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E você? Qual criatura do folclore brasileiro gostaria de encontrar em Obscurium?

Obscurium: terror e folclore BR em um promissor roguelike
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Wuwuru
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Uma narrativa presente no Livro das Árvores conta o encontro entre Wuwuru e um caçador que queria conhecer o dono do buritizal. O homem subiu em um buritizeiro e esperou. Quando Wuwuru apareceu, começou a atirar caroços de buriti contra sua cabeça. Inicialmente, Wuwuru pensou que os objetos fossem marianitas, aves mencionadas na narrativa.
Ao perceber o caçador, Wuwuru obrigou-o a descer e começou a fazer-lhe cócegas. O homem, temendo ser morto, disse que seu irmão estava chegando. Quando o irmão apareceu, os dois homens lutaram contra Wuwuru. Depois de se cansarem, pediram que ele não os matasse e o chamaram de “pai”. Wuwuru então permitiu que permanecessem no buritizal. Ele explicou que era o dono daquele lugar e disse que, quando envelhecesse, os dois cuidariam dos buritis. Também afirmou que eles receberiam seu espírito e se transformariam nele. Os dois permaneceram com Wuwuru até sua morte.
Outros registros
Existe um registro publicado em 1994 pela Folha de São Paulo no qual o nome aparece como Würürü. Nesse registro, ele é chamado de “pai dos buritis” e descrito como um ser invisível que pode aparecer para determinadas pessoas. A matéria também afirma que quem conseguisse arrancar um fio de seu cabelo teria sorte para sempre.
Representação em máscara
Uma publicação do Museu Internacional da Máscara, em Mons, Bélgica, registra uma máscara identificada como representação de Würürü, proveniente do Alto Solimões e datada do século XX. A publicação apresenta a máscara juntamente com a narrativa do caçador e sua relação com os buritis.

fontes:
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Ganiagwaihegowa
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Ganiagwaihegowa é um monstro das tradições narrativas dos seneca, povo indígena integrante da Confederação Haudenosaunee. Ele descrito como um grande urso dotado de poderes sobrenaturais e extraordinária resistência a ataques. Em algumas narrativas, apresenta comportamento antropófago, enquanto outras atribuem a ele o hábito de devorar outros ursos. Os relatos sobre Ganiagwaihegowa foram registrados por Jeremiah Curtin (1835–1906), folclorista, linguista e tradutor norte-americano que trabalhou como pesquisador de campo do Bureau of American Ethnology, e posteriormente organizados e editados por J. N. B. Hewitt (1859–1937), linguista e etnógrafo especializado nas línguas e tradições dos povos iroqueses.
De acordo com a narrativa registrada por Jeremiah, um guerreiro senaca desaparece e seus companheiros encontram grandes pegadas que conduzem a uma caverna. Quando a criatura sai de seu esconderijo, os homens atiram flechas contra ela, mas os projéteis não conseguem feri-la. A narrativa atribui essa resistência ao seu orenda, termo usado nas tradições iroquesas para designar um poder ou força sobrenatural.

Apesar de sua resistência, Ganiagwaihegowa possui uma vulnerabilidade específica: as solas das patas dianteiras. Segundo a narrativa, sua vida estaria localizada nessa região, tornando-a o único ponto do corpo que poderia ser atingido. Em outro relato, os personagens Hadentheni e Hanigongendatha utilizam esse conhecimento para preparar uma armadilha contra o monstro. Durante sua jornada, Hadentheni e Hanigongendatha recebem instruções de um ser chamado Gadjiqsa sobre como derrotar Ganiagwaihegowa. Eles constroem duas efígies humanas, feitas de madeira de tília, e as colocam diante de uma cabana. As figuras são preparadas de modo que pareçam pessoas armadas com arcos e flechas. Os dois também derrubam árvores no caminho para criar obstáculos.
