12 de setembro de 2016

Polong & Pelesit

۞ ADM Sleipnir
O Polong é um espírito maligno do  folclore malaio, comumente convocado e escravizado por bruxos para servi-los. Ele é convocado colocando-se o sangue de uma pessoa assassinada dentro de uma garrafa, e após uma semana ou duas, o Polong poderá ser invocado através de feitiços e encantamentos específicos. Após a invocação, o bruxo irá ouvir lamentos vindo de dentro da garrafa, sinal de que o Polong deve ser alimentado. O bruxo então deve alimentar o Polong com algumas gotas de seu próprio sangue, selando assim um pacto entre ele e o espírito. 

Normalmente, o Polong é mantido dentro da garrafa, mas precisa ser solto de vez em quando. Quando livre, assume a forma de uma esfera voadora. Em algumas ocasiões o bruxo pode fazer  com que o Polong assombre e até possua uma pessoa, para em seguida realizar um ritual de exorcismo e lucrar pelo seu serviço. 


Não existem muitos métodos de prevenção contra seus ataques, mas acredita-se que ele não suporta sementes de pimenta preta. Em casos de exorcismo, um xamã vai colocar essas sementes em partes do corpo do possuído para espantar o espirito.Há casos em que o Polong pode se recusar a deixar o corpo do individuo que sofre muito com a possessão. Neste caso, somente um Bomoh (feitiçeiro mestre) podera´expulsar o espírito. 

Invocar e manter um Polong é algo muito arriscado. Ele deve ser alimentado todos os dias, pois ao ficar faminto, deixa a garrafa e passa a aterrorizar a comunidade. Se maltratado de alguma forma, ele pode facilmente se virar contra o seu mestre, invocando um assecla próprio, chamado PelesitEste pequeno espírito existe quase exclusivamente em simbiose com o Polong, e assemelha-se a um grilo. Assim que o mestre de um Polong dorme, o Pelesit cava um pequeno buraco em sua carne para que ele e o Polong entrem no corpo Invadido por esses espíritos parasitas, o bruxo estará condenado a definhar, sucumbir à loucura e morrer.

Embora geralmente sejam uma dupla inseparável, existem algumas histórias sobre Pelesits atuando sem seu mestre Polong. Às vezes, um feiticeiro cria um Pelesit a partir da língua de um bebê morto, e liga-se a criatura, anexando a ela um fio de seus próprios cabelos. O espírito escravizado pode, então, ser ordenado a rastrear e atacar uma pessoa em particular, invadindo e parasitando seu corpo. Apenas decapitação pode matar um Pelesit.


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9 de setembro de 2016

Marchadores Noturnos

۞ ADM Dama Gótica


No folclore havaiano, os Marchadores Noturnos (Huaka'i Po em havaiano, também chamados de "Espíritos Enfileirados") são um exército fantasma formado pelos espíritos de antigos guerreiros havaianos. Esses espíritos deixam seus túmulos durante certas noites especiais em direção a antigos campos de batalha ou a outros locais sagrados. Eles marcham em meio aos campos e bosques, alinhados do pôr do sol até pouco antes do sol nascer, acompanhados pelo som de tambores e de uma cantoria que gela o sangue de qualquer um que a ouve.

Os Marchadores Noturnos aparecem como ferozes guerreiros translúcidos que parecem estar indo para uma batalha. Eles carregam capacetes e capas elegantes, armas antigas e tocam tambores com força. Esses espíritos procuram recuperar o território roubado por colonos americanos, representar batalhas perdidas, vingar suas mortes e buscar uma entrada para o mundo dos mortos. Diz-se que existe um governante ou "ali" que guia estes seres a locais sagrados. E é encarregado de dar-lhes as boas vindas a novos soldados ao exército dos mortos.


A marcha geralmente é conduzida por um líder, e o ritmo da marcha depende de como este líder era quando vivo. Um líder que amava musica fica honrado com canções fortes e tambores. Já um líder tranquilo e calado lidera uma marcha silenciosa. Acredita-se que alguns deuses marcham com eles em algumas noites, e é nestas ocasiões que as tochas dos Marchadores Noturnos brilham com mais intensidade no escuro. De toda a infinidade de deuses havaianos, a deusa Hi'iaka é a que mais comumente participa da marcha.

