

- 糸引き娘. Disponível em: <http://youkaitama.seesaa.net/article/282585605.html>;
Itōhiki-musume



Aasivarluit
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| Arte de Yosquin Gilbos |
| Arte do Aasivarluit presente no livro The hidden : a compendium of Arctic giants, dwarves, gnomes, trolls, faeries, and other fantastic beings from Inuit oral history |

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Pripegala
۞ ADM Sleipnir

Pripegala é o nome de uma divindade mencionada em uma carta datada de 1108, escrita por Adelgot, bispo de Magdeburgo, no contexto de uma convocação à guerra contra os veletos, um povo eslavo pagão da região polábia (atual norte da Alemanha). A fonte descreve práticas religiosas atribuídas aos veletos e associa o culto de Pripegala a sacrifícios humanos, especialmente a decapitações. O texto tem caráter fortemente hostil e propagandístico, refletindo a perspectiva cristã medieval sobre religiões pagãs.
Na carta, Pripegala é comparado a Priapo, divindade greco-romana associada à fertilidade, e a Belzebu, figura demoníaca do cristianismo medieval. Segundo o autor, os seguidores da divindade acreditavam que Pripegala "exigia cabeças”, o que justificaria a realização de sacrifícios humanos. Após tais rituais, os participantes celebrariam simbolicamente a vitória de Pripegala sobre Cristo. Essa descrição é considerada exagerada e ideologicamente tendenciosa por historiadores modernos.

Etimologia e reconstruções do nome
Há consenso entre os estudiosos de que o nome Pripegala é uma forma corrompida, resultante da transcrição germano-latina de um teônimo eslavo. A leitura mais aceita é Pribyglav ou Pribyglov. Linguisticamente, o nome pode ser analisado como a junção dos elementos proto-eslavos priby (“aumentar”, “chegar”) e golva (“cabeça”), resultando em um significado aproximado como “aquele que recebe cabeças” ou “acumulador de cabeças”.
O linguista Michał Łuczyński reconstrói a forma proto-eslava como Pribyglovъ. Outras interpretações foram propostas ao longo do tempo, incluindo tentativas de relacionar o nome a ideias como “sol abrasador”, mas essas hipóteses são hoje consideradas menos prováveis.
Relação com outras divindades
Segundo Łuczyński, Pribyglav pode ter sido um epíteto ou sinônimo de Svarozhits, divindade eslava frequentemente associada ao sol e ao fogo. Essa identificação é reforçada por relatos de que, no templo de Svarozhits-Radogost em Rethra — principal centro religioso dos veletos — eram aceitos sacrifícios de cabeças humanas. Um episódio citado é o sacrifício do bispo João de Mecklemburgo, em 1066.
A associação entre decapitação ritual e culto solar também encontra paralelos em outras culturas indo-europeias, como entre os celtas e em tradições da Índia antiga.
Possíveis vestígios toponímicos
O filólogo sérvio Aleksandar Loma sugere que a única possível ocorrência desse teônimo fora da região polábia esteja no nome da localidade sérvia Privina Glava. Registros otomanos do século XVI mencionam o local como Pribiglava, o que indica que o nome atual pode ser resultado de uma adaptação posterior. Topônimos históricos semelhantes, como Gologlava e o moderno Gola Glava, reforçam a hipótese de um antigo significado relacionado a “cabeça”.


Jaguadarte
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| Arte de Brian Valeza |
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| Jaguardarte por John Tenniel |