Ganiagwaihegowa se aproxima das figuras e avança contra elas. Ao passar pelos obstáculos, ergue as patas dianteiras, permitindo que os dois homens atinjam suas solas com flechas. Depois de ser atingido, o monstro cai morto. Os dois então destroem seu corpo pelo fogo. Segundo a narrativa, era necessário que os restos e os ossos fossem completamente queimados, pois a permanência de fragmentos poderia permitir que Ganiagwaihegowa voltasse à vida. A pele também deveria ser completamente defumada para impedir seu retorno.

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Kushikiroku
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O Kushikiroku (ou Kushiki-roku; 九色鹿, “Cervo das Nove Cores”) é uma figura presente em narrativas budistas transmitidas da Índia para a China e posteriormente para o Japão. O personagem aparece em histórias relacionadas aos Jātakas, conjunto de relatos sobre as vidas anteriores de Siddhārtha Gautama antes de alcançar a iluminação e tornar-se o Buda histórico.
A narrativa encontra-se registrada em textos budistas como o Fo shuo Jiuse lu jing (佛説九色鹿経, "Sutra do Cervo das Nove Cores") e o Liudu jijing (六度集経, “Coleção das Seis Perfeições”). Também foi representada nos murais das Grutas de Mogao, em Dunhuang, na China. No Japão, versões da história aparecem em coleções medievais como o Konjaku Monogatari-shū (今昔物語集, “Coletânea de Histórias de Agora e de Antigamente”) e o Uji Shūi Monogatari (宇治拾遺物語, “Coletânea de Histórias Recolhidas em Uji”).
Uma das versões japonesas mais conhecidas encontra-se no volume 5 do Konjaku Monogatari-shū, em um relato cujo título pode ser traduzido como “História do cervo de nove cores que vivia nas montanhas, foi até a margem de um rio e salvou um homem”. Segundo essa versão, em tempos antigos vivia nas montanhas da Índia um cervo extraordinário, cuja pelagem apresentava nove cores e cujos chifres eram brancos como a neve. Próximo ao local corria um rio, onde também vivia um corvo que mantinha amizade com o cervo havia muitos anos.
Certo dia, um homem caiu no rio e começou a ser arrastado pela correnteza. Prestes a se afogar, clamou pela ajuda das divindades. Ao ouvir seus gritos, o cervo entrou na água, permitiu que o homem subisse em suas costas e o levou em segurança até a margem. Agradecido, o homem perguntou como poderia recompensá-lo. O cervo pediu apenas que jamais revelasse sua existência nem o lugar onde vivia, explicando que sua pelagem e seus chifres excepcionais certamente despertariam a cobiça dos homens e poderiam levá-lo à morte. O homem prometeu guardar o segredo e retornou ao seu povoado.
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| Arte de liziye |
Algum tempo depois, a rainha daquele reino sonhou com um cervo de nove cores e chifres brancos como a neve. Fascinada pelo animal, passou a desejar sua pele e seus chifres. Seu desejo tornou-se tão intenso que ela adoeceu e pediu ao rei que ordenasse sua captura. O monarca anunciou então uma grande recompensa em ouro, prata e outros tesouros para quem encontrasse o cervo. Ao tomar conhecimento da promessa, o homem anteriormente salvo pelo animal cedeu à cobiça e revelou ao rei seu esconderijo. O rei reuniu numerosos soldados e partiu para a montanha, tendo o homem como guia.
Ao perceber a aproximação das tropas, o corvo voou até a caverna onde o cervo dormia e tentou alertá-lo. Quando o animal despertou, porém, o vale já estava cercado e suas rotas de fuga haviam sido bloqueadas. Em vez de fugir, o cervo dirigiu-se ao palanquim do rei. Os soldados prepararam-se para abatê-lo, mas o monarca, impressionado com seu comportamento, ordenou que ninguém disparasse.
