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30 de setembro de 2021

Tarrafador Fantasma

۞ ADM Sleipnir

Tarrafador Fantasma é uma assombração oriunda do folclore do litoral piauiense. Acredita-se que se trata do espírito de um pescador já falecido, o qual tinha tanto amor pelo seu ofício que mesmo após sua morte permaneceu apegado a ele. Surgindo repentinamente diante de outros pescadores, ele não lhes causa mal algum, apesar do susto. Ele apenas pega sua tarrafa (uma rede de pesca de formato circular) e a lança nas águas, como os demais pescadores vivos fazem.

Dizem que muitos pescadores, com medo de encontrarem com o Tarrafador Fantasma, desistiram da profissão. Alguns, sem outra escolha, acabaram voltando, e vez ou outra relatam terem encontrado com a assombração. Como sua natureza é pacífica, a tendência daqueles que a encontram é se acostumar com a visão e seguir em paz com seu trabalho.

fontes:

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29 de setembro de 2021

Eósforo & Héspero

۞ADM Sleipnir

Eósforo, arte de allinwasteland

Eósforo (grego Εωσφορος, também chamado Fósforo) e Héspero ( grego Ἑσπερος) são na mitologia grega os deuses que personificam o planeta Vênus. Originalmente eram considerados duas divindades distintas: o primeiro, cujo o nome significa "portador do amanhecer", era a estrela da manhã, enquanto o segundo, "noite", era a estrela do crepúsculo. Posteriormente, os gregos aceitaram a visão babilônica de que os dois astros eram na verdade um só, e os dois deuses acabaram combinados numa só divindade. Nessa mudança, Vênus passou ainda a ser identificado com a deusa do amor Afrodite, que equivalia a mesma divindade que o representava para os babilônios, ou seja, Ishtar.

Héspero, arte de Christopher Cant

Família

Os dois são filhos da deusa/titânide do amanhecer Eos, porém de pais diferentes. Eósforo é filho do titã Astreu, enquanto Héspero é filho do mortal Céfalo. Éosforo é dito por alguns autores ser pai de Ceix, o qual teria proferido que era Zeus e foi punido pelo deus sendo transformado em um ganso. 

Héspero foi pai de Dedalião, cuja filha Quione era tão bela que despertou o desejo dos deuses Apolo e Hermes. Após ousar dizer que era mais bela que a deusa Ártemis, Quione teve sua língua perfurava pela flecha da deusa e acabou morrendo. Ao saber da morte da filha, Dedalião se lançou em desespero do Monte Parnaso, mas Apolo evitou sua morte transformando-o em um falcão. Héspero também foi pai de Hésperis, que de acordo com o historiador grego Diodoro Sículouniu-se ao titã Atlas e foi mãe das Hespérides.

Iconografia

Na pintura de vasos da Grécia antiga, Eósforo-Héspero era representado como um homem jovem ou na forma de um busto rodeado por uma esfera brilhante de sua estrela ou como um deus alado segurando uma tocha e coroado com uma auréola brilhante.

Héspero, pintura de Anton Raphael Mengs (1728-1779)

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28 de setembro de 2021

Buwaya

۞ ADM Sleipnir

Buwaya (ou Buaya, “crocodilo” no idioma tagalog) é um monstro pertencente ao folclore filipino, em particular ao folclore do povo tagalog. Trata-se de um ser semelhante a um enorme crocodilo, de pele manchada e carregando em suas costas uma espécie de baú ou caixão. De acordo com o folclore, o Buwaya atua como um psicopompo, ou seja, um condutor das almas dos mortos. Porém, o Buwaya aborda seus alvos ainda em vida, parando diante deles e abrindo o recipiente em suas costas como se estivesse convidando-os a entrar.

Diante dessa situação, não há o que a pessoa possa fazer para escapar. Ou ela entra pacificamente ou o Buwaya trata de capturá-la e prendê-la. Uma vez que seu alvo tenha sido capturado, o Buwaya retorna para dentro da água, mergulhando rumo ao mundo dos espíritos e dos mortos. Os antigos Tagalogs acreditavam que o Buwaya era um ser sagrado e matá-lo era punível com a morte.

