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17 de maio de 2022

Zhunou

۞ ADM Sleipnir


Zhunou (chinês 朱獳, Zhū nòu, também chamada de Zhuru) é uma criatura pertencente à mitologia chinesa, que de acordo com o clássico texto chinês Shan Hai Jing (chinês 山海經,"Clássico das Montanhas e Mares") habita a Montanha Gengshan (耿山, "montanha brilhante"). Ela possui a aparência de uma raposa, porém em suas costas ela possui nadadeiras como as de um peixe. Além disso, reproduz um som que se assemelha ao seu nome.

Ainda de acordo com o Shan Hai Jing, a aparição e o avistamento de um Zhunou é um presságio de pânico no estado, podendo provocar histeria em massa no povo.

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16 de maio de 2022

Os Quatro Tesouros dos Tuatha Dé Danann

۞ ADM Sleipnir


Os chamados Quatro Tesouros dos Tuatha Dé Danann são objetos mágicos que, de acordo com a mitologia irlandesa, os Tuatha Dé Danann trouxeram consigo de sua migração das cidades de Failias, Findias, Gorias e Murias até à Irlanda. Cada um desses objetos foi criado por um druida de cada uma dessas cidades, e continham propriedades que os tornavam únicos e especiais.

Lia Fail

O primeiro tesouro era a Lia Fail, ou "Pedra de Fal", forjada pelo druida Fessus na cidade de Falias. Essa pedra emitia um grito quando um legítimo rei colocava seus pés sobre ela. Além disso, ela tinha o poder de rejuvenescê-lo. Esta pedra foi colocada sobre a Colina de Tara, a sede dos Altos Reis da Irlanda. 


Sleá Lúgh

O segundo tesouro era a  Sleá Lúgh ("Lança de Lugh", também chamada Sleá Bua, “Lança da Vitória”), uma lança forjada pelo druida Esras na cidade de Gorias. Pertencente ao deus Lug, ela garantia a vitória ao seu portador, e não precisava sequer ser empunhada por ele; com a aproximação de uma batalha, ela clamava para ser solta e então atacava seus alvos sem nunca errar, muito menos deixá-los vivos.


Claiomh Solais

O terceiro tesouro era a Claiomh Solais ("Espada de Luz"), a espada mágica pertencente ao rei Nuada e forjada pelo druida Uscias na cidade de Findias. Uma vez desembainhada, Claiomh Solais nunca errava o seu alvo, e qualquer ferimento infligido por ela era mortal.

Coire Acseasc

O último dos tesouros era o Coire Acseasc, o caldeirão mágico pertencente ao deus Dagdaforjado pelo druida Semias na cidade de Murias. Esse caldeirão possuía o dom de satisfazer o apetite de qualquer pessoa que fosse considerada digna. Também era capaz de curar completamente aqueles que fossem colocados dentro dele, inclusive sendo capaz de trazer os mortos de volta a vida.

Arte de Feig
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13 de maio de 2022

Butatsch-cun-ilgs

۞ ADM Sleipnir

Arte de Marcos Villarroel

Butatsch-cun-ilgs (“estômago de vaca”, erroneamente chamado de Butatsch-ah-ilgs) é uma misteriosa e grotesca criatura dita habitar o lago Lüschersee, localizado nos Alpes Suíços. De acordo com o folclore local, o lago esconde uma entrada para o centro da Terra, onde ardem chamas eternas e de onde o Butatsch-cun-ilgs emerge. A criatura é descrita como tendo uma aparência semelhante a um estômago de vaca gigante, com milhares de olhos preenchendo toda a extensão de seu corpo. Esses olhos possuem poderes hipnóticos, e dizem que se o Butatsch-cun-ilgs concentrar a visão de todos eles em um único ponto, o que estiver no local será consumido por chamas. 

