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26 de maio de 2022

Bathin

۞ ADM Sleipnir


Bathin (também BathimBathymBathsim, Mathim ou Marthim) é de acordo com a demonologia um grande duque do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 18º dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando invocado, Bathin aparece diante de seu invocador como um homem com cauda de serpente e montado em um cavalo pálido.

Selo n°1 de Bathin


Selo n°2 de Bathin


Bathin detém conhecimento sobre as propriedades de todos os tipos de ervas e pedras preciosas. Além disso, ele é capaz de teletransportar homens rapidamente de um país a outro.


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Bathin aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também aparece em Final Fantasy XI Online e como um boss nos dois jogos da franquia Bloodstained;
  • No cardgame Future Card Buddyfight, há uma carta de monstro chamada Mestre Demônio, Bathin;
  • Ele também aparece como um inimigo menor no manhwa Tomb Raider King (Dogurwang);
  • Em Mairimashita! Iruma-kun, Bathin Baraki é um estudante de Babylus e o presidente da Divisão de Radiodifusão.
Bathin em Tomb Raider King

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25 de maio de 2022

Burro de Olhos Vermelhos

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Burro de Olhos Vermelhos é uma assombração pertencente ao folclore piauiense, descrita como um homem que, devido a sua má conduta de vida foi alvo da punição divina, sendo condenado a passar a maior parte do ano transformado em uma besta na forma de um burro de olhos vermelhos e flamejantes.

Reza uma lenda que esse homem, que teria vivido anos atrás no estado, era alguém que tinha prazer em debochar de tudo e de todos. Pessoas, animais, a natureza e a religião, tudo para ele era motivo de piada e escárnio. Nem mesmo seus pais escapavam de seu desrespeito e falta de empatia. Certo dia, uma procissão passou numa rua próxima a sua casa, e o homem logo apareceu para blasfemar contra o santo e seus fiéis. Tão logo terminou de proferir seus insultos, o homem começou a se transformar no assustador animal. Desse dia em diante, o homem passou a viver nessa forma praticamente todo o tempo, podendo assumir a forma humana novamente somente a noite de quinta para sexta feira santa. Dizem que nesse dia em particular, o homem tenta voltar para a sua antiga casa e aproveitar o pouco tempo que tem em forma humana, mas sempre que ele tenta se aproximar da porta, ele se transforma novamente em burro e acaba sendo enxotado pelos moradores que um dia já foram sua família.

O Burro de Olhos Vermelhos pode ser visto com maior intensidade durante o período da semana santa e próximo ao dia de finados, época essa em que o véu entre os mundos torna-se mais tênue e entidades sobrenaturais de todo tipo correm soltas pela terra. Dizem que aqueles que olham no fundo dos seus olhos acabam enlouquecendo ou se perdendo na mata e morrendo. Dizem também que o Burro de Olhos Vermelhos pode sugar as energias de suas vítimas, deixando-as fracas, fazendo com que desmaiem ou até mesmo morram. Para evitar ser uma de suas vítimas recomendasse que não a olhe nos olhos caso a encontre. Apontar para ele uma cruz de madeira, com uma vela acesa no meio e com quatro dentes de alho (marcando os pontos cardeais) é dito ser um poderoso repelente, fazendo com que o Burro de Olhos Vermelhos saia correndo em disparada.

fontes:

  • https://causosassustadoresdopiaui.wordpress.com
  • https://fantasia.fandom.com

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24 de maio de 2022

Kabandha

۞ ADM Sleipnir


Kabandha (em sanscrito: कबन्ध,, lit. "torso sem cabeça") é um horrendo rakshasa presente na mitologia hindu. Originalmente, ele era um gandharva (músico celestial) chamado Vishwavasu ou Danuque após desafiar e ser amaldiçoado por Indra, acabou sendo transformado em um demônio carnívoro. Sua lenda aparece nos épicos hindus Ramayana Mahabharata, bem como nas adaptações posteriores do Ramayana. 

Iconografia

No Mahabharata, Kabandha é descrito como sendo "tão grande como uma montanha, escuro como uma nuvem negra, com pêlos pontudos por todo o corpo e com uma voz tão alta quanto um trovão". O Ramayana o descreve como tendo um tronco largo, sem cabeça nem pescoço. Ele tinha apenas um olho no peito e uma boca na barriga. Ele usou seus longos braços para atrair suas presas para mais perto. Ele é ainda frequentemente descrito como uma árvore.

Arte de Kunal Dixit
 

A Malidção de Vishwavasu 

De acordo com o Ramayana, antes de se tornar um rakshasa, Kabandha foi um gandharva chamado Vishwavasu. Após realizar uma penitência em honra de Brahma, recebeu deste o dom da imortalidade. Uma vez imortal, Vishwavasu tornou-se tão arrogante que resolveu desafiar e atacar o deus Indra.