Arte de Christian Inguillo
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27 de setembro de 2021

Ninkarnunna

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Feig

Ninkarnunna é uma deus menor e obscuro da mitologia sumério-acadiana, referido como o "deus dos barbeiros", e um atendente do deus Ninurta. Ele é atestado no poema An-Gim Dim-Ma ("O Retorno de Ninurta à Nippur"), onde Ninurta, após retornar de uma batalha, chega na cidade de Nippur fazendo um grande estardalhaço. Incomodado, seu pai Enlil envia seu vizir Nusku para recepcioná-lo e também para solicitar que se acalmasse e não perturbasse seu pai. Ao entrar em Ekur (a assembleia dos deuses sumérios, similar ao Olimpo grego), sua mãe Ninlil, o cumprimenta com palavras afetuosas, às quais ele responde com um longo e arrogante discurso, exaltando seus poderes bélicos. Eventualmente,  Ninkarnunna intervém para pacificar seu mestre e o leva silenciosamente para seu templo, Eshumesha.

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    26 de setembro de 2021

    Beithir

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de NewtandThistle

    Beithir ("serpente", "relâmpago" ou "raio" em gaélico; também conhecida como Beithir-nimh, "serpente venenosa", ou Nathair, "serpente" ou "víbora") é uma criatura pertencente ao folclore escocês, considerada um fuath (termo geral para vários monstros e espíritos associados à água). Ela é descrita como "a maior e mais mortal espécie de serpente" ou como um dragão (embora não tenha características comuns dos mesmos, como asas ou um hálito de fogo). 

    Dita habitar em cavernas montanhosas e vales, Beithir possui uma ferroada venenosa cujo a cura está atrelada a uma condição especial. Uma vez picada pela criatura, a pessoa deve se dirigir ao corpo de água mais próximo, como um rio ou lago. Se a pessoa conseguir chegar antes do Beithir, ela estará curada, porém caso o Beithir chegue no local primeiro, ela estará condenada a morte. Outra cura relatada para a picada de uma Beithir são as águas de um local onde a cabeça de uma serpente foi depositada.

    Uma lenda conta que se uma serpente comum for morta, sua cabeça deve ser separada de seu corpo, levada a uma certa distância do corpo e depois destruída, caso contrário, as duas partes se uniram novamente e a serpente retornará à vida como um Beithir. No livro Scottish Folklore and Folk Life (1935), o escritor Donald Alexander Mackenzie traçou uma possível conexão entre essa lenda envolvendo Beithir e a mitológica bruxa conhecida como Cailleach Bheur. Em uma história, Cailleach foi morta por um caçador e teve seu corpo cortado em pedaços. Porém, ela volta à vida após todas as partes de seu corpo se juntarem novamente. Mackenzie sugeriu em sua obra que Beithir seja uma das formas da Cailleach.

    Confusão com o Behir

    Behir é uma criatura presente em Dungeons & Dragons possivelmente inspirada no Beithir folclórico, com a adição de inúmeros pares de pernas em seu corpo serpentino. Apesar deste ser um atributo exclusivo do Behir, não sendo citado em nenhuma fonte como sendo também do Beithir, quase todas as artes envolvendo o Beithir atualmente apresentam essa característica.

    fontes:

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    25 de setembro de 2021

    Inmyeonjo

     ۞ ADM Sleipnir

    Inmyeonjo (hangul 인면조; hanja: 人面鳥; literalmente "pássaro com rosto humano") é uma criatura mitológica coreana, descrito como uma criatura alada com corpo de pássaro, dotado de um longo pescoço e um rosto humano (geralmente feminino). Ela é tida como uma criatura sagrada, e que deve aparecer quando houver paz na Terra, conectando-a com o céu. Além de um símbolo de paz, o Inmyeonjo é também um símbolo de longevidade, pois acredita-se que ele possa viver mais de mil anos.

    Sua representação está presente na arquitetura de muitos murais, tumbas e outros artefatos datados do período dos Três Reinos (57 a.C. a 668 d.C). Em 2018, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, um boneco representando um Inmyeonjo apareceu ao final da contagem regressiva da abertura.


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    24 de setembro de 2021

    Taniwha

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de mattforsyth

    Os Taniwha ("espécies de tubarão" em linguagem proto-oceânica, pronuncia-se tanifa) são criaturas mitológicas e sobrenaturais presentes na mitologia maori, ditas habitarem nas profundezas de rios, mares e outras fontes de água ou em áreas próximas, como florestas ou cavernas.

