14 de maio de 2021

AVISO URGENTE (ATUALIZAÇÃO)

 


Não sei o que está acontecendo, mas a Google excluiu cerca de 40 postagens do blog, de posts antigos até mais recentes sob a alegação de vírus/malware, sendo que nas postagens em questão não há um link sequer que leve a algum site malicioso, isso eu tenho certeza. O Portal dos Mitos corre risco de ser excluído em definitivo pela Google, infelizmente. Estou tentando descobrir se é alguma propaganda (vinculada pela própria google, veja só) ou se é algum gadget do blog que está causando esse problema. Espero conseguir resolver, mas caso não consiga, foi prazeroso pra mim compartilhar um pouco de conhecimento mitológico e folclórico com todos vocês. Se alguém tiver conhecimento na área e puder me ajudar de alguma forma, fico grato.

***ATUALIZAÇÃO 15/05/21 12:26

A Google devolveu as postagens excluídas. Foi algum problema no servidor deles, e afetou praticamente todos os blogs hospedados no serviço. Foi um grande susto pra mim, mas felizmente voltou tudo ao normal. Agradeço pelo apoio de todos!

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Zenki e Goki

۞ ADM Sleipnir


Zenki (前鬼, "demônio frontal") e Goki (後鬼, "demônio retaguarda) são um casal de onis (demônios yokai), respectivamente um macho e o outro fêmea, que segundo as lendas eram servos de En-no-Ozuno (nascido em 634 - morto entre 700 e 707, também chamado En no Gyōja), o fundador do Shugendō, forma de budismo originária do Japão, formado por elementos sincréticos de diversas tradições religiosas, dentre elas o xintoísmo, o taoismo e crenças animistas pré-budistas. 

Representações de En-no-Ozuno em obras de arte japonesas comumente ilustram esses dois oni o acompanhando lado a lado ou com Zenki, sendo o oni vermelho empunhando um machado e estando à frente de Ozuno e Goki, o oni azul, atrás dele, carregando uma jarra contendo uma água sagrada (às vezes as suas cores e os itens que trazem são trocados). Zenki e Goki são associados por alguns escritores ao Yin e Yang, e seus cinco filhos (dos quais não se tem muitas informações) aos 5 elementos: madeira, fogo, terra, metal e água.


Existem muitas lendas diferentes sobre os dois, mas em todas elas, Zenki e Goki eram seres malignos que eventualmente encontram com En-no-Ozuno, se arrependem de seus pecados e e passam a serem seus discípulos e servos. Inclusive, antes de sua conversão, Zenki se chamava Sekigan (赤 目, "Olhos Vermelhos"; também pronunciado Shakugan) enquanto sua esposa Goki se chamava Kōkō (黄 口, "Olhos amarelos"). Enquanto onis, Zenki possui uma coloração vermelha, enquanto Goki possui uma coloração azul.

Um lenda ainda diz que  Ozuno fez Zenki e Goki viverem no interior do Monte Kinpu de Yoshino (ao norte do Monte Ōmine) para proteger os discípulos da prática ascética. Outra lenda conta que En-no-Ozuno entregou aos dois quatro versos em louvor a Buda - versos esses que tinham o poder de conceder a salvação e elevar um coração iluminado. Após recitar regularmente esses versos, Zenki e Goki eventualmente foram capazes de se tornar humanos, mais uma vez mudando de nome: Zenki passou a se chamar Otomaru (乙 丸) e Goki, Wakamaru (若 丸). 


Cultura Popular

  • No anime/mangá Shaman King, Zenki e Goki são dois Shikigamis são dois Shikigami usados ​​por Asakura Hao em sua primeira vida e mais tarde caíram sob o controle de Kyōyama Anna;
  • O anime/mangá Kishin Douji Zenki traz um plot onde um descendente de Ozuno, Chiaki, liberta Zenki e ao seu lado luta para purificar pessoas que foram transformadas em monstros pela deusa demoníaca Karura;
  • No game Nioh 2Zenki e Goki dão nome à dois machados.
Zenki e Goki em Shaman King

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12 de maio de 2021

Jarjacha

۞ ADM Sleipnir


Jarjacha é uma criatura presente no folclore dos povos andinos, principalmente no Peru e Bolívia. Segundo a lenda, trata-se de um ser humano que foi punido por Deus por ter cometido incesto, sendo transformado numa criatura medonha. Sua descrição costuma variar, sendo relatado como uma criatura com corpo de raposa e cabeça de lhama, uma criatura com corpo de puma e duas ou três cabeças de raposa ou lhama, ou ainda mais comumente, uma criatura com corpo de lhama e rosto humano. Algumas histórias afirmam que o Jarjacha só assume sua forma de monstro durante a noite, sendo um humano comum durante o dia.