Embora seja uma criatura temível, de acordo com uma lenda o Butatsch-cun-ilgs parece ter um senso de justiça que o faz voltar sua fúria contra aqueles que se aproveitam dos mais fracos e abusam de seu poder. Há muito tempo, durante o período feudal, os pastores da região travavam lutas constantes contra os nobres e cruéis senhores de terras, que os tratavam de maneira injusta e e os prejudicavam por puro esporte. Certa vez, um grupo de nobres voltava de uma caçada, quando encontraram em seu caminho rebanhos de gado e ovelhas pastando pacificamente no lago Lüschersee. e naturalmente decidiram matá-los. Com gritos altos e gargalhadas, eles conduziram os animais à sua frente, golpeando-os com suas espadas e forçando-os a se afogarem no lago. Os camponeses só puderam assistir enquanto os nobres zombavam deles. Foi então que a água do lago começou a espumar e borbulhar, e uma monstruosa criatura se ergueu dele. Hipnotizados por ela, os nobres ficaram emudecidos enquanto eram esmagados. Após matar todos os nobres, a criatura retornou para o lago, deixando os pastores aterrorizados, mas ilesos.

Desde então, o Butatsch-cun-ilgs teria emergido do lago apenas mais duas vezes, em intervalos de aproximadamente cem anos, e provocando deslizamentos de terra e ravinas com seus movimentos. Dizem que às vezes um rugido distante e sobrenatural pode ser ouvido sobre as águas calmas do lago, e temendo que ele possa emergir a qualquer momento, pescadores evitam pescar no lago e pastores não permitirem que seus rebanhos se aproximem dele. Pais também costumam alertar seus filhos para que fiquem longe do local. 

Arte de WillOBrien

fonte:
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12 de maio de 2022

Amdusias

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Davey Baker

Amdusias (também Ambuscias, Amducious, AmdukiasAmduscas, Amduscias, Amukias) é de acordo com a demonologia um grande duque do inferno e possui vinte e nove legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 67º dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando invocado, Amdusias aparece diante de seu invocador inicialmente como um unicórnio, mas assume uma forma humana caso lhe seja solicitado.

Selo de Amdusias

Amdusias possui a capacidade de reproduzir sons de instrumentos musicais, fazendo com que sejam ouvidos por todos mas não vistos. Ele também pode inspirar músicas e conceder excelentes familiares ao seu invocador. Além disso, Amdusias possui o poder de controlar árvores, fazendo com que se tornem estéreis, dêem frutos no momento em que desejar, ou se dobrem diante dele ou de seu invocador.

Arte de Raul Maldonado

Cultura Popular

  • Assim como outros espíritos goetianos, Amdusias aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, aparecendo também nas franquias Final Fantasy (IX), Castlevania (Symphony of the Night, Curse of Darkness e Portrait of Ruin) e Altered Beast;
  • Amduscia, uma banda mexicana de agrotech, deriva seu nome de Amdusias;
  • Amduscia (アムドゥスキア) também é o nome de um planeta no MMORPG japonês Phantasy Star Online 2;
  • Amudoshiasu (アムドシアス) é referido como o duque de um chifre dos 72 pilares de Salomão na série RPG hentai Battle Goddess. Ela aparece na forma de uma mulher com um único chifre na testa e pode ser usada como invocação;
  • Em Wild Arms 3, Amduscias aparece como um cavaleiro bípede carregando uma lança. Ele é o primeiro inimigo encontrado no jogo que pode usar um ataque de morte instantânea;
  • Em Maple Story, Amdusias aparece na missão demoníaca da classe arqueiro. Ele é representado como um unicórnio preto e bípede.
  • Amdusias é retratado na trilogia literária The Forsaken Comedy, de Kevin Kauffman;
  • No JRPG Xenoblade Chronicles X, há uma variação de grandes robôs humanóides chamados Skells em inglês ou Dolls em japonês, chamados Amdusias. A cabeça do Skells tem chifres apontando para baixo e uma das armas que ele carrega originalmente é uma foice, e quando o usuário da foice a ativa, faz com que o usuário solte um grito de insanidade ao usar um ataque poderoso.
Arte de Olivier Roos

