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24 de junho de 2024

Kimat

۞ ADM Sleipnir

Arte de Brian Valeza

Kimat é uma figura mitológica da tradição dos Tinguian, um grupo indígena que habita a região montanhosa de Luzon, nas Filipinas. Ela é descrita como um cão branco que representa o relâmpago e é um servo fiel do deus do trovão, Kadaklan. De acordo com a mitologia, Kadaklan envia Kimat para morder uma árvore, uma casa ou um campo como um sinal para que uma cerimônia especial, conhecida como Padīam, seja realizada pelos habitantes locais​.

Durante o Padīam, os Tinguian realizam rituais e oferendas para apaziguar e honrar Kadaklan, garantindo proteção e bênçãos para a comunidade. As oferendas podem incluir alimentos e sacrifícios de animais, como porcos ou galinhas, que são fundamentais para o ritual. Além disso, a cerimônia pode envolver danças tradicionais, cânticos e a participação de anciãos e xamãs da tribo, que lideram os rituais e orações​.

Arte de CJ Reynaldo

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19 de junho de 2024

Sanme Yazura

۞ ADM Sleipnir

Arte de 合間太郎

Sanme Yazura (japonês 三目八面, também chamado de Mitsume Hachimen ou Mitsume Yazura) é um antigo e pouco conhecido yokai do folclore japonês, cuja lenda tem suas origens na vila de Tosayama (土佐山村) na antiga província de Tosa (atualmente Prefeitura de Kochi). Sua aparência exata é desconhecida. Ele é geralmente descrito como uma enorme criatura com oito cabeças, porém com apenas três olhos. Kenji Murakami, um pesquisador de yokai, especula que o Sanme Yazura tinha um corpo longo semelhante a uma serpente, e ele também aponta para uma possível relação com outro yokai de oito cabeças da região de Kochi, conhecido como Yatsurao (八面頬).

De acordo com a lenda, Sanme Yazura vivia em uma montanha chamada Saruyama (申山), de onde costumava sair para atacar vilarejos vizinhos e devorar pessoas. 

Arte do livro The Great Yokai Encyclopedia (1987)

Os relatos de seus ataques brutais eventualmente chegaram aos ouvidos de um senhor feudal local chamado Mizuno Wakasanokami, e seu irmão, Shimedayu, que decidiu lidar com a situação pessoalmente. Shimedayu se dirigiu à montanha e lá erigiu um ofuda (um talismã de exorcismo feito de papel) que fez com que o yokai ficasse preso no local. Depois, Shimedayu ateou fogo nos arredores montanha, fazendo com que Sanme Yazura ficasse cercado pelas chamas. Impedido de fugir pelo talismã e pelas chamas, Sanme Yazura se debateu violentamente durante dias até finalmente morrer queimado. Algumas semanas depois, os aldeões foram até a montanha e encontraram um cadáver gigante, que se parecia com o de uma serpente gigante. Surpreendentemente, o ofuda erigido por Shimedayu foi a única coisa a permanecer intacta.

Cultura popular

Sob o nome de Mitsume Yazura, este yokai é um dos inimigos presentes no game Nioh 2.

Mitsume Yazura (Nioh 2)

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17 de junho de 2024

Dragão de Banyoles

۞ ADM Sleipnir

Arte de Javier Prado

O Dragão de Banyoles (também conhecido como Drac de Banyoles ou Mon-mon) é uma criatura lendária dita habitar uma caverna conhecida como "La Draga", localizada nas margens do lago de Banyoles, na comarca da região de Pla de l'Estany, na Catalunha. Ele é descrito como tendo o corpo coberto de escamas, e dotado de um par de asas, garras e espinhos afiados em suas costas. Conta-se que ele soltava chamas pelos olhos e seu hálito venenoso secava plantas e contaminava a água, espalhando doenças. Embora tivesse asas, ele era incapaz de voar devido ao seu enorme tamanho.

Lenda

A lenda do Dragão de Banyoles remonta ao final do século VII, quando a criatura começou a atacar animais e pessoas que se aproximavam do lago. A notícia dos ataques chegou aos ouvidos de Carlos Magno, que enviou seus soldados para combater a criatura. No entanto, os soldados foram derrotados, e o próprio imperador precisou enfrentar o dragão. As crônicas divergem sobre o resultado deste confronto: algumas dizem que Carlos Magno venceu, mas não conseguiu matar a besta; outras afirmam que ele quase perdeu a vida e implorou por misericórdia.

A Intervenção de São Emério

Com os ataques continuando, os habitantes de Banyoles recorreram a São Emério, um monge narbonês. Ele conseguiu retirar o dragão de sua caverna e levá-lo à praça da cidade, proclamando que a fera era inofensiva e se alimentava apenas de grama. Aparentemente, os verdadeiros responsáveis pelos desaparecimentos eram as tropas de Carlos Magno, que raptavam pessoas para alistá-las e abatiam o gado para se alimentar.