Diante do rei, o cervo perguntou como seu esconderijo havia sido descoberto. Ao saber que o homem que acompanhava a comitiva fora responsável por revelar sua localização, reconheceu nele aquele que havia salvo do afogamento. O cervo então contou ao rei que havia arriscado a própria vida para salvar aquele homem e, em troca, pedira apenas que seu esconderijo permanecesse em segredo. Segundo a narrativa, uma marca havia surgido no rosto do traidor, interpretada como consequência de sua quebra de promessa. Confrontado pelo cervo, o homem permaneceu sem resposta.
Comovido pelo relato, o rei decidiu poupar o animal e retirou suas tropas. Em seguida, promulgou uma ordem proibindo a matança de cervos em todo o reino e estabelecendo severas punições para quem a desobedecesse. A narrativa afirma que, após esses acontecimentos, o reino passou a desfrutar de chuvas regulares, ausência de ventos destrutivos e epidemias, colheitas abundantes e prosperidade.
O Konjaku Monogatari-shū encerra a história ressaltando o contraste entre a ingratidão humana e a compaixão demonstrada pelo animal, afirmando, em essência, que entre os homens pode haver quem esqueça os benefícios recebidos, enquanto entre os animais pode haver quem salve seres humanos, e que tais acontecimentos existem tanto no passado quanto no presente.
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| Arte de Leo Li |
A aparência do cervo varia conforme a fonte. Embora seja geralmente descrito com uma pelagem de nove cores e chifres brancos como a neve, algumas versões lhe atribuem coloração dourada. Narrativas japonesas relacionadas, incluindo variantes preservadas no Uji Shūi Monogatari, também mencionam cervos de cinco cores, além de tradições populares envolvendo um “grande cervo de cores extraordinárias” ou grupos de “cinco cervos”.
O Sutra do Cervo das Nove Cores apresenta diferenças em relação à versão do Konjaku Monogatari-shū. Entre elas está uma cena em que o rei repreende diretamente o homem que revelou o esconderijo do cervo. No encerramento, milhares de outros cervos reúnem-se em torno do Cervo das Nove Cores e passam a acompanhá-lo.
Nessa tradição, o animal desempenha o papel de bodisatva, representando uma existência anterior do Buda dedicada à prática da compaixão e das virtudes conducentes à iluminação.
A narrativa tornou-se particularmente conhecida por sua representação nas Grutas de Mogao, em Dunhuang, importante complexo budista situado na atual província chinesa de Gansu. Uma das pinturas murais apresenta diferentes episódios da história em uma composição contínua, incluindo o salvamento do homem, sua traição e o encontro do cervo com o rei. O mural constitui um exemplo da circulação e da transmissão visual de narrativas budistas pelas regiões conectadas às rotas que posteriormente seriam conhecidas coletivamente como Rota da Seda.

fontes:
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Gnowee
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Gnowee é uma figura solar feminina registrada entre povos indígenas do oeste do atual estado de Victoria, na Austrália. Seu nome está associado ao Sol e aparece principalmente em tradições dos Boorong, grupo ligado à nação Wergaia, além de uma versão atribuída aos Wotjobaluk.
As fontes preservam duas histórias principais sobre Gnowee. Entre os Boorong, ela está ligada à origem do Sol por meio de um ovo de emu lançado ao céu. Em outra tradição, aparece como a Mulher-Sol que percorre o firmamento enquanto procura o filho desaparecido.
Gnowee entre os Boorong
Os Boorong viviam na região próxima ao lago Tyrrell, no noroeste de Victoria. Parte de seus conhecimentos sobre o céu foi registrada no século XIX por William Edward Stanbridge.
Nos registros de Stanbridge, Gnowee corresponde ao Sol. Segundo a tradição Boorong, o mundo encontrava-se inicialmente na escuridão. Pupperimbul, um dos antigos seres mencionados nesses relatos, preparou um ovo de emu e o lançou ao céu. O ovo era Gnowee. Ao alcançar o alto, o ovo deu origem ao Sol e passou a iluminar a Terra.

