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30 de junho de 2022

Orias

۞ ADM Sleipnir

Arte de Davey Baker

Orias (também Oriax) é de acordo com a demonologia um grande marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 59° dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando invocado, Orias aparece diante de seu invocador sob a forma de um leão ou como um homem com cabeça de leão, montado em um cavalo com cauda de serpente. Conforme as fontes, ele carrega uma serpente em cada mão ou duas serpentes na mão direita.


Orias é invocado por sua especialidade em astrologia e também por sua capacidade de mudar a aparência de qualquer homem, além de concede-los dignidades, prelazias e confirmações, bem como conferi-los favores de amigos e inimigos.

Selo de Orias


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Orias aparece na franquia Shin Megami Tensei, aparecendo também em Final Fantasy XI online; 
  • Order of Orias é o nome de uma banda australiana de Black Metal;
  • Em Tactics Ogre, há um personagem sacerdote recrutável chamado Orias;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, Orias Oswell é um professor de astrologia de Babyls.
Arte de NightmareHound

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29 de junho de 2022

Yebá Beló

۞ ADM Sleipnir


Yebá Beló (ou Yebá Bëló, "Avó do Mundo" ou "Avó da Terra") é divindade criadora e principal figura no mito de criação do povo indígena Dessana (também Desana ou Desano), habitantes do noroeste do estado do Amazonas, também vivendo em terras colombianas.

A Mulher que Surgiu do Nada

Yebá Beló é conhecida como a "Mulher que Surgiu do Nada" ou "a Não-Criada" justamente por conta de ter surgido do nada, num momento onde haviam somente trevas no Universo. O mito conta que ela utilizou seis itens misteriosos e invisíveis para criar a si mesma: um banco de quartzo branco, uma forquilha para segurar o cigarro, uma cuia de ipadu (folha semelhante à de coca), o suporte desta cuia de ipadu, uma cuia de farinha de tapioca e o suporte desta cuia. Enquanto ela ia surgindo, ela se cobria com enfeites. Ela também criou uma maloca toda feita de quartzo branco ("Uhtãboho taribu").

Uhtãboho taribu,  Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

A criação do mundo 

Dentro da maloca de quartzo, Yebá Beló fumava um cigarro e mascava seu ipadu, enquanto pensava em como deveria ser o mundo. Seu pensamento acabou assumindo a forma de uma esfera, sobre a qual surgiu uma torre. Essa esfera, que era o mundo, absorveu toda a escuridão para dentro de si. Yebá Beló chamou a esfera de Umukowi'i (“Maloca do Universo”).
 
A criação dos cinco trovões

Ainda não havia luz, a não ser na maloca de quartzo de Yebá Beló, e também não haviam seres vivos no mundo. Após voltar a mascar seu ipadu, Yebá Beló o tirou da boca e com ele formou cinco homens conhecidos como Umukoñehküsuma (Avôs do Mundo") ou Uhtãbohowerimahsã ("Homens do Quartzo Branco"). Esses homens eram trovões e imortais, e Yebá Beló deu para cada deles uma maloca no mundo recém criado, semelhantes a dela. 

Os Cinco Trovões, arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Yebá Beló incumbiu os cinco trovões de criarem todo o resto do mundo, como a luz, os rios e a humanidade e eles aceitaram a tarefa. Porém, ao invés de cumprirem seu dever, eles ficavam o tempo todo dentro de suas malocas, e após um tempo sequer lembravam do que tinham que fazer. Yebá Beló voltou a lembrá-los de seus deveres, e eles então deram início aos trabalhos. Os trovões criaram primeiramente os rios, e em seguida tentaram criar a humanidade, porém mesmo recebendo a ajuda de Yebá Beló eles falharam.

A criação de um novo ser

Retornando à sua maloca de quartzo, Yebá Beló consumiu mais ipadu e fumou seu cigarro, enquanto pensava em criar um ser que pudesse seguir suas ordens e completar a criação. Enquanto pensava em como ele deveria ser, de repente a fumaça do cigarro começou a tomar a forma de um ser misterioso, sem um corpo, não podendo ser visto nem tocado.

Yebá Göãmã, arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Yebá Buró pegou então o seu pari de defesa (wereimikaru) e o envolveu. Depois de tê-lo pegoi, ela o saudou, dizendo Umukosurãpanami (“Bisneto do Mundo”), ao qual ele respondeu Umukosurãñehkõ (“Tataravó do Mundo”). O nome deste novo ser era Yebá Göãmã (“Demiurgo da Terra (ou do Mundo)”. Yebá Beló então lhe falou sobre como os Uhtãbohowerimahsã haviam falhado em cumprir sua ordem, e atribuiu a ele a tarefa de terminar a criação, prometendo guiá-lo no processo. E assim Yebá Göãmã faria. Aceitando a ordem de Yebá Beló, Yebá Göãmã levantou seu bastão cerimonial chamado yewãígõã (“osso de pajé”) e o fez subir de Uhtãboho taribu até o cume da torre do mundo. 

