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Indrid Cold
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Indrid Cold é uma figura descrita em relatos ocorridos principalmente entre 1966 e 1967, nos Estados Unidos. Ele é mais conhecido por sua ligação com os eventos de Point Pleasant, na Virgínia Ocidental, os mesmos que tornaram célebre o Homem-Mariposa (Mothman). O nome foi registrado e popularizado pelo jornalista e pesquisador John A. Keel (1930–2009) em seu livro The Mothman Prophecies (1975), com base em depoimentos de testemunhas. Ao longo das décadas, Indrid Cold também foi incorporado à cultura da internet, consolidando-se como uma lenda urbana moderna, frequentemente referido como o “Homem Sorridente” (The Smiling Man).
Descrição
Os relatos descrevem Indrid Cold como um homem de aparência humana, alto, magro e de pele pálida, geralmente vestindo um terno de estilo antigo, frequentemente descrito como azul ou verde. Sua característica mais marcante é um sorriso largo, fixo e considerado perturbador. Testemunhas também mencionam olhos pequenos e muito abertos, além de um comportamento considerado socialmente inadequado ou artificial, como fala estranha, piscar de olhos retardado e aparente desconhecimento de convenções sociais básicas.
Casos e relatos
O caso mais conhecido envolvendo Indrid Cold ocorreu em novembro de 1966. Woodrow Derenberger (1916-1990), um vendedor que dirigia à noite por uma rodovia próxima a Parkersburg, Virgínia Ocidental, afirmou ter sido abordado após observar um objeto luminoso ou uma nave de formato incomum. Segundo seu depoimento, um homem saiu do objeto e se comunicou com ele por telepatia, identificando-se como Indrid Cold.

Derenberger relatou que a entidade afirmava ser originária de um local chamado Lanulos, não demonstrava intenções hostis e fazia perguntas sobre a humanidade e o comportamento humano. Posteriormente, ele alegou ter mantido contatos recorrentes com Indrid Cold, inclusive visitas à sua casa, e afirmou, sem comprovação, ter sido levado por ele a outro planeta durante um período prolongado.
Além do caso de Derenberger, surgiram outros relatos atribuídos ao mesmo período. Algumas testemunhas afirmaram ter recebido telefonemas estranhos, nos quais um homem com fala incomum abordava temas relacionados ao espaço, ao futuro e à natureza humana. Em determinados depoimentos, essas comunicações foram interpretadas como alertas sobre eventos futuros, embora nenhuma previsão verificável tenha sido confirmada de forma independente. Há também relatos de aparições noturnas envolvendo famílias e crianças, nos quais um homem alto e sorridente teria sido visto dentro de residências, desaparecendo subitamente sem deixar vestígios.
John A. Keel, responsável por investigar os acontecimentos paranormais em Point Pleasant, afirmou ter recebido contatos atribuídos a Indrid Cold durante suas pesquisas. Segundo Keel, em uma dessas comunicações, Cold teria alertado sobre uma tragédia iminente. Pouco tempo depois, em dezembro de 1967, ocorreu o colapso da ponte Silver Bridge, que resultou na morte de 46 pessoas. Não existem registros independentes que confirmem a autenticidade desses contatos ou qualquer relação causal entre os avisos e o desastre.
Interpretações e explicações
Não há fotografias, evidências físicas ou registros oficiais que comprovem a existência de Indrid Cold. Todas as informações disponíveis baseiam-se em relatos anedóticos, principalmente os compilados por John A. Keel. As explicações céticas incluem erro de identificação, alucinação, estresse psicológico, farsas deliberadas e contágio social, influenciado pelo contexto da Guerra Fria, período marcado por ansiedade coletiva, medo nuclear e intensa atenção a relatos de OVNIs.
Dentro da ufologia, Indrid Cold é frequentemente classificado como uma variação dos chamados Homens de Preto (Men in Black). No entanto, ele difere das descrições tradicionais desse grupo por não demonstrar comportamento intimidador nem associação explícita com autoridades governamentais, sendo muitas vezes retratado como estranhamente cordial ou neutro.