    Em algumas tradições, eram tidos como criaturas aterrorizantes que sequestravam pessoas e as devoravam. Ocasionalmente, eles sequestravam mulheres não para devorá-las, mas para que vivessem com elas como suas esposas. Os taniwha com esse comportamento eram inevitavelmente mortos e as mulheres acabavam retornando sãs e salvas para suas famílias. Em outras tradições, taniwha eram tidos como kaitiaki, "protetores de iwi (tribos) e hapū (subtribos)", que os alertavam sobre a aproximação de inimigos, e até mesmo salvavam pessoas de se afogarem. A maioria dos taniwha possuíam associações com grupos tribais, com cada grupo podendo ter um taniwha próprio. Esses taniwha eram respeitados, e as pessoas que passavam próximo de seus covis tinham o cuidado de aplaca-los com a recitação de um encantamento específico e com oferendas apropriadas caso precisassem passar por eles ou se alojar próximo a ele por um tempo.

    Escultura representando Ureia, taniwha guardião do povo Hauraki

    Aparência

    As formas e características de um Taniwha variam de acordo com as diferentes tradições tribais. Podendo ser masculinos ou femininos, geralmente são descritos como seres de aparência reptiliana, semelhantes à lagartos gigantes (às vezes com asas), porém, alguns podem mudar de forma e assumir a aparência de outras criaturas marinhas como tubarões, baleias, polvos, ou ainda a aparência de objetos como troncos de madeira. 

    Arte de Loneanimator

    Taniwhas hoje

    Embora sejam de natureza sobrenatural, os maori os consideravam parte do ambiente natural, ainda que nos dias atuais nem todos os maori acreditem em sua existência. Para aqueles que acreditam em sua existência, sua crença é forte o suficiente para gerar  protestos caso algo ou alguém ameace destruir o habitat deles. No ano de 2002, por exemplo, a tribo maori Ngāti Naho na região de Waikato, Nova Zelândia, se opôs a um plano do governo para a construção de uma rodovia. Eles disseram que isso destruiria o covil de seu taniwha protetor, Karutahi. Como resultado, a rodovia foi construída em uma área diferente.
    Arte de ImDeepBlue

    fontes:
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    23 de setembro de 2021

    Pamarindo

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Tracy Sabin

    Pamarindo é um gnomo pertencente ao folclore italiano. Ele é geralmente descrito como um ser pequeno, obeso, preguiçoso e malvado. Normalmente usa um chapéu feito de pele animal e roupas vermelhas manchadas de gordura. Por todas essas características, ele é evitado e hostilizado por outras espécies de gnomos e fadas. 

    Sua dieta consiste em se alimentar de animais mortos naturalmente ou pelas mãos dos outros, uma vez que ele é incapaz de matar animais com as próprias mãos. Apesar disso, o Pamarindo é conhecido por provocar a morte de animais correndo atrás deles e fazendo com que corram em direção a penhascos ou a galhos baixos de árvores.

    Em parte do folclore do norte da Itália, o Pamarindo não é tratado como um gnomo individual, mas sim uma espécie.

    fonte: 
    • Encyclopedia of Fairies in World Folklore and Mythology, de Theresa Bane.
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    22 de setembro de 2021

    O Homem Cinzento da Ilha de Pawleys

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Gregbo Watson

    O Homem Cinzento da Ilha de Pawleys é um fantasma histórico da Ilha de Pawleys, localizada na costa da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. De acordo com as lendas, ele aparece na ilha pouco antes de algum furacão atingi-la, e seu avistamento servia como um alerta para as pessoas deixarem o local. No passado, antes que a tecnologia moderna tornasse possível o aviso prévio da chegada de furacões, o Homem Cinzento era creditado como o responsável por salvar milhares de vidas.

    O Homem Cinzento é descrito como um homem vestindo roupas cinza, um casaco longo, vestido "como um pirata" e, às vezes, sem pernas. Sua identidade é desconhecida; alguns acreditam que ele é o fantasma de Percival Pawley, o primeiro a povoar a ilha e nomeá-la. Outros atribuem sua identidade à Plowden C. J. Weston,  um dos primeiros residentes da ilha. Algumas histórias ainda afirmam que o fantasma se trata de Edward Teach, o famoso pirata conhecido como Barba Negra.

