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14 de dezembro de 2020

Ubagabi

۞ ADM Sleipnir

Ubagabi (japonês:  姥ヶ火 ou うばがび, algo como "velha de fogo") é uma espécie de yokai do folclore japonês, descrita como uma espécie de hinotama (bola de fogo) ou cabeça em chamas voadora que costuma aparecer durante noites chuvosas próximo as margens de rios e lagos. Originam-se de pessoas (a maioria das histórias fala de mulheres idosas) que foram flagradas durante a vida roubando o óleo das lanternas de santuários, tendo seu crime exposto para todos. A vergonha dessas pessoas era tão grande que acabavam se suicidando afogadas em rios ou lagos, onde acabavam se tornando yokais e passavam a assombrar.

Quando na forma de bola de fogo/cabeça em chamas, um Ubagabi possui cerca de 30 cm de diâmetro, além de apresentar um rosto de uma velha mulher. Também podem aparecer na forma de um frango, mas esta forma é menos comum e não dura muito tempo, tornando logo a assumir a forma de uma bola de fogo/cabeça em chamas.

Ubagabi no anime Gegege no Kitaro

Ubagabis possuem a incrível habilidade de voar longas distâncias - até 4 quilômetros - em um piscar de olhos. Ocasionalmente, eles roçam o ombro de uma pessoa e, em seguida, continuam vagando na escuridão. Dizem que aqueles que tiveram seu ombro tocado por um Ubagabi acabam morrendo de alguma forma dentro de três anos. No entanto, se a pessoa for rápido o suficiente e gritar, "Abura-sashi!" (ladrão de óleo) assim que um Ubagabi vier voando em sua direção, o yokai desaparecerá. A vergonha de ser chamado de ladrão de óleo é demais para suportar, mesmo na morte. Uma curiosidade: Ubagabis não são os únicos yokais relacionados ao roubo de óleo de lanternas. Aqui no blog temos o Abura-sumashi, mas também existem outros como o Abura-akago e o Sōgen-bi.

Ubagabis são mencionados em muitas obras antigas da literatura japonesa, como o Shokoku Rijin Dan (諸国 里人 談, "Histórias de Folclore Comum"), a coleção de contos diversos de Ihara Saikaku, Saikaku Shokoku Banashi (西 鶴 諸国 ば な し, "Os Contos das Províncias de Saikaku"), o Kokon Hyaku Monogatari Hyōban (古今 百 物語 評判, "Uma Análise de Cem Histórias de Fantasmas Novos e Antigos"), o Kawachi Kagami Meishōki (河内 鑑 名 所 記), e a coleção de ilustrações de yokais de Toiryama Sekien, o Gazu Hyakki Yakō (鳥山石燕 画図百鬼夜行, "A Ilustrada Parada Noturna de Cem Demônios").


fonte:
  • http://yokai.com/

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9 de dezembro de 2020

Mayantú

۞ ADM Sleipnir


Mayantú é uma espécie de duende com cabeça de sapo dito habitar nas profundezas da floresta amazônia peruana. De acordo com histórias contadas pelo povo da cidade peruana de Iquitos, ele pode ser encontrado vivendo no alto das copas de árvores gigantes, como a sumaúma. Dizem também que ele não é uma criatura maligna, podendo ajudar aqueles que necessitem de sua ajuda. Por isso, o Mayantú é freqüentemente referido pelo povo de Iquitos como "o bom deus da selva". No entanto, o Mayantú não ajudará aqueles que vierem para a selva para destruí-la ou prejudicar seus habitantes. 

Além de ser uma lenda de Iquitos, o povo indígena Yagua também acredita neste ser mitológico. Os Yagua acreditam que o Mayantú possui o conhecimento das plantas medicinais da selva e pode usar essas plantas para curar qualquer doença.

Arte de DoctorRat

fontes:

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24 de novembro de 2020

Kopuvai

۞ ADM Sleipnir

Arte de Angus McBride

Kopuvai (maori Kōpūwailiteralmente "barriga inchada de água" ou " engolidor de  água") é um maero (uma espécie de povo sobrenatural dito ter habitado a Nova Zelândia em tempos antigos) pertencente à mitologia maori, descrito como um gigante com cabeça de cachorro e um corpo humano porém coberto por escamas. Dizem que ele habitava uma caverna próxima ao rio Mata-Au, onde mantinha e criava uma matilha de ferozes cães de duas cabeças. Acompanhado de seus cães, Kopuvai costumava vasculhar a vizinhança em busca de alimento, e a iguaria favorita dele e de seus cães eram os humanos.

Uma história conta sobre uma ocasião onde Kopuvai encontrou um grupo de pessoas na região de Kaitangata e matou todos eles, exceto uma jovem chamada Kaiamio, a qual ele tomou como sua escrava.