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11 de maio de 2022

Gritador

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Gritador (também conhecido como Zé-Capiongo) é uma espécie de assombração (por vezes dito ser um duende) pertencente ao folclore brasileiro, dito geralmente aparecer durante a noite gritando e assustando as pessoas. Ele é bastante conhecido na região do Vale do São Francisco, mas também possui muitas versões de sua lenda espalhadas por todo o Brasil. No Vale do São Francisco, dizem que ele é a alma de um vaqueiro que, desrespeitando a Sexta-feira da Paixão, saiu a campear e nunca mais voltou. Sumiu misteriosamente com o cavalo, o cachorro e o gado que campeava, tornando-se uma assombração. Hoje, vive gritando no mato, tocando uma boiada invisível como ele. Embora os seus gritos sejam mais ouvidos durante a noite, o Gritador não tem hora para gritar. Dizem que até o meio-dia ele clama no meio do mato, assombrando os vivos e assustando os bichos. Nas noites de sexta-feira, além de seu aboio triste, são ouvidos o rumor dos cascos do seu cavalo e o ladrar de seu cachorro de campo.

No Sul, a versão mais famosa de sua lenda localiza sua origem na época em que os jesuítas foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal. Ao partirem, muitos deles enterraram seus tesouros, esperançosos que um dia retornariam à nossa terra. Enquanto todos cavavam buracos para esconderem suas riquezas, um homem pedia para que eles gritassem para saber a localização de cada um. Esse homem, segundo dizem, não foi embora e ficou no local cuidando do tesouro enterrado. Ao morrer, sua alma ficou presa na região e, à noite, quando alguém grita por um motivo ou outro, ele acha que são seus amigos indicando o lugar de outro tesouro enterrado. Segundo relatos, quando tropeiros ou criadores de gado estão trabalhando à noite e gritam uns para os outros, às vezes escutam outro grito distante. Quando respondem, esse mesmo grito que parecia estar longe, soa cada vez mais perto. Dizem ainda que, se ele chegar até você, ele inicia um duelo; caso você ganhe, ele lhe entregará o tesouro; caso você perca, tomará o lugar dele para cuidar do tesouro eternamente.

Em Santa Cecília, Santa Catarina, conta-se que um jovem muito maldoso, que gostava de judiar dos animais, tinha um cavalo no qual andava o dia inteiro em disparada. Não o tratava como devia, nem ao menos lhe dava água. A noite, deixava o pobre animal preso com uma corda curta, impedindo-o de escapar. A mãe desse jovem, vendo o animal ser surrado e maltratado, esperou que ele dormisse e foi cuidar do cavalo. Após dar-lhe comida e água, ela soltou sua corda, permitindo dessa forma sua fuga.No outro dia, quando o jovem acordou, procurou o animal, não o encontrando, ao descobrir o que havia ocorrido, amarrou sua mãe, encilhou-a e montou, esporeando-a de tal forma que a fez chorar de dor. A mãe rogou uma praga ao filho: ele haveria de gritar de dor, mesmo após a morte. Na noite em que o homem morreu, todos os moradores dos arredores ouviram gritos vindos dos abismos, alguns dizem que seus gritos ecoam até hoje no alto da Serra do Espigão.

Arte de Douglas Viana

No litoral piauiense, mais precisamente no município de Parnaíba, existem muitas explicações para a origem do Gritador, o qual dizem passar as noites gritando nas ruas. A mais popular delas diz que ele é uma alma condenada a vagar gritando em eterno sofrimento por ter sido amaldiçoado pelo pai em razão de ter assassinado a um irmão seu. Há quem diga que, em seu suplício, ele carrega nas costas uma outra assombração, que tem as pernas nos ombros e a cabeça para baixo e, no caminho, passa o tempo inteiro mordendo os seus pés, sendo esse o motivo de seus gritos. Dizem que se algum curioso for olhar quem grita de perto, ele joga aos pés do curioso a entidade que traz nas costas, na tentativa de livrar-se de seu tormento. No entanto, nesse mesmo instante, a terra treme e a alma atormentadora volta às costas da alma atormentada como que por mágica, e a pessoa, vendo que uma não aflige, senão à outra, perde o medo da aparição.