A criação do Sol 

Yebá Beló cumpriu a sua palavra de guiar o seu bisneto. Ela enfeitou a ponta do seu bastão com penas amarradas, enfeites próprios deste bastão, masculinos e femininos, e esse adorno ficou brilhando de diversas cores: branco, azul, verde, amarelo. Enfeitou-o ainda - com um tipo de brincos ou pingentes, de feição masculina e feminina. Com esses enfeites, a ponta do bastão ficou brilhando, e então transformou-se, assumindo um rosto humano. Era Abe, o Sol que acabava de ser criado. A partir de então, ele passou a levar luz de onde só havia escuridão até os confins do mundo. Por fim, Yebá Buró cobriu o Sol com um tapume de penugem de arara (mahãweayuhsu). 

A criação da terra e da humanidade

Ao verem o trabalho realizado por Yebá Göãmã, os Trovões ficaram com ciúmes, e decidiram destruir a sua obra. Somente um deles, chamado Umukoñehkü (o terceiro trovão), não teve inveja de Yebá Göãmã, e apaziguou os ânimos dos irmãos dando-lhes ipadu e cigarro. 

Posteriormente, Yebá Göãmã recebeu de Yebá Beló a tarefa de ir até a maloca de Umukoñehkü e pedir a ele enfeites de penas, com os quais ele poderia criar a humanidade.  Antes de subir, porém, ele criou vários paris: o pari de urucu de miriti (nemohsãimikaru), o pari de frutas pequenas de miriti (nemuhtãriimikaru), o pari de miriti meio amarelo (nebohoimikaru), o pari de talos de caraná (ñapüdühkaimikaru). Sustantando-se em cima desses paris que ele havia criado, Yebá Göãmã subiu no espaço. Enquanto isso, Yebá Beló tirou do seio esquerdo sementes de tabaco e as espalhou em cima dos paris. Depois tirou leite, também do seio esquerdo, e o derramou por cima dessas esteiras. As sementes de tabaco formaram a terra e o leite serviu para adubá-la.

Yebá Göãmã, então dirigiu-se para casa do terceiro trovão e lá encontrou com Umukomahsü Boreka, o chefe dos Dessana e seu irmão, e com Umukoñehkü. O terceiro trovão deu a Yebá Göãmã e a Umukomahsü Boreka os enfeitese e então os ensinou o rito para transformá-los em seres humanos. Ele recomendou então, que cada um colhesse uma folha nova de ipadu de um pé que havia no pátio e a engolisse. Quando sentissem dor na barriga, deveriam acender o turi (madeira produtora de fogo), molhá-lo numa cuia d'água e beberem o conteúdo, em seguida vomitarem em um só buraco do rio. Assim fizeram os dois e apareceram duas mulheres muito bonitas. Feito isso, o terceiro trovão decidiu acompanhá-los para ajudá-los a formar a futura humanidade.

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28 de junho de 2022

Daidarabotchi

۞ ADM Sleipnir

Arte de KW

Os Daidarabotchi (japonês 大太郎法師 ou だいだらぼっち, "sacerdote gigante") são gigantescos yokais humanóides pertencentes ao folclore japonês. Geralmente assemelhando-se a sacerdotes carecas, eles possuem olhos grandes e revirados, línguas longas e penduradas e uma pele preta com breu. Daidarabotchi compartilham muitas semelhanças com outros gigantes yokais, como Ōnyūdō e Umi bōzu, mas são de longe os maiores encontrados no folclore yokai.

Daidarabotchi são tão grandes que seus movimentos facilmente modelam toda a região onde vivem. Eles constroem montanhas empilhando pedras e terra, e também agarram e movem montanhas para outros lugares com enorme facilidade. Quando caminham, deixam lagos e vales para trás em suas pegadas. Por causa disso, acredita-se que muitos lugares no Japão foram moldados por um Daidarabotchi. Alguns desses lugares até são batizados em homenagem a deles, como por exemplo as cidades de Daita na ala Setagaya de Tōkyō e Daitakubo em Saitama e o lago Daizahōshi, localizado na província de Nagano. 