Por mais apavorante que fosse, Kopuvai possuía uma fraqueza: os ventos quentes do noroeste o deixavam com sono. Kopuvai era ciente de sua fraqueza, e sabia que assim que ele adormecesse, Kaiamio tentaria escapar. Sempre que se sentia sonolento, Kopuvai amarrava uma corda de linho em seu braço e no braço de Kaiamio, para que caso ele ou ela o movesse, ele saberia que ela ainda estava lá. Apesar disso, Kaiamio foi capaz de enganá-lo e escapar. Ela desamarrou a corda em seu braço e a amarrou a uma planta próxima, de modo que, quando Kopuvai se mexia, ele sentia a corda ir e voltar, como se sua escrava estivesse amarrada a ele.

Quando Kopuvai acordou e viu que Kaiamio havia fugido, ficou furioso. Ao procurá-la, ele sentiu o seu cheiro no vento ao longo do rio Mata-Au. Foi então que Kopuvai fez jus ao significado de seu nome: tentando recapturá-la, ele engoliu tanta água do rio que seu leito ficou seco por algum tempo. O movimento de Kopuvai foi em vão, pois Kaiamio já havia conseguido chegar em sua casa no litoral. 

Com a intenção de se vingar de Kopuvai, ela retornou até a sua morada, porém desta vez acompanhada por um grupo de guerreiros. Eles esperaram por um vento noroeste para colocar Kopuvai para dormir. Quando o vento chegou, os guerreiros bloquearam a frente da caverna do gigante com samambaias e as acenderam. A fumaça acordou Kopuvai e ele tentou escapar por um buraco no telhado da caverna. Assim que ele saiu, os guerreiros o agarraram e o espancaram até a morte. Diz a lenda que após a morte de Kopuvai, seu corpo se tornou uma rocha hoje conhecida como Old Man Rock (Pedra do Velho). A área ao redor da rocha é a Reserva Histórica Kopuwai.


fontes:
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28 de outubro de 2020

Carcolh

۞ ADM Sleipnir

Arte de Feig

Carcolh ("Caracol", mais conhecido como Lou Carcolh, "O Caracol") é uma criatura mítica pertencente ao folclore da Gasconha (região no sudoeste da França que foi parte da "Província de Guiena e Gasconha" antes da Revolução Francesa), dita habitar em uma rede de cavernas localizada na comuna francesa de Hastingues.

Ela é descrita como tendo uma aparência híbrida entre uma serpente e um molusco, possuindo um grande e viscoso corpo serpentino e com uma enorme concha nas costas. Sua boca é cercada por vários tentáculos longos, peludos e cobertos de limo, sendo capazes de se estender (segundo alguns relatos) por quilômetros para capturar e arrastar até ela qualquer ser vivo que ousasse se aproximar de sua morada. Antes de devorar sua vítima, o Carcolh a esmaga contra sua dura concha, amaciando-a para facilitar a mastigação.

Arte de Traci Shepard

Por onde passa, o Carcolh deixa uma trilha de limo viscoso, e avistar essa trilha é um importante sinal para correr para bem longe, pois mesmo que a criatura não esteja por perto, seus tentáculos possuem um longo alcance.

Dizem que muitas vítimas da criatura foram pessoas que se aventuraram nas cavernas em busca de tesouros, escondidos no passado pelos habitantes de Hastingues antes da Invasão Espanhola. Curiosamente, não existe nenhuma referência na literatura e tradição oral mencionando o Carcolh anterior ao século XX. Também fazem mais de 50 anos que não surgem novos relatos acerca da criatura. Para muitos esse é um sinal de que o Carcolh morreu, mas os menos otimistas preferem acreditar que a criatura está viva, em uma profunda hibernação esperando por sua próxima vítima.

Arte de Ludovico Tellatin

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26 de outubro de 2020

Daligmata

۞ ADM Sleipnir

Arte de Ariel Manalo Cabral

Daligmata ("visão rápida" na língua manobo) é uma criatura ou espírito pertencente ao folclore filipino, em especial no arquipélago das Visayas, na região Bicol e na cultura Manobo. Ela é descrita como uma espécie de animal quadrúpede com o corpo coberto por inúmeros olhos brilhantes. Daligmata é tido como um espírito gentil e benévolo, e que pode ajudar as pessoas a encontrarem algo que tenham perdido. Um babaylan (uma espécie de xamã filipino) pode usar um Daligmata como um assistente na recuperação de almas perdidas, através de uma cerimônia conhecida como gudguden. 

De acordo com o folclore e as crenças locais, acredita-se que as almas de pessoas com doenças terminais foram roubadas por algum espírito maligno e por causa disso elas estão à beira da morte. O babaylan então entra em transe e visita o mundo espiritual, onde o Daligmata vive, e o ordena que recupere a alma do doente, passando-lhe também todas as informações para que o Daligmata saiba qual alma deve recuperar. Uma vez que o Daligmata recupera a alma do enfermo, ele e o babaylan devolvem a alma ao corpo do mesmo, curando-o.