O  Jarjacha pode ser encontrado em regiões montanhosas, onde costuma aterrorizar as pessoas com um grito estrondoso cujo som dá origem ao seu nome. Dizem que ele tem o poder de hipnotizar ou matar suas vítimas somente olhando-as nos olhos. A criatura pode ser morta, mas para isso é necessário que um grupo de pessoas a embosque, munidos de crucifixos e objetos de metal que possam ser usados como arma, como picaretas ou machados. Nos mitos onde o Jarjacha se transforma somente à noite, conta-se que o mais benéfico a se fazer é capturá-lo vivo, e ao amanhecer, após recobrar sua forma humana, chantageá-lo por uma grande quantia em dinheiro para não revelar a ninguém sua identidade e fazer com que todos saibam que ele cometeu o terrível pecado do incesto com um de seus filhos.

O mito do Jarjacha é famoso entre a comunidade andina, sendo muitos os relatos de pessoas que afirmam terem visto ou ouvido esta criatura. Ao que tudo indica, esse mito foi disseminado pela Igreja Católica, com o intuito de  alertar os habitantes dos perigos de se ter relações sexuais entre membros de uma mesma família, algo que era muito comum em comunidades isoladas de montanhas.


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10 de maio de 2021

Dijiang

۞ ADM Sleipnir

Arte de blckxeepxiii

Dijiang (Ti-chiang, em chinês 帝江) é uma criatura mítica do folclore chinês, que de acordo com o clássico texto chinês Shan Hai Jing (chinês 山海經, "Clássico das Montanhas e Mares"), habitava em uma montanha chamada Tianshan (“Montanha do Céu”). Ela é descrita como um estranho pássaro com cerca de 1,8 metros de altura, e dotado de quatro asas e seis pernas em um corpo de coloração vermelho vivo e brilhante ou amarelo com uma aura vermelha ao redor, como se fossem chamas. A sua principal característica no entanto é que ela não possui nem cabeça e nem um rosto em lugar algum do corpo, vivendo num estado de confusão constante. Conta-se que Dijiang produz um som que lembra uma canção, e se movimenta de uma forma que parece estar dançando.

Dijiang é frequentemente associado à outra criatura chamada Hundun, um dos chamados Quatro Perigos (chinês: 四凶, Sì Xiōnge descrito como sendo um ser do caos primordial. Hundun e Dijiang compartilham o fato de não possuírem cabeça ou rosto, e no caso do Hundun, ele é dito não possuir nenhum orifício sequer em seu corpo. Para alguns estudiosos, Dijiang é de fato Hundun, e na cultura popular os dois são constantemente vistos como a mesma criatura.

Cultura Popular

Um Dijiang chamado Morris estará presente no filme da Disney/Marvel Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, previsto para estrear em Setembro de 2021.

fontes:

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7 de maio de 2021

Medjed

۞ ADM Sleipnir


Medjed ("batedor" ou "castigador") é uma divindade egípcia extremamente obscura, mencionada apenas uma vez no Livro dos Mortos, coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito. Sua única menção na obra diz: "Eu conheço o nome daquele batedor (Medjed) entre eles, que pertence à Casa de Osíris, que atira com o olho, mas não é visto".

Imagem do papiro de Greenfield, cuja figura no centro provavelmente representa Medjed

Na cultura popular

Um papiro, conhecido como Papiro de Greenfield, e contendo fragmentos do Livro dos Mortos, fez Medjed sair do obscurantismo e alcançar a fama. O Papiro de Greenfield, que hoje é propriedade do British Museum de Londres, teve algumas de suas folhas colocadas em exibição no ano de 2012 em dois museus japoneses: o Museu de Arte de Mori em Tóquio e no Museu de Arte de Fukuoka. Nessas exibições, uma das folhas trazia uma figura com uma aparência que lembra e muito um fantasma (como aqueles do Pac-man). Essa figura, cujo um texto no papiro chama de Medjed, cativou os japoneses. 