    Uma versão dentre as muitas histórias sobre o Homem Cinzento conta que ele é o fantasma de um jovem rapaz do séc XVIII, que teria se apaixonado por sua própria prima. Para por um fim nesse romance, seus pais resolveram mandá-lo para a França. Embora  ele tenha jurado que voltaria um dia e se casaria com a jovem, alguns meses depois ela receberia a noticia de que o o mesmo havia morrido. A jovem foi tomada por uma grande tristeza e por muito tempo manteve-se afastada de todos, até que conheceu um homem que tinha ficado viúvo recentemente. Os dois acabaram se casando, e estabeleceram uma residência em uma fazenda próxima da cidade de Charleston. 

    No período de maio à outubro, eles deixavam Charleston para viver na Ilha de Pawleys, onde a brisa do mar afastava os mosquitos, que na época eram responsáveis por espalhar a malária na costa do continente (por isso o período era conhecido como "meses de febre"). Seu marido se uniria ao exército durante a Revolução Americana e, em 1778, esteve fora, lutando com Francis Marion, o "Raposa do Pântano". Enquanto isso, com a chegada dos "meses de febre", a jovem partiu sozinha para a Ilha de Pawleys. Enquanto a jovem estava na ilha, um furacão surgiu e afundou uma embarcação que estava aportada na costa. Acreditava-se que todos que estavam a bordo da embarcação haviam morrido afogados, porém um homem conseguiu chegar à costa e bateu na casa da jovem em busca de abrigo. Quando ela abriu a porta, ficou horrorizada ao ver que o homem era o seu primo, que não havia morrido como haviam lhe dito. 

    Por algum motivo (talvez por ter descobrido que a jovem havia se casado), o rapaz fugiu, e mais tarde, acabou contraindo malária e morrendo. A jovem retomou sua vida com o marido, a qual parecia normal em todos os aspectos. Sempre que iam à Ilha de Pawleys, no entanto, ela ficava preocupada com uma figura cinza que espreitava nas dunas da costa, observando-a. Uma vez, ela tomou coragem e se aproximou dele, o suficiente para ver que a figura não tinha um rosto. A aparição logo se tornou visível para os outros e estabeleceu o padrão de aparecimento antes de furacões. Residentes dizem que o Homem Cinzento apareceu antes dos furacões de 1822, 1893, 1916, 1954 e 1955. Seu último avistamento relatado ocorreu em 2018, antes da passagem do furacão Florence. 

    Cultura Popular

    • O Weather Channel exibiu em 2014 uma série em 2014 chamada American Supernatural, que apresentou em um episódio o Homem Cinzento da Ilha de Pawleys;
    • O Homem Cinzento também foi apresentado no programa de televisão Unsolved Mysteries, no episódio 7 da 3ª temporada.

    fontes:

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    21 de setembro de 2021

    Vilpoñi

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de highdarktemplar

    Vilpoñi ou Vilpoñe (do mapudungun filu, "cobra" e poñi, "papa "), é um animal fantástico presente na mitologia chilota, sendo descrito como sendo uma espécie de réptil semelhante a um enorme e e comprido lagarto. De hábitos noturnos, o Vilpoñi costuma passar o período do dia escondido em galpões ou celeiros de fazendas, saindo somente à noite para se alimentar de pequenos animais como ratos ou aranhas. 

    Após ser capturado e domesticado por um bruxo/feiticeiro, um Vilpoñi pode ser usado para extorquir fazendeiros. O bruxo oferece ao fazendeiro sua proteção contra pragas, onde o Vilpoñi irá se alimentar dos animais que causam estrago às plantações, e caso o mesmo se negue a aceitar a oferta, o bruxo enviará o Vilpoñi assim mesmo. O problema é que agora o próprio Vilpoñi também causará danos às plantações. Diz-se que fazendeiros poderiam pagar ao bruxo para que ele enviasse seu Vilpoñi para prejudicar outros fazendeiros.

    Arte de Amriel

    fontes:
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    20 de setembro de 2021

    Chedipe

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Meredith McClaren

    Chedipe (literalmente "prostituta") é uma espécie de criatura vampírica ora descrita como uma bruxa, ora como uma morta-viva, presente no folclore indiano, em especial a região ao redor do rio Godavari. Ela é geralmente descrita e representada como uma mulher obscena sentada de pernas abertas em volta de um enorme tigre sob um céu enluarado. 