Outra tradição, atribuída aos Wotjobaluk de Victoria, apresenta Gnowee de maneira diferente. Nessa versão, ela era uma mulher que vivia quando o mundo ainda era escuro. Depois que seu filho desapareceu, Gnowee iniciou uma busca para encontrá-lo. Carregando uma tocha feita de casca de árvore, Gnowee passou a percorrer o mundo à procura da criança. Sua luz está associada ao Sol, e Gnowee aparece como a Mulher-Sol, cujo percurso pelo céu está ligado à busca pelo filho desaparecido.
Gnowee e os astros
Na tradição Boorong, Gnowee fazia parte de um conjunto mais amplo de personagens associados aos corpos celestes. Uma dessas figuras é Chargee Gnowee, identificada com o planeta Vênus e descrita como irmã de Gnowee. Apesar da semelhança entre os nomes, Chargee Gnowee não é outra denominação do Sol.
Os registros também relacionam Chargee Gnowee a Ginabong-bearp, identificado com Júpiter. Essas relações faziam parte do conhecimento astronômico Boorong, no qual corpos celestes podiam ser associados a personagens ligados por relações de parentesco.
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| Arte de @echoingmultiverse |
fontes:
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A Jornada ao Oeste: Capítulo LXXV
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Kukunochi
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| Arte de Kenji Iwasaki |
Kukunochi (japonês 久々能智神, também chamado Kukunochi no kami ou Ki no kami), é um kami (divindade) da mitologia japonesa associado às árvores. Seu nome aparece em antigos textos japoneses, especialmente no Kojiki e no Nihon Shoki, obras fundamentais para o estudo dos mitos de origem do Japão. Nessas fontes, Kukunochi aparece entre as divindades geradas por Izanagi e Izanami durante a criação do mundo. Ele também está associado a tradições religiosas relacionadas à madeira e à proteção das edificações.
Origem mitológica
No Kojiki, compilado em 712, Kukunochi nasce durante o Kamiumi, o ciclo mitológico que descreve o nascimento das divindades. Depois de gerarem as terras e as ilhas do Japão, Izanagi e Izanami dão origem a diversos kami associados aos elementos da natureza.
Kukunochi é apresentado como a divindade das árvores. Seu nascimento ocorre depois do deus do vento, Shinatsuhiko, e antes do deus das montanhas, Ōyamatsumi. Na sequência, nasce Kayanohime, também chamada Notsuchi, divindade associada aos campos e à vegetação.
O Nihon Shoki, compilado em 720, também menciona Kukunochi no relato da geração das divindades. Na narrativa principal, ele é identificado como o ancestral das árvores. Uma das versões alternativas preservadas na mesma obra utiliza seu nome para designar os deuses das árvores.
Nome e significado
O nome Kukunochi apresenta diferentes grafias nos textos antigos. No Kojiki, aparece como 久々能智神 (Kukunochi no Kami), enquanto o Nihon Shoki registra a forma 句句廼馳 (Kukunochi). Na tradição ritual associada à proteção das edificações, encontra-se a denominação 屋船久久遅命 (Yafune Kukuchi no Mikoto).
O significado do nome não é estabelecido de maneira definitiva. Motoori Norinaga, estudioso japonês do período Edo, interpretou o elemento kuku como uma referência ao caule de uma planta e chi como um honorífico masculino. Outras interpretações relacionam kuku a uma forma antiga da palavra árvore. O elemento chi também pode ser entendido como uma referência a um espírito ou como um título honorífico aplicado a entidades dotadas de poder espiritual.
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| Arte de Daisuke Mochida |
Características e associação com as árvores
Kukunochi é identificado principalmente por sua relação com as árvores. As passagens mitológicas que mencionam seu nascimento não apresentam uma descrição detalhada de sua aparência física, nem lhe atribuem uma forma humana, animal ou vegetal específica.
A Encyclopedia of Shinto, da Universidade Kokugakuin, registra a denominação Ki no kami, que significa divindade das árvores. A mesma fonte relaciona Kukunochi ao termo kodama, utilizado para designar os espíritos das árvores na tradição religiosa e no folclore japonês. Essa associação também aparece na tradição ritual preservada no Engishiki, compilação de normas administrativas e práticas cerimoniais concluída em 927.