Conta-se que quem os vê ou é visto por eles é amaldiçoado e morrerá, a menos que o espírito de um membro de sua família ou antepassado esteja nas fileiras da procissão fantasmagórica. Ao ouvi-los, qualquer pessoa aos arredores deve se refugiar para evitar a maldição. Certas variantes da tradição dizem que o melhor é deitar-se no chão para evitar ser visto por eles, e esta prática também é uma forma de mostrar respeito pelos antigos guerreirosColocar folhas de "ti" (uma planta nativa havaiana) em torno da casa também é uma maneira de mantê-los longe de sua residência. 


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8 de setembro de 2016

Hou Yi

۞ ADM Sleipnir


Hou Yi (chinês: 后羿), também chamado de Yiyi (chinês: 夷 羿) ou simplesmente Yi é um herói mítico chinês, comumente retratado como um deus do arco e flecha, que desceu dos céus para ajudar a humanidade, e, por vezes, como o chefe da Tribo Youqiong (有 窮 氏) durante o reinado do Rei Tai Kang da Dinastia Xia. Sua esposa era a deusa lunar Chang'e. 

Hou Yi era conhecido como o "Arqueiro Divino" por suas habilidades em caça com arco e flecha. Mitos primários dizem que ele era um chefe militar a serviço do imperador Ku; já mitos posteriores descrevem-lo como um descendente de Ku, que serviu ao sucessor de Ku, Imperador Yao. A história mais conhecida de Hou Yi conta como ele eliminou nove dos 10 sóis que haviam no céu. Isso o levou a ser expulso do céu e enviado para a Terra, onde se tornou um mero mortal. A história básica foi muitas vezes modificada e elaborada, mas os detalhes principais permaneceram os mesmos.


O Tempo dos Dez Sóis 

Na mitologia chinesa, o sol costuma ser simbolizado como um pássaro de três pernas, chamada de pássaro-sol. Houve um tempo onde existiam dez desses pássaros-sol, todos eles descendentes de Taiyang Dijun, o deus do céu oriental e Xi He, a "Mãe dos Sóis". Esses dez pássaros residiam em uma amoreira chamada Fu Sang, localizada no mar oriental, e a cada dia um deles dava a volta ao mundo em um carro dirigido por Xi He.

Eventualmente, os pássaros-sóis se cansaram daquela rotina e decidiram que todos eles iriam passear juntos no dia seguinte. Ao amanhecer, os dez pássaros subiram na carruagem de ouro. Ao ver a cena,  Xi He tentou desesperadamente impedir que os filhos travessos saíssem juntos, mas não obteve sucesso.Como resultado da imprudência dos pássaros-sol, o calor na Terra tornou-se intenso. As plantações murcharam nos campos, os rios e lagos secaram e os animais e os humanos se esconderam em abrigos, tendo muitos morrido por exaustão. Monstros e feras deixaram as florestas mortas pelo calor e passaram a perseguir e devorar os humanos.

O povo clamou ao imperador Yao para que ele fizesse alguma coisa. Ele, por sua vez, orou ao deus Dijun para ter pena da Terra. O deus ordenou que nove dos sóis retornassem à Fu Sang, mas os sóis não queriam deixar o céu.

Preocupado com o mal que seus filhos estavam causando, Dijun optou por pedir a ajuda do herói Houyi, para que este ensinasse uma lição aos seus filhos.  Ele entregou a Hou Yi um arco vermelho e uma aljava de setas brancas, e lhe pediu que as usasse para assustar seus filhos,de modo que eles não se atrevessem a causar o mal novamente. Hou Yi também queria resolver esta situação de uma forma pacífica, mas bastou um único olhar sobre a terra arrasada para convencê-lo de que eram necessárias medidas desesperadas. Irritado com o sofrimento das pessoas, causado ​​pela má conduta dos pássaros-sol, Hou Yi levantou seu arco e atirou contra eles, matando-os um após outro. Após matar o nono pássaro-sol, o imperador Yao correu para detê-lo, pois matar o último pássaro deixaria o mundo sob total escuridão. Hou Yi ouviu o imperador e deixou que o último pássaro seguisse o seu curso. Desde então o pássaro sobrevivente cumpre seu dever corretamente, com medo de ser morto.