    De acordo com as lendas, uma Chedipe costuma escolher uma casa como alvo e lançar um feitiço de sono sobre a mesma, pondo todos os membros da família sob um profundo transe. Após entrar na residência, ela se alimenta do sangue de todos os homens mordendo os dedos de seus pés. Algumas tradições afirmam que ela se alimenta apenas do homem mais forte da casa. A mordida de uma Chedipe não é mortal, porém ela costuma voltar e atacar a mesma vítima outras vezes, bebendo mais sangue antes que o corpo da mesma consiga restaurar o que já foi consumido. Dessa forma, a pessoa vai ficando fraca e começa a definhar, e caso não busque um tratamento médico/espiritual adequado, acabará morrendo.


    Arte de sknurtgpokg

    Além de se alimentar do sangue dos homens, muitas vezes a Chedipe também os ataca sexualmente, corrompendo assim a santidade do lar, enfraquecendo os laços matrimoniais e destruindo o amor entre os casais. Toda a dor e tristeza resultantes dos conflitos provocados por ela também a alimentam.

    A forma mais segura de colocar um fim nos ataques de uma Chedipe é santificar a residência com a queima de incensos e espalhando imagens sagradas por ela. O incenso deve ser trocado a cada hora, de forma que alguém deve permanecer acordado a noite toda para fazê-lo. A presença de alguém acordado e executando os rituais de proteção irá espantar a Chedipe, fazendo com que busque outra residência para atacar.

    Murulupuli

    Às vezes, uma Chedipe assume a forma de um tigre com uma perna humana e ataca homens em meio a floresta.  Esta forma é conhecida como Murulupuli ("tigre encantador"). 


    fonte:

    • Universo dos Vampiros, de Jonathan Maberry;
    • Wikipédia

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    19 de setembro de 2021

    Sepa

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Kaios-0

    Sepa ("centopéia", também chamado Sep) é um deus menor egípcio mencionado nos Textos das Pirâmides, e tido como um dos protetores dos mortos, além de proteger os vivos contra a picada de animais peçonhentos e também contra inimigos dos deuses. Ele era às vezes referido como a “centopéia de Hórus”, mas também era intimamente associado a Osíris. O Livro dos Mortos também faz uma conexão entre Sepa e Anúbis:

    “Eu sou Anúbis no Dia da Centopéia, Eu sou o Touro que preside o campo. Eu sou Osíris, por quem seu pai e sua mãe selaram um acordo naquele dia para realizar a grande matança; Geb é meu pai e Nut é minha mãe, Eu sou Hórus, o Velho no Dia da Adesão, Eu Sou Anúbis de Sepa, sou o Senhor de Tudo, Eu sou Osíris. ”

    Além de seu papel como protetor, Sepa também era associado com a fertilidade, uma vez que as centopéias, assim como as minhocas, melhoram a fertilidade do solo.

    Sepa era geralmente representado como uma múmia com as duas antenas (ou chifres) de uma centopéia. Às vezes, recebia uma cabeça de burro, possivelmente para refletir o fato de que estrume de burro era usado para melhorar a fertilidade do solo. Ele foi honrado com um festival do Império Antigo em diante, e teve um templo dedicado a ele na cidade de Heliópolis.


    fontes:

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    18 de setembro de 2021

    Alloces

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Phu Thieu

    Alloces (também chamado AllocenAlocas, Alocer, AllocerAlloien) é de acordo com a demonologia um grande duque do inferno e possui trinta e seis legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 52º dentre os 72 espíritos de Salomão. Ele é geralmente descrito como um cavaleiro com um rosto de leão de aspecto avermelhado e com olhos em chamas, montado sobre um cavalo por vezes representado como tendo pernas de dragão. Quando conjurado, discursa com uma voz grave.

    Alloces pode ensinar astronomia e artes liberais, além de ser conhecido por conceder bons familiares ao seu conjurador. Ele também é conhecido por induzir as pessoas à imoralidade.