Não demorou muito, e Medjed tornou-se uma sensação no Japão, ganhando fama como meme na internet e nas redes sociais japonesas, além de se tornar personagem em jogos de videogame, como os mobiles games Soratubu Medjed-niisan e Puzzle & Dragons. Em Persona 5, Medjed é o nome de um grupo de hackers. Melhor dizendo, era o pseudônimo de um adorável hacker que mais tarde se tornou o nome de todo o grupo.

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5 de maio de 2021

Nanã Buruku

۞ ADM Sleipnir

Arte de peter isedeh

Nanã Buruku (também conhecida como Nanã Buluku, Nanã Buku, Nanan-bouclou, Nanã Buruquê, Olisabuluwa) é a divindade suprema oriunda da religião vodu dos povos Fon, no Benin, e posteriormente incorporada ao panteão de orixás da religião Iorubá. Ela foi responsável por dar início a criação do universo, e sem depender de um consorte (pois ela própria era um ser com características masculinas e femininas), gerou uma dupla de deuses gêmeos chamados Mawu e Lisa, conhecidos e cultuados como a divindade andrógina e composta Mawu-Lisa. Após o nascimento de Mawu e Lisa, Nanã Buruku se retirou da criação, deixando que seus filhos terminassem a criação.

Nanã Buruku é umas das divindades mais reverenciadas nas religiões da África Ocidental, estando presente em várias tribos além da Fon, como nas comunidades Ewe no Togo e em partes de Gana, bem como entre os Acãs. Ela também está fortemente presente e reverenciada na Nigéria, entre as comunidades tradicionais Iorubá e Igbo. Durante a época onde o comércio de escravos estava em plena atividade, a crença em Nanã Buruku seguiu com seu povo, indo parar na América em vários lugares como as ilhas do Caribe, Haiti e Suriname, além de estar muito presente em comunidades da América do Sul, principalmente no Brasil nos Candomblés Jeje e Ketu.

Na religião e mitologia Iorubá

Nanã Buruku foi incorporada há séculos pela religião ioruba, quando o povo nagô conquistou o povo de Dahomey (atual República do Benin), assimilando sua cultura e incorporando algumas divindades dos dominados à sua mitologia já estabelecida. Nanã tornou-se uma importante orixá, considerada a mais antiga deles e associada às águas paradas, à lama dos pântanos e também à vida (reencarnação) e a morte (desencarne). Usualmente, ela é descrita como uma anciã trajando roupas nas cores lilás, anil e branco.


Em uma versão da lenda sobre a criação dos humanos envolvendo Nanã, o orixá supremo Olorum encarregou Oxalá da tarefa de criar o modelo que daria forma ao homem. Entre tantas alternativas, Oxalá tentou fazer uso do vento, da madeira, da pedra, do fogo, do azeite e até do vinho. Contudo, apesar de tanto esforço, Oxalá percebeu que nenhum material era maleável o suficiente para que ele executasse a tarefa. Foi quando Nanã retirou uma porção de barro do fundo do lago em que morava. Utilizando aquele material, Oxalá conseguiu finalmente dar forma ao homem. Logo em seguida, Olorum pegou o modelo e com um sopro lhe concedeu força vital para realizar tarefas. Depois disso, os outros orixás se encarregaram de ajudar o homem a povoar as terras do mundo. Como os homens foram feitos usando um elemento que pertence à Nanã, eles não podem viver para sempre, pois o barro que ela cedeu um dia tem que voltar para ela.

Em outra lenda, Nanã desprezou seu filho primogênito Omulu, fruto de sua relação com Oxalá, pois este havia nascido com várias doenças de pele. Ela o abandonou numa praia, onde Iemanjá o achou quase morrendo, e o curou e criou como se fosse sua mãe, dando todo o amor e carinho. Ao tomar conhecimento do que Nanã fez, Oxalá condenou-a a ter mais filhos, os quais nasceriam anormais (Oxumarê, Ewá e Ossaim), e a expulsou do reino, ordenando-lhe que fosse viver num pântano escuro e sombrio.

Outra lenda conta que certa vez os orixás se reuniram e começaram a discutir qual deles seria o mais importante. A maioria escolheu Ogum, pois ele é o orixá do ferro, o que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra, dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual. Somente Nanã discordou e, para provar que Ogum não era tão importante assim, torceu com as próprias mãos o pescoço dos animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que os sacrifícios para Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal.



fontes:
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Ruby