Em uma outra versão dessa lenda, Hou Yi tentou resolver o problema conforme foi orientado por Dijun. Ele se aproximou dos pássaros-sol, e tentou assustá-los ameaçando atirar suas flechas contra eles, mas os pássaros-sol riram dele e disseram-lhe que não se atreveria a matá-los, pois sabiam que seu pai nunca ordenaria matá-los.

Irritado com a zombaria deles, Hou Yi mirou e atirou contra um dos pássaros-sóis, derrubando-o dos céus. Hou Yi percebeu que havia agido pela raiva e sabia que teria problemas com Dijun, mas argumentou que uma vez que ele já tinha começado a tarefa, ele deveria terminá-la e disparou contra os pássaros restantes, matando um por um até que sobrou apenas um. Antes que ele matasse o último pássaro, o imperador Yao veio até ele e o deteve, lembrando-lhe que o mundo precisava de um sol. A partir desse dia, o pássaro-sol remanescente passou a se comportar bem, sempre nascendo e se pondo no tempo correto. 

O Banimento dos Céus 

Embora o imperado Yao tenha ficado satisfeito com o serviço prestado por Houyi, Dijun não se conformou. Houyi tinha matado nove de seus filhos errantes ao invés de simplesmente assustá-los como Dijun o havia instruído. Como pai, Dijun não pode perdoar Hou Yi, então ele o baniu dos céus juntamente com sua esposa, Chang'e, e lhes despojou de sua imortalidade.

O imperador Yao, como sinal de gratidão ao grande feito de Hou Yi, deu-lhe um palácio e o encarregou de eliminar as feras e monstros que constantemente atacavam as aldeias da China. Naquele tempo, o mundo era infestado por vorazes feras selvagens que vagavam pela terra e dizimavam os homens, que não tinham meios de se defender delas. 



A busca pela imortalidade 


Hou Yi pouco se importava em ter sido banido do céu, porém sua esposa Chang'e não podia suportar o fato de que um dia ela e seu marido morreriam. Procurando por um meio de recuperar sua imortalidade, ele viajou até o palácio da deusa Xi Wang Mu, a "Rainha Mãe do Ocidente", localizado na montanha Kunlun, buscando obter seu elixir da imortalidade. As histórias Hou Yi eram conhecidas pela deusa, e compadecendo-se dele, Xi Wang Mu concordou em dar-lhe o elixir, mas com uma condição: sabendo que Hou Yi era um arquiteto talentoso, ela lhe pediu para construir-lhe um palácio de verão em troca do elixir imortalidade. Ele concordou e durante muitos meses ele trabalhou na construção do palácio. Assim que concluiu o palácio, Xi Wang Mu presenteou Houyi com um frasco do elixir, o último que a deusa possuía. Ela advertiu Hou Yi de que ele deveria dividir o elixir com sua esposa, fazendo com que os dois pudessem viver juntos para sempre na Terra .Caso um deles tomasse sozinho, recuperaria sua divindade e retornaria ao céu. Com o elixir em mãos, Hou Yi retornou à sua casa.

A ascensão de Chang'e à Lua 

Assim que chegou em casa, Hou Yi descobriu que o Imperador Yao tinha algums pedidos urgentes para ele, e então se apressou em respondê-los. A pressa o levou a cometer um erro vital: não tomar o elixir da imortalidade de imediato, deixando-o desprotegido. Enquanto Hou Yi partiu em uma nova empreitada, sua esposa ficou em casa e, durante meses, não teve notícias do marido. 

Entediada, Chang'e revirou as coisas do marido e encontrou o elixir que ele havia deixado para trás. Sem saber do que se tratava, ela bebeu todo o exilir. Nesse exato momento, Hou Yi acabava de retornar de sua missão e, para sua surpresa, encontrou sua esposa flutuando em direção a lua. Chang'e gritou por ajuda e Hou Yi até tentou agarrá-la, mas ela já estava fora de seu alcance. Chang'e obteve sozinha a imortalidade, e a partir daquele momento, viveria sozinha na lua com apenas uma lebre branca como companhia.



O trágico fim de Hou Yi

Sabendo que um dia iria morrer, Hou Yi decidiu que ele deveria ensinar suas habilidades de tiro com arco e caça a outras pessoas, para que o conhecimento não se perdesse após sua morte. Ele assumiu um estudante chamado Feng Meng que logo se tornou um arqueiro excepcional e logo ele se viu como digno de comparação com Houyi. Um dia, Feng Meng desafiou-o para um concurso de tiro. Hou Yi aceita o desafio, e facilmente derrota Feng Meng, convencendo-o de que, apesar de sua incrível pontaria, não havia nenhuma chance dele derrotar seu mestre. 