Dizem que o planalto de Takabocchi, localizado no parque de Yatsugatake, em Nagano, foi formado quando um Daidarabotchi se deitou para descansar um pouco as costas. Dizem também que o lago Senba, localizado na província de Ibaraki, preenche a pegada de um Daidarabotchi particularmente grande. Uma lenda conta que o próprio Monte Fuji foi criado por um Daidarabotchi. O gigante escavou e desenterrou toda a sujeira da província de Kai, prefeitura de Yamanashi, para moldar a montanha, e é por isso que a área ao redor do Monte Fuji é uma grande bacia. Ele juntou mais terra para a montanha cavando na província de Omi, prefeitura de Shiga, e a área que ele cavou se tornou o famoso lago Biwa.

Outros nomes

Como as lendas envolvendo Daidarabotchi são encontradas em todo o Japão, eles têm inúmeras variações de nomes locais. Alguns desses nomes são Daidarabō, Daidabō, Daidara hōshi, Daitarōbō, Deidarabotchi, Dairanbō, Dendenbome, Reirabotchi ou  Ōki Bochabocha.

fonte:

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27 de junho de 2022

Imperador de Jade

۞ ADM Sleipnir

Yu-huang no MOBA Smite

O Imperador de Jade (chinês: 玉皇, Yu-huang) é a divindade suprema da tradição chinesa, sendo uma importante figura no Taoísmo e popular na mitologia. Ele é o governante de todo o cosmos e reside em um magnífico palácio na parte mais alta do céu, juntamente com sua enorme família e comitiva de ministros e funcionários .

Seu nome completo, embora raramente seja usado, é yǜ huáng shàng dì (Yuhuang Shangdi, chinês 玉皇 上帝), e significa o “Puro Imperador Augusto no Alto”. Ele também é comumente referido como tiān gōng (天公), ou "Avô Celestial".

Iconografia

O Imperador de Jade é geralmente retratado como um homem de meia-idade, com um bigode fino e um cavanhaque comprido. Ele normalmente aparece vestindo túnicas longas e esvoaçantes e sentado em um trono real, embora às vezes também seja representado usando uma armadura de batalha completa e empunhando uma grande espada.

Família

O Imperador de Jade é casado com Xi Wangmu (西王母, "Rainha Mãe do Ocidente"), e é dito que o casal possui uma enorme quantidade de filhos juntos.Três de suas filhas em particular ocupam lugares importantes na mitologia chinesa. Zhu niang-niang é uma deusa da fertilidade que ajuda casais que precisam de filhos, e Yen-kuang nian-niang é a protetora dos cegos que pode conceder o poder da visão aos necessitados. Talvez sua filha mais famosa, Zhinü seja famosa não por seu papel como deusa, mas por suas ações: ela se apaixonou por um humano e sofreu como resultado.

Existem outras divindades que costumam ser referidas como esposas secundárias do Imperador de Jade, como  Tianshang Shengmu (ou Mazu) e Mǎtóu Shén, a "deusa com cabeça de cavalo".

Em algumas histórias, o deus guerreiro Erlang Shen é considerado seu sobrinho.

O Palácio do Imperador

O Palácio Celestial do Imperador de Jade é administrado por Wang, o Oficial Transcendente, também conhecido como Lingquan (Ling-Kuan), que também protege os mortais dos espíritos malignos. Uma de suas funções é a de guardião dos portões do palácio, onde fica de guarda trajando uma armadura e empunhando seu pesado cajado para afastar visitantes indesejáveis. Ele também executa tarefas para o Imperador de Jade, como punir malfeitores e corrigir erros. O palácio também tem uma extensa equipe de atendentes, ministros, funcionários e deuses menores paralelos à pesada burocracia do estado chinês.


Os taoístas, em particular, classificaram e codificaram todas essas divindades e ministros em um sistema de crenças completo. Todos os membros do palácio devem se apresentar perante o Imperador de Jade e prestar contas de suas ações em um dia fixo todos os anos, geralmente no Dia de Ano Novo. 

Também neste dia, os outros deuses principais do panteão chinês devem vir de seus respectivos domínios e prestar homenagem ao Imperador de Jade. Boas ações são recompensadas, geralmente por meio de promoções e uma maior alocação de sorte e felicidade para o ano seguinte. As más ações são punidas com justiça, por exemplo, por uma redução na posição celestial. A humanidade é julgada da mesma forma por meio de boletins elaborados pelo deus da cozinha Zao Jun (灶君), relatando a conduta das famílias ao Imperador de Jade.

Mitologia

Origens

O deus teve sua origem na antiga mitologia chinesa oral, mas ele foi oficialmente incorporado na religião chinesa patrocinada pelo Estado pelo imperador Shenzong (Shen-tsung) da dinastia Song, após o mesmo afirmar ter tido uma visão do deus em uma noite particular no ano de 1007 d.C

Em algumas versões de sua história de origem, o Imperador de Jade passou a existir quando o universo foi criado por Pangu. No entanto, na maioria dos mitos populares ele é comumente descrito como tendo sido um homem mortal antes de se tornar um deus.

