10 de outubro de 2016

Potamoi

Os Potamoi (em grego antigo: ποταμός, Potamos, "rio"eram os deuses gregos dos rios e córregos da terra, todos filhos dos titãs Oceano e Tétis. Suas irmãs eram as Oceânides, deusas de pequenos córregos, nuvens e chuva, e suas filhas eram as Náiades, ninfas de nascentes e mananciais.

Esses deuses costumam ser retratados em várias formas: um touro, um homem com cabeça de touro, um homem com cabeça de touro e corpo de serpente da cintura para baixo ou em forma humana segurando uma ânfora vertendo água. Acredita-se que existiam cerca de 3.000 deuses dos rios. Um dos mais célebres é Peneus, protetor do rio Peneios e pai da ninfa Dafne.


Héracles enfrentando Aqueloo, 
Arte de Cornelis Cornelisz van Haarlem (1590)


Lista de Deuses-rios 

Deuses-rios masculinos, relacionados a rios geograficamente reais:
  • Ácis, Akis: um deus-rio da Sicília no sul da Itália. Foi originalmente um rapaz mortal, amado pela nereida Galateia. Depois que o ciumento cíclope Polifemo o esmagou sob uma pedra, Galateia o transformou em um rio de águas muito claras, no qual se banhava diariamente.
  • Acragante, Akragas: um deus-rio da Sicília, no sul da Itália
  • Aias: um deus-rio do Epiro (na atual Albânia).
  • Aisar: um deus-rio da Etrúria, atual Toscana (Itália). Atual rio Sérquio (italiano Serchio, Auser para os romanos)
  • Alfeu, Alpheios: um deus-rio de Arcádia e da Élida, no Peloponeso, sul da Grécia. Amou a ninfa Aretusa e a perseguiu sob o mar até a Sicília
  • Almo: um deus-rio do Lácio,na Itália.
  • Amniso, Amnisos: um deus-rio da ilha de Creta. no Egeu. Suas filhas eram companheiras da deusa Ártemis.
  • Anapo, Anapos: um deus-rio da Sicília.
  • Anauro, Anauros: um deus-rio da Tessália, no norte da Grécia.
  • Anfriso, Amphrysos: um deus-rio da Tessália, no norte da Grécia.
  • Anigro, Anigros, um deus-rio da Élida no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Apidano, Apidanos: um deus-rio da Tessália.
  • Aqueloo, Akheloios: um deus-rio da Etólia, na Grécia central. Lutou com Héracles pela mão da princesa Dejanira da Etólia, mas foi vencido pelo herói. Um dos seus chifres foi quebrado na luta e se transformou em uma cornucópia.
  • Aqueronte, Akheron: um deus-rio da Tesprótia, no noroeste da Grécia (distinto do mítico Aqueronte do Hades).
  • Árdesco, Ardeskos: um deus-rio da Trácia (na atual Bulgária).
  • Arno, Arnos: um deus-rio da Etrúria. (atual rio Arno)
  • Ascânio, Askanios, um deus-rio da Mísia, na Anatólia (na atual Turquia).
  • Asopo, Asopos, um deus-rio da Beócia e de Argos, no sul da Grécia. Suas vinte belas filhas náiades foram sequestradas pelos deuses. Quando tentou recuperar uma delas, Aigina ou Egina, Zeus o fulminou com um relâmpago.
  • Astério, Asterion, um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia. Suas filhas eram aias de Hera.
  • Áxio, Axios, um deus-rio da Peônia (na atual República da Macedônia).
  • Báfira, Baphyras, um deus-rio da Piéria, atual norte da Grécia e Macedônia.
  • Borístenes, Borysthenes, um deus-rio da Cítia central (Ucrânia moderna). Seu rio é chamado agora Dniéper ou Dniepre.
  • Brícon, Brykhon, um deus-rio do Quersoneso na Trácia (norte da atual Grécia). Era um aliado do Gigantes em sua guerra contra os deuses.
  • Caico, Kaikos, um deus-rio de Teutrânia, na Anatólia (na atual Turquia).
  • Caistro, Kaystros, um deus-rio da Lídia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Cébren, Kebren, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Cecino, Kaikinos, um deus-rio do Brútio (atual Calábria, na Itália do sul).
  • Cefisso, Kephissos (1), um deus-rio da Fócida na Grécia central.
  • Cefisso, Kephissos (2), um deus-rio da Ática no sul da Grécia.
  • Cefisso, Kephissos (3), um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Cidno, Kydnos, um deus-rio da Cilícia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Citero, Kytheros, um deus-rio da Élida no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Cladeu, Kladeos, um deus-rio da Élida no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Cocito, Kokytos, um deus-rio da Tesprótia, na Grécia do noroeste, afluente do Aqueronte (distinto do Cocito do Hades).
  • Crêmete, Khremetes, um deus-rio da Líbia na África do norte.
  • Crimiso, Krimisos, um deus-rio da Sicília, Itália. Seduziu uma princesa Troiana disfarçado como um cão.
  • Elísson, Elisson, um deus-rio da Acaia no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Enipeu, Enipeus, um deus-rio da Tessália em norte da Grécia.
  • Erasino, Erasinos, um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Erídano, Eridanos, um deus-rio da Ática em sul da Grécia (não confundir com o lendário Erídano da Hiperbórea)
