24 de fevereiro de 2021

Kulariut

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Elartwyne Estole

Kulariut é uma espécie de criatura inofensiva pertencente ao folclore filipino, em especial ao folclore da província de Pampanga. Descrito como um ser semelhante a um símio de pele escura (ou coberto de pelos escuros), com olhos grandes e uma longa barba branca, o Kulariut tem como habitat natural os bambuzais ou florestas da região. Se houver alguma casa nas proximidades, ele poderá ser encontrado repousando em silêncio do telhado das mesmas.

De acordo com o folclore, o Kulariut possui o hábito de observar em silêncio as pessoas enquanto elas dormem. O porquê dele fazer isso ninguém sabe, mas parece que ele sente prazer em fazer isso. Apesar dos seus olhares noturnos, não existe qualquer relato de que um Kulariut tenha atacado alguém durante o sono.


fontes:
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22 de fevereiro de 2021

Shikigami

۞ ADM Sleipnir

Arte de Luches

Shikigami (em japonês 式神 ou しきがみ, também chamados de Shikijin ou Shiki-no-kami) são espíritos familiares conjurados por onmyōjis (especialistas na prática do Onmyōdō, cosmologia esotérica tradicional do Japão que mistura ciência natural e ocultismo) em rituais com os mais variados propósitos e fins. Alguns são usados como amuletos para boa sorte, outros são usados como amuletos para proteção e alguns ainda são usados como maldições. Conjurar um shikigami significa conjurar um deus, um demônio, um yokai ou um fantasma e utilizar seu poder para uma ação ou outra.

Shikigami ganham vida por meio de uma complexa cerimônia de conjuração, e podem assumir as mais diversas formas, de acordo com a habilidade do conjurador. Os mais comuns são consagrados em pequenos objetos, como tiras de papel ou amuletos. Outros podem vir em forma animal, usando corpos de galinhas, vacas ou cães como recipientes. Os shikigami mais terríveis assumem a forma de humanos, fantasmas, yokais ou demônios (onis). Seu poder está conectado à força espiritual de seu mestre.

Arte de Matthew Meyer

Um Shikigami nunca age por conta própria, sendo escravos a serviço de usuários mágicos humanos que lhes dizem o que fazer. Porém, em casos onde o conjurador comete algum descuido na hora da conjuração, seu shikigami pode ficar fora de controle com o tempo, ganhando vontade própria e consciência. Nesse caso, o mesmo pode até atacar seu próprio mestre e matá-lo. 

Diz-se que um onmyōji comum pode conjurar um ou dois shikigami de uma vez só, porém de acordo com algumas lendas, Abe no Seimei (o mais poderoso e famoso onmyōji da história) era capaz de conjurar e usar doze shikigami simultaneamente.

Cultura Popular

Shikigami são um tema recorrente em animes, mangás e games:

  • Em Jujutsu Kaisen, o personagem Megumi Fushiguro é um feiticeiro jujutsu especialista em conjurar shikigami através de sombras. Outros usuários de shikigami são Junpei Yoshino e a maldição Dagon;
  • Em Fairy Tail, o mago Ivan Dreyar (filho de Makarov e pai de Laxus) é usuário de magia baseada em shikigami;
  • Em Nurarihyon no Mago, shikigami são utilizados ​​como armas por diversos personagens;
  • Em Inuyasha, a sacerdotisa Kykyo possuia dois shikigami chamados Kochō e Asuka;
  • Em Shaman King, Zenki e Goki são dois shikigami usados pelo antagonista Asakuna Hao.
  • Shikigami também aparecem no anime/mangá Kekkaishi, onde são usados ​​como ajudantes e em uma forma básica são tiras de papel;
  • Na série de jogos Touhou Project, há dois personagens baseados em shikigami: Ran Yakumo e Chen.
  • Na série de jogos Shikigami no Shiro (Castle of Shinigami nos EUA), os personagens usam shikigami como armas.

Megumi Fushiguro (Jujutsu Kaisen)

fontes:
  • http://yokai.com/
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Shikigami
  • https://site.aliancacultural.org.br/shikigami

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19 de fevereiro de 2021

Hodei

۞ ADM Sleipnir

Hodei (Odei"trovão" ou "nuvem") é um espírito da natureza na mitologia basca que personifica as nuvens de tempestade e controla os trovões. Em algumas lendas, é tido como um filho de Mari, deusa suprema da mitologia basca, e em outras, ele é considerado o substituto de Urtzi, uma divindade celeste dos tempos pré-cristãos da região basca.

Hodei é conhecido por possuir um humor instável, enviando trovões e relâmpagos para assustar os seres humanos e arruinando colheitas com as tempestades que provoca. Existem alguns métodos usados para aplacar sua raiva, que incluem queimar galhos de louro, acender velas especiais consagradas a ele ou ainda colocar uma faca ou machado na soleira da porta principal da casa com a lâmina de corte virada para cima.


fonte:

  • https://euskalmitologia.com/my-product/hodei/
  • https://es.wikipedia.org/wiki/Odei

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17 de fevereiro de 2021

Shiro-uneri

۞ ADM Sleipnir

Arte de NightmareSyrup

Shino-uneri (japonês 白溶裔 ou しろうねり, "ondulação branca") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (japonês 付喪神 , "espírito artefato"). De acordo com as lendas, surge de um pano de prato, toalha, de um mosquiteiro ou de qualquer outro tipo de pano usado de uso doméstico, que após ser usado por muitos anos, assume a forma de um pequeno dragão.