A origem do Imperador de Jade como um soldado


Uma lenda conta que o Imperador de Jade foi originalmente um soldado chamado Zhang Denglai que lutou em uma sangrenta guerra civil durante a Dinastia Zhou. No meio de uma batalha particularmente cruel, Denglai e todo o seu batalhão foram exterminados. Quando Denglai acordou na vida após a morte, ele encontrou seu comandante distribuindo posições honorárias na corte celestial para cada um dos outros soldados.

Gradualmente, todos os homens foram premiados com cargos na corte, exceto o comandante e Denglai. Seu comandante estava tramando secretamente salvar a posição mais alta de Imperador de Jade para si mesmo. Quando ele estava prestes a se declarar imperador, no entanto, ele fez uma pausa e disse “děng lái”, que significa “espere um momento”. Naquela época, era costume os altos funcionários e a realeza fazerem uma pausa antes de aceitar uma promoção e refletirem sobre as grandes responsabilidades que estariam assumindo. Vendo uma grande oportunidade, Denglai fingiu ignorar essa tradição e agiu como se tivesse ouvido seu nome. Assim, Denglai deu um passo à frente e aceitou o posto de Imperador de Jade.

A origem do Imperador de Jade por meio de um nascimento virginal

Segundo outra lenda, Yu-huang nasceu de uma rainha casta que estava orando por um herdeiro para suceder ao trono de seu marido, que já era idoso e doente. Uma noite, enquanto ela dormia, a rainha teve uma visão do filósofo taoísta Laozi e milagrosamente ficou grávida. Assim que o bebê nasceu, ficou claro que havia algo especial nele. Ele adquiriu a capacidade de andar e falar prematuramente e era excepcionalmente paciente e gentil para uma criança pequena.

Quando seu pai morreu, Yu-huang assumiu o trono e dedicou seu tempo a ajudar os necessitados e garantir a prosperidade de seus súditos. Depois de alcançar todos os seus objetivos em apenas alguns anos, Yu-huang abdicou do trono para um parente porque não via utilidade em ter tanto poder. Depois de deixar a corte, o Imperador de Jade dedicou sua vida à meditação e ao estudo da filosofia taoísta. Após milhares de anos de estudo, ele alcançou a iluminação, aprendeu o segredo da imortalidade e se tornou uma poderosa divindade, o Imperador de Jade.

Herdando o posto de Yuanshi Tianzun

Segundo essa lenda, o Imperador de Jade era discípulo do "Mestre Divino da Origem Celestial " (Yuanshi Tianzun), de quem herdou o governo do universo. Diz-se que Yuanshi Tianzun é o começo supremo, o criador ilimitado e eterno do Céu e da Terra, que escolheu Yu-huang como seu sucessor pessoal. Por sua vez, o Imperador de Jade um dia vai entregar as rédeas do poder para o "Mestre Celestial da Alvorada de Jade da Porta Dourada" ( Kin-k'ue Yu-chen Tien- tsun).

A Tecelã e o Pastor


A história da Tecelã e do Pastor é um dos contos populares chineses mais famosos já contados e permanece muito popular até hoje. Essa história trata sobre a filha do Imperador de Jade, Zhinü, que era uma talentosa tecelã, e  Niu Lang,  um humilde pastor de vacas. Os dois acabaram se apaixonando, e isso não agradou o Imperador de Jade.

Enfurecido porque sua filha deixaria o céu para se casar com um humano, o Imperador de Jade baniu o casal para viverem em lados opostos da Via Láctea. Depois de ver como sua filha estava infeliz, no entanto, ele permitiu que o casal se visse uma vez por ano. O "Dia dos Namorados Chinês" é comemorado no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar - o dia em que os dois amantes se reencontram a cada ano.

Jornada para o Oeste

O papel do Imperador de Jade na história gira em torno do Rei Macaco, Sun Wukong. Wukong já foi membro da corte do Imperador de Jade, mas foi expulso do céu e aprisionado sob uma montanha por 500 anos por ter desafiado a autoridade do Imperador. Enquanto Wukong é a epítome de ciúme, impaciência e amargura, o Imperador de Jade é um exemplo exemplar de bondade, compaixão e sabedoria. Depois de se arrepender e servir como discípulo de Tang Sanzang, Wukong alcança a iluminação e é aceito de volta na corte do Imperador de Jade.