Relatos do povo da zona rural de Luzilândia, também no Piauí, dizem que de tempos em tempos, se ouve altas horas da noite gritos estrondosos vindo das estradas. Esses gritos vêm do Gritador, um homem que carrega outro, que o mesmo tinha assassinado, e como penitência carrega-o pelos ombros e de cabeça para baixo seguido por dois assombrosos cachorros. Os gritos que se ouvem, é de quando o homem para de caminhar e os cachorros mordem seu calcanhar. Alguns dizem que o gritador era Caim, levando seu irmão Abel, e que ele levava seu irmão como castigo até o fim dos tempos sem poder parar de caminhar. Até hoje não há notícia de nenhum corajoso que tenha conseguido encarar a assombração de frente, até porque basta escutar os seus gritos pra perder o controle do corpo de tanto medo.

Segundo o povo de Esperantina, o Gritador é uma figura muito esquisita, de quem só se vê a sombra, e, quando a pessoa dá de cara com ele, ele abre sua boca até o queixo se aproximar do chão e dá um grito tão alto que faz toda a terra tremer. Diante disso, a pessoa cai no chão desmaiada, tremendo de tanto medo. Depois de dar dois gritos, o Gritador vai embora.

Em São Raimundo Nonato, na zona rural piauiense, também aparece um Gritador. Lá, ele é descrito como sendo mais ou menos da altura de um homem, só que horroroso e todo cabeludo. Quando dá de cara com alguém, só para de gritar quando o galo canta pela primeira vez. Na Lagoa de São Francisco, se ouvem gritos aterrorizantes entre as comunidades Chã dos Bringel e Mororó, mais precisamente nas margens do Rio dos Matos e do Riachão. Segundo populares da região, haveria também por ali um Gritador. Dizem que ele é a alma de um homicida, que, como punição, tem de carregar em suas costas sua vítima por toda a eternidade. Os que já deram de cara com o bicho, dizem que antes de proferir seus gritos, ele dá um sopro forte de cansaço e, só então, começa a gritar, com gritos cada vez mais fortes. O povo dali diz que ele anda vagando pela região em cumprimento de sua maldição, de modo que dela só poderá se livrar para alcançar o descanso eterno no dia em que um idiota qualquer responder aos seus gritos com outros gritos, ocasião em que o Gritador passará sua maldição para o pobre desavisado.

Gritador x Bradador

Por seus nomes terem o mesmo significado e por terem praticamente o mesmo modo de agir, o Gritador e o Bradador são por vezes considerados a mesma figura, embora o Bradador tenha a peculiaridade de ser uma espécie de morto-vivo, similar a outra figura do folclore brasileiro, o Corpo-Seco.

Bradador, arte de Vinícius Galhardo

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10 de maio de 2022

Pássaros de Ares

۞ ADM Sleipnir

Os Pássaros de Ares (grego: Ορνιθες Αρειοι, Ornithes Areioi) eram na mitologia grega um bando de pássaros com penas de flechas que foram colocados para proteger o santuário do deus da guerra Ares localizado na ilha de Dia, na costa norte de Creta. Esses pássaros foram encontrados pelos Argonautas em sua busca pelo Velocino de Ouro. Eles receberam os heróis com uma saraivada de penas, que para se protegerem ergueram seus escudos de tal forma que não deixaram uma brecha sequer para as penas passarem. 

Seguindo o exemplo de Héracles, que anteriormente havia enfrentado as Aves Estinfálides (com quem os pássaros de Ares às vezes eram identificados) e usou castanholas de bronze para fazer barulho e espantá-las, os Argonautas bateram suas lanças contra seus escudos, conseguindo gerar um barulho alto o suficiente para afastar os pássaros.

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Ruby