No xintoísmo, determinadas árvores são consideradas sagradas e podem estar associadas à presença dos kami. Algumas são chamadas shinboku, expressão utilizada para designar árvores sagradas, enquanto outras podem servir como yorishiro, objetos ou lugares nos quais se acredita que uma divindade possa manifestar-se.
Tradições associadas às edificações
Além de sua presença nos mitos de criação, Kukunochi está relacionado aos yafunegami, divindades protetoras das casas. Nessa tradição, é associado à madeira utilizada nas construções e aparece sob o nome Yafune Kukuchi no Mikoto.
Uma das principais referências a essa divindade encontra-se no Ōtono-hogai, também chamado Ōtono-sai, um ritual da corte japonesa destinado à proteção do palácio contra calamidades. Sua liturgia, denominada norito, está preservada no Engishiki. O ritual invoca três divindades: Yafune Kukuchi no Mikoto, associado ao espírito da madeira; Yafune Toyoukehime no Mikoto, relacionado ao espírito do arroz; e Ōmiyanome no Mikoto, divindade vinculada à proteção do palácio. A cerimônia era realizada em diferentes ocasiões, incluindo mudanças da residência imperial e celebrações relacionadas à sucessão do imperador.
A relação entre Kukunochi e Yafune Kukuchi apresenta diferentes interpretações. Uma delas considera a divindade doméstica uma personificação da madeira empregada nas edificações. Outra entende que Kukunochi, originalmente associado às árvores, passou a ser venerado como uma divindade presente nos pilares sagrados das construções. Ambas as interpretações são registradas nos estudos da Universidade Kokugakuin.
Essa associação religiosa também aparece nas cerimônias de levantamento de telhados e nas bênçãos de novas residências, nas quais Kukunochi continua a ser venerado como uma divindade ligada à madeira e à proteção das construções.
Cultura popular
Kukunochi aparece em diferentes jogos eletrônicos japoneses, frequentemente como personagem inspirado na divindade das árvores. Na franquia Shin Megami Tensei, da Atlus, é representado como um demônio da categoria Árvore.
No RPG Ayakashi Rumble!, Kukunochi é retratada como uma personagem feminina ligada à natureza, capaz de ouvir as árvores e controlar trepadeiras. Essa versão também aparece em Legend Clover e Techcronoss, jogos que reúnem personagens de diferentes produções da desenvolvedora Techcross. A personagem também foi escolhida para protagonizar o primeiro episódio de uma adaptação em mangá de Ayakashi Rumble!, anunciada pela desenvolvedora nas comemorações do quinto aniversário do jogo, em 2024.
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| Kukunochi (Shin Megami Tesei) |
fontes:
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Galley-trot
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Galley-trot (também grafado Gally Trot) é uma aparição sobrenatural do folclore de Suffolk, na Inglaterra, associada principalmente à região de Woodbridge. Segundo um registro de Major Edward Moor, publicado em 1823, a criatura podia assumir a forma de um cão de grande porte, geralmente branco e comparável em tamanho a um boi. Sua aparência era descrita como pouco definida, e ela perseguia pessoas que, assustadas, tentavam fugir. Moor também associou a entidade a Bath-slough, um local que identificou como um terreno alagadiço, embora tenha manifestado dúvidas sobre sua localização e sobre a própria existência do pântano mencionado.
Em relatos posteriores, o Galley-trot também é associado a Dunwich, uma antiga cidade costeira de Suffolk, na Inglaterra. Nesses registros, a criatura aparece com o nome alternativo de Gilitrutt e apresenta variações na aparência, sendo descrita, em algumas versões, como um cão negro. Também é comparada a outros cães sobrenaturais do folclore britânico, como o Black Shuck, embora não esteja estabelecido que sejam a mesma entidade.

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