Os Quatro Dragões

Em um tempo onde não havia rios e lagos na terra, havia apenas o mar, no qual viviam quatro dragões: o Dragão Longo, o Dragão Amarelo, o Dragão Negro e o Dragão Pérola. Nesse tempo, uma grande seca se espalhou pela terra, e ao notar a situação do povo, os quatro dragões viajaram até o Palácio Celestial para implorar ao Imperador de Jade que trouxesse a chuva para o povo. O Imperador de Jade estava muito ocupado e distraidamente concordou em enviar as chuvas no dia seguinte se eles voltassem ao mar, mas logo após a partida dos dragões, ele esqueceu sua promessa.


Depois de dez dias, as chuvas ainda não chegaram e as pessoas começaram a morrer de fome. Os dragões não podiam simplesmente ficar parados sem fazer nada, então decidiram usar seus corpos para capturar grandes massas de água do mar, assumindo a responsabilidade de trazer a chuva. As pessoas ficaram agradecidas e oraram em agradecimento ao Imperador de Jade, que logo descobriu o que os dragões haviam feito e ficou com raiva por eles terem intervindo sem sua autorização.

O Imperador de Jade ordenou que o Deus da Montanha prendesse os quatro dragões. No entanto, de cada montanha que prendia um dos dragões, surgiu um novo rio. Do Dragão Amarelo veio o rio Amarelo , do Dragão Longo o rio Yangtze , do Dragão Negro o rio Amur , e do Dragão Pérola o rio Pérola. Depois disso, os rios fluíram de oeste para leste e de norte para sul, e assim os dragões garantiram que o povo da China nunca mais ficaria sem água.

Os Animais do Zodíaco Chinês

Um dia, o Imperador de Jade enviou cartas a todos os animais de seu reino terreno, convidando-os a encontrá-lo em seu palácio. Os doze primeiros a chegarem fariam parte do calendário zodiacal. Sabendo que ele era o mais bonito de todos os animais, o gato tinha certeza de que ele teria um lugar. Ele também era muito preguiçoso e adorava dormir até tarde. Com sono, o gato pediu a seu amigo rato que o acordasse quando fosse a hora de ir ao palácio do Imperador de Jade.

O rato não havia sido convidado para o palácio do Imperador de Jade e sabia que não tinha chance de entrar no zodíaco - não quando as pessoas ficavam enojadas com sua mera presença. O Rato viu apenas uma escolha à sua frente: ele deve deixar o gato dormir e ir em seu lugar. Quando o gato acordou na manhã seguinte, percebeu que havia dormido a maior parte do dia. Ele olhou em volta procurando o rato para perguntar por que ele não o acordou e o viu passeando feliz pelas ruas. Irritado com a traição do rato, o gato começou a persegui-lo; é por isso que os gatos caçam ratos até hoje.


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24 de junho de 2022

Virabhadra

۞ ADM Sleipnir

Arte de highdarktemplar

Virabhadra ("herói auspicioso") é um poderoso guerreiro da mitologia hindu, criado por Shiva para destruir o Yagna (sacrifício de fogo) realizado por Daksha (filho de Bhrama e líder do grupo de divindades conhecidas como Prajapatis). Segundo o mito, Daksha era contra o casamento de Shiva com sua filha, Sati. Ele achava que Shiva era muito selvagem para se casar com sua filha, e como ela acabou se casando contra sua vontade, ele a deserdou. Sati ficou triste com isso, mas nunca perdeu completamente a esperança de que seu pai mudaria de ideia e receberia de volta na família.


Um dia, Daksha realizou uma grande Yagna, e convidou todos no céu e na terra a comparecerem, exceto Sati e Shiva. Devastada, Sati decidiu ir a cerimônia mesmo assim. Shiva, pelo contrário, não a acompanhou, pois considerava uma bobagem ir a um local onde eles não eram desejados. Quando Sati chegou à cerimônia, ela confrontou o pai. 

-“Pai, você convidou todos no céu e na terra para o seu yagna. Por que você não convidou meu marido e eu?”

-“Seu marido,” Daksha zombou. -“É mais besta do que civilizado. Quando você voltar a si e deixar aquela criatura selvagem, eu a receberei em casa.”

Todos no local ficaram chocados com as palavras de Daksha, que teve a coragem de lançar tal insulto a própria filha e a Shiva. Sati ficou indignada e manteve-se calada durante o resto da cerimônia. Uma versão do mito conta que, em sua revolta contra a atitude do pai, Sati se atirou no fogo sacrificial, onde ardeu em chamas até a morte. Outra versão diz que ela ficou com tanta raiva que acendeu uma chama em seu interior que a consumiu por completo. 


