10 de fevereiro de 2015

Moiras

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, as Moiras (plural, grego Μοῖραι, Moirai, "destinos", singular Μοιρα, Moira) eram uma tríade de deusas irmãs que determinavam o destino, tanto de deuses quanto de humanos. Sua ascendência varia conforme os muitos poetas antigos, sendo filhas da deusa primordial Nix ou de Zeus e Têmis (segundo Hesíodo), de Érebo e Nix (segundo Higino), Ananke (segundo Platão), Caos (segundo Quinto de Esmirna) ou ainda Oceano e Gaia (segundo Licofrão de Calcis). Seu equivalente romano eram as Parcas e seu equivalente germânico eram as Nornas

As Moiras eram as responsáveis por fabricar, tecer e cortar o fio da vida dos mortais. Durante o seu trabalho, as Moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio de cada pessoa em sua parte mais privilegiada, o topo; ou em sua parte menos desejável, o fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. O poder das Moiras de determinar o destino era absoluto e impossível de ser burlado. 


As Moiras eram geralmente descritas pelos poetas da antiguidade como frias, impiedosas e insensíveis, e representadas como velhas ou bruxas com dentes grandes e unhas longas. Já nas artes plásticas, ao contrário, elas aparecem representadas como lindas donzelas. 

As Moiras são:
  • Cloto (do grego Κλωθώ – "fiandeira") que fia o fio da vida do seu fuso para o seu carretel. Seu equivalente romano era Nona, originalmente a deusa do nono mês da gravidez.
  • Láquesis (do grego Λάχεσις – "distributriz") media o fio da vida concedido a cada pessoa com sua vara de medir. Seu equivalente romano era Décima.
  • Átropos (do grego Ἄτροπος – "inflexível", literalmente "a que não muda de direção", às vezes chamada Aisa) era quem cortava o fio da vida. Ela escolhia a maneira e o momento da morte de cada pessoa. Quando ela cortava o fio com "sua abominável tesoura", alguém morria na Terra. Seu equivalente romano era Morta (Morte). 
Supunha-se que as Moiras apareciam três noites após o nascimento de uma criança para determinar o curso de sua vida. 



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9 de fevereiro de 2015

Gugalanna

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia mesopotâmica, Gugalanna (ou Gudanna), mais conhecido pelo nome de "Touro do Céu", era uma criatura mítica ou divindade, consorte de Ereshkigal, a deusa da morte e governante de Irkalla (o submundo) e  controlado pelo Senhor do Céu, An/Anu. Ele é geralmente representado nas artes como um touro gigante e/ou alado ou como um ser com características de homem e de touro, semelhante á outra criatura mesopotâmica, o Lamassu.

Participação no Epopéia de Gilgamesh

Na Epopéia de Gilgamesh, o herói se recusa a ceder as investidas de Inanna/Ishtar, que desejava tê-lo como seu consorte. Profundamente insultada, Inanna/Ishtar retorna aos céus e clama ao seu pai, o deus An/Anu, para que ele enviasse Gugalanna para matar Gilgamesh e também destruir a cidade de Uruk. 


An/Anu atende o seu pedido, e Gugalanna é enviado à Uruk, onde ele abre enormes crateras no chão somente com o seu sopro, matando centenas de pessoas. Gilgamesh vai ao encontro de Gugalanna, e novamente com a ajuda de seu amigo Enkidu, consegue derrotá-lo. Inanna/Ishtar fica enfurecida, e Enkidu a insulta, arrancando uma das coxas de Gugallana e, após ameaçar fazer o mesmo com ela, ele arremessou a coxa de Gugalanna no rosto da deusa. Essa ofensa custaria mais tarde a vida de Enkidu.

No poema"A Descida de Inanna", a deusa do céu desce ao submundo para prestar suas condolências a sua irmã Ereshkigal, após a morte de seu consorte. O Touro do Céu foi identificado com a constelação de Touro, e o mito de sua morte pode ter tido um significado astronômico para os antigos mesopotâmicos.