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23 de outubro de 2020

Kani-oni

۞ ADM Sleipnir

Kani-oni (japonês 蟹鬼, "demônio caranguejo) é um de doze yokais ilustrados no Bakemono Tsukushi Emaki (japonês 化け物尽くし絵巻, literalmente "pergaminho ilustrado com toda sorte de monstros"), de autoria desconhecida e pintado por volta do ano 1820. Ele foi ilustrado como um caranguejo com um par de chifres e um rosto que lembra um rosto humano. Sua boca possui presas negras e seus olhos parecem estar girando em direções opostas. 

Infelizmente, fora essa ilustração, não existe nenhuma informação adicional ou história a respeito deste e de outros yokais ilustrados neste pergaminho.


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19 de outubro de 2020

Menhit

۞ ADM Sleipnir

Arte de ArnNormand

Menhit (também conhecida como Menhet, Menchit ou Menkhet) era uma antiga deusa da guerra originária da Núbia e absorvida pelo panteão egípcio. Seu nome significa “aquela que sacrifica”, mas ela também era conhecida como “a matadora” ou "aquela que massacra". Menhit era geralmente retratada como uma mulher com cabeça de leão usando um cocar adornado com um disco solar e um uraeus.

Como uma deusa da guerra, Menhit era a protetora dos faraós e de seus exércitos. Acreditava-se que ela liderava as tropas dos faraós durante as batalhas, disparando flechas de fogo contra os inimigos e garantindo o sucesso das batalhas. Por causa de seu caráter muito agressivo e guerreiro, ela às vezes é conhecida como a deusa dos leões.

Arte de RoyalAnubis


Associações com outros deuses

Menhit foi associada a Neith (outra deusa da guerra) na cidade de Esna e também foi associada ao “Olho de Ra” (e portanto com Tefnut, Sekhmet Hathor). No Alto Egito, ela era adorada como consorte de Khnum e mãe de Heka (Hike), onde juntos formavam a Tríade de LatópolisSeu centro de culto era localizado na cidade de Latópolis, perto da fronteira sul do Egito, onde tornou-se intimamente associada a outra deusa da guerra, Sekhmet, por causa de seu dever e aparência. Quando o Alto e o Baixo Egito se uniram, Menhit se tornou um aspecto de Sekhmet.

Em Tinis, Menhit era tida como consorte de Anhur. Em Heliópolis, ela foi identificada com Ísis e em Leotópolis ela foi considerada um aspecto de Tefnut. Na verdade, é provável que a história em que Tefnut foge para Núbia e é trazida de volta por Shu e Thoth foi escrita originalmente sobre Menhit e Anhur (particularmente porque o nome deste último significa "aquele que trouxe de volta a Distante").

Arte de Ashley Murphy

fontes:

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15 de outubro de 2020

Javali de Erimanto

۞ ADM Sleipnir

Arte de CharlottaBavholm

O Javali de Erimanto (do grego Ὑς Ερυμανθιος) era na mitologia grega um monstruoso javali que habitava o monte Erimanto, na Arcádia. Segundo a lenda, todos os dias ele descia o monte e assolava a vizinhança, arruinando plantações e destruindo tudo o que encontrava pelo caminho. Era capaz de provocar abalos sísmicos e, com suas presas, era capaz de arrancar árvores enormes pela raiz e dilacerar homens ou animais que cruzassem o seu caminho.

Arte de kgphee

No quarto dos seus famosos doze trabalhos, o herói Héracles recebeu do rei Euristeu a missão de capturá-lo vivo e trazê-lo até a sua presença. Héracles expulsou o javali de seu esconderijo no topo do monte Erimanto aos berros, perseguiu-o através da neve que cobria a região e cansou-o até que pudesse ser capturado. Depois disso, Héracles colocou o javali sobre os ombros e levou-o até o palácio de Euristeu, em Micenas. Ao ver o monstro, Euristeu foi tomado de pavor e escondeu-se numa grande ânfora que mantinha no palácio para esconder-se em caso de perigo.


fontes:

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12 de outubro de 2020

Ryomen-sukuna

۞ ADM Sleipnir

Arte de abarewanko

Ryomen-sukuna (japonês 両面宿儺, literalmente "Demônio de Duas Faces") é um personagem dito ter aparecido em tempos antigos na província de Hida, no Japão, durante o governo do Imperador Nintoku (entre os anos 313 e 399 d.C.). Histórias sobre ele são conflitantes, sendo visto nas histórias como um homem, como uma divindade, como um demônio ou espectro, entre outros.