Frustrado e com ciúmes de habilidades superiores de Hou Yi, Feng Meng decidiu matar seu mestre. Um dia, durante uma caçada, ele atacou-o, golpeando-lhe pelas costas com um clube feito a partir da madeira de uma árvore de pêssego. Junto com outros homens que também nutriam raiva de Houyi, Feng Meng espancou Houyi até a morte. 

Um grupo menor de histórias que poderiam ser chamadas de "maus contos de Hou Yi," o arqueiro divino é dito ter negligenciado os seus deveres de governar o império Xia. Nestas histórias, Hou Yi aparece como um péssimo exemplo de rei, e possui uma má reputação. De acordo com essas histórias, ele passava seu tempo caçando em vez de governar. Finalmente, quando viram que ele não iria mudar, seu clã o matou. Eles cozinharam seu corpo e o serviram para seus filhos. Mas seus filhos se recusaram a comer e então foram condenados à morte.



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7 de setembro de 2016

Grani

۞ ADM Sleipnir



Grani (ou Grane) é um mítico cavalo presente na mitologia nórdica. Ele é descendente de Sleipnir, o cavalo mágico de Odin e o mais rápido dentre todos. Ele veio a se tornar a montaria do herói Sigurd/Siegfried.

No capítulo 13 da Saga dos Volsungos, Sigurd seguia em direção a um bosque quando encontra um velho homem de barba longa. Ele conta ao velho que ele está indo ao bosque para escolher um cavalo, e pergunta ao mesmo se deseja ir com ele para ajudá-lo a decidir. O velho então sugere que eles devem levar os cavalos ao rio Busiltjörn, e os dois seguem rio adentro. Todos os cavalos retornam a terra, exceto um belo e jovem cavalo cinzento,o qual ninguém nunca havia montado. O velho homem diz a Sigurd que este cavalo é descendente de Sleipnir, e que ele deve ser nutrido cuidadosamente, para que se torne o melhor de todos os cavalos". Em seguida, o velho homem desaparece. Sigurd nomeia o cavalo como Grani, e a narrativa acrescenta que o velho não era outro senão Odin


Cultura Popular

  • Em Digimon Tamers, Grani é um tipo especial de Digimon que serve como veículo de transporte para o Digimon Gallantmon;
  • Em Saint Seiya Soul of Gold, Grani é o nome da Robe Divina usada  pelo guerreiro deus Sigmund.
A Robe Divina de Grani, usada por Sigmund em Saint Seiya Soul of Gold

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6 de setembro de 2016

O Lamento das "Sete Cabeças" em Chihuahua, México

۞ ADM DamaGótica


No quilometro 21 da estrada que leva a Ciudad Juárez, no estado de Chihuahua (México), existe um monumento que chama a atenção de todos que passam pelo local, também conhecido como a "Curva do Perigo". O monumento, conhecido como "As Sete Cabeças", foi erguido em memória as vitimas de um dos acidentes mais tristes da história das estradas de Chihuahua, e que é lembrado todos os anos. 

O Acidente 

No dia 1 de agosto de 1939, um ônibus transportando 25 crianças da YMCA (Young Men's Christian Association - "Associação Cristã da Mocidade") retornava de uma viagem, quando acabou colidindo com um caminhão de lixo na "Curva do Perigo".

As vinte e cinco crianças que viajavam no ônibus foram arremessadas ao longo do caminho, com sete delas vindo ao óbito no local e as restantes apenas se ferindo. Após o acidente, um monumento foi construído no local em homenagem as sete crianças que morreram no incidente. No monumento, junto com as sete cabeças que lhe dão o seu nome, estão uma cruz e uma placa memorial com os nomes das crianças e uma descrição do que aconteceu naquele dia fatídico.


Lendas

Pessoas que moram ou possuem comércios próximos ao monumento das Sete Cabeças contam histórias sobre estranhos acontecimentos que ocorrem no local. Alguns dizem que os espíritos das crianças que morreram no acidente ainda vagam errantes pelo local, condenados a reviver o acidente uma e outra vez. Outros ainda dizem que tarde da noite pode-se ouvir os sons do acidente: a queda do caminhão, os choros e gritos de dor das crianças moribundas ou feridas na estrada.

