9 de novembro de 2016

Genderuwo

۞ ADM Sleipnir


O Genderuwo (Genderuwa, Gandaruwo ou Gendruwo) é um espécie de gênio ou espírito maligno do folclore javanês, que se manifesta sob a forma de um macaco humanoide grande e forte, de cor preta-avermelhada, e com o corpo coberto de pêlos grossos. Ele é dito habitar em áreas florestais, geralmente em árvores de grande porte ou nos cantos úmidos de edifícios abandonados.

Genderuwos podem alterar sua aparência para seguir ou atrair as pessoas. Ocasionalmente tomam a forma de pequenas criaturas peludas que podem aumentar de tamanho em um instante. Acredita-se que eles sejam seres ociosos e dissolutos, e que possuem a tendência de provocar as pessoas, especialmente mulheres e crianças. Eles são conhecidos especialmente por atacar mulheres quando seus maridos não estão em casa ou após as mesmas se tornarem viúvas. Eles tem relações sexuais com essas mulheres, a fim de impregná-las e assim gerar novos Genderuwos. Às vezes, eles se contentam em estapear as ancas das mulheres, acariciando seus corpos enquanto dormem, ou até mesmo trocar as roupas íntimas delas por outras. 


Segundo a lenda, um Genderuwo tem uma enorme capacidade de atrair mulheres, pois possui uma libido muito forte, além de habilidades de sedução muito superiores aos dos homens. Suas habilidades sexuais são ditas incomuns, e as mulheres que se relacionam com ele costumam se sentir muito satisfeitas, e acabam-lhe estendendo favores extraordinários. 

Um homem indonésio que parece possuir um dom incomum para seduzir mulheres de todas as idades pode ser visto como um Genderuwo pela sociedade, sendo considerado uma pessoa "tocada pelo mal" e capaz de cometer todos os tipos de atrocidade.

O mito sobre o Genderuwo tem sido amplamente utilizado em muitas formas de mídia de entretenimento modernos, principalmente em filmes de terror da Indonésia e da Malásia, onde as comunidades javanesas ainda conservam as crenças e a cultura de Java.


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7 de novembro de 2016

Itzpapalotl

۞ ADM Sleipnir
Itzpapalotl (sig. "Mariposa de Obsidiana" no idioma nauátle) era uma terrível deusa guerreira asteca que governava Tamoanchan, o paraíso para onde vão as vítimas de mortalidade infantil e também o lugar identificado como onde os primeiros seres humanos foram criados. Foi a primeira mulher a ser sacrificada ritualmente, em uma época muita antiga, pelo deus da caça e da guerra Mixcoatl. Itzpapalotl era a rainha das Tzitzimime, uma classe de demônios estelares que de acordo com a crença asteca desciam à terra durante os eclipses solares para devorar seres humanos.

Iconografia

Originalmente representada como um dragão, Itzpapalotl podia aparecer na forma de uma bela e sedutora mulher ou uma terrível mulher com cabeça de esqueleto, garras de jaguar e asas de mariposa ou de morcego, abastecidas com lâminas de obsidiana. 


Arte de Katy Grierson
Associações

O Códice Chimalpopoca considera que Itzpapalotl seja a mãe de Mixcoatl, porém este título pertence a Cihuacoatl, deusa protetora dos partos e esposa de Quetzalcoatl. Existem tantas semelhanças entre Itzpapalotl e Cihuacoatl, que muitos estudiosos consideram Itzpapalotl um aspecto de Cihuacoatl. 

Itzpapalotl também é associada as Cihuateteo, espíritos de mulheres que morreram durante o parto. Itzapapaotl era por vezes considerada uma delas.

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4 de novembro de 2016

Branwen

Branwen ("corvo branco" em galês) é a deusa galesa do amor e da beleza, equivalente à deusa Afrodite/Vênus. Ela é uma das três matriarcas da Grã-Bretanha, juntamente com Rhiannon e Arianrhod, e a principal deusa de Avalon. Em algumas lendas arturianas, Branwen é considerada a Dama do Lago.