Na batalha que se seguiu, Indra usou seu disco divino (Varja) para espremer a cabeça e as coxas de Vishwavasu em seu corpo, e empurrar sua boca até o seu abdômen. Reconhecendo a superioridade de Indra, Vishwavasu suplicou pelo seu perdão, ao que Indra respondeu dando-lhe braços compridos e dizendo-lhe que ele recuperaria sua forma original somente quando Rama (avatar do deus Vishnu) os cortasse. Por não ter cabeça, ter apenas dois braços compridos e uma boca na barriga, passou a ser conhecido como Kabandha.

Outras versões relatam que quem amaldiçoou Vishwavasu foi o próprio Brahma (no Mahabharata), ou o sábio Durvasa (no Ramacharitamanas).

O Encontro com Rama

O fatídico encontro de Kabandha e Rama ocorreu enquanto Rama e seu irmão Lakshmana passavam pela floresta Krauncha, durante sua busca pelo paradeiro da esposa de Rama, Sita. Kabandha surgiu repentinamente diante deles e bloqueou sua passagem, e ao tentarem escapar tomando um caminho diferente, acabaram sendo capturados pelos longos braços do rakshasa. Encontrando-se impotente nas garras de Kabandha, Lakshmana diz para Rama escapar e encontrar Sita, deixando-o para trás como um sacrifício para o rakshasa e Rama o consola.


Kabandha então declara que estava extremamente faminto, e pediu que os dois revelassem seus nomes pois ele queria sabem quem eram os que tinham vindo para saciar sua fome. Neste momento, Lakshmana acaba percebendo que a força de Kabandha estava em suas mãos e sugeriu a Rama que eles cortassem as mãos do demônio. Kabandha ouviu tudo, e irritado, decidiu devorá-los de uma só vez, puxando-os mais para perto de sua boca. Antes que fossem devorados, os irmãos sacaram suas espadas e rapidamente cortaram os braços do demônio, que caiu no chão emitindo um rugido poderoso. Kabandha mais uma vez pediu os nomes de seus conquistadores, e Lakshmana e Rama finalmente se apresentaram, aproveitando para perguntar quem ele era. Kabandha então narrou sua história para os irmãos e declarou que ele reconheceu Rama pelo fato de que ele tinha cortado seus braços, assim como a profecia de Indra havia previsto. Kabandha então aconselhou que Rama e Lakshmana visitassem o rei dos macacos, Sugriva, para saber mais sobre o sequestro de Sita, e então morreu. Após ter seu corpo cremado na pira funerária acesa por Rama, Kabandha recobrou sua forma original como Vishwavasu e emergiu das chamas rumo aos céus.


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23 de maio de 2022

Aosagibi

۞ ADM Sleipnir


Aosagibi (japonês 青鷺火 ou あおさぎび, "garça de fogo azul"; também chamado Aosaginohi ou Goi no hikari, "garça da luz noturna") é um yokai do folclore japonês, ilustrado por Toriyama Sekien em seu Konjaku Gazu Zoku Hyakki (今昔画図続百鬼, "Os Cem Demônios Ilustrados do Presente e do Passado"), 2º livro de sua tetralogia. Assim como outros yokais, origina-se de um animal que após atingir milhares de anos de vida, torna-se um yokai. No caso do Aosagibi, o animal em questão é a garça real noturna.

Ao se tornar um Aosagibi, garças desenvolvem escamas brilhantes em seus peitos, que se fundem a partir de suas penas. A cada respiração, elas sopram um pó amarelo iridescente de seus bicos que se espalha com o vento. Durante as noites de outono, seus corpos irradiam um brilho branco-azulado. Seu hálito poeirento se transforma em bolas de fogo azuis brilhantes, que eles sopram sobre a água ou no alto das árvores. Essas bolas de fogo não possuem calor e não inflamam o que tocam, mas eventualmente evaporam com o vento.


Como a maioria das aves selvagens, as garças noturnas são tímidas e fogem dos humanos. Mesmo depois de se transformarem em yokais, elas mantêm sua timidez. Embora a visão de um bando de pássaros selvagens respirando chamas azuis e fazendo estranhos cantos em uma noite fria de outono possa ser bastante desconcertante, Aosagibis não representam nenhuma ameaça, no entanto, como o fenômeno que provocam é visualmente semelhante ao provocado por outros yokais mais perigosos (como o Onibi ou o Kitsunebi), deve-se ter cuidado para evitar confundir um Aosagibi com os mesmos. 

Arte de PhantomSapphire

fonte:
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20 de maio de 2022

Lafaek Diak: A Criação da Ilha de Timor

۞ ADM Sleipnir

O povo do Timor Leste reverencia os crocodilos como sendo sagrados, pois de acordo com o mito de criação da ilha, ela surgiu a há muito tempo a partir do corpo de um deles, chamado Lafaek Diak ("bom crocodilo"). 

Lafaek era um crocodilo muito pequeno, e tinha o desejo de crescer e se tornar um dos maiores e mais fortes dentre todos os crocodilos. Porém, a terra onde ele vivia tornou-se seca com o tempo, o que provocou a escassez de alimentos. 