  • Erimanto, Erymanthos, um deus-rio de Arcádia no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Escamandro, Skamandros, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia). Lutou com o deus Hefestos para apoiar os troianos em sua guerra com os gregos. O rio também era chamado Xanto.
  • Esepo, Aisepos, um deus-rio da Tróada, na Anatólia (na atual Turquia).
  • Esperqueu, Sperkheios, um deus-rio de Malis na Grécia central.
  • Estrímon, Strymon, um deus-rio de Edônia na Trácia (norte de Grécia).
  • Eufrates, Euphrates, um deus-rio da Assíria (Turquia oriental e Iraque modernos).
  • Eveno, Euenos, um deus-rio de Aitolia na Grécia central.
  • Fase, Phasis, um deus-rio da Cólquida, no Cáucaso (na atual Geórgia). Atual rio Rioni.
  • Fílis, Phyllis, um deus-rio de Tínia, na costa do Helesponto, Anatólia (na atual Turquia).
  • Ganges, Ganges, um deus-rio da Índia.
  • Grênico, Grenikos, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Haliacmon, Haliakmon, um deus-rio de Macedônia e de Piéria em norte da Grécia.
  • Hális, Halys, um deus-rio de Paphlygonia e de Pontos na Anatólia (na atual Turquia). Seu nome atual, em turco, é Kızıl
  • Hebro, Hebros, um deus-rio da Cicônia, na Trácia (atualmente norte da Grécia e sul da Bulgária).
  • Heptáporo, Heptaporos, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Hermo, Hermos, um deus-rio da Lídia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Hidaspes, Hydaspes, um deus-rio da Índia (atual Caxemira). Lutou ao lado dos indianos contra Dioniso. Atual rio Jelum ou Jhelum.
  • Ilisso, Ilissos, um deus-rio da Ática no sul da Grécia.
  • Ímbraso, Imbrasos, um deus-rio da ilha de Samos no grego egeu.
  • Ínaco, Inakhos, um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia. Foi o primeiro rei de Argos.
  • Indo, Indos, um deus-rio da Cária na Anatólia (na atual Turquia). Não confundir com o rio indiano.
  • Inopo, Inopos, um deus-rio da ilha de Delos, no Egeu (na verdade, um pequeno córrego)
  • Ismeno, Ismenos, um deus-rio da Beócia na Grécia central.
  • Istro, Istros, um deus-rio da Cítia ocidental (atual Romênia). Seu rio, Ister para os romanos, é hoje chamado Danúbio.
  • Ládon, Ladon, um deus-rio de Arcádia no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Lamo, Lamos, um deus-rio da Cilíciana Anatólia (na atual Turquia) ou de Beócia na Grécia central. Suas filhas eram aias de Dioniso.
  • Meandro, Maiandros, um deus-rio da Cária na Anatólia (na atual Turquia).
  • Meles, Meles, um deus-rio da Lídia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Míncio, Minkios, um deus-rio da Gália.
  • Nesto, Nestos, um deus-rio da Bistônia, na Trácia (norte da Grécia Moderna).
  • Nilo, Neilos o deus-rio do Egito. Seu rio é agora o Nilo.
  • Ninfeu, Nymphaios, um deus-rio da Bitínia e de Paflagônia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Nomício, Nomikios, um deus-rio do Lácio,em Itália.
  • Orontes, Orontes, um deus-rio da Síria, na Ásia ocidental. Seu rio é hoje chamado, em árabe, ‘Asi.
  • Pactolo, Paktolos, um deus-rio da Lídia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Partênio, Parthenios, um deus-rio de Paflagônia na Anatólia (na atual Turquia).
  • Peneu, Peneios, um deus-rio da Tessália, norte da Grécia.
  • Plisto, Pleistos, um deus-rio da Fócida na Grécia central.
  • Pórpax, Porpax, um deus-rio da Sicília, na Itália do sul.
  • Reso, Rhesos, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Rino, Rhinos, um deus-rio da Ibéria (na atual Espanha).
  • Ródio, Rhodios, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Sangário, Sangarios, um deus-rio da Frígia e da Bitínia na Anatólia (na atual Turquia). Era um associado da grande deusa Cibele da Frígia (identificada com Reia).
  • Satnióis, Satnioeis, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Selemno, Selemnos, um deus-rio da Acaia no Peloponeso, sul da Grécia.
  • Simeto, Symaithos, um deus-rio da Sicília, na Itália do sul.
  • Simóis, Simoeis, um deus-rio da Tróade na Anatólia (na atual Turquia).
  • Tânais, Tanais, um deus-rio da Cítia oriental (Rússia moderna). Seu rio é agora o Don.
  • Telmesso, Telmessos: um deus-rio da Sicília, na Itália do sul.
  • Termesso, Termessos: um deus-rio de Beócia na Grécia central.
  • Termodonte, Thermodon: um deus-rio do Ponto e da Assíria, na Anatólia (na atual Turquia).
  • Tiberino, Tiberinos: um deus-rio do Lácio,em Itália. Seu rio é hoje o Tibre.
  • Tigre, Tigris: um deus-rio da Assíria (Turquia oriental e Iraque modernos) na Ásia ocidental.
  • Titaresso, Titaressos: um deus-rio da Tessália, norte da Grécia.