Também chamada de "seios brancos" ou "vaca prateada", Branwen está associada à lua e à noite. Foi cristianizada como Santa Brynwyn e é a padroeira dos namorados. Seus atributos mágicos são a inspiração, as novas ideias, a energia, a vitalidade e a liberdade. Na tradição Avalônica, Branwen corresponde ao espírito dos elementais e é a incorporação da Terra.

Mitologia

Branwen era filha de Pennardunn e Llyr, deus galês do mar. Tinha como irmãos Manawydan, Bran, o Abençoado e meio-irmãos Nilsien e Efnisien. 

Bran, rei da Grã-Bretanha, concedeu a mão de Branwen em casamento ao grande rei da Irlanda, Matholwch, com o intuito de propor uma aliança entre os seus países. Uma grande festa foi organizada para celebrar tão grandioso acontecimento. Efnisien, um meio-irmão de Bran, ficou irritado por não ter sido consultado por Bran e em sua fúria mutila os cavalos de Matholwch. Matholwch toma a atitude como um insulto grave e manda seus homens prepararem os navios para regressar à Irlanda. Bran intercede à tempo, oferecendo-lhe ricos presentes em prata e ouro para acalmá-lo. O novo casal parte então para a Irlanda e um ano após nasce Gwern. Apesar de tudo, Matholwch ainda guardava mágoas do ocorrido com os seus cavalos. Rumores do acontecido foram ouvidos por seus súditos, que desaprovaram a atitude do rei. Cedendo aos seus conselhos, Matholwch resolveu vingar-se de Bran através de sua irmã. Sendo assim, expulsou-a do leito nupcial real e a mandou para a cozinha, onde além de ser obrigada a realizar duras tarefas, era periodicamente maltratada a mando do marido.

Esta dura situação durou três anos. Durante este período, Branwen treinou um pássaro para enviar uma mensagem até seu irmão em Gales. Desta forma, Bran foi avisado de que ela corria perigo e necessitava de ajuda. Enfurecido, ele preparou seu exército e cruzou o mar em direção à Irlanda. 


Enquanto isso, Matholwch sofria com a incomum visão de uma floresta materializava-se no mar. Estarrecido com tal visão, ele chama Branwen para interpretá-la, e ela lhe explica que tratava-se da esquadra de seu irmão chegando para resgatá-la.

Matholwch preparou um grande banquete para receber Bran, e durante este, abdicou seu trono em favor de seu filho Gwern, ainda criança. Neste exato momento, Efnisien e Bran, juntamente com toda sua guarda chegam. Amigavelmente, Efnisien pede ao rei da Irlanda para abraçar o menino e obtêm o seu consentimento. Quando Gwern vai ao seu encontro, ele o lança no fogo. Imediatamente o grande banquete torna-se uma batalha sangrenta. Após três dias, o exército de Gales sai vitorioso, mas o custo é altíssimo, pois seu exército fica reduzido à sete sobreviventes, entre os quais estava o irmão de Bran, Manawydan. Antes de morrer Bran ordena que seja decapitado e sua cabeça seja enterrada na Montanha Branca, em Londres, onde ficaria olhando em direção ao continente e protegeria seu país de invasões futuras.

Ao retornar, Branwen entrou em profunda depressão, pois considerava-se maldita por ter provocado esse terrível conflito. Ela acaba morrendo, e seu corpo é enterrado às margens do rio Alaw, segundo a tradição, em Bedd Branwen ("Tumba de Branwen"). 

Para ler uma versão mais ampla desta lenda, recomendo a leitura da postagem sobre Bran, o Abençoado: http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2016/04/bran-o-abencoado.html



fontes:

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3 de novembro de 2016

Portal no Youtube: Lich

۞ ADM Sleipnir

Nosso vídeo falando sobre o Lich, o imortal e poderoso mago presente em inúmeras obras de ficção. Inscrevam-se em nosso canal, e se gostarem do vídeo, qualifiquem-o e compartilhem-o nas redes sociais!