Ao tomar conhecimento da morte de Sati, Shiva foi consumido pela raiva. Ele arrancou uma tira do seu cabelo e o atirou no chão, criando assim Virabhadra, um guerreiro mortal dotado de inúmeros braços. Shiva então ordena que ele mate todos no local, incluindo Daksha, e Virabhadra assim o faz. Tão logo colocou os olhos sobre Daksha, Virabhadra ergueu sua espada e o decapitou. Por fim, colocou sua cabeça em uma estaca. 

Uma vez terminada a sua vingança, Shiva sentiu remorso e tristeza pelo que havia ordenado Virabhadra a fazer. Ele o absorveu de volta, e então usou seu poder para trazer Daksha e seus convidados de volta a vida (exceto Sati). De volta a vida (e com uma cabeça de cabra no lugar da original decapitada), Daksha agradeceu a Shiva por sua bondade e lhe batizou como Shankar, o Benevolente. Tomando e embalando o corpo sem vida de sua esposa, Shiva iniciou uma caminhada pelo universo, a qual dizem ter durado milênios.


Bhadrakali

Bhadrakali é uma divindade guerreira feminina, que em uma versão desse mito nasceu juntamente com Virabhadra e é considerada sua consorte. Na versão em que ela é mencionada, Daksha é protegido por Vishnu, que aprisiona Virabhadra e o impede de cumprir sua missão. Shiva ordena que ela libertasse Virabhadra, o que ela consegue fazer, e no fim ela é mencionada como tendo ajudado Virabhadra a assassinar Daksha, tendo recebido por isso o título de "Dakshajit".
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23 de junho de 2022

Barbatos

۞ ADM Sleipnir

Arte de Michael Sugianto

Barbatos (também Barginiel, Barbas, Marbas, Brumiel e Lerajie) é de acordo com a demonologia um anjo caído, anteriormente pertencente à ordem das Virtudes, e agora ranqueado como um grande duque do inferno (ou conde, conforme algumas fontes), possuindo trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 8º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Barbatos aparecerá quando o sol estiver em Sagitário, e quando invocado, aparecerá acompanhado por quatro reis tocando trombetas diante dele. Ele se veste como um caçador, vestindo de verde e carregando um arco e uma aljava. As flechas que ele dispara provocam feridas extremamente difíceis de curar.


Barbatos detém conhecimento sobre o passado e o futuro, além de conhecer e ensinar sobre todas as ciências. Ele entende também a linguagem dos pássaros e outros animais, conhece e pode revelar ao seu invocador a localização de tesouros escondidos e protegidos por magia. Ele ainda pode reconciliar amigos e pessoas em posições de poder.

Selo de Barbatos


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Barbatos aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, aparecendo também na franquia Bloodstained;
  • No jogo Genshin Impact, Barbatos (chinês :巴巴托斯) é um dos nomes do Arconte Anemo (vento) que preside a nação Mondstadt;
  • No jogo Obey Me! (2019), um dos demônios com os quais os jogadores podem interagir e aumentar seu relacionamento, é chamado Barbatos;
  • Na franquia Tales of Destiny, há um vilão chamado Barbatos Goetia;
  • No anime Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans, há um mobile suit conhecido como ASW-G-08 Gundam Barbatos;
  • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Barbatos é um dos 7 djins pertencentes ao personagem Sinbad;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, Barbatos Bachiko é uma dos professores de prestígio de Babyls, e candidata a um assento entre as 13 Coroas, grupo dos demônios mais poderosos e influentes do submundo;
  • Nos quadrinhos da DC Comics, durante os eventos da saga Dark Nights: Metal, é revelado um vilão chamado Barbatos. Também conhecido como o Bat-Deus, ele foi um ser criado pelo Forjador de Mundos para consumir os universos que se deterioram. Ele afirma ser o morcego que Bruce Wayne viu pela janela na noite em que se tornou o Batman.


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22 de junho de 2022

A Escada de Flechas

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

A Escada de Flechas é uma lenda pertencente ao povo indígena caingangue, do extremo sul do Brasil, que conta sobre uma escalada aos céus praticada por eles em tempos antigos, quando a tribo sofria constantemente o ataque de onças vorazes. Era um tempo em que as onças devoravam muito mais pessoas do que hoje, e não havia um só dia em que um caingangue não era devorado vivo por elas, ou desaparecia sem deixar pistas. As presas mais comuns das onças eram os velhos e as crianças, mas nenhum índio estava a salvo de ser alvo delas.

Mesmo colocando vigias nas aldeias e fortificando-as com paliçadas, as onças conseguiam furar suas defesas e devorar os vigias. Certo dia, o cacique da aldeia decidiu buscar uma solução para o problema. Ao consultar o feiticeiro-mor da aldeia, o mesmo sugeriu que eles fugissem. O cacique tentou pensar para onde todos poderiam fugir, mas o fato é que não havia um lugar na terra onde as onças não poderiam alcançá-los. Foi quando o pajé sugeriu que eles fugissem para o céu. Na hora, o cacique pensou que era apenas uma brincadeira do pajé, mas o mesmo havia falado sério.