De acordo com o Nihon Shoki ("Crônicas do Japão"), Ryomen-sukuna apareceu na província de Hida por volta do ano 377, ameaçando e saqueando a população. Ele foi descrito como tendo uma cabeça com duas faces, uma na frente e outra atrás de sua cabeça (lembrando o deus romano Jano), além de dois pares de braços (com os quais segurava um par de espadas, um arco e uma flecha) e pernas, sendo um par na frente de seu corpo e outro par nas costas. Sua altura varia conforme as descrições, desde 3 metros até um pouco mais de 50, mas o fato é que ele era muito mais alto que a média dos japoneses naquela época. Sukuna era ainda dotado de força sobre-humana, agilidade e inteligência.

Após Ryomen-sukuna se recusar a cumprir as diretivas imperiais, o Imperador Nintoku enviou o xogum Takefurukuma-no-mikoto (japonês 武振熊命) para derrotá-lo e expulsá-lo da província. As crônicas foram, de fato, escritas com o objetivo de legitimar a autoridade imperial. A campanha militar é, portanto, descrita como um ato de libertação, libertando o povo de Hida de um déspota do mal. As lendas populares locais, entretanto, relatam um ponto de vista diferente. Elas descrevem Ryomen-sukuna como um líder sábio e benevolente, que morreu defendendo seu povo de uma potência estrangeira invasora. Suas duas faces representam tanto o lado forte quanto o lado compassivo de sua personalidade. 

Uma famosa escultura local de Ryomen-sukuna esculpida em madeira mostra seu rosto de um lado com uma expressão ameaçadora, com as mãos segurando um arco e flecha, enquanto o outro lado mostra uma atitude pacífica e calma, as mãos cruzadas na frente do peito em um gesto de devoção. E embora o relato "oficial" no Nihon Shoki descreva Ryomen-sukuna empunhando duas espadas, as imagens locais invariavelmente o mostram segurando um machado, uma alusão às montanhas onde o mesmo vivia.

Uma teoria afirma que Ryomen-sukuna é na verdade um símbolo de irmãos gêmeos, referindo-se a Oousu no Mikoto e Ousu no Mikoto, um par de gêmeos na antiga história japonesa. Outra teoria afirma que Ryomen-sukuna se refere aos filhos do Imperador Chuai: Kagosaka no Miko e Oshikuma no Mikoto. Ambos os pares de irmãos estão profundamente relacionados com as províncias de Hida e Mino.

Ryomen-sukuna é considerado patrono do Templo Senko-ji e do Templo Zenkyu-ji em Nyukawa-cho, na cidade de Takayama, e dizem que ele teria introduzido o Budismo na província de Hida. Ryomen-sukuna também é adorado em muitos outros templos antigos nas províncias de Hida e Mino. 

Cultura Popular

Ryomen-sukuna aparece como um chefe no jogo Nioh 2, para Playstation 4. No mangá e anime Jujutsu Kaisen, é um dos principais antagonistas, considerado o "Rei das Maldições". 

fontes:

  • A Companion to the Anthropology of Japan, por Jennifer Robertson;
  • The Rousing Drum: Ritual Practice in a Japanese Community, por Scott Schnell;
  • https://enkumastercarverjapan.blogspot.com/2013/02/sukuna.html
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9 de outubro de 2020

Whintosser

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Whintosser é uma temível e agressiva espécie de criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dita viver em matilhas nas cordilheiras da costa da Califórnia. Sua aparência é bastante bizarra, possuindo um corpo num formato de prisma triangular, com uma cabeça numa base, uma cauda na outra e 2 pares de pernas em cada lateral do corpo, permitindo que a criatura ande de cabeça para baixo, de lado e no chão, além de se  manter estável durante terremotos. Sua cabeça gira para se adequar ao lado cuja as pernas estão tocando o chão.

Whintossers costumam causar problemas frequentes aos homens e são muito difíceis de matar. Qualquer que seja o método, seja atirando ou batendo neles, apenas aumentará sua fúria. A única forma efetiva de matar um Whintosser é forçá-lo a entrar em uma calha de água ativa. Uma vez preso, o Whintosser tentará andar em todas as direções, se despedaçando enquanto tenta escapar.

Histórias sobre os Whintossers surgiram no começo do século XX, em especial no ano de 1906, quando ocorreu o chamado Grande Terremoto de São Francisco.


fontes:
  • "The Central American Whintosser" from Fearsome Creatures of the Lumberwoods (1910) por William T. Cox
  • https://cryptidz.fandom.com
  • https://arcanebeastsandcritters.wordpress.com/2018/04/21/the-whintosser/

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5 de outubro de 2020

Mameleu

۞ ADM Sleipnir

arte de Elartwyne Estole

Mameleu (também conhecida como Nanreben ou Mamayloé uma gigantesca serpente marinha (ou dragão) presente no folclore filipino, dita atacar pescadores em noites de lua cheia. É geralmente descrita como tendo um corpo com um comprimento que varia dentre 30 a 200 metros, repleto de escamas largas e resistentes. Sua cabeça é comparada a de um búfalo asiático, possuindo um par de chifres e presas longas, e olhos vermelhos bastante assustadores, dos quais dizem que o Mameleu expele chamas (outras versões da lenda não especificam os olhos,  só afirmam que a criatura expele chamas).