Cultura popular e lenda urbana
A partir da década de 2010, Indrid Cold passou a ser amplamente associado ao arquétipo do Homem Sorridente devido à viralização de uma história publicada no Reddit em 2012, conhecida como The Smiling Man. Embora essa narrativa descreva um perseguidor humanoide de comportamento errático e ameaçador, ela não possui ligação direta comprovada com os relatos ufológicos da década de 1960. Ainda assim, o texto contribuiu para a consolidação da imagem moderna de Indrid Cold no imaginário popular da internet.
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| Arte de Jonathan Wesslund |

Bida
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| Arte de Gonzalo Kenny |
Bida é uma criatura mítica da tradição oral do povo soninke (soninquê), ligada ao antigo reino de Wagadu, também conhecido como Império de Gana. Trata-se de um espírito tutelar em forma de grande serpente — cujo nome pode significar “boa” ou “píton” em soninquê — associado à proteção do reino e da linhagem governante dos Cissé. A morte de Bida é tradicionalmente empregada nas narrativas como explicação mítica para o declínio de Wagadu. Como ocorre em tradições orais, o mito apresenta numerosas variantes regionais, linguísticas e étnicas.
Descrição física
A descrição física de Bida não é uniforme. Em muitas versões, ela aparece simplesmente como uma serpente gigantesca ou píton sagrada. A representação de Bida como uma serpente de múltiplas cabeças — por vezes sete — pertence a variantes orais específicas, especialmente em tradições mandingas e diúla. Nessas versões, a serpente pode emergir do poço revelando suas cabeças sucessivamente antes de devorar a vítima, reforçando o simbolismo ritual do número sete.
Origem e papel mítico
Segundo as tradições soninquês, a origem do pacto com Bida remonta ao seu ancestral, Dinga, que teria migrado do norte da África para a região do Sahel. Seu filho, Dyabé (ou Diabé), ao se estabelecer em Wagadu, firmou uma aliança com a serpente Bida, que passou a proteger o reino e sua dinastia. Em troca, a comunidade deveria oferecer regularmente o sacrifício da jovem virgem mais bela da região, escolhida ritualmente.
Bida era concebida como habitando um local sagrado — frequentemente um poço ou aquífero próximo à capital, Kumbi Saleh — e controlava forças vitais ligadas à chuva, à fertilidade da terra e à abundância do ouro. O cumprimento do pacto assegurava a prosperidade do reino; sua violação, por outro lado, acarretaria consequências catastróficas.
A periodicidade e os detalhes do sacrifício variam conforme a versão: em algumas narrativas, ele ocorria anualmente ao fim da estação seca, presidido pelo soberano de Wagadu (o Kaya Maghan), e envolvia procissões rituais e trajes cerimoniais específicos.
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| Arte de Rahif El Mehdi |
Uma das variantes mais difundidas do mito envolve Siya Yatabaré (ou Sia Jatta Bari), a mais bela e pura jovem de sua geração. Embora estivesse prometida em casamento, ela foi escolhida para ser oferecida a Bida, conforme o costume. Ela estava prometida em casamento a um homem chamado Amadi, Mamadi ou Maadi (conforme a tradição local). Recusando-se a aceitar a morte da noiva, ele se escondeu próximo ao local sagrado onde ocorreria o ritual.
Quando Bida emergiu para devorar a jovem, Amadi atacou a serpente e a matou — em algumas versões, decapitando-a; em outras, golpeando-a repetidamente. Esse ato rompeu definitivamente o pacto que sustentava a prosperidade de Wagadu.
Variantes da lenda atribuem a morte da Bida não ao noivo de Siya Yatabaré, mas ao pai da jovem, Yiramakan
A maldição de Bida
Antes de morrer, Bida lançou uma maldição sobre Wagadu. Segundo a versão mais recorrente da lenda, a serpente anunciou que, por sete anos, sete meses e sete dias, não cairia chuva nem haveria ouro no reino. Com a morte de Bida, o pacto foi definitivamente rompido.
A tradição oral interpreta esses eventos como a causa da decadência de Wagadu e da dispersão dos soninquês por outras regiões da África Ocidental. Em algumas variantes, partes do corpo de Bida transformam-se simbolicamente em jazidas de ouro em regiões vizinhas, explicando a posterior prosperidade de outros reinos da região.
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| Arte do livro La légende du Ouagadou Bida, por Svetlana Amegankpoé |
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| Arte de Andy Vanderbilt |
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Apistotoke
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