São Emério

O Retorno do Dragão

O Dragão de Banyoles teria voltado a aparecer no final do século XIX, quando teria saído da água para atacar  diligências que faziam o trajeto entre Olot e Banyoles. Em 1913, ele foi considerado responsável pelo naufrágio de um barco turístico. O evento mais recente atribuído ao Dragão de Banyoles foi o afundamento do barco L'Oca em 1998, que resultou na morte de 20 das 141 pessoas a bordo. Embora a superlotação pareça ser a causa mais provável do acidente, os locais lembraram mais uma vez do lendário dragão.


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14 de junho de 2024

Pugot Mamu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Nightmare Syrup

Pugot Mamu ("cabeça decepada") é uma aterrorizante criatura oriunda do folclore filipino, especialmente popular na província de Pampanga, na região central de Luzon. Um equivalente dos bichos-papões ocidentais, ela é uma criatura gigante e sem cabeça, conhecida por seu apetite insaciável por crianças. A ausência de cabeça não o impede de se alimentar; em vez disso, ele utiliza um buraco em seu pescoço, repleto de presas afiadas, para devorar suas vítimas.

Arte de Luiz Anthony Oliveros

O Pugot Mamu é uma versão maligna dos inofensivos espíritos Pugot. Enquanto os Pugot são geralmente neutros, alimentando-se de cobras e galinhas e não causando danos aos humanos, o Pugot Mamu representa um perigo real e imediato, especialmente para as crianças. Ele é capaz de devorar crianças inteiras através do buraco em seu pescoço, uma imagem assustadora que certamente traumatizou muitas crianças Pampangan ao longo dos anos.

Conta-se que o Pugot Mamu habita as florestas, e que prefere sair para caçar à noite. As histórias sobre ele podem ter sido criadas para ensinar as crianças a obedecerem aos seus pais e voltarem para casa cedo, garantindo assim sua segurança.

Arte de NightSabra

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12 de junho de 2024

Kogarasu

۞ ADM Sleipnir

Kogarasu (japonês こがらす, "pequeno corvo") é um yokai do folclore japonês retratado no Tosa Obake Zōshi (japonês 土佐お化け草紙, "Pergaminhos de Histórias de Fantasmas de Tosa") um pergaminho ilustrado datado do período Edo, cuja autoria é desconhecida, e que contém 16 histórias envolvendo yokais. Trata-se de um corvo que, após ter vivido por mil anos, se transformou em um yokai. Ele é representado como um corvo vestindo um quimono, e dotado de duas mãos e uma perna. 

A figura do Kogarasu é frequentemente associada à imagem de tentar devorar cadáveres. De acordo com as descrições presentes no Tosa Obake Zōshi, o Kogarasu desenterra e come os cadáveres de pessoas que praticaram o mal durantes suas vidas.

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10 de junho de 2024

O Cavaleiro do Jaraguá

۞ ADM Sleipnir


O Cavaleiro do Jaraguá (também conhecido como Cavaleiro da Rua das Flores) é uma figura mítica cuja lenda pertence à cidade de Jaraguá, localizada no estado de Goiás, Brasil. Ele é descrito de várias maneiras pelos habitantes da cidade. Em algumas versões da lenda, ele aparece como uma figura de carne e osso, trajando vestes antigas, como se tivesse sido transportado do passado para o presente. Em outras descrições, ele é visto como um vulto ou um esqueleto fantasmagórico. Os relatos variam, mas todos concordam que o cavaleiro é uma presença inquietante. Às vezes, ele é avistado a cavalo, mesmo dentro dos edifícios, e os sons de galope e relinchos são frequentemente ouvidos à noite.

A lenda do Cavaleiro do Jaraguá se concentra principalmente na Rua das Flores, uma rua que abriga uma casa famosa por seus relatos de atividades paranormais. Conta-se que essa casa  pertenceu no passado a um certo fazendeiro e sua esposa. O fazendeiro, desconfiado da fidelidade de sua esposa, costumava retornar da fazenda à noite para verificar se ela não estava envolvida com outro homem. Um dia, tanto o fazendeiro quanto seu cavalo desapareceram misteriosamente, sem deixar rastros e foram dados como mortos. Acredita-se que mesmo após a morte, a alma perturbada do fazendeiro continuou a fazer o mesmo trajeto em direção a casa, tentando verificar se a esposa permanecia fiel.

Após a morte do fazendeiro, uma família que vivia na roça comprou a residência e começou a alugar seus cômodos. Todos que passavam uma noite no local iam embora no dia seguinte relatando experiências sobrenaturais, como escutar o barulho de ferraduras pela rua e o arrastar de esporas entrando na casa. Em algumas noites, era possível escutar o cavalo adentrando a casa e o lamento do cavaleiro ao não encontrar sua esposa.

imagem gerada por I.A.

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Ruby