    Selo de Alloces


    Cultura Popular
    • Assim como outros espíritos goetianos, Alloces aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, além de aparecer em Final Fantasy XI online;
    • No game Tactics Ogre, entre os muitos personagens cujos nomes se assemelham aos espíritos goetianos, há um arqueiro recrutável chamado "Alocer";
    • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, Allocer Schneider, um dos alunos que frequentam a classe do protagonista Sukuri Iruma, é inspirado em Alloces;
    • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Alloces é o djinn pertencente ao personagem Darius Leoxses.
    Arte de Feig

    fontes:


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    17 de setembro de 2021

    Tupilaq

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Loneanimator

    Tupilaq (também tupilak ou tupilait, ᑐᐱᓚᒃ na silábica inuktitut) era uma espécie de criatura pertencente à mitologia e religião inuíte, criada por praticantes de feitiçaria/xamanismo (angakkuq) a partir de pedaços de vários animais (ossos, pele, cabelo , tendões, etc.) e/ou humanos, geralmente cadáveres de crianças. 

    A criação de um Tupilaq era realizada durante a noite em locais isolados e em segredo. O angakkuq vestia seu anorak (espécie de casaco de pele com capuz) com o capuz sobre o rosto e durante dias permanecia recitando cantos ritualísticos enquanto mantinha contato sexual com o material reunido para a sua confecção. Ao final desse ritual, a criatura ganha vida. 


    Invisível para todos, exceto para o seu criador, um Tupilaq podia ser enviado para procurar e destruir um inimigo específico. Porém, caso seu alvo fosse alguém com poderes mágicos maiores que o seu criador, ele poderia se voltar contra o mesmo para matá-lo. Em último caso, confessar publicamente ser o criador do Tupilaq faria com que a magia se desfizesse e ele fosse destruído.

    Hoje, esculturas representando Tupilaqs são parte importante da arte inuíte, sendo esculpidos de muitas formas e tamanhos diferentes em vários materiais, como presas de morsa e narval, chifres de caribu ou em madeira.


    fontes:
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    16 de setembro de 2021

    Awd Goggie

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Traci Shepard

    Awd Goggie é um bogeyman (bicho-papão) pertencente ao folclore inglês, em particular ao condado de YorkshireConsiderado ora uma fada, ora um demônio, Awd Goggie é descrito como tendo a aparência de uma enorme e peluda lagarta e é dito viver em florestas, principalmente em pomares, onde atua como guardião dos frutos.

    Ao avistar crianças andando em seu território sem a supervisão de um adulto, o Awd Goggie irá se mover silenciosamente por entre as árvores acompanhando-as, e no momento em que elas tentarem pegar alguma maçã, ele saltará sobre elas e as devorará, engolindo-as por inteiro. 

    Arte de jocarra

    fontes:
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    15 de setembro de 2021

    Sơn Tinh

    ۞ ADM Sleipnir

    Sơn Tinh (ou também Tản Viên Sơn Thánh) é uma divindade pertencente à mitologia vietnamita, descrito como o deus que governa a cordilheira Tan Vien (ou Ba Vì). Ele também é um dos Quatro Imortais, grupo composto por quatro personagens míticos que teriam ajudado figuras históricas vietnamitas ao longo da história, sendo Sơn Tinh geralmente considerado o primeiro deles. Suas representações nas artes geralmente o trazem empunhando um machado.

    Sơn Tinh é o protagonista de uma famosa lenda, onde ele disputa a mão de uma princesa com Thủy Tinh, o "Senhor das Águas".

    A disputa entre Sơn Tinh e Thủy Tinh

    Hùng Vương, o 18º rei da dinastia Hồng Bàng, tinha uma filha muito bela chamada Mỵ Nương. Tão logo ela atingiu a maioridade, o rei começou sua busca para arranjar um bom casamento para ela. Hùng Vương desejava encontrar um genro especial, alguém que fosse bonito, inteligente e habilidoso para se casar com sua amada filha. Para encontrar tal indivíduo, o rei realizou um concurso oficial, onde qualquer um que pudesse provar seu valor, receberia a mão de sua filha. Príncipes, estudiosos, escritores famosos, artistas talentosos, ricos empresários e homens com vários talentos vieram de todas as partes para dar o seu melhor. Entre esses homens estavam dois particularmente extraordinários: Sơn Tinh, o deus da montanha, e Thủy Tinh, o senhor das águas. Quando o rei pediu que eles lhe mostrassem suas habilidades, Sơn Tinh acenou com a mão no ar e árvores cresceram instantaneamente do solo formando uma grande floresta. Ele também fez com que montanhas se erguessem da terra proferindo apenas uma única palavra mágica. Seu rival Thủy Tinh também tinha poderes semelhantes. Ao acenar com a mão, ventos começaram a soprar. Quando ele proferiu uma palavra mágica, fez com que o nível do mar aumentasse. 

