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20 de outubro de 2021

Haldi

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik88

Haldi (também conhecido como Khaldi) era o deus da guerra e a divindade suprema da mitologia dos urartianos, povo pertencente ao antigo reino de Urartu. Urartu ficava localizado na região hoje conhecida como Planalto Armênio (entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e o Cáucaso), existindo durante a idade do Ferro (860 a.C. – 590 a.C.). Ele era geralmente retratado como um homem com ou sem asas, de pé sobre as costas de um leão. Sua consorte era a deusa Arubani e/ou a deusa Bagvarti.

Haldi integrava uma importante tríade de divindades, ao lado de Shivini (um deus solar) e Theispas (divindade associada aos trovões e tempestades), e era o mais importante entre eles. Porém, Haldi só atingiu o status de divindade suprema durante o reinado de Ishpuini (entre 828-810 a.C.). Haldi era tão importante que os urartianos às vezes eram chamados de haldianos/khaldianos ou “filhos de Haldi”. O rei governante era conhecido como o “servo de Haldi” e muitas inscrições terminavam com a frase Haldini ishmasini (“Pela vontade de Haldi”). Sua benção era solicitada pelo rei antes de cada campanha militar, e mesmo em tempos de paz, Haldi permanecia proeminente na mente dos urartianos, com todas as obras públicas (como estradas, canais e palácios) sendo construídas em seu nome.

Arte de Andranik88

Seu principal santuário ficava na antiga cidade uratiana de Ardini (ou Muṣaṣir). Os templos dedicados a Haldi eram adornados com armas como espadas, lanças, arcos e flechas, e escudos pendurados nas paredes e às vezes eram referidos como "a casa das armas". Uma inscrição assíria do reinado de Sargão II (722-705 a.C.), que saqueou a cidade de Ardini em 714 a.C., lista em detalhes a quantidade de armamentos armazenados no templo de Haldi:
"25.212 escudos de bronze , 1514 dardos de bronze… e 305.412 espadas… Uma grande espada, uma arma usada em sua cintura… de ouro ; 96 dardos de prata ... arcos de prata e lanças de prata, incrustados e guarnecidos com ouro; 12 escudos pesados… 33 bigas de prata." 
(citação extraída de The Kingdom of Armenia, de Mack Chahin)

 

Arte de Andranik88

 

fontes:

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18 de outubro de 2021

Turan

۞ ADM Sleipnir

Arte de tealines

Turan ("senhora", "ama" ou "amante") era a deusa etrusca do amor, da fertilidade e da vitalidade, e também a padroeira da cidade de Vulci (Velchi em etrusco), uma das mais importantes cidades da antiga Etrúria. Considerada a equivalente etrusca das deusas Vênus e Afrodite, Turan sobrevive no folclore como Turanna, uma espécie de espírito ou fada do amor e da felicidade que ajuda os amantes. 

Nas artes, Turan era frequentemente retratada como uma jovem donzela alada, geralmente vestida com roupas e jóias suntuosas, mas sob a influência da arte helenística durante os séc. II e III d.C., passou a ser retratada nua. Imagens dela foram retratadas em cenas de banheiro de espelhos de bronze etruscos, onde por vezes aparecia ao lado de seu jovem amante Atunis (Adônis para os gregos).

Turan e Atunis em um antigo espelho etrusco

Outras figuras que costumavam aparecer em representações da deusa eram as Lasas, deidades guardiãs na antiga religião etrusca equivalentes aos Lares romanos, que acreditava-se serem sua comitiva. Turan era ainda comumente associada a pássaros como pombos, gansos e principalmente cisnes. 

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15 de outubro de 2021

Dhinnabarrada

۞ ADM Sleipnir

Arte de ABSOLUTEUNIT

Os Dhinnabarrada são uma raça de criaturas humanóides pertencentes ao folclore do povo aborígene Kamilaroi/Gamilaraay da Austrália. Eles são descritos como seres com um corpo humano, com exceção de suas pernas e pés que são de um emu (uma ave endêmica australiana, semelhante a um avestruz).

As fontes sobre essas criaturas são escassas. As poucas que os citam afirmam que eles vivem como uma tribo e que nunca se movem sozinhos de um lugar para outro, sempre reunidos em pelo menos um pequeno grupo. Também se alimentariam basicamente de larvas e utilizam bumerangues feitos com madeira extraída de árvores gidyer.

Arte de John Rozum

fonte:

  • Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane

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13 de outubro de 2021

Ikuchi

۞ ADM Sleipnir

Arte de David Aravena

Ikuchi (japonês イクチ, também chamado Ikuji ou Ayakashi) é uma espécie de yokai marinho pertencente ao folclore japonês, atestado em várias obras datadas do período Edo, como o Tankai de Sōan Tsumura e o Mimibukuro ("Compilação de Contos de Terror") de Negishi Shizumori. 