Deuses-rios de terras míticas:
  • Egeu, Aigaios: um deus-rio da ilha de Esquéria, o mítico lar dos Feácios, identificado mais tarde com a atual ilha grega de Córcira ou Corfu.
  • Erídano, Eridanos: ("cedo queimado" ou "cedo tostado", devido ao mito de Faetonte, que teria caído em chamas nesse rio), um deus-rio da Hiperbórea (identificado mais tarde com o atual Reno ou com o Pó).

Deusas-rios e deusas-lagos:
  • Bolbe, Bolbe: deusa-lago da Tessália, no norte da Grécia.
  • Gige, Gygaie: deusa-lago ou deus-lago da Lídia, na Anatólia (Turquia moderna).
  • Neda: oceânida, deusa-rio de Arcádia, sul da Grécia e uma das aias de Zeus.
  • Tritônis, Tritonis: deusa-lago do lago Tritônis, no norte da África, hoje seco e reduzido a um pântano salgado sazonal, o Chott el-Djerid, no sul da Tunísia.

Deuses-rios e deusas-rios do Hades:
  • Aqueronte, Akheron: "pântano", associado por etimologia popular ao grego akhos, "dor". Um deus-rio do Hades, o submundo, que toma o nome de um rio real da Tesprótia, no noroeste da Grécia, que após atravessar uma região selvagem, desaparecia nas entranhas da terra e ressurgia formando um pântano insalubre numa paisagem solitária. Filho de Gaia, teria sido condenado a permanecer nas entranhas da Terra por ter permitido que os Gigantes, durante a luta contra os deuses, bebessem de suas águas. É um dos rios atravessados pela barca de Caronte e suas águas são paradas, com as margens cobertas de caniços.
  • Cocito, Kokytos: "grito de dor", um deus-rio do Hades, o submundo, que toma o nome de um rio real da Tesprótia, afluente do Aqueronte.
  • Estige, Styx: "odiosa, horrível", uma deusa-rio do Hades, o submundo, relacionada a uma fonte da Arcádia, perto da cidade de Nonácris, que descia de um rochedo escarpado e perdia-se nas entranhas da Terra. Tinha a reputação de envenenar seres humanos e rebanhos e corroer metais e cerâmicas. O único material que lhe resistia era o casco de um cavalo. Dizia uma lenda que Alexandre Magno foi envenenado com água do Estige.
  • Lete, Lethe: "esquecimento", uma deusa-rio do Hades, o submundo, de cujas águas as almas bebiam para esquecer a vida terrestre – e, nas concepções órficas e platônicas, voltavam a beber antes de reencarnar, para esquecer sua existência entre as sombras. Estava relacionada a uma fonte do mesmo nome no oráculo de Trofônio, em Lebadia, na Beócia, da qual os consulentes bebiam para esquecer o profano (depois bebiam da fonte Mnemósine, "memória, para se lembrarem do oráculo sagrado).
  • Piriflegetonte ou Flegetonte, Pyriphlegethon: "de chamas ardentes", um deus-rio do Hades, o submundo. É citado pela primeira vez na Odisseia, ao lado do Aqueronte, Cocito e Estige.
Aqueronte, Arte de Bernando Curvello
fontes:
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7 de outubro de 2016