Arte de Oleg Kuzmin



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6 de fevereiro de 2015

Gayatri

۞ ADM Sleipnir


Na tradição indiana mais antiga, "gayatri" é o nome de uma métrica utilizada nos hinos védicos; depois, esse passou a ser o nome de um mantra específico, tirado do Rig-Veda; e esse mantra se tornou tão importante, que passou a ser considerado como a essência de todos os ensinamentos vêdicos - a "mãe dos Vedas". Assim, Gayatri passou a ser considerada uma grande deusa. 

A deusa (devī) Gayatri é uma personificação do Gāyatrī Mantra. O nome Gayatri é pronunciado com o primeiro "a" longo, e também com o último "i" longo, como se fosse Gaayatrii. Gayatri é uma deusa considerada uma representação de Parabrahman, a realidade imutável que está por trás de todos os fenômenos. É também considerada Veda Mata, a mãe de todos os Vedas. Mitologicamente, é a cônjuge do deus Brahma, o deva criador e a quem são atribuídos os Vedas; por isso, às vezes é identificada a Sarasvati. Ela também é considerada a culminação da trindade das deusas Lakshmi, Parvati e Sarasvati. Gayatri é, enfim, identificada como a Grande Deusa, o Grande Poder (Shakti), a Deusa Primordial, da qual tudo se originou.

 Iconografia

A deusa Gayatri é geralmente retratada sentada em um lótus vermelho, significando riqueza. Ela aparece em diversas formas. Em sua representação mais comum, Gayatri aparece como tendo cinco cabeças, com dez olhos olhando nas oito direções, para o céu e a terra; com dez braços segurando todas as armas do deva Vishnu, simbolizando todas as suas reencarnações; Ela segura um padma (lótus), o  udra tarjani (indicando aviso), uma gada (clava), omudra varada (concedendo bênçãos), o mudra abhaya (concedendo destemor), um cakra (roda), uma sankha(concha), um kalasha (vaso), um parashu (machado), um pasha (laço).


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5 de fevereiro de 2015

Zhong Kui

۞ ADM Sleipnir


Zhong Kui ou Jung Kwa (chinês 鍾馗) é um personagem mitológico chinês, tradicionalmente considerado um subjugador de fantasmas e outros espíritos malignos, além de supostamente comandar uma legião de demônios. Na China moderna, sua imagem é muitas vezes pintada nas portas de casas ou negócios, ou pendurada nas paredes, na esperança de que Zhong Kui irá afastar os maus espíritos. 

De acordo com a lenda, Zhong Kui viveu na montanha Zhongnan, no início da Dinastia Tang. Apesar de muito feio, ele era um homem profundamente erudito e talentoso. Em 712, ano em que o imperador Xuanzong da Dinastia Tang ascendeu ao trono, Zhong Kui e seu amigo Du Ping (杜平) resolveram viajar até Chang'an com o intuito de realizar os exames imperiais que selecionariam os conselheiros do Imperador. Zhong Kui foi muito bem no exame, impressionando a todos e sendo elogiado como um prodígio. No entanto, um ministro traiçoeiro chamado Lu Qi desacreditava de Zhong Kui por sua aparência, e falava mal dele repetitivamente diante do imperador. Como resultado, Zhong Kui, mesmo aprovado no exame, acabou sendo impedido de assumir sua posição como conselheiro do imperador. Ofendido e extremamente enfurecido com tamanha injustiça. Zhong Kui se atirou várias vezes contra as portas do palácio, chocando toda a corte. Zhong Kui acabou fraturando seriamente a cabeça e morrendo. Compadecido do amigo, Du Ping enterrou o seu corpo.


Por ter se suicidado, Zhong Kui estava condenado ao inferno. Sua alma foi julgada por Yama, o deus do submundo, que viu nele um enorme potencial. Yama resolveu dar-lhe uma chance de escapar da condenação eterna, concedendo-lhe o título de "Rei dos Fantasmas". Zhong Kui foi encarregado de caçar, capturar, guardar e ordenar os fantasmas para todo o sempre. Após tornar-se o rei dos fantasmas, Zhong Kui voltou para sua cidade natal durante o Ano Novo Chinês para agradecer seu amigo Du Ping por sua bondade, oferecendo-lhe a mão de sua irmã em casamento.