Descritos geralmente como sendo serpentes de tamanho colossal, os Ikuchi são ditos vagarem pelos mares abertos na costa do Japão, onde se enroscam em embarcações sempre que cruzam com uma. Conforme desliza seu corpo lentamente em torno da embarcação (processo que pode levar horas ou as vezes dias, devido ao seu tamanho quilométrico), um Ikuchi despeja sobre a mesma uma espécie de óleo bastante pegajoso e pesado, o qual a tripulação da embarcação precisa remover do convés e atirar no mar para que a mesma não acabe afundando.


Sob o nome de Ayakashi, um Ikuchi aparece no Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼拾遺, "Apêndice aos Cem Demônios do Presente e do Passado"), de Toriyama SekienO termo Ayakashi é mais comumente usado para criaturas sobrenaturais das águas em geral, e Toriyama parece ter usado para listar essa classe, porém o termo acabou pegando como um nome desse yokai em específico.

Representação do Ikuchi (ayakashi) no Konjaku Hyakki Shūi


fontes:
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11 de outubro de 2021

Avistamento Alien de Cussac

۞ ADM Sleipnir

O Avistamento Alien de Cussac foi um suposto avistamento extraterrestre ocorrido no dia 29 de agosto de 1967, na comuna francesa de Cussac. As testemunhas desse avistamento foram duas crianças, François Delpeuch e Anne-Marie Delpeuch, na época respectivamente com 13 e 9 anos.

De acordo com o relato das crianças à polícia, elas observavam vacas pastando em um campo, quando de repente avistaram uma nave prateada, brilhante e de forma esférica, com cerca de  4 metros e meio de diâmetro. A nave estava pousada sobre o campo, enquanto quatro pequenos seres humanoides estavam ao seu redor. Um dos seres estava curvado, aparentemente ocupado com algo no chão, e outro segurava um objeto parecido com um espelho. Os quatro seres eram completamente negros, e emitiam um brilho que fez François compará-lo ao brilho da seda. As crianças não conseguiram distinguir se a cor deles era de sua pele ou se usavam algum tipo de traje. Seus braços eram um pouco longos e finos, e não pareciam possuir mãos como as mãos humanas. Já suas pernas eram curtas e finas, e suas cabeças pareciam ter proporções normais em relação ao corpo, mas o crânio, o nariz e o queixo eram igualmente pontudos.


Em algum momento, François gritou: "Vocês vieram brincar com a gente?",e os pequenos seres, percebendo que estavam sendo observados, retornaram rapidamente para a sua nave. A esfera brilhante fez alguns movimentos circulares no chão antes de decolar em grande velocidade em direção ao céu. Assustadas e chorando, as crianças correram para casa e alertaram os adultos. Chamada ao local, a polícia notou um forte cheiro de enxofre e as marcas de grama seca onde segundo as crianças a nave havia pousado.

Onze anos após o ocorrido, o Grupo de Estudos e Informações de Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados (Geipan) investigou o local e notou que os relatos não mudaram. Além disso, a descrição feita pelos irmãos bate com depoimento de uma terceira testemunha que também viu a esfera brilhante. Entretanto, apesar de manter sigilo absoluto sobre o ocorrido, em 2007, o órgão liberou na internet esse e outros arquivos oficiais sobre relatos de OVNIS na França. O caso ocorrido em Cussac foi considerado pelo governo francês como “um dos mais surpreendentes já observados no país”.

Publicação do caso no A.P.R.O. Bulletin em 1968

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8 de outubro de 2021

Arkan Sonney

۞ ADM Sleipnir

Arte de Emily Oinen

Arkan Sonney ("ouriço sortudo" ou "porquinho farto" na língua manesa) é uma espécie de fada pertencente ao folclore da Ilha de Man. Geralmente descrito como um ouriço de pelagem branca, o Arkan Sonney é descrito na obra "Contos de Fadas da Ilha de Man" (1951), de Dora Broome,  descrito como tendo olhos e orelhas vermelhas, e tendo a capacidade de alterar seu tamanho, mas não sua forma. Muitas vezes, artes da criatura o retratam com um par de asas.

Arkan Sonney evitam o contato com seres humanos, por isso avistá-los é tido como um bom presságio. Dizem que eles trazem boa sorte para aqueles que conseguem capturá-los; além disso, dizem também que o sortudo sempre terá uma moeda de prata em seu bolso.

Arte de Traci Shepard

fontes:

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Ruby