O próprio pajé tomou em suas mãos uma aljava de flechas e partiu para um descampado, de onde mirou seu arco para os céus e disparou uma flechada. Todos que presenciaram a cena trataram de se encolher, receosos de que Tupã devolvesse a flecha com um raio fulminante. Para a sorte e também espanto de todos, não só Tupã não revidou, como a flecha atirada pelo pajé ficou encravada no céu.

O pajé entregou o arco e a aljava a outro índio, e ordenou que atirasse na flecha que ele havia encravado no céu. O índio mirou e acertou bem na extremidade da flecha encravada, encompridando-a. Dessa forma, cada um dos índios foi atirando uma flecha após outra, até que no fim formaram uma escada que descia do céu até a terra. Só que eles decidiram não subir naquele momento, retornando para a aldeia para descansar e se preparar para escalarem a escada na manhã seguinte.

Assim que o sol raiou, todos foram até o pé da escada de flechas, que para sua surpresa havia se transformado numa escada de cipós, cheia de degraus que facilitavam a subida. Ao colocar, porém, o pé no primeiro degrau da escada, o cacique ouviu o inconfundível rugido de uma onça vindo do céu. Enquanto os índios dormiam, um casal de onças reais acabou sorrateiramente se aproximando da escada e escalando-a.

Agora, fugir para o céu não era mais uma opção, e o cacique decidiu que eles deveriam cortar a escada para que as onças que subiram não pudessem mais descer. Porém, aquele que subisse as escada para cumprir esta tarefa não teria como descer. Demorou um pouco até que um valente casal caingangue se ofereceu para a missão. Eles subiram a escada de flechas, e ao chegar ao topo, cortaram rapidamente a escada, que foi embolar-se aos pés dos índios que observavam tudo do solo. O valente casal  de índios jamais pôde descer, e acredita-se que até hoje viva no céu, junto com o casal de onças. Uma outra versão da lenda conta que quando as onças perceberam o que estava acontecendo, saltaram sobre o casal indígena, mas perderam o equilíbrio e se esborracharam no chão. Já o casal de índios salvadores que ficou lá em cima, por sua nobreza, coragem e amor por seu povo, foram transformados no sol e na lua.

Arte de Márcio Luiz Quedinho

fontes:
  • As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro, de A. S. Franchini;
  • Moça Lua e outras lendas, de Walmir Ayala.
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21 de junho de 2022

Nootaikok

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de MangoMendoza

Nootaikok (também Nootîttok ou Nutittuq) é um benevolente espírito da natureza, muitas vezes descrito como um deus, pertencente a mitologia inuíte. Dito habitar as águas e as geleiras do Ártico, Nootaikok é tido como aquele que auxilia caçadores guiando-os até as focas.

Quando invocado, Nootaikok pode auxiliar caçadores na caça das mesmas, talvez atuando como um moderador para impedir a caça predatória. Infelizmente, isso é tudo o que foi possível encontrar a respeito dele. 

fontes:

  • https://www.godchecker.com/inuit-mythology/NOOTAIKOK/
  • Dictionary of Nature Myths: Legends of the Earth, Sea, and Sky, por Tamra Andrews;
  • Encyclopedia of Fairies in World Folklore and Mythology, por Theresa Bane.

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20 de junho de 2022

Zarqa al-Yamama

۞ ADM Sleipnir

Arte de Firas Black

Zarqa al-Yamamah (Zarqāʾ al-Yamāma, em árabe : زرقاء اليمامة, "olhos azuis de Yamamah"é uma figura árabe pré-islâmica, descrita como uma mulher de olhos azuis com uma intuição excepcional e uma visão aguçada, sendo capaz de prever eventos antes que eles acontecessem. 

De acordo com a lenda, sua tribo, os Jadīseram uma tribo pequena e remota, constantemente sob ameaça de ataque por tribos maiores. Mas graças ao dom de Zarqa al-Yamama, eles sempre foram capazes de prever ataques inimigos e assim conseguir se defender deles. Como suas previsões nunca falharam, ela tinha a confiança total de seu povo.

Certo dia, uma tribo rival que sabia do dom de Zarqa tramou um plano astuto para tentar enganá-la e com isso atacar sua tribo. Usando folhas e galhos, eles se disfarçaram como árvores e marcharam vagarosamente rumo a tribo dos Jadīs, esperando que quando Zarqa al-Yamama pusesse seus olhos neles, os confundisse com árvores de verdade.