Não conseguindo comida suficiente para se alimentar, Lafaek Diak foi ficando fraco e triste, pois dessa forma jamais conseguiria realizar seu sonho. Então um dia, ele resolveu deixar a terra onde vivia e partir rumo ao mar aberto, na esperança de encontrar o necessário para se alimentar e assim atingir seu objetivo. Lafaek vagou por muito tempo, e conforme caminhava rumo ao mar, os dias iam ficando mais quentes e o alimento cada vez mais escasso. 

Debilitado pela fome, e percebendo que no ritmo que as coisas iam ele jamais alcançaria o mar, Lafaek decidiu deitar e aguardar a chegada da morte, mas ao invés dela, quem surgiu foi um menino. Com pena do crocodilo, o menino o carregou até o mar, onde ele rapidamente recuperou suas forças. 

Grato pelo que o menino havia feito por ele, Lafaek lhe agradeceu, dizendo-lhe: 

-"Obrigado, você salvou minha vida e não jamais esquecei isso. Sempre que precisar de minha ajuda, me chame e eu venho e faço o que você pedir!"

Alguns anos depois, o menino retornou ao local e chamou por Lafaek, agora um crocodilo grande e forte. Ao vê-lo, Lafaek perguntou-lhe o que ele queria, e o menino respondeu-lhe: 

-"Eu quero ver o mundo, este é o meu sonho!". 

Lafaek prontamente respondeu-lhe: 

-"Então suba nas minhas costas, aponte para onde você deseja ir e eu o levarei". 

Lafaek e o menino iniciaram então uma jornada juntos, viajando por muitos anos sem parar. Um dia, enquanto seguiam o sol em direção ao leste, o crocodilo parou e disse ao menino:

-"Irmão, estamos viajando há muito tempo, mas agora chegou a hora de eu morrer. Em memória de sua bondade, Eu me tornarei uma ilha, onde você e seus filhos poderão viver e ver o nascer do sol acima do mar!"

Tão logo Lafaek morreu, seu corpo começou a crescer de maneira descomunal, tornando-se o que hoje é conhecido como a grande ilha de Timor.




fontes:

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19 de maio de 2022

Andras

۞ ADM Sleipnir

Arte de TSRodriguez

Andras é de acordo com a demonologia um grande marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 63º dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando invocado, Andras aparece diante de seu invocador como um homem nu com um par de asas angelicais e uma cabeça de coruja (ou corvo, conforme algumas fontes), montado em um lobo negro e empunhando um sabre.

Selo de Andras

A especialidade é Andras é semear a discórdia, podendo facilmente convencer as pessoas a matarem umas as outras. Andras é particularmente perigoso de se lidar, podendo matar seu invocador e todos que estiverem ao seu redor, caso não sejam cautelosos e cuidadosos ao tratarem com ele.

Arte de Anna Efremova

Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Andras aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei;
  • Andras aparece como um inimigo menor perto do início do game Castlevania: Portrait of Ruin. Ele se assemelha a um homem alado com cabeça de corvo, montado em um lobo e brandindo uma espada de fogo. Ele pode apunhalar para baixo com a espada ou fazer seu corcel soprar bolas de fogo;
  • Andras está listado em um sample de um encantamento satânico presente na música "Symphony for the Devil" da banda PIG;
  • Andras aparece na série de quadrinhos de Alan Moore, Promethea. Ele e o demônio Marchosias são convocados pelo mágico Benny Solomon para matar o personagem-título. Promethea derrota Andras e Marchosias em uma briga em uma boate. Mais tarde, Benny Solomon convoca Andras novamente, ocasião essa onde ele convoca toda a Ars Goetia para matar Promethea. Durante suas breves encarnações na série, Andras tenta atrair Benny Solomon (e é rejeitado) e também seduz um motorista de táxi a cometer suicídio;
  • Andras apareceu em um episódio da série Jovens Bruxas, no qual ele ampliou a raiva das três irmãs Haliwell, incitando-as a usarem seus poderes umas contra as outras;
  • Em Tome of Magic: Pact, Shadow e True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Andras aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
  • Shani Andras é um personagem do anime Gundam Seed, cujo sobrenome foi inspirado em Andras. Os outros dois, Orga Sabnak e Clotho Buer, também tiveram seus sobrenomes inspirados em demônios goéticos;
  • Andras aparece em Final Fantasy XI como um membro da Dark Kindred no mundo dos sonhos de Dynamis – Xarcabard. Ele é um dos demônios goéticos cuja morte é necessária para desencadear a luta com o Dynamis Lord;
  • Andras é o nome padrão de um personagem com a classe de modelador (shaper) em vários jogos da série Geneforge.
  • Andras figura na trilogia literária Forsaken Comedy, de Kevin Kauffmann;
  • No livro de horror O Exorcismo de Meu Melhor Amigo, de Grady Hendrix, Andras é a entidade demoníaca que possui Gretchen Lang.
Arte de Davey Baker


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Ruby