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2 de novembro de 2016

Ikiryō

۞ ADM Sleipnir
Ikiryō (em japonês 生霊, literalmente “fantasma vivo”) é o espírito de uma pessoa viva que assombra outras pessoas ou lugares, mesmo que estes se encontrem a grandes distâncias do "dono" do espírito. Eles são exatamente iguais à pessoa da qual eles saem, assumindo por vezes, uma forma fantasmagórica mais translúcida. Segundo a crença popular, se alguém tiver um grande rancor por outra pessoa uma parte ou a totalidade da sua alma pode, temporariamente, deixar o seu corpo e aparecer perante o alvo do seu ódio, para lhe rogar uma maldição ou prejudicá-lo.

Existem muitas formas de um ikiryō aparecer: durante uma experiência de “quase morte”, desmaios, paixão ou desejo intensos, ódio forte, ou mesmo como parte de uma maldição. Ikiryō aparecem mais comummente devido a alguma emoção ou trauma intensos, e o proprietário da alma raramente sabe da existência do ikiryō, o que leva a situações complicadas e mal entendidos.


Segundo a antiga superstição, pouco antes da morte a alma deixa o corpo e é capaz de andar por aí, a fazer barulhos estranhos e outras coisas fora do corpo. Isto era especialmente comum durante a guerra, e o ikiryō de soldados, mesmo que estes estivessem em terras distantes, aparecia para os seus amigos e entes queridos momentos antes ou imediatamente após a sua morte, nos seus uniformes de guerra, para dizer um último adeus. Assim, as almas dos que estão prestes a morrer e dos recém-falecidos também são vistas muitas vezes a visitar templos próximos e orando por alguns dias após suas mortes.

A forma mais comum de ikiryō é aquele que nasce de raiva e vingança. Assim como os fantasmas dos mortos podem ir atrás das pessoas que lhes tenham feito algo de mal, também o ikiryō pode, amaldiçoar os outros. Estas, são também manifestações geralmente inconscientes porém, existem exemplos famosos de manifestações conscientes de maldições de um ikiryō. Ushi No Koku Mairi ("A peregrinação da hora do boi") e Ichijama (de Okinawa) são maldições cerimoniais em que uma pessoa, conscientemente, envia a sua alma para ferir ou matar os seus inimigos. Claro, esse tipo de magia negra, tem consequências desastrosas tanto para quem executa a maldição como para o seu alvo.

Durante o período Heian, ikiryō era um tema popular das histórias sendo, muitas vezes, associados a intensos sentimentos de amor. Quando uma pessoa (geralmente uma mulher) sentia um amor ou paixão muito intensos, o seu espírito separava-se do seu corpo e assombrava o “objeto” da sua afeição, sussurrando-lhe palavras doces ao seu ouvido. Dependendo da intensidade dos seus sentimentos, o ikiryō podia, até mesmo, mover o seu amado.


Durante o período Edo, ikiryō foram considerados um sintoma de certas doenças, como rikonbyō (síndrome da alma individual) e Kage no Yamai (doença sombra). Estas doenças eram os termos do período Edo para o sonambulismo e experiências “fora do corpo”. Para os portadores dessas doenças, dizia-se que a sua alma poderia afastar-se do corpo durante a noite, levando consigo a consciência da pessoa. Assim, a pessoa poderia ter falsas memórias de coisas que ela não fez, ou ser acusado de coisas que ele não se lembra. Algumas pessoas até conseguem encontrar-se consigo mesmos, como se tivessem um sósia.

As superstições sobre os ikiryō persistiram até aos tempos modernos. No entanto, a idéia da alma deixar o corpo e experimentar coisas durante experiências fora do corpo continua sendo um fenômeno inexplicável.


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1 de novembro de 2016

Portal no Youtube: Hades

۞ ADM Sleipnir

Nosso vídeo falando sobre Hades, o deus grego dos mortos e do submundo. Inscrevam-se em nosso canal, e se gostarem do vídeo, qualifiquem-o e compartilhem-o nas redes sociais!



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Ruby