A tática não foi capaz de enganar os olhos de Zarqa, que tão logo avistou os inimigos se aproximando, correu para avisar sua tribo. Ela alertou a todos que os inimigos haviam se disfarçado como árvores e estavam vindo atacá-los. No entanto, pela primeira vez as pessoas não acreditaram em suas palavras, com uns rindo dela e outros pensando que ela havia ficado louca. Para o infortúnio dos Jadīs, a visão de Zarqa mais uma vez havia se provado correta, com os inimigos chegando até a tribo e matando todos os homens que encontraram. A pobre Zarqa também acabou sendo vandalizada pelos invasores, tendo seus olhos arrancados e depois sendo executada por eles. Alguns historiadores árabes acreditam que o distrito de Al-Yamama, uma antiga região histórica da Arábia Saudita, recebeu o nome em sua homenagem.

fontes:

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17 de junho de 2022

Mula Retinta

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

A Mula Retinta (também conhecida como Mula Negra) é um espírito maligno pertencente ao folclore colombiano, dito aparecer perante tropeiros colombianos (conhecidos como arrieros) enquanto viajam por caminhos íngremes pela região dos Andes.

Alguns dizem que ela tem o poder de criar ventos poderosos e tempestades violentas, fazendo com que os arrieros e seus animais percam o controle e acabem se acidentando, quase sempre de forma fatal. Outros dizem que a Mula Retinta carrega a tempestade em suas costas, liberando-a sobre aqueles que encontra pelos caminhos estreitos da cordilheira dos Andes.

Ver a Mula Retinta é um terrível presságio de morte, pois ela não deixa alguém que cruze o seu caminho passar por ela. Se alguém encontrá-la em um caminho estreito acima das montanhas, somente um seguirá seu caminho tranquilamente.


fontes:

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16 de junho de 2022

Andromalius

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de DaveyBaker

Andromalius é de acordo com a demonologia um anjo caído, e agora grande e poderoso conde do inferno, possuindo trinta e seis legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 72°, ou seja, o último dentre os 72 espíritos de Salomão. Andromalius é um dos poucos dentre os espíritos goetianos não encontrados no Pseudomonarchia Daemonum de Johann Wier ou no Dictionaire Infernal de Collin de Plancy

Quando invocado, Andromalius aparece diante de seu invocador sob a forma de um homem segurando uma grande serpente nas mãos.

Arte de Mitchell Nolte

Andromalius possui o dom de revelar e punir ladrões e pessoas desonestas. Ele pode trazer de volta bens roubados, além de revelar atos perversos e negócios dissimulados. Andromalius pode ainda revelar a localização de tesouros escondidos.

Selo de Andromalius

Cultura Popular
  • Andromalius aparece em Final Fantasy XI como um dos membros dos "Kindred Spirits" em uma batalha opcional;
  • Em Tome of Magic: Pact, Shadow and True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Andromalius aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
  • No RPG In Nomine Satanis/Magna Veritas, Andromalius, Príncipe Demônio do Julgamento, é o braço direito de Satanás;
  • No game DemiKids, integrante da franquia Shin Megami Tesei, Andromalius é chamado de Andromus e é um servo de Imperius, que envia prisioneiros do limbo até Imperius para julgamento;
  • A R-9F Andromalius é uma das naves iniciais da Humanidade no game R-Type Final;
Arte de Daniel Kamarudin

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15 de junho de 2022

Palhaço do Coqueiro

۞ ADM Sleipnir

O Palhaço do Coqueiro é uma lenda pernambucana, mais precisamente do bairro de Janga, no município de Paulista. A lenda fala sobre um homem, filho de um palhaço muito famoso, e que orgulhoso do que o pai fazia, desejava se tornar um palhaço tão bom quanto ele. Infelizmente, suas performances no picadeiro eram muito ruins, sendo incapaz de fazer a platéia rir.

Com o passar do tempo, esse homem acabou enlouquecendo e então abandonou o circo. Em noites de lua minguante, ele buscava subir em coqueiros para poder observá-la mais de perto, pois ela parecia ser a única a sorrir para ele. Porém, quando uma nuvem passava na frente da lua e cobria o "sorriso" dela, ele descia do coqueiro e então procurava observar outros sorrisos: os das pessoas. 

Sempre que encontrava alguém caminhando pela rua, o louco palhaço dava início ao seu show, tentando de toda forma arrancar um sorriso de seu espectador. De acordo com a lenda, aqueles que não rirem de suas palhaçadas eram castigadas por ele, muitas vezes chegando ao ponto de serem mortas. O palhaço então continua a perseguir as pessoas até que a lua minguante volte a sorrir nos céus, e ele possa voltar a admirá-la de cima dos coqueiros.

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

fontes:

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Ruby