    Como Sơn Tinh e Thủy Tinh atendiam a todos os critérios exigidos para se tornar marido de Mỵ Nương, era difícil para o rei escolher entre eles. Eventualmente, Hùng Vương decidiu apresentar um desafio final. Os dois deveriam partir em busca de presentes de casamento especialmente selecionados pelo rei, e o primeiro que chegasse com esses presentes no dia seguinte receberia a mão de Mỵ Nương em casamento. Esses presentes de casamento exclusivos incluíam um elefante de nove presas, um galo de nove esporas e um cavalo de nove crinas. Tão logo o sol nasceu no dia seguinte, Sơn Tinh surgiu no horizonte trazendo os presentes requeridos pelo rei, e como prometido, recebeu Mỵ Nương como esposa e a levou para sua morada na montanha Tản Viên.

    Thủy Tinh chegou poucos minutos depois, e ao perceber que havia perdido a disputa, ficou extremamente furioso. Ele e seus servos perseguiram Sơn Tinh tentando trazer Mỵ Nuong de volta. Não querendo aceitar a derrota, Thủy Tinh provocou chuvas torrenciais, rajadas de vento, trovões e relâmpagos, e também elevou o nível do mar na tentativa de derrotar Sơn Tinh. No entanto, conforme o nível do mar subia, Sơn Tinh usava sua magia para aumentar o nível das montanhas. Ele também criou diques para proteger as pessoas e suas propriedades, porém não conseguiu evitar que algumas acabassem tendo suas terras, plantações fossem destruídas.

    A batalha entre Sơn Tinh e Thủy Tinh durou incontáveis ​​dias, mas eventualmente Thủy Tinh ficou cansado e baixou o nível do mar. Entretanto, ele nunca perdoou Sơn Tinh nem desistiu de seu desejo em ter Mỵ Nuong como esposa. Assim, todos os anos, as pessoas sofrem inundações como consequência do eterno conflito entre o deus da montanha e o senhor do mar.

    Arte de Bachzim
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    14 de setembro de 2021

    Seto taishō

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de aimataro

    Seto taishō (japonês 瀬戸大将 ou せとたいしょう, "General Seto", também chamado de "General da Louça") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (japonês 付喪神, "espírito artefato"), tomando a forma de um pequeno guerreiro com uma cabeça e rosto formado por uma garrafa de saquê e um corpo formado por xícaras de chá e pratos quebrados ou rachados, além de diversos utensílios que perderam sua serventia na cozinha, como por exemplo colheres ou panelas velhas como pés e facas e hashis como armas.

    Arte de Tsukimusha

    Ao contrário do que sua aparência possa indicar, Seto taishō é um yokai bastante agressivo. Ao se manifestar em uma cozinha, ele persegue as pessoas e causa um verdadeiro caos no ambiente. Ocasionalmente ele acaba se chocando contra pares e armários enquanto corre, se espatifando em centenas de pedaços, porém ele logo se recompõe e retoma sua luta.

    Origem

    Seto taishō aparece no livro Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro (百器徒然袋,"A Bolsa Ilustrada dos Cem Demônios Aleatórios" ou " Uma Horda de Utensílios Assombrados"), ilustrado por Toriyama Sekien, e o 4º livro de sua famosa série. A palavra seto refere-se ao Mar Interior de Seto, região localizada entre as ilhas japonesas de Honshu, Shikoku e Kyushu e famosa por suas louças de barro. No Japão, setomono é um termo coloquial para se referir a essas louças.

    Arte de Aichi

    fonte:
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    9 Anos de Blog!

    Hoje, chegamos ao nono ano de vida do blog! Agora é reunir força e disposição para chegar ao décimo. Agradeço a todos que acompanham o trabalho desde sempre, e aos novos leitores que eventualmente o encontram.

    Ajudem-me comentando, compartilhando e divulgando o nosso conteúdo. Continuarei me esforçando para trazer conteúdo e ampliar nosso acervo de mitos e lendas, desde que ainda faça alguma diferença para aqueles que o frequentam.