Não é claro se existem múltiplos Mameleu ou somente um, mas supostos avistamentos da criatura por parte de pescadores foram feitos ao longo das décadas e em regiões diferentes das Filipinas.

Arte de ladysantos30

fontes:

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2 de outubro de 2020

Vepar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Peyeyo

Vepar (também chamado Vephar ou Separ) é, de acordo com a demonologia, um grande duque do inferno, possuindo vinte e nove legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 42º dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando conjurado, aparece na forma de uma sereia.

Vepar rege as águas e guia navios de guerra, podendo ocultá-los de seus inimigos. À pedido do magista, pode tornar o mar tempestuoso e agitado e fazer com que o mesmo pareça repleto de navios de guerra.

Ele também pode matar homens em três dias, afligindo-os com úlceras e feridas, apodrecendo-as e criando vermes nelas, porém caso seja desejo do magista que o conjurou, Vepar pode curá-los rapidamente.

Selo nº1 de Vepar


Selo nº 2 de Vepar


Cultura Popular

  • Assim como outros espíritos goetianos, Vepar aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, além de aparecer em Final Fantasy XI online e como um boss em Bloodstained: Ritual of the Night.
  • No romance The Case of the Toxic Spell Dump ("O Caso do Despejo de Feitiços Tóxicos", de 1993) de Harry Turtledove, Vepar é um dos vários espíritos da água que haviam feito pactos com o corpo de bombeiros de Angels City.
  • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Vepar é um dos 7 djins pertencentes ao personagem Sinbad

Arte de Orioto
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28 de setembro de 2020

Biasd Na Srogaig

۞ ADM Sleipnir

Arte de Nitrox-Marques

Biasd Na Srogaig (gaélico, literalmente "besta do chifre inferior") é uma criatura mítica dita habitar os lagos da Ilha de Skye, na Escócia. Geralmente descrita como sendo semelhante a um unicórnio, possuindo um único chifre em sua testa, porém possui pernas imensamente longas e que o fazem andar de maneira desajeitada, e seu corpo  possui uma forma volumosa e pesada, tornando-o mais parecido com um rinoceronte.

Dizem que todos os Biasd Na Srogaig são do sexo masculino, e para perpetuar sua raça, se transformam em homens e se relacionam com mulheres humanas, que acabam tendo uma criança também do sexo masculino. Além disso, um Biasd Na Srogaig não hesitaria em despachar com seu grande chifre qualquer homem que considere fraco e tomar seu lugar, a fim de gerar um filho mais forte e mais digno. Há histórias que afirmam que na verdade os Biasd Na Srogaig são criaturas puras, que mantém distância dos humanos, principalmente daqueles considerados impuros.

Originalmente, a figura do Biasd Na Srogaig era utilizada como uma espécie de bicho-papão para assustar crianças, onde era dito que a criatura espetava com seu chifre e devorava aquelas que não se comportam. Com o tempo passou a ser tratado como uma criatura real, provavelmente por aqueles que cresceram ouvindo histórias sobre ele.


fontes:

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25 de setembro de 2020

Os Três Galos do Ragnarok

۞ ADM Sleipnir

Arte de Chase Stone

De acordo com a mitologia nórdica, durante o Ragnarok (série de eventos que irão culminar no fim do mundo; clique no nome para saber mais), três galos serão responsáveis por cantar ao mesmo tempo e despertar os três principais grupos (os Aesir e seu exército de guerreiros, os gigantes e Hel com sua horda de mortos) para a batalha final. 

Um galo dourado chamado Gullinkambi ("Crista dourada") cantará em Valhala, sinalizando para Odin e os demais deuses o início da batalha. Em Gálgviðr, uma floresta localizada em Jotunheim, terra dos gigantes, um galo vermelho chamado Fjalar ("enganador") cantará alertando os gigantes sobre o iminente conflito. Por último em Helheim, terra dos mortos, outro galo vermelho (não nomeado nos Eddas) cantará para Hel, que então convocará seu exército de mortos para partir rumo à planície Vigrid, palco do conflito final.

