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31 de março de 2013

Ishtar

۞ ADM Sleipnir


Ishtar era uma divindade da Acádia, e deusa mãe importante e amplamente adorada por muitos povos semitas. Os sumérios chamavam-na de Inanna, e outros grupos do Oriente Próximo se referem a ela como Astarte. É cognata também das deusas Afrodite, Easter, Asterote e Ísis.

Alguns mitos dizem que Ishtar era filha do deus lunar Sin e irmã do deus solar Shamash. Outros mencionam o céu deus Anu, o deus da lua Nanna, o deus da água Ea, ou o deus Enlil, o senhor da terra e do ar, como seu pai. A maioria dos mitos vinculam-na ao planeta Vênus.

Sendo uma divindade complexa, Ishtar tem combinadas as características, tanto o bem e o mal, de muitas deusas diferentes. Como uma figura materna benevolente, ela era considerada a mãe dos deuses e humanos, bem como a criadora de todas as bênçãos terrenas. Neste papel, ela sofria com as tristezas humanas e servia como protetora do casamento e da maternidade. As pessoas também adoravam Ishtar como a deusa do amor, da sexualidade e da fertilidade. O lado mau da natureza de Ishtar surgiu principalmente em conexão com as guerras e as tempestades. Como uma deusa guerreira, ela pode fazer até mesmo os deuses tremer de medo. Como uma deusa da tempestade, ela pode trazer chuva e trovão.



Ishtar aparece em muitos mitos, mas dois são especialmente importantes. O primeiro, do épico babilônico de Gilgamesh, conta como Ishtar se ofereceu para casar com o rei-herói Gilgamesh, porque ela era impressionada com a sua coragem e façanhas. De acordo com o épico de Gilgamesh, ele recusou a oferta e insultou Ishtar, lembrando a deusa de todos os amantes anteriores que ela havia prejudicado. Enfurecida, Ishtar enviou o Touro feroz do Céu para matar Gilgamesh, mas ele e seu amigo Enkidu mataram o animal. 

O segundo mito mais conhecido de Ishtar diz respeito a sua descida ao submundo e o sacrifício de seu marido Tammuz (também conhecido como Dumuzi). Nesta história, Ishtar resolveu visitar o submundo, que era governado por sua irmã Ereshkigal, talvez para tomar o poder lá. Antes de partir, ela instruiu seu seguidor, Ninshubur, de procurar a ajuda dos deuses, caso ela não voltasse.

Para chegar ao submundo, Ishtar teve que passar por sete portas e remover um símbolo do seu poder- como uma peça de roupa ou um pedaço de jóias - em cada um. No último portão, a deusa, nua e privada de todos os seus poderes, conheceu sua irmã Ereshkigal, que anunciou que Ishtar deve morrer. Ela morreu imediatamente, e seu corpo foi pendurado em uma estaca.

Enquanto isso, o deus Enki aprendeu com Ninshubur que Ishtar estava desaparecida e enviou dois mensageiros que restauraram-lhe a vida. No entanto, a fim de deixar o submundo, Ishtar tinha que substituir, conta própria, seu corpo por outro. A deusa ofereceu então seu jovem marido, Tamuz, para tomar seu lugar. Este conto de morte e renascimento foi associado com a fertilidade e ligados às estações do ano e os ciclos agrícolas, bem como a história de Perséfone na mitologia grega.

Ishtar era adorada como uma deusa tanto do bem quanto do mal pelas pessoas próximas do antigo Oriente. Eles honraram-na como a protetora do casamento e da maternidade, assim como uma guerreira e deusa da tempestade.

Templos e Rituais

Os templos de Ishtar foram construídos ao longo do antigo Oriente Próximo. Entre os mais famosos foram os nas cidades de Erech, Babilônia, Ur e Nínive. Seu culto era muito popular e alguns dos rituais tinham caráter sexual, enquanto outros rituais relacionava-se a libações e outras ofertas corporais.


Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Um resquício por trás desse antigo ritual talvez seja o dos ovos de Páscoa, embora não exista uma prova concreta associando os dois rituais. De qualquer forma, em muitas culturas o ovo é considerado um símbolo de fertilidade.





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13 comentários:

  1. Vocês poderiam fazer um post sobre Tamuz?

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    1. Está em produção a algum tempo. Muitas informações para organizar, mas espero trazer em breve.