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    13 de setembro de 2021

    Kalma

     ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Susanna Haavisto

    Kalma (literalmente "morte" ou "cadáver") é a deusa finlandesa da morte e da putrefação de cadáveres, filha dos senhores de Tuonela (o submundo), Tuoni Tuonetar, e irmã das deusas Loviatar (deusa da pragas), Kipu-tyttö (deusa da doença), Kivutar (deusa das enfermidades), e Vammatar (deusa da dor). Como deusa da morte, Kalma preside os cemitérios e túmulos, que também são chamados de Kalman kartanot ("mansões de Kalma").

    Algumas fontes afirmam que ela se locomove montada em uma espécie de nuvem de fumaça, composta do odor de cadáveres. Ela é acompanhada e protegida por Surma, uma divindade menor que personifica a morte violenta e aparece em várias formas diferentes, como um homem portando um machado ou como um cão infernal (como o Cérbero grego).

    Kalma aparece principalmente em feitiços coletados de antigos xamãs finlandeses (tietäjä), os quais serviam como intermediários entre os vivos e os mortos. Esses xamãs podiam invocar não só os mortos como a própria Kalma, com o objetivo de obter sua ajuda nas mais variadas causas, como o combate à doenças e pragas ou contra xamãs e bruxas inimigos. Em um desses feitiços, Kalma é descrita como tendo dedos, sapatos e orelhas de prata.

    Kalma também era o nome dado à doenças transmitidas pelos mortos, seja através do contato com um cadáver ou com os ossos, com o cemitério ou com a água usada para lavar um cadáver. Essas doenças geralmente atacam a pele e os olhos, podendo provocar convulsões e até mesmo a loucura, sendo necessário um xamã muito poderoso para poder curá-las.

    Arte de Tero Porthan

    fontes:

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    12 de setembro de 2021

    Ccoa

    ۞ ADM Sleipnir


    Ccoa (ou K'owa, também Cacya ou Chokkechinchay/Choquechinchay) é um mítico espírito climático presente nas lendas dos povos quéchuas/incas. Referido como o "animal de estimação" dos espíritos das montanhas (Apu), dizem que sua morada é a montanha Ausangate, perto da aldeia de Kauri, no distrito de Cuzco, no Peru.

    O Ccoa possui a aparência de um felino com o corpo e principalmente a cabeça um pouco maior que a um gato doméstico, com pelos cinzas e listras pretas horizontas ao longo do corpo e um par de olhos fosforescentes, dos quais frequentemente escorrem fragmentos de granizo. Eventualmente, ele assume a forma de um touro com características felinas e com olhos na cor de sangue.

    O Ccoa é um espírito de natureza destrutiva, que durante as estações de chuvas costuma emergir das terras altas em forma de nuvens e destruir colheitas. Com sua cauda, ele faz precipitar tempestades, raios e granizo sobre as mesmas, prejudicando-as e trazendo grande prejuízo. Sua fúria pode ser aplacada por oferendas adequadas, que incluem incenso, vinho, ouropel de ouro e prata, sebo de lhama e grãos de cañihua e huairuro, coletados e queimados em terreno elevado. Devido a qualidade das oferendas, geralmente só os ricos conseguem fazê-la, o que torna os pobres mais suscetíveis de terem suas colheitas arrasadas. Feiticeiros também costumam fazer oferendas ao Ccoa, em agradecimento aos poderes que o mesmo pode propiciar a eles ao atingi-los com seus raios. 

    Não está claro se o Ccoa age por iniciativa própria ou se apenas segue as ordens de seus mestres Apus mas, de qualquer forma, ele é tratado como uma ameaça malévola que deve ser aplacada. Três coisas em particular fazem com que a fúria do Ccoa se intensifique: oferecer oferendas insuficientes, a morte de crianças que não foram batizadas e por último tentar lutar contra sua chuva de granizo. No caso das crianças não batizadas, acredita-se que após sua morte elas se tornam duendes malignos. Quando essas crianças morrem, elas devem ser levadas para as colinas e queimadas até que se tornem cinzas. Caso essas crianças não batizadas sejam enterradas, o ccoa atingirá o local de seu sepultamento com um raio e a levará para Ausangate, onde ela se tornará sua serva.

    Arte de Padraig Campbell


    fontes:
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    Ruby