Arte de trestaure

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23 de setembro de 2020

Gancanagh

۞ ADM Sleipnir

Arte de erinclaireb

Gancanagh (do irlandês gean cánach, literalmente “locutor do amor”, também conhecido como Ganconer, Geancanach) é uma espécie de fada masculina pertencente a mitologia irlandesa/escocesa, sendo conhecido por seduzir mulheres humanas (geralmente pastoras de rebanho ou amas de leite). Costuma ser descrito como sendo semelhante a um Leprechaun (outro tipo de fada irlandesa), vestido de maneira elegante, fumando um cachimbo de barro (chamado de dudeen) e usando um chapéu de fazendeiro.

Através de um potente feromônio secretado pela sua pele, o Gancanagh atrai a mulher que ele desejar até sua localização, geralmente no meio das florestas, e com uma voz encantadora sussurra palavras sedutoras em seus ouvidos. Após ter relações com uma mulher o Gancanagh desaparece, deixando-a num estado de depressão e abstinência tão profundos que a mesma acaba morrendo. Além disso, qualquer um, seja homem ou mulher, que encontra um Gancanagh pode ser acometido por uma terrível má sorte.

Uma forma de saber se há um Gancanagh por perto é notar que os pássaros param de cantar na sua presença. Dizem também que não possuem uma sombra, portanto pode ser identificado dessa forma. Como todas as fadas, um Gancanagh pode ser repelido com ferro. 


fontes:
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21 de setembro de 2020

Irshi

۞ ADM Sleipnir


Irshi (turco: İrşi) é uma espécie de espírito ou fada pertencente ao folclore turco. São geralmente descritos como tendo uma bela aparência humana, alados e dotados de poderes mágicos ou sobrenaturais. As histórias e lendas costumam retratá-las como tendo um temperamento maligno ou benigno.

Em algumas lendas, Irshi são vistos como seres descendentes de anjos caídos/demônios ou como "espíritos dos mortos, sendo propensos a aparecer durante a noite e sequestrar tanto bebês humanos (deixando changelings em seus lugares) quanto rapazes e moças. 

Em outras, Irshi são descritas como elegantes dançarinas, dotadas de um temperamento doce e gentil, e geralmente atuam como mentoras de alguém. Normalmente protegem um Tigin (príncipe) ou Begüm (princesa) e o herói da história, usando sua magia para ajudá-los ou apoiá-los.

Arte de tjota

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18 de setembro de 2020

Guariba-bóia

۞ ADM Sleipnir

Arte de Ícaro Maciel

Guariba-bóia é uma espécie de criatura com cabeça de macaco bugio (guariba) e o corpo de uma jibóia, que segundo histórias, habita em vários trechos do rio Amazonas e também em lagos próximos ao Rio Negro. Dizem que escavam túneis no fundo de rios turvos e se escondem na lama ou em matagais de plantas aquáticas. Anunciam sua presença com uivos altos e ressonantes que soam como uma bando inteiro de macacos bugios. Eles rugem debaixo d'água e seus chamados são particularmente altos nas noites de chuva.

Guariba-bóias podem atingir cerca de seis metros de comprimento, e embora não sejam tão grandes quanto as Boiunas, possuem presas pontiagudas e um veneno letal. A morte pela picada de uma guariba-bóia é rápida e dolorosa, após a qual ela engole sua vítima inteira. Não é comum procurarem por presas humanas, mas caso estejam com muita fome, Guariba-bóias são capazes de virar canoas e se alimentar de seus ocupantes.

fontes:

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16 de setembro de 2020

Shivini

۞ ADM Sleipnir
Shivini (também conhecido como Siuini, Artinis, Ardinis) era um deus solar na mitologia dos urartianos, povo pertencente ao antigo reino de Urartu. Urartu ficava localizado na região hoje conhecida como Planalto Armênio (entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e o Cáucaso), existindo durante a idade do Ferro (860 a.C. – 590 a.C.).

Shivini integrava uma importante tríade de divindades, ao lado de Khaldi/Haldi (deus da guerra e divindade suprema dos urartianos) e Theispas (divindade associada aos trovões e tempestades). Ele era geralmente retratado como um homem de joelhos, segurando um disco solar. Sua consorte era a deusa Tushpuea

Os deuses urartianos eram muitos deles adotados e/ou mesclados com divindades hurritas e de outras culturas. Shivini, em particular, é associado ao deus mesopotâmico Shamash

Arte de Andranik88
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14 de setembro de 2020

Hathor

۞ ADM Sleipnir

Arte de Yin Yuming

Hathor (egípcio: ḥwt-ḥr, também Hator, Het Herué uma das deusas mais importantes e famosas do antigo Egito. Ela era conhecida como "A Grande de Muitos Nomes", e seus títulos e atributos são tão numerosos que ela era importante em todas as áreas da vida e da morte dos antigos egípcios. Acredita-se que sua adoração foi difundida mesmo no período pré-dinástico, porque ela aparece na Paleta de Narmer. No entanto, alguns estudiosos sugerem que a deusa com cabeça de vaca retratada na paleta é na verdade Bat (uma antiga deusa vaca que foi amplamente absorvida por Hathor) ou mesmo o próprio faraó Narmer. No entanto, ela foi certamente popular no Reino Antigo, pois aparece ao lado de Bastet no templo do vale de Khafre, em Gizé. Hathor representa o Alto Egito e Bastet representa o Baixo Egito.