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| Arte de cobaltplasma |

Obderikha
۞ ADM Sleipnir



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| Arte de Tony Sart |

Indrid Cold
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| Arte de Jonathan Wesslund |
Indrid Cold é uma figura descrita em relatos ocorridos principalmente entre 1966 e 1967, nos Estados Unidos. Ele é mais conhecido por sua ligação com os eventos de Point Pleasant, na Virgínia Ocidental, os mesmos que tornaram célebre o Homem-Mariposa (Mothman). O nome foi registrado e popularizado pelo jornalista e pesquisador John A. Keel (1930–2009) em seu livro The Mothman Prophecies (1975), com base em depoimentos de testemunhas. Ao longo das décadas, Indrid Cold também foi incorporado à cultura da internet, consolidando-se como uma lenda urbana moderna, frequentemente referido como o “Homem Sorridente” (The Smiling Man).
Descrição
Os relatos descrevem Indrid Cold como um homem de aparência humana, alto, magro e de pele pálida, geralmente vestindo um terno de estilo antigo, frequentemente descrito como azul ou verde. Sua característica mais marcante é um sorriso largo, fixo e considerado perturbador. Testemunhas também mencionam olhos pequenos e muito abertos, além de um comportamento considerado socialmente inadequado ou artificial, como fala estranha, piscar de olhos retardado e aparente desconhecimento de convenções sociais básicas.
Casos e relatos
O caso mais conhecido envolvendo Indrid Cold ocorreu em novembro de 1966. Woodrow Derenberger (1916-1990), um vendedor que dirigia à noite por uma rodovia próxima a Parkersburg, Virgínia Ocidental, afirmou ter sido abordado após observar um objeto luminoso ou uma nave de formato incomum. Segundo seu depoimento, um homem saiu do objeto e se comunicou com ele por telepatia, identificando-se como Indrid Cold.

Derenberger relatou que a entidade afirmava ser originária de um local chamado Lanulos, não demonstrava intenções hostis e fazia perguntas sobre a humanidade e o comportamento humano. Posteriormente, ele alegou ter mantido contatos recorrentes com Indrid Cold, inclusive visitas à sua casa, e afirmou, sem comprovação, ter sido levado por ele a outro planeta durante um período prolongado.
Além do caso de Derenberger, surgiram outros relatos atribuídos ao mesmo período. Algumas testemunhas afirmaram ter recebido telefonemas estranhos, nos quais um homem com fala incomum abordava temas relacionados ao espaço, ao futuro e à natureza humana. Em determinados depoimentos, essas comunicações foram interpretadas como alertas sobre eventos futuros, embora nenhuma previsão verificável tenha sido confirmada de forma independente. Há também relatos de aparições noturnas envolvendo famílias e crianças, nos quais um homem alto e sorridente teria sido visto dentro de residências, desaparecendo subitamente sem deixar vestígios.
John A. Keel, responsável por investigar os acontecimentos paranormais em Point Pleasant, afirmou ter recebido contatos atribuídos a Indrid Cold durante suas pesquisas. Segundo Keel, em uma dessas comunicações, Cold teria alertado sobre uma tragédia iminente. Pouco tempo depois, em dezembro de 1967, ocorreu o colapso da ponte Silver Bridge, que resultou na morte de 46 pessoas. Não existem registros independentes que confirmem a autenticidade desses contatos ou qualquer relação causal entre os avisos e o desastre.
Interpretações e explicações
Não há fotografias, evidências físicas ou registros oficiais que comprovem a existência de Indrid Cold. Todas as informações disponíveis baseiam-se em relatos anedóticos, principalmente os compilados por John A. Keel. As explicações céticas incluem erro de identificação, alucinação, estresse psicológico, farsas deliberadas e contágio social, influenciado pelo contexto da Guerra Fria, período marcado por ansiedade coletiva, medo nuclear e intensa atenção a relatos de OVNIs.
Dentro da ufologia, Indrid Cold é frequentemente classificado como uma variação dos chamados Homens de Preto (Men in Black). No entanto, ele difere das descrições tradicionais desse grupo por não demonstrar comportamento intimidador nem associação explícita com autoridades governamentais, sendo muitas vezes retratado como estranhamente cordial ou neutro.
Cultura popular e lenda urbana
A partir da década de 2010, Indrid Cold passou a ser amplamente associado ao arquétipo do Homem Sorridente devido à viralização de uma história publicada no Reddit em 2012, conhecida como The Smiling Man. Embora essa narrativa descreva um perseguidor humanoide de comportamento errático e ameaçador, ela não possui ligação direta comprovada com os relatos ufológicos da década de 1960. Ainda assim, o texto contribuiu para a consolidação da imagem moderna de Indrid Cold no imaginário popular da internet.
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| Arte de Jonathan Wesslund |