Após ganhar vida, um Shiro-uneri voa pelo ar, perseguindo aqueles que cuidam da limpeza da residência, enrolando-se em torno deles e fazendo-os desmaiar com o fedor de mofo e sujeira acumulados em seu corpo ao longo dos anos. Seus ataques possuem um caráter mais travesso do que hostil, apesar de ocasionalmente acabar matando por estrangulamento aqueles em quem se enrola.


fonte:

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15 de fevereiro de 2021

Sigyn

۞ ADM Sleipnir

Arte de Felsus

Sigyn (pronuncia-se sig-in) ou Sigunn é uma deusa nórdica pertencente à classe dos Aesir, e famosa por ser consorte do deus das trapaças, Loki, com ele, teve um
 filho chamado Narfi (ou Nari). Seu nome provavelmente é formado a partir das palavras em nórdico antigo sigr , "vitória" e vina , "amiga". Seu nome, portanto, aparentemente significa "amiga da vitória" ou "amiga vitoriosa". Sigyn é atestada na Edda Poética, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais anteriores, e na Edda em Prosa, compilada no século XIII por Snorri Sturluson. Alguns estudiosos creem que ela foi uma antiga deusa pagã germânica em tempos remotos.

Suas atribuições como deusa são desconhecidas, mas alguns atribuem à ela o papel de deusa da fidelidade, baseando-se na sua postura de permanecer ao lado do marido enquanto ele era punido por ter orquestrado a trama que culminou na morte de Balder, além de tê-lo impedido de regressar dos mundo dos mortos.

A Punição de Loki 

Após capturarem Loki, os deuses também capturaram dois de seus filhos: Vali (cuja mãe é desconhecida; não confundir com o Vali filho de Odin) e Narfi (seu filho com Sigyn). Eles então transformam Vali em um lobo, e este dilacera e mata seu irmão Narfi. As entranhas de Narfi são utilizadas para atar Loki a três pedras, transformando-se em correntes de ferro logo em seguida. Depois, a deusa Skadi coloca uma serpente venenosa pendurada sobre o local onde Loki foi preso, de forma que gotas de veneno passam a gotejar da boca da serpente sobre o seu rosto. 

Arte de samflegal

Em seu sofrimento, Loki tem a companhia de Sigyn, que fica ao seu lado segurando uma tigela e recolhendo o veneno que goteja da serpente. Porém, sempre que o recipiente enche, Sigyn tem que deixar o local para despejar todo o veneno, retornando em seguida para continuar recolhendo-o, e nesse meio tempo, o veneno cai sobre Loki fazendo o deus contorcer-se de dor, de um modo tão violento que terremotos acabam por assolar todo o mundo. Este processo repete-se até o dia em que Loki consegue libertar-se, dando início ao Ragnarök.

Na estrofe 35 do poema Völuspá da Edda Poética, uma völva (vidente) diz a Odin, entre muitas outras coisas, que vê Sigyn sentada e bastante infeliz com o seu marido acorrentado, em um "bosque de fontes termais".


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12 de fevereiro de 2021

Serpopardo

۞ ADM Sleipnir
O Serpopardo é um animal mítico cujas representações foram encontradas em antigos artefatos egípcios e também mesopotâmicos. Trata-se de um animal semelhante a uma leoa ou leopardo, porém com um pescoço longo e serpentino. O termo serpopardo, aplicado por estudiosos modernos para se referir a esta criatura, não é usado nos textos originais. Trata-se de uma interpretação feita recentemente composta das palavras "serpente" e "leopardo", já que o nome original desta criatura é desconhecido.

Imagens dessa criatura aparecem principalmente como decoração nas paletas de cosméticos do período pré-dinástico do Egito (como exemplo a Paleta de Narmer e Paleta Pequena de Nekhen)  e como motivo decorativo nos selos cilíndricos do Período de Uruque (3500-3000 a.C.).  

Paleta de Narmer (3200-3000 AC)

O corpo de um Serpopardo é geralmente classificado como sendo inteiramente felino, não possuindo manchas nem outros traços que remetam a serpentes. No entanto, hoje há uma variedade de imagens e artes feitas por artistas modernos que retratam a criatura com traços tanto felinos quanto serpentinos. Normalmente, Serpopardos eram representados em dupla com seus pescoços longos e sinuosos entrelaçados. Em algumas representações, como a da Paleta de Narmer, eles são representados contidos por homens, ou ainda eram representados atacando outros animais.

O uso de serpopardos e de outros animais híbridos na arte mesopotâmica é visto por alguns estudiosos, em especial pelo arquélogo/egiptólogo Henri Frankfort (1897-1954), como "manifestações do aspecto ctônico do deus da vitalidade natural, que se manifesta em toda espécie de vida que brota da terra". Já na arte egípcia antiga, foi sugerido que o serpopardo representa "um símbolo do caos que reinava além das fronteiras do Egito". Leoas desempenhavam um papel muito importante nos conceitos religiosos do Alto e Baixo Egito, e é provável que fossem designadas como animais relacionados à proteção e à realeza. Os pescoços longos provavelmente trata-se de um exagero simples, usado para enquadrar um motivo artístico. 

fontes:
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Ruby