Uma outra versão do mito de Zhong Kui destaca sua origem humilde, e a sua tentativa de ser aprovado nos exames imperiais para que assim ele pudesse melhorar sua vida e a de seus pais. Nessa versão da lenda, Zhong Kui é aprovado em primeiro lugar nos exames, e ao receber o diploma das mãos do imperador, foi humilhado pelo mesmo e impedido de assumir seu posto. Zhong Kui deixou o palácio após tamanha humilhação, e se atirou ao mar, na tentativa de suicidar-se. Ele é resgatado por uma tartaruga, que voou em direção aos céus carregando-o consigo. Zhong Kui foi recebido pelos deuses, e se tornou um dos deuses assistentes de Wen Chang, deus da literatura.

Arte de qingkai yang

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4 de fevereiro de 2015

Ningen

۞ ADM Dama Gótica


Rumores têm circulado no Japão sobre a existência de gigantescas formas de vida humanóides habitando as águas geladas da Antártida.  No Japão desde os anos de 1990 os homens do mar começaram a falar sobre uma forma de vida absolutamente desconhecida: os Ningen


Em japonês, Ningen significa "humano" e foi assim que os pescadores do Pacífico o apelidaram depois de alguns avistamentos deste ser colossal. Os pescadores ficaram espantados como tamanho do Ningen, e ainda mais ao se depararem com sua aparência humanoide. 

Os Ningens são descritos como sendo de cor branca e seu comprimento é estimado entre 20 a 30 metros. As testemunhas reconhecem no corpo deste ser partes como cabeça, tronco, pernas e braços e até as mãos dotadas de cinco dedos semelhantes a forma humana. Alguns perceberam barbatanas e dizem que as "pernas", são, na verdade, uma forma de cauda. Mas os Nigen também têm traços faciais: olhos e boca humanoides. 


Os avistamentos acontecem no Pacífico, nas águas dos mares da Antártida e também no Atlântico. Segundo observações, estas criaturas são essencialmente noturnas, embora já tenham sido muitas vezes, observados em pleno dia. Tudo indica que são habitantes de águas geladas.Também é curioso que, em meio às numerosas e milenares lendas envolvendo estranhos monstros marinhos, a existência dos Nigen somente começaram a ser comentados muitos recentemente. 

Comenta-se (no Japão) que uma equipe conseguiu capturar uma série de fotos da "coisa extraordinária", porém, essas imagens teriam sido "censuradas" por autoridades do governo. Acharam que seria embaraçoso associar a atividade de pesquisa da equipe com aquele evento incomum. Porém, uma vez colocada na Internet, a informação espalhou-se, ganhou o mundo Em novembro de 2007, a história e algumas fotos apareceram em uma revista japonesa a, a "Mu". A revista "Mu" tem uma linha temática editorial dedicada a noticiar em seus artigos o registro de fatos paranormais, incomuns, insólitos. 


Uma das teorias mais aceitas sobre os Ningens é que eles poderiam ser uma espécie não classificada de arraia. As arraias, de fato, têm narinas e boca que podem ser associadas coma ideia de um "rosto".  As arraias podem ter uma aparência tão humanoide que, muitas vezes, são confundidos e vendidos como demônios ou extraterrestres.Então, os Ningens poderiam ser, simplesmente, um tipo desconhecido de arraia albina. 

É possível que essa condição seja uma adaptação da espécie que lhe permite camuflar-se passando desapercebido, de possíveis predadores, em meio aos icebergs e fragmentos de plataformas de gelo, que são abundantes em seu habitat. 