Íblis

۞ ADM Sleipnir



Íblis (árabe: إبليس, também conhecido como Shaitan, Al-Shaitaan, Ash-Shatan) é o principal demônio do islamismo, uma contraparte do Satanás judaico-cristão. Segundo o Alcorão, Iblis era um ser celestial, criado a partir do Fogo pelo próprio Alá. Ele é retratado como um ser rebelde, que durante a criação do mundo, recusou-se a se curvar diante do homem de barro, recém criado – em sua mente, o fogo do qual ele é constituído é superior ao barro por poder destruí-lo. Pela sua prepotência e desobediência, foi expulso do Éden.
“Criamo-vos e vos demos configuração, então dissemos aos anjos: Prostrais-vos ante Adão! E todos se prostraram, menos Iblis, que se recusou a ser dos prostrados. 12. Perguntou-lhe (Deus): Que foi que te impediu de prostrar-te, embora to tivéssemos ordenado? Respondeu: Sou superior a ele; a mim criaste do fogo, e a ele do barro. 13. Disse-lhe: Desce daqui (do Paraíso), porque aqui não é permitido te ensoberbeceres. Vai-te daqui, porque és um dos abjetos!”

Após sua expulsão, Íblis roga a Alá que lhe conceda imortalidade até o dia do Juízo final, tornando-se “Ash-Shatan” (Inimigo da humanidade), prometendo tentá-la até o dia final. Os diálogos entre Alá e Iblis no Alcorão demonstram que ele passa da classe celestial a classe de “Djinn”, um espírito de fogo que, embora não exerça poder sobre a humanidade, exerce influência sobre a mesma. Tal influência limita-se aos homens que se desviam das leis de Alá, os fiéis de coração sendo incorruptíveis.

Iblis é retratado o tempo todo como um ser arrogante, que decaiu através de seu orgulho. Entretanto, alguns filósofos considerados hereges o consideram como o único e verdadeiro monoteísta, já que recusou-se a curvar diante de qualquer um que não fosse o próprio Alá. Mas dentro da tradição islâmica (hadith) essa recusa não foi um ato de amor, mas de pura soberba. Iblis provoca a queda do homem, que é expulso do Éden.

Possuindo livre arbítrio, o homem é avisado para não misturar-se com Ash-Shatan através de seus atos, como heresias, idolatria, quebra das leis humanas e divinas (Haraam – ‘Pecados’) e a feitiçaria. O Alcorão deixa claro que o objetivo de Íblis é desviar o homem do caminho de Alá, do ‘Caminho Direito’; pervertendo-os a seus próprios caminhos. Possuindo o homem livre arbítrio a única escolha nessa dualidade é dele mesmo, escolher Alá ou Íblis como seu protetor. 
“Deus amaldiçoou. Ele (Ash-Shatan) disse: Juro que me apoderarei de uma parte determinada dos Teus servos, 119. A qual desviarei, fazendo-lhes falsas promessas. Ordenar-lhes-ei cercear as orelhas do gado e os incitarei a desfigurar a criação de Deus! Porém, quem tomar Satanás por protetor, em vez de Deus, Ter-se-á perdido manifestamente! “ -Al-Quran, Sura 4