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  2. Acho que Inanna e diversos outros deuses e deusas expressam e retratam uma totalidade que esse neo paganismo nutella (cristianizado, engajado, reduzido a algo bonitinho pra ser consumido) não compreende.
    A natureza, a vida, o ser humano tem vários aspectos, e a guerra, os sentimentos que não são considerados nobres e belos, as crises, ou o lado feroz da natureza, fazem parte. Inclusive no tarot das deusas, Inanna/Ishtar fala disso,de aceitar sua sombra, do submundo, do renascimento.
    Esse paganismo new age cheio de posers de Harry Potter e menininhas lacradoras não compreendem essa profundidade. Inclusive o artigo que fala sobre os Warlocks eu comentaria a mesma coisa.

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  3. Amo esse site.Tão rico em informações sobre diversas culturas e mitos, e sempre com lindas imagens.
    Inanna acho que serviu de base para deusas de diversas culturas posteriores, incluindo talvez a Ostara da mitologia germânica, associada a ovos e fertilidade também.

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    1. Obrigado! Sobre Inanna, alguns acreditam que a própria Afrodite tenha se originado dela.

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    2. Afrodite, Atena, Ísis, Astarte, Astaroth, Ishtar, de fato são nomes que se referem todos á Inanna, dá no mesmo.
      Inanna, SUMÉRIA, Ishtar, BABILÔNIA. Nesta época ela era a Deusa da sedução e da destruição, enquanto que Ninhoursag/Ninmah/Hathor era a Deusa-Mãe, sendo a consorte de Enki, porém Ela deixou a sua constelação de DEUSA-MÃE á Inanna/Ishtar, e então Inanna foi até o Egito se tornando ÍSIS, e assumindo o ofício de DEUSA-MÃE, deixando de ser a deusa da destruição. Nesta época o culto de Deusa-Mãe á Ninmah/Hathor perdeu prestígio, sendo passado á Inanna/Ishtar/Ísis. Porém após o domínio de sacerdotes draconianos/reptilianos no Egito, encarnados por Anu/Adonay na terra, em 2000AC, ela teve que deixar o Egito fugindo da perseguição cósmica e mudando o seu nome para ASTAROTH/ASTARTE, que são nomes masculinos. E assim disfarçada de homem, ela se escondeu em Canaã.

      Cara, tu tem que estudar melhor os conteúdos que tu posta no site. Tem muita coisa repetida que tu coloca e também com genealogias erradas. Estude o site loveenki.
      Ishtar e Inanna é a mesma coisa, e ela assumiu o ofício de Hathor como Deusa-Mãe se tornando Ísis, como Baal assumiu o ofício de Deus da agricultura em Canaã que antes pertencia á Dagon.

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    3. Obrigado pelo feedback. Tem coisa errada sim, eu tenho ciência disso e tenho revisado muitos posts antigos. Posts como esses de Inanna/Ishtar foram feitos numa época em que eu e outros ex-membros do blog mal pesquisavamos, só copiavamos e colavamos. Agora, sou somente eu, e faço o possível pra corrigir os erros que detecto e revisar posts antigos. Mas como disse, sou somente um e não tenho tempo e nem motivação pra ficar 24h por dia procurando defeitos aqui. Nem vale a pena, sinceramente.

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    4. Agora, quando alguém vem aqui e aponta esses erros COM EDUCAÇÃO, eu até faço questão de priorizar correções ou atender algum pedido.

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  4. Oi espero tudo bem, boa noite! A Rainha Semíramis parece muito com Ishtar e seus atributos, havia será algum sincretismo entre elas?

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  5. Esse aí de cima que tá questionando o Sleipni, se achando sábio demais, cometeu um erro: Atena deriva da deusa Anat, e Anat não é Astarte, essa sim influenciou o culto à Afrodite!!!

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  6. Esse aí de cima que tá questionando o Sleipni, se achando sábio demais, cometeu um erro: Atena deriva da deusa Anat, e Anat não é Astarte, essa sim influenciou o culto à Afrodite!!!

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  7. E não dá tudo no mesmo, quem precisa estudar mais é vc! Inanna fugiu, Ishtar fugiu, Ísis fugiu que virou Astarote, meu quanta idiotisse!!! E outra Astarote era um nome pejorativo de Astarte que os hebreus colocaram pra rimar com boset "vergonha"... onde vc estudou isso?

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  8. Aí Sleipni só vc pra aguentar isso... ela fugiu, fugiu, fugiu que virou Astarote... Nossa que vergonha

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Ruby