Os especialistas acreditam que a ciência conhece apenas 20% das criaturas que vivem nos Oceanos do mundo. Por isso, consideram muito provável que apareçam, eventualmente, animais que ninguém jamais viu. Especialmente nos mares gelados, onde a presença humana é mais rara.


fonte:

Visitem ^^
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3 de fevereiro de 2015

Chaac

۞ ADM Sleipnir


Chaac (ou Chac) era o deus maia da chuva e das tempestades, equivalente ao deus asteca Tlaloc. Dentre os deuses maias, ele era o mais popular e o mais representado em templos, porque seu papel como provedor da chuva era essencial para a agricultura. Suas ações garantiam o crescimento do milho e da vegetação em geral, bem como os ciclos naturais da vida. Eventos naturais de diferentes intensidades, incluindo chuvas de granizo e até furacões eram considerados manifestações do deus.

Chaac era essencialmente um deus bom, mas a manutenção da sua bondade dependia de rituais e sacrifícios regulares. Por vezes, dava ordens ao povo para se abster de comer ou de ter sexo, mas quando estava de mau humor podia ordenar que fossem atados e atirados para o poço sagrado em Chichén Itzá.

Características

Chaac é retratado como um ser humano, mas com características de animais. Ele tem atributos reptilianos e escamas de peixe, um nariz encaracolado e o lábio inferior saliente. Ele usa um cocar elaborado, e em suas mãos.empunha um machado de pedra, usado para produzir raios e com o qual ele golpeia uma serpente cheia de água que ele carrega em suas costas para assim produzir as chuvas.

Apesar de Chaac ser uma das mais antigas divindades maias, não existem representações do deus anteriores aos períodos clássico e pós-clássico. A maioria das imagens que descrevem o deus da chuva estão pintadas em vasos do período clássico e em códices do período pós-clássico. 



Avatares de Chaac

Assim como outros deuses maias, Chaac também estava ligado aos quatro pontos cardeais. Cada direção era ligada a um avatar de Chaac e uma cor específica:
  • Chaak Xib Chaac, o Chaac Vermelho, representante do Leste
  • Sak Xib Chaac, o Chaac Branco, representante do Norte
  • Ex Xib Chaac, o Chaac Preto, representante do Oeste, 
  • Kan Xib Chaac, o Chaac Amarelo, representante do Sul
Juntos, eles eram chamados de Chaacob (plural de Chaac) e eram adorados como divindades em muitas partes da região dos Maias, especialmente em Yucatan.

Mito

Um mito famoso envolvendo Chaac o mostra provendo alimento ao seu povo. Numa ocasião onde os homens passavam por um período de fome, os homens clamaram a Chaac por comida. Chaac atendeu ao clamor dos homens, tomando seu machado e cravando-o numa montanha. A mesma se partiu em duas, e revelou em seu interior uma enorme quantidade de espigas de milho.




Culto

Cerimônias em honra de Chaac eram realizadas em cada cidade maia e em diferentes níveis da sociedade. Uma das cerimônias relacionadas ao deus era a "Cerimônia dos Sapos" (Cha-Chaac). Nesta cerimônia, quatro garotos eram instados a imitar o coaxar de um sapo, com o intuito de invocar o deus da chuva.

Um dos aspectos do culto de Chaac são os cenotes, espécie de poços profundos onde eram realizados afogamentos sacrificiais. Neles eram lançadas em oferta a Chaac as vítimas sacrificiais, juntamente com animais e riquezas, pois os maias acreditavam que esses poços eram na verdade portais sobrenaturais para a morada subterrânea do deus. O cenote mais famoso era o cenote de Chichén Itzá. Em raras ocasiões, a vítima sobrevivia ao primeiro afogamento, mas era entorpecida e lançada novamente ao poço. Caso a vítima conseguisse sobrevive ao segundo afogamento, era inquirida pelos sacerdotes sobre o que ela "ouviu" do deus ou dos habitantes do inframundo durante sua imersão na água. Caso os sacerdotes julgassem o relato da vítima como sendo favorável, ela escapava de uma vez por todas do sacrifício, e tornava-se uma espécie de santo ou favorito do deus.