Dentro dessa luta de influências, embora tido nas escrituras sagradas como ‘perdedor nato’, Íblis conseguiu algum prestígio sobre a Terra. Existiram e ainda existem tribos de nômades e civilizações isoladas espalhadas pelo oriente médio que cultuam a Ash-Shatan ao invés de Alá.
“Porém, Iblis sussurrou-lhe, dizendo: Ó Adão, queres que te indique a árvore da prosperidade e do reino eterno? 156 121. E ambos comeram (os frutos) da árvore, e suas vergonhas foram-lhes manifestadas, e puseram-se a cobrir os seus corpos com folhas de plantas do Paraíso. Adão desobedeceu ao seu Senhor e foi seduzido. 122. Mas logo o seu Senhor o elegeu, absolvendo-o e encaminhando-o. 123. Disse: Descei ambos do Paraíso! Sereis inimigos uns dos outros. Porém, logo vos chegará a Minha orientação e quem seguir a Minha orientação, jamais se desviará, nem será desventurado.” -Al-Quran, Sura 20
Assim como nos outros mitos, Íblis também concede o conhecimento ao homem, associando-se desta forma com o mito prometeico. Da mesma forma que outras escrituras sagradas, o Islã também possui uma manifestação do Caos, exilada pela “mão direita”, pelos seguidores de Deus (Alá) e uma ‘mão esquerda’, fora das leis humanas e divinas. Entretanto, o radicalismo islâmico fez com que tais grupos de adoradores se isolassem, vivendo nas sombras e nas margens da sociedade, se tornando ainda mais envoltos em mistérios, a mesmo molde dos Yézidis vítimas de violências por “idolatrarem satã”.




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6 de outubro de 2016

Portal no Youtube: Inugami

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5 de outubro de 2016

Nasnas

۞ ADM Sleipnir


Nasnas (em árabe: نسناس; nasnās) são uma raça de criaturas malígnas pertencentes ao folclore árabe, acreditados como sendo a prole de um Shiqq e um ser humano. Shiqq é uma classe menor de gênio (djinn), descrito como um ser monstruoso que só possui um corpo pela metade. Desta forma, o cruzamento de um Shiqq com um humano resulta na criação de humanos pela metade, que são os Nasnas. 

Nasnas possuem metade de uma cabeça, um braço, uma perna e também uma cauda, que usam para ajudar a equilibrar seus movimentos. Às vezes, Nasnas aparecem com uma única asa semelhante a de um morcego. Mais comumente, eles mostram-se como velhos decrépitos procurando a ajuda de pessoas dispostas a carregá-los até a fonte de água mais próxima. Ao chegarem até a fonte de água, eles assumem sua verdadeira forma e afogam suas vítimas.  Acredita-se que eles podem matar uma pessoa apenas com um toque.

Nasnas não são capazes de falar, por possuírem apenas a metade de suas cordas vocais. Porém, são capaz de proferir um estranho e estridente ruído, aterrorizante para aqueles que o ouvem.


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4 de outubro de 2016

Portal no Youtube: Invunche

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3 de outubro de 2016

Nariphon

۞ ADM Sleipnir


Nariphon (em thai: นารี ผล), também conhecida como Makkaliphon (em thai: มักกะลีผล, do páli makkaliphala) é uma espécie de árvore na mitologia budista que dá frutos na forma de jovens mulheres com cerca de 20 cm de comprimento. Elas crescem anexadas aos ramos das árvores através de suas cabeças e duram sete dias, após os quais elas murcham e morrem. De acordo com a lenda, as árvores Nariphon crescem em Himaphan, uma floresta mítica onde seus frutos são apreciados pelos Gandharvas, que os cortam e os levam embora.


Mitos e folclore

Segundo a mitologia budista, o deus Indra criou um pavilhão (Sala) como morada para Vessantara (incarnação de Buda anterior a Sidarta Gautama), sua esposa Maddi e dois filhos viverem. Maddi ia a floresta para colher alimentos, porém a mesma era habitada por eremitas, que apesar de terem adquirido poderes especiais a partir de sua meditação, não conseguiam dominar a luxúria. Para que a esposa de Vessantara não corresse risco de ser atacada por eles, Indra criou doze árvores Nariphon, que davam frutos sempre que ela saia para recolher alimentos na floresta. Os frutos distraiam os eremitas e permitiam que Maddi pudesse colher alimentos em paz. 

Apesar de atrativos, os frutos de Nariphon são muito perigosos para os homens. As lendas dizem que se um homem arrancar o fruto de uma Nariphon e então ter relações sexuais com ele, o homem se tornará estéril. Se o homem tiver quaisquer habilidades mágicas, ele também a perderá. 

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Ruby