia do paradeiro da lavadeira, até que um belo dia, ela reapareceu na cidade, Entre abraços e manifestações de alegria, a lavadeira retomou a sua vida. Mas depois de algum tempo, na praça do mercado, ela avistou o dragão e foi cumprimentá-lo. O dragão, percebendo que a lavadeira havia adquirido o poder de vê-lo, a cegou instantaneamente. Assim, ele pode continuar sua rotina de caça sem ser notado por ninguém.

Estátua do Drac de Beaucaire, localizada na Place de la République, em Paris

fonte:
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4 de julho de 2016

Patupaiarehe

۞ ADM Sleipnir


Os Patupaiarehe, também referidos como TurehuNgati Hotu e Urukehu ("cabeças vermelhas"), são seres espirituais semelhantes a elfos/fadas originários da mitologia maori, ditos habitarem as partes mais profundas das florestas e o topo das montanhas da Nova Zelândia. Eles são geralmente descritos como pequenos seres de cabelos vermelhos e pele pálida, porém alguns contos relatam que eles possuem a altura de um ser humano, ou até mesmo gigantes.

Eles raramente são vistos, e quando o são, costumam ser hostis aos seres humanos. Eventualmente eles podem aparecer para os mesmos envoltos em névoas e até mesmo ensinar-lhes magia. De acordo com algumas histórias, eles são ininteligíveis, porém de alguma forma aqueles que os encontram são capazes de entender sua língua.

Os sons de seu canto, misturado ao som de músicas de flauta podem ser ouvidos a distância do local onde vivem, porém qualquer mortal que resolver seguir o som corre o risco de acabar perdido em meio a floresta.


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1 de julho de 2016

Adad

۞ ADM Sleipnir


Adad (provavelmente derivado da palavra árabe haddat, "trovão") era o deus acadiano do clima, sendo um deus popular nas regiões norte da Síria e da Babilônia. Outras culturas na região chamavam o deus de Ishkur, Remon, Addu, Hadad ou Baal-Hadad. Sua consorte é usualmente apontada como sendo a deusa síria Atargatis.

Tido como filho do deus do céu Anu, Adad detinha o poder sobre as tempestades e a chuva. Ele foi muitas vezes retratado como um guerreiro segurando um raio bifurcado ou um clube, e sua montaria era um touro, cujos berros e rugido eram como o som do trovão.

Como o próprio tempo, Adad tinha dois lados: um benéfico e outro destrutivo. Como o portador da chuva, Adad era saudado como o "Senhor da Abundância", cujo dom tornava as colheitas férteis e a terra nutrida. Pessoas de muitas terras áridas da Mesopotâmiao adoravam por este motivo. Como o portador de seca ou de temíveis tempestades, no entanto, Adad podia atacar seus inimigos com a fome, inundações, escuridão e morte.



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Ruby