Uma versão mais perturbadora da historia diz que ao anoitecer, quando não há tráfego na área, as cabeças do monumento ganham vida e lamentam a perda de suas vidas.


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5 de setembro de 2016

Renenutet

۞ ADM Sleipnir




Renenutet (também conhecida como Termuthis, Ernutet, Renenet) era uma deusa cobra egípcia, venerada na região do Delta. Ela era uma deusa poderosa, cujo olhar tinha o poder de destruir seus inimigos. No entanto, os antigos egípcios não tinham motivos para temê-la, pois ela lhes oferecia proteção em muitas áreas de sua vida. 

Características

Ela era geralmente descrita como uma mulher, às vezes com cabeça de uma serpente naja, ou como uma enorme serpente naja tendo na cabeça uma coroa com duas plumas altas e, de vez em quando, um uraeus ou o disco solar e chifres de vaca. Ainda podia ser mostrada como uma serpente amamentando uma criança, principalmente o filho do faraó. Ela também foi representada com uma cabeça de leão, como Hathor em sua forma de "Olho de Rá". 

Renenutet foi por vezes considerada a esposa de Geb (o deus da terra) e mãe de Nehebkau (o deus serpente que guardava a entrada para o submundo e também auxiliava Ra durante sua travessia), mas outras tradições afirmavam que ela era casada com Sobek ou com Shai, o deus do destino. Ela era a mãe de Nepri, a personificação do milho, que era intimamente associado com Osiris. No entanto, como um exemplo de maternidade perfeita, ela foi fundida com Ísis ( esposa de Osíris) como Isermithis ou Thermounthis



Para os antigos egípcios, nomes eram palavras de grande poder. Como uma deusa da amamentação, Renenutet dava a cada um bebê recém-nascido um nome secreto, através do leite de sua mãe. Nessa função ela era conhecida pelo epíteto "Aquela que cuida". Ela também protegia as crianças de maldições. Na verdade, era dito que as crianças "tinham Renenutet sobre o ombro desde o nascimento". Neste papel, ela estava ligada com Meskhenet, uma deusa do parto, que na verdade supervisionava o trabalho de parto. 

Os antigos egípcios acreditavam que, para que uma pessoa pudesse desfrutar a vida eterna, a sua imagem e seu nome deveriam sobreviver. Como Renenutet dava a cada pessoa o seu nome, ela era equiparada ao deus Shai, como uma deusa do destino. Ramsés II certa vez afirmou que ele era o "Senhor de Shai e Criador de Renentet", como uma indicação de seu poder de controlar o seu próprio destino. Renenutet e Shai foram muitas vezes representados com Thoth e foram, por vezes chamados de "as mãos de Thoth". 

De acordo com os Textos das Pirâmides, Renenutet era a deusa da abundância, e boa sorte. Cobras eram vistas frequentemente ao redor dos campos durante a época da colheita, caçando os roedores que ameaçavam a cultura. Como resultado, Renenutet era considerada a protetora das colheitas, possuindo os epítetos "Deusa do Duplo Celeiro", a "Dama dos Campos Férteis" e "Senhora do Celeiros". Amenemhat III e IV Amenemhat dedicaram um templo à Renenutet, Sobek e Hórus na cidade de Dja (conhecida pelos gregos como Narmouthis ou Harmounthis, chamada hoje de Medinet Madi), que foi ampliado durante o período ptolomaico. Neste templo, um festival anual da colheita era realizado em sua homenagem, durante o qual uma parte dos melhores produtos eram oferecidos a ela, e em todo o Egito, santuários dedicados a ela foram construídos em áreas onde se fabricava vinho. 

Renenunet também era a protetora do faraó no submundo, onde imbuída suas roupas com um poder que repelia seus inimigos. Durante o Império Novo, o papel dela se expandiu para incluir a concessão de poderes mágicos às bandagens da mumificação. Durante o período ptolomaico (304 a 30 a.C.) ela era conhecida como "A Senhora dos Mantos", em virtude de sua associação com as roupas. No além-túmulo, ela era ainda encarregada de alimentar as almas dos defuntos.


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Ruby