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2 de fevereiro de 2015

Arranca-Línguas

۞ ADM Sleipnir

Arte de Felipe Menegheti

O Arranca-línguas é uma criatura pertencente ao folclore da região centro-oeste brasileira, e sua lenda é bastante conhecida no estado de Goiás, principalmente entre as imediações do rio Araguaia. Ele também costuma ser chamado de King-Kong, em alusão ao famoso macaco do cinema. O Arranca-línguas é geralmente descrito como uma espécie de híbrido entre homem e gorila, medindo cerca de 2 metros e meio de altura. Alguns relatos mais exagerados afirmam que ele possui 10 metros de altura. De acordo com os ribeirinhos do rio Araguaia, o Arranca-línguas habita as encostas do rio, camuflando-se entre árvores frondosas e grandes troncos caídos.

 

O nome Arranca-línguas está ligado à dieta da criatura, composta principalmente de línguas de animais como bois, cavalos, cabras ou até mesmo de seres humanos. Ele costuma atacar suas vítimas durante a noite, paralisando-as com seus urros e, após matá-las, ele retira suas línguas e come.

No Mato Grosso do sul, existe uma variante do Arranca-línguas, um menino-bicho chamado Come-línguas. Segundo a lenda, quando vivia, o menino era mentiroso e sua mãe, antes de morrer, rogou-lhe uma praga. Tempos depois, o menino foi encontrado morto e sem língua. Numa ocasião, um fazendeiro encontrou um gado morto no pasto e ao olhar ao redor, viu um menino correndo no meio da mata com uma língua ensanguentada nas mãos. Ao verificar o cadáver do gado, o fazendeiro constatou que o mesmo teve sua língua arrancada.

Arte de Rafael Limaverde para o cardgame "Poranduba - Cartas de Cultura"


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30 de janeiro de 2015

Papa Legba

۞ ADM Sleipnir



No vodu haitiano, Papa Legba (Legba, Legba Atibon, Atibon Legba, Ati-Gbon Legba) é o loa que atua como intermediário entre os demais loas e a humanidade. Ele é também o deus das encruzilhadas; ele abre o caminho para o Guinee (o mundo espiritual) e dá (ou nega) permissão aos mortais para que possam dialogar com os espíritos. Acredita-se que ele seja capaz de falar todos os idiomas humanos. Sua consorte chama-se Adjessi.


Papa Legba é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia, pois sua autorização é necessária para que possa haver qualquer comunicação entre os mortais e os loa. No Haiti, ele é chamado de "a grande elocução" ou "a voz de Deus". Ele tem o poder de facilitar a comunicação, a fala e a compreensão. É muito poderoso, é o primeiro a abrir as portas para o mundo espiritual, quando solicitado, e tem o poder de remover obstáculos.

Características

Papa Legba costuma aparecer como um homem velho, com uma muleta ou uma bengala, vestindo um chapéu de palha de aba larga e fumando um cachimbo. Já no Benin e Nigéria, Papa Legba é visto como um homem jovem e viril, é muitas vezes cornudo e fálico, e o seu relicário é normalmente localizado na porta da aldeia na zona rural.



Suas cores são o vermelho e o preto, o cachorro é seu animal sagrado, e algumas de suas coisas favoritas que podem ser usadas ​​como oferendas incluem: doces, charutos, rum, tabaco e óleo de palma. Seu número é três e o seu dia da semana é segunda-feira.


No panteão Ioruba, homenageado na Nigéria, Cuba, Brasil, e no resto da diáspora Ioruba, Papa Legba é principalmente associado com Elegua, uma vez que ambos partilham o posto de "donos da encruzilhada". Ao contrário de Papa Legba, no entanto, Elegua é um trickster (deus ou animal antropomórfico que prega peças e desobedece regras normais e normas de comportamento) malandro criança.  Legba também partilha semelhanças com Orunmilá, o orixá da profecia que ensinou à humanidade como usar o poderoso oráculo Ifá.

Devido à sua posição como guardião do portão entre os mundos da vida e dos mistérios, ele é frequentemente identificado com São Pedro, que detém uma posição comparável na tradição Católica, mas ele também costuma ser representado no Haiti, como São Lázaro ou Santo Antônio, o Grande.


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