Hathor era originalmente uma personificação da Via Láctea, a qual era considerada o leite que brotava das úberes de uma vaca celestial (associando-a  a Nut, Bat e Mehet-Weret). Com o passar do tempo, ela absorveu os atributos de muitas outras deusas, mas também se tornou mais intimamente associada a Ísis, que até certo ponto usurpou sua posição como a deusa mais popular e poderosa do Egito. No entanto, ela permaneceu popular ao longo da história egípcia. Mais festivais foram dedicados a ela e mais crianças receberam o nome dela do que qualquer outro deus ou deusa do Egito Antigo. Sua adoração não se limitou ao Egito e à Nubia, tendo sido adorada em toda a Ásia Ocidental Semítica, Etíope, Somália e Líbia, mas era particularmente venerada na cidade de Biblos.

Deusa do Céu

Ela era uma deusa do céu, conhecida como "Senhora das Estrelas" e "Soberana das Estrelas" e ligada à estrela Sirius (e, portanto, as deusas Sopdet e Ísis). Seu aniversário era celebrado no dia em que Sirius se levantou pela primeira vez no céu (anunciando a próxima inundação). No período ptolomaico, ela era conhecida como a deusa de Hethara, o terceiro mês do calendário egípcio. Como "a Senhora do Céu", ela foi associada com Nut, Mut e a rainha. Já como a" Enfermeira Celestial", ela amamentava o faraó sob a aparência de uma vaca ou como um figo de sicômoro (porque este exala uma substância leitosa branca). 


Deusa da Fertilidade

Como "a Mãe das Mães", ela era a deusa das mulheres, da fertilidade, das crianças e do parto. Ela tinha poder sobre qualquer coisa relacionada às mulheres, desde problemas de concepção ou parto, até saúde, beleza e assuntos do coração. No entanto, ela não era adorada exclusivamente por mulheres e, ao contrário dos outros deuses e deusas, possuía sacerdotes masculinos e femininos.

Deusa da Beleza

Hathor também era a deusa da beleza e patrona das artes cosméticas. Sua oferta votiva tradicional eram dois espelhos e ela era frequentemente retratada em espelhos e paletas cosméticas. No entanto, ela não era considerada vaidosa ou superficial, mas tinha certeza de sua própria beleza e bondade, e amava coisas boas e belas. Ela era conhecida como "a amante da vida" e era vista como a personificação da alegria, amor, romance, perfume, dança, música e álcool. 


Hathor era especialmente ligada à fragrância do incenso de mirra, que era considerado muito precioso e incorporava todas as qualidades mais refinadas do sexo feminino. Hathor foi associada a turquesa, malaquita, ouro e cobre. Como "Senhora da Turquesa" e "Senhora da Malaquita", era a padroeira dos mineiros e a deusa da península do Sinai (local das famosas minas egípcias de Serabit el-Khadim)Os egípcios usavam maquiagem para os olhos feita de malaquita moída, que tinha uma função protetora (no combate a infecções oculares) atribuída a Hathor.

Associação á música, dança e a sexualidade

Ela era a padroeira dos dançarinos e estava associada à música percussiva, particularmente ao sistro (que também era um fetiche de fertilidade). Ela também foi associada ao colar Menit (que também pode ter sido um instrumento de percussão) e era frequentemente conhecida como "A Grande Menit". Muitos de seus sacerdotes eram artesãos, músicos e dançarinos que aumentavam a qualidade de vida dos egípcios e a adoravam expressando sua natureza artística. 


Hathor era a encarnação da dança e da sexualidade, possuindo o epíteto de "Mão de Deus" (uma referencia ao ato da masturbação) e "Senhora da Vulva". Um mito diz que certa vez ficou tão desanimado que se recusava a falar com alguém. Hathor então dançou diante dele expondo suas partes íntimas, o que o fez rir alto e retomar o bom humor.

Seu papel como psicopompo

Como a "Senhora do Oeste" e a "Senhora do Sicômoro do Sul", Hathor protegia e auxiliava os mortos em sua jornada final. Árvores não eram comuns no Egito Antigo, e sua sombra era bem acolhida pelos vivos e também pelos mortos. Ela às vezes era retratada servindo água para o morto usando um sicômoro (um papel anteriormente associado com Amentet que foi muitas vezes descrito como a filha de Hathor) e, segundo o mito, ela (ou Ísis) usou o leite do sicômoro para restaurar a visão de Hórus, que havia sido cegado por Seth. Por causa de seu papel em ajudar os mortos, ela costuma aparecer em sarcófagos com Nut (a primeira no topo da tampa e a outra sob a tampa).


As Sete Hatores

Hathor ocasionalmente assumia uma forma sétupla conhecida como as Sete Hatores, que eram associadas com o destino e adivinhação. Pensava-se que as Sete Hatores conheciam a duração da vida de cada criança desde o dia em que nasciam e examinavam as almas dos mortos conforme elas viajavam para a terra dos mortos. Seus sacerdotes podiam ler a fortuna de uma criança recém-nascida, e agir como oráculos para explicar os sonhos das pessoas. Pessoas viajavam por milhas para suplicar a deusa por proteção, assistência e inspiração. As Sete Hatores eram adoradas em sete cidades: Waset (Tebas), Iunu (On, Heliópolis), Afrodópolis, Sinai, Momemphis, Herakleopolis, e Keset. Elas podem ter sido ligadas às constelações Plêiades

Olho de Rá

Contudo, Hathor também era uma deusa da destruição, quando em seu papel como o Olho de Rá - defensora do deus do sol. Segundo o texto funerário chamado Livro da Vaca Celestial, Rá enviou Hathor a fim de punir os humanos, que estavam criticando e tramando contra o seu governo. Hathor se transforma na deusa leoa Sekhmet e massacra os revoltosos, porém Rá impede que ela extermine toda a humanidade. Ele ordena que cerveja seja tingida de vermelho e derramada pela terra. Sekhmet bebe toda a cerveja achando que era sangue, e acaba entrando em um estado enebriado que lhe permite retornar para a forma de Hathor. 


Associações com outros deuses

Seu marido, Hórus, o Velho, era associado ao faraó, portanto Hathor era associada à rainha. O nome dela é traduzido como "A Casa de Hórus", que se refere tanto ao céu (onde Hórus vivia como um falcão) quanto à família real. Ela teve um filho chamado Ihy (que era um deus da música e da dança) com Hórus-Behdety e os três foram adorados na cidade de Dendera (Iunet). No entanto, seus relacionamentos familiares tornaram-se cada vez mais confusos com o passar do tempo. Ela foi provavelmente e primeiramente considerada a esposa de Hórus, o Velho, e a filha de Rá, mas quando Rá e Hórus foram unidos como a divindade composta Rá-Horakty, Hathor tornou-se esposa e filha de Rá.

Isso fortaleceu sua associação com Ísis, que era mãe de Hórus, a Criança, com Osíris. Em Hermópolis (Khmunu), Thoth era o principal deus, e Hathor era considerada sua esposa e a mãe de Rá-Horakhty (uma deidade composta que fundia com Hor-akhty). Thoth já tinha uma esposa, Seshat (a deusa da leitura, escrita, arquitetura e aritmética), então Hathor absorveu seu papel, inclusive atuando como testemunha no julgamento dos mortos. Seu papel em acolher os mortos lhe rendeu um novo marido - Nehebkau (o guardião da entrada do submundo). Então, quando Rá e Amon se fundiram, Hathor passou a ser vista como a esposa de Sobek, considerado um aspecto de Amon-Ra. No entanto, Sobek também era associado a Seth, o inimigo de Hórus.

Iconografia

Hathor assumia a forma de uma mulher, um ganso, um gato, um leão, uma malaquita, uma figueira, para citar apenas alguns. No entanto, a manifestação mais famosa de Hathor é como uma vaca e, mesmo quando ela aparece como mulher, ela tem as orelhas de uma vaca ou um par de chifres elegantes. Quando ela é retratada inteiramente como vaca, ela sempre tem belos olhos pintados. Ela era frequentemente retratada em vermelho (a cor da paixão), embora sua cor sagrada seja turquesa. Também é interessante notar que apenas ela e o deus anão Bes (que também possuía um papel no parto) foram retratados de frente (e não de perfil). 

Ísis emprestou muitas de suas funções e adaptou sua iconografia, na medida em que muitas vezes é difícil ter certeza de qual das duas deusas é retratada. No entanto, as duas divindades não eram as mesmas. Ísis era, sob muitos aspectos, uma divindade mais complexa que sofreu a morte de seu marido e teve que lutar para proteger seu filho recém-nascido, de modo que compreendeu as provações e tribulações do povo e pôde se relacionar com eles. Hathor, por outro lado, era a personificação do poder e do sucesso e não experimentava dúvidas. Enquanto Ísis era misericordiosa, Hathor era decidida a perseguir seus objetivos. Quando ela assumiu a forma de Sekhmet, não teve piedade das pessoas e até se recusou a parar de matar quando recebeu ordens.


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Ruby